Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Terapia Intensiva]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-507X20060003&lang=pt vol. 18 num. 3 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Políticas de admissão de pacientes oncológicos na UTI: hora de rever os conceitos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Ventilação mecânica no Brasil</b>: <b>aspectos epidemiológicos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Existem poucos estudos epidemiológicos em ventilação mecânica. O objetivo deste estudo foi demonstrar como a ventilação mecânica vem sendo realizada nas UTI brasileiras. MÉTODO: O estudo foi realizado com prevalência de um dia em 40 UTI, com 390 pacientes internados, sendo 217 em ventilação mecânica. Os resultados medidos foram a caracterização dos pacientes ventilados, sua distribuição pelo Brasil, as causas da ventilação mecânica, os principais modos ventilatórios usados, os parâmetros ventilatórios mais importantes e a fase de desmame da ventilação mecânica. RESULTADOS: As medianas da idade dos pacientes ventilados, do escore APACHE II, e do tempo de ventilação mecânica foram, respectivamente, de 66 anos, 20 pontos e 11 dias. A ventilação mecânica foi determinada pela insuficiência respiratória aguda (IRA) em 71% dos pacientes, o coma em 21,2%, a doença pulmonar obstrutiva crônica em 5,5% e a doença neuromuscular em 2,3%. A ventilação controlada a volume (VCV) (30%), a ventilação com pressão de suporte (PSV) (29,5%) e a ventilação controlada à pressão (PCV) (18%) foram as mais utilizadas, sendo que no desmame predominou a PSV (63,5%). A mediana do volume corrente foi maior nos pacientes em VCV (8 mL/kg). As medianas de pressão inspiratória máxima (30 cmH2O) e de pressão positiva no fim da expiração (PEEP) (8 cmH2O) foram maiores nos pacientes em PCV. CONCLUSÕES: O predomínio de pacientes ventilados nas UTI foi indicado pela sua maior gravidade clínica e pelo maior tempo de internação. A IRA foi a principal indicação de ventilação mecânica. VCV e PSV ventilaram mais pacientes, sendo a PSV na fase de desmame ventilatório.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There are few epidemiological studies in mechanical ventilation, and the aim of the study is to show how this procedure is being used in Brazil. METHODS: A 1-day point prevalence study was performed in 40 ICUs, with 390 patients; 217 of these patients were in mechanical ventilation. The results evaluated were the characteristics of ventilated patients, their distribution in Brazil, the mechanical ventilation's causes, the main ventilatory modes, the more important ventilators settings, and the weaning stage of mechanical ventilation. RESULTS: The median age of the ventilated patients was 66 years old. The median APACHE II was 20, while the median time of mechanical ventilation was 11 days. Acute respiratory failure occurred in 71% of the patients, coma in 21.2%, acute exacerbation of chronic respiratory failure in 5.5%, and the neuromuscular disease in 2.3%. The volume-controlled ventilation (VCV) (30%), the pressure support ventilation (PSV) (29.5%), and the pressure-controlled ventilation (PCV) (18%) were the ventilatory modes most used; the PSV had been the main mode in weaning (63.5%). The median of tidal volume (8 mL/kg) was higher in VCV. The median of maximal inspiratory pression (30 cmH2O) and the median of positive end-expiration pressure (PEEP) (8 cmH2O) were higher in PCV. CONCLUSIONS: The predominance of ventilated patients in ICUs was marked by clinical severity of them, and a longer hospital stay time; acute respiratory failure was the principal mechanical ventilation cause; VCV and PSV ventilated more patients, with PSV being more used in weaning patients. <![CDATA[<b>Profilaxia para úlcera de estresse nas unidades de terapia intensiva</b>: <b>estudo observacional multicêntrico</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O sangramento digestivo por úlcera de estresse (SDUE) é uma complicação grave dos pacientes criticamente doentes e com necessidade de profilaxia baseada em critérios literários definidos. O objetivo deste estudo foi revisar o uso de profilaxia para SDUE em UTI do Estado do Rio Grande do Sul, comparando os resultados com as evidências atuais da literatura. MÉTODO: Estudo transversal realizado em um único dia, com coleta de dados de todos os pacientes internados em 21 unidades de terapia intensiva (UTI). Para análise dos dados, os pacientes foram distribuídos em três subgrupos (alto, médio e baixo risco de SDUE). RESULTADOS: Foram analisados 235 pacientes internados, com média de idade de 57,7 ± 19,5 anos e tempo médio de internação em UTI de 13 ± 19,7 dias. Os motivos de internação mais freqüentes foram sepse (26%) e pós-operatório de grandes cirurgias (16,2%). Da totalidade, 73% eram de alto risco para SDUE, 21,5% de risco intermediário e 5,5% de baixo risco. Dos 187 pacientes de alto risco, 139 estavam usando bloqueadores para SDUE (60% com bloqueadores histaminérgicos (BH2) e 39% com inibidor de bomba de prótons (IBP) para profilaxia (60%). Não recebiam profilaxia, apesar de indicada, 25,7% destes pacientes de alto risco. Dos 55 pacientes de risco intermediário para SDUE, 70,9% recebiam profilaxia (22 com BH2 e 17 com IBP) e dos 14 pacientes de baixo risco, 71% recebiam profilaxia (6 com BH2 e 4 com IBP). CONCLUSÕES: Este artigo traduziu a ausência de estratificação de risco para SDUE nas UTI do Estado, além da indicação de fármacos gastro-protetores sem critérios precisos para o seu emprego.