Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Terapia Intensiva]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-507X20150001&lang=es vol. 27 num. 1 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Goals of goal-directed sedation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100001&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Shortage of intensive care specialists in the United States: recent insights and proposed solutions]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100005&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Caring for the critically ill in developing countries: a perspective from India]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100007&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[What happens to the fluid balance during and after recovering from septic shock?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100010&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Avaliar o balanço hídrico acumulado durante o período do choque e determinar o que ocorre com ele nos 7 dias que se seguem à reversão do choque. Métodos: Estudo prospectivo e observacional, realizado em pacientes com choque séptico. Foram incluídos pacientes com pressão arterial média ≥ 65mmHg e lactato &lt; 2,0mEq/L desmamados há menos de 12 horas do uso de vasopressores, sendo esse dia considerado o Dia 1. O balanço hídrico diário foi registrado por 7 dias após recuperação do choque. Os pacientes foram divididos em dois grupos, segundo a mediana da coorte para o balanço hídrico acumulado durante o período do choque: Grupo 1 ≤ 4,4L (n = 20) e Grupo 2 &gt; 4,4L (n = 20). Resultados: Inscrevemos, neste estudo, um total de 40 pacientes. No Dia 1 do estudo, o balanço hídrico acumulado era de 1,1 [0,6 - 3,4] L no Grupo 1 e 9,0 [6,7 - 13,8] L no Grupo 2. No Dia 7 do estudo, o balanço hídrico acumulado era de 8,0 [4,5 - 12,4] L no Grupo 1 e 14,7 [12,7 - 20,6] L no Grupo 2 (p &lt; 0,001 para ambos). A seguir, após a recuperação do choque, o balanço hídrico continuou a aumentar em ambos os grupos. Em comparação ao Grupo 1, o Grupo 2 teve um tempo mais longo de permanência na unidade de terapia intensiva e no hospital. Conclusão: São frequentemente observados balanços hídricos positivos em pacientes com choque séptico, o que pode estar relacionado a desfechos piores. Durante o período do choque, mesmo que o balanço hídrico fosse previamente positivo, este se torna ainda mais positivo. Após a recuperação do choque, o balanço hídrico continua a aumentar. Esse grupo com um balanço hídrico mais positivo permaneceu por mais tempo na unidade de terapia intensiva e no hospital. <hr/> Objective: We aimed to evaluate the cumulative fluid balance during the period of shock and determine what happens to fluid balance in the 7 days following recovery from shock. Methods: A prospective and observational study in septic shock patients. Patients with a mean arterial pressure ≥ 65mmHg and lactate &lt; 2.0mEq/L were included &lt; 12 hours after weaning from vasopressor, and this day was considered day 1. The daily fluid balance was registered during and for seven days after recovery from shock. Patients were divided into two groups according to the full cohort’s median cumulative fluid balance during the period of shock: Group 1 ≤ 4.4L (n = 20) and Group 2 &gt; 4.4L (n = 20). Results: We enrolled 40 patients in the study. On study day 1, the cumulative fluid balance was 1.1 [0.6 - 3.4] L in Group 1 and 9.0 [6.7 - 13.8] L in Group 2. On study day 7, the cumulative fluid balance was 8.0 [4.5 - 12.4] L in Group 1 and 14.7 [12.7 - 20.6] L in Group 2 (p &lt; 0.001 for both). Afterwards, recovery of shock fluid balance continued to increase in both groups. Group 2 had a more prolonged length of stay in the intensive care unit and hospital compared to Group 1. Conclusion: In conclusion, positive fluid balances are frequently seen in patients with septic shock and may be related to worse outcomes. During the shock period, even though the fluid balance was previously positive, it becomes more positive. After recovery from shock, the fluid balance continues to increase. The group with a more positive fluid balance group spent more time in the intensive care unit and hospital. <![CDATA[Patient stress in intensive care: comparison between a coronary care unit and a general postoperative unit]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100018&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Avaliar e comparar os fatores estressantes identificados pelos pacientes de uma unidade de terapia intensiva coronariana com aqueles percebidos pelos pacientes de uma unidade de terapia intensiva pós-operatória geral. Métodos: Estudo transversal, descritivo, realizado na unidade de terapia intensiva coronariana e na unidade de terapia intensiva pós-operatória geral de um hospital privado. Participaram 60 pacientes, sendo 30 de cada unidade de terapia intensiva. Para identificação dos fatores estressantes, utilizou-se a escala de estressores em unidade de terapia intensiva. Foram calculados o escore médio de cada item da escala e, em seguida, o escore total de estresse). Após a comparação entre os grupos, as diferenças foram consideradas significantes quando p &lt; 0,05. Resultados: A idade dos pacientes