Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Terapia Intensiva]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-507X20160004&lang=pt vol. 28 num. 4 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Chegando a um consenso: vantagens e desvantagens do Sepsis 3 considerando países de recursos limitados]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400361&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Implicações da sobrecarga na capacidade da unidade de terapia intensiva sobre o cuidado de pacientes críticos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400366&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Como simplificar a nutrição na unidade de terapia intensiva?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400369&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Proteção pulmonar: intervenção para reduzir o volume corrente em uma unidade de terapia intensiva de ensino]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400373&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Determinar o efeito do fornecimento de comentários e educação, com relação ao uso do peso corpóreo previsto para ajuste do volume corrente em uma estratégia de ventilação de proteção pulmonar. Métodos: O estudo foi realizado entre outubro de 2014 e novembro de 2015 (12 meses) em uma única unidade de terapia intensiva polivalente universitária. Desenvolvemos uma intervenção combinada (educação e comentários), dando particular atenção à importância do ajuste dos volumes correntes para o peso corpóreo previsto ao pé do leito. Paralelamente, o peso corpóreo previsto foi estimado com base na estatura calculada a partir da altura dos joelhos e incluído nas fichas clínicas. Resultados: Foram incluídos 151 pacientes. O peso corpóreo previsto avaliado pela altura dos joelhos, em vez de avaliação visual, revelou que o volume corrente fornecido era significantemente mais elevado do que o previsto. Após a inclusão do peso corpóreo previsto, observamos redução sustentada do volume corrente fornecido, de uma média (erro padrão) de 8,97 ± 0,32 para 7,49 ± 0,19mL/kg (p &lt; 0,002). Mais ainda, a adesão ao protocolo foi subsequentemente mantida durante os 12 meses seguintes (volume corrente fornecido de 7,49 ± 0,54 em comparação a 7,62 ± 0,20mL/kg; p = 0,103). Conclusão: A falta de um método confiável para estimar o peso corpóreo previsto é um problema importante para a aplicação de um padrão mundial de cuidados durante a ventilação mecânica. Uma intervenção combinada, que se baseou em educação e fornecimento continuado de comentários, promoveu uma redução sustentada do volume corrente durante o período do estudo (12 meses).<hr/>ABSTRACT Objective: To determine the effect of feedback and education regarding the use of predicted body weight to adjust tidal volume in a lung-protective mechanical ventilation strategy. Methods: The study was performed from October 2014 to November 2015 (12 months) in a single university polyvalent intensive care unit. We developed a combined intervention (education and feedback), placing particular attention on the importance of adjusting tidal volumes to predicted body weight bedside. In parallel, predicted body weight was estimated from knee height and included in clinical charts. Results: One hundred fifty-nine patients were included. Predicted body weight assessed by knee height instead of visual evaluation revealed that the delivered tidal volume was significantly higher than predicted. After the inclusion of predicted body weight, we observed a sustained reduction in delivered tidal volume from a mean (standard error) of 8.97 ± 0.32 to 7.49 ± 0.19mL/kg (p &lt; 0.002). Furthermore, the protocol adherence was subsequently sustained for 12 months (delivered tidal volume 7.49 ± 0.54 versus 7.62 ± 0.20mL/kg; p = 0.103). Conclusion: The lack of a reliable method to estimate the predicted body weight is a significant impairment for the application of a worldwide standard of care during mechanical ventilation. A combined intervention based on education and repeated feedbacks promoted sustained tidal volume education during the study period (12 months). <![CDATA[Esquema posológico atualmente utilizado para vancomicina falha em obter níveis terapêuticos em 40% dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400380&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Avaliar se a posologia atualmente utilizada de vancomicina para tratamento de infecções bacterianas graves causadas por microrganismos Gram-positivos em pacientes admitidos à unidade de terapia intensiva proporcionam níveis plasmáticos de vale de vancomicina em nível terapêutico, e examinar possíveis fatores associados com níveis de vale de vancomicina adequados nesses pacientes. Métodos: Estudo prospectivo descritivo com amostra de conveniência. Os pacientes que cumpriam os critérios de inclusão tiveram seus dados coletados a partir das anotações da enfermagem e dos registros médicos entre setembro de 2013 e julho de 2014. Incluíram-se 83 pacientes. Os níveis plasmáticos de vale iniciais de vancomicina foram obtidos imediatamente antes da quarta dose de vancomicina. Definiu-se lesão renal aguda como um aumento de, pelo menos, 0,3mg/dL na creatinina sérica dentro de 48 horas. Resultados: Considerando os níveis de vale plasmáticos de vancomicina recomendados para o tratamento de infecções graves por Gram-positivos (15 - 20µg/mL), os pacientes foram categorizados em grupos como níveis de vale de vancomicina baixos, adequados e elevados, respectivamente divididos em 35 (42,2%), 18 (21,7%), e 30 (36,1%) pacientes. Os pacientes com lesão renal aguda tiveram níveis plasmáticos de vale de vancomicina significantemente mais elevados (p = 0,0055, com significância para tendência, p = 0,0023). Conclusão: Preocupantemente, mais de 40% dos pacientes não obtiveram níveis plasmáticos de vale de vancomicina considerados eficazes. São necessários estudos de farmacocinética e de regimes posológicos de vancomicina em pacientes admitidos em unidades de terapia intensiva, para contornar esta elevada proporção de falhas na obtenção de níveis de vale iniciais adequados de vancomicina. Deve ser desencorajado o uso de vancomicina sem monitoramento dos níveis de vale plasmáticos.