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Gastrointestinal bleeding due to stress ulcer (GB) complicates critical disease, and must be received prophylaxis based on defined criteria. To evaluate the GB prophylaxis in Intensive Care Units (ICU), and to compare with the guidelines. METHODS: We carried out a cross-sectional multicenter study in 21 medical-surgical ICU in Brazil to investigate this issue. For data analysis, these were distributed in 3 sub-groups (high, moderate and low risk for GB). RESULTS: 235 patients were evaluated, with mean age of 57.7 ± 19.5 years and days on ICU 13 ± 19.7. The more common admission ICU diagnoses were sepsis (26%) and postoperative (16.2%) patients. Seventy-three (73%) of the patients were GB high risk, 21.5% moderate and 5.5% low risk. Of the 187 high risk patients, 139 were receiving GB prophylaxis (60% with histamine blockers (HB2) and 39% with proton pump inhibitors (PPI). Of these patients, 25.7% did not receive GU prophylaxis, although indicated it. Of the 55 moderate risk patients, 70.9% wer e receiving GU prophylaxis (22 with HB2 and 17 with PPI). Of the 14 low risk patients, 71% were using GU prophylaxis (6 with HB2 and 4 with PPI). CONCLUSIONS: Almost 80% of the patients made use of GB prophylactic drugs, with no agreement GU risk stratification. This study demonstrated the no adequate GU prophylaxis in the Brazilian ICU. <![CDATA[<b>Anemia e transfusões de concentrados de hemácias em pacientes graves nas UTI brasileiras (pelo FUNDO-AMIB)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A anemia é uma condição comum em pacientes graves. A transfusão de hemoderivados aumenta de forma significativa o risco de transmissão de agentes infecciosos e afeta o perfil imunológico. O objetivo deste estudo foi avaliar a incidência de anemia e a prática de transfusão de hemácias em UTI brasileiras. MÉTODO: Estudo prospectivo, multicêntrico, realizado em 19 UTI em um período de duas semanas. A presença de anemia, as indicações e a utilização de concentrados de hemácias, foram avaliadas diariamente. As complicações que ocorreram durante a internação na UTI e após a transfusão da primeira unidade de concentrado de hemácias foram registradas. RESULTADOS: Um total de 33% apresentava anemia na admissão na UTI e esta proporção aumentou para 55% no final de sete dias de internação. Um total de 348 unidades de concentrado de hemácias foi transfundido em 86 pacientes (36,5%). A média de suas unidades por paciente foi 4,1 ± 3,3 U. O nível de hemoglobina limiar para a transfusão de CH foi 7,7 ± 1,1 g/dL. Pacientes transfundidos tinham mais disfunções orgânicas avaliadas pelo escore SOFA (7,9 ± 4,6 versus 5,6 ± 3,8, transfundidos versus não transfundidos, p < 0,05). As taxas de mortalidade foram 43,5% e 36,3% em pacientes transfundidos e não transfundidos, respectivamente (RR 0,61-11,7, NS). Pacientes transfundidos tiveram número maior de complicações (1,58 ± 0,66 versus 1,33 ± 0,49, p = 0,0001). CONCLUSÕES: A anemia é comum em UTI brasileiras. O limiar transfusional de hemoglobina foi menor do que o observado em outros paises.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Anemia of critical illness is a multifactorial condition caused by blood loss, frequent phlebotomies and inadequate production of red blood cells (RBC). Controversy surrounds the most appropriate hemoglobin concentration "trigger" for transfusion of RBC. We aimed to evaluate transfusion practices in Brazilian ICUs. METHODS: A prospective study throughout a 2-week period in 19 Brazilian ICUs. Hemoglobin (Hb) level, transfusion rate, organ dysfunction assessment and 28-day mortality were evaluated. Primary indication for transfusion and pretransfusion hemoglobin level were collected for each transfusion. RESULTS: Two hundred thirty-one patients with an ICU length of stay longer than 48h were included. An Hb level lower than 10 g/dL was found in 33% on admission in the ICU. A total of 348 RBC units were transfused in 86 patients (36.5%). The mean pretransfusion hemoglobin level was 7.7 ± 1.1 g/dL. Transfused-patients had significantly higher SOFA score (7.9 ± 4.6 vs 5.6 ± 3.8, p < 0.05, respectively), days on mechanical ventilation (10.7 ± 8.2 vs 7.2 ± 6.4, p < 0.05) and days on vasoactive drugs (6.7 ± 6.4 vs 4.2 ± 4.0, p < 0.05) than non-transfused patients despite similar APACHE II scores (15.2 ± 8.1 vs 14.2 ± 8.1, NS). Transfused patients had higher mortality rate (43.5%) than non-transfused patients (36.3%) (RR 0.60-1.15, NS). Only one patient (0.28%) had febrile non-hemolytic transfusion and urticarial reactions. CONCLUSIONS: Anemia is common in critically ill patients.It seems from the present study that transfusion practices in Brazil have had a more restrictive approach with a lower limit "transfusion trigger". <![CDATA[<b>Transfusão de sangue em terapia intensiva</b>: <b>um estudo epidemiológico observacional</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A transfusão de concentrado de hemácias (CHA) é muito freqüente no centro de tratamento intensivo (CTI), mas as conseqüências da anemia nos pacientes gravemente enfermos ainda são obscuras. Os objetivos desse estudo foram avaliar a freqüência, as indicações, os limiares transfusionais e o prognóstico dos pacientes criticamente enfermos que receberam CHA. MÉTODO: Estudo prospectivo de coorte realizado no CTI médico-cirúrgico de um Hospital Universitário durante 16 meses. Foram coletados dados demográficos, clínicos e os relacionados a transfusão de CHA. Regressão logística binária foi utilizada após as análises univariadas. RESULTADOS: Dos 698 pacientes internados, 244 (35%) foram transfundidos com CHA. Os pacientes clínicos e em pós-operatório de urgência foram mais transfundidos. Os limiares transfusionais foram: hematócrito = 22,8% ± 4,5% e hemoglobina = 7,9 ± 1,4 g/dL. Os pacientes transfundidos receberam em média 4,4 ± 3,7 CHA e apresentaram maior letalidade no CTI (39,8% versus 13,2%; p < 0,0001) e no hospital (48,8% versus 20,3%; p < 0,0001). A letalidade correlacionou-se com o número de CHA transfundidos (R² = 0,91). Na análise multivariada, os fatores relacionados com a necessidade de transfusão foram cirrose hepática, ventilação mecânica (VM), tipo e duração da internação no CTI, hematócrito e escore SAPS II. Os fatores independentes relacionados à letalidade hospitalar foram: VM, número de transfusões de CHA > 5 unidades e escore SAPS II. CONCLUSÕES: A transfusão de CHA é freqüente no CTI, particularmente nos pacientes internados por problemas clínicos e após cirurgias de emergência, com internação prolongada, em VM e com cirrose hepática. O limiar transfusional observado foi mais baixo que aquele assinalado pela literatura. A transfusão de CHA foi associada com maior letalidade.