Scielo RSS <![CDATA[Contexto Internacional]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-852920170003&lang=es vol. 39 num. 3 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Global Cities, Global (in)Securities: An Introduction]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300467&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Militarising Mumbai? The ‘Politics’ of Response. <em>Mumbai Must be Secured. Now!</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300477&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract This article focuses on how urban security has been governed in Mumbai in the aftermath of the 2008 terrorist attacks (26/11). The event was widely cited as a major turning point in the securitisation and militarisation of Indian cities. It also produced significant political upheaval, which in turn generated calls for a major institutional overhaul of the governmental architecture for handling terrorism. This article takes the political and policy repercussions of 26/11 as an intervention into critical debates about the (para-)militarisation of policing and the politics of urban security. Here I shift the focus from the disciplinary and divisive effects of policies towards an emphasis on their spectacular and theatrical dimensions. If we are to make sense of the ‘militarised’ focus of the policy response to 26/11, I argue, we need to take seriously its populist, aspirational qualities.<hr/>Resumo Este artigo trata da forma como a segurança urbana foi governada em Mumbai após os ataques terroristas de 2008 (26/11). O evento foi amplamente citado como um importante ponto de virada na securitização e militarização das cidades indianas. Também produziu uma grande agitação política, que, por sua vez, gerou clamores por uma grande revisão institucional da arquitetura governamental para lidar com o terrorismo. Este artigo toma as repercussões políticas do 26/11 como uma intervenção em debates críticos sobre a (para-)militarização do policiamento e das políticas de segurança urbana. O foco nos efeitos disciplinares e divisivos das políticas é deslocado aqui para suas dimensões espetaculares e teatrais. Argumento que, se quisermos dar sentido ao foco “militarizado” da resposta política ao 26/11, precisamos levar a sério suas qualidades populistas e aspiracionais. <![CDATA[Between New Terrains and Old Dichotomies: Peacebuilding and the Gangs’ Truce in El Salvador]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300499&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract This article intends to challenge the dominant assumptions that undermine the potential application of peacebuilding frameworks beyond formal post-war contexts. It analyses the gangs’ truce that recently took place in El Salvador as a privileged laboratory to rethink hegemonic understandings and practices of peacebuilding by specifically addressing the importance of overcoming dichotomised categories such ‘war and peace’, ‘criminal and political’, and ‘success and failure’. It is claimed that while the truce fostered a discourse pointing towards an ongoing peace process and enlarged the public debate on the failings of post-war policies and on the structural roots of violence, it was also decisively undermined by the inability to surmount the dichotomy that juxtaposes the criminal and the political domains. It is argued that a peacebuilding framework, inspired by a set of critical perspectives on war and peace and on the nature of ‘the political’, may thus be of crucial importance for the future of policies aimed at curbing violence in El Salvador and elsewhere.<hr/>Resumo Este artigo pretende desafiar os pressupostos dominantes subjacentes à aplicação de enfoques tradicionais aos processos de construção da paz, para além dos contextos formais das políticas pós-guerra. Analisa a trégua das gangues que ocorreu recentemente em El Salvador, tomando-a como um laboratório privilegiado para repensar entendimentos hegemônicos e práticas de construção da paz, abordando especificamente a importância de superar categorias dicotomizadas como “guerra e paz”, “criminal e político” e “sucesso e fracasso”. Afirma-se que, embora a trégua tenha promovido um discurso voltado a um processo de paz continuado e tenha ampliado o debate público sobre as falhas das políticas pós-guerra e sobre as raízes estruturais da violência, a mesma foi ao mesmo tempo decisivamente enfraquecida pela incapacidade de se superar a dicotomia que justapõe os domínios do político e do criminal. Argumenta-se que um quadro de construção da paz inspirado por um conjunto de perspectivas críticas sobre a guerra e a paz e sobre a natureza do “político” pode, portanto, ser de importância crucial para o futuro das políticas de combate à violência em El Salvador e em outros lugares. <![CDATA[Cities and Water Security in the Anthropocene: Research Challenges and Opportunities for International Relations]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300521&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Cities have become important actors in international relations, and integral to security and environmental politics. We are living in an increasingly urban world, dominated by human settlements and activities. The central role now played by humans in shaping the planet has led us into an uncertain, unstable, and dangerous geological epoch – the Anthropocene – that poses great and additional challenges to security. Local and global spheres are connected as never before, generating ‘glocal’ issues in which water plays a central role. Water is the element that interconnects the complex web of food, energy, climate, economic growth, and human security. In a rapidly urbanising world, cities influence the hydrological cycle in major but uncertain ways, affecting water resources beyond their boundaries. There is no doubt that these issues are highly relevant to the discipline of International Relations (IR). However, IR scholars have been slow to engage with them, and most academic studies of cities and water security still emanate from the natural sciences. This article examines the ways in which cities in the Anthropocene challenge water security, and why IR needs to reinvent itself if it wants to sustain its contribution to global security.