<hr/>ABSTRACT Objective: This study aimed to assess whether currently used dosages of vancomycin for treatment of serious gram-positive bacterial infections in intensive care unit patients provided initial therapeutic vancomycin trough levels and to examine possible factors associated with the presence of adequate initial vancomycin trough levels in these patients. Methods: A prospective descriptive study with convenience sampling was performed. Nursing note and medical record data were collected from September 2013 to July 2014 for patients who met inclusion criteria. Eighty-three patients were included. Initial vancomycin trough levels were obtained immediately before vancomycin fourth dose. Acute kidney injury was defined as an increase of at least 0.3mg/dL in serum creatinine within 48 hours. Results: Considering vancomycin trough levels recommended for serious gram-positive infection treatment (15 - 20µg/mL), patients were categorized as presenting with low, adequate, and high vancomycin trough levels (35 [42.2%], 18 [21.7%], and 30 [36.1%] patients, respectively). Acute kidney injury patients had significantly greater vancomycin trough levels (p = 0.0055, with significance for a trend, p = 0.0023). Conclusion: Surprisingly, more than 40% of the patients did not reach an effective initial vancomycin trough level. Studies on pharmacokinetic and dosage regimens of vancomycin in intensive care unit patients are necessary to circumvent this high proportion of failures to obtain adequate initial vancomycin trough levels. Vancomycin use without trough serum level monitoring in critically ill patients should be discouraged. <![CDATA[Uso de tonometria arterial periférica - hiperemia reativa e biomarcadores séricos para predição prognóstica na sepse]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400387&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Avaliar a utilidade e o valor prognóstico da tonometria arterial periférica - hiperemia reativa em pacientes com sepse, e investigar a associação dos resultados deste exame com os níveis séricos de algumas moléculas inflamatórias. Métodos: Estudo prospectivo, realizado em uma unidade de terapia intensiva para pacientes adultos com 18 leitos. Os critérios de exclusão foram imunossupressão grave ou tratamento com antibióticos iniciado mais de 48 horas antes da avaliação. Aplicamos o exame de tonometria arterial periférica - hiperemia reativa quando da inclusão (dia 1) e no dia 3. Avaliamos os níveis de interleucina 6, interleucina 10, proteínas do grupo 1 de mobilidade alta e de ST2 solúvel no sangue obtido quando da inclusão. Resultados: Dos 79 pacientes incluídos, 17 (21,6%) tiveram os sinais da tonometria arterial periférica - hiperemia reativa considerados tecnicamente não confiáveis, tendo sido excluídos do estudo. Assim, incluímos na análise final 62 pacientes, que foram submetidos a 95 exames de tonometria arterial periférica - hiperemia reativa dentro das primeiras 48 horas após sua inclusão. A média de idade foi de 51,5 (DP: 18,9), e 49 (62%) dos pacientes eram do sexo masculino. Os índices de hiperemia reativa dos dias 1 e 3 não se associaram com necessidade de vasopressores, SOFA, APACHE II ou mortalidade aos 28 dias. Dentre os pacientes que morreram, em comparação aos sobreviventes, houve aumento significante nos índices de hiperemia reativa no dia 3 em comparação ao dia 1 (p = 0,0045). Ocorreu fraca correlação negativa entre o índice obtido por tonometria arterial periférica - hiperemia reativa no dia 1 e os níveis de proteínas do grupo 1 de mobilidade alta (r = -0,287). Conclusão: Dificuldades técnicas e falta de associações claras dos resultados do exame com a gravidade clínica e com o desfecho foram fortes limitantes da utilidade do exame de tonometria arterial periférica - hiperemia reativa em pacientes sépticos admitidos à unidade de terapia intensiva.<hr/>ABSTRACT Objective: To evaluate the usefulness and prognostic value of reactive hyperemia - peripheral arterial tonometry in patients with sepsis. Moreover, we investigated the association of reactive hyperemia - peripheral arterial tonometry results with serum levels of certain inflammatory molecules. Methods: Prospective study, conducted in an 18-bed mixed intensive care unit for adults. The exclusion criteria included severe immunosuppression or antibiotic therapy initiated more than 48 hours before assessment. We measured the reactive hyperemia - peripheral arterial tonometry on inclusion (day 1) and on day 3. Interleukin-6, interleukin-10, high-mobility group box 1 protein and soluble ST2 levels were measured in the blood obtained upon inclusion. Results: Seventeen of the 79 patients (21.6%) enrolled were determined to have reactive hyperemia - peripheral arterial tonometry signals considered technically unreliable and were excluded from the study. Thus, 62 patients were included in the final analysis, and they underwent a total of 95 reactive hyperemia - peripheral arterial tonometry exams within the first 48 hours after inclusion. The mean age was 51.5 (SD: 18.9), and 49 (62%) of the patients were male. Reactive hyperemia indexes from days 1 and 3 were not associated with vasopressor need, Sequential Organ Failure Assessment score, Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II score, or 28-day mortality. Among the patients who died, compared with survivors, there was a significant increase in the day 3 reactive hyperemia index compared with day 1 (p = 0.045). There was a weak negative correlation between the day 1 reactive hyperemia - peripheral arterial tonometry index and the levels of high-mobility group box 1 protein (r = -0.287). Conclusion: Technical difficulties and the lack of clear associations between the exam results and clinical severity or outcomes strongly limits the utility of reactive hyperemia - peripheral arterial tonometry in septic patients admitted to the intensive care unit. <![CDATA[Fatores associados à morte materna em unidade de terapia intensiva]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400397&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Identificar os fatores associados à morte materna em pacientes internadas em unidade de terapia intensiva. Métodos: Estudo do tipo transversal realizado em unidade de terapia intensiva materna. Foram selecionados todos os prontuários de pacientes admitidas no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2014. O critério de inclusão foi todas as pacientes obstétricas e puérperas, e o de exclusão as com diagnóstico de mola hidatiforme, gravidez ectópica e anembrionada, e as internadas por causas não obstétricas. Foi realizada análise comparativa entre os desfechos óbito e alta hospitalar. Resultados: Foram incluídas 373 pacientes, com idade entre 13 a 45 anos. As causas de internação na unidade de terapia intensiva foram síndromes hipertensivas relacionadas à gestação, cardiopatias, insuficiência respiratória e sepse; as complicações foram lesão renal aguda (24,1%), hipotensão (15,5%), hemorragia (10,2%) e sepse (6,7%). Ocorreram 28 óbitos (7,5%). As causas de óbito foram choque hemorrágico, falência múltipla de órgãos, insuficiência respiratória e sepse. Os fatores de risco independentes para óbito foram lesão renal aguda (OR = 6,77), hipotensão (OR = 15,08) e insuficiência respiratória (OR = 3,65). Conclusão: A frequência de óbitos foi baixa. Lesão renal aguda, hipotensão e insuficiência respiratória foram os fatores de risco independentes associados à mortalidade materna.<hr/>ABSTRACT Objective: To identify factors associated with maternal death in patients admitted to an intensive care unit. Methods: A cross-sectional study was conducted in a maternal intensive care unit. All medical records of patients admitted from January 2012 to December 2014 were reviewed. Pregnant and puerperal women were included; those with diagnoses of hydatidiform mole, ectopic pregnancy, or anembryonic pregnancy were excluded, as were patients admitted for non-obstetrical reasons. Death and hospital discharge were the outcomes subjected to comparative analysis. Results: A total of 373 patients aged 13 to 45 years were included. The causes for admission to the intensive care unit were hypertensive disorders of pregnancy, followed by heart disease, respiratory failure, and sepsis; complications included acute kidney injury (24.1%), hypotension (15.5%), bleeding (10.2%), and sepsis (6.7%). A total of 28 patients died (7.5%). Causes of death were hemorrhagic shock, multiple organ failure, respiratory failure, and sepsis. The independent risk factors associated with death were acute kidney injury (odds ratio [OR] = 6.77), hypotension (OR = 15.08), and respiratory failure (OR = 3.65). Conclusion: The frequency of deaths was low. Acute kidney injury, hypotension, and respiratory insufficiency were independent risk factors for maternal death. <![CDATA[Paradoxo dos fatores de risco na ocorrência de parada cardiorrespiratória em pacientes com síndrome coronária aguda]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400405&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Comparar pacientes admitidos com síndrome coronariana aguda sem prévia identificação de fatores de risco cardiovascular com pacientes que portavam um ou mais fatores de risco. Métodos: Análise retrospectiva dos pacientes admitidos com o primeiro episódio de síndrome coronariana aguda sem cardiopatia prévia, incluídos em um registro nacional de síndrome coronariana aguda. Os pacientes foram divididos segundo o número de fatores de risco: nenhum fator de risco (G0), um ou dois fatores de risco (G1 - 2) e três ou mais fatores de risco (G ≥ 3). Realizou-se uma análise comparativa entre os três grupos e se estudaram os preditores independentes de parada cardíaca e óbito. Resultados: O total apurado foi de 5.518 pacientes, 72,2% deles do sexo masculino, com média de idade de 64 ± 14 anos. O G0 teve uma incidência maior de infarto do miocárdio com elevação do segmento ST, sendo o vaso mais frequentemente envolvido a artéria descendente anterior esquerda, e menor prevalência de envolvimento de múltiplos vasos. Embora o G0 tivesse uma classe Killip mais baixa (96% Killip I; p &lt; 0,001) e maior fração de ejeção (G0: 56 ± 10% versus G1 - 2 e G ≥ 3: 53 ± 12%; p = 0,024) na admissão, houve incidência significantemente maior de parada cardíaca. A análise multivariada identificou ausência de fatores de risco como um fator independente para parada cardíaca (OR 2,78; p = 0,019). A mortalidade hospitalar foi ligeiramente maior no G0, embora sem significância estatística. Segundo a análise de regressão de Cox, o número de fatores de risco não se associou com mortalidade. Os preditores de óbito em 1 ano de seguimento foram infarto do miocárdio com elevação do segmento ST (OR 1,05; p &lt; 0,001) e fração de ejeção inferior a 50% (OR 2,34; p &lt; 0,001). Conclusão: Embora o grupo sem fatores de risco fosse composto de pacientes mais jovens e com menos comorbidades, melhor função ventricular esquerda e coronariopatia menos extensa, a ausência de fatores de risco foi um preditor independente de parada cardíaca.