Scielo RSS <![CDATA[Revista Estudos Feministas]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-026X20120002&lang=en vol. 20 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>EDITORIAL</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Through steams & porno videos</b>: <b>homo/erotic dissident threads in the discoursive tapestry of aging men</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo analisa formas de regulação do gênero e da sexualidade em sua articulação com os discursos normativos acionados na produção discursiva do envelhecimento. Buscando problematizar os jogos de verdade que cercam as experimentações de homens idosos em práticas homo/eróticas, tratou-se neste estudo (resultado de uma tese de doutorado em Educação) de compreender como algo em torno de uma forma que o corpo toma é fabricado e descrito como verdade, produzindo sua materialidade (discursiva) 'abjeta'.<hr/>This article analyzes forms of regulation of gender and sexuality in their relationship with the normative discourses triggered by the discursive production of the 'aging'. Seeking the games of truth that surround the experience of elderly men with homo erotic practices, this study (the result of a doctoral thesis in Education) tried to understand how the modern discursive practices can build and materialize the aging body as "abject". <![CDATA[<b>Life stories of HIV+ women activists</b>: <b>changes and permanency</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Nesses anos de seu reconhecimento, a aids tem obrigado a desnaturalizar questões sociais e culturais construídas historicamente e que são parte dos signos, das normas e dos códigos que balizam a estrutura e a organização da sociedade, impondo outros olhares e novas perspectivas para a complexidade de questões relacionadas aos gêneros, aos corpos e à cultura. Considerando essa conjuntura, esta pesquisa foi realizada com quatro mulheres HIV+ ativistas no movimento de aids com o objetivo de apreender suas concepções sobre a doença, os contextos de vulnerabilidade que possibilitaram sua infecção, suas vulnerabilidades à reinfecção e as mudanças e permanências nos campos afetivo-conjugal e da maternidade, a partir da experiência da doença e da militância.<hr/>In these acknowledgment years, AIDS has obliged us to denaturalize social and cultural questions historically built, and that are part of the signs, rules and codes that mark out the society structure and organization, imposing other views and new perspectives towards the complex questions related to gender, bodies and culture. Taking this into consideration, this research was carried out with four HIV+ women activists in the AIDS movement with the objective of apprehending their conceptions about AIDS, the vulnerability contexts that made their infection possible, their vulnerabilities towards the reinfection, and changes and permanency in the affective-conjugal and motherhood fields, from the disease and activism experience. <![CDATA[<b>Political representation, group representation and quotas policy</b>: <b>feminist views and debates</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo foca no debate sobre representação política, representação especial de grupos e política de cotas com o objetivo de destacar os seus argumentos principais e mais controversos, explorando suas inconsistências, problematizando-os e estabelecendo um diálogo entre eles. Será considerado até que ponto o argumento por maior inclusão de membros de grupos sociais não hegemônicos em processos político-decisórios, através de mecanismos como as cotas, pode ser justificado desde uma perspectiva normativa. Dado o caráter polêmico do conceito de representação política e da noção de identidades e interesses de grupos, em que se justificaria essa demanda? Esta discussão será conduzida a partir de uma análise sobre o conceito de representação política, da noção de interesses, identidades e perspectivas de grupos, e de uma análise sobre os principais argumentos apresentados a favor das cotas e contra elas. O artigo foca na representação política das mulheres, estabelecendo assim um diálogo permanente com e entre perspectivas feministas.<hr/>This article focus on the debate of political representation, especial group representation, and the policy of quotas with the purpose of highlighting their main and most contentious arguments, exploring their inconsistencies, problematizing and establishing a dialogue between them. It will be considered to what extent the argument for the inclusion of non-hegemonic group members in the political decision making process, through means such as quotas, may be justified from a normative standpoint. Given the contentious character of the concept of political representation and of the notion of group identity and interest, to what extent could this demand be justified? This discussion will be carried out through a critical analysis on the meaning of political representation, the notion of group rights, interests, identities and perspectives, and the main arguments for and against quotas. The article will be centered on the debate about the political representation of women, establishing thus a close dialogue with and between feminist perspectives. <![CDATA[<b>Concepts of family within governmental programs for 'social inclusion' in Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo resulta de três pesquisas interligadas realizadas na Grande Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no período compreendido entre 2005 e 2010. A partir da perspectiva dos estudos culturais e de gênero pós-estruturalistas, e tomando gênero e vulnerabilidade como ferramentas teórico-metodológicas, examinamos três programas governamentais de 'inclusão social', perguntando-nos: as noções de família que são produzidas, veiculadas e modificadas neles contribuem para (re)produzir, diminuir ou manter a vulnerabilidade que se propõem a modificar ou romper? A partir desse exame, argumentamos que tais programas operam com uma gramática que institui 'a' família como alvo preferencial da 'inclusão social' e que eles interpelam determinados sujeitos e grupos sociais posicionando-os, ao mesmo tempo, tanto como responsáveis por problemas sociais complexos quanto por sua resolução.