Scielo RSS <![CDATA[Estudos Históricos (Rio de Janeiro)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-218620170001&lang=pt vol. 30 num. 60 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Perspectivas Globais e Transnacionais: Vida (e morte?) da História Global]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Conectando as Índias: o mundo hispano-asiático do Pacífico na História Global Moderna]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This article reconsiders the place of colonial Latin America in global history by examining the Transpacific interactions, conflicts, and exchanges between Latin America and Asia in the sixteenth and seventeenth centuries. Setting aside earlier imperial histories that present the Pacific as a 'Spanish Lake', I conceptualize a dynamic Hispano-Asian Pacific World that was forged by a myriad of actors in and around the Pacific basin. Instead of a Pacific dominated by far-off Spain, my research reveals a Transpacific world that in fact defied imperial efforts to claim, regulate, or convert it. I structure this study along three broad lines of inquiry: the economic ties that made the Asian-Latin American 'Rim', the consequences of human transits and cultural exchanges along new Transpacific conduits, and the barriers of distance and culture that limited both cosmopolitanism and imperialism. For societies in Latin America, this Hispano-Asian Pacific world provided them with greater autonomy than the Atlantic world. They shared, alongside diverse groups in this maritime world, a common story of circumvention, of freewheeling exchanges, and of checked powers, for no single shoreline, empire, or group predominated. Ultimately, by charting the currents of Hispano-Asian interactions in the Pacific world, I provide a riposte to theories in global historiography that have situated Latin America at the periphery of Western Europe.<hr/>Resumo Este artigo reconsidera o lugar da América Latina colonial na história global examinando as interações transpacíficas, os conflitos e os intercâmbios entre a América Latina e a Ásia nos séculos XVI e XVII. Deixando de lado histórias imperiais anteriores que apresentam o Pacífico como um "lago espanhol", concebo um dinâmico Mundo Pacífico Hispano-Asiático que foi forjado por uma miríade de atores na e ao redor da bacia do Pacífico. Em vez de um Pacífico dominado pela longínqua Espanha, minha pesquisa revela um mundo transpacífico que de fato desafiava os esforços imperiais para reivindicá-los, regulá-los ou convertê-los. Estruturo este estudo de acordo com três grandes linhas de investigação: os laços econômicos que fizeram o "laço" asiático-latino-americano, as consequências dos trânsitos humanos e dos intercâmbios culturais ao longo de novas condutas transpacíficas, e as barreiras da distância e da cultura que limitavam o cosmopolitismo e o imperialismo. Para as sociedades da América Latina, esse mundo do Pacífico hispano-asiático lhes proporcionou maior autonomia do que o mundo atlântico. Eles compartilhavam, ao lado de diversos grupos neste mundo marítimo, uma história comum de evasão, de trocas livres e de poderes controlados, pois nenhuma linha de costa, império ou grupo predominava. Em última análise, ao traçar as correntes das interações hispano-asiáticas no mundo do Pacífico, dou uma réplica às teorias da historiografia global que situaram a América Latina na periferia da Europa Ocidental.<hr/>Resumen Este artículo reconsidera el lugar de la América Latina colonial en la historia global examinando las interacciones transpacíficas, los conflictos y los intercambios entre América Latina y Asia en los siglos XVI y XVII. Dejando a un lado anteriores historias imperiales que presentan al Pacífico como un "lago español", conceptualizo un dinámico mundo hispano-asiático del Pacífico que fue forjado por una miríada de actores en y alrededor de la cuenca del Pacífico. En lugar de un Pacífico dominado por la lejana España, mi investigación revela un mundo transpacífico que de hecho desafiaba los esfuerzos imperiales para reclamar, regular o convertirlo. Estructura este estudio a lo largo de tres grandes líneas de investigación: los lazos económicos que hicieron el "Borde" asiático-latinoamericano, las consecuencias de los tránsitos humanos y los intercambios culturales a lo largo de nuevos conductos transpacíficos y las barreras de distancia y cultura que limitaban el cosmopolitismo y imperialismo. Para las sociedades latinoamericanas, este mundo del Pacífico hispanoasiático les proporcionó mayor autonomía que el mundo atlántico. Compartieron, junto a diversos grupos en este mundo marítimo, una historia común de elusión, de intercambios libres y de poderes controlados, pues no existía ninguna línea de costa, imperio o grupo. En última instancia, trazando las corrientes de las interacciones hispanoasiáticas en el mundo del Pacífico, ofrezco una respuesta a las teorías de la historiografía global que han situado a América Latina en la periferia de Europa Occidental. <![CDATA[Instrução Islâmica na Senegâmbia e práticas de Muçulmanos Africanos em Portugal: uma abordagem Atlântica (séculos XVI e XVII)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100035&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Práticas islâmicas de africanos escravizados em Portugal no século XVI são analisadas à luz da metodologia atlântica, buscando-se compreendê-las em relação às instituições muçulmanas na região dos rios Senegal e Gâmbia. Parte-se desta perspectiva para estudar culturas africanas na diáspora identificando elementos africanos em Portugal; retornando à África, são relacionados às sociedades de origem; voltando a Portugal, os dados obtidos são confrontados. As fontes da pesquisa são memoriais de viajantes europeus, cartas de jesuítas e processos inquisitoriais. Argumenta-se que as práticas islâmicas em Portugal expõem continuidades de experiências africanas, evidenciando o papel do Islã nas sociedades da Senegâmbia.