Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Terapia Intensiva]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-507X20130003&lang=en vol. 25 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Already a long way... and a longer way ahead: our future challenges]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300181&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Urine assessment in the critically ill: a matter of both quantity and quality]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300184&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Implementing sedation protocols: closing the evidence-practice gap]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300186&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[The implementation of an analgesia-based sedation protocol reduced deep sedation and proved to be safe and feasible in patients on mechanical ventilation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300188&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A sedação profunda em pacientes gravemente enfermos se associa a uma maior duração da ventilação mecânica e à permanência mais longa na unidade de terapia intensiva. Diversos protocolos foram utilizados para melhorar esses desfechos. Implantamos e avaliamos um protocolo de sedação baseado em analgesia, direcionado por objetivos e cuidado por enfermeiros, em pacientes gravemente enfermos submetidos à ventilação mecânica. MÉTODOS: Realizamos um estudo multicêntrico prospectivo em duas fases (antes e depois), que envolveu 13 unidades de terapia intensiva localizadas no Chile. Após uma fase observacional (grupo observacional, N=155), delineamos, implantamos e avaliamos um protocolo de sedação cuidado por enfermeiros, direcionado por objetivos (grupo de intervenção, N=132) para tratar pacientes que necessitaram de ventilação mecânica por mais do que 48 horas. O parâmetro primário de avaliação foi a obtenção de dias livres de ventilador até o dia 28. RESULTADOS: No grupo de intervenção, a proporção de pacientes com sedação profunda ou coma diminuiu de 55,2 para 44,0%. A incidência de agitação não se alterou entre os períodos, permanecendo em cerca de 7%. Dias livres de ventilador até o dia 28, permanência na unidade de terapia intensiva e mortalidade foram similares em ambos os grupos. Após 1 ano, a presença de sintomas de desordem de estresse pós-traumático nos sobreviventes foi similar entre os grupos. CONCLUSÕES: Delineamos e implantamos no Chile um protocolo de sedação baseado em analgesia, direcionado por objetivos e cuidado por enfermeiros. Embora não se tenha observado melhora nos principais desfechos, observamos que o presente protocolo foi seguro e factível, e que resultou em períodos mais curtos de sedação profunda, sem aumento da agitação. <hr/> INTRODUCTION: Deep sedation in critically ill patients is associated with a longer duration of mechanical ventilation and a prolonged length of stay in the intensive care unit. Several protocols have been used to improve these outcomes. We implement and evaluate an analgesia-based, goal-directed, nurse-driven sedation protocol used to treat critically ill patients who receive mechanical ventilation. METHODS: We performed a prospective, two-phase (before-after), non-randomized multicenter study that involved 13 intensive care units in Chile. After an observational phase (observational group, n=155), we designed, implemented and evaluated an analgesia-based, goal-directed, nurse-driven sedation protocol (intervention group, n=132) to treat patients who required mechanical ventilation for more than 48 hours. The primary outcome was to achieve ventilator-free days by day 28. RESULTS: The proportion of patients in deep sedation or in a coma decreased from 55.2% to 44.0% in the interventional group. Agitation did not change between the periods and remained approximately 7%. Ventilator-free days to day 28, length of stay in the intensive care unit and mortality were similar in both groups. At one year, post-traumatic stress disorder symptoms in survivors were similar in both groups. CONCLUSIONS: We designed and implemented an analgesia-based, goal-directed, nurse-driven sedation protocol in Chile. Although there was no improvement in major outcomes, we observed that the present protocol was safe and feasible and that it resulted in decreased periods of deep sedation without increasing agitation. <![CDATA[Urinary strong ion difference is a major determinant of plasma chloride concentration changes in postoperative patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300197&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Demonstrar que alterações na concentração plasmática de cloreto ([Cl-]plasma) durante o período pós-operatório são amplamente dependentes da diferença de íons fortes urinária ([SID]urina=[Na+] urina+[K+] urina -[Cl-]urina) e não de diferenças na terapia hídrica. MÉTODOS: Foram realizadas mensurações na admissão à unidade de terapia intensiva e 24 horas mais tarde em um total de 148 pacientes pós-operatórios. Os pacientes foram designados para um de três grupos