Scielo RSS <![CDATA[Contexto Internacional]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-852920150001&lang=es vol. 37 num. 1 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Testing the club culture of the BRICS: the evolution of a New Development Bank]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100013&lng=es&nrm=iso&tlng=es O dinamismo social e econômico nos países BRICS, combinado com sua ascensão diplomática e política, tem sustentado a mudança na balança global de poder. Embora a transformação dos BRICS, do conceito para a prática, precise ser tratada com seriedade, com o processo de cúpula estendida, ilustrativo de um novo status encontrado para os países emergentes no sistema internacional, devemos reconhecer que os membros dos BRICS (China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul) têm tantas diferenças quanto pontos em comum em termos de suas perspectivas nacionais. Com tais contradições no pano de fundo, explicamos o desenvolvimento institucional informal dos BRICS. Este artigo argumenta que a chave para o sucesso institucional dos BRICS tem sido seu desenvolvimento de uma diplomacia "de clube". Tal abordagem é testada, entretanto, quando o foco da atenção é deslocado das demandas exteriorizadas para a ação coletiva enquanto grupo. Desenvolvemos um arcabouço conceitual da dinâmica de clube observada nos BRICS, com base em três elementos-chave: status internacional, alianças fracas e tamanho do quadro de membros. Utilizamos a criação recente do Novo Banco de Desenvolvimento para testar ainda mais nosso arcabouço. Em termos de conclusão, o artigo aponta para as tensões entre o estilo de clube que permite aos BRICS projetar confiança a respeito de sua ascensão, e a necessidade de alongar este modelo no próximo estágio da evolução. Ao elevar-se para além de um grupo de lobby para o papel de um fórum, com poder próprio de agência autônoma, a entrega instrumental dos BRICS, com respeito à proposta do Banco de Desenvolvimento, é crucial.<hr/>The economic and social dynamism in the BRICS countries combined with their diplomatic and political rise has underpinned the shift in the global balance of power. Although the transformation of the BRICS from concept to practice must be taken seriously, with the extended summit process illustrative of a new found status of emerging countries within the international system, it must be acknowledged that the members of the BRICS (China, India, Brazil, Russia and South Africa) have as many differences as commonalities in terms of national outlooks. With such contradiction in the background, we explain the informal institutional development of BRICS. This paper argues that the key to the BRICS' institutional success has been its deployment of 'club-like' diplomacy. Such an approach is tested, however, when the focus of attention shifts from externalized demands to collective action as a group. We develop a conceptual framework of club dynamics observed in the BRICS based on three key elements: international status, loose alliance and membership size. We use the recently establishment New Development Bank to further test our framework. In terms of a conclusion the article points to the tensions between the club style that allows the BRICS to project a confidence about their rise and the need to stretch this model in the next stage of evolution. In elevating itself beyond a lobby group to the role of a forum with the power of autonomous agency of its own the instrumental delivery of the BRICS with regard to the Development Bank proposal is crucial. <![CDATA[Russia in the BRICS: vision and practical interpretation. Commonalities and differences. Coordination of BRICS within the framework of multilateral institutions]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100047&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo propõe uma análise aprofundada da evolução da ideia e conceito dos BRICS no contexto do jogo de poder internacional e das fontes de seu atual papel e lugar na arena global. Considera-se também a abordagem da Rússia em relação ao clube dos BRICS. Apesar de o país ter sido o primeiro a sugerir a ideia de encontros de alto nível entre os quatro países do BRIC, sua atitude inicial foi bastante reservada com papel muito limitado observado para o grupo. Entretanto, ao longo do tempo a Rússia passou a ver os BRICS (com a entrada da África do Sul em 2011) como principal fórum para coordenação política e econômica e como mecanismo essencial para a realização de sua política externa. Outro aspecto considerado neste artigo é o argumento muitas vezes apresentado por observadores externos que tentam sugerir que o BRICS é um projeto "deadborn child" [natimorto] ou que as divergências estão prevalecendo sem pontos em comum encontrados. Assim, as posições de cada um dos países BRICS nos aspectos da economia, finanças, comércio e política global são analisadas com as abordagens iniciais da proclamada "compatibilidade das economias dos BRICS". A autora revisa alguns dos exemplos de sucesso de coordenação dos cinco países dentro de outras instituições internacionais e os resultados alcançados, mas também olha para os casos nos quais os BRICS demonstram abordagens diferentes para um problema. No entanto, esta análise sugere que os BRICS, apesar de não terem posições e interesses idênticos, acreditam serem capazes de promover uma ordem mundial melhor, mais justa e mais inclusa.