Scielo RSS <![CDATA[Tempo Social]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-207020140002&lang=pt vol. 26 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Apresentação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Filosofia das ciências sociais</b>: <b>temas atuais</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A filosofia das ciências sociais, concebida da maneira adequada, tem algo a oferecer aos que praticam as ciências sociais. Os cientistas sociais adotam em suas pesquisas, ainda que de forma implícita, alguma filosofia de sua ciência. Para evitar impasses, é melhor explicitar essa filosofia e ser criticamente consciente dos seus méritos. A filosofia das ciências sociais, por sua vez, não pode ser praticada sem um envolvimento íntimo com a pesquisa social. O artigo esboça alguns desenvolvimentos da filosofia da ciência pós-positivista e suas implicações para a filosofia das ciências sociais. Essa perspectiva geral é então aplicada a alguns debates das ciências sociais: a natureza da causalidade; o lugar dos mecanismos na pesquisa social e da legitimidade de explicações puramente macrossociológicas; a distinção entre pesquisa qualitativa e quantitativa; a distinção entre evidência observacional e evidência experimental; a polêmica entre o individualismo e o holismo metodológicos na explicação sociológica.<hr/>Philosophy of social science, properly conceived, has something to offer practicing social scientists. Social scientists cannot help but have some philosophy of social science implicitly involved in their research, and to avoid blind alleys, it is best to be explicit and critically aware of what that philosophy is and its merits. Philosophy of the social sciences, in turn, cannot be done without close engagement with social research. The article outlines some developments in postpositivist philosophy of science and their implications for philosophy of social science. This general perspective is then applied to debates in the social sciences over the nature of causation, the place of mechanisms in social research and the legitimacy of purely macrosociological explanations, qualitative vs. quantitative research, observational vs. experimental evidence, and questions about individualism vs. holism in social explanation. <![CDATA[<b>O </b><b>conceito de posição social na sociologia do conhecimento</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Os sociólogos do conhecimento tentam explicar as crenças dos agentes epistêmicos por meio da posição social destes no interior de uma hierarquia de relações de poder. O artigo propõe um modo alternativo de conceber a posição social dos agentes epistêmicos. Inspirado nas noções durkheimianas de integração social e de densidade social, o autor define a posição social de um agente com base na densidade de suas relações no interior de redes sociais. Para a sociologia do conhecimento científico em particular, são abordadas as relações sociais no interior de redes profissionais de cientistas. Em seguida, verifica-se a aplicabilidade desse conceito de posição social à sociologia do conhecimento em geral.<hr/>Sociologists of knowledge have attempted to explain the beliefs of epistemic agents in terms of their social location within a hierarchy of power relationships. This paper proposes an alternative way of conceiving the social location of epistemic agents. Drawing on the Durkheimian notions of social integration and social density, it will define an agent's social location in terms of the density of their relations within social networks. For the sociology of scientific knowledge in particular, it will focus on social relations within professional networks of scientists. Then the paper will address the applicability of the network concept of social location to the sociology of knowledge generally. <![CDATA[<b>O círculo hermenêutico</b>: <b>que problema é este?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O círculo hermenêutico é utilizado por todos os que defendem a tese da autonomia metodológica das ciências humanas em relação às ciências naturais. Em geral, ele é considerado, pelos hermeneutas, ou como um problema ontológico, ou como um problema lógico. O objetivo do artigo é mostrar que não se trata nem de uma coisa nem de outra. Tudo indica que o círculo hermenêutico é um fenômeno empírico, que pode ser estudado pela psicolinguística e por outras disciplinas empíricas. Assim, ele não poderia ser empregado nem como argumento para legitimar a separação entre as ciências naturais e as ciências humanas, nem para sustentar a tese da autonomia das ciências humanas.