<hr/>Resumo As cidades têm se tornado atores importantes nas relações internacionais e essenciais nas políticas de segurança e meio ambiente. Vivemos em um mundo cada vez mais urbano, dominado por aglomerados e atividades humanas. O papel central desempenhado pelos seres humanos na alteração da estrutura física do planeta nos levou a uma época geológica incerta, instável e perigosa – o Antropoceno –, trazendo grandes desafios adicionais à questão da segurança. Esferas locais e globais estão mais conectadas do que nunca, gerando problemas “glocais” nos quais a água desempenha um papel central. A água é o elemento que interliga a complexa rede de alimentos, energia, clima, crescimento econômico e segurança humana. Em um mundo em rápida urbanização, as cidades influenciam o ciclo hidrológico de maneiras significativas, porém incertas, afetando os recursos hídricos além de seus limites. Não há dúvida de que essas questões são altamente relevantes para a disciplina das Relações Internacionais (RI). Entretanto, os estudiosos das RI têm mostrado lentidão ao se engajar com este tema, e a maioria dos estudos acadêmicos das cidades e da segurança hídrica ainda advêm das ciências naturais. Este artigo examina as formas pelas quais as cidades no Antropoceno desafiam a segurança hídrica e por que a área das RI precisa se reinventar se quiser manter sua contribuição à temática da segurança global. <![CDATA[Fragile Cities: a Critical Perspective on the Repertoire for New Urban Humanitarian Interventions]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300545&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract At the end of the 1990s, researchers involved in the debate on the new wars introduced discussion about the urban dimension of contemporary conflicts into the International Relations discipline. The innovative debate about urban fragility is one of the many lines of inquiry that emerge within the framework of the relationship between cities and contemporary conflicts. This paper seeks to demonstrate that the concept of ‘fragile city’ offers a new and relevant analytical framework for understanding contemporary urban violence and inequality. Moreover, this same concept could also be instrumental in making fragile cities the new locus of international humanitarianism. The notion of fragile city emerges to describe new emergency situations more closely linked to urban contexts than to national dynamics, as previously described in the literature on fragile states. The concept of fragile city is a groundbreaking tool for understanding the human consequences of inequality in urban settings, but might also be used as a rhetorical vehicle for the reproduction of old dynamics and the inauguration of new intervention practices in urban areas that were previously inaccessible to humanitarian action, especially cities in Latin America.<hr/>Resumo No final da década de 1990, pesquisadores envolvidos no debate sobre as novas guerras introduziram a discussão sobre a dimensão urbana dos conflitos contemporâneos na disciplina das Relações Internacionais. O debate inovador sobre a fragilidade urbana é uma das muitas linhas de pesquisa que emergem entre as análises sobre a relação entre cidades e conflitos contemporâneos. Este artigo procura demonstrar que o conceito de “cidade frágil” oferece um novo e relevante quadro analítico para a compreensão da violência e desigualdade urbana contemporânea. Argumenta-se que esse mesmo conceito pode, ainda, funcionar de maneira instrumental para tornar as cidades frágeis o novo local do humanitarismo internacional. A noção de cidade frágil emerge para descrever novas situações de emergência mais intimamente ligadas aos contextos urbanos do que à dinâmica nacional, conforme descrito anteriormente na literatura sobre estados frágeis. O conceito de cidade frágil é uma ferramenta inovadora para entender as conseqüências humanas da desigualdade em ambientes urbanos, mas também pode ser usado como um veículo retórico para a reprodução de dinâmicas antigas e para a inauguração de novas práticas de intervenção em áreas urbanas que anteriormente eram inacessíveis à ação humanitária, especialmente em cidades da América Latina. <![CDATA[Paradiplomacy, Security Policies and City Networks: the Case of the Mercocities Citizen Security Thematic Unit]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300569&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract In a phenomenon known as paradiplomacy, cities are playing an increasingly important role in international relations. Through paradiplomacy, cities are co-operating internationally with other cities, and city networks have become important spaces for sharing experiences of and best practices in local public policy. Moreover, security policy is a increasingly important part of local policy-making. In Latin America, the concept of citizen security, based on a democratic and human rights approach, has developed in response to the legacy of authoritarian regimes from the 1960s to the 1980s. This article examines how security policies have been disseminated, discussed and transferred through Mercocities, the main city network in South America.