<hr/>Abstract Islamic practices of enslaved Africans in 16th century Portugal are discussed through an Atlantic methodology, highlighting relations between Islam in Senegal and Gambia Rivers' region and Muslim African religiosities in Portugal. This approach aims to analyze African cultures in a diaspora context. Then, Muslim African features are discussed in Portugal; back to Africa, those features are connected to local institutions; back again to Portugal, both data are compared. The sources analyzed are European travelers' accounts, jesuits' letters and inquisitorial records. Muslim beliefs in Portugal are linked to their African experiences, what emphasizes the role of Islam in Senegambian societies.<hr/>Resumen Prácticas islámicas de esclavos africanos en Portugal en el siglo XVI se analizan a la luz de la metodología del Atlántico, buscando entender en relación con las instituciones musulmanas en la región de los ríos Senegal y Gambia. Se inicia esta perspectiva para estudiar las culturas africanas en la diáspora que identifican elementos africanos en Portugal; volver a África, que están relacionados con las sociedades de origen; regresar a Portugal, se comparan los datos obtenidos. Las fuentes de investigación son monumentos conmemorativos de los viajeros europeos, cartas jesuitas y procesos inquisitoriales. Se argumenta que las prácticas islámicas en Portugal exponen continuidades de las experiencias africanas, destacando el papel del Islam en las sociedades de Senegambia. <![CDATA[Pequeno dinheiro, grandes problemas: como uma investigação sobre pequenas repúblicas latino-americanas moldou o mercado financeiro da dívida pública no século XIX]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100055&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract In 1875 the British Parliament set up a Committee to investigate frauds on loans underwritten by British and French banks to the Republics of Honduras, Costa Rica, Santo Domingo and Paraguay, reaching an amount of £12 million. The reports of the Committee and the press coverage issue revealed financial malpractices by banks and diplomats in order to induce millionaire defaults at expense of the bondholders, whilst the loan agents were living in luxuriant mansions in southern France. After the investigation, these shoddy practices were exposed to the public, reshaping the loan business for the rest of the century.<hr/>Resumo Em 1875 o Parlamento britânico instaurou um Comitê para investigar fraudes cometidas em empréstimos subscritos por bancos britânicos e franceses para as repúblicas de Honduras, Costa Rica, Santo Domingo e Paraguai em um montante de £12 milhões. Os relatórios do Comitê e a cobertura da imprensa especializada revelaram usuais práticas ilegais de bancos e diplomatas buscando induzir moratórias milionárias à custa dos investidores e dos orçamentos dos Estados envolvidos, enquanto os negociadores compravam luxuosos castelos no sul da França. Após as investigações essas práticas fraudulentas foram expostas ao público, transformando o mercado de empréstimos soberanos pelo resto do século XIX.<hr/>Resumen En 1875 el Parlamento británico estableció un comité para investigar el fraude en los préstamos contraídos por las Repúblicas de Honduras, Costa Rica, Santo Domingo y Paraguay en una cantidad de £12 millones. Los informes de la Comisión y la cobertura de la prensa revelaron prácticas ilegales de los bancos y diplomáticos que buscaban inducir moratorias millonarias a expensas de los inversores y los presupuestos de las Repúblicas, mientras que los negociadores vivían en lujosos castillos en Francia. Después de estas investigaciones, las prácticas fraudulentas fueron expuestas al público, transformando el mercado de préstamos para el resto del siglo 19. <![CDATA[A comunidade transnacional imaginada da imprensa negra de São Paulo e Chicago, 1900-1940]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100071&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This article explores the use of the concept of a transnational imagined community as a theoretical tool for the study of the black press of São Paulo and Chicago from 1900 to 1950. In doing so, I aim to connect the local with the global; associating the uniqueness of the historical trajectories of these specific Afro-descendant communities, to the commonalities of the struggles endured by members of the black Diaspora in the Americas. The paper's macro-narrative is informed by the story of capitalism's structural changes in the late 19th and early 20th century. These transformations provided the necessary socio- political conditions for the development of the black press; a press that aimed to articulate a counter-hegemonic discourse on race, different from the mainstream press, the 'white men's press'. At a micro-level this paper proposes the use of the black press in the Amercas as a door to understand how a fraction of the afro-descendant community in São Paulo and Chicago - namely the black middle class - negotiated race and citizenship through a complex process of national and transnational dialogue, both locally and globlly. Overall, despite the limitation of 'the black press' as a primary source due to its limited circulation and audience, the black press offers a unique opportunity to depict afro-descendants everyday urban life in two rapidly modernizing cities.