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Packed red blood cell (PRBC) transfusion is frequent in intensive care unit (ICU). However, the consequences of anemia in ICU patients are poorly understood. Our aim was to evaluate the prevalence, indications, pre-transfusion hematocrit and hemoglobin levels, and outcomes of ICU patients transfused with PRBC. METHODS: Prospective cohort study conducted at a medical-surgical ICU of a teaching hospital during a 16-month period. Patients' demographic, clinical, laboratory and transfusion-related data were collected. Logistic regression was used after univariate analyses. RESULTS: A total of 698 patients were evaluated and 244 (35%) received PRBC, mainly within the first four days of ICU (82.4%). Transfusion was more frequent in medical and emergency surgical patients. The mean pre-transfusion hematocrit and hemoglobin were 22.8% ± 4.5% and 7.9 ± 1.4 g/dL, respectively. Transfused patients received 4.4 ± 3.7 PRBC during ICU stay and 2.2 ± 1 PRBC at each transfusion. The ICU (39.8% versus 13.2%; p < 0.0001) and hospital (48.8% versus 20.3%; p < 0.0001) mortality rates were higher in transfused patients. Mortality increased as the number of transfused PRBC increased (R² = 0.91). In logistic regression, predictive factors for PRBC transfusion were hepatic cirrhosis, mechanical ventilation (MV), type and duration of ICU admission, and hematocrit. The independent factors associated to hospital mortality were MV, transfusions of more than five PRBC and SAPS II score. CONCLUSIONS: PRBC transfusions are frequent in ICU patients, especially in those with medical and emergency surgical complications, longer ICU stay, and hepatic cirrhosis and in need of MV. Pre-transfusion hemoglobin levels were lower than those previously reported. In our study, PRBC transfusion was associated with increased mortality. <![CDATA[<b>A doença oncológica não deve ser um fator limitante para admissão na UTI de pacientes submetidos a cirurgias de alto risco</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A doença oncológica per se é uma condição que muitas vezes influencia no tratamento dispensado ao paciente. O objetivo do presente estudo foi comparar o desfecho hospitalar de pacientes oncológicos e não oncológicos submetidos à procedimentos cirúrgicos eletivos com alto risco de óbito. MÉTODO: Estudo de coorte prospectivo observacional, realizado em UTI de hospital terciário no período de 01 de abril a 31 de julho de 2005. Foram coletados dados demográficos, escore APACHE II, MODS, variáveis hemodinâmicas, laboratoriais e avaliadas complicações definidas como re-operação, necessidade de ventilação mecânica, transfusão sangüínea e uso de cateter de artéria pulmonar no pós-operatório desses pacientes. Todos foram acompanhados até alta ou o óbito hospitalar. Para variáveis numéricas foi utilizado o teste t de Student e Mann-Whitney, para variáveis categóricas o teste do Qui-quadrado sendo considerado significativo o valor de p < 0,05. RESULTADOS: Foram incluídos no estudo 119 pacientes, 43 não oncológicos e 76 oncológicos, 52,9% eram do sexo feminino. A média de idade foi 65,1 ± 14,1 anos, o escore médio de APACHE II 16,5 ± 5,8 e a mediana do MODS de 3 (2-6). A duração mediana da intervenção cirúrgica foi de 5 (3,3-7) horas e a mortalidade na UTI e hospitalar foram 10,9% e 25,2%, respectivamente. Os pacientes oncológicos apresentaram maiores tempos de internação hospitalar e de internação antes da cirurgia, sendo estes resultados estatisticamente significativos. A mortalidade hospitalar dos pacientes oncológicos não foi superior a dos pacientes sem neoplasia (22,4% versus 30,2%, p = 0,32). CONCLUSÕES: Nesta observação os pacientes oncológicos, submetidos à procedimentos cirúrgicos de alto risco, apresentaram mortalidade semelhante aos pacientes não oncológicos com gravidade de doença similar.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Oncologic diseases are conditions that have influence in the treatment offered to affected patients. The aim of this study was to compare hospitalar outcome of oncologic and non oncologic patients submitted to high risk elective surgery. METHODS: Prospective, observational cohort study realized in an ICU of a tertiary hospital during the period between 04/01/2005 and 07/31/2005. Demographic data, APACHE II and MODS scores and laboratorial and hemodynamic variables were collected and complications like re-intervention need for mechanical ventilation, red blood cell transfusions and pulmonary artery catheter use during the post-operative period were evaluated. All patients were followed until hospital discharge or death. T student and Mann Whitney tests were used to compare numerical variables. Chi-square test was used to compare categorical variables. A p < 0.05 was considered as significant. RESULTS: 119 patients were included in the study. 43 were oncologic and 76 were non-oncologic. 