da unidade de terapia intensiva coronariana foi de 55,63 ± 13,58 e da unidade de terapia intensiva pós-operatória geral foi de 53,60 ± 17,47 anos. Os principais estressores para a unidade de terapia intensiva coronariana foram “sentir dor”, “estar incapacitado para exercer o papel na família” e “estar aborrecido”. Para a unidade de terapia intensiva pós-operatória geral foram “sentir dor”, “estar incapacitado para exercer o papel na família” e “não conseguir se comunicar”. A média do escore total de estresse na unidade de terapia intensiva coronariana foi de 104,20 ± 30,95 e, na unidade de terapia intensiva pós-operatória geral, foi de 116,66 ± 23,72 (p = 0,085). Comparando cada fator estressante separadamente, houve diferença estatisticamente significante apenas entre três itens. “Ter a enfermagem constantemente fazendo tarefas ao redor do leito” foi mais estressante para a unidade de terapia intensiva pós-operatória geral do que para a unidade de terapia intensiva coronariana (p = 0,013). Por outro lado, os itens “escutar sons e ruídos desconhecidos” e “ouvir pessoas falando sobre você” foram mais estressantes para a unidade de terapia intensiva coronariana (p = 0,046 e 0,005, respectivamente). Conclusão: A percepção sobre os principais estressores, bem como o escore total de estresse foi semelhante entre a unidade de terapia intensiva coronariana e a unidade de terapia intensiva pós-operatória geral. <hr/> Objective: To evaluate and compare stressors identified by patients of a coronary intensive care unit with those perceived by patients of a general postoperative intensive care unit. Methods: This cross-sectional and descriptive study was conducted in the coronary intensive care and general postoperative intensive care units of a private hospital. In total, 60 patients participated in the study, 30 in each intensive care unit. The stressor scale was used in the intensive care units to identify the stressors. The mean score of each item of the scale was calculated followed by the total stress score. The differences between groups were considered significant when p &lt; 0.05. Results: The mean ages of patients were 55.63 ± 13.58 years in the coronary intensive care unit and 53.60 ± 17.47 years in the general postoperative intensive care unit. For patients in the coronary intensive care unit, the main stressors were “being in pain”, “being unable to fulfill family roles” and “being bored”. For patients in the general postoperative intensive care unit, the main stressors were “being in pain”, “being unable to fulfill family roles” and “not being able to communicate”. The mean total stress scores were 104.20 ± 30.95 in the coronary intensive care unit and 116.66 ± 23.72 (p = 0.085) in the general postoperative intensive care unit. When each stressor was compared separately, significant differences were noted only between three items. “Having nurses constantly doing things around your bed” was more stressful to the patients in the general postoperative intensive care unit than to those in the coronary intensive care unit (p = 0.013). Conversely, “hearing unfamiliar sounds and noises” and “hearing people talk about you” were the most stressful items for the patients in the coronary intensive care unit (p = 0.046 and 0.005, respectively). Conclusion: The perception of major stressors and the total stress score were similar between patients in the coronary intensive care and general postoperative intensive care units. <![CDATA[The reality of patients requiring prolonged mechanical ventilation: a multicenter study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100026&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Na última década ocorreu um aumento no número de pacientes que necessitam manutenção de ventilação mecânica prolongada, resultando no surgimento de uma grande população de pacientes crônicos criticamente enfermos. Este estudo estabeleceu a incidência de ventilação mecânica prolongada em quatro unidades de terapia intensiva e relatou as diferentes características, desfechos hospitalares e impacto nos custos e serviços de pacientes com ventilação mecânica prolongada (dependência de ventilação mecânica por 21 dias ou mais) em comparação a pacientes sem ventilação mecânica prolongada (dependência de ventilação mecânica inferior a 21 dias). Métodos: Este foi um estudo multicêntrico de coorte que envolveu todos os pacientes admitidos em quatro unidades de terapia intensiva. As principais avaliações de desfechos incluíram o tempo de permanência na unidade de terapia intensiva e no hospital, a incidência de complicações durante a permanência na unidade de terapia intensiva, e a mortalidade na unidade de terapia intensiva e no hospital. Resultados: Durante o período do estudo, ocorreram 5.287 admissões às unidades de terapia intensiva. Alguns desses pacientes (41,5%) necessitaram de suporte ventilatório (n = 2.197), e 218 dos pacientes (9,9%) cumpriram os critérios de ventilação mecânica prolongada. Algumas complicações se desenvolveram durante a permanência na unidade de terapia intensiva como fraqueza muscular, úlceras de pressão, sepse nosocomial bacteriana, candidemia, embolia pulmonar, e delirium hiperativo; estas se associaram com um risco significantemente maior de ventilação mecânica