Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ciência Política]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-335220140001&lang=es vol. num. 13 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Robert Dahl (1915-2014)</b>: <b>political power, liberalization and contestation in democracies</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100001&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[<b>On the question of democracy in Marxism (the controversy between Althusser and Poulantzas)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100002&lng=es&nrm=iso&tlng=es A problemática da democracia não é estranha, nem alheia ao pensamento marxista. Contrariamente a isso, a democracia foi uma das principais questões debatidas no início do século XX pelo marxismo da II Internacional como também nos anos 1970 com a emergência do "eurocomunismo". Nesse último contexto o debate ficou marcado pelas intervenções de Louis Althusser e Nicos Poulantzas sobre o conceito de ditadura do proletariado e o de socialismo democrático, nas quais demarcavam ainda qual a estratégia que deveria ser adotada pelos partidos e movimentos de esquerda. O pano de fundo desse debate entre os pensadores estabeleceu uma rica análise sobre o significado do conceito de democracia no pensamento marxista, que demarca as suas diferenças em relação ao pensamento político moderno na sua definição de Estado e de democracia.<hr/>The issue of democracy is not strange or alien to Marxist thought. Contrary to this, democracy was one of the main issues discussed at the beginning of the twentieth century by the Marxism of the Second International as well as in the 1970s with the emergence of "Eurocommunism". In this latter context the debate was marked by speeches by Louis Althusser and Nicos Poulantzas on the concept of dictatorship of the proletariat and democratic socialism in which they demarcate what strategy should be adopted by Leftist parties and movements. The backdrop of that debate among thinkers established a rich analysis on the meaning of the concept of democracy in Marxist thought, which demarcates their differences in relation to modern political thought in its definition of state and democracy. <![CDATA[<b>Marx against the State</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100003&lng=es&nrm=iso&tlng=es O que os textos de Marx, de seus artigos de 1842 até suas últimas reflexões, nos dizem sobre sua concepção da política? Existe um pensamento político marxiano? Se Marx não legou tratados de teoria política, insistiu em alguns pontos-chave, tais como a opressão estatal, sua articulação com a exploração capitalista e os elos entre revolução, democracia e comunismo. Isso pode ser percebido nos seus mais variados escritos, nas polêmicas com Hegel e os jovens hegelianos, nos textos sobre os levantes revolucionários (1848, Comuna de Paris), nos debates do movimento operário e nas obras sobre a economia política. Por isso, a proposta de seguir suas trajetórias nos numerosos e diferentes escritos (livros, artigos, cartas, comentários à margem), tomando como fio condutor o projeto marxiano de uma outra política no sentido da superação da sua dimensão estatal.<hr/>What do Marx's texts, from his 1842 articles to his last thoughts, tell us about his conception of politics? Is there a Marxian political thought? While Marx didn't bequeath a finished political theory, he insisted on some key points, such as state oppression, its articulation with capitalist exploitation and the links between revolution, democracy and communism. This can be seen in his various writings, in his controversies with Hegel and the Young Hegelians, in the texts on revolutionary upheavals (1848, The Paris Commune), in the debates within the labor movement and in works on political economy. Hence the proposal here to follow his trajectories in numerous and different writings (books, articles, letters, comments on the sidelines), taking as guiding thread the Marxian project of another politics towards overcoming its state dimension. <![CDATA[<b>Liberalism and the Bobbian definition of democracy</b>: <b>elements for a critical analysis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100004&lng=es&nrm=iso&tlng=es Busca-se, neste texto, examinar as relações que se estabelecem entre o liberalismo e a democracia na obra de Norberto Bobbio. A partir de tal exame, procura-se realizar uma interpretação crítica da concepção bobbiana da democracia e das consequências políticas que tal concepção traz atreladas. Espera-se, assim, contribuir para o questionamento da teoria democrática hegemônica, abrindo espaço para outros enfoques.<hr/>In this text we want to examine the relationships established between liberalism and democracy in the work of Norberto Bobbio. From this examination, we seek to make a critical interpretation of the Bobbian conception of democracy and political consequences implied by such a conception. We expect to contribute to challenge hegemonic democratic theory, thus opening space for other approaches. <![CDATA[<b>Rancière and Laclau</b>: <b>democracy beyond consensus and order</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100005&lng=es&nrm=iso&tlng=es O presente texto apresenta uma leitura crítica sobre a democracia liberal a partir das teorias pós-estruturalistas propostas por Jacques Rancière e Ernesto Laclau. Parte-se da discussão sobre o conformismo com relação à democracia representativa liberal e da sua resistência em considerar a vontade popular em detrimento do estrito respeito à lei. Para ambos os autores, democracia não é um regime político com instituições definidas, mas, pelo contrário, é justamente um princípio de valorização da vontade do demos. Nesse sentido, a democracia reside no momento em que as próprias instituições são postas em xeque a partir da construção de vontades coletivas, de discursos antagônicos que promovem o dissenso ou o deslocamento estrutural, segundo as visões, respectivamente, de Rancière e de Laclau.