segundo a alteração na concentração plasmática de cloreto após 24 horas: [Cl-]plasma aumentada (n=39), [Cl-]plasma diminuída (n=56) ou [Cl-]plasma inalterada (n=53). RESULTADOS: Quando da admissão, o grupo com [Cl-]plasma aumentada tinha [Cl-]plasma mais baixa (105±5 versus 109±4 e 106±3mmol/L; p&lt;0,05), um ânion gap plasmático ([AG]plasma) mais alto e um íon gap forte mais alto. Após 24 horas, o grupo com [Cl-]plasma aumentada mostrou [Cl-]plasma mais alta (111±4 versus 104±4 e 107±3mmol/L; p&lt;0,05) e nível plasmático mais baixo de [AG]plasma e íon gap forte. O volume e íon gap forte dos fluidos administrados foram similares entre os grupos, exceto que os [SID]urina eram mais altos (38±37 versus 18±22 e 23±18mmol/L; p&lt;0,05) no grupo com [Cl-]plasma aumentada na avaliação após 24 horas. Uma análise de regressão linear múltipla demonstrou que a [Cl-]plasma na admissão e [SID]urina eram preditores independentes de variação na [Cl-]plasma 24 horas mais tarde. CONCLUSÕES: Alterações na [Cl-]plasma durante o primeiro dia pós-operatório foram amplamente relacionadas com [SID]urina e [Cl-]plasma na admissão, e não às características dos fluidos infundidos. Portanto, a diminuição da [SID]urina deve ser um mecanismo importante para prevenção do desenvolvimento de hipercloremia induzida por solução salina. <hr/> OBJECTIVE: To show that alterations in the plasma chloride concentration ([Cl-]plasma) during the postoperative period are largely dependent on the urinary strong ion difference ([SID]urine=[Na+]urine+[K+]urine-[Cl-]urine) and not on differences in fluid therapy. METHODS: Measurements were performed at intensive care unit admission and 24 hours later in a total of 148 postoperative patients. Patients were assigned into one of three groups according to the change in [Cl-]plasma at the 24 hours time point: increased [Cl-]plasma (n=39), decreased [Cl-]plasma (n=56) or unchanged [Cl-]plasma (n=53). RESULTS: On admission, the increased [Cl-]plasma group had a lower [Cl-]plasma (105±5 versus 109±4 and 106±3mmol/L, p&lt;0.05), a higher plasma anion gap concentration ([AG]plasma) and a higher strong ion gap concentration ([SIG]). After 24 hours, the increased [Cl-]plasma group showed a higher [Cl-]plasma (111±4 versus 104±4 and 107±3mmol/L, p&lt;0.05) and lower [AG]plasma and [SIG]. The volume and [SID] of administered fluids were similar between groups except that the [SID]urine was higher (38±37 versus 18±22 and 23±18mmol/L, p&lt;0.05) in the increased [Cl-]plasma group at the 24 hours time point. A multiple linear regression analysis showed that the [Cl-]plasma on admission and [SID]urine were independent predictors of the variation in [Cl-]plasma 24 hours later. CONCLUSIONS: Changes in [Cl-]plasma during the first postoperative day were largely related to [SID]urine and [Cl-]plasma on admission and not to the characteristics of the infused fluids. Therefore, decreasing [SID]urine could be a major mechanism for preventing the development of salineinduced hyperchloremia. <![CDATA[Anion gap corrected for albumin, phosphate and lactate is a good predictor of strong ion gap in critically ill patients: a nested cohort study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300205&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Ânion gap corrigido e íon gap forte são usados comumente para estimar os ânions não medidos. Avaliamos o desempenho do ânion gap corrigido para albumina, fosfato e lactato na predição do íon gap forte em uma população mista de pacientes enfermos graves. Formulamos a hipótese de que o ânion gap corrigido para albumina, fosfato e lactato seria um bom preditor do íon gap forte, independentemente da presença de acidose metabólica. Além disso, avaliamos o impacto do íon gap forte por ocasião da admissão na mortalidade hospitalar. MÉTODOS: Incluímos 84 pacientes gravemente enfermos. A correlação e a concordância entre o ânion gap corrigido para albumina, fosfato e lactato e o íon gap forte foi avaliada utilizando-se os testes de correlação de Pearson, regressão linear, plot de Bland-Altman e pelo cálculo do coeficiente de correlação interclasse. Foram realizadas duas análises de subgrupos: uma para pacientes com excesso de base &lt;-2mEq/L (grupo com baixo excesso de base) e outro grupo de pacientes com excesso de base &gt;-2mEq/L (grupo com alto excesso de base). Foi realizada uma regressão logística para avaliar a associação entre os níveis de íon gap forte na admissão e a mortalidade hospitalar. RESULTADOS: Houve correlação muito forte e uma boa concordância entre o ânion gap corrigido para albumina, fosfato e lactato e o íon gap forte na população geral (r2=0,94; bias 1,40; limites de concordância de -0,75 a 3,57). A correlação foi também elevada nos grupos com baixo excesso de base (r2=0,94) e alto excesso de base (r2=0,92). Estavam presentes níveis elevados de íon gap forte em 66% da população total e 42% dos casos do grupo alto excesso de. Íon gap forte não se associou com a mortalidade hospitalar, conforme avaliação pela regressão logística. CONCLUSÃO: O ânion gap corrigido para albumina, fosfato e lactato e