<hr/>Resumo Este artigo explora o uso do conceito de uma comunidade imaginária transnacional como ferramenta teórica para o estudo da imprensa negra de São Paulo e Chicago de 1900 a 1950. Ao fazê-lo, busco conectar o local com o global, associando a singularidade das trajetórias históricas dessas comunidades afrodescendentes específicas aos pontos em comum das lutas sofridas pelos membros da diáspora negra nas Américas. A macronarrativa do artigo é informada pela história das mudanças estruturais do capitalismo no final do século XIX e início do século XX. Essas transformações proporcionaram as condições sociopolíticas necessárias para o desenvolvimento da imprensa negra; uma imprensa que visava articular um discurso contra-hegemônico sobre a raça, diferente da imprensa tradicional, a "imprensa dos homens brancos". Em um nível micro, este artigo propõe o uso da imprensa negra nas Américas como uma porta para entender como uma fração da comunidade afrodescendente de São Paulo e Chicago - ou seja, a classe média negra - negociou raça e cidadania através de um complexo processo de diálogo nacional e transnacional, local e globalmente. Em geral, apesar da limitação da "imprensa negra" como fonte primária, devido à sua limitada circulação e audiência, a imprensa negra oferece uma oportunidade única para retratar a vida urbana cotidiana dos afrodescendentes em duas cidades em rápida modernização.<hr/>Resumen Este artículo explora el uso del concepto de comunidad transnacional imaginada como herramienta teórica para el estudio de la prensa negra de São Paulo y Chicago de 1900 a 1950. Al hacerlo, intento conectar lo local con lo global, asociando la singularidad de las trayectorias históricas de estas comunidades afrodescendientes específicas a los puntos en común de las luchas que sufrieron los miembros de la diáspora negra en las Américas. La macro-narrativa del documento es informada por la historia de los cambios estructurales del capitalismo a finales del siglo XIX y principios del XX. Estas transformaciones proporcionaron las condiciones sociopolíticas necesarias para el desarrollo de la prensa negra, una prensa que pretendía articular un discurso contra-hegemónico sobre la raza, distinto de la prensa corriente, la "prensa de los hombres blancos". A nivel micro este trabajo propone el uso de la prensa negra en las Américas como una puerta para entender cómo una fracción de la comunidad afrodescendiente de São Paulo y Chicago - es decir, la clase media negra - negoció la raza y la ciudadanía a través de un complejo proceso de diálogo nacional y transnacional, tanto local como globalmente. En general, a pesar de la limitación de la "prensa negra" como fuente primaria debido a su limitada circulación y audiencia, la prensa negra ofrece una oportunidad única de representar la vida urbana cotidiana de los afrodescendientes en dos ciudades de rápida modernización. <![CDATA[A Primeira Guerra Mundial, crise econômica e agravamento do conflito trabalhista na Argentina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100093&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Este artículo analiza, a partir del impacto provocado por la Primera Guerra Mundial en la economía argentina, las consecuencias en el movimiento obrero: la desocupación, la caída de los salarios y el deterioro en las condiciones de trabajo. Esta situación negativa terminó incentivando y radicalizando el conflicto social de manera inédita, especialmente en aquellos gremios vinculados a las exportaciones (marítimos, ferroviarios, obreros de la industria frigorífica). Así, un evento excepcional, la guerra, desnudó en todas sus dimensiones las formas de interpenetración e interconexión que había adquirido la economía mundial y las formas en que esta situación incidía sobre el conjunto de los trabajadores.<hr/>Resumo Este artigo analisa, a partir do impacto causado pela Primeira Guerra Mundial na economia da Argentina, as consequências no movimento operário: o desemprego, a queda dos salários e a deterioração das condições de trabalho. Essa situação negativa terminou incentivando e radicalizando o conflito social de uma forma inédita, especialmente nos sindicatos ligados à exportação (marítimos, ferroviários, de trabalhadores na indústria frigorífica). Assim, um acontecimento excepcional como a guerra mostrou em todas as suas dimensões as formas de interpenetração e interligação que a economia global tinha adquirido e as formas como essa situação afetou a toda a força de trabalho.<hr/>Abstract This article analyzes, considering the impact of First World War on Argentine economy, the consequences on the labor movement: unemployment, falling wages and deterioration of working conditions. This negative situation encouraged and radicalized the social conflict in an unprecedented way, especially in those unions related to exportation (maritime, railway, refrigeration industry workers). Thus, an exceptional event such as the war stripped in all its dimensions the forms of interpenetration and interconnection that the world economy had acquired and the ways in which this situation affected all workers. <![CDATA[Entre Chicago e Salvador: Donald Pierson e o estudo das relações raciais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100115&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo analisa, de uma perspectiva histórica transnacional, a pesquisa sobre relações raciais desenvolvida pelo sociólogo norte-americano Donald Pierson na cidade de Salvador entre 1935 e 1937, que resultou na sua tese de doutorado defendida na Universidade de Chicago sob orientação de Robert Park. Partimos da hipótese de que a forma como o sociólogo apresenta e analisa o vasto material coletado na Bahia, assim como as proposições de caráter mais geral contidas em seu livro, somente adquirem significado quando se explicita, além dos diálogos com os cientistas sociais brasileiros, seu enquadramento conceitual subjacente, que remonta à agenda de pesquisas capitaneada por Robert Park.