Scielo RSS <![CDATA[Economia e Sociedade]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-061820170004&lang=en vol. 26 num. SPE lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Financialization and the dynamics of contemporary capitalism. Presentation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[For a political economy of financialization: theory and evidence]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400829&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract The end of the Bretton Woods agreement led not only to changes in the international economic relations, but also in the very way in which capitalism functions. The liberalization of capital flows and deregulation and integration of financial markets under US leadership gave rise to a new systemic pattern of wealth, financialization, in which operations with financial assets received increased importance in the management of wealth by households and enterprises, and not only by banks and the other financial market institutions. Unlike most recent interpretations of this phenomenon, this one does not indicate a tendency of the system towards stagnation, but rather an increase in the instability that characterizes it, reinforcing the moments of expansion, contraction, as well as leading to crises. In fact, with the generalization and the dominance of finance, borrowing and spending decisions by enterprises and households are now increasingly responsible for current and expected fluctuations in the stock of wealth, which in turn are responsive to current and expected fluctuations in the prices of financial assets. This implies a transformation in the relationship between the state and the market, with central banks and national treasures becoming hostage to the need to prevent private losses and the perverse effects they may exercise over output, income and employment levels of the economy.<hr/>Resumo O fim do arranjo de Bretton Woods ensejou não apenas uma mudança na forma de funcionamento das relações econômicas em âmbito mundial, mas também no próprio modo de operação do capitalismo. A liberalização dos fluxos de capitais e a desregulamentação e integração dos mercados financeiros internacionais sob a liderança dos Estados Unidos deu origem a um novo padrão sistêmico de riqueza, a financeirização, em que as operações financeiras ganham importância cada vez maior na gestão de ativos e passivos por parte das famílias e das empresas, e não apenas de instituições do mercado financeiro. Ao contrário do que sugerem interpretações mais recentes sobre esse fenômeno, isso não significa uma tendência do sistema à estagnação, mas um aumento da sua instabilidade característica, reforçando os momentos de expansão, mas também de contração. De fato, com a generalização e a dominância da lógica financeira as decisões de endividamento e de gasto das empresas e das famílias passaram a ser crescentemente sensíveis às oscilações correntes e esperadas nos estoques de riqueza, as quais, por sua vez, são sensíveis às mudanças dos preços dos ativos financeiros. Isso implica em transformações da relação entre Estado e mercados, com os bancos centrais e os tesouros nacionais tornando-se reféns da necessidade de evitar as perdas patrimoniais privadas e os efeitos perversos que elas podem exercer sobre os níveis de produto, renda e emprego da economia. <![CDATA[Financialization revisited: the rise and fall of finance-led capitalism]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400857&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Financialization, expressing the growing importance of finance in the modus operandi of our capitalist system, has emerged as a key concept in various heterodox approaches over the last dozen years - be they Post-Keynesians (E. Stockhammer, E. Hein), American Radicals (G. Epstein, G. Krippner), Marxists (J. Bellamy Foster, G. Dumenil) or French Régulationists (M. Aglietta, R. Boyer). But until now those various analysts have each looked at this very complex phenomenon from one or the other specific angle. In this article, I am trying to provide a more comprehensive analysis of financialization by tracing its two primary drivers - structural changes making non-financial actors more dependent on debt-financing as well as financial-income sources (“financial centralization”) while also giving increased weight to the financial sector in the economy (“financial concentration”). The complex interaction between financial centralization and financial concentration has yielded a financialized growth dynamic fueling consecutive debt-financed asset bubbles in the center, the United States, that spurs export-led growth in the periphery. Framing this financialized growth dynamic in the Régulationist context as a historically conditioned accumulation regime, finance-led capitalism, I analyze its rise (1982 - 2007) in the wake of key changes in finance and its subsequent structural crisis (2007-2012) to provide a more complete approach to the crucial phenomenon of financialization.