<hr/>ABSTRACT Objective: To compare patients without previously diagnosed cardiovascular risk factors) and patients with one or more risk factors admitted with acute coronary syndrome. Methods: This was a retrospective analysis of patients admitted with first episode of acute coronary syndrome without previous heart disease, who were included in a national acute coronary syndrome registry. The patients were divided according to the number of risk factors, as follows: 0 risk factor (G0), 1 or 2 risk factors (G1 - 2) and 3 or more risk factors (G ≥ 3). Comparative analysis was performed between the three groups, and independent predictors of cardiac arrest and death were studied. Results: A total of 5,518 patients were studied, of which 72.2% were male and the mean age was 64 ± 14 years. G0 had a greater incidence of ST-segment elevation myocardial infarction, with the left anterior descending artery being the most frequently involved vessel, and a lower prevalence of multivessel disease. Even though G0 had a lower Killip class (96% in Killip I; p &lt; 0.001) and higher ejection fraction (G0 56 ± 10% versus G1 - 2 and G ≥ 3 53 ± 12%; p = 0.024) on admission, there was a significant higher incidence of cardiac arrest. Multivariate analysis identified the absence of risk factors as an independent predictor of cardiac arrest (OR 2.78; p = 0.019). Hospital mortality was slightly higher in G0, although this difference was not significant. By Cox regression analysis, the number of risk factors was found not to be associated with mortality. Predictors of death at 1 year follow up included age (OR 1.05; p &lt; 0.001), ST-segment elevation myocardial infarction (OR 1.94; p = 0.003) and ejection fraction &lt; 50% (OR 2.34; p &lt; 0.001). Conclusion: Even though the group without risk factors was composed of younger patients with fewer comorbidities, better left ventricular function and less extensive coronary disease, the absence of risk factors was an independent predictor of cardiac arrest. <![CDATA[Fatores de risco para desenvolvimento de agitação em pacientes críticos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400413&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Avaliar a incidência de agitação nos primeiros 7 dias após admissão à unidade de terapia intensiva, seus fatores de risco e associação com desfechos clínicos. Métodos: Estudo de coorte unicêntrico prospectivo que incluiu maiores 18 anos, admitidos à unidade de terapia intensiva há menos de 24 horas e com previsão de permanência superior a 48 horas. Agitação psicomotora foi definida como pontuação igual ou superior a +2 na Escala de Agitação e Sedação de Richmond ou episódio de agitação, ou registro de uso de medicação específica na ficha clínica. Resultados: Ocorreu agitação em 31,8% dos 113 pacientes incluídos. Na análise multivariada, delirium (OR = 24,14; IC95% 5,15 - 113,14; p &lt; 0,001), dor moderada ou intensa (OR = 5,74; IC95% 1,73 - 19,10; p = 0,004), ventilação mecânica (OR = 10,14; IC95% 2,93 - 35,10; p &lt; 0,001) e tabagismo (OR = 4,49; IC95% 1,33 - 15,17; p = 0,015) foram independentemente associados a maior risco de desenvolver de agitação. Por outro lado, hiperlactatemia associou-se a um menor risco de ocorrência de agitação (OR = 0,169; IC95% 0,04 - 0,77; p = 0,021). Pacientes agitados tiveram menor tempo livre de ventilação mecânica em 7 dias (p = 0,003). Conclusão: A incidência de agitação nos 7 primeiros dias de internação em unidade de terapia intensiva foi elevada. Delirium, dor moderada ou intensa, ventilação mecânica e tabagismo foram fatores de risco independentes para o desenvolvimento de agitação. Pacientes agitados tiveram menor tempo livre de ventilação mecânica nos 7 primeiros dias.<hr/>ABSTRACT Objective: To evaluate the incidence of agitation in the first 7 days after intensive care unit admission, its risk factors and its associations with clinical outcomes. Methods: This single-center prospective cohort study included all patients older than 18 years with a predicted stay &gt; 48 hours within the first 24 hours of intensive care unit admission. Agitation was defined as a Richmond Agitation Sedation Scale score ≥ +2, an episode of agitation or the use of a specific medication recorded in patient charts. Results: Agitation occurred in 31.8% of the 113 patients. Multivariate analysis showed that delirium [OR = 24.14; CI95% 5.15 - 113.14; p &lt; 0.001], moderate or severe pain [OR = 5.74; CI95% 1.73 - 19.10; p = 0.004], mechanical ventilation [OR = 10.14; CI95% 2.93 - 35.10; p &lt; 0.001], and smoking habits [OR = 4.49; CI95% 1.33 - 15.17; p = 0.015] were independent factors for agitation, while hyperlactatemia was associated with a lower risk [OR = 0.169; CI95% 0.04 - 0.77; p = 0.021]. Agitated patients had fewer mechanical ventilation-free days at day 7 (p = 0.003). Conclusion: The incidence of agitation in the first 7 days after admission to the intensive care unit was high. Delirium, moderate/severe pain, mechanical ventilation, and smoking habits were independent risk factors. Agitated patients had fewer ventilator-free days in the first 7 days. <![CDATA[Falha na ativação da equipe de emergência intra-hospitalar: causas e consequências]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400420&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Determinar a incidência de falha na ativação da via aferente da Equipe de Emergência Médica intra-hospitalar, caraterizando-a e comparando a mortalidade dessa população com a da população em que não se verificou falha na ativação da via aferente. Métodos: Entre janeiro de 2013 e julho de 2015, ocorreram 478 ativações da Equipe de Emergência Médica do Hospital Pedro Hispano. Após a exclusão de registos incompletos e ativações para doentes com menos de 6 horas de internamento hospitalar, obtivemos uma amostra de 285 ativações. A amostra foi dividida em dois grupos: o grupo com falha na ativação da via aferente e o grupo em que não ocorreu falha na ativação da via aferente da Equipe de Emergência Médica. As duas populações foram caracterizadas e comparadas. A significância estatística foi considerada para p ≤ 0,05. Resultado: Em 22,1% das ativações, verificou-se falha na ativação da via aferente. Relativamente ao estudo causal, verificamos existir diferença estatisticamente significativa quanto aos critérios de ativação da Equipe de Emergência Médica (p = 0,003) no grupo com falha na ativação da via aferente, encontrando taxa mais elevada de ativação da Equipe de Emergência Médica por paragem cardiorrespiratória e disfunção cardiovascular. Em relação às consequências, no grupo em que ocorreu falha na ativação da via aferente houve uma maior taxa de mortalidade imediata e à data de alta hospitalar, sem significado estatístico. Não encontramos diferenças significativas com relação aos outros parâmetros. Conclusão: Nos doentes em que houve falha da ativação da via aferente da Equipe de Emergência Médica, a incidência de paragem cardiorrespiratória e a taxa de mortalidade foram maiores. Este estudo reforça a necessidade de as unidades de saúde investirem na formação de todos os profissionais de saúde sobre os critérios de ativação da Equipe de Emergência Médica e o funcionamento do sistema de resposta a emergência médica.