<hr/>Abstract This paper analyses, from a transnational historical perspective, the study of race relations undertaken by American sociologist Donald Pierson in the city of Salvador, Bahia, between 1935 and 1937, as part of his PhD dissertation in the University of Chicago. We hold the hypothesis that the way Pierson conducts his analysis of the vast empirical material collected in Bahia, as well as his general propositions, can be fully grasped only if one takes into consideration both his dialogues with Brazilian social scientists and his underlying conceptual framework, linked to Robert Park's research agenda.<hr/>Resumen Este artículo analiza, desde una perspectiva histórica transnacional, la investigación sobre relaciones raciales desarrollada por el sociólogo estadounidense Donald Pierson en la ciudad de Salvador, Bahía, entre 1935 y 1937, como parte de su tesis doctoral defendida en la Universidad de Chicago bajo la dirección de Robert Park. Sostenemos la hipótesis de que la manera en que Pierson realiza su análisis del vasto material empírico recopilado en Bahía, así como sus proposiciones generales, sólo se pueden comprender plenamente tomando en consideración no sólo sus diálogos con los científicos sociales brasileños, sino también su marco conceptual subyacente, vinculado a la agenda de investigación de Robert Park. <![CDATA[Entre a Guerra Fria e o Sul Global: a Argentina e a solidariedade do Terceiro Mundo na crise das Malvinas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100141&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This article looks at Argentine attempts to mobilize the Third World support by framing the Falklands/Malvinas War as a North-South conflict. Despite fundamental ideological divisions, the Organization of American States (OAS) and the Non-Aligned Movement offered support to Argentina, while the NATO powers - the European Economic Community (EEC) and the United States − backed Great Britain. The Falklands/Malvinas was thus a conflict where nationalist agendas linked up with global narratives of decolonization and the Global South.<hr/>Resumo Este artigo analisa as tentativas argentinas de mobilizar o apoio do Terceiro Mundo enquadrando a Guerra das Malvinas como um conflito Norte-Sul. Apesar das divisões ideológicas fundamentais, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Movimento Não Alinhado ofereceram apoio à Argentina, enquanto as potências da OTAN - a Comunidade Econômica Europeia (CEE) e os Estados Unidos - apoiaram a Grã-Bretanha. As Malvinas foram assim um conflito em que as agendas nacionalistas se ligaram a narrativas globais de descolonização e ao Sul Global.<hr/>Resumen Este artículo examina los intentos argentinos de movilizar el apoyo del Tercer Mundo al enmarcar la Guerra de las Malvinas como un conflicto Norte-Sur. A pesar de las divisiones ideológicas fundamentales, la Organización de Estados Americanos (OEA) y el Movimiento de Países No Alineados apoyaron a la Argentina, mientras que las potencias de la OTAN - la Comunidad Económica Europea (CEE) y los Estados Unidos - respaldaron a Gran Bretaña. Las Malvinas fueran, pues, un conflicto en el que las agendas nacionalistas se vincularan con las narrativas globales de descolonización y con el Sur global. <![CDATA[Historiografias periféricas em perspectiva global ou transnacional: eurocentrismo em questão]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100161&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O presente artigo discute questões teóricas envolvidas na reflexão sobre a história da historiografia a partir das perspectivas global/transnacional. Examinando estudos de historiografia em contextos distintos, pensados em particular a partir dos estudos subalternos e dos estudos pós-coloniais, o artigo pondera o problema do uso de uma concepção de história e de historiografia gerada na Europa como base para uma reflexão global. Indagando as formas como essa prática historiográfica de matriz europeia viajou e foi apropriada em diferentes contextos, nossa pesquisa procura explorar as possibilidades de pensar a dinâmica centro-periferia para a produção do conhecimento histórico. Concomitantemente, o artigo estuda uma questão relevante colocada, em especial, pela história da historiografia preocupada com tradições periféricas: como pensar representações do passado não-ocidentais (como as de culturas indígenas) dentro da história da historiografia, ou em relação a esta, sem estabelecer uma hierarquia de saberes que atribua à concepção europeia de história um "privilégio epistêmico", nos termos do historiador indiano Sanjay Seth.