<hr/>This article has stemmed from three interconnected researches carried out in the metropolitan area of Porto Alegre/RS/Brazil from 2005 to 2010. From the perspective of post-structuralist Cultural and Gender Studies, and considering gender and vulnerability as theoretical and methodological tools, we investigated three governmental programs for "social inclusion". The investigation was based on the question: Do the notions of family produced, spread and modified within the programs contribute to the (re)production, reduction or maintenance of the very vulnerability the programs aim at reducing? Based on this analysis, we have argued that those programs operate with a framework that institutes 'the' family as the major target of 'social inclusion' and they focus on certain individuals and social groups, making them responsible for both complex social problems and their solution. <![CDATA[<b>Do Muslim women really need to be saved?</b>: <b>anthropologic considerations on the cultural relativism and its others</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo explora a ética da atual "Guerra ao Terrorismo", perguntando se a antropologia, disciplina dedicada a entender a diferença cultural e a lidar com ela, pode nos fornecer apoio crítico para as justificações feitas sobre a intervenção no Afeganistão em termos de liberar ou salvar mulheres afegãs. Eu observo primeiramente os perigos da cultura de reificação, aparente nas tendências de afixar ícones culturais claros como as mulheres muçulmanas sobre confusas dinâmicas históricas e políticas. Posteriormente, chamando atenção para as ressonâncias entre discursos contemporâneos sobre igualdade, liberdade e direitos com antigos discursos coloniais e retórica missionária sobre mulheres muçulmanas, eu argumento que, em vez disso, nós precisamos desenvolver uma séria avaliação das diferenças entre as mulheres no mundo - como produtos de histórias diferentes, expressões de diferentes circunstâncias e manifestações de desejos distintamente estruturados. Além disso, eu argumento que, em vez de buscar "salvar" outros (com a superioridade que isso implica e as violências que acarretaria), talvez fosse melhor pensarmos em termos de (1) trabalhar com elas nas situações que reconhecemos como sempre sujeitas a transformações históricas e (2) considerar nossas próprias e maiores responsabilidades para indicar as formas de injustiça global que são poderosas formadoras dos mundos nas quais elas se encontram. Eu desenvolvo muito desses argumentos a respeito dos limites do "relativismo cultural" através de uma consideração da burca e dos vários significados dos véus no mundo muçulmano.<hr/>This article explores the ethics of the current "War on Terrorism", asking whether anthropology, the discipline devoted to understanding and dealing with cultural difference, can provide us with critical purchase on the justifications made for American intervention in Afghanistan in terms of liberating, or saving, Afghan women. I look first at the dangers of reifying culture, apparent in the tendencies to plaster neat cultural icons like the Muslim woman over messy historical and political dynamics. Then, calling attention to the resonances of contemporary discourses on equality, freedom, and rights with earlier colonial and missionary rhetoric on Muslim women, I argue that we need to develop, instead, a serious appreciation of differences among women in the world - as products of different histories, expressions of different circumstances, and manifestations of differently structured desires. Further, I argue that rather than seeking to "save" others (with the superiority it implies and the violences it would entail) we might better think in terms of (1) working with them in situations that we recognize as always subject to historical transformation and (2) considering our own larger responsibilities to address the forms of global injustice that are powerful shapers of the worlds in which they find themselves. I develop many of these arguments about the limits of "cultural relativism" through a consideration of the burqa and the many meanings of veiling in the Muslim world. <![CDATA[<b>Sobre a conquista de direitos civis em Portugal</b>: <b>entrevista com Miguel Vale de Almeida</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo explora a ética da atual "Guerra ao Terrorismo", perguntando se a antropologia, disciplina dedicada a entender a diferença cultural e a lidar com ela, pode nos fornecer apoio crítico para as justificações feitas sobre a intervenção no Afeganistão em termos de liberar ou salvar mulheres afegãs. Eu observo primeiramente os perigos da cultura de