<hr/>This article presents a critical reading on liberal democracy from the post-structuralist theories proposed by Jacques Rancière and Ernesto Laclau. It begins with the discussion about conformism relating to liberal representative democracy and its resistance to consider popular will over strict respect for the law. For both authors, democracy is not a political regime with established institutions, but, on the contrary, it is precisely a principle of taking into consideration the will of demos. In this sense, democracy is the moment when very institutions are challenged by the construction of collective wills, of antagonistic discourses which promote dissent or structural dislocation, according to perspectives by Rancière and Laclau, respectively. <![CDATA[<b>Oligarchy, democracy and representation in Michels's thought</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100006&lng=es&nrm=iso&tlng=es A chamada "teoria das elites", que tem em Robert Michels um de seus autores canônicos, é um corpo doutrinário que visa demonstrar a impossibilidade de um ordenamento social mais democrático e igualitário. É, assim, um exemplo da "tese da futilidade", discutida por Albert Hischman, que afirma que qualquer tentativa de mudar o mundo é inútil. O artigo argumenta que, apesar disso, a "lei de ferro das oligarquias", apresentada por Michels em 1911, pode ser apropriada por uma reflexão comprometida com o avanço da democracia. Em vez de levar ao abandono do ideal democrático, serve de alerta contra o abastardamento desse ideal pelas próprias instituições que dizem implementá-lo, proporcionando instrumentos para uma análise crítica da representação política.<hr/>The so-called "elite theory", of which Robert Michels was one of the canonical authors, is a body of doctrine which aims to demonstrate the impossibility of a more democratic and egalitarian social order. It is thus an example of the "futility thesis" discussed by Albert Hirschman, which states that any attempt to change the world is useless. The article argues that, despite this, the "iron law of oligarchy" presented by Michels in 1911 may be appropriate for a reflection committed to the advancement of democracy. Instead of leading to the abandonment of the democratic ideal, it serves as a warning against bastardization of that ideal by the very institutions who claim to implement it, providing tools for a critical analysis of political representation. <![CDATA[<b>Between radicalism and resignation democratic theory in Habermas's Between facts and Norms</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100007&lng=es&nrm=iso&tlng=es No artigo, William Scheuerman examina a grande contribuição de Habermas à teoria democrática, o livro publicado no Brasil como Direito e democracia. Ele sinaliza a virada "realista" e conservadora da obra, que nega o compromisso democrático radical que marcava seu pensamento anterior. Em particular, Habermas incorpora a sociologia política de Bernhard Peters. Com isso, a distinção crítica entre públicos fortes e públicos fracos, que Habermas busca trazer da leitura de Nancy Fraser sobre o conceito de esfera pública, une-se à ideia de uma distinção funcional do sistema político, em que o centro deve tomar as decisões e a influência da sociedade civil é sempre indireta e mediada.<hr/>In this article, William Scheuerman examines Habermas's greatest contribution to democratic theory, the book published in English as Between facts and norms. It signals a "realistic" and conservative turn in his work, which denies the radical democratic commitment that marked his previous thought. In particular, Habermas incorporates Bernhard Peters's political sociology. Thus, the critical distinction between strong and weak public audiences, which Habermas brings from Nancy Fraser's reading on the concept of public sphere, joins the idea of a functional distinction of the political system, in which the center must make decisions. The influence of civil society is, in this case, always indirect and mediated. <![CDATA[<b>Activist challenges to deliberative democracy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100008&lng=es&nrm=iso&tlng=es Neste artigo, Iris Young discute o papel dos protestos e da ação direta na democracia. Sua estratégia para avaliar os argumentos a favor e contra a ação direta é o diálogo hipotético entre duas personagens, uma ativista e uma democrata deliberativa. Considerando como ambas lidam com os conflitos e desigualdades nas democracias e como definem a boa cidadania, ela discute os limites e potenciais dessas abordagens teóricas e práticas. Revelando conflitos que não podem ser ultrapassados e possíveis continuidades entre elas, a autora destaca que os protestos são tão necessários às democracias quanto o diálogo e a persuasão. Faz, assim, a crítica ao potencial paralisante da democracia deliberativa, em sua busca por consensos amplos.