<hr/>The article suggests a thorough analysis of the evolution of the BRICS idea and concept in the context of international power game and sources of its current role and place on the world arena. It further considers Russia's approaches to the BRICS club. While it was the first to suggest idea of high level meetings between the four BRIC countries, its initial attitude was rather reserved with very limited role seen for the grouping. Nevertheless over time being Russia came to seeing BRICS (with addition of South Africa in 2011) as the primary forum for political and economic coordination and essential mechanism for its foreign policy realization. Another aspect considered within the article is the argument often presented by outside observers trying to suggest that BRICS is a 'deadborn child' or that divergences are prevailing with no commonalities found. Thus positions of each of the BRICS countries in the global economic, financial, trade and political aspects are analysed with the initial approaches to the claimed 'compatibility of BRICS economies'. Also the author reviews some of the examples of the successful coordination of the five countries within the other international institutions and results achieved, but also looks at the cases where BRICS demonstrated differing approaches to the problem. Nevertheless offered analysis suggests that the BRICS, while not having identical positions and interests, found each other to be able to promote a better, fairer, more inclusive world order. <![CDATA[Brazil, China and the VI BRICS Summit]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100081&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este estudo objetiva compreender a política externa brasileira recente perante a China e o BRICS. São analisados percepções, expectativas e projetos do Brasil com relação à China e ao BRICS, e discutidos os resultados obtidos por meio das negociações bilaterais e multilaterais estabelecidas entre Brasil, China e o BRICS ao final das reuniões bilaterais e multilaterais ocorridas em Brasília e Fortaleza, em julho de 2014. As questões que motivam este artigo são relativas às formas como agentes públicos e privados brasileiros estão se adaptando à presença da China e aproveitando as oportunidades criadas pelo BRICS e como estas se conformam com interesses políticos e econômicos brasileiros.<hr/>This study aims to understand the recent Brazilian foreign policy towards China and the BRICS. Perceptions, expectations and Brazil's projects to China and the BRICS are analyzed as well as discussed the results obtained by means of bilateral and multilateral negotiations between Brazil, China and the BRICS at the end of bilateral and multilateral meetings in Brasilia and Fortaleza, in July 2014. The questions that motivate this article are related to the ways public and private Brazilian agents are adapting to China's presence and seizing the opportunities created by the BRICS and how they conform to Brazilian's political and economic interests. <![CDATA[Brazil and the Security Council Reform: a realist analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100113&lng=es&nrm=iso&tlng=es O governo brasileiro tem definido a busca por uma reforma do Conselho de Segurança como um dos principais pontos de sua agenda de política externa há pelo menos vinte anos. O presente artigo se propõe a analisar de maneira crítica e teoricamente informada o argumento que legitima esta demanda, tentando responder amplamente a duas questões: (i) em que medida a configuração sistêmica no pós-Guerra Fria corresponde às expectativas dos defensores da reforma?; e (ii) dada a real estrutura de poder do sistema internacional contemporâneo, uma expansão do Conselho de Segurança traria maior efetividade ao sistema de segurança coletiva baseado na ONU?