52.9% were female. Mean age was 65.1 ± 14.1 years. Mean APACHE II score was 16.5 ± 5.8 and MODS median was 3 (2-6). Median length of surgery was 5 (3.3-7) hours and ICU and hospital mortality were 10.9% and 25.2%, respectively. Oncologic patients had greater length of hospital stay and length of stay before surgery. These results were statistically significant. Hospital mortality of oncologic patients was not greater than non-oncologic patients (22.4% versus 30.2%, p = 0.32). CONCLUSIONS: In this series, oncologic patients submitted to high risk surgery had the same mortality rate as non-onconlogic patients with similar disease severity. <![CDATA[<b>Comparação de dois métodos de mensuração da pressão inspiratória máxima em pacientes com e sem alterações do nível de consciência</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Não existe consenso na literatura sobre o tempo de oclusão das vias aéreas necessário para se obter uma PImax verdadeira durante o desmame da ventilação mecânica (VM). Assim, o presente estudo teve por objetivos comparar dois métodos de mensuração da PImax e avaliar a influência do nível de consciência do paciente nessas medidas. MÉTODO: População composta de 28 pacientes gerais de UTI, com tempo de VM > 48h, em processo de desmame, divididos em dois grupos de acordo com a pontuação na escala de coma de Glasgow (ECGL): com (ECGL< 15) e sem alteração do nível de consciência (ECGL = 15). A via aérea foi ocluída com uma válvula unidirecional por 20s (PImaxT20), ou pelo tempo máximo de um minuto, se um platô de pressão inspiratória não foi observado durante três inspirações consecutivas (PImaxTid). RESULTADOS: A PI Max T20 (média ± DP, cmH2O) foi semelhante em ambos os grupos (44 ± 16 vs 42 ± 15, p = 0,52). No entanto, os valores da PImaxTid, assim como o tempo necessário para sua obtenção, foram maiores no grupo ECGL< 15 (65 ± 24 vs 47 ± 23 cmH2O e 37 ± 10 vs 24 ± 8s, p = 0,04 e 0,0019, respectivamente). CONCLUSÕES: O método comumente utilizado de 20s de oclusão da via aérea parece ser insuficiente para se mensurar a verdadeira PImax em pacientes com alterações do nível de consciência. Estudos adicionais, agora num grupo mais homogêneo de pacientes (p. ex.: com alterações neurológicas estruturais), são necessários para maior esclarecimento destes resultados.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: There is no literature consensus about the time of airway occlusion sufficient enough to get a true PImax during weaning from mechanical ventilation (MV). So, the main objectives of the present study were to compare two methods PImax measurement and to evaluate the influence of patients' level of conscience on them. METHODS: The population was composed by 28 general ICU patients, with MV > 48h, in a weaning process, divided into two groups according to Glasgow coma scale score: with (GCS < 15) and without (GCS = 15) alterations of conscience level. The airway was occluded by using an unidirectional valve for 20s (PImaxT20), or for a maximum time of one minute if a plateau of inspiratory pressure was not observed during three consecutive inspirations (PImaxTid). RESULTS: PImaxT20 (mean ± SD, cmH2O) values were similar in both groups (44 ± 16 vs42 ± 15, p = 0.52). However, PImaxTid values, as long as the time needed to their attainment, were greater in GCS < 15 group (65 ± 24 vs 47 ± 23cmH2O and 37 ± 10 vs24 ± 8s, p = 0.04 and 0.0019, respectively). CONCLUSIONS: The method commonly used of 20s airway occlusion seems to be inadequate to get the true PImax in patients with alterations of the level of conscience. Additional studies, now in a more homogeneous group (e. g.: patients with structural brain lesion), are needed to clarify these findings. <![CDATA[<b>Morbimortalidade do idoso internado na Unidade de Terapia Intensiva de Hospital Universitário de Fortaleza</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Identificar a gravidade dos pacientes idosos atendidos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital universitário, relacionando com a mortalidade durante a internação. MÉTODO: Foi realizado um estudo retrospectivo, com análise de 130 pacientes admitidos na UTI, no período de março de 2004 a julho de 2005. RESULTADOS: Dos 130 pacientes, houve predomínio do sexo feminino, com média de idade de 72,2 ± 7,3 anos. Houve maior prevalência de pacientes na faixa entre 65 e 74 anos. Mais de 80% eram provenientes do próprio hospital universitário. De acordo com os sistemas acometidos, as principais disfunções foram cardiovasculares e respiratórias. A sepse foi implicada como causa em 23,8% dos pacientes. O tempo médio de permanência na UTI foi de 8,2 ± 7,6 dias. A média de índice APACHE II foi 18,2 ± 7,2. Menores valores de APACHE II, tempo de internação e mortalidade foram observados entre os pacientes com acometimento primariamente cardiovascular. Do total, 66,1% foram transferidos da UTI, 6,2% evoluíram para o óbito com menos de 48h, e 27,7% após as primeiras 48h. A razão de mortalidade padronizada foi de 0,988. CONCLUSÕES: A faixa etária não determinou diferença significativa entre os valores de APACHE II, não esteve associada a maior mortalidade, nem com maior tempo de permanência na UTI. Os pacientes com disfunção cardiovascular apresentaram menores valores de APACHE II, tempo de internação e mortalidade na UTI.