reificação, aparente nas tendências de afixar ícones culturais claros como as mulheres muçulmanas sobre confusas dinâmicas históricas e políticas. Posteriormente, chamando atenção para as ressonâncias entre discursos contemporâneos sobre igualdade, liberdade e direitos com antigos discursos coloniais e retórica missionária sobre mulheres muçulmanas, eu argumento que, em vez disso, nós precisamos desenvolver uma séria avaliação das diferenças entre as mulheres no mundo - como produtos de histórias diferentes, expressões de diferentes circunstâncias e manifestações de desejos distintamente estruturados. Além disso, eu argumento que, em vez de buscar "salvar" outros (com a superioridade que isso implica e as violências que acarretaria), talvez fosse melhor pensarmos em termos de (1) trabalhar com elas nas situações que reconhecemos como sempre sujeitas a transformações históricas e (2) considerar nossas próprias e maiores responsabilidades para indicar as formas de injustiça global que são poderosas formadoras dos mundos nas quais elas se encontram. Eu desenvolvo muito desses argumentos a respeito dos limites do "relativismo cultural" através de uma consideração da burca e dos vários significados dos véus no mundo muçulmano.<hr/>This article explores the ethics of the current "War on Terrorism", asking whether anthropology, the discipline devoted to understanding and dealing with cultural difference, can provide us with critical purchase on the justifications made for American intervention in Afghanistan in terms of liberating, or saving, Afghan women. I look first at the dangers of reifying culture, apparent in the tendencies to plaster neat cultural icons like the Muslim woman over messy historical and political dynamics. Then, calling attention to the resonances of contemporary discourses on equality, freedom, and rights with earlier colonial and missionary rhetoric on Muslim women, I argue that we need to develop, instead, a serious appreciation of differences among women in the world - as products of different histories, expressions of different circumstances, and manifestations of differently structured desires. Further, I argue that rather than seeking to "save" others (with the superiority it implies and the violences it would entail) we might better think in terms of (1) working with them in situations that we recognize as always subject to historical transformation and (2) considering our own larger responsibilities to address the forms of global injustice that are powerful shapers of the worlds in which they find themselves. I develop many of these arguments about the limits of "cultural relativism" through a consideration of the burqa and the many meanings of veiling in the Muslim world. <![CDATA[<b>A campanha internacional de ação pela despatologização das identidades trans</b>: <b>entrevista com o ativista Amets Suess</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo explora a ética da atual "Guerra ao Terrorismo", perguntando se a antropologia, disciplina dedicada a entender a diferença cultural e a lidar com ela, pode nos fornecer apoio crítico para as justificações feitas sobre a intervenção no Afeganistão em termos de liberar ou salvar mulheres afegãs. Eu observo primeiramente os perigos da cultura de reificação, aparente nas tendências de afixar ícones culturais claros como as mulheres muçulmanas sobre confusas dinâmicas históricas e políticas. Posteriormente, chamando atenção para as ressonâncias entre discursos contemporâneos sobre igualdade, liberdade e direitos com antigos discursos coloniais e retórica missionária sobre mulheres muçulmanas, eu argumento que, em vez disso, nós precisamos desenvolver uma séria avaliação das diferenças entre as mulheres no mundo - como produtos de histórias diferentes, expressões de diferentes circunstâncias e manifestações de desejos distintamente estruturados. Além disso, eu argumento que, em vez de buscar "salvar" outros (com a superioridade que isso implica e as violências que acarretaria), talvez fosse melhor pensarmos em termos de (1) trabalhar com elas nas situações que reconhecemos como sempre sujeitas a transformações históricas e (2) considerar nossas próprias e maiores responsabilidades para indicar as formas de injustiça global que são poderosas formadoras dos mundos nas quais elas se encontram. Eu desenvolvo muito desses argumentos a respeito dos limites do "relativismo cultural" através de uma consideração da burca e dos vários significados dos véus no mundo muçulmano.<hr/>This article explores the ethics of the current "War on Terrorism", asking whether anthropology, the discipline devoted to understanding and dealing with cultural difference, can provide us with critical purchase on the justifications made for American intervention in Afghanistan in terms of liberating, or saving, Afghan women. I look first at the dangers of reifying culture, apparent in the tendencies to plaster neat cultural icons like the Muslim woman over messy historical and political dynamics. Then, calling attention to the resonances of contemporary discourses on equality, freedom, and rights with earlier colonial and missionary rhetoric on Muslim women, I argue that we need to develop, instead, a serious appreciation of differences among women in the world - as products of different histories, expressions of different circumstances, and manifestations of differently structured desires. Further, I argue that rather than seeking to "save" others (with the superiority it implies and the violences it would entail) we might better think in terms of (1) working with them in situations that we recognize as always subject to historical transformation and (2) considering our own larger responsibilities to address the forms of global injustice that are powerful shapers of the worlds in which they find themselves. I develop many of these arguments about the limits of "cultural relativism" through a consideration of the burqa and the many meanings of veiling in the Muslim world. <![CDATA[<b>Vivências trans</b>: <b>desafios, dissidências e conformações - apresentação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo explora a ética da atual "Guerra ao Terrorismo", perguntando se a antropologia, disciplina dedicada a entender a diferença cultural e a lidar com ela, pode nos fornecer apoio crítico para as justificações feitas sobre a intervenção no Afeganistão em termos de liberar ou salvar mulheres afegãs. Eu observo primeiramente os perigos da cultura de reificação, aparente nas tendências de afixar ícones culturais claros como as mulheres muçulmanas sobre confusas dinâmicas históricas e políticas. Posteriormente, chamando atenção para as ressonâncias entre discursos contemporâneos sobre igualdade, liberdade e direitos com antigos discursos coloniais e retórica missionária sobre mulheres muçulmanas, eu argumento que, em vez disso, nós precisamos desenvolver uma séria avaliação das diferenças entre as mulheres no mundo - como produtos de histórias diferentes, expressões de diferentes circunstâncias e manifestações de desejos distintamente estruturados. Além disso, eu argumento que, em vez de buscar "salvar" outros (com a superioridade que isso implica e as violências que acarretaria), talvez fosse melhor pensarmos em termos de (1) trabalhar com elas nas situações que reconhecemos como sempre sujeitas a transformações históricas e (2) considerar nossas próprias e maiores responsabilidades para indicar as formas de injustiça global que são poderosas formadoras dos mundos nas quais elas se encontram. Eu desenvolvo muito desses argumentos a respeito dos limites do "relativismo cultural" através de uma consideração da burca e dos vários significados dos véus no mundo muçulmano.<hr/>This article explores the ethics of the current "War on Terrorism", asking whether anthropology, the discipline devoted to understanding and dealing with cultural difference, can provide us with critical purchase on the justifications made for American intervention in Afghanistan in terms of liberating, or saving, Afghan women. I look first at the dangers of reifying culture, apparent in the tendencies to plaster neat cultural icons like the Muslim woman over messy historical and political dynamics. Then, calling attention to the resonances of contemporary discourses on equality, freedom, and rights with earlier colonial and missionary rhetoric on Muslim women, I argue that we need to develop, instead, a serious appreciation of differences among women in the world - as products of different histories, expressions of different circumstances, and manifestations of differently structured desires. Further, I argue that rather than seeking to "save" others (with the superiority it implies and the violences it would entail) we might better think in terms of (1) working with them in situations that we recognize as always subject to historical transformation and (2) considering our own larger responsibilities to address the forms of global injustice that are powerful shapers of the worlds in which they find themselves. I develop many of these arguments about the limits of "cultural relativism" through a consideration of the burqa and the many meanings of veiling in the Muslim world. <![CDATA[<b>Methodological-political-theorical reflections on a dying, becoming and being born a teenage transvestite</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A partir de uma pesquisa com adolescentes travestis da cidade de Campinas, este texto procura refletir a respeito de questões teóricas, políticas e metodológicas que envolvem a temática do gênero e da sexualidade na contemporaneidade. Procura valorizar a necessidade de se estudarem mais as convenções e as normas sociais do que focar no indivíduo em si. Pensa a questão subjetiva e corporal do/da pesquisador/a em contato com os/as interlocutores/as e problematiza a neutralidade científica em etnografias que envolvem experiências trans. Além disso, contextualiza a reflexão queer e os dilemas que envolvem a produção do conhecimento situado.<hr/>From a survey on teens transvestites in the city of Campinas, this paper aims to reflect on theoretical, policitical and methodological issues that involve the theme of gender and sexuality in contemporary society. It will be valued the need to deepen the study on the conventions and social norms than on focusing the individual him/herself. The subjective and bodily question of the researchers in contact with their interlocutors is also approached, and the scientific neutrality in ethonographies involving trans experiences will also be problematized. In addition, the queer thinking and dilemmas that involve the production of the situated knowledge will be contextualized. <![CDATA[<b>Stories without a "once upon a time"</b>: <b>the (un)certainties of transsexuality</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en A partir de fragmentos das histórias de vida de pessoas (transexuais), tento explicitar a diversidade das suas vivências, experiências singulares, modos de dar sentido ao processo de ruptura das normas de gênero e da sexualidade. Analiso a insuficiência dos discursos médico e jurídico, ancorados numa verdade essencializada sobre o corpo sexuado, para capturar as possibilidades de experiências na transexualidade. Argumento que o potencial desestabilizador da transexualidade reside no distanciamento da máxima reducionista que considera os sujeitos como pessoas presas num corpo equivocado cuja inteligibilidade dependeria unicamente da cirurgia de transgenitalização.