<hr/>Abstract The article discusses some theoretical issues involved in considering the history of historiography from a global or transnational perspective. By examining studies of historiography in different contexts, especially those elaborated on the basis of subaltern studies and postcolonial studies, it evaluates the problem of using an European conception of history and historiography as a basis for a global reflexion. By questioning the ways in which this historiographic practice of European matrix has travelled and has been appropriated in different contexts, we intend to explore the possibilities of using the center-periphery dynamic for the production of historical knowledge. The article also approaches a relevant question posited especially by the history of historiography that takes into account peripheral traditions: how to consider non-Western representations of the past (as those of indigenous cultures) in the light of a history of historiography, without establishing a hierarchy of knowledge that attributes to the European conception of history an "epistemic privilege", in the words of the Indian historian Sanjay Seth.<hr/>Resumen En este artículo se describen problemas teóricos que intervienen en la reflexión sobre la historia de la historiografía de las perspectivas global y transnacional. Examinando los estudios de historiografia en diferentes contextos, pensados en particular a partir de los estudios subalternos y estudios postcoloniales, el artículo considera el problema de la utilización de una concepción de historia y de historiografía generada en Europa como base para una reflexión global. Indagando las formas como esta práctica historiográfica de origen europea viajó y fue apropriada en diferentes contextos, nuestra investigación busca explorar las posibilidades de pensar la dinamica núcleo-periferia para la producción de conocimiento histórico. Al mismo tiempo, abordamos una question relevante colocada en particular por la historia de la historiografía preocupada con tradiciones periféricas: cómo pensar las representaciones del pasado no occidentales (como las de las culturas indígenas) en la historia de la historiografía, o en relación con esta, sin establecer una jerarquía de conocimiento que atribui a la concepción europea de historia de un 'privilegio epistémico' conforme el historiador indiano Sanjay Seth. <![CDATA[Escrevendo a Guerra Fria latino-americana: entre o Sul "local" e do Norte "global"]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100187&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Mi trabajo propone una agenda para posibles diálogos entre la historia reciente del cono sur y los estudios de la guerra fría. El campo de la historia reciente, escrito principalmente por historiadores del cono sur, relacionado con la historia de la segunda mitad del siglo XX, se ha centrado principalmente en los escenarios nacionales de polarización política y social que surgieron durante los años sesenta, Los regímenes y, por último, las luchas por el derecho humano para la democratización durante los años ochenta. Estos estudios históricos han innovado en sus métodos historiográficos, en las formas de concebir la relación entre cultura y política, y también en la comprensión de las tensiones entre el discurso histórico y las memorias públicas. Más allá de estas innovaciones, estos estudios parecen estar atrapados en las esferas nacionales sin intercambiar sobre las similitudes y circulación de ideas y personas que ocurrieron en la región. Por otro lado, los estudios sobre la guerra fría, escritos principalmente en Estados Unidos, que trabajaron en la región, se han centrado principalmente en el impacto de la política exterior estadounidense. Aunque estos estudios abordaron las dimensiones locales, se centraron principalmente en las cuestiones relacionadas con el papel de los Estados Unidos sin considerar la agencia de actores locales en este proceso global. Entre estos dos campos de estudio hay vacíos históricos relacionados con los espacios transnacionales de circulación horizontal de ideas y actores dentro de la región que han sido principalmente ignorados por ambas historiografías. A través de algunos ejemplos históricos sugeriré formas de cruzar ambos campos de estudios para enriquecer la reflexión sobre la guerra fría latinoamericana.<hr/>Resumo Meu artigo propõe uma agenda para possíveis diálogos entre a história recente do cone sul e os estudos da guerra fria. O campo histórico recente, escrito principalmente por historiadores do cone sul, relacionado à história da segunda metade do século XX, tem focado principalmente os cenários nacionais de polarização política e social que surgiram nos anos 60, a reação autoritária que instalou o terrorismo de Estado Regimes e, por fim, as lutas pelos direitos humanos para a democratização durante os anos oitenta. Esses estudos históricos têm inovado nos seus métodos historiográficos, nas formas de conceber a relação entre cultura e política, e também na compreensão das tensões entre o discurso histórico e as memórias públicas. Além destas inovações, esses estudos parecem estar presos nas esferas nacionais sem trocar as semelhanças e circulação de ideias e pessoas que aconteceram na região. Por outro lado, os estudos de guerra fria, escritos principalmente nos EUA, que trabalharam na região, concentraram-se principalmente no impacto das políticas externas dos EUA. Embora esses estudos tenham abordado as dimensões locais, eles se concentraram principalmente nas questões relacionadas ao papel dos EUA sem considerar a agência de atores locais nesse processo global. Entre esses dois campos de estudo, há vácuos históricos relacionados a espaços transnacionais de circulação horizontal de ideais e atores dentro da região que tem sido principalmente ignorado por ambas as historiografias. Através de alguns exemplos históricos vou sugerir maneiras de cruzar ambos os campos de estudos, a fim de enriquecer a reflexão sobre a guerra fria latino-americana.