Scielo RSS <![CDATA[Revista Estudos Feministas]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-026X20170001&lang=es vol. 25 num. 1 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Editorial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100005&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Rape Culture - the implicit practice of the incitement of sexual violence against women]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100009&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: O objetivo desse artigo é propor, através de pesquisa teórica bibliográfica, uma reflexão sobre quais mecanismos sistêmicos e culturais promovem a cultura do estupro como, também, protegem o estuprador e anulam os direitos das vítimas. Em uma pesquisa focada na violência sexual contra a mulher, buscamos observar quais formas de violência simbólica resultam nesse tipo de violência. A ideia é desconstruir a imagem mítica tanto da vítima quanto do próprio estuprador como meio de revelar, para além do ideário popular, o que, de fato, é estupro. E uma vez elucidando o status do estuprador e da vítima, buscamos demonstrar como o estupro é, acima de tudo, uma das formas mais difundidas da violência de gênero.<hr/>Abstract: The objective of this article is to propose, through bibliographical research, a discussion about which are the systemic and cultural mechanisms that promote the rape culture while protecting the rapist and canceling out the victim’s right. In a focusing sexual violence against the woman, we seek to observe which are the forms of symbolic violence which result in this kind of de violence. The idea is to deconstruct the popular, mythical, image of both victims and perpetrators, and, in doing so, clarifying our concept of rape. Once we clarify the status of both victims and perpetrators, we will be able to demonstrate how rape is above all one of the most widespread forms of gender violence. <![CDATA[Redefining the frontiers of the Post-colonial. The Romani Feminism in the XXI<sup>st</sup> Century]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100031&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: Este texto pretende apresentar o fenômeno do feminismo romani (cigano) que, a partir do começo do século XXI, está se desenvolvendo em vários países europeus e das Américas com a intenção de empoderar as mulheres ciganas no seio das comunidades e da sociedade majoritária. Desenvolvendo uma perspectiva interseccional em termos de gênero, raça e classe, as autoras ciganas, ativistas e acadêmicas, se colocam em diálogo com as correntes feministas pós-coloniais, em particular, com o feminismo negro e chicano norte-americanos. Nesta ótica, o feminismo romani propõe uma redefinição das fronteiras do pós-colonial, enfatizando novos espaços de subalternidade e de luta, e atravessando territórios geográficos-simbólicos que costumamos pensar como centrais e hegemônicos.<hr/>Abstract: This text tries to introduce the recent phenomenon of Romani Feminism that, from the beginning of the XXIst century, is spreading in many European countries and in America aiming at empowering Romani women in their communities and in the majority society. Using an intersectional perspective articulating gender, race and class, gypsy feminists, activists and academics, discuss with the most important post-colonial feminist currents, and in particular, with American Black Feminism and Chicano Feminism. In this view, Romani Feminism invites us to redefine post-colonial borders, thus emphasizing new spaces of subalternity and of struggles, and crossing geographic and symbolic lands which we usually think as central and hegemonic. <![CDATA[Hacia la búsqueda de vidas vivibles. El caso de las <em>Feministes Indignades</em> en Barcelona]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100051&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: El presente artículo proviene de la etnografía de Feministes Indignades, una comisión del 15M que − según nuestra apreciación − estaba en transición hacia un colectivo feminista. Las ideas que aquí se presentan buscan argumentar que este espacio de reflexión y práctica política presenta diferentes rasgos acordes con lo que se conoce como tercera ola feminista, cuyo rasgo más relevante es el de poner el cuidado en el centro y rescatar la sostenibilidad de la vida. A través de esto − que ellas denominan vidas vivibles −, estas militantes ofrecen una apuesta por una economía feminista como solución al problema de la crisis que no es tal sino que se llama capitalismo, como dicen los y las participantes del 15M.