<hr/>Resumo A financeirização, expressão da crescente importância das finanças no modus operandi do sistema capitalista, surgiu como um conceito-chave em várias abordagens heterodoxas nos últimos doze anos - dos pós-keynesianos (E. Stockhammer, E. Hein), radicais americanos (G. Epstein, G. Krippner), marxistas (J. Bellamy Foster, G. Dumenil) e regulacionistas franceses (M. Aglietta, R. Boyer). Até hoje, esses analistas se debruçaram sobre esse fenômeno complexo a partir de diferentes ângulos. Neste artigo, procura-se fornecer uma análise mais ampla da financeirização traçando seus dois principais determinantes: por um lado, mudanças estruturais que tornaram os agentes não-financeiros mais dependentes de financiamento mediante dívidas, assim como de fontes de ingressos financeiros ("centralização financeira"); por outro lado, o aumento do peso do sistema financeiro na economia ("concentração financeira"). A complexa interação entre a centralização e a concentração financeiras resultou numa dinâmica de crescimento financeirizado, alimentando consecutivas bolhas de ativos financiadas por dívida no centro, os Estados Unidos, e estimulando o crescimento liderado pelas exportações na periferia. A partir da análise desta dinâmica de crescimento financeirizado numa perspectiva regulacionista - ou seja, como um determinado regime de acumulação, o capitalismo conduzido pelas finanças - este artigo analisa sua ascensão (1982 - 2007) na esteira de mudanças-chave nas finanças e sua subsequente crise estrutural (2007-2012) para fornecer uma abordagem mais completa para o fenômeno crucial da financeirização. <![CDATA[“Isms” and “Zations”: on fictitious liquidity and endogenous financialization]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400879&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Financialisation has been represented as a recent phenomenon linked to the deregulation and globalization of the international trade and payments system that has been in progress since the opening of the Chinese economy in the 1980s. It is often represented as the dominance of finance over production or of monetary over real variables. This essay challenges the usefulness of this dichotomy, arguing in the tradition of Keynes, Schumpeter and Minsky that it is impossible to separate the financing of production into separate categories since a production decision always requires finance to be implemented. It instead suggests that it is the process of innovation in the creation of liquidity by the financial system that provides a more insightful analysis of the implications of financialisation.<hr/>Resumo A financeirização tem sido representada como um fenômeno recente ligado à desregulação e à globalização do comércio internacional e do sistema de pagamentos que tem ocorrido desde a abertura da economia chinesa na década de 1980. Esse fenômeno é geralmente definido como a dominação das finanças sobre a produção ou do monetário sobre as variáveis reais. Este artigo questiona a utilidade desta dicotomia, argumentando na tradição de Keynes, Schumpeter e Minsky, que as finanças e a produção são categorias que não podem ser separadas, já que uma decisão de produção sempre requer a presença das finanças (ou seja, de financiamento) para se concretizar. Em contrapartida, sugere-se que o processo de inovação na criação de liquidez pelo sistema financeiro fornece uma análise mais profunda das implicações da financeirização. <![CDATA[Financialization and the Stock-Flow Consistent Approach]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400895&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Embora a maior parte dos trabalhos acadêmicos a respeito da financeirização seja de caráter descritivo ou empírico, na última década surgiram tentativas de inserir os aspectos da financeirização em modelos macroeconômicos formais. Diante de insuficiências das análises formais anteriores, alguns autores têm empregado a abordagem chamada Stock-Flow Consistent na concepção de modelos macroeconômicos a respeito da financeirização. Este trabalho é dedicado a analisar o esforço realizado para incorporar a financeirização em modelos macroeconômicos formais utilizando a abordagem Stock-Flow Consistent, buscando avaliar em que medida a abordagem é capaz de representar formalmente a financeirização, tal como concebida pela literatura descritiva e empírica, e superar as deficiências que as demais tentativas de análise formal apresentam.<hr/>Abstract Although most of the academic works on financialization are descriptive or empirical, in the last decade attempts have been made to represent its features in formal macroeconomic models. Given the deficiencies of previous analyses, some authors have used the Stock-Flow Consistent (SFC) approach to elaborate formal macroeconomic models of financialisation. This work analyzes the effort to incorporate financialisation into macroeconomic models using the Stock-Flow Consistent approach, in an attempt to evaluate the degree to which the referred approach is able to formally represent financialisation in the way it is conceived by descriptive and empirical literature and overcome the deficiencies present in the previous formal analyses. <![CDATA[The necessity of share capital: notes on the financialisation of firms]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400929&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo examina o processo histórico de autonomização do capital acionário em relação ao circuito do capital empregado na produção e circulação de mercadorias. Com esse fim, ele apresenta sinteticamente a abordagem de Marx ao problema da relação entre ação individual e estrutura social na economia capitalista, e reconstitui suas reflexões acerca do capital portador de juros e do capital acionário. O artigo mostra que o capital acionário é uma forma social que emerge da contradição entre o caráter privado da riqueza capitalista e o impulso interno à socialização da atividade econômica desempenhada sob condições capitalistas. Com base nisso, ele explora a hipótese de que a autonomização relativa do capital acionário não deve ser compreendida como um resultado contingente de decisões mais ou menos arbitrárias, mas sim como um resultado necessário do desenvolvimento histórico do modo de produção capitalista.