<hr/>Abstract My paper proposes an agenda for possible dialogues between the southern cone´s recent history and the cold war studies. The recent history field, written mainly by southern cone´s historians, related to the history of the second half of twenty century has focused mainly on the national scenarios of political and social polarization that emerged during the sixties, the authoritarian reaction that installed state terror regimes, and, lastly, the human right struggles for democratization during the eighties. These historical studies have innovated in their historiographical methods, in the ways to conceive the relationship between culture and politics, and also in the understanding of the tensions between historical discourse and public memories. Beyond these innovations these studies seems to be trapped in the national spheres without exchanging on the similarities and circulation of ideas and persons that happened within the region. On the other hand the cold war studies, written mainly in the US, that worked on the region has mainly focused on the impact of the US foreign policies. Although these studies addressed the local dimensions, they mainly focused on the questions related to the role of the US without considering the agency of local actors in this global process. Between these two fields of study there are historical vacuums related to transnational spaces of horizontal circulation of ideas and actors within the region that has been mainly disregarded by both historiographies. Through some historical examples I will suggest ways to intersect both fields of studies in order to enrich the reflection on the Latin-American cold war. <![CDATA[Leituras conceituais na Guerra Fria: rumo a abordagens transnacionais a partir da perspectiva dos estudos latino-americanos na Europa Oriental e Ocidental]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100203&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This bibliographical and conceptual essay summarizes recent research in Cold War Studies in Europe and the Americas, especially on smaller states in historiographical studies. Against the background of an increasing connectedness and globalization of research about the Cold War, the authors highlight the importance of the full-scale integration of countries and regions of the 'Global South' into Cold War Studies. Critical readings of the newly available resources reveal the existence of important decentralizing perspectives resulting from Cold War entanglements of the 'Global South' with the 'Global North.' As a result, the idea that these state actors from the former 'periphery' of the Cold War should be considered as passive recipients of superpower politics seems rather troubled. The evidence shows (at least partially) autonomous and active multiple actors.<hr/>Resumo Este ensaio bibliográfico e conceitual resume pesquisas recentes em Estudos da Guerra Fria na Europa e nas Américas, especialmente em pequenas potências, em estudos historiográficos. Num contexto de crescente ligação e globalização da investigação sobre a Guerra Fria, os autores apontam a importância da integração em larga escala dos países e regiões do "Sul Global" nos Estudos da Guerra Fria. Leituras críticas dos recursos recém-disponíveis revelam a existência de importantes perspectivas de descentralização resultantes dos enredos da Guerra Fria do "Sul Global" com o "Norte Global". Como resultado, a noção de que esses atores estatais na antiga "periferia" da Guerra Fria serão considerados como receptores passivos da política das superpotências parece bastante problemática. A evidência mostra (pelo menos parcialmente) atores múltiplos e autônomos ativos.<hr/>Resumen Este ensayo bibliográfico y conceptual resume investigaciones recientes sobre Estudios de la Guerra Fría en Europa y las Américas, especialmente sobre las pequeñas potencias, en estudios historiográficos. En el contexto de una conexión creciente y de la globalización de la investigación sobre la Guerra Fría, los autores señalan la importancia de la integración a gran escala de países y regiones del "Sur Global" en Estudios de Guerra Fría. Las lecturas críticas de los nuevos recursos disponibles revelan la existencia de importantes perspectivas de descentralización resultantes de los enredos de la Guerra Fría del "Sur Global" con el "Norte Global". Como resultado, la idea de que estos actores estatales en la antigua "periferia" de la Guerra Fría se consideren receptores pasivos de la política de las superpotencias parece bastante problemática. La evidencia muestra (al menos parcialmente) actores múltiples autónomos y activos. <![CDATA[Em busca das origens da História Global: aula inaugural proferida no Collège de France em 28 de novembro de 2013]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100219&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Em sua aula inaugural no Collège de France, o autor procura traçar a genealogia da História Global. Para tanto, examina o trabalho de autores de diversas partes do mundo que desde a Antiguidade se debruçaram sobre sociedades que não as suas de origem.<hr/>Abstract In his inaugural lecture at the Collège de France, the author explores the genealogy of Global History. For that purpose, he analyses a vast range of international scholarship focusing in the ways authors examine societies different from their own.