<hr/>Abstract: This paper comes from the ethnography of Feministes Indignades, a commission from 15M movement, which, according to our opinion, was in transition to become a feminist collective. The ideas presented here seek to argue that this space of reflection and political practice has different traits − the most important of which is to put caring in the center and rescue the sustainability of livelihoods − consistent with what is known as the third wave feminism. Through this, that they called livable lives, these militants offer a bet for a feminist economy as a solution to the crisis that is nothing else than capitalism, as the 15M participants usually say. <![CDATA[Black Man and Man is Black: masculinities and black feminism in debate]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100073&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: De início, situamos a emergência dos conceitos Blackness, Black Experience e de interseccionalidades no marco da história do pensamento feminista negro, marcadamente nos Estados Unidos. Depois, por considerar que bell hooks e Patricia Collins elaboraram reflexões teóricas sobre homens e masculinidades negras a partir de uma perspectiva interseccional, damos destaque aos textos por elas elaborados, ao buscarmos pontuar, com outros autores e autoras, dentro ou fora do Brasil, de que modo estes mobilizaram ideias e perspectivas de análise que estejam ou não em conexão vinculativa com os posicionamentos teóricos dessas autoras. E, finalmente, o nosso interesse é de tornar ainda mais elucidativa a necessidade da discussão de estereótipos que possam contribuir na construção de outros sentidos, outras narrativas, outras versões acerca do debate proposto.<hr/>Abstract: For this article, at first, we situate the emergence of concepts Blackness, Black Experience and intersectionalities in the context of the history of black feminist thought in the United States. Then, considering that bell hooks and Patricia Collins elaborated analyzes and theoretical reflections on black men and masculinities from an intersectional perspective, we seek score with other authors in Brazil and abroad, how mobilized ideas and perspectives of analyzes that are binding or not in connection with the theoretical positions of both authors. Finally, our interest is to become evident in need of discussion of stereotypes that can contribute to the construction of other senses, other narratives, other versions on the chosen debate. <![CDATA[Feminist contributions to studies on women's imprisonment]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100099&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: Apesar de representar menos de 10% da população prisional, observa-se um aumento significativo no número de mulheres presas em Minas Gerais. Enquanto, em 2003, contávamos 238 presas, no fim de 2013, já contabilizávamos mais de 2.805 mulheres custodiadas em cadeias, presídios e penitenciárias mineiras. Entretanto, o aprisionamento de mulheres e a participação dessas em atos criminais ainda são recorrentemente analisadas pelo viés do exotismo, como se essa vinculação fosse ‘antinatural’ para as representantes do sexo feminino, carecendo de explicações que vão do economicismo à moralidade, onde a condição financeira, a parceria amorosa, a sexualidade exacerbada, a falta de caráter e/ou a perversidade aparecem como as explicações predominantes para o envolvimento das mulheres com a criminalidade. Ao nos remetermos à história das punições sob as lentes das teorias feministas, buscamos adentrar um campo de estudos restrito e muito tradicional, ressaltando a importância de analisarmos as instituições prisionais para mulheres a partir das experiências das presas, buscando compreender e questionar os imperativos de seletividade e controle que caracterizam o nosso sistema penal, os quais forjam naturalizações e encobrem processos sócio-históricos que contribuem para a captura de determinadas mulheres e as condenam à privação da liberdade.<hr/>Abstract: Despite representing less than 10% of the prison population, there is a significant increase in the number of women prisoners in Minas Gerais. While in 2003 we had 238 women arrested, by the end of 2013 we already accounted more than 2,805 women in custody in Minas’ chains, prisons and penitentiaries. However, the imprisonment of women and their participation in criminal acts are still recurrently analyzed from the perspective of exoticism, as if this link was 'unnatural' for female representatives, with explanations ranging from economism and morality, where the financial situation, loving partnership, exacerbated sexuality, lack of character and / or wickedness appear as the predominant explanation for women's involvement in crime. As we go back in the history of punishments under the lens of feminist theories, we enter in a restricted and very traditional field of studies, emphasizing the importance of analyzing the women’s prisons from the prisoners’ experiences, seeking to understand and question the selectivity and control requirements that characterize our penal system, forging naturalization and covering socio-historical processes that contribute to the capture of certain women and condemn them to