Scielo RSS <![CDATA[Sociedade e Estado]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-699220180001&lang=pt vol. 33 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Políticas do conhecimento e suas distintas narrativas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[O desenvolvimento rural sob regime de verdade: o discurso do Banco Mundial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo deste trabalho é interpretar sociologicamente os discursos do Banco Mundial no campo das lutas cognitivas pela construção do saber e das prescrições legítimas para o desenvolvimento rural. Tais discursos foram buscados em cinco relatórios do banco dedicados ao tema entre 1995 e 2015, os quais evidenciam um deslocamento do lugar da agricultura para o rural. No período em análise, os documentos iniciais visam construir uma visão alargada dos espaços rurais, numa abordagem territorializada que estimula a diversificação econômica e a participação coletiva. Num segundo momento, a ênfase desloca-se em direção ao fortalecimento da agricultura e à necessidade de elevação da produtividade agrícola para garantia da segurança alimentar da população mundial; essa posição é reforçada num terceiro momento, quando o banco associa a agricultura às mudanças climáticas. O estudo destaca que as prescrições sobre o desenvolvimento rural empreendidas pela instituição estão calcadas nos recursos universais de cálculo e previsibilidade próprios da ciência moderna. Disso decorre a avaliação e a modelagem das trocas materiais e simbólicas tomadas como legítimas nos territórios rurais - ações que incorrem sobre as práticas da população rural e demandam a docilização dos corpos para novos controles institucionais e de mercado na relação com o meio ambiente. A eficácia da reforma do discurso do banco sobre desenvolvimento rural em países emergentes também se articula com a fluidez dos espaços de dominação e exercício do poder em escala global.<hr/>Abstract This article aims to a sociological interpretation of the discourses of the World Bank in the field of cognitive struggles for the construction of knowledge and the legitimate prescriptions for rural development. These discourses were searched in five World Bank’s reports dedicated to the theme from 1995 to 2015, which show a shift in agriculture’s role to rural spaces. In the analyzed period, the initial documents the initial documents aim to build a broad view of rural, in a territorial approach that stimulates economic diversification and collective participation. Secondly, the emphasis shifts towards strengthening agriculture and the need to raise agricultural productivity to ensure food security; this position is reinforced at a third moment, when the Bank associates agriculture with climate change. The study highlights that the World Bank’s prescriptions on rural development are largely based on the universal resources of calculation and predictability of modern science. The effect is the evaluation and the modeling of material and symbolic exchanges taken as legitimate in rural territories - actions that incur on practices of local population and demand the docilization of bodies for new institutional and market controls in the relation with the environment. At last, the effectiveness of the reform of the World Bank’s discourses on rural development in emerging countries is also articulated with the fluidity of the spaces of domination and power exercise in global scale. <![CDATA[Ciência e política pública na perspectiva dos gestores: clivagens e confluências]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100039&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O presente artigo apresenta uma reflexão sobre a articulação ciência e políticas públicas a partir de entrevistas com gestores de dois ministérios. A questão orientadora da pesquisa foi identificar o lugar atribuído ao conhecimento científico no processo de formulação de políticas e normas técnicas. Para tal foi necessário esclarecer as percepções de ciência que informam as práticas dos gestores. Como base teórica, partimos de uma crítica à noção de evidence-based policy, que propõe a instrumentalização do conhecimento científico pela política, para chegarmos à noção de “coprodução” proposta por Jasanoff. Essa autora sustenta que ciência, política e cultura são coproduzidas, sendo impossível estabelecer fronteiras nítidas entre elas. Concluímos que prevalece, no universo pesquisado, a valoração da objetividade da ciência como fundamental para a legitimação das decisões no campo da política (policy). Mas, ao mesmo tempo, demanda-se maior envolvimento da ciência com assuntos de interesse governamental. Observou-se também que apesar das dificuldades apontadas nessa relação, os discursos e as práticas dos gestores estão permeados de referências ao conhecimento científico.