<hr/>ABSTRACT Objective: To determine the incidence of afferent limb failure of the in-hospital Medical Emergency Team, characterizing it and comparing the mortality between the population experiencing afferent limb failure and the population not experiencing afferent limb failure. Methods: A total of 478 activations of the Medical Emergency Team of Hospital Pedro Hispano occurred from January 2013 to July 2015. A sample of 285 activations was obtained after excluding incomplete records and activations for patients with less than 6 hours of hospitalization. The sample was divided into two groups: the group experiencing afferent limb failure and the group not experiencing afferent limb failure of the Medical Emergency Team. Both populations were characterized and compared. Statistical significance was set at p ≤ 0.05. Result: Afferent limb failure was observed in 22.1% of activations. The causal analysis revealed significant differences in Medical Emergency Team activation criteria (p = 0.003) in the group experiencing afferent limb failure, with higher rates of Medical Emergency Team activation for cardiac arrest and cardiovascular dysfunction. Regarding patient outcomes, the group experiencing afferent limb failure had higher immediate mortality rates and higher mortality rates at hospital discharge, with no significant differences. No significant differences were found for the other parameters. Conclusion: The incidence of cardiac arrest and the mortality rate were higher in patients experiencing failure of the afferent limb of the Medical Emergency Team. This study highlights the need for health units to invest in the training of all healthcare professionals regarding the Medical Emergency Team activation criteria and emergency medical response system operations. <![CDATA[Ressuscitação cardiopulmonar de adultos com parada cardíaca intra-hospitalar utilizando o estilo <em>Utstein</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400427&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Analisar o perfil clínico de pacientes com parada cardiorrespiratória intra-hospitalar, seu atendimento e evolução, com registro baseado no estilo Utstein. Métodos: Estudo observacional, prospectivo e longitudinal em ambiente de terapia intensiva de pacientes com parada cardiorrespiratória incluídos durante 1 ano. Resultados: Foram 89 pacientes, com média de idade de 59,0 anos, 51,6% homens, submetidos às manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Os episódios ocorreram no período diurno em 64,6% dos casos. A assistolia/bradiarritmia foi o ritmo inicial mais frequente (42,7%). A maior parte dos que apresentaram retorno à circulação espontânea evoluiu com parada cardiorrespiratória recorrente, principalmente nas primeiras 24 horas (61,4%). As médias dos tempos foram de 10,3 dias entre a internação e ocorrência de parada cardiorrespiratória; 0,68 minutos entre a parada cardiorrespiratória e ressuscitação cardiopulmonar; 7,1 minutos entre a parada cardiorrespiratória e a desfibrilação; 16,3 minutos de duração da ressuscitação cardiopulmonar. Houve associação entre sexo e duração da ressuscitação cardiopulmonar (19,2 minutos nas mulheres versus 13,5 minutos nos homens; p = 0,02), duração da ressuscitação cardiopulmonar e retorno à circulação espontânea (10,8 minutos versus 30,7 minutos; p &lt; 0,001), entre cardiopatia e a idade (60,6 anos versus 53,6; p &lt; 0,001). A sobrevida imediata após a parada cardiorrespiratória foi de 71% e, até a alta hospitalar e no sexto mês após a alta, de 9% e de 6%, respectivamente. Conclusão: O principal ritmo inicial detectado foi a assistolia/bradiarritmia com curto intervalo entre a parada cardiorrespiratória e a reanimação, porém com desfibrilação tardia. Mulheres apresentaram maior tempo de reanimação. Houve baixa taxa de sobrevida hospitalar.<hr/>ABSTRACT Objective: The objective of this study was to analyze the clinical profile of patients with in-hospital cardiac arrest using the Utstein style. Methods: This study is an observational, prospective, longitudinal study of patients with cardiac arrest treated in intensive care units over a period of 1 year. Results: The study included 89 patients who underwent cardiopulmonary resuscitation maneuvers. The cohort was 51.6% male with a mean age 59.0 years. The episodes occurred during the daytime in 64.6% of cases. Asystole/bradyarrhythmia was the most frequent initial rhythm (42.7%). Most patients who exhibited a spontaneous return of circulation experienced recurrent cardiac arrest, especially within the first 24 hours (61.4%). The mean time elapsed between hospital admission and the occurrence of cardiac arrest was 10.3 days, the mean time between cardiac arrest and cardiopulmonary resuscitation was 0.68 min, the mean time between cardiac arrest and defibrillation was 7.1 min, and the mean duration of cardiopulmonary resuscitation was 16.3 min. Associations between gender and the duration of cardiopulmonary resuscitation (19.2 min in women versus 13.5 min in men, p = 0.02), the duration of cardiopulmonary resuscitation and the return of spontaneous circulation (10.8 min versus 30.7 min, p &lt; 0.001) and heart disease and age (60.6 years versus 53.6, p &lt; 0.001) were identified. The immediate survival rates after cardiac arrest, until hospital discharge and 6 months after discharge were 71%, 9% and 6%, respectively. Conclusions: The main initial rhythm detected was asystole/bradyarrhythmia; the interval between cardiac arrest and cardiopulmonary resuscitation was short, but defibrillation was delayed. Women received