deprivation of liberty. <![CDATA[Gender, sex and race and the formation of females subjectivities in Cuba, XIX Century]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100117&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: Os estudos de gênero sobre o século XIX cubano têm privilegiado as mulheres escritoras. Para a aproximação a esses discursos, existem várias teorias nos campos literários e feministas. Porém, a incidência da classe, da raça, do sexo nas relações de gênero1 e na formação das subjetividades2 femininas entre setores populares é um tema menos estudado e, sobretudo, a permanência das matrizes africanas na nova situação. Neste trabalho, busco relacionar esses conceitos com o foco nas negras e nas pardas escravas, sem abandonar a interpretação social mais abrangente. As fontes escritas sobre o assunto são fragmentadas, além das distorções sofridas pela interpretação de um terceiro: procurador de justiça, síndico de escravos, escrevente e até historiadores e editores que participaram na organização das mesmas. O estudo aborda os processos de transformação das relações de gênero e das subjetividades femininas, criando formas diferentes dentro do gênero, pela autonomia de negras e mulatas em relação às normativas masculinas brancas dominantes. Tenta-se dar uma orientação mais fluida aos conceitos com o intuito de aprofundar as transformações operadas, tanto na relação entre os sexos como entre os gêneros, assim como nos paradoxos que derivaram das mudanças sociais no século XIX cubano. Interessa conhecer o processo pelo qual as mulheres negras e pardas, ainda na marginalidade social à qual foram lançadas, já livres ou na escravidão, foram capazes de reconstruir relações sociais com um grande peso do acervo cultural africano, embora este fosse rejeitado pelas instituições dominantes: a Igreja, a família branca e o Estado.<hr/>Abstract: Studies of gender in the XIX century have privileged women writers. To approach these discourses there are several theories in the literary and feminist fields. However, this incidence of class, race, sex in gender relations and in the formation of feminine subjectivities is a theme which has been less studied. In this article I aim to relate these concepts with a focus on Black and Brown-skinned slaves, without abandoning the wider social interpretation. The written sources on this issue are fragmentary, in addition to distortions suffered by the interpretation of a third person: public prosecutor, liquidator of slaves, scribe and even historians and editors who participated in the organization of these written sources. The study presented deals with the processes of transformation of gender relations and feminine subjectivities with the unusual increase in the number of slaves in the nineteenth century Cuban. <![CDATA[Narratives on conjugality of women who relate to <em>cross-dressers</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100147&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: Este texto discute dados coletados em pesquisa com mulheres que se identificam como “esposas” ou “S/O’s” de homens que “praticam crossdressing”. É, também, um desdobramento de minha tese de Doutorado, sobre como homens que se identificam como crossdressers negociam esta prática em suas vidas cotidianas. A pesquisa parte de uma etnografia e é complementada por entrevistas semiestruturadas com estas mulheres. Busca-se compreender como elas lidam com as tensões relativas às convenções sobre gênero e sexualidade e com o manejo de segredo ao conviverem com esta prática. Também se discute como o crossdressing impacta a vida privada e a afetivo-sexual/conjugal de pessoas que se montam, em especial, naqueles casos em que os desejos e práticas relativas ao crossdressing do cônjuge foram revelados após vários anos de casamento.<hr/>Abstract: This paper discusses data collected on research with women that identifies themselves as “wives” or “SO’s” of men who “practice cross-dressing”. It is also an outgrowth of my doctoral thesis on how men who identify as crossdressers negotiate this practice in their everyday lives. The research part of an ethnography and is complemented by semi-structured interviews with these women. We seek to understand how these women deal with tensions relating to gender and sexuality conventions and the managing of the secret to living with this practice. It also discusses how crossdressing impacts privacy and affective-sexual/conjugal of people who dresses up as the opposite sex, especially in those cases where the wishes and practices relating to crossdressing of the spouse were revealed after several years of marriage. <![CDATA[Maternidad y prostitución ¿contradictorias y excluyentes?