<hr/>From fragments of life stories of (transsexual) people, I try to explain the diversity of their livings, unique experiences, ways of making sense of the process of breaking the gender norms and sexuality. I analyze the inadequacy of medical-legal discourse, anchored in an essencialized truth on the sexualized body, to capture the possibilities of experiences in transsexuality. I argue that the destabilizing potential of transsexuality lies in withdrawing from the reductionist view, which considerss transsexuals as misguided people trapped in a body whose intelligibility would depend solely upon reassignment surgery. <![CDATA[<b>'Trans men'</b>: <b>new colours in the masculinities picture?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo discute de forma exploratória a emergência de uma nova categoria identitária no Brasil, a de 'homem trans'. Essa se constrói diferenciando-se da identidade lésbica e, também, de expressões de gênero de outros grupos que tiveram seus corpos assignados como femininos ao nascimento, mas que contestam essa assignação sem, contudo, se afirmarem 'homens' de forma constante. Afirma-se que a emergência dos 'homens trans' tem sido potencializada pelo estabelecimento do processo transexualizador no SUS. Discutem-se o uso do termo "homem trans" e algumas características comuns a tais sujeitos. Problematizam-se a complexidade de seus processos de autorreconhecimento e construção de masculinidades, sua rápida capacidade de indiferenciação a partir de modificações corporais e, alguns dos efeitos políticos e subjetivos, da visibilidade e da indiferenciação.<hr/>The article discusses in an exploratory form the emergence of a new identity category in Brazil, namely "transmen". This identity is constructed as a differentiation from the lesbian identity and also from gender expressions of other groups that had their bodies assigned as female upon birth, but that later refuted this assignment without, however, affirming themselves as "men" on a permanent way. The article claims that the emergence of "transmen" has been made possible by the establishment of the transexualization process in the Public Health Care System. Furthermore, the article discusses the use of the term "transman" and some common characteristics related to those persons. The author critiques their complex processes of self-knowledge and construction of masculinities, as well as their quick capacity for non-differentiation from the stand-point of bodily modifications. Finally, the author discusses the political and subjective consequences of their visibility and non-differentiation. <![CDATA[<b>Poses, possessions and scenarios</b>: <b>the photographs as narratives of the conquest of Europe</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en As experiências narrativas etnográficas articulando imagens e textos podem acionar as sensibilidades, os saberes e os sentidos estéticos e culturais presentes na relação ver-o-que-se-diz/dizer-o-que-se-vê. Entre as possibilidades de exploração do universo de imagens estão as fotográficas. A partir das imagens capturadas no cotidiano das travestis, argumento que a pose é um componente sígnico capaz de oferecer vestígios para a compreensão/interpretação de aspectos singulares desse universo que não se esgotam na interpretação usual dos signos letrados. Para o artigo em questão, recorto fragmentos da migração das travestis para a Itália. Um projeto significativamente marcado pela expectativa de trabalho e sobrevivência, mas também que se reveste de glamour num cenário em que as imagens - fotografias enviadas à família e também disponibilizadas na plataforma virtual - compõem narrativas de um sucesso inscrito no corpo, nas joias, nos carros, mas também ancoradas em espaços geográficos diferenciados, capazes de informar sobre "a conquista da Europa".<hr/>The ethnographic narrative experiences articulating images and texts may trigger the sensitivities, knowledge and esthetical and cultural senses existing in the see-what-is-said/say-what-is-seen relation. The photographs are among the possibilities of exploration of the universe of images. From the images taken from the daily lives of the transvestites, I argue that the posing is a signifying component capable of offering hints for the comprehension/ interpretation of some particular aspects of that universe, not based only on the usual interpretations of the written words. For this article, I gathered fragments of the transvestites' migration to Italy, a project significantly marked by the expectation of working and making a living, but which is also immerse in glamour in a scenario where the images - photographs sent to the families and also made available in the virtual platform - compose narratives of a success inscribed on the body, through jewelry, cars, but also anchored in differentiated geographical