Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ciências Sociais]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-690920170001&lang=es vol. 32 num. 93 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[WHAT IS CRITICAL ABOUT CRITICAL SOCIOLOGY?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092017000100501&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo visa a discutir as possibilidades de uma sociologia crítica capaz de lidar com as demandas do presente. Com base no conceito norteador de reformas revolucionárias de André Gorz, analiso algumas proposições social-teóricas. Minhas referências são as teorias de Axel Honneth, Nancy Fraser, Alain Caillé e Boaventura de Sousa Santos. Empreendo minha análise com base em três ideias que permitem vislumbrar nessas teorias um núcleo comum: a busca de uma abordagem intersubjetivista; a ênfase normativa na necessidade de buscarmos caminhos que nos permitam viver juntos, sem ignorar nossas diferenças; e a busca política de um caminho que nos guie na busca de mudanças sociais que evitem extremismos de direita e de esquerda. Isso possibilitou delinear os traços principais de uma sociologia crítica adequada aos desafios do presente e realçar as contribuições desses teóricos à sociologia crítica.<hr/>This article aims to discuss the possibilities of a critical sociology capable of dealing with the challenges of our time. Based on André Gorz’s concept of revolutionary reforms, I analyze some social-theoretical models. As references for this work, I rely on the theories of Axel Honneth, Nancy Fraser, Alain Caillé, and Boaventura de Sousa Santos. The analysis is developed on the basis of three ideas which permit us to find in these theories a unifying denominator: the search for an inter-subjective approach; a normative emphasis guided by the need to find ways of living together, despite our differences; and a political search for non-extremist forms of social changes, which can be defined as ‘via media’. These ideas may allow us to delineate the main characteristics of a critical sociology adequate to the challenges of our time as well as to highlight the contributions these theorists give to critical sociology.<hr/>Cet article propose une discussion sur les possibilités d’une sociologie critique capable d’aborder les problèmes de la société actuelle. Guidé par le concept de réformes révolutionaires d’André Gorz, nous analysons quelques modèles sociaux-théoriques. Nos références sont les theories d’Axel Honneth, de Nancy Fraser, d’Alain Caillé et de Boaventura de Sousa Santos. Nous entreprenons cette analyse ayant pour base trois idées qui permettent d’entrevoir un noyau commun à ces théories: la cherche d’un abordage intersubjectiviste; l’importance normative dans le besoin de trouver des voies qui nous permettent de vivre ensemble, sans ignorer nos différences et qui, politiquement, nous guident dans la recherche de changements sociaux qui évitent les extremismes de la droite et de la gauche. Cela nous a permis de tracer les principaux aspects d’une sociologie critique capable de faire face aux défis du présent et de mettre en avant les contributions de ces théoriciens de la sociologie critique. <![CDATA[LET US FIGHT, RELATIVES! INDIGENOUS CANDIDACIES IN BRAZIL’S 2014 ELECTIONS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092017000100502&lng=es&nrm=iso&tlng=es Através da estatística descritiva, de entrevistas via telefone e e-mail e da análise da campanha de quatro candidatos, o artigo examina as características de 73 indígenas que concorreram nas eleições de 2014, ressaltando seus atributos sociais e partidários em comparação com o universo mais amplo de competidores. A análise dos dados revelou a concentração dessas candidaturas nas regiões Norte e Nordeste, nos pequenos partidos de esquerda, e a alta escolaridade dos candidatos. O estudo evidenciou ainda que, em termos de atributos adstritos e adscritos, candidatos indígenas e não indígenas são muito semelhantes entre si. Assim, não devem ser buscadas nessas diferenças as razões para o seu baixo desempenho eleitoral. Indígenas candidatam-se muito pouco a cargos de representação estadual e federal, sendo eles a etnia com o menor contingente em 2014. Isso pode indicar que eles tendem a fazer mais política em associações e organizações do “movimento indígena” do que por via da política institucional. Essa minoria é, politicamente, ainda mais excluída do que mulheres e negros, contudo, as causas dessa exclusão devem ser melhor pesquisadas.<hr/>Through the descriptive statistics of the data provided by the TSE, the interviews via phone and e-mail, and the analysis of four campaigns by 73 indigenous candidates, this article examines the characteristics of this group, emphasizing their social and party membership attributes in contrast to the broader universe of competitors. The data analysis indicated the concentration of these candidacies in the North and the Northeast Brazil, within small leftist parties, and the high educational level of the indigenous candidates. This study also shows that, in terms of adstrict and adscript attributes, indigenous and non-indigenous candidates are very similar among themselves. Thus, this is not where we should look for the reasons of indigenous’ candidates low electoral performance. Indigenous people rarely run for state and federal representation offices, and they represented the smallest contingent in 2014. This may reveal that they tend to conduct politics within “indigenous movement” associations and organizations rather than within institutional politics. Politically speaking, this minority is even more excluded than women and black people. However, the causes of such exclusion are still in need of further analysis.