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100167&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: Se presenta un estudio que exploró en las vivencias de maternidad de mujeres que ejercen la prostitución a nivel de vía pública. Así, se enfocó la maternidad como una institución social vinculada a imaginarios prescriptivos y a políticas de control de género; y a su vez, se entendió la prostitución como institución patriarcal que estigmatiza a las mujeres que la ejercen. En base al análisis de entrevistas en profundidad realizadas en Barcelona, los resultados dan cuenta que el ʻideal maternalʼ convive con el estigma de la prostitución, aunque no se interioriza negativamente, pues se desarrollan estrategias para gestionar la maternidad en el marco de una ʻvida ocultaʼ; sin embargo, también se vislumbra que esta gestión implica vivenciar experiencias muchas veces contradictorias en el marco del ejercicio de la prostitución.<hr/>Summary: This paper presents a study that explored the experiences of motherhood in women who are involved in street prostitution. For this work, motherhood is focused as a socially constructed institution linked to prescriptive social imaginary and gender control policies; and, in turn, prostitution was understood as a patriarchal social institution where the associated stigma brands the experience of those women who exercise it. Based on the analysis of in-depth interviews conducted in Barcelona the results show that the ‘maternal ideal’ lives with the stigma of prostitution, although not negatively internalized as they have develop strategies to manage motherhood within a ʻhidden lifeʼ; however, it is also envisaged that this management involves living often contradictory experiences in the exercise of prostitution. <![CDATA[El aporte de las familias y las mujeres a los cuidados no remunerados en salud en Uruguay]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100187&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: Considerando el creciente protagonismo de los cuidados en la agenda pública y de investigación en Uruguay, el presente artículo se enfoca en un tipo de cuidado prestado en forma no remunerada que requiere mayor visualización: el cuidado no remunerado en salud. Se propone responder a las siguientes interrogantes: ¿Quiénes asumen los costos del cuidado no remunerado en salud en Uruguay?, ¿Qué perfil tienen las personas cuidadoras no remuneradas en salud?, ¿A quiénes cuidan? ¿Cuál es el vínculo que mantienen con el sistema institucional de salud? Para ello, utiliza información proveniente de la Encuesta Nacional de Cuidados No Remunerados en Salud, realizada por el Grupo de Investigación Sociología de Género, de la cual las autoras son integrantes. Dicha Encuesta es representativa de la población uruguaya, está basada en una muestra bietápica y estratificada por nivel socioeconómico en la que se consultó a 1198 hogares sobre la realización de cuidados no remunerados en salud. Se demuestra que el cuidado en salud es mayormente realizado por integrantes del hogar, y de forma no remunerada. Las mujeres son las principales cuidadoras en salud, lo que da cuenta de la división sexual del trabajo existente en estas tareas. Por su parte, son las mujeres de mayor edad las que se dedican principalmente a proporcionar este cuidado, y esto es un rasgo distintivo de los cuidados en salud que los diferencia de los cuidados no remunerados cotidianos.<hr/>Abstract: Considering the growing importance of care in public agenda and research in Uruguay, this paper focuses on one type of unpaid care that requires more visualization: unpaid health care. It aims to answer the following questions: Who bears the costs of unpaid health care in Uruguay? What is the profile of unpaid caregivers in health care? What relationship do they have with the institutional health system? It uses information from the National Survey of Unpaid Health Care, conducted by the Research Group Sociology of Gender, of which the authors of this article are members. The survey is representative of the Uruguayan population, based on a two-stage sample stratified by socioeconomic level, where 1,198 homes were consulted about unpaid health. It demonstrates that health care is mostly done by household members, on unpaid basis. Women are the main caregivers in health, what shows the existing sexual division of labor in these tasks. In turn, it is older women who are mostly dedicated to such care, and this is a particular feature that differentiates the health care of unpaid everyday care.