<hr/>The hermeneutic circle serves as a standard argument for all those who raise a claim to the autonomy of the human sciences. The proponents of an alternative methodology for the human sciences present the hermeneutic circle either as an ontological problem or as a logical problem. However, it is possible to assert that until now it has not been possible to show that the hermeneutic circle constitutes an ontological or a logical problem. Rather, everything indicates that it describes an empirical phenomenon, which can be studied within the framework of psycholinguistics and other empirical disciplines. It is thus not capable of serving as a legitimating argument for the separation between the natural and the human sciences and therefore cannot lend any support to the claim for autonomy of the social sciences and the humanities. <![CDATA[<b>Teoria social e neurociência</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A questão-chave para tentar aplicar os resultados da neurociência a tópicos sociais é a correspondência: qual é a relação entre os conceitos sociais ordinários ou os conceitos da ciência social e suas realizações físicas no cérebro? A resposta depende do que se apresenta para a correspondência em cada um dos lados. Os conceitos da ciência social elaborados sob a influência do modelo padrão de ciência social são fontes de correspondência piores do que os conceitos da ciência social, especialmente da sociologia do final do século XIX, antes da disciplinarização. Nesse período, sociólogos e teóricos sociais estavam interessados nas questões suscitadas por Darwin e pelos estudos de cooperação entre animais. O modelo padrão de ciência social, em contraste, pressupõe uma noção de cultura com pobres correlatos cerebrais. As ideias teóricas dessa geração anterior, como a de Franklin Giddings sobre a consciência de semelhança, a de C. H. Cooley sobre o self especular, a de Max Weber sobre empatia, além do interesse pela imitação e pela socialização da criança, oferecem correlatos melhores para a atual neurociência.<hr/>The key question for attempts at applying neuroscience results to social topics is matching: what is the relation between ordinary social and social science concepts and their physical realizations in brain processes? Answering this question depends on what is available on each side to match. The concepts of social science produced under the influence of the standard social science model, however, are worse sources of matching concepts than the social science and especially sociology of the late nineteenth century, before disciplinarization. In this period sociologists and social theorists were concerned with issues raised by Darwin and animal studies of cooperation. The standard social science model, in contrast, used a presupposition-like notion of culture which has poor brain matches. The theoretical ideas of this earlier generation, including Franklin Giddings on consciousness of kind, C. H. Cooley on the looking glass self, Max Weber on empathy, and the pervasive concern with imitation, as well as the concern with the child's socialization, all prove to be better matches to current neuroscience. <![CDATA[<b>A vida e as formas da sociologia de Simmel</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo propõe apreender e analisar o programa sociológico do pensador alemão Georg Simmel (1858-1918), considerado um dos fundadores da sociologia. A análise é orientada por uma leitura atenta das principais analogias de método de que Simmel se serviu em sua tentativa de fundamentar a sociologia como empreitada científica. O objetivo é expor algumas das questões centrais que informaram o programa sociológico de Simmel, para identificar o que há de peculiar nas respostas que ele oferece a tais questões.<hr/>In this paper, I seek to grasp and analyze the sociological program of the german thinker Georg Simmel (1858-1918), deemed as one of the founders of german sociology. The analysis will be guided by a close reading of the main methodical analogies that Simmel resorted to in his attempt to give a foundation to sociology as a scientific endeavor. The purpose of this paper is to expose some of the main questions that shaped Simmel's sociological program, in order to identify the distinctive mark of the answers he gave to such questions. <![CDATA[<b>O que está acontecendo aqui?</b> <b>Da explicação das ações à atividade de explicar</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo é um trabalho de natureza metateórica que investiga uma gama de problemas ligados ao que fazemos quando explicamos as ações. A explicação é apresentada no quadro pragmático do explicar como prática teórico-comunicativa. O objetivo é analisar como certos atores sociais operam quando a praticam e esclarecer que tipo de atividade é a atividade por meio da qual explicamos as ações dos outros. A identificação e a descrição das ações são inseridas na atividade mais ampla de atribuir motivos e intenções, cuja finalidade é tornar as ações inteligíveis. A consequência dessa perspectiva é deslocar a questão da explicação do plano essencialmente epistemológico para o plano sociológico, ligado aos contextos e às circunstâncias em que se usa a explicação como recurso para agir e interagir.