<hr/>Abstract This article presents a reflection on the interaction between science and public policy. based on interviews with policymakers from two ministries (Agrarian Development and Environment). The aim of the study was to identify the place attributed to scientific knowledge in the policy making process. For this it was necessary to recognize the policymakers’ perceptions of science. As a theoretical basis, we start from a critique of the notion of evidence-based policy, which proposes the instrumentalization of scientific knowledge by policy, in order to achieve the notion of “co-production” proposed by Jasanoff. This author argues that science, politics and culture are co-produced, being impossible to establish clear boundaries between them. We conclude that, among the interviewees, it prevails the valuation of science objectivity as a critical point to legitimate policy decisions. But, contradictorily, they also demand for greater involvement between science and government interests. It was also observed that, in spite of the difficulties noted on this interaction managers practices and discourses were permeated with references to scientific knowledge. <![CDATA[Políticas públicas para os assentamentos rurais e cooperativismo: entre o idealizado e as práticas possíveis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100061&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo pretende refletir sobre a distância que separa a concepção de desenvolvimento rural presente nas políticas públicas para os assentamentos rurais e a realidade dos trabalhadores assentados organizados em cooperativas. Para tanto, tomou-se como exemplo um estudo de caso realizado em uma cooperativa de um assentamento rural, localizado em Ribeirão Preto (SP), por meio de levantamentos bibliográficos e documentais, observações empíricas e entrevistas semiestruturadas realizadas com cooperados e representantes do movimento social e do serviço de assistência técnica. O modo como o cooperativismo tem sido institucionalizado revela um modelo de formulação de política que desconsidera a existência das condições objetivas e subjetivas dos trabalhadores e aposta na ideia de que os dispositivos legais, por si só, garantem a organização das redes de sustentação política e cultural necessárias ao funcionamento das co­operativas.<hr/>Abstract In this paper, we reflect on the distance between the rural development conception in public policies for rural settlements and the reality of workers settlers organized in co-ops. We studied the case of a co-op at a rural settlement of Ribeirão Preto, state of São Paulo, through bibliographical and documentary research, empirical observations and semi-structured interviews with co-ops, social movement, and technical assistance members. We concluded that the way cooperativism has been institutionalized reveals a model of policy formulation which ignores workers’ objective and subjective conditions. Public policies also believe that such formal arrangements by themselves provide the political and cultural support necessary for co-ops to operate, which was not observed in this case study. <![CDATA[Pluralismo, neocorporativismo e o sindicalismo dos agricultores familiares no Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100085&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo do artigo é analisar o processo de formação da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) na área de atuação tradicional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a situação de pluralidade sindical gerada. O sindicalismo rural brasileiro foi criado na década de 1960 e, desde a sua formação, conviveu com uma tensão entre os diversos grupos sociais que formaram a categoria trabalhador rural. Nessa categoria foram enquadradas as categorias que viviam do trabalho, tais como assalariados, pequenos proprietários, posseiros, sem-terra. Desde o processo de redemocratização, este sistema de representação sindical foi questionado com a formação de diversos novos atores no campo. Porém, foi com a criação da Fetraf, em 2001, como órgão específico dos agricultores familiares, que passou a se formar uma situação de pluralismo sindical no campo. Esta situação tem gerado uma forte concorrência por legitimidade e por bases sindicais.<hr/>Abstract The present paper has as objective to analyze the process of formation of the Fetraf in the traditional area of work of the Contag and the situation of trade union plurality generated. The Brazilian rural unionism was created in the 1960s and since its formation coexisted with a tension between the various social groups that formed the rural worker category. It were framed categories of living labor, such as employees, small landowners, squatters, landless. Since the return of democracy this system of union representation was questioned with the formation of many new actors in the field. However, it was with the creation of Fetraf in 2001, as a specific body of family farmers who went on to form a situation of trade union pluralism in the field. This has generated strong competition for legitimacy and union bases. <![CDATA[Decolonialidade, Atlântico Negro e intelectuais negros brasileiros: em busca de um diálogo horizontal]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100117&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Baseado nas contribuições dos teóricos da decolonialidade e em diálogo com a tradição dos estudos do Atlântico Negro, o artigo, em busca de uma justiça cognitiva, propõe um diálogo horizontal e equitativo entre estas correntes do pensamento político-acadêmico e os intelectuais negros brasileiros. Para o desenvolvimento deste argumento, radicalizamos o compromisso do projeto decolonial com a corpo-geopolítica do conhecimento, bem como propomos uma maior ênfase nas raízes, mais do que nas rotas, dos estudos sobre o Atlântico Negro. Esta afirmação da corpo-geopolítica do conhecimento e das raízes é a chave tanto para a afirmação ontológica e epistemológica das populações negras quanto para construirmos um diálogo pluriversal e transmoderno, no qual as experiências particulares não se percam nem num provincianismo nem num universo abstrato.