<hr/>Resumo: Considerando o crescente protagonismo dos cuidados na agenda pública y de pesquisa no Uruguai, o presente artigo está focado em um tipo de cuidado prestado de forma não remunerada que requer mais atenção: o cuidado não remunerado em saúde. Este estudo se propõe a responder às seguintes questões: Quem se responsabiliza pelos custos do cuidado não remunerado em saúde no Uruguai? Qual é o perfil das pessoas cuidadoras não remuneradas em saúde? A quem cuidam? Que vínculo mantém com o sistema institucional de saúde? Para tal propósito, a investigação usa informação proveniente da Encuesta Nacional de Cuidados No Remunerados en Salud (Questionário Nacional de Cuidados Não Remunerados em Saúde), realizada pelo Grupo de Investigación Sociología de Género, do qual as autoras são integrantes. Tal questionário, representativo da população uruguaia, está baseado em uma amostra de duas etapas e estratificado por nível socioeconómico, em que foram consultados 1.198 lares sobre a realização de cuidados não remunerados em saúde. Se demonstra que o cuidado em saúde é realizado principalmente por integrantes do lar, e de forma não remunerada. As mulheres são as principais cuidadoras em saúde, o que mostra a divisão sexual do trabalho existente nestas tarefas. Por sua vez, são as mulheres de mais idade que se dedicam principalmente a esses cuidados, e esta é uma característica particular que diferencia os cuidados com a saúde dos cuidados não remunerados cotidianos. <![CDATA[How low-income families in São Paulo reconcile work and family?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100215&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: Embora a participação das mulheres no mercado de trabalho tenha aumentado, a comparação entre a carga de responsabilidade familiar entre homens e mulheres e seus diferentes impactos na vida pessoal e profissional de pais e mães ainda é bastante desigual. Partindo de uma pesquisa representativa de 700 mães e pais com crianças pequenas e residentes em bairros de baixa renda em São Paulo, esse artigo analisa a diferença de gênero no mercado de trabalho, sua relação com as responsabilidades familiares e acesso a creches e pré-escolas para seus filhos nesta classe social. A análise desses dados permite concluir que os impactos do conflito trabalho-família são desproporcionais para as mães, independente de preferirem ou não permanecer no mercado de trabalho. Políticas de coparticipação do Estado e dos pais no cuidado são indicadas para redução desse conflito.<hr/>Abstract: While women’s labor force participation rates have increased in Brazil, unpaid care responsibilities remain unequally divided between mothers and fathers. Based on an original, representative survey of 700 mothers and fathers of young children in low-income neighborhoods in São Paulo, this article examines the gender differences in labor force participation, and its relationship to access to child care and family caregiving responsibilities. The analysis concludes that work-family conflicts and responsibility for children fall disproportionately on mothers, regardless of whether they prefer to remain active in the labor market or not. Policies that promote paternal and state co-responsibility are essential to reduce this conflict. <![CDATA[La mujer en los órganos de gobierno de la Universidad de Sevilla]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100241&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: En la universidad española actual existe una clara segregación horizontal por género, manifestada en la desigual distribución del alumnado, y otra vertical constatada en el desequilibrio en cuanto a la representación en los órganos de gobierno. En la Universidad de Sevilla el porcentaje de hombres casi duplica al de mujeres en el colectivo de Personal Docente e Investigador. Nuestro objetivo consiste en estudiar la imagen que la mujer en los órganos de gobierno de la US proyecta en el profesorado, para analizar posibles desequilibrios en función del género. Se trata de una investigación de carácter cuantitativo complementada con técnicas de corte cualitativo. La incorporación de la mujer a dichos órganos y la imagen que se proyecta evidencia sus aportaciones en pro de la mejora de la sociedad en que vivimos, a la vez que favorece el derribo del denominado “techo de cristal”.<hr/>Abstract: Nowadays Spanish universities present a horizontal segregation by gender, manifested by an unequal distribution of students, and a vertical segregation, manifested by the imbalance concerning representation in governmental bodies. In University of Seville the percentage of men is nearly twice the percentage of women among the teaching and research personnel. The aim of this paper is to study the image that women in the governmental bodies of the University of Seville project on the faculty, to analyze possible gender imbalance. This is a quantitative research complemented with qualitative techniques. The incorporation of women in such positions and the image projected highlight their contributions to the improvement of our society, favoring, also, the dismantlement of the so-called "glass ceiling".