prolongada. Os pacientes de ventilação mecânica prolongada tiveram um aumento significante da mortalidade na unidade de terapia intensiva (diferença absoluta = 14,2%; p &lt; 0,001) e da mortalidade hospitalar (diferença absoluta = 19,1%; p &lt; 0,001). O grupo com ventilação mecânica prolongada permaneceu mais dias no hospital após receber alta da unidade de terapia intensiva (26,9 ± 29,3 versus 10,3 ± 20,4 dias; p &lt; 0,001) e acarretou custos mais elevados. Conclusão: A classificação de pacientes crônicos criticamente enfermos segundo a definição de ventilação mecânica prolongada adotada em nosso estudo (dependência de ventilação mecânica por período igual ou superior a 21 dias) identificou pacientes com risco elevado de complicações durante a permanência na unidade de terapia intensiva, permanência mais longa na unidade de terapia intensiva e no hospital, taxas de mortalidade maiores e custos mais elevados. <hr/> Objective: The number of patients who require prolonged mechanical ventilation increased during the last decade, which generated a large population of chronically ill patients. This study established the incidence of prolonged mechanical ventilation in four intensive care units and reported different characteristics, hospital outcomes, and the impact of costs and services of prolonged mechanical ventilation patients (mechanical ventilation dependency ≥ 21 days) compared with non-prolonged mechanical ventilation patients (mechanical ventilation dependency &lt; 21 days). Methods: This study was a multicenter cohort study of all patients who were admitted to four intensive care units. The main outcome measures were length of stay in the intensive care unit, hospital, complications during intensive care unit stay, and intensive care unit and hospital mortality. Results: There were 5,287 admissions to the intensive care units during study period. Some of these patients (41.5%) needed ventilatory support (n = 2,197), and 218 of the patients met criteria for prolonged mechanical ventilation (9.9%). Some complications developed during intensive care unit stay, such as muscle weakness, pressure ulcers, bacterial nosocomial sepsis, candidemia, pulmonary embolism, and hyperactive delirium, were associated with a significantly higher risk of prolonged mechanical ventilation. Prolonged mechanical ventilation patients had a significant increase in intensive care unit mortality (absolute difference = 14.2%, p &lt; 0.001) and hospital mortality (absolute difference = 19.1%, p &lt; 0.001). The prolonged mechanical ventilation group spent more days in the hospital after intensive care unit discharge (26.9 ± 29.3 versus 10.3 ± 20.4 days, p &lt; 0.001) with higher costs. Conclusion: The classification of chronically critically ill patients according to the definition of prolonged mechanical ventilation adopted by our study (mechanical ventilation dependency ≥ 21 days) identified patients with a high risk for complications during intensive care unit stay, longer intensive care unit and hospital stays, high death rates, and higher costs. <![CDATA[Blood transfusions in septic shock: is 7.0g/dL really the appropriate threshold?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100036&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Avaliar os efeitos imediatos da transfusão de hemácias nos níveis de saturação venosa central de oxigênio e de lactato em pacientes com choque séptico usando diferentes níveis gatilho de hemoglobina para indicar transfusão. Métodos: Incluímos pacientes com diagnóstico de choque séptico nas últimas 48 horas e níveis de hemoglobina abaixo de 9,0g/dL. Os pacientes foram randomizados para receber imediatamente transfusão se as concentrações se mantivessem acima de 9,0g/dL (Grupo Hb9) ou adiar a transfusão até que a hemoglobina caísse abaixo de 7,0g/dL (Grupo Hb7). Os níveis de hemoglobina, lactato e saturação venosa central de oxigênio foram determinados antes e 1 hora após cada transfusão. Resultados: Incluímos 46 pacientes, totalizando 74 transfusões. Os pacientes do Grupo Hb7 tiveram uma redução significante nos níveis medianos de lactato de 2,44 (2,00 - 3,22) mMol/L para 2,21 (1,80 - 2,79) mMol/L; p = 0,005. Isto não foi observado no Grupo Hb9 [1,90 (1,80 - 2,65) mMol/L para 2,00 (1,70 - 2,41) mMol/L; p = 0,23]. A saturação venosa central de oxigênio aumentou no Grupo Hb7 [68,0 (64,0 - 72,0)% para 72,0 (69,0 - 75,0)%; p &lt; 0,0001], mas não no Grupo Hb9 [72,0 (69,0 - 74,0)% para 72,0 (71,0 - 73,0)%; p = 0,98]. Pacientes com elevados níveis de lactato ou saturação venosa central de oxigênio menor que 70% na avaliação basal tiveram um aumento significante nessas variáveis, independentemente dos níveis basais de hemoglobina. Pacientes com valores normais não demonstraram diminuição em quaisquer dos grupos. Conclusão: A transfusão de hemácias aumentou a saturação venosa central de oxigênio e diminuiu os níveis de lactato em pacientes com hipoperfusão, independentemente de seus níveis basais de hemoglobina. A transfusão não pareceu influenciar essas variáveis em pacientes sem hipoperfusão. ClinicalTrials.gov NCT01611753 <hr/> Objective: To evaluate the immediate effects of red blood cell transfusion on central venous oxygen saturation and lactate levels in septic shock patients with