<hr/>This meta-theoretical article approaches a range of problems concerning to what we do when explaining actions. Explanation is presented in a pragmatic framework: explaining is a theoretical communicative practice. The goal is to analyze how social actors go on when they explain and to elucidate what kind of activity is to explain other people's actions. To identify and to describe actions is part of a broader activity of ascribing motives and intentions, activity that aims to assure action intelligibility. This perspective implies to shift the explanation problem from the epistemological level to the sociological level, tied to contexts and circumstances where explanation is a resource to act and interact. <![CDATA[<b>Entre a epistemologia e a ontologia</b>: <b>a teoria da estruturação de Anthony Giddens</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo ilustra algumas peculiaridades metodológicas do projeto teórico de Anthony Giddens, a teoria da estruturação. O diagnóstico é que ela tem menos influência na teoria social atual do que poderia ter. A causa desse problema é identificada na transição ontológica que Giddens realiza no fim dos anos de 1970, que, de modo não intencional, acaba enfraquecendo o arcabouço teórico-metodológico de seu projeto. A fim de ajudar a sanar o problema, sugere-se uma reconstrução metodológica com base no modelo de filosofia da ciência de Mary Hesse.<hr/>The paper showcases some methodological peculiarities found in Anthony Giddens" theoretical project, structuration theory. The diagnosis is that it has less influence in current social theory than it could have. The cause of this problem is identified in the ontological transition made by Giddens in the end of the 1970s, which, unintentionally, ends up weakening the theoretical-methodological foundations of his project as a whole. A methodological reconstruction is suggested, based on Mary Hesse's model of philosophy of science, to help solve this problem. <![CDATA[<b>Marginalidade, etnicidade e penalidade na cidade neoliberal</b>: <b>uma cartografia analítica</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo elabora uma cartografia analítica do programa de pesquisa perseguido ao longo dos três livros do autor: Urban outcasts (2008), Punishing the poor (2009) e Deadly symbiosis: race and the rise of the penal State (no prelo). Nessa trilogia, são desfeitos os nexos triangulares entre fragmentação de classe, divisão étnica e remodelagem do Estado na cidade polarizada, na virada do século, para explicar a produção política, a distribuição socioespacial e a gestão punitiva da marginalidade mediante o acoplamento de políticas sociais disciplinares e de justiça criminal neutralizante. Indico como utilizei noções-chave de Pierre Bourdieu (espaço social, campo burocrático, poder simbólico) para clarificar categorias que permaneceram fluidas (como a de gueto) e forjar novos conceitos (estigmatização territorial e marginalidade avançada, contenção punitiva e paternalismo liberal, hiperencarceramento e sociodiceia negativa) como ferramentas para uma sociologia comparada da gênese inconclusa do precariado pós-industrial, da regulação penal da pobreza na era da insegurança social difusa e da construção do Leviatã neoliberal.<hr/>This article draws an analytic map of the research programme pursued across my three books Urban Outcasts (2008), Punishing the Poor (2009), and Deadly Symbiosis: Race and the Rise of the Penal State (in press). In this trilogy, I disentangle the triangular nexus of class fragmentation, ethnic division, and state-crafting in the polarizing city at century's turn to explain the political production, sociospatial distribution, and punitive management of marginality through the wedding of disciplinary social policy and neutralizing criminal justice. I signpost how I deployed key notions from Pierre Bourdieu (social space, bureaucratic field, symbolic power) to clarify categories left hazy (such as the ghetto) and to forge new concepts (territorial stigmatization and advanced marginality, punitive containment and liberal paternalism, hyperincarceration and negative sociodicy) as tools for the comparative sociology of the unfinished genesis of the post-industrial precariat, the penal regulation of poverty in the age of diffusing social insecurity, and the building of the neo-liberal Leviathan. <![CDATA[<b>Capital e organização no capitalismo tecnoburocrático</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute a formação social mista " capitalismo tecnoburocrático " que resultou da emergência da classe tecnoburocrática e da resiliência do capitalismo. Essa emergência ocorre com a Segunda Revolução Industrial e a consequente revolução organizacional, isto é, a mudança da unidade básica de produção da empresa familiar para as organizações empresariais. O trabalho concentra-se em dois aspectos desse processo histórico: a denominação de "organização" para a nova relação de produção e a mudança nas definições de capital pelo fato de que, no presente, nas sociedades tecnoburocrático-capitalistas, a burguesia e os profissionais compartilham poder e privilégios. O artigo termina com uma advertência: não há uma tendência para a dominação ou para as lógicas dos capitalistas (o capital) ou dos tecnoburocratas (a organização), porque há uma terceira lógica nas sociedades contemporâneas: a lógica das classes populares, a lógica da democracia.