cardiopulmonary resuscitation for longer periods than men. The in-hospital survival rate was low. <![CDATA[Síndrome do desconforto respiratório agudo relacionada à sepse em crianças com câncer: dinâmica respiratória de uma condição devastadora]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400436&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Avaliar a evolução clínica e os parâmetros respiratórios de crianças com câncer submetidas à ventilação mecânica que apresentavam síndrome do desconforto respiratório agudo relacionada à sepse. Métodos: Este estudo longitudinal, prospectivo e observacional de coorte com duração de 2 anos incluiu 29 crianças e adolescentes. Dados clínicos, avaliações de gasometria sanguínea e parâmetros ventilatórios foram coletados em quatro momentos diferentes. As flutuações entre as avaliações e as diferenças entre as médias estimadas foram analisadas por meio de modelos lineares mistos, tendo como parâmetro primário (endpoint) a ocorrência de óbito dentro de 28 dias após o início da síndrome do desconforto respiratório agudo. Resultados: Ocorreram 17 óbitos dentro de 28 dias após o início da síndrome do desconforto respiratório agudo, e outros 7 entre 29 e 60 dias. Apenas cinco pacientes sobreviveram por mais de 60 dias. Nove (31%) pacientes faleceram como consequência direta de hipoxemia refratária, e os demais em razão de falência de múltiplos órgãos e choque refratário a catecolaminas. Em 66% das avaliações, o volume corrente demandado para obter saturação de oxigênio igual ou acima de 90% foi superior a 7mL/kg. As médias estimadas de complacência dinâmica foram baixas e similares para sobreviventes e não sobreviventes, porém com inclinação negativa da reta entre a primeira e última avaliações, acompanhada por uma inclinação negativa da reta para volume corrente nos não sobreviventes. Os não sobreviventes tiveram significantemente mais hipoxemia, com relações PaO2/FiO2 que demonstravam médias mais baixas e inclinação negativa da reta nas quatro avaliações. As pressões pico, expiratória e média das vias aéreas demonstraram inclinações positivas na reta para os não sobreviventes, que também apresentaram mais acidose metabólica. Conclusões: Na maioria de nossas crianças com câncer, a sepse e a síndrome do desconforto respiratório agudo evoluíram com deterioração dos índices ventilatórios e progressiva disfunção de órgãos, o que tornou esta tríade praticamente fatal em crianças.<hr/>ABSTRACT Objective: To evaluate the clinical course and respiratory parameters of mechanically ventilated children with cancer suffering from sepsis-related acute respiratory distress syndrome. Methods: This 2-year prospective, longitudinal, observational cohort study enrolled 29 children and adolescents. Clinical data, measurements of blood gases and ventilation parameters were collected at four different time points. Fluctuations between measurements as well as differences in estimated means were analyzed by linear mixed models in which death within 28 days from the onset of acute respiratory distress syndrome was the primary endpoint. Results: There were 17 deaths within 28 days of acute respiratory distress syndrome onset and another 7 between 29 - 60 days. Only 5 patients survived for more than 60 days. Nine (31%) patients died as a direct consequence of refractory hypoxemia, and the others died of multiple organ failure and catecholamine-refractory shock. In 66% of the measurements, the tidal volume required to obtain oxygen saturation equal to or above 90% was greater than 7mL/kg. The estimated means of dynamic compliance were low and were similar for survivors and non-survivors but with a negative slope between the first and final measurements, accompanied by a negative slope of the tidal volume for non-survivors. Non-survivors were significantly more hypoxemic, with PaO2/FiO2 ratios showing lower estimated means and a negative slope along the four measurements. Peak, expiratory and mean airway pressures showed positive slopes in the non-survivors, who also had more metabolic acidosis. Conclusions: In most of our children with cancer, sepsis and acute respiratory distress syndrome progressed with deteriorating ventilation indexes and escalating organic dysfunction, making this triad nearly fatal in children. <![CDATA[Protocolos de sedação <em>versus</em> interrupção diária de sedação: uma revisão sistemática e metanálise]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400444&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Objetivo: Revisar, de forma sistemática, os estudos que compararam um protocolo com alvo de sedação leve e a interrupção diária da sedação, bem como realizar uma metanálise com os dados apresentados nestes estudos. Métodos: Foram realizadas buscas nas bases de dados Medline, Scopus e Web of Science para a identificação estudos clínicos randomizados que compararam protocolos de sedação com a interrupção diária da sedação em pacientes críticos com necessidade de ventilação mecânica. O desfecho primário analisado foi mortalidade na unidade de terapia intensiva. Resultados: Foram incluídos 7 estudos, com total de 892 pacientes. A mortalidade na unidade de terapia intensiva não foi diferente entre os grupos protocolo de sedação ou interrupção diária da sedação (OR = 0,81; IC 95% 0,60 - 1,10; I2 = 0%). Mortalidade hospitalar, duração da ventilação mecânica e da internação na unidade de terapia intensiva também não foram diferentes dentre os grupos. Os protocolos de sedação associaram-se a um aumento do número de dias livres de ventilação mecânica (diferença média = 6,70 dias; IC95% 1,09 - 12,31 dias; I2 = 87,2%). Os protocolos de sedação associaram-se a uma menor duração da internação hospitalar (diferença média = -5,05 dias; IC 95% -9,98 - -0,11 dias; I2 = 69%). Não houve diferenças quanto à extubação acidental, à falha de extubação e à ocorrência de delirium. Conclusão: Protocolos de sedação e interrupção diária da sedação não parecem diferentes quanto à maioria dos desfechos analisados. As diferenças encontradas foram pequenas e com um elevado grau de heterogeneidade.