different transfusion triggers. Methods: We included patients with a diagnosis of septic shock within the last 48 hours and hemoglobin levels below 9.0g/dL Patients were randomized for immediate transfusion with hemoglobin concentrations maintained above 9.0g/dL (Group Hb9) or to withhold transfusion unless hemoglobin felt bellow 7.0g/dL (Group Hb7). Hemoglobin, lactate, central venous oxygen saturation levels were determined before and one hour after each transfusion. Results: We included 46 patients and 74 transfusions. Patients in Group Hb7 had a significant reduction in median lactate from 2.44 (2.00 - 3.22) mMol/L to 2.21 (1.80 - 2.79) mMol/L, p = 0.005, which was not observed in Group Hb9 [1.90 (1.80 - 2.65) mMol/L to 2.00 (1.70 - 2.41) mMol/L, p = 0.23]. Central venous oxygen saturation levels increased in Group Hb7 [68.0 (64.0 - 72.0)% to 72.0 (69.0 - 75.0)%, p &lt; 0.0001] but not in Group Hb9 [72.0 (69.0 - 74.0)% to 72.0 (71.0 - 73.0)%, p = 0.98]. Patients with elevated lactate or central venous oxygen saturation &lt; 70% at baseline had a significant increase in these variables, regardless of baseline hemoglobin levels. Patients with normal values did not show a decrease in either group. Conclusion: Red blood cell transfusion increased central venous oxygen saturation and decreased lactate levels in patients with hypoperfusion regardless of their baseline hemoglobin levels. Transfusion did not appear to impair these variables in patients without hypoperfusion. ClinicalTrials.gov NCT01611753 <![CDATA[Causas de la falta de adherencia a las guías terapéuticas para la neumonía grave]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100044&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Valorar tasa de adherencia y causas de no adherencia a las guías terapéuticas internacionales para la prescripción antibiótica empírica en la neumonía grave en Latinoamérica. Métodos: Encuesta clínica realizada a 36 médicos de Latinoamérica donde se pedía indicar el tratamiento empírico en 2 casos clínicos ficticios de pacientes con infección respiratoria grave: neumonía adquirida en la comunidad y neumonía nosocomial. Resultados: En el caso de la neumonía comunitaria el tratamiento fue adecuado en el 30,6% de las prescripciones. Las causas de no adherencia fueron monoterapia (16,0%), cobertura no indicada para multirresistentes (4,0%) y empleo de antibióticos con espectro inadecuado (44,0%). En el caso de la neumonía nosocomial el cumplimiento de las guías terapéuticas Infectious Disease Society of America/American Thoracic Society fue del 2,8%. Las causas de falta de adherencia fueron monoterapia (14,3%) y la falta de doble tratamiento antibiótico frente a Pseudomonas aeruginosa (85,7%). En caso de considerar correcta la monoterapia con actividad frente a P. aeruginosa, el tratamiento sería adecuado en el 100% de los casos. Conclusión: En la neumonía comunitaria la adherencia a las guías terapéuticas Infectious Disease Society of America/American Thoracic Society fue del 30,6%; la causa más frecuente de incumplimiento fue el uso de monoterapia. La adherencia en el caso de la neumonía nosocomial fue del 2,8% y la causa más importante de incumplimiento fue la falta de doble tratamiento frente a P. aeruginosa, considerando adecuada monoterapia con actividad frente a P. aeruginosa la adherencia sería del 100%. <hr/> Objective: To assess the adherence to Infectious Disease Society of America/American Thoracic Society guidelines and the causes of lack of adherence during empirical antibiotic prescription in severe pneumonia in Latin America. Methods: A clinical questionnaire was submitted to 36 physicians from Latin America; they were asked to indicate the empirical treatment in two fictitious cases of severe respiratory infection: community-acquired pneumonia and nosocomial pneumonia. Results: In the case of communityacquired pneumonia, 11 prescriptions of 36 (30.6%) were compliant with international guidelines. The causes for non-compliant treatment were monotherapy (16.0%), the unnecessary prescription of broad-spectrum antibiotics (40.0%) and the use of non-recommended antibiotics (44.0%). In the case of nosocomial pneumonia, the rate of adherence to the Infectious Disease Society of America/American Thoracic Society guidelines was 2.8% (1 patient of 36). The reasons for lack of compliance were monotherapy (14.3%) and a lack of dual antibiotic coverage against Pseudomonas aeruginosa (85.7%). If monotherapy with an antipseudomonal antibiotic was considered adequate, the antibiotic treatment would be adequate in 100% of the total prescriptions. Conclusion: The compliance rate with the Infectious Disease Society of America/American Thoracic Society guidelines in the community-acquired pneumonia scenario was 30.6%; the most frequent cause of lack of compliance was the indication of monotherapy. In the case of nosocomial pneumonia, the compliance rate with the guidelines was 2.8%, and the most important cause of non-adherence was lack of combined antipseudomonal therapy. If the use of monotherapy with an antipseudomonal antibiotic was considered the correct option, the treatment would be adequate in 100% of the prescriptions. <![CDATA[Septic shock: a major cause of hospital death after intensive care unit