<hr/>Abstract Based on the contributions of decoloniality theorists and in dialogue with the tradition of Black Atlantic studies, the article, in search of a cognitive justice, proposes a horizontal and equitable dialogue between these two political-academic thinking fields and Brazilian black intellectuals. For the development of this argument, we radicalized the commitment of the decolonial project with the body-geopolitics of knowledge’s assumption, as well as proposing a greater emphasis on roots, rather than on routes, in studies of the Black Atlantic. This affirmation of the body-geopolitics of knowledge and roots is the key to the ontological and epistemological affirmation of black populations as well as to construct a multi-versal and transmodern dialogue, in which particular experiences are not lost in a provincialism or in an abstract universalism. <![CDATA[Transformação institucional e produção de conhecimento aplicado: a história do Ipea social]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100137&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Criado em 1964 para subsidiar a elaboração e execução de planos de desenvolvimento pelo governo, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) era, até meados dos anos de 1970, identificado principalmente com a área de política econômica. Atualmente, seus estudos abrangem políticas e públicos amplos e diversos. Por sua natureza de produtor de conhecimento aplicado, sua trajetória oferece ponto de vista profícuo para a leitura da história do país e das políticas nas áreas em que seus pesquisadores se dedicaram e vêm se dedicando. Com base em pesquisa documental, o presente artigo apresenta a evolução institucional do Ipea na área das políticas sociais. O objetivo é contribuir com a construção do instituto e de sua produção como objetos históricos e sociais que são, dimensão por vezes ofuscada por sua representação como ilha e excelência no âmbito da burocracia brasileira.<hr/>Abstract The Applied Economic Research Institute (Ipea) was created in 1964 to support the design and implementation of government development plans. Until the mid-1970s, it was mainly identified with the area of economic policy. Currently, its studies cover large and diverse policies and public. By its nature of applied knowledge producer, its path offers fruitful point of view to grasp the history of the country and policy areas to which their researchers were dedicated. Based on documental research, this paper presents the institutional evolution of the Ipea, in the area of social policies. It aims to contribute to building the institute and its production as social and historical objects, a dimension sometimes overshadowed by its representation as island and excellence within the Brazilian bureaucracy. <![CDATA[Desigualdades de gênero em tempo de trabalho pago e não pago no Brasil, 2013]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100159&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Avalia-se a desigualdade de gênero no uso do tempo para trabalho no Brasil dividindo-se o tempo total de trabalho em trabalho pago (mercado) e não pago (doméstico) a partir de dados da Pnad 2013. Conclui-se que há muita desigualdade dentro do grupo dos homens bem como dentro do grupo das mulheres. A maior parte da desigualdade dentro desses grupos está associada à polarização entre trabalhar ou não. Os trabalhos femininos, pago e não pago, são os que mais contribuem para a desigualdade total na sociedade. O trabalho doméstico masculino não é frequente e por isso contribui pouco para a desigualdade. Os principais determinantes do diferencial de gênero na duração das jornadas de trabalho são a proporção de pessoas que fazem trabalho pago e a duração do trabalho não pago. A divisão sexual do trabalho não é caracterizada por um espelhamento de atividades e, por isso, as mulheres invariavelmente trabalham mais que os homens, mesmo quando as desigualdades dentro dos grupos são consideradas.