o íon gap forte tiveram uma excelente correlação. Os ânions não medidos estão frequentemente elevados em pacientes gravemente enfermos com excesso de base normal. Entretanto, não ocorreu associação entre os ânions não medidos e a mortalidade hospitalar. <hr/> OBJECTIVE: Corrected anion gap and strong ion gap are commonly used to estimate unmeasured anions. We evaluated the performance of the anion gap corrected for albumin, phosphate and lactate in predicting strong ion gap in a mixed population of critically ill patients. We hypothesized that anion gap corrected for albumin, phosphate and lactate would be a good predictor of strong ion gap, independent of the presence of metabolic acidosis. In addition, we evaluated the impact of strong ion gap at admission on hospital mortality. METHODS: We included 84 critically ill patients. Correlation and agreement between the anion gap corrected for albumin, phosphate and lactate and strong ion gap was evaluated by the Pearson correlation test, linear regression, a Bland-Altman plot and calculating interclass correlation coefficient. Two subgroup analyses were performed: one in patients with base-excess &lt;-2mEq/L (low BE group - lBE) and the other in patients with base-excess &gt;-2mEq/L (high BE group - hBE). A logistic regression was performed to evaluate the association between admission strong ion gap levels and hospital mortality. RESULTS: There was a very strong correlation and a good agreement between anion gap corrected for albumin, phosphate and lactate and strong ion gap in the general population (r2=0.94; bias 1.40; limits of agreement -0.75 to 3.57). Correlation was also high in the lBE group (r2=0.94) and in the hBE group (r2=0.92). High levels of strong ion gap were present in 66% of the whole population and 42% of the cases in the hBE group. Strong ion gap was not associated with hospital mortality by logistic regression. CONCLUSION: Anion gap corrected for albumin, phosphate and lactate and strong ion gap have an excellent correlation. Unmeasured anions are frequently elevated in critically ill patients with normal base-excess. However, there was no association between unmeasured anions and hospital mortality. <![CDATA[Association between the rapid shallow breathing index and extubation success in patients with traumatic brain injury]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300212&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a associação entre o índice de respiração rápida e superficial e o sucesso da extubação em pacientes com traumatismo cranioencefálico. MÉTODOS: Estudo prospectivo, formado por pacientes com traumatismo cranioencefálico, de ambos os gêneros, ventilados mecanicamente por pelo menos 2 dias, que obtiveram sucesso no teste de respiração espontânea. Foram mensurados, por meio da ventilometria, o volume-minuto e a frequência respiratória, sendo calculado o índice de respiração rápida e superficial (frequência respiratória/volume corrente). A variável dependente foi o resultado da extubação: reintubação em 48 horas (falha da extubação) ou não (sucesso da extubação). A variável independente foi o índice de respiração rápida e superficial mensurado após o sucesso no teste de respiração espontânea. RESULTADOS: A amostra foi constituída por 119 pacientes, sendo 111 (93,3%) do gênero masculino. A média da idade foi de 35,0±12,9 anos. O tempo médio de ventilação mecânica foi de 8,1±3,6 dias. Cento e quatro (87,4%) pacientes obtiveram sucesso na extubação. Não foi observada associação entre o índice de respiração rápida e superficial e o sucesso da extubação. CONCLUSÃO: O índice de respiração rápida e superficial não esteve associado ao sucesso da extubação em pacientes com traumatismo cranioencefálico. <hr/> OBJECTIVE: To investigate the association between the rapid shallow breathing index and successful extubation in patients with traumatic brain injury. METHODS: This study was a prospective study conducted in patients with traumatic brain injury of both genders who underwent mechanical ventilation for at least two days and who passed a spontaneous breathing trial. The minute volume and respiratory rate were measured using a ventilometer, and the data were used to calculate the rapid shallow breathing index (respiratory rate/tidal volume). The dependent variable was the extubation outcome: reintubation after up to 48 hours (extubation failure) or not (extubation success). The independent variable was the rapid shallow breathing index measured after a successful spontaneous breathing trial. RESULTS: The sample comprised 119 individuals, including 111 (93.3%) males. The average age of the sample was 35.0±12.9 years old. The average duration of mechanical ventilation was 8.1±3.6 days. A total of 104 (87.4%) participants achieved successful extubation. No association was found between the rapid shallow breathing index and extubation success. CONCLUSION: The rapid shallow breathing index was not associated with successful extubation in patients with traumatic brain injury. <![CDATA[Functional and psychological features immediately after discharge from