discharge]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100051&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Avaliar as causas e os fatores associados a mortes de pacientes na enfermaria que receberam alta de unidades de terapia intensiva. Métodos: Estudo piloto, retrospectivo, observacional, de coorte. Foram avaliados os registros de todos os pacientes admitidos no período de 1º de fevereiro de 2013 a 30 de abril de 2013 em duas unidades de um hospital universitário público/privado. Dados demográficos, clínicos, escores de risco e desfechos foram retirados do Sistema de Monitorização Epimed e confirmados no sistema de registro eletrônico do hospital. Foram calculados o risco relativo e seus respectivos intervalos de confiança. Resultados: Um total de 581 pacientes foi avaliado. A taxa de mortalidade na unidade de terapia intensiva foi 20,8% e, no hospital, de 24,9%. A principal causa de óbito foi choque séptico em 58,3% dos que faleceram após a alta da unidade de terapia intensiva. Dos pacientes do sistema público de saúde, 73 (77,6%) morreram na unidade de terapia intensiva e 21 (22,4%) morreram no hospital, após a alta da unidade. Dos pacientes do Sistema Suplementar de Saúde, 48 (94,1%) morreram na unidade de terapia intensiva e 3 (5,9%) morreram no hospital, após a alta da unidade (risco relativo de 3,87; intervalo de confiança de 95% de 1,21 - 12,36; p &lt; 0,05). A taxa de mortalidade pós-alta foi significativamente maior em pacientes com tempo de internação em unidade de terapia intensiva superior a 6 dias. Conclusão: A principal causa de morte de pacientes que receberam alta da unidade de terapia intensiva e morreram na enfermaria antes da alta hospitalar foi o choque séptico. A cobertura pelo sistema público de saúde e o maior tempo de internação na unidade de terapia intensiva foram fatores associados à morte, após a alta da unidade de terapia intensiva. <hr/> Objective: To assess the causes and factors associated with the death of patients between intensive care unit discharge and hospital discharge. Methods: The present is a pilot, retrospective, observational cohort study. The records of all patients admitted to two units of a public/private university hospital from February 1, 2013 to April 30, 2013 were assessed. Demographic and clinical data, risk scores and outcomes were obtained from the Epimed monitoring system and confirmed in the electronic record system of the hospital. The relative risk and respective confidence intervals were calculated. Results: A total of 581 patients were evaluated. The mortality rate in the intensive care unit was 20.8% and in the hospital was 24.9%. Septic shock was the cause of death in 58.3% of patients who died after being discharged from the intensive care unit. Of the patients from the public health system, 73 (77.6%) died in the intensive care unit and 21 (22.4%) died in the hospital after being discharged from the unit. Of the patients from the Supplementary Health System, 48 (94.1%) died in the intensive care unit and 3 (5.9%) died in the hospital after being discharged from the unit (relative risk, 3.87%; 95% confidence interval, 1.21 - 12.36; p &lt; 0.05). The post-discharge mortality rate was significantly higher in patients with intensive care unit hospitalization time longer than 6 days. Conclusion: The main cause of death of patients who were discharged from the intensive care unit and died in the ward before hospital discharge was septic shock. Coverage by the public healthcare system and longer hospitalization time in the intensive care unit were factors associated with death after discharge from the intensive care unit. <![CDATA[Management of severe community-acquired pneumonia in Brazil: a secondary analysis of an international survey]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100057&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Avaliar a percepção dos médicos brasileiros quanto ao diagnóstico, à avaliação de gravidade, ao tratamento e à estratificação de risco em pacientes com pneumonia grave adquirida na comunidade, e compará-la com as diretrizes atuais. Métodos: Estudo transversal realizado por meio da aplicação de um questionário anônimo a uma amostra de médicos brasileiros especialistas em cuidados intensivos, medicina de emergência, medicina interna e pneumologia. Entre outubro e dezembro de 2008, foram avaliadas as atitudes dos médicos no diagnóstico, a avaliação de risco e as intervenções terapêuticas para pacientes com pneumonia grave adquirida na comunidade. Resultados: Responderam ao questionário 253 médicos, sendo 66% da Região Sudeste do Brasil. A maioria (60%) dos médicos que responderam tinha mais de 10 anos de experiência. Verificou-se que a avaliação de risco de pneumonia grave adquirida na comunidade foi muito heterogênea, sendo a avaliação clínica a forma de avaliação de risco mais frequente. As hemoculturas foram habitualmente realizadas por 75% dos médicos, entretanto, foi reconhecido seu fraco desempenho diagnóstico. Por outro lado, a pesquisa de antígenos urinários de Pneumococo e Legionella foi solicitada por menos de um terço dos médicos. A maioria (95%) prescreveu antibióticos de acordo com as diretrizes. A combinação de uma cefalosporina de terceira ou quarta geração com um macrolídeo