<hr/>ABSTRACT Objective: The aim of this study was to systematically review studies that compared a mild target sedation protocol with daily sedation interruption and to perform a meta-analysis with the data presented in these studies. Methods: We searched Medline, Scopus and Web of Science databases to identify randomized clinical trials comparing sedation protocols with daily sedation interruption in critically ill patients requiring mechanical ventilation. The primary outcome was mortality in the intensive care unit. Results: Seven studies were included, with a total of 892 patients. Mortality in the intensive care unit did not differ between the sedation protocol and daily sedation interruption groups (odds ratio [OR] = 0.81; 95% confidence interval [CI] 0.60 - 1.10; I2 = 0%). Hospital mortality, duration of mechanical ventilation, intensive care unit and hospital length of stay did not differ between the groups either. Sedation protocols were associated with an increase in the number of days free of mechanical ventilation (mean difference = 6.70 days; 95%CI 1.09 - 12.31 days; I2 = 87.2%) and a shorter duration of hospital length of stay (mean difference = -5.05 days, 95%CI -9.98 - -0.11 days; I2 = 69%). There were no differences in regard to accidental extubation, extubation failure and the occurrence of delirium. Conclusion: Sedation protocols and daily sedation interruption do not appear to differ in regard to the majority of analyzed outcomes. The only differences found were small and had a high degree of heterogeneity. <![CDATA[Prone position in patients with acute respiratory distress syndrome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400452&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMEN El síndrome de distrés respiratorio agudo ocupa gran atención en la unidad de cuidados intensivos. A pesar del amplio conocimiento alcanzado sobre la fisiopatología de éste síndrome, el enfoque en la unidad de cuidados intensivos consiste, en gran parte, en un tratamiento de soporte vital y en evitar los efectos secundarios de las terapéuticas invasivas. Si bien, durante los últimos 20 años, se generaron grandes avances en ventilación mecánica con un impacto importante sobre la mortalidad, ésta continúa siendo elevada. Una característica de los pacientes con síndrome de distrés respiratorio agudo, sobre todo los más severos, es la presencia de hipoxemia refractaria debido a la existencia de shunt, pudiendo requerir tratamientos adicionales a la ventilación mecánica, entre ellos la ventilación mecánica en decúbito prono. Este método, recomendado para mejorar la oxigenación por primera vez en 1974, puede ser implementado fácilmente en cualquier unidad de cuidados intensivos con personal entrenado. El decúbito prono tiene un sustento bibliográfico sumamente robusto. Varios ensayos clínicos randomizados han demostrado el efecto del decúbito prono sobre la oxigenación en pacientes con síndrome de distrés respiratorio agudo medida a través de la relación PaO2/FiO2 e incluso su impacto en el aumento de la sobrevida de estos pacientes. Los integrantes del Comité de Kinesiología Intensivista de la Sociedad Argentina de Terapia Intensiva realizaron una revisión narrativa con el objetivo de exponer la evidencia disponible en relación a la implementación del decúbito prono, los cambios producidos en el sistema respiratorio por la aplicación de la maniobra y su impacto sobre la mortalidad. Por último, se sugerirán lineamientos para la toma de decisiones.<hr/>ABSTRACT Acute respiratory distress syndrome occupies a great deal of attention in intensive care units. Despite ample knowledge of the physiopathology of this syndrome, the focus in intensive care units consists mostly of life-supporting treatment and avoidance of the side effects of invasive treatments. Although great advances in mechanical ventilation have occurred in the past 20 years, with a significant impact on mortality, the incidence continues to be high. Patients with acute respiratory distress syndrome, especially the most severe cases, often present with refractory hypoxemia due to shunt, which can require additional treatments beyond mechanical ventilation, among which is mechanical ventilation in the prone position. This method, first recommended to improve oxygenation in 1974, can be easily implemented in any intensive care unit with trained personnel. Prone position has extremely robust bibliographic support. Various randomized clinical studies have demonstrated the effect of prone decubitus on the oxygenation of patients with acute respiratory distress syndrome measured in terms of the PaO2/FiO2 ratio, including its effects on increasing patient survival. The members of the Respiratory Therapists Committee of the Sociedad Argentina de Terapia Intensiva performed a narrative review with the objective of discovering the available evidence related to the implementation of prone position, changes produced in the respiratory system due to the application of this maneuver, and its impact on mortality. Finally, guidelines are suggested for decision-making. <![CDATA[Cristaloides balanceados para ressuscitação do choque séptico]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400463&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO A administração de fluidos em tempo adequado é crucial para a manutenção da perfusão tissular nos pacientes com choque séptico. Entretanto, a questão da escolha do fluido a ser utilizado para ressuscitação no choque séptico ainda é um assunto em debate. É crescente o corpo de evidência que sugere que o tipo, a quantidade e o momento da administração de fluidos durante a evolução da sepse podem afetar os desfechos do paciente. Os cristaloides têm sido recomendados como fluidos a serem administrados em primeira linha na ressuscitação do choque. No entanto, à luz da natureza inconclusiva da literatura disponível, não se podem fazer recomendações definitivas quanto à solução cristaloide mais apropriada. A ressuscitação de pacientes críticos sépticos e não sépticos com cristaloides não balanceados, principalmente a solução salina a 0,9%, tem sido associada a uma maior incidência de desordens do equilíbrio ácido-base e a distúrbios eletrolíticos, além de poder se associar à maior incidência de lesão renal aguda, à maior necessidade de terapia de substituição renal e à mortalidade. Foi proposto o uso de soluções cristaloides balanceadas como uma alternativa às soluções de cristaloides não balanceados, para mitigar seus efeitos deletérios. Entretanto, a segurança e a eficácia dos cristaloides balanceados para ressuscitação do choque séptico necessitam ser mais bem exploradas em estudos clínicos bem delineados, randomizados e controlados, multicêntricos e pragmáticos.