<hr/>This paper discusses the mixt social formation " technobureaucratic capitalism " which resulted from the emergence of the technobureaucratic class and the resilience of capitalism. This emergence takes place with the Second Industrial Revolution and the consequent organizational revolution " the change of the basic unit of production from the family firm to the business organizations. The paper focus in two aspects of this historical process: the definition of the "organization" as the name of the new relation of production, and the change in the definitions of capital that goes together with the fact that, today, in technobureaucratic capitalist societies, capitalists and technobureaucrats share power and privilege. The paper ends with a caveat: there is no tendency to the domination either of the logic of capitalists (the capital), or of the technobureaucrats (the organization), because there is a third logic in contemporary societies: the logic of the popular classes " the logic of democracy. <![CDATA[<b>Investimentos em C&T e desigualdades socioespaciais no Brasil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O objetivo deste artigo é analisar as relações entre os investimentos em Ciência e Tecnologia (C&T) e as desigualdades socioespaciais no Brasil no período recente. Parte-se do pressuposto de que o desenvolvimento brasileiro continua assentado em uma dinâmica socioeconomicamente excludente. Logo, a hipótese é de que o desenvolvimento científico e tecnológico pode estar contribuindo para um aumento nas desigualdades no território, favorecido por investimentos em C&T mais expressivos nas unidades da federação e regiões do país onde as forças produtivas estão mais desenvolvidas. Para verificar essa hipótese analisam-se a evolução dos investimentos em C&T (com especial atenção para os sujeitos e as instituições que produzem e consomem C&T) e o desenvolvimento socioespacial ocorrido no Brasil na última década.<hr/>Our purpose here is to analyse the links between investments in science and technology (S&T) and the growing socio-spatial inequalities in Brazil over recent years. We set out from the premise that Brazil's development remains based on a socioeconomic dynamic of benefit to just a small portion of its population. Our hypothesis, therefore, is that scientific and technological development may be contributing to this increase in inequality, favoured by more substantial investments in S&T in those states and regions where the productive forces are already more developed. To verify this hypothesis we analyse the evolution of investments in S&T (with special attention to social groups and institutions that produce and consume S&T) and the socio-spatial development taking place in Brazil during the last decade. <![CDATA[<b>Lugares e não lugares em Marc Augé</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O termo "não lugares", utilizado por Mare Augé pela primeira vez em 1992 em seu livro Não lugares, acompanha a sua obra eomo se incorporasse algo fundamental para a compreensão da sociedade contemporânea. Ao longo deste artigo procuramos clarificar o sentido, ou os vários sentidos, que Marc Augé lhe dá, analisando entre outros aspectos a discussão sobre os centros comerciais como "não lugares" e procurando semelhanças e diferenças entre os "não lugares" e o "espaço de fluxos" (Castells). A pergunta que parece estar sempre subjacente ao pensamento de Marc Augé é saber de que forma os "não lugares" podem provocar uma perda de nós mesmos como grupo, como sociedade, passando a prevalecer o indivíduo isolado ou "solitário".