Scielo RSS <![CDATA[Lua Nova: Revista de Cultura e Política]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-644520180002&lang=pt vol. num. 104 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Trabalhadores, sindicalismo e política: 1978, quarenta anos depois]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[CLASSE TRABALHADORA, CONFRONTO POLÍTICO E DEMOCRACIA: O CICLO DE GREVES DO ABC PAULISTA E OS DESAFIOS DO SINDICALISMO ATUAL]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O artigo analisa os movimentos de greve dos metalúrgicos do ABC Paulista, ocorridos nos anos de 1978, 1979 e 1980, marcando o início de um longo ciclo de greves e contestação que atravessará as décadas de 1980 e 1990. Nesse sentido, buscar-se-á levar em conta a dinâmica de confrontação constituída a partir das interações entre trabalhadores/as, patronato e Estado. Ainda que seja dada atenção às práticas de patrões e Estado, ênfase central será dada ao movimento da classe trabalhadora. A ideia é apresentar a forma como os trabalhadores/as participaram dessa dinâmica, percebendo os limites e possibilidades dessa participação. Isso será feito considerando fatores externos e internos ao referido movimento. Por fim, a partir das questões por ele suscitadas, colocaremos o movimento em diálogo direto com os desafios trazidos pelo momento atual do mundo do trabalho e do sindicalismo brasileiro.<hr/>Abstract The article analyses the ABC Paulista metal workers’ strike movements, in 1978, 1979 and 1980, which are considered to be the beginning of a long contention cycle that lasted until the 1990s. Although taking into account the confrontation dynamics among workers, capital and state, we focus on the labor movement actions and responses, by dealing with the influence of internal and external factors upon the workers’ movement. In the last part we put past and present in dialogue and present the issues challenging the labor collective action. <![CDATA[SINDICALISMO DO ABC E A ERA LULA: CONTRADIÇÕES E RESISTÊNCIAS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200067&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O sindicalismo metalúrgico do ABC Paulista criou, a partir do enfrentamento político e das greves durante o período da ditadura militar de 1964, condições para defender suas demandas econômicas na esfera pública, ao mesmo tempo em que se constituiu em uma força política no cenário nacional. A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República do Brasil, em 2002, e sua permanência no cargo por oito anos (2003-2010), foi a confirmação da força política desse sindicalismo que estabeleceu novos parâmetros e influenciou os rumos da organização dos trabalhadores no país. O artigo busca - a partir de um levantamento de dados estatísticos referentes ao trabalho e ao emprego na região do ABC Paulista - estabelecer uma relação entre o contexto econômico e político do período Lula/Dilma Rousseff e as estratégias sindicais dos metalúrgicos, levando em conta as ligações políticas evidentes com o governo do Partido dos Trabalhadores, principalmente com o presidente operário. A intenção é avaliar, como resultado dessa proximidade, a existência de avanços e/ou recuos nas práticas de luta do sindicato no sentido de obter melhores salários, criar novas oportunidades de emprego, aumentar a atuação junto à sociedade civil e buscar interferir no debate sobre estratégias de desenvolvimento regional.<hr/>Abstract Since the political confrontation and strikes during the 1964 Brazilian military dictatorship, the metalworker trade unionism of the ABC has created viable conditions of defending its economic demands in the public sphere, and at the same time has become a political force in Brazil. The election of Lula in 2002 and his permanence in this position for eight years (2003-2010) were the confirmation of the political strength of this trade unionism, which established new parameters and influenced in the organization of the workers in the country. Based on statistical data collection on work and employment in the ABC region, this paper seeks to determine an association between the economic and political context of the Lula/Dilma period and the strategies of the metalworkers trade union, taking into account its clear political relationship with the Brazilian Workers´ Party, especially with a worker president. The objective is to evaluate, as a result of this relationship, the existence of advancements or regressions in the union’s struggles for better wages, new job opportunities, approximating themselves to civil society, and its attempt to interfere in the debate about regional development strategies. <![CDATA[DAS GREVES DO ABC AO CONSELHO DE RELAÇÕES DE TRABALHO: CHANCES E LIMITES DA AÇÃO SINDICAL INSTITUCIONAL]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200097&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo tem como propósito reconstituir os nexos entre o sindicalismo oriundo das greves operárias e populares desencadeadas a partir de fins da década de 1970 e as condições recentes de regulação do trabalho no Brasil, com particular foco na atuação sindical no Conselho de Relações de Trabalho (CRT), criado em 2010. Não se trata de realizar um balanço dos últimos 40 anos, seja da trajetória do sindicalismo brasileiro, seja dos caminhos da regulação do trabalho no país. Tão somente percorremos em grandes linhas a trajetória sindical desde então, até nos determos no CRT, em sua formatação e agenda, para assim analisar as chances e limites propiciados à atuação sindical. Para tanto, dialogamos com a bibliografia referida ao tema e com pesquisas e reflexões acumuladas pelos autores, assim como apoiamo-nos em pesquisa documental (atas do CRT, leis, decretos, medidas provisórias e portarias), em pesquisa midiática e em entrevistas com membros das bancadas sindical e governista do CRT.