<hr/>Grâce à des statistiques descriptives, des entretiens par téléphone et par courrier électronique ainsi que l’analyse de la campagne électorale de quatre candidats, l’article examine les caractéristiques des 73 indiens qui ont participé aux élections de 2014. Il met en valeur leurs attributs sociaux et leurs engagements politiques par rapport à l’univers plus large des concurrents. L’analyse des données a révélé une concentration de ces candidatures dans les régions Nord et Nord-Est du Brésil, au sein des petits partis de gauche. Elle révèle également le niveau d’instruction élevé de ces candidats. L’’étude a aussi démontré que les candidats indiens se ressemblent beaucoup aux non indiens par rapport aux attributs qui leur sont assignées et attachés. Ainsi, ce n’est pas par rapport à cette caractéristique que nous devons rechercher les raisons de leur faible performance électorale. Les indiens ne posent que très peu leur candidature à des postes de représentation fédérale ou régionale. En 2014, ils ont constitué le plus faible contingent de candidats. Cela peut indiquer une tendance à faire davantage de politique au sein d’associations et d’organisations du « mouvement indigène » que d’utiliser le biais de la politique institutionnelle. Cette minorité est politiquement davantage exclue que les femmes et les noirs. Mais les causes de cette exclusion doivent être mieux étudiées. <![CDATA[CAROLE PATEMAN AND THE FEMINIST CRITIQUE OF THE CONTRACT]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092017000100503&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo discute a contribuição de Carole Pateman para a teoria política democrática. A crítica ao instrumento liberal do contrato, presente desde suas primeiras obras, permite entender como relações de subordinação, que reduzem a possibilidade de autonomia dos agentes, transitam de maneira voluntária e consentida. Isso leva Pateman a analisar como a subordinação das mulheres organiza uma ordem política liberal que, no entanto, busca se apresentar como neutra em relação a gênero. Uma análise do enfrentamento de Pateman com seus críticos possibilita observar os limites de sua empreitada teórica, assim como a radicalidade de seu projeto democrático.<hr/>This article discusses the contribution of Carole Pateman for the democratic political theory. The criticism of the liberal instrument “contract”, which is frequent since her early works, allows us to understand how relations of subordination, which reduce the possibility of autonomy for the agents, pass as voluntary and consensual. This leads Pateman to analyze how the subordination of women organizes a liberal political order that seeks to present itself as neutral in relation to gender. An analysis of Pateman’s confrontations with her critics permits us to observe the limits of her theoretical work, and also the radical nature of her democratic project.<hr/>L’article aborde la contribution de Carole Pateman à la théorie politique démocratique. La critique de l’instrument libéral du contrat, présente dès ses premières œuvres, nous permet de comprendre comment les relations de subordination, qui réduisent la possibilité d’autonomie des agents, circulent de façon volontaire et consensuelle. Cela conduit Pateman à analyser la manière par laquelle la subordination des femmes organise un ordre politique libéral qui, cependant, cherche à se présenter comme neutre par rapport au genre. Une analyse de la confrontation de Pateman avec ses critiques permet d’observer les limites de son œuvre théorique, mais aussi la nature radicale de son projet démocratique. <![CDATA[CONFESSION AND POLITICAL NORMATIVITY: CONTROL OF SUBJECTIVITY AND THE PRODUCTION OF THE SUBJECT]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092017000100504&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo aborda os deslocamentos na análise de Foucault acerca da confissão, procurando mostrar como o foco da análise passa das formas imperativas de linguagem para as formas reflexivas e voluntárias. Propõe em seguida uma possível articulação entre confissão e governamentalidade para pensar a produção do Sujeito político. A partir das reflexões de Agamben, acerca do officium e do dispositivo ontológico, e de Esposito, sobre a máquina da teologia-política e o dispositivo da pessoa, busca-se apreender a procedência teórica e o modus operandi da obediência na prática política liberal. Retomando a dialética sujeito-assujeitamento delineada nas análises de Foucault, Agamben e Esposito, assim como as reflexões de Philip Pettit e de William Connolly a respeito de Hobbes e Rawls, o artigo apresenta o sujeito político não como agente pensante, mas como objeto pensado e como condição de possibilidade da Teoria Política.