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: To identify the severity of elderly patients admitted to the intensive care unit (ICU) in a university hospital, relating it to the in-ICU mortality. METHODS: Retrospective study, with analysis of 130 patients admitted to ICU from March 2004 to July 2005. RESULTS: Of the 130 patients, there was a predominance of women, and mean 72.2 ± 7.3 years. There were more patients between 65 and 74 years old. More than 80% of the patients had come from the university hospital itself. The main dysfunctions were from the cardiocirculatory and respiratory systems. Sepsis caused 23.8% of the admissions. Length of stay in ICU was 8.2 ± 7.6 days. The mean of APACHE II was 18.2 ± 7.2. Lesser values of APACHE II, length of stay and mortality were observed in patients with cardiocirculatory dysfunction. The in-ICU mortality was 33.9%, 6.2% before 48 hours. The standardized mortality ratio (SMR) was 0.988. CONCLUSIONS: The age groups did not determine difference between values of APACHE II. They were related neither to higher mortality rate, nor to higher ICU length of stay. Patients with cardiocirculatory dysfunctions had lesser values of APACHE II, ICU length of stay and in-ICU mortality. <![CDATA[<b>Avaliação da efetividade e segurança do protocolo de infusão de insulina de Yale para o controle glicêmico intensivo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O controle glicêmico intensivo ocupa lugar de destaque no manuseio dos pacientes críticos. O objetivo desde estudo foi avaliar a efetividade e a segurança do protocolo de insulinoterapia por via venosa de Yale nos pacientes críticos internados em unidade de terapia intensiva geral em hospital comunitário. MÉTODO: Foi realizado um estudo retrospectivo e comparativo entre 2 coortes de pacientes críticos, antes e após a implantação do controle glicêmico intensivo. Os desfechos de interesse do estudo foram glicemia média durante o tratamento, tempo para atingir a faixa alvo de 80 a 140 mg/dL, percentual de glicemia dentro desta faixa e incidência de hipoglicemia. RESULTADOS: Foram estudados 112 pacientes, divididos em dois grupos. Sessenta pacientes constituíram o grupo controle (GC) e 52 o grupo protocolo (GP). A glicemia média no GP foi de 131,2 ± 14,7 mg/dL versus 181,7 ± 36,1 mg/dL no GC. Os pacientes no GP alcançaram a faixa alvo mais rápido [mediana 7h (4 - 10h) versus mediana 96h (46 - 278h)] no GC. O percentual de glicemia dentro da faixa-alvo foi de 65% no GP e de 32% no GC. Não houve diferença estatística significativa na incidência de hipoglicemia grave; 4 pacientes no GP versus 2 pacientes no GC. CONCLUSÕES: O protocolo de insulinoterapia por via venosa contínua de Yale, mostrou-se efetivo e seguro para o manuseio do controle glicêmico em unidade de terapia intensiva que atende pacientes clínicos e cirúrgicos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Actually tight glycemic control is a major concern in critical care. The objective of this study was to evaluate effectiveness and safety of Yale insulin infusion protocol in a Brazilian medical and surgical intensive care unit. METHODS: Retrospective, before-after cohort study. Selected end-points were mean blood glucose levels, time-to-reach target range of 80 - 140 mg/dL, and percent of blood glucose in target range and hypoglycemia incidence. RESULTS: Were studied 112 patients: 60 in control group (CG) and 52 in protocol group (PG). Bedside blood glucose was measured 5392 times for a mean value of 131.2 ± 14.7 mg/dL in the PG versus 2485 times for a mean value of 181.7 ± 36.1 mg/dL in the CG. Blood glucose values were in the target range 65% and 32% of the times, respectively for PG and CG groups (p < 0.001). The median time to reach glucose target range was 7 h (range 4 -10 h) for PG and 96 hr (range 46 - 278 h) for CG (p < 0.001). Incidence of severe hypoglycemia did not reach difference statistically significant: 4 patients in PG versus 2 patients in CG. CONCLUSIONS: Yale insulin infusion protocol was effective and safe to improve blood glucose control in a Brazilian medical and surgical intensive care unit. <![CDATA[<b>Índices de gravidade em unidade de terapia intensiva adulto</b>: <b>avaliação clínica e trabalho da enfermagem</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são locais de atendimento de pacientes graves ou de risco, que dispõem de assistência ininterrupta. Proporcionar qualidade de atendimento aos pacientes da UTI é um desafio profissional para quem gerencia a área de recursos humanos. Além disso, é importante conhecer o risco do paciente de UTI e garantir a melhor utilização dos recursos. Os índices de gravidade visam caracterizar os pacientes de UTI utilizando algumas variáveis (enfermidade, terapêutica, carga de trabalho de enfermagem). O objetivo deste estudo foi elencar os índices de gravidade utilizados na tratamento intensivo e classificá-los de acordo com a sua finalidade. MÉTODO: Foi realizado um levantamento bibliográfico (MedLine), utilizando as palavras-chave: "Scoring systems and ICU". Os artigos selecionados foram adquiridos no acervo da biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e no acervo da biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), no período de março a maio de 2005. Livros e teses que contemplam o tema também foram utilizados. RESULTADOS: Foram identificados sete Índices de Avaliação da Carga de Trabalho da Equipe de Enfermagem TISS ,TISS-28, TOSS, NEMS, NAS, NCR11, Omega. Foram identificados 21 Índices de Avaliação do Estado Clínico dos Pacientes Killip Glasgow CRI APACHE II e III, Ranson, SS, SSS, SAPS, MLR, MPM, LIS, ARPI, SAPS (II), MPM II, ODIN, Ontário, MODS, SOFA, LOD, PSI). CONCLUSÕES: Embora os índices de avaliação da carga de trabalho de enfermagem observados sejam os de menor número, eles são de fundamental importância para a adequada caracterização da complexidade dos pacientes, e constituem uma informação fundamental para a previsão e a provisão de recursos materiais e humanos para essa unidade.