foi a escolha mais comum. Conclusão: Este inquérito brasileiro demonstrou diferenças entre as diretrizes publicadas e a prática clínica. Isso leva à necessidade de se desenvolverem programas educacionais e de adoção de protocolos para implementar estratégias baseadas em evidências no manejo da pneumonia grave adquirida na comunidade. <hr/> Objective: This study aimed to evaluate Brazilian physicians’ perceptions regarding the diagnosis, severity assessment, treatment and risk stratification of severe community-acquired pneumonia patients and to compare those perceptions to current guidelines. Methods: We conducted a cross-sectional international anonymous survey among a convenience sample of critical care, pulmonary, emergency and internal medicine physicians from Brazil between October and December 2008. The electronic survey evaluated physicians’ attitudes towards the diagnosis, risk assessment and therapeutic interventions for patients with severe community-acquired pneumonia. Results: A total of 253 physicians responded to the survey, with 66% from Southeast Brazil. The majority (60%) of the responding physicians had &gt; 10 years of medical experience. The risk assessment of severe community-acquired pneumonia was very heterogeneous, with clinical evaluation as the most frequent approach. Although blood cultures were recognized as exhibiting a poor diagnostic performance, these cultures were performed by 75% of respondents. In contrast, the presence of urinary pneumococcal and Legionella antigens was evaluated by less than 1/3 of physicians. The vast majority of physicians (95%) prescribe antibiotics according to a guideline, with the combination of a 3rd/4th generation cephalosporin plus a macrolide as the most frequent choice. Conclusion: This Brazilian survey identified an important gap between guidelines and clinical practice and recommends the institution of educational programs that implement evidence-based strategies for the management of severe community-acquired pneumonia. <![CDATA[Swallowing rehabilitation of dysphagic tracheostomized patients under mechanical ventilation in intensive care units: a feasibility study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100064&lng=es&nrm=iso&tlng=es Objetivo: Avaliar a factibilidade da implantação precoce de um programa de reabilitação da deglutição em pacientes traqueostomizados com disfagia e sob ventilação mecânica. Métodos: Estudo prospectivo realizado em unidades de terapia intensiva de um hospital universitário. Incluímos pacientes hemodinamicamente estáveis e submetidos à ventilação mecânica por pelo menos 48 horas e há no mínimo 48 horas com traqueostomia e nível adequado de consciência. Os critérios de exclusão foram cirurgia prévia na cavidade oral, faringe, laringe e/ou esôfago, presença de doenças degenerativas ou história pregressa de disfagia orofaríngea. Todos os pacientes foram submetidos a um programa de reabilitação da deglutição. Antes e após o tratamento de reabilitação da deglutição, foram determinados um escore estrutural orofaríngeo, um escore funcional de deglutição, e um escore otorrinolaringológico estrutural e funcional. Resultados: Foram incluídos 14 pacientes. A duração média do programa de reabilitação foi de 12,4 ± 9,4 dias, com média de 5,0 ± 5,2 dias sob ventilação mecânica. Onze pacientes puderam receber alimentação por via oral enquanto ainda permaneciam na unidade de terapia intensiva após 4 (2 - 13) dias de tratamento. Todos os escores apresentaram melhora significante após o tratamento. Conclusão: Neste pequeno grupo de pacientes, a implantação de um programa precoce de reabilitação da deglutição foi factível, mesmo em pacientes sob ventilação mecânica. <hr/> Objective: The aim of the present study was to assess the feasibility of the early implementation of a swallowing rehabilitation program in tracheostomized patients under mechanical ventilation with dysphagia. Methods: This prospective study was conducted in the intensive care units of a university hospital. We included hemodynamically stable patients under mechanical ventilation for at least 48 hours following 48 hours of tracheostomy and with an appropriate level of consciousness. The exclusion criteria were previous surgery in the oral cavity, pharynx, larynx and/or esophagus, the presence of degenerative diseases or a past history of oropharyngeal dysphagia. All patients were submitted to a swallowing rehabilitation program. An oropharyngeal structural score, a swallowing functional score and an otorhinolaryngological structural and functional score were determined before and after swallowing therapy. Results: We included 14 patients. The mean duration of the rehabilitation program was 12.4 ± 9.4 days, with 5.0 ± 5.2 days under mechanical ventilation. Eleven patients could receive oral feeding while still in the intensive care unit after 4 (2 - 13) days of therapy. All scores significantly improved after therapy. Conclusion: In this small group of patients, we demonstrated that the early implementation of a swallowing rehabilitation program is feasible even in patients under mechanical ventilation. <![CDATA[Therapeutic hypothermia as a bridge to transplantation in patients with fulminant hepatic failure]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100072&lng=es&nrm=iso&tlng=es Os tópicos mais importantes na falência hepática fulminante são o edema cerebral e a hipertensão intracraniana. Dentre todas as opções terapêuticas, tem sido relatado que a hipotermia sistêmica induzida em níveis entre 33 - 34ºC reduz a elevação da pressão e aumenta o tempo durante o qual os pacientes podem tolerar um enxerto. Esta revisão discutiu as indicações e os efeitos adversos da hipotermia.