<hr/>This article discusses the displacement in Foucault’s analysis of confession, trying to demonstrate how the focus of analysis goes from mandatory language forms to reflexive and voluntary forms. A possible link between confession and governmentality is proposed in order to think about the production of the political subject. From the reflections of Agamben, on the officium and the ontological device, and Esposito, on the machine of theology-politics and the person’s device, the goal here is to understand the theoretical origin and the modus operandi of obedience in liberal political practice. Retaking the subject-subjection dialectic outlined in the Foucault, Agamben and Esposito’s analysis, as well as the reflections of Philip Pettit and William Connolly on Hobbes and Rawls, this article presents the political subject not as a thinking agent, but as thought object and as the condition of possibility of the Political Theory.<hr/>Le sujet de la confession, présent dans la réflexion de Michel Foucault, depuis le début des années 1960, a suivi la même direction de ses recherches de la fin des années 1970 sur le problème du gouvernement et des études de gouvernabilité. Ce travail explore l’analyse de Foucault sur les pratiques confessionnelles et ses développements récents sur les réflexions de Giorgio Agamben sur l’officium et le dispositif ontologique et celles de Roberto Esposito, sur la machine de la théologie politique. Les analyses de Foucault, Agamben et Esposito permettent de saisir l’origine théorique et le modus operandi de l’obéissance dans la pratique politico-libérale. À partir de cela, nous suggérons l’hypothèse selon laquelle le politicien sujet, au lieu de d’agent pensant, aurait été en même temps l’objet pensé et le solo du développement de la propre politique moderne. <![CDATA[REVOLUTION, RETURNS, AND SETBACKS: TEMPORALITY AND POWER IN CUBA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092017000100505&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo discute a polissemia e o valor político do termo “revolução” como categoria da prática em Cuba e analisa a temporalidade e a historicidade que esse termo – ubíquo e fetichizado nesse país – pressupõe e ajuda a produzir. Sustentando que a temporalidade da “revolução” em Cuba é marcada mais pela repetição que por uma teleologia, o artigo desenvolve dois argumentos inter-relacionados. Primeiro, o uso dessa palavra-chave tem contribuído para a conformidade política e para a manutenção do socialismo em Cuba; segundo, a historicidade subjacente ao uso generalizado do termo “revolução” em Cuba estabelece uma relação íntima entre passado e presente e produz uma temporalidade altamente heterogênea e repleta de conteúdo simbólico. Esta noção de temporalidade põe em questão a ideia predominante nos estudos contemporâneos do nacionalismo, nos quais este conceito está ligado a um tempo homogêneo e vazio.<hr/>This article discusses the polysemy and the political value of the term “Revolution” as a category of practice in Cuba, and analyzes the temporality and historicity that this term – ubiquitous and fetishized in this country – presupposes and helps to produce. Pointing out that the temporality of the “Revolution” in Cuba has a repetitive rather than a teleological character, the text makes two interrelated arguments. First, the use of this keyword has contributed to the political conformity and to the maintenance of socialism in Cuba. Second, the historicity underlying the generalized use of the term “Revolution” in Cuba establishes a close relationship between past and present, and produces a temporality that is highly heterogeneous and full of symbolic content. This notion of temporality challenges the prevailing scholarly view that nationalism is associated with an empty and homogeneous time.<hr/>Cet article discute la polysémie et la valeur politique de l’expression «révolution» en tant que catégorie de la pratique à Cuba et analyse la temporalité et l’historicité que ce terme – omniprésente et fétichisé dans ce pays – présuppose et contribue à produire. Tout en défendant que la temporalité de la «révolution» à Cuba est davantage marquée par la répétition que par une téléologie, l’article développe deux arguments interreliés. Tout d’abord, l’utilisation de ce mot-clé a contribué à la conformité politique et à l’entretien du socialisme à Cuba; deuxièmement, l’historicité sous-jacente à l’emploi très répandu du terme «révolution» à Cuba établit une relation étroite entre le passé et le présent et produit une temporalité hautement hétérogène et chargée de contenu symbolique, qui remet en question l’idée répandue dans les études contemporaines du nationalisme selon laquelle cela est lié à un temps homogène et vide. <![CDATA[Errata: Pós-graduação em relações internacionais no Brasil: anotações sobre sua institucionalização]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092017000100901&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo discute a polissemia e o valor político do termo “revolução” como categoria da prática em Cuba e analisa a temporalidade e a historicidade que esse termo – ubíquo e fetichizado nesse país – pressupõe e ajuda a produzir. Sustentando que a temporalidade da “revolução” em Cuba é marcada mais pela repetição que por uma teleologia, o artigo desenvolve dois argumentos inter-relacionados. Primeiro, o uso dessa palavra-chave tem contribuído para a conformidade política e para a manutenção do socialismo em Cuba; segundo, a historicidade subjacente ao uso generalizado do termo “revolução” em Cuba estabelece uma relação íntima entre passado e presente e produz uma temporalidade altamente heterogênea e repleta de conteúdo simbólico. Esta noção de temporalidade põe em questão a ideia predominante nos estudos contemporâneos do nacionalismo, nos quais este conceito está ligado a um tempo homogêneo e vazio.