spaces, capable of informing about the "conquest of Europe". <![CDATA[<b>Nomad transvestilities</b>: <b>the explosion of binarism and the queering urging</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apresentamos neste artigo algumas problematizações a respeito da expressão "travesti", que, não se apoiando em um modelo único de referência sexual e de gênero para sua efetivação, nos permitiria falar em processos de 'travestilização'. Esses processos se constituem através de dispositivos em que lineamentos duros, flexíveis e de fuga participam da criação de seus corpos, desejos e prazeres, transitando entre efeitos-consequências de discursos normativos e singularizadores. Sua circulação no mundo coloca em xeque as matrizes binárias heteronormativas do sistema sexo/gênero/desejo, que se desmancham diante de modos de subjetivação orientados por potências subversivas criadoras de novos campos possíveis de existencialização. Nessa perspectiva, queremos mostrar que as expressões sexuais e de gêneros das travestis formulam novas questões a respeito dos modelos identitários vigentes, demonstrando que a coerência e a inteligibilidade impostas pelos códigos heteronormativos precisam ser urgentemente revistas, de modo a questionar a respeito da ordem social que apresenta o gênero associado ao sexo reprodutivo, para ressignificar as expressões sexuais, gendradas e subjetivas, em sua processualidade histórica que explode os binarismos, despreza os universais e desmancha o absolutismo da ideia de verdade, enraizados nos sistemas binários de pensamentos sedentários, fechados, universais e a-históricos.<hr/>By not relying on a single sexual and gender model of reference to be effective, we aim at problematizing the transvestite expression. Such specificity would allow us to talk about 'transvestilization' processes. These processes are constituted through devices in which tough, flexible and leak lines participate in the creation of their bodies, desires and pleasures. This creation transits among normative and singularized discourses effects/consequences. The transvestites transit in the world, challenging the binary heteronormative matrices of the sex/gender/desire system. Such system fails in relation to modes of subjectivity oriented by subversive power, which create new possible territories of existence. In this perspective, our goal is to demonstrate that transvestites' sexual and gender expression generate new questions about the current identity models. This questioning demonstrates that the coherence and the intelligibility imposed by heteronormative codes need to be urgently reviewed in order to question the sociall order presented by the splitting gender in reproductive sex. It also seems to be important to reframe the generic and subjective sexual expressions in its historical processuality, which explode the binaries, despise the universal and liquefy the absolutism of the idea of truth; an idea rooted in binary systems of settled, closed and universal ahistorical thoughts. <![CDATA[<b>Protection of the reproductive autonomy of transsexuals</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200015&lng=en&nrm=iso&tlng=en A Constituição Brasileira assegura o direito ao planejamento familiar com fundamento nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável. Esse direito é reconhecido não só ao casal, como ao homem e à mulher, que podem constituir sozinhos uma comunidade familiar, denominada família monoparental, constitucionalmente amparada. O Conselho Federal de Medicina adotou normas éticas para a utilização das técnicas de reprodução assistida destinadas a todas as pessoas capazes, abrindo assim tal possibilidade para qualquer pessoa independentemente de sua orientação ou situação sexual. Indispensável, neste momento, analisar o caso dos transexuais, que podem ter sua capacidade de reproduzir comprometida pelo processo transexualizador, para que seus direitos reprodutivos sejam resguardados.<hr/>Brazilian Constitution ensures the right to family planning founded on the principles of the dignity of the human person and that of responsible parenthood. Such right is ensured not only to different sex couples but, individually, to men and women alike, for Brazilian Constitution also acknowledges individuals as a family community, that is, a "monoparental family". In order to ensure to every capable person a better fulfillment of that right, disregarding his or her sexual orientation, Brazilian Federal Medicine Council has established ethical norms to assisted reproductive techniques. Regarding transsexuals, it is of utmost importance to critically analyze Trans-sexualizing Process for it might compromise their reproductive capacities and rights. <![CDATA[<b>Transit to where?</b>: <b>monstrosity, (des)pathologization, social insecurity and transgender identities</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200016&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste artigo é discutir a categoria "monstro" e sua íntima relação com a patologização e/ou criminalização de determinadas pessoas vistas como 'desviantes sexuais', em especial travestis, transexuais e intersexuais. No início do século XXI, com o questionamento da autoridade médica, a politização dos movimentos sociais de travestis e transexuais e a batalha por sua despatologização, para onde se encaminham os "transtornos" de sexo ou gênero, as "parafilias" e as "perversões" com toda a persistente estigmatização a elas referidas? Voltarão a ser redimensionadas como algo potencialmente perigoso através da cada vez mais abrangente cultura da segurança?