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: ICU is the hospital sectors that have interrupt assistance. Assistance with quality is a challenge for those who run human resources. It is also important to know the risk of the patient to the better use of resources. The aim of this study is to identify most used severity indexes in intensive care and classify them according with their finality METHODS: Library research (medline), using the key words: "Scoring systems and ICU". The articles were selected in the period from March to May 2005. Books and thesis were also used. RESULTS: We identify seven indexes evaluating nursing workload: TISS, TISS-28, TOSS, NEMS, NAS, NCR11, and Omega. We identify 21 indexes evaluating clinical status: Killip Glasgow CRI APACHE II e III, Ransom, SS, SSS, SAPS, MLR, MPM, LIS, ARPI, SAPS (II), MPM II, ODIN, Ontario, MODS, SOFA, LOD, and PSI). CONCLUSIONS: Although indexes evaluating nursing workload are in a lower number, they are also fundamental to preview the need for material and human resources. <![CDATA[<b>Proteção renal na unidade de terapia intensiva cirúrgica</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A disfunção renal peri-operatória é importante causa de aumento de morbimortalidade. Com o aumento da expectativa de vida, pacientes mais idosos e com maior números de co-morbidades estão sendo submetidos à procedimentos cirúrgicos de alto risco, o que torna as práticas da proteção orgânica possíveis modificadoras de prognóstico a curto e longo prazo. Nesse contexto, esta revisão sobre a proteção renal na unidade de terapia intensiva cirúrgica objetivou destacar os fatores de riscos peri-operatórios e discutir as atuais evidências científicas direcionadas para a diminuição da disfunção renal peri-operatória. CONTEÚDO: Apesar da baixa extração e adequada reserva renal de oxigênio, o rim é extremamente sensível à hipoperfusão sendo a insuficiência renal aguda uma complicação freqüente de instabilidade hemodinâmica. Este aparente paradoxo, comalto suprimento de oxigênio e reduzida extração, com alta incidência de lesão renal à hipotensão, é explicado pelo gradiente fisiológico intra-renal de oxigênio que torna a medula particularmente susceptível à isquemia. Identificou-se fatores de lesão renal em todas as fases do período peri-operatório: jejum e uso de contraste pré-operatório, hipovolemia, hipotensão, liberação de catecolaminas e citocinas, utilização e circulação extracorpórea, politrauma, presença de rabdomiólise e pinçamentoaórtico. É necessário que práticas capazes de diminuir a lesão renal peri-operatória sejam discutidas. CONCLUSÕES: O controle da lesão renal baseia-se nos princípios da fisiologia renal peri-operatória e na otimização da hemodinâmica glomerular. Medidas direcionadas para proteção orgânica devem ser implementadas devido ao impacto da insuficiência renal na evolução clínica neste grupo de pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Perioperative renal dysfunction is an important cause of morbidity and mortality. With increase of life expectancy, older patients with more co-morbidity are being submitted to high risk surgical procedures, what make clinical practice related to organ protection possible modifier of short and long term survival. This review about renal protection in surgical intensive care unit points risk factors and discusses scientific evidence related to reduction of renal dysfunction in perioperative. CONTENTS: Although low extraction and adequate renal reserve of oxygen, the kidney is extremely sensible to hypoperfusion being renal acute insufficiency a frequent complication of hemodynamic instability. This apparent paradox, high oxygen content and reduced extraction with high incidence of renal damage to hypotension reflects the intra-renal gradient of oxygen, what makes renal medulla highly susceptible to ischemia. Factors associated with renal lesion are observed in all fases of perioperative period: fasting, contrast use, hypovolemia, hypotension, catecholamine and cytokine release, extracorporeal circulation, trauma, rabdomiolisys and aortic clamp. CONCLUSIONS: Management of renal damage is based in principals of perioperative renal physiology and glomerular hemodynamic. Clinical practice directed to organic protection should be implemented to minimize the impact this dysfunction. <![CDATA[<b>Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica em medicina intensiva</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) são reações cutâneas graves, com potencial para morbidade e mortalidade elevadas acometendo a pele e a membrana mucosa necessitando de cuidados de medicina intensiva. O objetivo deste artigo foi apresentar revisão da literatura sobre SSJ e NET. CONTEÚDO: Este artigo revisa os conceitos básicos, diagnóstico, quadro clínico e o princípio de tratamento em Unidade de Terapia Intensiva da SSJ e NET. CONCLUSÕES: Estas doenças caracterizam emergências dermatológicas e seu adequado manuseio e cuidado deve fazer parte do conhecimento rotineiro do médico intensivista.