<hr/>"Non-places", a term first used by Marc Augé in 1992 in his book Non-Lieux, runs through his work as the embodiment of something fundamental to understanding contemporary society. In this article we try to clarify the meaning, or multiple meanings, attributed by the author to this term, examining among other things the discussion on the shopping centre as a "non-place" and looking for similarities and differences between "non-places" and the "space of flows" (Castells). The question that always seems to underpin Marc Augé's thought is whether and how non-places"' can cause us to lose ourselves as a group, a society, such that isolated 'lone' individuals come to prevail. <![CDATA[<b>Matias Spektor, 18 Dias</b>: <b>quando Lula e FHC se uniram para conquistar o apoio de Bush</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O termo "não lugares", utilizado por Mare Augé pela primeira vez em 1992 em seu livro Não lugares, acompanha a sua obra eomo se incorporasse algo fundamental para a compreensão da sociedade contemporânea. Ao longo deste artigo procuramos clarificar o sentido, ou os vários sentidos, que Marc Augé lhe dá, analisando entre outros aspectos a discussão sobre os centros comerciais como "não lugares" e procurando semelhanças e diferenças entre os "não lugares" e o "espaço de fluxos" (Castells). A pergunta que parece estar sempre subjacente ao pensamento de Marc Augé é saber de que forma os "não lugares" podem provocar uma perda de nós mesmos como grupo, como sociedade, passando a prevalecer o indivíduo isolado ou "solitário".<hr/>"Non-places", a term first used by Marc Augé in 1992 in his book Non-Lieux, runs through his work as the embodiment of something fundamental to understanding contemporary society. In this article we try to clarify the meaning, or multiple meanings, attributed by the author to this term, examining among other things the discussion on the shopping centre as a "non-place" and looking for similarities and differences between "non-places" and the "space of flows" (Castells). The question that always seems to underpin Marc Augé's thought is whether and how non-places"' can cause us to lose ourselves as a group, a society, such that isolated 'lone' individuals come to prevail. <![CDATA[<b>Tales A. M. Ab'Saber, A música do tempo infinito</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O termo "não lugares", utilizado por Mare Augé pela primeira vez em 1992 em seu livro Não lugares, acompanha a sua obra eomo se incorporasse algo fundamental para a compreensão da sociedade contemporânea. Ao longo deste artigo procuramos clarificar o sentido, ou os vários sentidos, que Marc Augé lhe dá, analisando entre outros aspectos a discussão sobre os centros comerciais como "não lugares" e procurando semelhanças e diferenças entre os "não lugares" e o "espaço de fluxos" (Castells). A pergunta que parece estar sempre subjacente ao pensamento de Marc Augé é saber de que forma os "não lugares" podem provocar uma perda de nós mesmos como grupo, como sociedade, passando a prevalecer o indivíduo isolado ou "solitário".<hr/>"Non-places", a term first used by Marc Augé in 1992 in his book Non-Lieux, runs through his work as the embodiment of something fundamental to understanding contemporary society. In this article we try to clarify the meaning, or multiple meanings, attributed by the author to this term, examining among other things the discussion on the shopping centre as a "non-place" and looking for similarities and differences between "non-places" and the "space of flows" (Castells). The question that always seems to underpin Marc Augé's thought is whether and how non-places"' can cause us to lose ourselves as a group, a society, such that isolated 'lone' individuals come to prevail. <![CDATA[<b>Nikolas Rose, A política da própria vida</b>: <b>biomedicina, poder e subjetividade no Século XXI</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702014000200015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O termo "não lugares", utilizado por Mare Augé pela primeira vez em 1992 em seu livro Não lugares, acompanha a sua obra eomo se incorporasse algo fundamental para a compreensão da sociedade contemporânea. Ao longo deste artigo procuramos clarificar o sentido, ou os vários sentidos, que Marc Augé lhe dá, analisando entre outros aspectos a discussão sobre os centros comerciais como "não lugares" e procurando semelhanças e diferenças entre os "não lugares" e o "espaço de fluxos" (Castells). A pergunta que parece estar sempre subjacente ao pensamento de Marc Augé é saber de que forma os "não lugares" podem provocar uma perda de nós mesmos como grupo, como sociedade, passando a prevalecer o indivíduo isolado ou "solitário".<hr/>"Non-places", a term first used by Marc Augé in 1992 in his book Non-Lieux, runs through his work as the embodiment of something fundamental to understanding contemporary society. In this article we try to clarify the meaning, or multiple meanings, attributed by the author to this term, examining among other things the discussion on the shopping centre as a "non-place" and looking for similarities and differences between "non-places" and the "space of flows" (Castells). The question that always seems to underpin Marc Augé's thought is whether and how non-places"' can cause us to lose ourselves as a group, a society, such that isolated 'lone' individuals come to prevail.