<hr/>Abstract The purpose of this article is to reconstitute the links between trade unionism stemming from the workers’ and popular strikes that began in the late 1970s and the recent conditions of labor regulation in Brazil, with a particular focus on trade union activity in the Labor Relations Council (CRT), created in 2010. It is not a question of carrying out a balance of the last 40 years, either in the trajectory of Brazilian trade unionism or in the ways of regulating labor in the country. We have only followed the trade union trajectory since then, until we stop at the CRT, in its format and agenda, in order to analyze the possibilities and limits of trade union activity. In order to do so, we dialogue with the bibliography on the subject and with research and reflections accumulated by the authors, as well as supporting documentary research (CRT minutes, decrees, provisional measures and ordinances), media research and interviews with union and governor of the CRT. <![CDATA[TRABALHO E POLÍTICA EM SÃO BERNARDO: ARQUEOLOGIA DE UMA HEGEMONIA PRECÁRIA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200133&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O principal objetivo deste artigo é revisitar as etnografias do trabalho operário, assim como os estudos de caso ampliados que, ao longo dos anos 1970 e 1980, registraram a transformação do grupo operário metalúrgico de São Bernardo em um dos mais importantes atores políticos do processo de redemocratização do país, precipitando o fim da ditadura militar e inaugurando o que alguns autores chamaram de “era das invenções democráticas”. Para tanto, inicialmente pretende-se enfocar as raízes sociais do processo de inquietação operária no tocante à relação entre o recrudescimento do despotismo fabril e os limites à negociação impostos pela regulação autoritária como catalisador do ciclo grevista que se estendeu entre 1978 e 1981. Finalmente, busca-se identificar no contexto histórico da onda grevista de fins dos anos 1970 a formação da relação social hegemônica que combinou o consentimento passivo das bases sociais com o consentimento ativo das lideranças sindicais na criação da regulação lulista dos conflitos sociais que vigorou no país entre os anos de 2003 e 2016.<hr/>Abstract The main objective of the article is to revise the ethnographies of labor, as well as the extended case studies that during the 1970s and 1980s saw the transformation of the São Bernardo metalworking group into one of the most important political actors in the redemocratization process of the country, precipitating the end of the Brazilian military dictatorship and inaugurating what some authors called the “era of democratic inventions”. For such, it focuses initially on the social roots of the workers’ unrest process on the relationship between the upsurge of industrial despotism and the limits to negotiation imposed by authoritarian regulation as a catalyst for the strike cycle that lasted from 1978 to 1981. Finally, this article seeks to identify, within the historical context of the strike wave of the late 1970s, the formation of the hegemonic social relation that combined the passive consent of social bases with the active consent of the union leaders in the creation of Lula’s regulation of social conflicts style that prevailed in the country between the years 2003 and 2016. <![CDATA[QUANDO OS TRABALHADORES PARAM? REINTERPRETANDO A OCORRÊNCIA DE GREVES NO BRASIL]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200167&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Dialogando com as diferentes abordagens presentes na literatura, este artigo procura analisar a incidência de greves nas diferentes fases econômicas e políticas do Brasil, nas duas últimas décadas. Ao mesmo tempo, inserimos as greves no contexto da conjuntura e dinâmica organizacional do movimento sindical. Ao longo desse período, a incidência de greves tendeu a diminuir nos momentos de alta do desemprego e a aumentar nos momentos de queda. Não foi encontrada relação entre greve e ganho salarial. A análise da relação entre greve e política parece corroborar a ideia de que em governos de centro-esquerda observa-se menor volume de greves do que em governos de centro-direita, enquanto a maior competição no interior do movimento sindical, inferida pelo número de sindicatos em cada ano, esteve associada a um maior volume de greves. Essas correlações, ainda que inconclusivas, apontam o caminho para novas investigações, utilizando séries mais longas e análise comparada.