an Intensive Care Unit: prospective cohort study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300218&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar aspectos funcionais e psicológicos dos pacientes imediatamente após alta da unidade de terapia intensiva. MÉTODOS: Coorte prospectiva. Na primeira semana após alta da unidade de terapia intensiva, por meio de uma entrevista estruturada, foram aplicados questionários e escalas referentes à avaliação do grau de dependência e da capacidade funcional (escalas de Barthel modificada e Karnofsky), e aos problemas psíquicos (questionário hospitalar de ansiedade e depressão), além da escala de sonolência de Epworth, em todos os sobreviventes com mais de 72 horas de internação na unidade de terapia intensiva, admitidos de agosto a novembro de 2012. RESULTADOS: Nos 79 pacientes incluídos no estudo, houve aumento do grau de dependência após a alta da unidade de terapia intensiva, quando comparados aos dados pré-hospitalização, por meio da escala de Barthel modificada (57±30 versus 47±36; p&lt;0,001). Nos 64 pacientes independentes ou parcialmente dependentes previamente à internação (Karnofsky &gt;40), o prejuízo foi uniforme em todas as categorias da escala de Barthel modificada (p&lt;0,001). Já nos 15 pacientes previamente muito dependentes (Karnofsky &lt;40), o prejuízo ocorreu somente nas categorias de higiene pessoal (p=0,01) e na capacidade de subir escadas (p=0,04). Na avaliação dos distúrbios psicológicos, os transtornos do humor (ansiedade e/ou depressão) ocorreram em 31% dos pacientes e os distúrbios do sono em 43,3%. CONCLUSÃO: Em pacientes internados na unidade de terapia intensiva por 72 horas ou mais, observaram-se redução da capacidade funcional e aumento do grau de dependência na primeira semana após alta da unidade de terapia intensiva, bem como elevada incidência de sintomas depressivos, de ansiedade e distúrbios do sono. <hr/> OBJECTIVE: To assess the functional and psychological features of patients immediately after discharge from the intensive care unit. METHODS: Prospective cohort study. Questionnaires and scales assessing the degree of dependence and functional capacity (modified Barthel and Karnofsky scales) and psychological problems (Hospital Anxiety and Depression Scale), in addition to the Epworth Sleepiness Scale, were administered during interviews conducted over the first week after intensive care unit discharge, to all survivors who had been admitted to this service from August to November 2012 and had remained longer than 72 hours. RESULTS: The degree of dependence as measured by the modified Barthel scale increased after intensive care unit discharge compared with the data before admission (57±30 versus 47±36; p&lt;0.001) in all 79 participants. This impairment was homogeneous among all the categories in the modified Barthel scale (p&lt;0.001) in the 64 participants who were independent or partially dependent (Karnofsky score ≥40) before admission. The impairment affected the categories of personal hygiene (p=0.01) and stair climbing (p=0.04) only in the 15 participants who were highly dependent (Karnofsky score &lt;40) before admission. Assessment of the psychological changes identified mood disorders (anxiety and/or depression) in 31% of the sample, whereas sleep disorders occurred in 43.3%. CONCLUSIONS: Patients who remained in an intensive care unit for 72 hours or longer exhibited a reduced functional capacity and an increased degree of dependence during the first week after intensive care unit discharge. In addition, the incidence of depressive symptoms, anxiety, and sleep disorders was high among that population. <![CDATA[Nursing workload in public and private intensive care units]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300225&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar pacientes de unidades de terapia intensiva públicas e privadas segundo carga de trabalho e intervenções de enfermagem. MÉTODOS: Estudo comparativo, tipo coorte retrospectivo, com 600 pacientes internados em 4 unidades de terapia intensiva localizadas em São Paulo. A carga de trabalho e as intervenções de enfermagem foram identificadas pelo Nursing Activities Score nas primeiras e últimas 24 horas de permanência do paciente na unidade de terapia intensiva. Os testes do qui-quadrado de Pearson, exato de Fisher, t de Student e Mann-Whitney foram utilizados na comparação dos grupos. RESULTADOS: A média do Nursing Activities Score calculado na admissão da unidades de terapia intensiva foi 61,9 e, na saída, de 52,8. Diferenças significativas foram encontradas entre os pacientes admitidos nas unidades de terapia intensiva públicas e privadas em relação ao Nursing Activities Score médio na admissão e em 12 das 23 intervenções de enfermagem realizadas nas primeiras 24 horas de internação na unidade crítica. Os pacientes internados nas unidades de terapia intensiva públicas apresentaram maior valor médio do escore e, em geral, tiveram maior frequência de intervenções, exceto àquelas relacionadas a "cuidados com drenos", "mobilização e posicionamento", e "hiperalimentação intravenosa". Os grupos também diferiram em relação à evolução do Nursing Activities Score entre admissão e saída da unidade de terapia intensiva na casuística total e entre os sobreviventes. CONCLUSÃO: Pacientes internados em unidades de terapia intensiva públicas e privadas apresentam particularidades em relação à demanda de cuidados requerida e tal achado pode subsidiar os gestores na busca de um adequado dimensionamento da equipe de enfermagem. <hr/> OBJECTIVE: This study sought to compare patients at public and private intensive care units according to the nursing workload and interventions provided. METHODS: This retrospective, comparative cohort study included 600 patients admitted to 4 intensive care units in São Paulo. The nursing workload and interventions were assessed using the Nursing Activities Score during the first and last 24 hours of the patient's stay at the intensive care unit. Pearson's chi-square test, Fisher's exact test, the Mann-Whitney test, and Student's t test were used to compare the patient groups. RESULTS: The average Nursing Activities Score upon admission to the intensive care unit was 61.9, with a score of 52.8 upon discharge. Significant differences were found among the patients at public and private intensive care units relative to the average Nursing Activities Score upon admission, as well as for 12 out of 23 nursing interventions performed during the first 24 hours of stay at the intensive care units. The patients at the public intensive care units exhibited a higher average score and overall more frequent nursing interventions, with the exception of those involved in the "care of drains", "mobilization and positioning", and "intravenous hyperalimentation". The groups also differed with regard to the evolution of the Nursing Activities Score among the total case series as well as the groups of survivors from the time of admission to discharge from the intensive care unit. CONCLUSION: Patients admitted to public and private intensive care units exhibit differences in their nursing care demands, which may help managers with nursing manpower planning. <![CDATA[Correlation of the EuroSCORE with the onset of postoperative acute kidney injury in cardiac surgery]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300233&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar se há correlação entre valores do EuroSCORE e o risco de desenvolver lesão renal aguda em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca. MÉTODOS: Estudo retrospectivo, realizado em hospital terciário, em pacientes consecutivos com indicação para abordagem cirúrgica cardíaca (valvares, isquêmicas e congênitas) entre outubro de 2010 a julho de 2011. RESULTADOS: Foram avaliados cem pacientes. Destes, seis foram excluídos (cinco por doença renal ou terapia dialítica prévias e um devido a informações incompletas no prontuário médico). As principais indicações cirúrgicas foram revascularização miocárdica em 55 pacientes (58,5% dos casos) e trocas valvares em 28 pacientes (29,8%). Conforme o EuroSCORE, 55 pacientes foram classificados como risco alto (58,5%), 27 pacientes como risco médio (28,7%) e 12 pacientes como risco baixo (12,8%). No período pós-operatório, 31 pacientes (33%) evoluíram com aumento da creatinina sérica (18 (19,1%) RIFLE "R"; 7 (7,4%) RIFLE "I"; e 6 (6,5%) RIFLE "F"). Na amostra considerada de alto risco pelos critérios do EuroSCORE, 24 pacientes (43,6%) apresentaram comprometimento renal agudo. Nos pacientes classificados como de médio e de baixo risco, ocorreu lesão renal aguda em 18,5 e 16,6% dos casos, respectivamente. A associação entre a estratificação de risco (baixo, médio e alto) do EuroSCORE e o escore do RIFLE pós-operatório foi estatisticamente significante (p=0,03). CONCLUSÃO: Na população estudada, houve correlação estatisticamente significante entre o EuroSCORE e o risco de desenvolvimento de lesão renal aguda no pós-operatório de cirurgia cardíaca. <hr/> OBJECTIVE: The objective of this study was to assess the correlation between the European System for Cardiac Operative Risk Evaluation (EuroSCORE) score and the risk of developing acute kidney injury in cardiac surgery patients. METHODS: This retrospective study was conducted at a tertiary hospital on consecutive cardiac surgery patients (e.g., valvular, ischemic and congenital heart diseases) between October 2010 and July 2011. RESULTS: One hundred patients were assessed. Among the 100 patients, six were excluded, including five because of prior kidney disease or dialysis therapy and one because of incomplete medical records. The primary surgical indications were myocardial revascularization in 55 patients (58.5% of cases) and valve replacement in 28 patients (29.8%). According to the EuroSCORE, 55 patients were classified as high risk (58.5%), 27 patients as medium risk (28.7%) and 12 patients as low risk (12.8%). In the postoperative period, patients were classified with the Risk, Injury, Failure, Loss and End-stage kidney disease (RIFLE) score. Among the 31 patients (33%) who displayed an increase in serum creatinine, 18 