<hr/>ABSTRACT Timely fluid administration is crucial to maintain tissue perfusion in septic shock patients. However, the question concerning which fluid should be used for septic shock resuscitation remains a matter of debate. A growing body of evidence suggests that the type, amount and timing of fluid administration during the course of sepsis may affect patient outcomes. Crystalloids have been recommended as the first-line fluids for septic shock resuscitation. Nevertheless, given the inconclusive nature of the available literature, no definitive recommendations about the most appropriate crystalloid solution can be made. Resuscitation of septic and non-septic critically ill patients with unbalanced crystalloids, mainly 0.9% saline, has been associated with a higher incidence of acid-base balance and electrolyte disorders and might be associated with a higher incidence of acute kidney injury. This can result in greater demand for renal replacement therapy and increased mortality. Balanced crystalloids have been proposed as an alternative to unbalanced solutions in order to mitigate their detrimental effects. Nevertheless, the safety and effectiveness of balanced crystalloids for septic shock resuscitation need to be further addressed in a well-designed, multicenter, pragmatic, randomized controlled trial. <![CDATA[Uso de biomarcadores na sepse pediátrica: revisão de literatura]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400472&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO A despeito dos avanços nos últimos anos, a sepse ainda é uma das principais causas de internação e mortalidade em lactentes e crianças. A presença de biomarcadores na resposta a um insulto infeccioso resulta em seu uso na triagem, no diagnóstico, no prognóstico (estratificação de risco), na monitorização da resposta terapêutica e no uso racional de antibióticos (duração adequada, por exemplo). Os estudos sobre biomarcadores na sepse em crianças são ainda relativamente escassos. Esta revisão aborda o uso de biomarcadores na sepse em pacientes pediátricos, com ênfase em proteína C-reativa, procalcitonina, interleucinas 6, 8 e 18, gelatinase dos neutrófilos humanos e proadrenomedulina, que podem ser úteis na abordagem da sepse pediátrica.<hr/>ABSTRACT Despite advances in recent years, sepsis is still a leading cause of hospitalization and mortality in infants and children. The presence of biomarkers during the response to an infectious insult makes it possible to use such biomarkers in screening, diagnosis, prognosis (risk stratification), monitoring of therapeutic response, and rational use of antibiotics (for example, the determination of adequate treatment length). Studies of biomarkers in sepsis in children are still relatively scarce. This review addresses the use of biomarkers in sepsis in pediatric patients with emphasis on C-reactive protein, procalcitonin, interleukins 6, 8, and 18, human neutrophil gelatinase, and proadrenomedullin. Assessment of these biomarkers may be useful in the management of pediatric sepsis. <![CDATA[Ventilação mecânica na síndrome de Coffin-Lowry: relato de caso]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400483&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Descrevemos paciente de 27 anos com síndrome de Coffin-Lowry, com quadro de pneumonia comunitária grave, choque séptico e insuficiência respiratória. Sumarizamos a assistência ventilatória mecânica, bem como o período de internação em unidade de terapia intensiva.<hr/>ABSTRACT We describe a 27-year-old patient with Coffin-Lowry syndrome with severe community pneumonia, septic shock and respiratory failure. We summarize both the mechanical ventilatory assistance and the hospitalization period in the intensive care unit. <![CDATA[Para: Bacteriemia por <em>Rastonia pickettii</em> en pacientes en hemodiálisis: reporte de dos casos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400488&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Descrevemos paciente de 27 anos com síndrome de Coffin-Lowry, com quadro de pneumonia comunitária grave, choque séptico e insuficiência respiratória. Sumarizamos a assistência ventilatória mecânica, bem como o período de internação em unidade de terapia intensiva.<hr/>ABSTRACT We describe a 27-year-old patient with Coffin-Lowry syndrome with severe community pneumonia, septic shock and respiratory failure. We summarize both the mechanical ventilatory assistance and the hospitalization period in the intensive care unit. <![CDATA[Resposta para: Bacteriemia por <em>Rastonia pickettii</em> en pacientes en hemodiálisis: reporte de dos casos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2016000400490&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMO Descrevemos paciente de 27 anos com síndrome de Coffin-Lowry, com quadro de pneumonia comunitária grave, choque séptico e insuficiência respiratória. Sumarizamos a assistência ventilatória mecânica, bem como o período de internação em unidade de terapia intensiva.<hr/>ABSTRACT We describe a 27-year-old patient with Coffin-Lowry syndrome with severe community pneumonia, septic shock and respiratory failure. We summarize both the mechanical ventilatory assistance and the hospitalization period in the intensive care unit.