<hr/>Resumen En su conferencia inaugural en el Collège de France, el autor trata de hacer la genealogía de la Historia Global. Por lo tanto, examina las obras de autores de distintas partes del mundo que estudiaron, desde la antigüedad, sociedades que no son las suyas de origen. <![CDATA[Fazendo História Global: reflexões, dúvidas e compromissos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100241&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract The main purpose of the present article is to present some reflections and doubts that have emerged during and after the Global History Conference held in Rio de Janeiro in 2016. For that purpose, the importance of the spatiality and temporality for the studies of the so-called "global turn" will be discussed and analyzed. Another point that will be discussed along this article is the impact of the globalization on the field of History and on its subfields. Finally, there will be a discussion on how Global History has been produced in Latin America and its similarities and differences with the Global History produced in Europe<hr/>Resumo O principal objetivo do presente artigo é apresentar algumas reflexões e dúvidas que surgiram durante e após a Conferência Global de História realizada no Rio de Janeiro em 2016. Nesse sentido, a importância da espacialidade e da temporalidade para os estudos da chamada "virada global" será discutida e analisada. Outro ponto que será discutido ao longo do artigo é o impacto da globalização no campo da História e em seus subcampos. Finalmente, haverá uma discussão sobre o modo como a História Global tem sido escrita na América Latina e suas similaridades e diferenças com a História Global escrita na Europa.<hr/>Resumen El propósito principal del presente artículo es presentar algunas reflexiones y dudas que han surgido durante y después de la Conferencia Global de Historia que se organizó en Río de Janeiro en 2016. Para este propósito, la importancia de la espacialidad y de la temporalidad para los estudios del llamado "giro global" será discutida y analizada. Otro punto que se discutirá a lo largo del artículo es el impacto de la globalización en el campo de la Historia y en sus subcampos. Por último, habrá un debate sobre la forma en que se escribe la Historia Global en América Latina y sus similitudes y diferencias con la Historia Global que se escribe en Europa. <![CDATA[América Latina na História Global: uma visão historiográfica.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100253&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract World history can be arranged into three major regional divergences: the 'Greatest Divergence' starting at the end of the last Ice Age (ca. 15,000 years ago) and isolating the Old and the New Worlds from one another till 1500; the 'Great Divergence' bifurcating the paths of Europe and Afro-Asia since 1500; and the 'American Divergence' which divided the fortunes of New World societies from 1500 onwards. Accordingly, all world regions have confronted two divergences: one disassociating the fates of the Old and New Worlds, and the other within either the Old or the New World. Latin America is in the uneasy position that in both divergences it ended up on the 'losing side.' As a result, a contentious historiography of Latin America evolved from the very moment that it was incorporated into the wider world. Three basic attitudes toward the place of Latin America in global history have since emerged and developed: admiration for the major impact that the emergence on Latin America on the world scene imprinted on global history; hostility and disdain over Latin America since it entered the world scene; direct rejection of and head on confrontation in reaction the former. This paper examines each of these three attitudes in five periods: the 'long sixteenth century' (1492-1650); the 'age of crisis' (1650-1780); 'the long nineteenth century' (1780-1914); 'the short twentieth century' (1914-1991); and 'contemporary globalization' (1991 onwards).<hr/>Resumo A história mundial pode ser organizada em três grandes divergências regionais: a "Maior Divergência" a partir do final da última Era do Gelo (cerca de 15.000 anos atrás), que isolou o Velho e o Novo Mundo até 1500; a "Grande Divergência", bifurcando os caminhos da Europa e Afro-Ásia desde 1500; e a "Divergência Americana", que dividiu as fortunas das sociedades do Novo Mundo a partir de 1500. Assim, todas as regiões do mundo enfrentaram duas divergências: uma desassociando os destinos dos Mundos Velho e Novo, e a outra dentro do Velho ou do Novo Mundo. A América Latina encontra-se na difícil posição de, em ambas as divergências, terminar no "lado perdedor". Como resultado, uma historiografia contenciosa da América Latina desenvolve-se desde o momento em que foi incorporada a um mundo mais amplo. Desde então, emergiram e desenvolveram-se três atitudes básicas em relação ao lugar da América Latina na história global: admiração pelo grande impacto que o surgimento da América Latina no cenário mundial imprimiu na história global; Hostilidade e desprezo pela América Latina desde sua entrada no mundo; Rejeição e confrontação direta na reação ao cenário anterior. Este artigo examina cada uma dessas três atitudes em cinco períodos: o "longo século XVI" (1492-1650); A "era das crises" (1650-1780); "O longo século XIX" (1780-1914); "O curto século XX" (1914-1991); e a "globalização contemporânea" (1991 em diante).