patients (19.1%) were classified as RIFLE "R" (risk), seven patients (7.4%) were classified as RIFLE "I" (injury) and six patients (6.5%) were classified as RIFLE "F" (failure). Among the patients who were considered to be high risk according to the EuroSCORE criteria, 24 patients (43.6%) showed acute kidney injury. Among the patients who were classified as medium or low risk, acute kidney injury occurred in 18.5 and 16.6% of the cases, respectively. The correlations between risk stratification (low, medium and high) and the EuroSCORE and postoperative RIFLE scores were statistically significant (p=0.03). CONCLUSION: In the studied population, there was a statistically significant correlation between the EuroSCORE and the risk of developing acute kidney injury in the postoperative period after cardiac surgery. <![CDATA[Healthcare associated infections caused by coagulase-negative <italic>Staphylococci</italic> in a neonatal intensive care unit]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300239&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar as infecções relacionadas à assistência à saúde, em unidade de terapia intensiva neonatal, causadas pelo Staphylococcus coagulase negativa, verificando o perfil de sensibilidade antimicrobiana e possíveis esquemas antibióticos eficazes. MÉTODOS: Estudo descritivo retrospectivo de uma série de casos de infecções relacionadas à assistência à saúde tardias de origem hospitalar atribuída ao Staphylococcus coagulase negativa, avaliando o perfil de sensibilidade antimicrobiana. Foram estudados os recém-nascidos internados entre 1º de janeiro de 2010 a 30 de junho de 2012 em uma unidade de terapia intensiva neonatal da cidade do Rio de Janeiro, sendo todos os pacientes oriundos de outras unidades. RESULTADOS: Foram admitidos 765 pacientes, totalizando 3.051 pacientes-dia e uma densidade de incidência de infecção geral de 18,9 por 1.000 pacientes-dia. A taxa de utilização de cateteres venosos centrais foi de 71,6% e a positividade das culturas de todos os sítios para todas as infecções relacionadas à assistência à saúde foi de 68,4%. O Staphylococcus coagulase negativa foi implicado em 11 (19,2%) das 57 infecções relacionadas à assistência à saúde e Klebsiela pneumoniae produtor de betalactamase de espectro estendido e Candida sp em 5 ocasiões cada. Das 11 infecções, 10 (90,9%) foram atribuídas a infecções primárias de corrente sanguínea. A sensibilidade dos isolados de Staphylococcus coagulase negativa em relação à vancomicina, clindamicina, ciprofloxacin, oxacilina e gentamicina foi de 100%, 81,8%, 72,7%, 27,2%, 22,2%, respectivamente. Não houve óbito atribuído diretamente à infecção por Staphylococcus coagulase negativa. CONCLUSÃO: O Staphylococcus coagulase negativa foi o principal agente encontrado nas infecções relacionadas à assistência à saúde tardias de origem hospitalar, sendo baixas as taxas de infecções relacionadas a cateter venoso central. Em hospitais semelhantes ao aqui estudado, com elevado perfil de resistência à oxacilina, a vancomicina pode ser utilizada como terapêutica inicial, sendo também a clindamicina uma alternativa viável. <hr/> OBJECTIVE: This study sought to evaluate infections related to health care caused by coagulase-negative Staphylococci in a neonatal intensive care unit by assessing antimicrobial susceptibility profiles and potentially effective antibiotic regimens. METHODS: This was a retrospective descriptive study performed on a case series of healthcare-associated infections, and the antimicrobial susceptibility profiles were evaluated. Newborns from other hospitals who were admitted to a neonatal intensive care unit in Rio de Janeiro between January 1, 2010, and June 30, 2012, were studied. RESULTS: In total, 765 patients were admitted, totaling 3,051 patient-days, and the incidence density of general infection was 18.9 per 1,000 patient-days. The rate of central venous catheter use was 71.6%, and the positive culture rate for all sites and all infections related to health care were 68.4%. Coagulase-negative Staphylococci were identified in 11 (19.2%) of 57 health care-related infections, and infections with extended-spectrum beta-lactamase producing Klebsiella pneumoniae and Candida sp. constituted 5 cases each. Of the 11 cases of coagulase-negative Staphylococci, 10 (90.9%) were primary bloodstream infections. The sensitivity of the coagulase-negative Staphylococci isolates to vancomycin, clindamycin, ciprofloxacin, oxacillin and gentamycin was 100%, 81.8%, 72.7%, 27.2% and 22.2%, respectively. There were no deaths directly attributed to coagulase-negative Staphylococci infection. CONCLUSION: Coagulase-negative Staphylococci was the main agent identified in healthcare-associated infections, with low rates of infections related to central venous catheter. In hospitals with a high oxacillin resistance profile, similar to those included in this study, vancomycin may be used as an initial therapy, although clindamycin represents a viable alternative. <![CDATA[Early nasal injury resulting from the use of nasal prongs in preterm infants with very low