<hr/>Abstract We examine gender inequalities in time use in Brazil by decomposing the total time employed in work in paid (market) and unpaid work (domestic). Data comes from the 2013 National Household Survey, Pnad. We found large inequalities within the subgroups of men and women. Most inequality within these groups is related to the polarization between working or not. Female work, both paid and unpaid, is what contributes more to total inequality in society. The domestic work among men is less common and, therefore, contributes little to total inequality. The main determinants of the gender differential in working hours are the proportion of people who do some paid work and the duration of unpaid work. The sexual division of labor is not characterized by a mirroring of activities. Therefore, women invariably work more than men, even when within group inequalities are considered. <![CDATA[O fortalecimento da extensão no campo científico: uma análise dos editais ProExt/MEC]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100187&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O presente artigo traz como proposta a análise do fortalecimento da extensão universitária no campo científico. Para tanto, parte-se do principal edital de fomento à extensão em âmbito nacional: o Programa de Extensão Universitária (ProExt) - parceria entre o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Cultura (MinC) e o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex); mais especificamente, os resultados do referido edital entre os anos de 2009 e 2016 (a exceção de 2012). O texto tem início com breve contextualização acerca dos percursos da extensão universitária no país, desde seu surgimento na década de 1930 até o ano de 2016. Posteriormente, são observados pontos como a distribuição dos recursos entre as linhas de pesquisa, as regiões do país e os tipos de instituições, o crescimento e declínio do montante destinado ao edital, entre outros tópicos obtidos por meio dos resultados dos editais ProExt/MEC. Por fim, a busca foi pela análise das informações apreendidas tomando por subsídio a teoria de autores como Pierre Bourdieu, Renato Dagnino e Luciana Maria Cerqueira Castro, que traçam reflexões pertinentes e necessárias à compreensão dos efetivos significados do crescimento de 376% no investimento em projetos de extensão, desde o ano de 2008 no Brasil.<hr/>Abstract The present article proposes the analysis of the strengthening of university extension in the scientific field. In order to do so, it departs from the main national extension notice: ProExt - University Extension Program - a partnership between the Ministry of Education (MEC), the Ministry of Culture (MinC) and the Pro-Rectors Forum Extension of the Brazilian Public Universities (Forproex). More specifically, the results of the mentioned notice between 2009 and 2016 (with the exception of 2012). The text begins with a brief contextualization of university extension in the country, from its appearance in the 1930s to the year 2016. Besides, it focuses on the distribution of resources between research lines, regions of the country and types of institutions, the growth and decline of the amount destined to the notice, among other topics obtained through the ProExt / MEC results. Finally, the article discusses the collected data using theories of authors such as Pierre Bourdieu, Renato Dagnino and Luciana Maria Cerqueira Castro, who draw relevant and necessary reflections to understand the effective meanings of the 376% growth in investment in projects of extension since the year 2008 in Brazil. <![CDATA[As redes de suporte social informal como fontes de provisão social em Portugal: o caso da população idosa]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100213&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Os indicadores de envelhecimento na população portuguesa colocam Portugal como um dos países mais envelhecidos do mundo, sendo os idosos um grupo populacional socialmente vulnerável. A vulnerabilidade, resultante de trajetórias ao longo da vida com acúmulo progressivo de desvantagens, tem como determinantes os fortes níveis de perda de autonomia com o avançar da idade, o risco de isolamento social, o elevado risco de exclusão e de pobreza, colmatado pelo forte impacte das transferências sociais no rendimento, a par das transformações na sociedade portuguesa, particularmente na morfologia das famílias e na relação com o trabalho. Este quadro de vulnerabilidade tem encontrado resposta na expansão de políticas de bem-estar no contexto do desenvolvimento do Estado-providência, mas também na provisão informal, sobretudo das famílias. Em tempos recentes, assistimos a uma inversão na trajetória providencial por parte do Estado português, cada vez mais recuado, agudizando-se a responsabilidade familiar. O artigo apresenta uma reflexão sobre a relevância do suporte social informal na proteção social em Portugal no que concerne à população idosa, problematizando particularmente o papel providencial das famílias num contexto de austeridade, a partir de documentação e literatura produzida no e sobre o contexto social português.