<hr/>The aim of this paper is to discuss the category of "monster" and its close relation with the pathologization and criminalization of people seen as "sexual deviants", especially transvestites, transsexuals and intersex. At the beginning of the XXI century, with the questioning of medical authority, the politicization of the social movements of transvestites and transsexuals and their battle for despathologization, where to direct the "disorders" of sex or gender, "paraphilias'" and "perversions" with all the persistent stigma attached to them? Will they be understood again as potentially dangerous by the increasingly widespread culture of security? <![CDATA[<b>Depathologization of the genre</b>: <b>the politicization of abject identities</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200017&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apesar das mudanças políticas e sociais em relação às transexualidades e travestilidades, elas ainda são consideradas pela Associação de Psiquiatria Norte-Americana (APA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtornos mentais. Essas entidades divulgarão em 2013 as novas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - APA) e do Código Internacional de Doença (CID - OMS), o que tem mobilizado ativistas trans que reivindicam a retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis como transtornos mentais. A campanha Stop Trans Pathologization (Pare a Patologização!) se internacionalizou e envolvia, até o início de 2012, mais de 29 países. Neste artigo, discutiremos algumas iniciativas dessa campanha, analisaremos a ideologia de gênero presente no DSM e no CID, que incorporam o gênero como uma categoria diagnóstica, e, por fim, apresentaremos argumentos pelo fim do diagnóstico de gênero.<hr/>Despite the social and political changes in respect of transsexualities and tranvestilities, they are still considered by the APA (American Psychiatric Association) and by the WHO (World Health Organization) as mental disorders. These organizations will disclose in 2013 the new versions of the DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - APA) and the ICD (International Code of Illness-WHO). This has mobilized trans activists claiming the withdrawal of transsexuality from the list of diseases considered as mental disorders. The Stop Trans Pathologization (Stop Pathologizing!) has become a global campaign, reaching 29 countries by early 2012. In this article, we will discuss some initiatives within this campaign and review the gender ideology present in the DSM and the ICD which incorporate the genre as a diagnostic category. Finally, we will present arguments against the gender diagnosis. <![CDATA[<b>O momento de Orfeu e Eurídice no <i>rock</i> brasileiro</b>: <b>uma reflexão sobre <i>Loki, </i>de Paulo Henrique Fontenelle</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200018&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apesar das mudanças políticas e sociais em relação às transexualidades e travestilidades, elas ainda são consideradas pela Associação de Psiquiatria Norte-Americana (APA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtornos mentais. Essas entidades divulgarão em 2013 as novas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - APA) e do Código Internacional de Doença (CID - OMS), o que tem mobilizado ativistas trans que reivindicam a retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis como transtornos mentais. A campanha Stop Trans Pathologization (Pare a Patologização!) se internacionalizou e envolvia, até o início de 2012, mais de 29 países. Neste artigo, discutiremos algumas iniciativas dessa campanha, analisaremos a ideologia de gênero presente no DSM e no CID, que incorporam o gênero como uma categoria diagnóstica, e, por fim, apresentaremos argumentos pelo fim do diagnóstico de gênero.<hr/>Despite the social and political changes in respect of transsexualities and tranvestilities, they are still considered by the APA (American Psychiatric Association) and by the WHO (World Health Organization) as mental disorders. These organizations will disclose in 2013 the new versions of the DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - APA) and the ICD (International Code of Illness-WHO). This has mobilized trans activists claiming the withdrawal of transsexuality from the list of diseases considered as mental disorders. The Stop Trans Pathologization (Stop Pathologizing!) has become a global campaign, reaching 29 countries by early 2012. In this article, we will discuss some initiatives within this campaign and review the gender ideology present in the DSM and the ICD which incorporate the genre as a diagnostic category. Finally, we will present arguments against the gender diagnosis. <![CDATA[<b>Descortinando</b><b> a homofobia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200019&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apesar das mudanças políticas e sociais em relação às transexualidades e travestilidades, elas ainda são consideradas pela Associação de Psiquiatria Norte-Americana (APA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtornos mentais. Essas entidades divulgarão em 2013 as novas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - APA) e do Código Internacional de Doença (CID - OMS), o que tem mobilizado ativistas trans que reivindicam a retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis como transtornos mentais. A campanha Stop Trans Pathologization (Pare a Patologização!) se internacionalizou e envolvia, até o início de 2012, mais de 29 países. Neste artigo, discutiremos algumas iniciativas dessa campanha, analisaremos a ideologia de gênero presente no DSM e no CID, que incorporam o gênero como uma categoria diagnóstica, e, por fim, apresentaremos argumentos pelo fim do diagnóstico de gênero.