<hr/>Resumo Através do fenômeno conhecido como paradiplomacia, as cidades estão desempenhando um papel cada vez mais importante nas relações internacionais. Por meio da paradiplomacia, as cidades estão cooperando internacionalmente com outras cidades, e as redes de cidades tornaram-se espaços importantes para o compartilhamento de experiências e de melhores práticas em políticas públicas locais. Além disso, a política de segurança é uma parte cada vez mais importante da elaboração de políticas locais. Na América Latina, o conceito de segurança cidadã, baseado em uma abordagem democrática e de direitos humanos, foi desenvolvido em resposta ao legado dos regimes autoritários que vigoraram dos anos de 1960 à decada de 1980. Este artigo examina como as políticas de segurança foram disseminadas, discutidas e transferidas através das Mercocidades, a principal rede de cidades da América do Sul. <![CDATA[Security for Show? The Militarisation of Public Space in Light of the 2016 Rio Olympic Games]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300589&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract This article aims to analyse the increasing militarisation of public space in the Brazilian city of Rio de Janeiro, particularly on the eve of the 2016 Olympics. To this end, I briefly discuss how the concept of militarisation has been historically approached in the International Relations literature, namely within the security field. In the first section, I address the nature of the domestic security challenges Brazil faces as a developing country. In the second section, I show that the public security challenge of organised crime in Rio was securitised and confronted by increasing militarisation over the years as a result of a specific model of neo-liberal social control carried out by the country. I then analyse Brazil’s Olympics security scheme carried out in order to portray Rio as a safe city to the world. In the last section, I highlight the contradictions between accounts on the collapse in domestic security vis-à-vis official government statements to the international media to assure that ‘nothing would go wrong’ during the mega sports event. The idea is to show how the militarisation of public security, rather than mere governmental efforts to signal stability to the international community during the Olympics, is a trend likely to outlast the event that implies not only, but mainly, the perpetuation of insecurity.<hr/>Resumo Este artigo pretende analisar a crescente militarização do espaço público na cidade brasileira do Rio de Janeiro, particularmente às vésperas dos Jogos Olimpícos de 2016. Para tanto, discuto brevemente como o conceito de militarização foi historicamente abordado na literatura de Relações Internacionais, especificamente no campo da segurança. Na primeira seção, abordo a natureza dos desafios de segurança doméstica que o Brasil enfrenta enquanto país em desenvolvimento. Na segunda seção, mostro que, ao longo dos anos, o desafio da segurança pública para o crime organizado no Rio foi securitizado e acompanhado por uma crescente militarização resultante da adoção de um modelo específico de controle social neoliberal no país. Em seguida, analiso como o esquema de segurança dos Jogos Olímpicos do Brasil visou retratar o Rio como uma cidade segura para o mundo. Na última seção, destaco as contradições entre diferentes concepções acerca do colapso da segurança interna vis-à-vis as declarações oficiais do governo para a mídia internacional, de modo a garantir que “nada daria errado” durante o megaevento esportivo. Argumento que, ao invés de meros esforços governamentais para difundir a ideia de estabilidade para a comunidade internacional, a militarização da segurança pública constitui uma tendência que deve se estender para além dos Jogos Olímpicos, e cujas implicações incluem não apenas, mas principalmente, a perpetuação da insegurança. <![CDATA[War Zone Acapulco: Urban Drug Trafficking in the Americas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300609&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract Acapulco epitomises the (in)security of urban zones in the Americas whose geographical, political and economic divisions are exacerbated by the political economy and geopolitics of drug trafficking, as well as by militarised attempts to fight it. Various geographic, political, and economic factors in the Acapulco Metropolitan Zone (AMZ) have impacted drug trafficking and organised crime and contributed to high levels of violence. As a result, Acapulco now ranks among the 50 most violent cities in the world. This article analyses the trends in drug trafficking and organised crime in the AMZ, and highlights the lessons for scholars and policy-makers.<hr/>Resumo A hipótese aqui proposta é que Acapulco representa de maneira exemplar a dinâmica de segurança contemporânea nas zonas urbanas das Américas, onde a produção de fronteiras geográficas, políticas e econômicas é agravada pela economia política e geopolítica do narcotráfico, bem como pelas tentativas militarizadas de combatê-lo. O principal argumento desta tese é que a Zona Metropolitana de Acapulco (ZMA) sofreu um processo de alteridade que, geograficamente, politicamente e economicamente, tem resultado em fronteiras visíveis e intangíveis que, à luz do lugar da cidade na economia política e na geopolítica do narcotráfico nas Américas, além de ter levado à militarização das questões relativas ao narcotráfico, levou Acapulco a se classificar entre as 50 cidades mais violentas do mundo. Os resultados e conclusões dessas dinâmicas tornariam as variáveis contidas nesta posição reaplicáveis a outros cenários urbanos do narcotráfico nas Américas. <![CDATA[A View from the South: The Global Creation of the War on Drugs]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300633&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract The paper claims that it is necessary to seriously consider facts and phenomena beyond the ‘West’ in order to understand and theorise the complex social practices that shape the world. From a Latin American standpoint, it questions the traditional approach to a global matter: the War on Drugs. Researchers usually see this phenomenon in Latin America as reflecting US domination in the region. However, by identifying how and why the drug issue became a matter of security in Latin America and by specifying the collective countermeasures adopted, Latin American participation becomes more apparent in the construction of the international process that gave rise to the normative framework that holds up the War on Drugs: the 1988 Vienna Convention.