<hr/>This article discusses the polysemy and the political value of the term “Revolution” as a category of practice in Cuba, and analyzes the temporality and historicity that this term – ubiquitous and fetishized in this country – presupposes and helps to produce. Pointing out that the temporality of the “Revolution” in Cuba has a repetitive rather than a teleological character, the text makes two interrelated arguments. First, the use of this keyword has contributed to the political conformity and to the maintenance of socialism in Cuba. Second, the historicity underlying the generalized use of the term “Revolution” in Cuba establishes a close relationship between past and present, and produces a temporality that is highly heterogeneous and full of symbolic content. This notion of temporality challenges the prevailing scholarly view that nationalism is associated with an empty and homogeneous time.<hr/>Cet article discute la polysémie et la valeur politique de l’expression «révolution» en tant que catégorie de la pratique à Cuba et analyse la temporalité et l’historicité que ce terme – omniprésente et fétichisé dans ce pays – présuppose et contribue à produire. Tout en défendant que la temporalité de la «révolution» à Cuba est davantage marquée par la répétition que par une téléologie, l’article développe deux arguments interreliés. Tout d’abord, l’utilisation de ce mot-clé a contribué à la conformité politique et à l’entretien du socialisme à Cuba; deuxièmement, l’historicité sous-jacente à l’emploi très répandu du terme «révolution» à Cuba établit une relation étroite entre le passé et le présent et produit une temporalité hautement hétérogène et chargée de contenu symbolique, qui remet en question l’idée répandue dans les études contemporaines du nationalisme selon laquelle cela est lié à un temps homogène et vide. <![CDATA[Errata: CIÊNCIA E MERCADO Impasses na institucionalização de práticas empreendedoras em uma universidade pública brasileira]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092017000100902&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo discute a polissemia e o valor político do termo “revolução” como categoria da prática em Cuba e analisa a temporalidade e a historicidade que esse termo – ubíquo e fetichizado nesse país – pressupõe e ajuda a produzir. Sustentando que a temporalidade da “revolução” em Cuba é marcada mais pela repetição que por uma teleologia, o artigo desenvolve dois argumentos inter-relacionados. Primeiro, o uso dessa palavra-chave tem contribuído para a conformidade política e para a manutenção do socialismo em Cuba; segundo, a historicidade subjacente ao uso generalizado do termo “revolução” em Cuba estabelece uma relação íntima entre passado e presente e produz uma temporalidade altamente heterogênea e repleta de conteúdo simbólico. Esta noção de temporalidade põe em questão a ideia predominante nos estudos contemporâneos do nacionalismo, nos quais este conceito está ligado a um tempo homogêneo e vazio.<hr/>This article discusses the polysemy and the political value of the term “Revolution” as a category of practice in Cuba, and analyzes the temporality and historicity that this term – ubiquitous and fetishized in this country – presupposes and helps to produce. Pointing out that the temporality of the “Revolution” in Cuba has a repetitive rather than a teleological character, the text makes two interrelated arguments. First, the use of this keyword has contributed to the political conformity and to the maintenance of socialism in Cuba. Second, the historicity underlying the generalized use of the term “Revolution” in Cuba establishes a close relationship between past and present, and produces a temporality that is highly heterogeneous and full of symbolic content. This notion of temporality challenges the prevailing scholarly view that nationalism is associated with an empty and homogeneous time.<hr/>Cet article discute la polysémie et la valeur politique de l’expression «révolution» en tant que catégorie de la pratique à Cuba et analyse la temporalité et l’historicité que ce terme – omniprésente et fétichisé dans ce pays – présuppose et contribue à produire. Tout en défendant que la temporalité de la «révolution» à Cuba est davantage marquée par la répétition que par une téléologie, l’article développe deux arguments interreliés. Tout d’abord, l’utilisation de ce mot-clé a contribué à la conformité politique et à l’entretien du socialisme à Cuba; deuxièmement, l’historicité sous-jacente à l’emploi très répandu du terme «révolution» à Cuba établit une relation étroite entre le passé et le présent et produit une temporalité hautement hétérogène et chargée de contenu symbolique, qui remet en question l’idée répandue dans les études contemporaines du nationalisme selon laquelle cela est lié à un temps homogène et vide.