<hr/>Resumo: Nas universidades espanholas, hoje em dia, há uma clara segregação horizontal por gênero, manifestada na distribuição desigual de alunos, e uma vertical, que se verifica no desequilíbrio de representação nos órgãos de chefia da universidade. Na Universidade de Sevilha a porcentagem de homens é quase o dobro da de mulheres nos setores de Ensino e Pesquisa. Nosso objetivo consiste em estudar a imagem que a mulher nos órgãos representativos projeta no professorado, para analisar possíveis desequilíbrios em função do gênero. Esta é uma pesquisa quantitativa, completada com técnicas de corte qualitativo. A incorporação da mulher nesses órgãos e a imagem que se projeta evidencia suas contribuições para a melhoria da sociedade em que vivemos, ao mesmo tempo que favorece a derrubada do chamado “telhado de vidro”. <![CDATA[Gênero, sexualidades e mídias contemporâneas: do pessoal ao político]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100263&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: En la universidad española actual existe una clara segregación horizontal por género, manifestada en la desigual distribución del alumnado, y otra vertical constatada en el desequilibrio en cuanto a la representación en los órganos de gobierno. En la Universidad de Sevilla el porcentaje de hombres casi duplica al de mujeres en el colectivo de Personal Docente e Investigador. Nuestro objetivo consiste en estudiar la imagen que la mujer en los órganos de gobierno de la US proyecta en el profesorado, para analizar posibles desequilibrios en función del género. Se trata de una investigación de carácter cuantitativo complementada con técnicas de corte cualitativo. La incorporación de la mujer a dichos órganos y la imagen que se proyecta evidencia sus aportaciones en pro de la mejora de la sociedad en que vivimos, a la vez que favorece el derribo del denominado “techo de cristal”.<hr/>Abstract: Nowadays Spanish universities present a horizontal segregation by gender, manifested by an unequal distribution of students, and a vertical segregation, manifested by the imbalance concerning representation in governmental bodies. In University of Seville the percentage of men is nearly twice the percentage of women among the teaching and research personnel. The aim of this paper is to study the image that women in the governmental bodies of the University of Seville project on the faculty, to analyze possible gender imbalance. This is a quantitative research complemented with qualitative techniques. The incorporation of women in such positions and the image projected highlight their contributions to the improvement of our society, favoring, also, the dismantlement of the so-called "glass ceiling".<hr/>Resumo: Nas universidades espanholas, hoje em dia, há uma clara segregação horizontal por gênero, manifestada na distribuição desigual de alunos, e uma vertical, que se verifica no desequilíbrio de representação nos órgãos de chefia da universidade. Na Universidade de Sevilha a porcentagem de homens é quase o dobro da de mulheres nos setores de Ensino e Pesquisa. Nosso objetivo consiste em estudar a imagem que a mulher nos órgãos representativos projeta no professorado, para analisar possíveis desequilíbrios em função do gênero. Esta é uma pesquisa quantitativa, completada com técnicas de corte qualitativo. A incorporação da mulher nesses órgãos e a imagem que se projeta evidencia suas contribuições para a melhoria da sociedade em que vivemos, ao mesmo tempo que favorece a derrubada do chamado “telhado de vidro”. <![CDATA[Consuming Carmen Miranda: Dislocations and dissonances in the reception of an icon]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100269&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: From the perspective of cultural studies, in its dialogs with feminist and queer studies, this article analyzes the identification of various publics with Carmen Miranda based on the consumption of her filmic, musical and artistic products, accessing her professional trajectory in its imbrication with its various forms of reception. The focus will be on the negotiations of the artist with her publics, touching on how her career involved reconfigurations concerning aspects of gender, race and sexuality. It is based on a perspective that considers the dynamism of mass culture, considering possibilities for various forms of appropriation of cultural products, as well as shifts and dissonances in receptions. To analyze these aspects, the paper focuses on feminine receptions in Brazil and the United States, and those of a male homosexual public contemporary to her career.