<hr/>The Brazilian government has pursued a reform of the Security Council as a main topic of its foreign policy agenda for at least 20 years. This article analyses, in a critical and theoretically informed way, the argument advanced to justify this demand, while trying to answer two separate and interrelated questions: (i) does the power configuration of the post-Cold War international system correspond to the expectations put forth by the proponents of the reform?; and (ii) given the actual power structure of the current international system, would an expansion of the Security Council actually improve the effectiveness of the UN's collective security system? <![CDATA[Variable geometry and strategic partnerships: the Lula administration's multidimensional diplomacy (2003-2010)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100143&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo tem como objetivo verificar a consistência da pluralização de grupos de coalizão e das parcerias estratégicas na política externa do governo Lula (2003-2010). A hipótese central desta pesquisa é que a nova matriz da política externa é mais fluida e multidimensional, com arranjos políticos, alianças e parcerias estratégicas flexíveis, de acordo com os atores e interesses. Para testar a hipótese, essa pesquisa utilizou, como metodologia, a revisão bibliográfica dos conceitos de grupos de coalizão, geometria variável e parceria estratégica na análise da política externa brasileira recente, a partir de uma descrição conceitual e empírica. Em seguida, passou a cruzar os dados referentes aos grupos de geometria variável e coalizões com a lista das parcerias estratégicas do Brasil, para identificar pontos de convergência e divergência. Posteriormente, faz um rápido cruzamento das informações com as parcerias comerciais do Brasil, também para identificar continuidades e descontinuidades.<hr/>This article aims to verify the consistency of the pluralization of coalition groups and strategic partnerships in the foreign policy of the Lula Government (2003-2010). The central hypothesis of this research is that the new matrix of foreign policy is more fluid and multidimensional, with political arrangements, strategic alliances and partnerships that are flexible, according to the actors and interests concerned. In order to test the hypothesis, this research used literature as methodology the review of the concepts of coalition groups, variable geometry and strategic partnership in the analysis of recent Brazilian foreign policy, from a conceptual and empirical description. Then went on to cross the data for the variable geometry groups and coalitions with list of strategic partnerships in Brazil, to identify points of convergence and divergence. Later, a crossing of information with Brazilian business partnerships is made, also in order to identify continuities and discontinuities. <![CDATA[BRICS Cooperation in science, technology and innovation: rhetoric and realities]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100185&lng=es&nrm=iso&tlng=es A Declaração dos BRICS na Cidade do Cabo em 10 de fevereiro de 2014 comprometeu os cinco signatários para um programa de cooperação em ciência, tecnologia e inovação (CTI). Foi tomada a decisão específica de alocar responsabilidades setoriais para cada parte: mudança climática e atenuação de catástrofes (Brasil); recursos hídricos e tratamento de poluição (Rússia); tecnologia geoespacial e suas aplicações (Índia); energias novas e renováveis, e eficiência energética (China); e astronomia (África do Sul). A ciência possui uma aparência de neutralidade, e como tal é uma importante aliada da diplomacia "soft", assim como o tênis de mesa na reaproximação entre Nixon e Mao em 1975. O mesmo não é exatamente verdade com respeito à tecnologia, com sua óbvia importância militar e com a inovação, que está intimamente conectada à competição econômica. A Declaração levanta, portanto, algumas questões interessantes. Qual é o presente estado da cooperação em CTI entre o grupo dos BRICS? Qual é a justificativa por trás da escolha dessas cinco áreas? Como essas áreas se alinham com a estratégia doméstica de cada país para CTI? Quais acordos bilaterais de CTI já estão em andamento, e o que eles têm produzido como resultados? Como a Declaração da Cidade do Cabo se alinha ou se compromete com o processo entre Índia, Brasil e África do Sul (IBSA)? As crescentes tensões geopolíticas (Mar Negro, Mar da China) irão limitar o escopo da cooperação em CTI? A análise de documentos e a bibliometria proporcionam algumas respostas às questões acima, porém o mais provável é que o fator decisivo sejam as dinâmicas geopolíticas globais.<hr/>The BRICS Cape Town Declaration of 10 February 2014 committed the five signatories to a programme of cooperation in science, technology and innovation (STI). A specific decision was made to allocate sectoral responsibilities to each party: climate change and disaster mitigation (Brazil); water resources and pollution treatment (Russia); geospatial technology and applications (India); new and renewable energy, and energy efficiency (China); astronomy (South Africa). Science possesses a veneer of neutrality, and as such is an important adjunct of soft diplomacy, much as the table tennis of the Nixon-Mao rapprochement of 1975. The same is not exactly true of technology with its obvious military import and innovation that is intimately linked with economic competition. The Declaration thus raises some interesting questions. What