<hr/>In this article, Iris Young discusses the role of protests and direct action in democracy. Her strategy to evaluate arguments for and against direct action is a hypothetical dialogue between two characters, an activist and a deliberative democrat. Considering how both deal with conflicts and inequities in democracies and how they define good citizenship, she discusses limits and potentials of those theoretical approaches and practices. Revealing conflicts that cannot be bypassed and possible continuities between them, the author underlines that protests are needed in democracies as much as dialogue and persuasion. She criticises the paralyzing potencial of deliberative democracy, as it attempts to accomplish broad consensus. <![CDATA[<b>The stability and effectiveness of partisan preferences in Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100009&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo utiliza dados de pesquisa de opinião em painel coletados ao longo de 2002 em Caxias do Sul (RS) e Juiz de Fora (MG) para testar em que medida a preferência partidária é uma atitude estável e efetiva entre os eleitores brasileiros que a declaram. As análises focalizam os eleitores do Partido dos Trabalhadores. A questão que move o artigo é até que ponto a preferência partidária pode ser vista como uma causa do voto para presidente no Brasil. Duas perspectivas são contrastadas em busca da resposta para essa questão. A primeira defende que, ainda que restrita a uma parcela minoritária do eleitorado, a preferência partidária constitui uma atitude forte. Para a segunda perspectiva, a preferência partidária é, de maneira geral, uma atitude instável que emerge durante o período eleitoral, provavelmente em virtude da campanha e da identificação do eleitor com os candidatos. Os resultados das análises mostram que grande parte do petismo manifestado nas pesquisas de opinião em outubro se deve à saliência da eleição presidencial e tende a desaparecer posteriormente, além de ser menos importante para a escolha de candidatos para outros cargos em disputa. Além disso, esse petismo instável é mais comum entre eleitores menos politicamente envolvidos e sofisticados.<hr/>This article uses panel survey data from Caxias do Sul (RS) and Juiz de Fora (MG) in 2002 to assess to what extent partisanship constitutes a stable and effective political orientation for Brazilian voters. The analysis in the article focuses on respondents who support the Workers' Party. The main question is whether party identification can actually be considered a cause of vote choice in the Brazilian multi-party system. In order to answer this question, two competing perspectives are examined. The first perspective argues that, even though partisanship is restricted to a small proportion of the Brazilian electorate, it is a strong orientation among those voters who express it. The second perspective argues that partisanship is mostly an unstable orientation that acquires salience only during electoral periods, and due in large part to campaign effects and the influence of candidates. The results show that almost half of the party preferences that are reported in the electoral period are exclusively a result of the salience of the presidential election, and that partisan identification tends to disappear when the race is over. Moreover, unstable partisans tend to vote less frequently for their preferred party in elections than stable partisans. Finally, it is shown that unstable partisans tend to present lower levels of political involvement and sophistication than stable partisans. <![CDATA[<b>Humor in political marketing strategy during election campaigns</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100010&lng=es&nrm=iso&tlng=es Realiza-se uma análise do uso do humor como parte das estratégias de persuasão na liderança e na política, em geral, e nas campanhas eleitorais em particular. Aborda-se também o estudo das funções desempenhadas pelo humor nas campanhas eleitorais e as razões pelas quais este é usado como parte de estratégias para convencer os eleitores. Examinou-se também a literatura especializada e as investigações já realizadas sobre o assunto, tanto nos negócios como na política. Finalmente, concluiu-se que, sob regimes democráticos, o humor tem sido utilizado como estratégia de comunicação durante as campanhas eleitorais para gerenciar o afeto e conquistar o voto dos eleitores, procurando persuadí-los e mobilizá-los.<hr/>In this paper we analyze the use of humor as part of the strategies of persuasion in leadership and politics in general, and in election campaigns and the political marketing, in particular. It addresses also the study of the functions performed by the humor in election campaigns and the reasons why it is used as part of the strategies of persuasion of voters. We examine also the literature and research that has been done on the subject, both in business and in politics. Finally, we conclude that under democratic regimes, humor has been used as a marketing strategy during election campaigns to manage the affection and win the vote of the voters, seeking to persuade and mobilize. <![CDATA[<b>Alain Rouquié - A la sombra de las dictaduras</b>: <b>la democracia en América Latina</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-33522014000100011&lng=es&nrm=iso&tlng=es Realiza-se uma análise do uso do humor como parte das estratégias de persuasão na liderança e na política, em geral, e nas campanhas eleitorais em particular. Aborda-se também o estudo das funções desempenhadas pelo humor nas campanhas eleitorais e as razões pelas quais este é usado como parte de estratégias para convencer os eleitores. Examinou-se também a literatura especializada e as investigações já realizadas sobre o assunto, tanto nos negócios como na política. Finalmente, concluiu-se que, sob regimes democráticos, o humor tem sido utilizado como estratégia de comunicação durante as campanhas eleitorais para gerenciar o afeto e conquistar o voto dos eleitores, procurando persuadí-los e mobilizá-los.<hr/>In this paper we analyze the use of humor as part of the strategies of persuasion in leadership and politics in general, and in election campaigns and the political marketing, in particular. It addresses also the study of the functions performed by the humor in election campaigns and the reasons why it is used as part of the strategies of persuasion of voters. We examine also the literature and research that has been done on the subject, both in business and in politics. Finally, we conclude that under democratic regimes, humor has been used as a marketing strategy during election campaigns to manage the affection and win the vote of the voters, seeking to persuade and mobilize.