<hr/>Abstract This paper examines the historical process of autonomization of share capital in relation to the circuit of capital effectively employed in the production and circulation of commodities. To this end, it presents the Marxian approach to the relationship between agency and structure in a capitalist economy, and reconstructs his analysis of the forms of interest bearing capital and share capital. The paper shows that share capital emerges from the contradiction between the private character of the capitalist wealth and the internal impulse towards the socialization of economic activity. Based on this, it explores the hypothesis that, far from being a contingent outcome of the apparently autonomous decisions made by the individuals that participate in this process, such relative autonomization is actually a necessary outcome of the historical development of the capitalist mode of production. <![CDATA[Financialization at the international level: evidence from emerging market economies]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400959&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract The paper focuses on the manifestations of financialization in the international sphere, which it defines as the increasing magnitude of finance and its decoupling from earlier functions and logic as the speculative motive is strengthened. With financialization the motive of finance is no longer to finance trade and production but to accumulate wealth, which in emerging market economies (EMEs) takes place through innovative products and practices that have in common the focus on exchange rate returns, resulting in a strengthened speculative motive. The article reviews the financialization literature highlighting how the different closed-economy aspects impact the international sphere. It conducts empirical analyses based on the financial integration of a country and on the characteristics of its currencies’ FX markets to assess the presence of financialization and its characteristics among EMEs, indicating certain countries where this process is more intense.<hr/>Resumo O artigo trata das manifestações da financeirização no âmbito internacional, que é definida como a crescente dimensão das finanças e a sua desvinculação de suas antigas funções e lógica à medida que o motivo especulativo se intensifica. Com a financeirização, o motivo das finanças não mais está ligado ao financiamento da produção e do comércio internacional, mas à acumulação de riqueza, o que, em economias emergentes (EMEs) é feito através de produtos e práticas inovadores, que têm em comum o foco em ganhos com variações cambiais, resultando em um motivo especulativo intensificado. O artigo discute a literatura sobre a financeirização, chamando atenção para como diferentes aspectos de uma economia fechada impactam a esfera internacional. Ele conduz análises empíricas baseadas na integração financeira e nas características dos mercados de câmbio de cada país para avaliar se há presença de financeirização entre as economias emergentes, apontando para um processo mais intenso em algumas delas. <![CDATA[La globalización y la política macroeconómica acentúan la financiarización y la fragilidad de las economías: el caso de México]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000400991&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Las políticas económicas predominantes han impulsado la financiarización de las economías latinoamericanas, lo cual ha actuado en detrimento de las condiciones endógenas de acumulación y las ha llevado a depender del comportamiento de las exportaciones y la entrada de capitales, por lo que se colocan en un contexto de alta vulnerabilidad. Cuando éstas variables actuaron en forma positiva, se alcanzaron condiciones de estabilidad y cierto crecimiento. Al dejar de actuar en forma positiva, se manifiestan desequilibrios en las finanzas públicas y el sector externo, que desestabilizan la paridad cambiaria, el mercado de capitales y frenan el crecimiento. Los gobiernos están reaccionando con políticas monetarias y fiscales restrictivas, que debilitan más a las economías. Las economías latinoamericanas y en especial la economía mexicana, que es el objeto de estudio, no presentan perspectivas de crecimiento hacia el mercado externo, dada la desaceleración del comercio internacional, y las eventuales políticas proteccionistas que instrumentará el nuevo gobierno en Estados Unidos. Tampoco hay perspectivas de crecimiento hacia adentro, debido a que la liberalización económica y los altos niveles de endeudamiento les impide la flexibilización de la política económica.