is the present status of STI cooperation among the BRICS group? What is the rationale behind the choice of the five fields? How does each of the countries stand in these fields? How do these fields align with each country domestic strategy for STI? What bilateral STI agreements are already in place, and what have they delivered? How does the Cape Town Declaration align or compromise the India-Brazil-South Africa (IBSA) process? Will the rising geopolitical tensions (Black Sea; China Sea) limit the scope of STI cooperation? Document analysis and bibliometrics will provide some answers to the above, but the overarching geopolitical dynamics are likely to be the deciding factor. <![CDATA[Uneven development: BRICS countries' participation in world scientific and technological production]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100215&lng=es&nrm=iso&tlng=es O relativo declínio econômico das atuais potências na geoeconomia mundial acentuou a noção de que estamos em meio a um processo de mudança, com a ascensão das chamadas economias emergentes, conhecidas pelo acrônimo BRICS. Quais são os determinantes de um desenvolvimento diferenciado dos BRICS frente às potências centrais, aos demais países periféricos, e entre os próprios integrantes do grupo? O seu ritmo de desenvolvimento é sustentado no longo prazo? Quais são os seus entraves e o impacto da sua ascensão para a governança econômica global? Partimos da premissa de que, na era do conhecimento, ciência, tecnologia e inovação (CT&amp;I) têm importância estratégica no processo de desenvolvimento qualitativo e sustentado de longo prazo dos países. Este artigo examina o processo de concentração e difusão da produção de riqueza mundial em termos do PIB/Poder Paritário de Compra ao longo do século XX e início do século XXI, verificando em que medida ele foi acompanhado na evolução da produção científica e tecnológica mundial. Apontamos que, ao aumento relativo da participação das potências emergentes no PIB/PPC mundial, segue-se, com delaye ritmos distintos, o incremento na participação desses países na produção e detenção de conhecimento. Esta última dimensão - a da proteção de direitos de propriedade sobre o conhecimento gerado, a partir de processos de patenteamento - continua altamente concentrada nas potências centrais, especialmente nos Estados Unidos, apesar de significativos avanços nas economias emergentes, especialmente na China.<hr/>The relative economic decline of the current powers in the world geoeconomy stressed the notion that we are in the midst of a process of change, particularly marked by the rise of the so-called emerging economies, known by the acronym BRICS. What are the determinants of differential development of the BRICS vis-à-vis the traditional powers, other peripheral countries, and among the members of the group themselves? Is the pace of their development sustained in the long run? What are the barriers, as well as the impact of their rise to global economic governance? We start from the premise that science, technology and innovation (ST&amp;I) have strategic importance in the long-term qualitative and sustained development of nations. Thus, this article aims to demonstrate the process of concentration and diffusion of the global production of wealth in terms of GDP/Purchasing Power Parity throughout the twentieth century and early twenty-first century, while indicating to what extent it was whether or not accompanied by the global production of scientific and technological knowledge. We conclude that the relative increase in the participation of the emerging powers in the world GDP/PPP follows, with delay and different paces, the increase in the participation of these countries in the production and possession of knowledge. This latter dimension-i.e. the property rights protection on knowledge, which follows patenting processes-remains highly concentrated in the central powers, especially the United States, despite significant advances in emerging economies, particularly China. <![CDATA[From BRIC to BRICS: how South Africa joined a Club of Giants]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100255&lng=es&nrm=iso&tlng=es O grupo BRIC foi criado em 2006 para reunir os principais países emergentes do mundo. Durante a sua terceira cúpula em 2011, a África do Sul aderiu formalmente ao grupo, que então se tornou BRICS. A sua adesão ao grupo, no entanto, é intrigante, uma vez que a África do Sul é muito menor do que os outros BRICS em termos de sua economia, território e população. Por que a África do Sul foi convidada a se juntar ao grupo? Este artigo argumenta que, para responder a esta questão, é necessário considerar a dimensão simbólica do grupo. Mesmo que o grupo possa ser útil para aprofundar as relações entre os seus membros e coordenar posições em foros multilaterais, os países do BRICS têm como objetivo principal usar o BRICS como símbolo da maior