<hr/>The most important topics in fulminant hepatic failure are cerebral edema and intracranial hypertension. Among all therapeutic options, systemic induced hypothermia to 33 - 34ºC has been reported to reduce the high pressure and increase the time during which patients can tolerate a graft. This review discusses the indications and adverse effects of hypothermia. <![CDATA[Recurrent rhabdomyolysis secondary to hyponatremia in a patient with primary psychogenic polydipsia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100077&lng=es&nrm=iso&tlng=es A rabdomiólise é caracterizada por destruição de tecido muscular esquelético, sendo as suas principais causas o trauma, os tóxicos e os distúrbios hidroeletrolíticos. Entre esses últimos, inclui-se a rabdomiólise induzida por hiponatremia, uma situação rara, que ocorre principalmente em doentes com polidipsia psicogênica. Esta acomete maioritariamente doentes com esquizofrenia, cursando com hiponatremia em quase 25% dos casos. É também nesse contexto que a rabdomiólise secundária a hiponatremia ocorre mais frequentemente. Neste artigo, descreveu-se o caso de um homem de 49 anos, com antecedentes de esquizofrenia, medicado com clozapina, trazido ao serviço de urgência por quadro de coma e convulsões. Foi objetivada hiponatremia hiposmolar grave, com edema cerebral em tomografia computorizada, sendo feito posteriormente o diagnóstico de hiponatremia secundária à polidipsia psicogênica. Foi iniciada terapêutica de correção de hiponatremia e internado em unidade de terapia intensiva. Feita correção de hiponatremia, contudo apresentou analiticamente marcada rabdomiólise, de agravamento crescente, com creatinofosfoquinase de 44.058UI/L no 3º dia de internação. Houve posterior redução progressiva com a terapêutica, sem ocorrência de lesão renal. Este caso alerta para a necessidade de monitorização dos marcadores de rabdomiólise na hiponatremia grave, ilustrando um quadro de rabdomiólise secundária à hiponatremia induzida por polidipsia psicogênica, situação a considerar em doentes sob terapêutica com neurolépticos.<hr/>Rhabdomyolysis is characterized by the destruction of skeletal muscle tissue, and its main causes are trauma, toxic substances and electrolyte disturbances. Among the latter is hyponatremia-induced rhabdomyolysis, a rare condition that occurs mainly in patients with psychogenic polydipsia. Psycogenic polydipsia mostly affects patients with schizophrenia, coursing with hyponatremia in almost 25% of the cases. It is also in this context that rhabdomyolysis secondary to hyponatremia occurs most often. In this article, the case of a 49-year-old male with a history of schizophrenia, medicated with clozapine, and brought to the emergency room in a state of coma and seizures is described. Severe hypoosmolar hyponatremia with cerebral edema was found on a computed tomography examination, and a subsequent diagnosis of hyponatremia secondary to psychogenic polydipsia was made. Hyponatremia correction therapy was started, and the patient was admitted to the intensive care unit. After the hyponatremia correction, the patient presented with analytical worsening, showing marked rhabdomyolysis with a creatine phosphokinase level of 44.058UI/L on day 3 of hospitalization. The condition showed a subsequent progressive improvement with therapy, with no occurrence of kidney damage. This case stresses the need for monitoring rhabdomyolysis markers in severe hyponatremia, illustrating the condition of rhabdomyolysis secondary to hyponatremia induced by psychogenic polydipsia, which should be considered in patients undergoing treatment with neuroleptics. <![CDATA[To: Fulminant myocarditis associated with the H1N1 influenza virus: case report and literature review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100082&lng=es&nrm=iso&tlng=es A rabdomiólise é caracterizada por destruição de tecido muscular esquelético, sendo as suas principais causas o trauma, os tóxicos e os distúrbios hidroeletrolíticos. Entre esses últimos, inclui-se a rabdomiólise induzida por hiponatremia, uma situação rara, que ocorre principalmente em doentes com polidipsia psicogênica. Esta acomete maioritariamente doentes com esquizofrenia, cursando com hiponatremia em quase 25% dos casos. É também nesse contexto que a rabdomiólise secundária a hiponatremia ocorre mais frequentemente. Neste artigo, descreveu-se o caso de um homem de 49 anos, com antecedentes de esquizofrenia, medicado com clozapina, trazido ao serviço de urgência por quadro de coma e convulsões. Foi objetivada hiponatremia hiposmolar grave, com edema cerebral em tomografia computorizada, sendo feito posteriormente o diagnóstico de hiponatremia secundária à polidipsia psicogênica. Foi iniciada terapêutica de correção de hiponatremia e internado em unidade de terapia intensiva. Feita correção de hiponatremia, contudo apresentou analiticamente marcada rabdomiólise, de agravamento crescente, com creatinofosfoquinase de 44.058UI/L no 3º dia de internação. Houve posterior redução progressiva com a terapêutica, sem ocorrência de lesão renal. Este caso alerta para a necessidade de monitorização dos marcadores de rabdomiólise na hiponatremia grave, ilustrando um quadro de rabdomiólise secundária à hiponatremia induzida por polidipsia psicogênica, situação a considerar em doentes sob terapêutica com neurolépticos.