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The Stevens Johnson Syndrome (SJS) and Toxical Epidermal Necrolisys (TEN) are important skin and mucosal lesions that need intensive care treatment. The aim of this article is to show a literature review about SJS and TEN. CONTENTS: This article reviews the concepts, diagnostic topics, clinical presentation and the principle of basic treatment in Intensive Care Unit for SJS and TEN. CONCLUSIONS: These illnesses are characterized as dermatological emergencies and its adequate management and cares must be part of the routine knowledge of the intensive care doctors. <![CDATA[<b>Avaliação nutricional de paciente critico</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O estado nutricional do paciente hospitalizado influi em sua evolução clinica e a má nutrição protéico-calórica contribui para o aumento da morbidade-mortalidade em terapia intensiva. Apesar dos diversos parâmetros de avaliação nutricional (AN) existentes, não há um padrão nos centros hospitalares que dê segurança aos profissionais em sua prática diária. O objetivo deste estudo foi buscar um método de avaliação para pacientes críticos que permita uma avaliação mais adequada e contribua para melhorar no seu cuidado. CONTEÚDO: Foi realizada revisão na literatura existente, tendo com palavras-chave: avaliação nutricional, paciente critico, antropometria, desnutrição hospitalar e terapia intensiva. CONCLUSÕES: Os diferentes métodos de avaliação nutricional sofrem restrições quando se trata de paciente critico. Não há consenso entre os autores sobre o melhor método de AN, não sendo aconselhável a eleição de apenas um. Sugere-se para a prática diária, um instrumento que contemple os aspectos subjetivos e objetivos e que identifique pacientes desnutridos ou em risco nutricional (Anexo 1).<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Nutritional state of patients affects them in their clinical evolution. Protein-caloric malnutrition contributes to the increase of morbidity and mortality in critical care. Regardless all the parameters available to assessment, there is no standard in hospital centers. In this review, we were looking for a method to nutrition assessment (NA) in critical patient that allow more adequate assessment and contribute to improvement in critical care. CONTENTS: In order to compare methods in NA in critical patient, search was performed in scientific papers aboutthis area. The keywords usedwere nutritional assessment, critical patient, critical care, hospital undernourishment and anthropometry. CONCLUSIONS: There are restrictions to different anthropometric parameters for NA when referring to critical patients. There is no consensus within authors about the best method for these patients and they no advise to choose only one parameter. We suggest for practice clinical in NA, one tool that include objective and subjective aspects in critical patients and identify those that are either undernourishments or in nutritional risks (Appendix 1). <![CDATA[<b>Polineuropatia no paciente crítico</b>: <b>um diagnóstico comum em medicina intensiva?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A polineuropatia axonal difusa, hoje mais conhecida como polineuropatia do paciente crítico (PPC), tem sido relatada por autores há décadas, porém, apenas nos últimos 30 anos, ocupa maior importância como causa de dependência prolongada de ventilação mecânica, em pacientes gravemente enfermos internados em Unidades de Terapia Intensiva. Esta revisão teve por objetivo apresentar os princípios tópicos que norteiam a fisiopatologia, diagnóstico e tratamento desta doença em Medicina intensiva. CONTEÚDO: A importância da PPC como complicação inicial do choque séptico e em pacientes com disfunção de múltiplos de órgãos e sistemas (DMOS) está claramente descrita como responsável pelo prolongamento da permanência na UTI e, também pela redução gradativa da probabilidade de sobrevida. Sugere-se que a polineuropatia esteja relacionada com as citocinas envolvidas na sepse, além de outros mediadores que aumentariam a permeabilidade dos vasos, resultando em edema endoneural e lesão axonal. Seu início é de difícil diagnóstico, geralmente sendo possível apenas quando as complicações da sepse ou falência de múltiplos órgãos tenham sido adequadamente controladas. O diagnóstico é feito através da eletroneuromiografia. Apesar de ainda não haver nenhum tratamento medicamentoso efetivo, além do controle da doença de base, é censo comum, entre equipes multidisciplinares que o desenvolvimento da PPC não deve ser entendido como forma de reduzir os esforços do tratamento. CONLUSÕES: A despeito de sua prevalência, ainda permanecem desconhecidos os fatores claramente associados à sua fisiopatologia, bem como adequada terapia para o manuseio desta condição.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: The diffuse axonal polyneuropathy, more commonly known as Critical Illness Polyneuropathy (CIP), has been discussed by authors by decades; however, it has only been deeply studied over the last thirty years, becoming more important as an important cause of long term dependence on mechanical ventilation by seriously ill patients in intensive care medicine. CONTENTS: A significant reason for such interest is due to the importance of the CIP as complication of the septic shock and in patients with multiple organ failure, as much as responsible for the prolonging hospitalization in the Intensive Care Unit, as for the gradual reduction of the chance of survival. It has been suggested that the polyneuropathy is related with cytokines and other mediators which would increase the permeability of the vases, resulting in endoneural edema and causing the axonal injury. It is difficult to do the initial diagnostic, which, in general, are only possibly recognized when the sepsis complications or the multiple organs failure have been satisfactorily controlled. The diagnosis is made through the eletroneuromiography exam, and although there is still no effective drug treatment other than the control of the basic illness, it is consensus among multidisciplinary team that the development of the CIP does not have to be understood as a way to reduce the intensity of treatment. CONCLUSIONS: Spit of your prevalence, it is still unknown the mainly factors which are physiopathology associated as soon as your correct therapy. <![CDATA[<b>Embolia gasosa</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A embolia gasosa é uma lesão iatrogênica que possui alta morbimortalidade. É uma complicação decorrente de procedimentos clínico-cirúrgicos, sendo necessário o conhecimento dessa entidade pelos profissionais de saúde. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão dessa entidade, abrangendo seus aspectos fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos. CONTEÚDO: Este artigo revisa conceitualmente a embolia gasosa, separando-a em arterial e venosa. Relata as principais características fisiopatológicas, diagnósticas e terapêuticas das embolias arterial e venosa. Além disso, aborda-se a embolia paradoxal, evento advindo da conversão de embolia venosa em arterial. CONCLUSÕES: A embolia gasosa é uma complicação relevante e presente em muitas especialidades médicas. Uma compreensão acerca da sua fisiopatologia e dos métodos diagnósticos e terapêuticos é essencial para garantir maior segurança aos pacientes.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Gas embolism is an iatrogenic injury that has high morbidity and mortality. It's a complication of clinical-surgical procedures, and it's necessary that the health professionals know this entity. The aim of this study was to realize a review of the gas embolism, considering its pathophysiology, diagnosis and therapeutics aspects. CONTENTS: This article revises conceptually the gas embolism, dividing it in arterial and venous. Relate the mains physiopathology, diagnosis and therapeutics characteristics of the arterial and venous embolism. In addition, it's also approach the paradoxical embolism, event that occurs by conversion of a venous embolism to an arterial embolism. CONCLUSIONS: Gas embolism is an important complication, and it's present in many medical specialties. Knowledge about its physiopathology, and its diagnosis and therapeutic methods is essential to guarantee higher safety to the patients. <![CDATA[<b>Desafios na profilaxia do tromboembolismo venoso</b>: <b>abordagem do paciente crítico</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP) são complicações comuns em pacientes críticos. A ocorrência de TEV acarreta um substancial aumento da morbimortalidade dos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI). CONTEÚDO: A maioria dos pacientes críticos apresenta alto risco para ocorrência de complicações tromboembólicas, entretanto, a prevenção do TEV muitas vezes não é realizada de maneira adequada para este grupo de pacientes. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) parece ser o método mais eficiente para a prevenção do TEV em pacientes de UTI. Entretanto, é patente a escassez de estudos voltados para esta população, cujas particularidades levam a recomendações específicas em relação ao diagnóstico e tratamento. CONCLUSÕES: Esta revisão faz uma análise do risco, discute os principais trabalhos publicados a respeito da profilaxia e sugere estratégias para a diminuição da ocorrência de TEV nos pacientes críticos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Venous thromboembolism (VTE), with includes deep vein thrombosis (DVT) and pulmonary embolism (PE), is a common complication in critically ill patients, resulting in high morbidity and mortality. CONTENTS: Most patients treated in intensive care units (ICU) face a high risk of thromboembolic complications. Despite these considerations, the prevention of VTE may not be as high a priority in ICU patients as it is in other high-risk patient groups. Low molecular weight heparin (LMWH) may be the optimal prophylaxis in most ICU patients, but there is a lack of sufficient data including the paucity of VTE consensus and guidelines documents pertaining to critically ill patients. CONCLUSIONS: This article reviews background, current options, and recommendations regarding VTE in intensive care population emphasizing special diagnostic and treatment considerations in the ICU setting. <![CDATA[<B>Errata</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2006000300017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP) são complicações comuns em pacientes críticos. A ocorrência de TEV acarreta um substancial aumento da morbimortalidade dos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI). CONTEÚDO: A maioria dos pacientes críticos apresenta alto risco para ocorrência de complicações tromboembólicas, entretanto, a prevenção do TEV muitas vezes não é realizada de maneira adequada para este grupo de pacientes. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) parece ser o método mais eficiente para a prevenção do TEV em pacientes de UTI. Entretanto, é patente a escassez de estudos voltados para esta população, cujas particularidades levam a recomendações específicas em relação ao diagnóstico e tratamento. CONCLUSÕES: Esta revisão faz uma análise do risco, discute os principais trabalhos publicados a respeito da profilaxia e sugere estratégias para a diminuição da ocorrência de TEV nos pacientes críticos.<hr/>BACKGROUND AND OBJECTIVES: Venous thromboembolism (VTE), with includes deep vein thrombosis (DVT) and pulmonary embolism (PE), is a common complication in critically ill patients, resulting in high morbidity and mortality. CONTENTS: Most patients treated in intensive care units (ICU) face a high risk of thromboembolic complications. Despite these considerations, the prevention of VTE may not be as high a priority in ICU patients as it is in other high-risk patient groups. Low molecular weight heparin (LMWH) may be the optimal prophylaxis in most ICU patients, but there is a lack of sufficient data including the paucity of VTE consensus and guidelines documents pertaining to critically ill patients. CONCLUSIONS: This article reviews background, current options, and recommendations regarding VTE in intensive care population emphasizing special diagnostic and treatment considerations in the ICU setting.