<hr/>Resumo As políticas econômicas dominantes têm promovido a financeirização das economias da América Latina, em detrimento das condições endógenas de acumulação, o que resultou na dependência destas economias do comportamento das exportações e da entrada de capitais, que é a razão pela qual elas se encontram em uma condição de alta vulnerabilidade. Quando essas variáveis se comportaram de forma positiva, as condições de estabilidade e um certo crescimento foram atingidos. Quando deixaram de agir positivamente, o desequilíbrio das finanças públicas e do setor externo se manifestaram, desestabilizando as taxas de câmbio e os mercados de capitais e diminuindo o crescimento. Os governos estão reagindo com políticas fiscais e monetárias restritivas, que enfraquecem ainda mais as economias. Os países latino-americanos, em particular o México, objeto deste estudo, não apresentam perspectivas de crescimento na direção ao mercado externo devido à desaceleração do comércio internacional e eventuais políticas protecionistas do novo governo dos Estados Unidos. Há também a falta de perspectiva de crescimento interno, dado que a liberalização econômica e os altos níveis de endividamento os impedem de flexibilizar sua política econômica.<hr/>Summary The predominant economic policies have promoted the financialization of Latin American economies, which has been to the detriment of the endogenous conditions of accumulation and has led the economy to depend on the behavior of exports and capital inflow, which is why they are placed in a context of high vulnerability. When these variables acted in a positive way, conditions of stability and certain growth were reached. By failing to act positively, imbalances in public finances and the external sector manifest themselves, destabilizing exchange rate parity, the capital market and slowing growth. Governments are reacting with restrictive monetary and fiscal policies, which further weaken economies. The Latin American economies and in particular the Mexican economy, which is the object of study, do not present prospects for growth towards the external market, given the slowdown in international trade, and the eventual protectionist policies that the new government will implement in the United States. There is also no prospect of inward growth, because economic liberalization and high levels of indebtedness prevent them from flexibilizing economic policy. <![CDATA[The state and financialization in Brazil: macroeconomic interdependencies and structural limits preventing development]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000401025&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A compreensão das relações Estado-economia é uma etapa necessária da análise das condições que bloqueiam o desenvolvimento brasileiro. O regime de crescimento econômico que emergiu das transformações estruturais da década de 1990, e subsiste até a atualidade, caracteriza-se por seu baixo dinamismo e instabilidades conjunturais recorrentes. Estudos recentes classificam-no entre os regimes dominados pelas finanças que, em função da situação externa e da política econômica vigente, ora assume um caráter finance-led growth regime, ora se expressa num padrão que se poderia denominar por finance-blocked growth. Entretanto, esses regimes só conseguem existir reproduzindo seus vínculos institucionais com o Estado, subordinando-o aos objetivos da revalorização financeira e rentista dos capitais. Em consequência, reduzem a autonomia da política econômica, restringem as condições políticas para a construção do Estado Social, além de esvaziarem a legitimidade das intervenções públicas para o desenvolvimento. Este artigo recorre aos conceitos de formas institucionais e de regime fisco-financeiro para análise dessa problemática.<hr/>Abstract The understanding of the relationships between the state and the economy is a necessary step in analyzing the conditions of the main issues blocking Brazilian development. The regime of economic growth that emerged from the structural transformations of the 1990s, and survives to the present date, is characterized by its low dynamism and recurrent conjunctural instabilities. Recent studies rank it among the finance-dominated regimes due to the external situation and the current economic policy, whether assuming a financial-led growth regime, or expressing a pattern that might be termed finance-blocked growth. However, these regimes can only exist by reproducing their institutional links with the state, by subordination to the objectives of financial revaluation and rentier capital. As a consequence, they reduce the autonomy of economic policy, restrict the political conditions for the construction of the social state and end up reducing legitimacy of public interventions for development. This article uses the concepts of institutional forms and of the fiscal-financial regime to analyze this problem. <![CDATA[Fiscal policy in the context of financialization: insufficient theory and inadequate indicators]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000401063&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O trabalho se propõe a problematizar a concepção de política fiscal no pensamento dominante em macroeconomia. A crítica enfoca a insuficiência dessa corrente em captar as relações entre o Estado e o capitalismo financeirizado e a inadequação dos indicadores utilizados para a avaliação da política fiscal. Num padrão de acumulação em que a gestão de ativos e a valorização da riqueza financeira dominam os movimentos dos fluxos econômicos, a política fiscal, muito além de lidar com receitas tributárias e despesas reais, se depara com a gestão dos estoques, seus movimentos e remunerações. Usando o caso da economia brasileira, mostra-se que as ações de natureza financeira e patrimonial que o Estado é compelido a realizar impactam o resultado fiscal de maneira mais significativa que os efeitos das receitas e despesas públicas, de maneira que, os indicadores-síntese utilizados, não expressam a dinâmica real das contas públicas e seu impacto sobre a economia.