<hr/>Abstract Dialoging with the different approaches present in the literature, this article tries to analyze the incidence of strikes in the different economic and political phases of Brazil in the last two decades and situating strikes within the current political and economic scenario, in addition to describing the organizational dynamics of the trade union movement. During this period, the incidence of strikes tended to decrease in times of high unemployment rates, and increase when those fell. No relation was found between strikes and wage gains. Analysis of the relationship between strikes and politics seems to corroborate the idea that in mid-left governments there is a lower volume of strikes than in mid-right governments, while the greater competition within the trade union movement, inferred by the number of unions in each year, was associated with a higher amount of strikes. These correlations, although inconclusive, indicate the way to further investigations, with the use of longer series and comparative analysis. <![CDATA[PLURALIDADE SINDICAL NO CAMPO? AGRICULTORES FAMILIARES E ASSALARIADOS RURAIS EM UM CENÁRIO DE DISPUTAS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200201&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo analisa as mudanças na estrutura sindical dos trabalhadores rurais nas últimas décadas, marcadas pela emergência de novas identidades políticas que lutam pelo reconhecimento de sua diversidade e pela constituição de formas próprias de representação. Desde os anos 1980 têm ocorrido experiências iniciais de organizações de assalariados e pequenos agricultores por fora dos canais sindicais estabelecidos. No entanto, foi nos primeiros anos do século XXI que formou-se uma organização sindical própria de agricultores familiares que passou a competir com o sindicalismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e, mais recentemente, a formação de uma Confederação Nacional de Assalariados Rurais (Contar), como representante exclusiva dos assalariados rurais. O artigo explora essas mudanças recentes na representação dos trabalhadores do campo, os conflitos de posição gerados e suas relações com o Estado.<hr/>Abstract This article aims to analyze the changes in the union structure of rural workers in recent decades, marked by the emergence of new political identities struggling for the recognition of their diversity and creation of forms of representation. Since the 1980s there have been some initial organizational experiences of wage earners and small farmers outside the established trade union channels. However, it was in the early years of the twenty-first century that a separate union of family farmers was formed and started to compete with the unionism of the National Confederation of Agricultural Workers (Contag) and, more recently, the National Rural Salaried Confederation (Contar), as the exclusive representative of rural workers. The study aims to explore these recent changes in the representation of workers in the field, conflicts of position generated and their relations with the State. <![CDATA[REORGANIZING FROM THE BELOW: CONTEMPORARY CAPITALISM AND THE CHALLENGES FOR ARGENTINE TRADE UNIONISM]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200239&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen El sindicalismo en la fase actual del desarrollo capitalista argentino enfrenta enormes desafíos relacionados con el avance de la formulación de políticas neoliberales que se expresan en la profundización de la flexibilidad, el crecimiento de los mercados informales, la retirada del Estado como actor central en las relaciones laborales y el auge de las empresas multinacionales en tanto agentes que operan a escala global. Estos procesos interrogan las formas de resistencia y confrontación que marcaron un gran período de conflictividad. En gran parte esa dinámica estuvo regimentada por el modelo corporativista que articuló las relaciones laborales. En este artículo nos interesa analizar las implicancias de ese modelo, señalar en qué medida se viene desmontando y cómo esta transformación reenvía el accionar sindical a los lugares de trabajo, es decir a la confrontación con el capital en las instancias de producción.<hr/>Abstract In the current stage of capitalism, the Argentine labour movement is facing significant challenges due to the advance of neoliberal policies that deepen flexibilization, informality and enlarge the power of large corporations in relation to the State. These processes put into question the forms of resistance and confrontation in a period of increasing labour-capital tensions. This article analyzes the consequences of neoliberal policies over the traditional corporatist model of labour relations in Argentina. It looks at how this transformation is reorganizing trade union action and the need to return to workplace-based unionism as a way to present a direct challenge to capital. <![CDATA[O SINDICALISMO AINDA CONTA? PODERES SINDICAIS EM DEBATE NO CONTEXTO EUROPEU]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200259&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Se o berço europeu do sindicalismo é uma referência incontornável para os estudiosos das relações laborais, o é ainda mais quanto se pretender indagar sobre a relevância do sindicalismo à luz das transformações operadas ao longo da última década no contexto europeu. Num cenário em que, mais do que falar num sindicalismo europeu, faz sentido falar em sindicalismos na Europa, esse texto recupera o legado histórico do sindicalismo e seu sentido plural (“as variedades de sindicalismo”, traduzidas em teorias e modelos) para, em seguida, identificar fontes de poder sindical. Argumenta-se que o sindicalismo, apesar dos seus múltiplos fatores de crise, é dotado de fontes de poder que deve capitalizar como forma de ultrapassar suas fraquezas. Como corolário disso, identificam-se quatro temas - representatividade, independência, ação internacional e construção de alianças sociais - a partir da realidade europeia. Mais do que fatores de crise, tais temas são um pretexto para a renovação sindical.