relevância do "Sul Global" em comparação ao "Norte Global". A este respeito, a África do Sul se juntou ao grupo para desempenhar o papel de representante da África, reforçando assim a imagem do BRICS de representante do "Sul Global". Com um país africano, o "Sul Global" estaria "mais bem" representado no BRICS. Embora o status da África do Sul de representante da África seja controverso, este artigo argumenta que a África do Sul é o país mais adequado para desempenhar este papel. Isso se deve a dois fatores: a África do Sul possui uma economia mais madura que as de outros grandes países africanos; e possui um softpower que nenhum outro país africano possui. O artigo chega a essas conclusões analisando os interesses de cada BRIC em ser membro do grupo e analisando as suas posições sobre a admissão da África do Sul no grupo.<hr/>The group BRIC was created in 2006 to bring together the major emerging countries of the world. During its 3rd summit in 2011, South Africa formally joined the group, which then became BRICS. Its accession to the group, however, is puzzling, since South Africa is much smaller than the other BRICS in terms of its economy, territory and population. Why was South Africa invited to join the group? This article argues that to answer that question it is necessary to consider the symbolic dimension of the group. Even though the group may be useful for both enhancing relations between its members and coordinating their positions in multilateral forums, BRICS countries aim primarily at using BRICS as a symbol of the greater relevance of the 'Global South' in comparison to the 'Global North'. In this regard, South Africa joined the group to perform the role of representative of Africa, thus strengthening the image of BRICS as representative of the 'Global South'. With an African country, the 'Global South' would be 'better' represented in the BRICS. Although the status of South Africa as representative of Africa is controversial, this article argues that South Africa is the best suited country to perform this role. This is due to two factors: South Africa has a more mature economy than other major African countries and it has a soft power that no other African country possesses. The article comes to these conclusions by both analysing the interests of each BRIC country in being a member of the group and examining their positions on the admittance of South Africa into it. <![CDATA[The BRICS, south-south cooperation and the international development field]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292015000100289&lng=es&nrm=iso&tlng=es A última década foi palco de importantes transformações no campo da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (CID). Nesse período, novos provedores - países em desenvolvimento, agentes privados e organizações civis - tornaram-se protagonistas no campo. Entre os "novos provedores", os países BRICS ocupam posição de destaque. Este artigo discute as transformações estruturais do campo da CID e, particularmente, os efeitos da emergência de novos provedores, como os BRICS, sobre as posições e as dinâmicas que caracterizam o campo. Pretende demonstrar que a emergência de "novos provedores" e de novas modalidades de cooperação internacional resultou no descentramento do campo da CID. Nesse contexto, abre-se um processo de reordenamento do campo no qual a arquitetura institucional da CID se torna palco de intensa disputa política entre doadores tradicionais e "novos provedores". O artigo analisa alguns aspectos centrais dessa disputa e sugere que o processo, em curso, de descentramento e reordenamento do campo da CID desestabilizou não apenas a posição ocupada pelos doadores tradicionais, como também a posição dos novos provedores.<hr/>The past decade was the stage of major transformations in the field of International Cooperation for Development (ICD). In this period, new providers - developing countries, private agents and civil organizations - became leading figures in the field. Among those "new providers", the BRICS countries occupy a prominent position. This article discusses the structural transformations of the ICD field and, particularly, the effects of the emergence of new providers, such as the BRICS, on the positions and dynamics that characterize the field. The article intends to demonstrate that the emergence of "new providers" and new modalities of international cooperation resulted in the decentralization of the field of ICD. In this context, begins a process of reordering of the field, in which the institutional architecture of the ICD becomes a stage of intense political quarrel between traditional donors and "new providers". The article analyses some central features of this quarrel and suggests that the ongoing process of decentering and reordering of the field of ICD destabilized not only the position occupied by traditional donors, but also the position of the new providers.