<hr/>Abstract Aging indicators in the Portuguese population, places Portugal as one of the most aged countries in the world, being the elderly a socially vulnerable group. The vulnerability, resulting from lifelong trajectories of progressive accumulation of disadvantages, has as determinants the strong levels of loss of autonomy with advancing age, the risk of social isolation and the high risk of social exclusion and poverty, compensated by the strong impact of social transfers on income, together with the changes in Portuguese society, particularly in the morphology of families and in labor. This vulnerability framework has been adressed with the expansion of welfare public policies, but also trough informal provision, especially by families. In more recent times, we witnessed a reversal in the providencial trajectory by the Portuguese state, increasingly retreated, accentuating the family responsibility. The article presents a reflection on the relevance of informal social support in social welfare in Portugal regarding the elderly population, particularly problematizing the providential role of families in an austerity context, based on documentation and literature produced in and about the Portuguese social context. <![CDATA[Os métodos quantitativos, por cientistas sociais brasileiros: entrevistas com Nelson do Valle Silva e Jerônimo Muniz]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100251&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Nos últimos anos, tem-se observado crescente interesse no estudo e na utilização de técnicas quantitativas nas ciências sociais. Do mesmo modo, verifica-se a ampliação do debate acerca de seus usos e a criação de novas ferramentas e abordagens para a aplicação da metodologia quantitativa em estudos sociais e políticos. Com o objetivo de refletir sobre essas questões a partir da experiência teórica e empírica, realizamos entrevistas com dois professores/pesquisadores de diferentes gerações, que são referências importantes na área, o Prof. Dr. Nelson do Valle Silva, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e o Prof. Dr. Jerônimo Muniz, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<hr/>Abstract: In recent years, it has been observed growing interest in the study and use of quantitative techniques in Social Sciences. Similarly, there is a wider debate about its uses and the creation of new tools and approaches to the application of Quantitative Methodology in social and political studies. In order to reflect on these issues from theoretical and empirical experience, we interviewed two professors / researchers from different generations who are important references in the area, Prof. Dr. Nelson do Valle Silva, of Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) and Prof. Dr. Jerônimo Muniz, of the Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). <![CDATA[Efeitos vizinhança e eficácia coletiva: a relevância do contexto na explicação sociológica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100293&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Nos últimos anos, tem-se observado crescente interesse no estudo e na utilização de técnicas quantitativas nas ciências sociais. Do mesmo modo, verifica-se a ampliação do debate acerca de seus usos e a criação de novas ferramentas e abordagens para a aplicação da metodologia quantitativa em estudos sociais e políticos. Com o objetivo de refletir sobre essas questões a partir da experiência teórica e empírica, realizamos entrevistas com dois professores/pesquisadores de diferentes gerações, que são referências importantes na área, o Prof. Dr. Nelson do Valle Silva, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e o Prof. Dr. Jerônimo Muniz, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<hr/>Abstract: In recent years, it has been observed growing interest in the study and use of quantitative techniques in Social Sciences. Similarly, there is a wider debate about its uses and the creation of new tools and approaches to the application of Quantitative Methodology in social and political studies. In order to reflect on these issues from theoretical and empirical experience, we interviewed two professors / researchers from different generations who are important references in the area, Prof. Dr. Nelson do Valle Silva, of Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) and Prof. Dr. Jerônimo Muniz, of the Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). <![CDATA[Turismo e pobreza na Era da “Favela Global”]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922018000100301&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Nos últimos anos, tem-se observado crescente interesse no estudo e na utilização de técnicas quantitativas nas ciências sociais. Do mesmo modo, verifica-se a ampliação do debate acerca de seus usos e a criação de novas ferramentas e abordagens para a aplicação da metodologia quantitativa em estudos sociais e políticos. Com o objetivo de refletir sobre essas questões a partir da experiência teórica e empírica, realizamos entrevistas com dois professores/pesquisadores de diferentes gerações, que são referências importantes na área, o Prof. Dr. Nelson do Valle Silva, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e o Prof. Dr. Jerônimo Muniz, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<hr/>Abstract: In recent years, it has been observed growing interest in the study and use of quantitative techniques in Social Sciences. Similarly, there is a wider debate about its uses and the creation of new tools and approaches to the application of Quantitative Methodology in social and political studies. In order to reflect on these issues from theoretical and empirical experience, we interviewed two professors / researchers from different generations who are important references in the area, Prof. Dr. Nelson do Valle Silva, of Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) and Prof. Dr. Jerônimo Muniz, of the Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).