<hr/>Resumo: Dentro da perspectiva dos estudos culturais, em seus diálogos com os estudos feministas e queer, buscar-se-á analisar a identificação dos públicos com Carmen Miranda a partir do consumo de seus produtos fílmicos, musicais e artísticos, acessando sua trajetória profissional em sua imbricação com suas diversas formas de recepção. O foco será nas negociações da artista com seus públicos, tangenciando como sua carreira envolveu reconfigurações no que tange a aspectos de gênero, raça e sexualidade. Parte-se de uma perspectiva que lida com o dinamismo da cultura de massas, considerando as possibilidades de diversas formas de apropriação dos produtos culturais, bem como dos deslocamentos e dissonâncias nas recepções. Para analisar tais aspectos, focar-se-á as recepções femininas, brasileira e norte-americana, e do público homossexual masculino contemporâneos a sua carreira. <![CDATA[“How I became what I am”: an aesthetics of twist cinema in films from the 1960s and 1970s]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100291&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: The article analyzes the political and theoretical potentialof cinematographic language to express and rebuild the relationship between sexual and gender differences. As cultural products, the three films analyzed - A Casa Assassinada (1972), Sunday, bloody Sunday (1971) and Les Amities Particulières (1964) - allude to feminist issues of the time, as well as instigating a reading of gender beyond the narratives, by historicizing the visibility of the female body, heteronormativity, and the subversiveness of forbidden loves as represented through the films’ structure. The text argues, from a queer perspective, that the aesthetic nature of twist cinema, within the limits of each style and period, was precisely the boldness to run risks in its visual grammar, not making political concessions in challenging the moral canons of current society.<hr/>Resumo O artigo analisa as potencialidades políticas e teóricas da linguagem cinematográfica com enfoque nos modos como expressa e recria a relação entre sexualidade e diferenças de gênero. Na qualidade de produtos culturais, os três filmes analisados – A Casa Assassinada (1972), Sunday, Bloody Sunday (1971) e Les Amitiés Particulières (1964) – aludem à questões feministas da época, bem como instigam uma leitura para além das narrativas, pois imprimem uma perspectiva histórica à visualidade do corpo feminino, à heteronormatividade, aos amores imprecisos, indecisos e, por vezes, proibidos. O argumento do texto, a partir de uma perspectiva queer, é de que a ousadia estética que forjou o cinema de torções, dentro dos limites de cada estilo e época, foi justamente a de não fazer concessões políticas ao tratar de temas que desafiavam os cânones morais da sociedade vigente. <![CDATA[Body education: the series <em>Mulher</em> and the promotion of educational messages regarding medicine messages]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100315&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: O artigo apresenta uma reflexão sobre o seriado Mulher, exibido pela Rede Globo entre 1998 e 1999, dirigido ao público feminino e que concentrava uma intensa programação do chamado merchandising social voltado a temas médicos e preventivos. Através da narrativa sobre duas ginecologistas, o seriado tanto desenvolvia histórias melodramáticas e cômicas, como promovia intensamente uma série de mensagens voltadas aos temas da saúde feminina, valorizando noções de medicalização e cuidados com o corpo. O trabalho explora dois aspectos: parte do contexto (social e da emissora) em que se insere Mulher e como questões médicas e de tecnologia são apresentadas. Para interpretar o conteúdo do seriado, busca refletir sobre o merchandising e o uso de certa estrutura narrativa do melodrama que facilitaria um tom pedagógico, visando promover práticas de cuidado.<hr/>Abstract: This article reflects on a TV series called Mulher (Woman), exhibited by Rede Globo in 1998-1999, in Brazil, targeting female audiences. Particular attention is drawn to the intense social merchandising related to medical and preventive health matters throughout the series. The story of two gynecologists, depicted by means of a melodramatic and comic narrative, promotes messages on female health, valuing ideas concerning the care and medicalization of the body. This text discusses two aspects: the social context as well as the specific period in open TV broadcasting in which this series was produced; and how medical and technological issues are presented. In order to interpret the series’ content, the merchandising process as well as its use of a certain melodramatic narrative structure is analyzed. <![CDATA[Reconfigurações da intimidade]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100337&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: Em contraste com a era das mídias de massa (rádio e TV), desde a popularização da internet, no início do século XXI, as mídias digitais permitem a seu público ter um papel ativo não apenas na comunicação, mas na criação de conteúdos. Baseada em uma investigação em sites de relacionamento e aplicativos direcionados à busca de parcerias afetivas/amorosas/sexuais, privilegiando mulheres heterossexuais entre 30 e 50 anos que vivem, ou circulam, na cidade de São Paulo, proponho uma reflexão sobre hipervisibilização da intimidade. Nesse sentido, pergunto em que medida essa exposição a partir da mediação tecnológica (re)configura noções de intimidade - o que acontece quando os próprios sujeitos produzem os conteúdos? Ou se “produzem” para o mercado amoroso? Quais identificações estão em jogo na abundante e acelerada oferta de parceiros? Quais discursos/imagens são acionados? Ou, ainda, como a produção da informação ativa moralidades diversas? Ao final, argumento que a codificação dos sujeitos a partir da articulação de diferenças marcadas no corpo, mas também acionadas por meio dos objetos, é feita a partir das imaginações sobre a inserção de classe dos potenciais parceiros, um dos fatores fundamentais na eleição, associando “classe” a um tipo de masculinidade.