birth weight: a pilot study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300245&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar, em recém-nascidos de muito baixo peso e com indicação de ventilação não invasiva via pronga nasal, a incidência do aparecimento precoce de lesão nasal. MÉTODOS: Série de casos prospectiva de nascidos com idade gestacional &lt;37 semanas, peso &lt;1.500g e idade pós-natal &lt;29 dias. Os pacientes foram avaliados desde a instalação da pronga nasal até o 3o dia de uso, três vezes ao dia. Foram analisadas as condições clínicas dos pacientes, características do dispositivo e de sua aplicação. A análise inicial foi descritiva, verificando-se a prevalência de lesão nasal bem como os fatores a ela associados. Os dados categóricos foram analisados por qui-quadrado ou exato de Fisher e os dados numéricos, por teste t ou Mann-Whitney. RESULTADOS: Dezoito recém-nascidos foram incluídos, dos quais 12 (idade gestacional de 29,8±3,1 semanas, peso ao nascer de 1.070±194g e Score for Neonatal Acute Phisiology - Perinatal Extension (SNAPPE) de 15,4±17,5) evoluíram com lesão nasal (Grupo Lesão) e 6 (idade gestacional de 28,0±1,9 semanas, peso de 1.003±317g e SNAPPE de 26,2±7,5) não apresentaram lesão nasal (Grupo Sem Lesão). No Grupo Lesão, houve maior frequência do gênero masculino (75% versus 17%), a lesão apareceu em média após 18 horas e predominantemente no período notur no (75%). CONCLUSÃO: A incidência de lesão nasal em prematuros submetidos à ventilação não invasiva via pronga nasal foi elevada, sendo possível planejar estudo dos fatores associados, com base neste piloto. <hr/> OBJECTIVE: To analyze the incidence of early-onset nasal injury in infants with very low birth weight and indication for noninvasive ventilation via nasal prongs. METHODS: A prospective case series of infants with gestational age &lt;37 weeks, weight &lt;1.500 g and postnatal age &lt;29 days. The patients were evaluated three times daily from the installation of nasal prongs to the 3rd day of use. The patients' clinical conditions and the device's characteristics and its application were analyzed. The initial analysis was descriptive, indicating the prevalence of nasal injury and factors associated with it. Categorical data were analyzed using the chi-squared test or Fisher's exact test, and numerical data were analyzed using the t-test or the Mann-Whitney test. RESULTS: Eighteen infants were included; 12 (with a gestational age of 29.8±3.1 weeks, birth weight of 1.070±194 g and a Score for Neonatal Acute Physiology - Perinatal Extension (SNAPPE) of 15.4±17.5) developed nasal injuries (injury group), and 6 (with a gestational age of 28.0±1.9 weeks, weight of 1.003±317 g and SNAPPE of 26.2±7.5) showed no nasal injury (uninjured group). The injury group subjects were more often male (75% versus 17%), and their injuries appeared after an average of 18 hours, predominantly during the night (75%). CONCLUSION: The incidence of nasal injury in preterm infants who experienced noninvasive ventilation via nasal prongs was high, and a study of associated factors may be planned based on this pilot. <![CDATA[Impact of renal replacement therapy on the respiratory function of patients under mechanical ventilation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300251&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar o comportamento da oxigenação e da mecânica ventilatória em pacientes com suporte ventilatório após a realização de hemodiálise. MÉTODOS: Estudo realizado na unidade de terapia intensiva geral de um hospital público terciário. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, sob ventilação mecânica, com necessidade de suporte dialítico. Cada paciente foi submetido a duas avaliações (pré e pós-diálise) referentes a parâmetros cardiovasculares e ventilatórios, mecânica ventilatória e avaliação laboratorial. RESULTADOS: Foram incluídos 80 pacientes com insuficiência renal aguda e crônica. A análise da mecânica ventilatória demonstrou que houve redução da pressão de platô e aumento da complacência estática, após diálise, independentemente da redução da volemia. Pacientes com insuficiência renal aguda também apresentaram redução da pressão de pico (p=0,024) e aumento da complacência dinâmica (p=0,026), enquanto pacientes com insuficiência renal crônica apresentaram aumento da pressão resistiva (p=0,046) e da resistência do sistema respiratório (p=0,044). No grupo de pacientes sem perda volêmica, após diálise, observou-se aumento da pressão resistiva (p=0,010) e da resistência do sistema respiratório (p=0,020), enquanto no grupo com perda &gt;2.000mL observou-se redução da pressão de pico (p=0,027). Não houve alteração na PaO2 e nem na relação PaO2/FiO2. CONCLUSÃO: A hemodiálise foi capaz de alterar a mecânica do sistema respiratório, especificamente reduzindo a pressão de platô e aumentando a complacência estática, independente da redução da volemia. <hr/> OBJECTIVE: To assess the oxygenation behavior and ventilatory mechanics after hemodialysis in patients under ventilatory support. METHODS: The present study was performed