<hr/>Despite the social and political changes in respect of transsexualities and tranvestilities, they are still considered by the APA (American Psychiatric Association) and by the WHO (World Health Organization) as mental disorders. These organizations will disclose in 2013 the new versions of the DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - APA) and the ICD (International Code of Illness-WHO). This has mobilized trans activists claiming the withdrawal of transsexuality from the list of diseases considered as mental disorders. The Stop Trans Pathologization (Stop Pathologizing!) has become a global campaign, reaching 29 countries by early 2012. In this article, we will discuss some initiatives within this campaign and review the gender ideology present in the DSM and the ICD which incorporate the genre as a diagnostic category. Finally, we will present arguments against the gender diagnosis. <![CDATA[<b>A construção social do gênero</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200020&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apesar das mudanças políticas e sociais em relação às transexualidades e travestilidades, elas ainda são consideradas pela Associação de Psiquiatria Norte-Americana (APA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtornos mentais. Essas entidades divulgarão em 2013 as novas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - APA) e do Código Internacional de Doença (CID - OMS), o que tem mobilizado ativistas trans que reivindicam a retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis como transtornos mentais. A campanha Stop Trans Pathologization (Pare a Patologização!) se internacionalizou e envolvia, até o início de 2012, mais de 29 países. Neste artigo, discutiremos algumas iniciativas dessa campanha, analisaremos a ideologia de gênero presente no DSM e no CID, que incorporam o gênero como uma categoria diagnóstica, e, por fim, apresentaremos argumentos pelo fim do diagnóstico de gênero.<hr/>Despite the social and political changes in respect of transsexualities and tranvestilities, they are still considered by the APA (American Psychiatric Association) and by the WHO (World Health Organization) as mental disorders. These organizations will disclose in 2013 the new versions of the DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - APA) and the ICD (International Code of Illness-WHO). This has mobilized trans activists claiming the withdrawal of transsexuality from the list of diseases considered as mental disorders. The Stop Trans Pathologization (Stop Pathologizing!) has become a global campaign, reaching 29 countries by early 2012. In this article, we will discuss some initiatives within this campaign and review the gender ideology present in the DSM and the ICD which incorporate the genre as a diagnostic category. Finally, we will present arguments against the gender diagnosis. <![CDATA[<b>Um olhar de gênero e de geração nos universos rurais</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2012000200021&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apesar das mudanças políticas e sociais em relação às transexualidades e travestilidades, elas ainda são consideradas pela Associação de Psiquiatria Norte-Americana (APA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como transtornos mentais. Essas entidades divulgarão em 2013 as novas versões do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - APA) e do Código Internacional de Doença (CID - OMS), o que tem mobilizado ativistas trans que reivindicam a retirada da transexualidade do rol das doenças identificáveis como transtornos mentais. A campanha Stop Trans Pathologization (Pare a Patologização!) se internacionalizou e envolvia, até o início de 2012, mais de 29 países. Neste artigo, discutiremos algumas iniciativas dessa campanha, analisaremos a ideologia de gênero presente no DSM e no CID, que incorporam o gênero como uma categoria diagnóstica, e, por fim, apresentaremos argumentos pelo fim do diagnóstico de gênero.<hr/>Despite the social and political changes in respect of transsexualities and tranvestilities, they are still considered by the APA (American Psychiatric Association) and by the WHO (World Health Organization) as mental disorders. These organizations will disclose in 2013 the new versions of the DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - APA) and the ICD (International Code of Illness-WHO). This has mobilized trans activists claiming the withdrawal of transsexuality from the list of diseases considered as mental disorders. The Stop Trans Pathologization (Stop Pathologizing!) has become a global campaign, reaching 29 countries by early 2012. In this article, we will discuss some initiatives within this campaign and review the gender ideology present in the DSM and the ICD which incorporate the genre as a diagnostic category. Finally, we will present arguments against the gender diagnosis.