<hr/>Abstract: In contrast to the era of mass media (radio and TV), since the popularization of the Internet in the early twenty-first century, digital media allow their audience to take an active role not only in communication, but in creating content. Based on a research on social networking sites and applications directed to the search for affective / loving / sexual partners, favoring heterosexual women between 30 and 50 years old, living in São Paulo, I propose a reflection on the exposure of intimacy. In this sense, I ask to what extent the exposure allowed by technological mediation (re)sets intimacy notions - what happens when the subjects themselves produce the content? Or "produce" it for the love market? What identifications are at stake in abundant, and accelerated, partner offer? What speeches / images are triggered? Or, how does this production activate different moralities? My argument is that the codification of subjects on the basis of the articulation of marked differences in the body, but also of objects, occurs through an imaginative construction of the social class of potential partners, one of the key factors in the election, being "class" associated to a specific kind of masculinity <![CDATA[Is Our Hope Cyborg? Subalternity, Recognition and “<em>Tretas</em>” on the Internet]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100347&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a. <![CDATA[Cis By Trans]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100365&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a. <![CDATA[A atualidade da obra de Mary Wollstonecraft]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100375&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a. <![CDATA[Empoderamento e interdisciplinaridade no combate às violências contra a mulher]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100379&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a. <![CDATA[Jogos digitais, identidade e identificação não-masculina / não-heterossexual]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100383&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a. <![CDATA[Cuidado, cidadania e consubstancialidade: questionando as definições de tempo, trabalho e valor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100389&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a. <![CDATA[Perspectivas feministas africanas e organizações de mulheres em Moçambique]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100393&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a. <![CDATA[ERRATA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2017000100397&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: This article is based on considerations about the limits and potentialities in the production of solidarity, through reciprocal recognition, in social interactions mediated by technology, involving mainly trans activists. Based on concepts of symbolic interactionism in face-to-face social interactions, I regard the conflicts present in political interactions on the internet and the transformation of “potential allies” into “enemies” or “adversaries” in the political struggle. In this analysis, I try to understand the political-academic exchanges involving categories such as “subalternity” and “intersectionality” in order to enter the delicate debate about the greater or lesser appreciation of political positions based on the “standpoint” of the subject and of his or her interlocutor.<hr/>Resumo: Este artigo parte de considerações sobre os limites e potencialidades de produção de solidariedade, através do reconhecimento recíproco, em interações sociais mediadas pela tecnologia envolvendo principalmente ativistas travestis e transexuais. Partindo de ideias do interacionismo simbólico sobre as interações sociais face a face, trato dos conflitos presentes em interações políticas na internet e da transformação de “potenciais aliadas/os” em “inimigas/os” ou “adversárias/os” na luta política. Nesta análise, busco perceber as trocas político-acadêmicas envolvendo categorias como “subalternidade” e “interseccionalidade” a fim de adentrar o delicado debate a respeito da maior ou menor valorização dos posicionamentos políticos a partir do “lugar de fala” do sujeito e de seu/sua interlocutor/a.