in the general intensive care unit of a tertiary public hospital. Patients over 18 years of age under mechanical ventilation and in need of dialysis support were included. Each patient was submitted to 2 evaluations (pre- and post-dialysis) regarding the cardiovascular and ventilatory parameters, the ventilatory mechanics and a laboratory evaluation. RESULTS: Eighty patients with acute or chronic renal failure were included. The analysis of the ventilatory mechanics revealed a reduction in the plateau pressure and an increased static compliance after dialysis that was independent of a reduction in blood volume. The patients with acute renal failure also exhibited a reduction in peak pressure (p=0.024) and an increase in the dynamic compliance (p=0.026), whereas the patients with chronic renal failure exhibited an increase in the resistive pressure (p=0.046) and in the resistance of the respiratory system (p=0.044). The group of patients with no loss of blood volume after dialysis exhibited an increase in the resistive pressure (p=0.010) and in the resistance of the respiratory system (p=0.020), whereas the group with a loss of blood volume &gt;2,000mL exhibited a reduction in the peak pressure (p=0.027). No changes in the partial pressure of oxygen in arterial blood (PaO2) or in the PaO2/the fraction of inspired oxygen (PaO2/FiO2) ratio were observed. CONCLUSION: Hemodialysis was able to alter the mechanics of the respiratory system and specifically reduced the plateau pressure and increased the static compliance independent of a reduction in blood volume. <![CDATA[Manual hyperinflation in airway clearance in pediatric patients: a systematic review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2013000300258&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar, na literatura, a aplicação da hiperinsuflação manual como técnica de fisioterapia respiratória em pediatria, considerando a desobstrução das vias aéreas como desfecho principal. MÉTODOS: Revisão realizada nas bases eletrônicas Lilacs, Biblioteca Cochrane, Medline (via Biblioteca Virtual em Saúde e Pubmed), SciELO e PEDro (período de 2002 a 2013), utilizando os descritores: "physiotherapy (techniques)" "respiratory therapy" "intensive care" e "airway clearance". Os estudos foram selecionados e classificados por nível de evidência e recomendação (método Oxford Centre for Evidence-Based Medicine) por dois avaliadores, e um terceiro avaliador refez a pesquisa e conferiu a classificação dos artigos. RESULTADOS: Foram inclusos 3 estudos, que somaram 250 crianças (de zero a 16 anos). Os principais diagnósticos encontrados foram: insuficiência respiratória aguda, pós-operatório de cardiopatias congênitas e abdominais alta, transplante de medula óssea, asma, reconstrução traqueal, lesão cerebral, lesão de vias aéreas e doenças pulmonares heterogêneas. Os estudos foram classificados em nível de evidência 2C e grau de recomendação C. CONCLUSÕES: A hiperinsuflação manual parece ser útil para a desobstrução das vias aéreas nessa população, embora as evidências da literatura sejam ainda insuficientes. Assim, são necessários estudos controlados e randomizados para determinar a segurança e a eficácia da hiperinsuflação manual em pediatria. A mesma deve ser realizada somente por fisioterapeutas treinados. <hr/> OBJECTIVE: To perform an assessment of the available literature on manual hyperinflation as a respiratory physical therapy technique used in pediatric patients, with the main outcome of achieving airway clearance. METHODS: We reviewed articles included in the Lilacs (Latin American and Caribbean Literature on Health Sciences/Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Cochrane Library, Medline (via Virtual Health Library and PubMed), SciELO (Scientific Electronic Library), and PEDro (Physiotherapy Evidence Database) databases from 2002 to 2013 using the following search terms: "physiotherapy (techniques)", "respiratory therapy", "intensive care", and "airway clearance". The selected studies were classified according to the level of evidence and grades of recommendation (method of the Oxford Centre for Evidence-Based Medicine) by two examiners, while a third examiner repeated the search and analysis and checked the classification of the articles. RESULTS: Three articles were included for analysis, comprising 250 children (aged 0 to 16 years). The main diagnoses were acute respiratory failure, recovery following heart congenital disease and upper abdominal surgery, bone marrow transplantation, asthma, tracheal reconstruction, brain injury, airway injury, and heterogeneous lung diseases. The studies were classified as having a level of evidence 2C and grade of recommendation C. CONCLUSIONS: Manual hyperinflation appeared useful for airway clearance in the investigated population, although the evidence available in the literature remains insufficient. Therefore, controlled randomized studies are needed to establish the safety and efficacy of manual hyperinflation in pediatric patients. However, manual hyperinflation must be performed by trained physical therapists only.