<hr/>Rhabdomyolysis is characterized by the destruction of skeletal muscle tissue, and its main causes are trauma, toxic substances and electrolyte disturbances. Among the latter is hyponatremia-induced rhabdomyolysis, a rare condition that occurs mainly in patients with psychogenic polydipsia. Psycogenic polydipsia mostly affects patients with schizophrenia, coursing with hyponatremia in almost 25% of the cases. It is also in this context that rhabdomyolysis secondary to hyponatremia occurs most often. In this article, the case of a 49-year-old male with a history of schizophrenia, medicated with clozapine, and brought to the emergency room in a state of coma and seizures is described. Severe hypoosmolar hyponatremia with cerebral edema was found on a computed tomography examination, and a subsequent diagnosis of hyponatremia secondary to psychogenic polydipsia was made. Hyponatremia correction therapy was started, and the patient was admitted to the intensive care unit. After the hyponatremia correction, the patient presented with analytical worsening, showing marked rhabdomyolysis with a creatine phosphokinase level of 44.058UI/L on day 3 of hospitalization. The condition showed a subsequent progressive improvement with therapy, with no occurrence of kidney damage. This case stresses the need for monitoring rhabdomyolysis markers in severe hyponatremia, illustrating the condition of rhabdomyolysis secondary to hyponatremia induced by psychogenic polydipsia, which should be considered in patients undergoing treatment with neuroleptics. <![CDATA[AUTHORS’ RESPONSE]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2015000100085&lng=es&nrm=iso&tlng=es A rabdomiólise é caracterizada por destruição de tecido muscular esquelético, sendo as suas principais causas o trauma, os tóxicos e os distúrbios hidroeletrolíticos. Entre esses últimos, inclui-se a rabdomiólise induzida por hiponatremia, uma situação rara, que ocorre principalmente em doentes com polidipsia psicogênica. Esta acomete maioritariamente doentes com esquizofrenia, cursando com hiponatremia em quase 25% dos casos. É também nesse contexto que a rabdomiólise secundária a hiponatremia ocorre mais frequentemente. Neste artigo, descreveu-se o caso de um homem de 49 anos, com antecedentes de esquizofrenia, medicado com clozapina, trazido ao serviço de urgência por quadro de coma e convulsões. Foi objetivada hiponatremia hiposmolar grave, com edema cerebral em tomografia computorizada, sendo feito posteriormente o diagnóstico de hiponatremia secundária à polidipsia psicogênica. Foi iniciada terapêutica de correção de hiponatremia e internado em unidade de terapia intensiva. Feita correção de hiponatremia, contudo apresentou analiticamente marcada rabdomiólise, de agravamento crescente, com creatinofosfoquinase de 44.058UI/L no 3º dia de internação. Houve posterior redução progressiva com a terapêutica, sem ocorrência de lesão renal. Este caso alerta para a necessidade de monitorização dos marcadores de rabdomiólise na hiponatremia grave, ilustrando um quadro de rabdomiólise secundária à hiponatremia induzida por polidipsia psicogênica, situação a considerar em doentes sob terapêutica com neurolépticos.<hr/>Rhabdomyolysis is characterized by the destruction of skeletal muscle tissue, and its main causes are trauma, toxic substances and electrolyte disturbances. Among the latter is hyponatremia-induced rhabdomyolysis, a rare condition that occurs mainly in patients with psychogenic polydipsia. Psycogenic polydipsia mostly affects patients with schizophrenia, coursing with hyponatremia in almost 25% of the cases. It is also in this context that rhabdomyolysis secondary to hyponatremia occurs most often. In this article, the case of a 49-year-old male with a history of schizophrenia, medicated with clozapine, and brought to the emergency room in a state of coma and seizures is described. Severe hypoosmolar hyponatremia with cerebral edema was found on a computed tomography examination, and a subsequent diagnosis of hyponatremia secondary to psychogenic polydipsia was made. Hyponatremia correction therapy was started, and the patient was admitted to the intensive care unit. After the hyponatremia correction, the patient presented with analytical worsening, showing marked rhabdomyolysis with a creatine phosphokinase level of 44.058UI/L on day 3 of hospitalization. The condition showed a subsequent progressive improvement with therapy, with no occurrence of kidney damage. This case stresses the need for monitoring rhabdomyolysis markers in severe hyponatremia, illustrating the condition of rhabdomyolysis secondary to hyponatremia induced by psychogenic polydipsia, which should be considered in patients undergoing treatment with neuroleptics.