<hr/>Resumo O artigo argumenta que, para entender e teorizar as complexas práticas sociais que moldam o mundo, é necessário considerar seriamente fatos e fenômenos para além do “Oeste”. A partir de um olhar latino-americano, o autor questiona a abordagem tradicional do tema global da Guerra às Drogas, cuja ocorrência na América Latina é, em geral, visto pelos pesquisadores como reflexo da dominação dos Estados Unidos na região. Ao identificar como e por que a questão das drogas tornou-se uma questão de segurança na América Latina e ao especificar as contra-medidas coletivas adotadas na região, o autor revela uma participação latino-americana mais ativa na construção do processo internacional que deu origem ao quadro normativo que mantém a Guerra às Drogas: a Convenção de Viena de 1988. <![CDATA[Enacting the International/Reproducing Eurocentrism]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300655&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract This article focuses on the way in which Eurocentric conceptualisations of the ‘international’ are reproduced in different geopolitical contexts. Even though the Eurocentrism of International Relations has received growing attention, it has predominantly been concerned with unearthing the Eurocentrism of the ‘centre’, overlooking its varied manifestations in other geopolitical contexts. The article seeks to contribute to discussions about Eurocentrism by examining how different conceptualisations of the international are at work at a particular moment, and how these conceptualisations continue to reproduce Eurocentrism. It will focus on the way in which Eurocentric designations of spatial and temporal hierarchies were reproduced in the context of Turkey through a reading of how the ‘Gezi Park protests’ of 2013 and ‘Turkey’ itself were written into the story of the international.<hr/>Resumo O artigo trata da maneira como conceitualizações eurocêntricas do “internacional” são reproduzidas em diferentes contextos geopolíticos. Embora o eurocentrismo das relações internacionais venha recebendo atenção crecente nos últimos tempos, estudiosos demonstram-se predominantemente preocupados em desenterrar o eurocentrismo do “centro”, acabando por negligenciar suas diversas manifestações em outros contextos geopolíticos. O artigo pretende contribuir para as discussões sobre o eurocentrismo ao sublinhar como diferentes conceitualizações do internacional estão em questão em momentos particulares, e como essas conceitualizações continuam a reproduzir o eurocentrismo. Mais especificamente, o artigo enfoca o modo como as designações eurocêntricas das hierarquias espaciais e temporais foram reproduzidas no contexto da Turquia através da leitura de como as “revoltas Gezi” e a “Turquia” foram escritos na história do internacional. <![CDATA[A South American Defence Structure: Problems and Prospects]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292017000300673&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract This article discusses the process of building a South American defence architecture over the past two decades, culminating in the formation of the South American Defence Council (Consejo de Defensa Suramericano, or CDS). It discusses the main proposals for a regional security mechanism, primarily made by Brazil and Venezuela, analyses the debates around them, and characterises them as different models of regionalism, namely a pluralistic and amalgamated model. I argue that the differences between these models, and the different agendas underpinning them, constitute obstacles to the progress of regional co-operation and integration in the military field. Other obstacles include the overlap of regional defence initiatives, the different options for operationalising ‘extra-regional deterrence’, the relationship between regional countries and extra-regional actors, the inclusion of security issues in the CDS agenda, and the idea of ​​demilitarising borders.<hr/>Resumo Este artigo discute o processo de construção de uma arquitetura regional de Defesa na América do Sul ao longo das duas últimas décadas e que acabou por constituir o Conselho de Defesa Sul-americano (CDS). Discute-se as principais propostas de um mecanismo de segurança regional, apresentadas sobretudo pelo Brasil e a Venezuela, analisando os debates em torno deles e caracterizando-os como diferentes modelos de regionalismo, a saber, um modelo pluralístico e amalgamado. Argumento que as diferenças entre esses modelos e as diferentes agendas e eles subjacentes constituem obstáculos ao progresso da cooperação regional e da integração no campo militar. Outros obstáculos incluem a sobreposição das iniciativas de defesa regional, as diferentes opções de operacionalizar a ideia de “dissuasão extra-regional”, a relação entre países da região e atores extra-regionais, a inclusão de questões de segurança na agenda do CDS e a ideia de desmilitarização de fronteiras.