<hr/>Resumen La historia del mundo puede organizarse en tres grandes divergencias regionales: La "Mayor Divergencia" a partir de finales de la última Edad de Hielo (hace unos 15.000 años) aislando el Viejo y el Nuevo Mundo hasta 1500; la "Gran Divergencia" que bifurca los caminos de Europa y Afro-Asia desde 1500; y la "divergencia americana", que dividió las fortunas de las sociedades del Nuevo Mundo desde el 1500 en adelante. En consecuencia, todas las regiones del mundo han enfrentado dos divergencias: una disociando los destinos del Viejo y del Nuevo Mundo, y el otro dentro del Viejo o del Nuevo Mundo. La América Latina se encuentra en la inquietante posición de que, en ambas divergencias, terminó en el "lado perdedor". Como resultado, una historiografía contenciosa de América Latina evolucionó desde el momento en que se incorporó al mundo más amplio. Desde entonces han surgido y desarrollado tres actitudes básicas hacia el lugar de América Latina en la historia global: la admiración por el impacto mayor que la emergencia en América Latina en la escena mundial imprimió en la historia global; Hostilidad y desprecio hacia América Latina desde que entró en escena mundial; y el rechazo directo en la reacción con el escenario precedente. Este artículo examina cada una de estas tres actitudes en cinco períodos: el "largo siglo XVI" (1492-1650); La "era de la crisis" (1650-1780); "El largo siglo XIX" (1780-1914); "El corto siglo xx" (1914-1991); Y "globalización contemporánea" (1991 en adelante). <![CDATA[Entrevista com robert frank]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21862017000100273&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract World history can be arranged into three major regional divergences: the 'Greatest Divergence' starting at the end of the last Ice Age (ca. 15,000 years ago) and isolating the Old and the New Worlds from one another till 1500; the 'Great Divergence' bifurcating the paths of Europe and Afro-Asia since 1500; and the 'American Divergence' which divided the fortunes of New World societies from 1500 onwards. Accordingly, all world regions have confronted two divergences: one disassociating the fates of the Old and New Worlds, and the other within either the Old or the New World. Latin America is in the uneasy position that in both divergences it ended up on the 'losing side.' As a result, a contentious historiography of Latin America evolved from the very moment that it was incorporated into the wider world. Three basic attitudes toward the place of Latin America in global history have since emerged and developed: admiration for the major impact that the emergence on Latin America on the world scene imprinted on global history; hostility and disdain over Latin America since it entered the world scene; direct rejection of and head on confrontation in reaction the former. This paper examines each of these three attitudes in five periods: the 'long sixteenth century' (1492-1650); the 'age of crisis' (1650-1780); 'the long nineteenth century' (1780-1914); 'the short twentieth century' (1914-1991); and 'contemporary globalization' (1991 onwards).<hr/>Resumo A história mundial pode ser organizada em três grandes divergências regionais: a "Maior Divergência" a partir do final da última Era do Gelo (cerca de 15.000 anos atrás), que isolou o Velho e o Novo Mundo até 1500; a "Grande Divergência", bifurcando os caminhos da Europa e Afro-Ásia desde 1500; e a "Divergência Americana", que dividiu as fortunas das sociedades do Novo Mundo a partir de 1500. Assim, todas as regiões do mundo enfrentaram duas divergências: uma desassociando os destinos dos Mundos Velho e Novo, e a outra dentro do Velho ou do Novo Mundo. A América Latina encontra-se na difícil posição de, em ambas as divergências, terminar no "lado perdedor". Como resultado, uma historiografia contenciosa da América Latina desenvolve-se desde o momento em que foi incorporada a um mundo mais amplo. Desde então, emergiram e desenvolveram-se três atitudes básicas em relação ao lugar da América Latina na história global: admiração pelo grande impacto que o surgimento da América Latina no cenário mundial imprimiu na história global; Hostilidade e desprezo pela América Latina desde sua entrada no mundo; Rejeição e confrontação direta na reação ao cenário anterior. Este artigo examina cada uma dessas três atitudes em cinco períodos: o "longo século XVI" (1492-1650); A "era das crises" (1650-1780); "O longo século XIX" (1780-1914); "O curto século XX" (1914-1991); e a "globalização contemporânea" (1991 em diante).<hr/>Resumen La historia del mundo puede organizarse en tres grandes divergencias regionales: La "Mayor Divergencia" a partir de finales de la última Edad de Hielo (hace unos 15.000 años) aislando el Viejo y el Nuevo Mundo hasta 1500; la "Gran Divergencia" que bifurca los caminos de Europa y Afro-Asia desde 1500; y la "divergencia americana", que dividió las fortunas de las sociedades del Nuevo Mundo desde el 1500 en adelante. En consecuencia, todas las regiones del mundo han enfrentado dos divergencias: una disociando los destinos del Viejo y del Nuevo Mundo, y el otro dentro del Viejo o del Nuevo Mundo. La América Latina se encuentra en la inquietante posición de que, en ambas divergencias, terminó en el "lado perdedor". Como resultado, una historiografía contenciosa de América Latina evolucionó desde el momento en que se incorporó al mundo más amplio. Desde entonces han surgido y desarrollado tres actitudes básicas hacia el lugar de América Latina en la historia global: la admiración por el impacto mayor que la emergencia en América Latina en la escena mundial imprimió en la historia global; Hostilidad y desprecio hacia América Latina desde que entró en escena mundial; y el rechazo directo en la reacción con el escenario precedente. Este artículo examina cada una de estas tres actitudes en cinco períodos: el "largo siglo XVI" (1492-1650); La "era de la crisis" (1650-1780); "El largo siglo XIX" (1780-1914); "El corto siglo xx" (1914-1991); Y "globalización contemporánea" (1991 en adelante).