<hr/>Abstract If the European legacy of unionism is a must-have reference for scholars of labor relations, it is even more when inquiring about the relevance of trade unionism in the light of the transformations over the last decade in the European scenario. In a scenario in which, more than talking about an European trade unionism, it makes sense to talk about trade unionism in Europe, this paper retrieves the historical legacy of trade unionism and its plural sense (“the varieties of unionism”, translated into theories and models) in order to then identify the sources of union power. It argues that the trade union movement, despite its multiple crisis factors, is able to capitalize sources of power as a way to overcome its weaknesses. Consequently, four themes are identified - representativeness, independence, international action and construction of social alliances - based on the European reality. More than crisis factors, such themes are a pretext for the renewal of trade unionism. <![CDATA[O SINDICALISMO ITALIANO ENTRE CRISE DE REPRESENTATIVIDADE E MUDANÇAS DAS RELAÇÕES INDUSTRIAIS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200287&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Desde o início dos anos 1980, o sindicalismo confederal italiano (CGIL, CISL, UIL) vive uma crise de representatividade que se explica pela redução da taxa de sindicalização e pela dificuldade de representar as novas formas de emprego produzidas pelos processos de reforma do mercado do trabalho nas últimas três décadas. As tentativas de superação dos contratos nacionais de categoria têm sido mais evidentes nos últimos anos, mas a mesma negociação no âmbito do segundo nível não tem ganhado mais espaço. Novas formas de organização na representação dos trabalhadores precários, fora da esfera do sindicato tradicional, e o maior dinamismo dos sindicatos de base extraconfederal na representação dos trabalhadores imigrantes são dois elementos que contribuem para crise atual. Isso não significa a perda da sua importância nas definições das normas regulatórias no campo das relações industriais com o Estado em matérias de interesse coletivo no mundo do trabalho (previdência, mercado do trabalho etc.).<hr/>Abstract Since the beginning of the 1980s, the Italian confederal unionism (CGIL, CISL, UIL) has been undergoing a crisis of representativity, explained by the reduction in the rate of unionization and the difficulty of representing the new forms of employment produced by labor market reform processes in the last three decades. At the same time, it managed to defend the existence of national collective labor agreements, even if the attempts to overcome national category contracts have been more evident in recent years, but the same second-level negotiation has not gained more space. New forms of organization in the representation of precarious workers, outside the scope of the traditional union, and the greater dynamism of extra-confederal unions in the representation of immigrant workers are two elements that contribute to this crisis today. However, this does not mean the loss of its importance in the definitions of the regulatory norms in industrial relations and with the State on matters of collective interest in the world of work (social welfare, labor market, etc.). <![CDATA[TRABALHO, SINDICATOS E MOVIMENTOS SOCIAIS NOS ESTADOS UNIDOS HOJE: UMA ENTREVISTA COM RUTH MILKMAN]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452018000200317&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Desde o início dos anos 1980, o sindicalismo confederal italiano (CGIL, CISL, UIL) vive uma crise de representatividade que se explica pela redução da taxa de sindicalização e pela dificuldade de representar as novas formas de emprego produzidas pelos processos de reforma do mercado do trabalho nas últimas três décadas. As tentativas de superação dos contratos nacionais de categoria têm sido mais evidentes nos últimos anos, mas a mesma negociação no âmbito do segundo nível não tem ganhado mais espaço. Novas formas de organização na representação dos trabalhadores precários, fora da esfera do sindicato tradicional, e o maior dinamismo dos sindicatos de base extraconfederal na representação dos trabalhadores imigrantes são dois elementos que contribuem para crise atual. Isso não significa a perda da sua importância nas definições das normas regulatórias no campo das relações industriais com o Estado em matérias de interesse coletivo no mundo do trabalho (previdência, mercado do trabalho etc.).<hr/>Abstract Since the beginning of the 1980s, the Italian confederal unionism (CGIL, CISL, UIL) has been undergoing a crisis of representativity, explained by the reduction in the rate of unionization and the difficulty of representing the new forms of employment produced by labor market reform processes in the last three decades. At the same time, it managed to defend the existence of national collective labor agreements, even if the attempts to overcome national category contracts have been more evident in recent years, but the same second-level negotiation has not gained more space. New forms of organization in the representation of precarious workers, outside the scope of the traditional union, and the greater dynamism of extra-confederal unions in the representation of immigrant workers are two elements that contribute to this crisis today. However, this does not mean the loss of its importance in the definitions of the regulatory norms in industrial relations and with the State on matters of collective interest in the world of work (social welfare, labor market, etc.).