<hr/>Abstract The paper queries the conception of fiscal policy in mainstream macroeconomics. The critics focus on the insufficiency of this approach to capture the relations established between the state and financialized capitalism and on the inadequacy of the indicators used to assess fiscal policy. In a pattern of capital accumulation in which the asset management and the financial wealth valuation overcome economic flows, fiscal policy, far beyond dealing with tax collection and real spending, must manage the financial stocks and their yields. Using the Brazilian economy as the case study, the paper shows that the financial and patrimonial management of the federal state is compelled to have greater impacts on fiscal balance than those related to public spending and collection. In a sense, the chosen fiscal indicators do not express the real dynamics of fiscal accounts and their impacts on the economy. <![CDATA[The financialization of social and health policy in Brazil in the 21st century: elements for beginning the process]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000401097&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O objetivo do artigo é cotejar a literatura sobre financeirização e compreender sua expressão no debate sobre as políticas sociais brasileiras, especialmente na saúde, entendendo a dominância financeira como novo modo de ser do regime global de produção de riqueza. Enfatiza-se evidências da financeirização, seus conceitos e sua expressão no caso brasileiro. Aponta-se lacunas em estudos atuais sobre o welfare state e possíveis aproximações com o tema da financeirização. Destaca-se estudos com essa proposta no Brasil, identificando tendências na assistência social, previdência, habitação, educação e, particularmente, na saúde. A revisão evidencia a relevância do tema e os limites das abordagens setoriais no Brasil. Postula-se que, na saúde, a mudança no padrão setorial de acumulação acompanhou o aprofundamento da financeirização. Essa nova configuração debilita abordagens restritas ao orçamento público e ao papel do Estado, e solicita seu aprimoramento por pesquisas empíricas sobre a conformação e a agenda política dos agentes privados.<hr/>Abstract The objective of this article is to review the literature on financialization and to: show how it is expressed in the debate on Brazilian social policies, especially Healthcare, assuming financial dominance as a new way of being of the global wealth production regime. It emphasizes evidence of financialization, its concepts and its expression in the Brazilian case. Gaps are pointed out in current studies on the welfare state and possible approaches to the topic of financialization. We highlight studies with this proposal in Brazil, identifying trends in social assistance, pensions, housing, education and, particularly, healthcare. The review highlights the relevance of the theme and the limits of sectoral approaches in Brazil. It is postulated that, in the healthcare sector, changes in the pattern of accumulation followed the spread of financialization. This new context weakens approaches restricted to public budget issues and the role of the state, and demands to be improved by empirical research on private agent's frame and political agenda. <![CDATA[Financialization, non-financial corporations and the recent economic cycle in the Brazilian economy.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000401127&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo analisa as mudanças nas estratégias patrimoniais das empresas não-financeiras ao longo dos anos 2000 com base na literatura sobre financeirização e ciclo financeiro de Minsky. A análise empírica mostra que a repercussão interna da crise financeira internacional de 2008 resultou em um aumento na fragilidade financeira das empresas não financeiras (ENFs), o que explica em grande parte o quadro recessivo atual. A contribuição do artigo é mostrar a adequação da hipótese da fragilidade financeira de Minsky para explicar a reversão do ciclo expansivo de investimento observado em meado dos anos 2000 e como avança o processo de financeirização na economia brasileira.<hr/>Abstract This paper analyzes the changes in the equity strategies of non-financial corporations during the 2000s based on the literature on financialization and Minsky’s financial fragility hypothesis. The empirical analysis shows that internal repercussions of the 2008 international financial crisis resulted in an increase in the financial fragility of non-financial corporations, which largely explains the current recession. The contribution of the paper is to show the appropriateness of Minsky's financial fragility hypothesis to explain the reversal of the expansionary investment cycle observed in the mid-2000s and the process of financialization in the Brazilian economy. <![CDATA[Financialization, land prices and land grab: a study based on the Brazilian reality]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000401149&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract In the last years, the term “land grab” has gained international importance and has been used as a catch-all frase for (trans)national commercial land transactions mainly revolving around the production and export of food, animal feed, biofuels, timber and minerals. The main literature explains it as a consequence of the financialization process that included land as an asset. Our main proposition in this article is that for Brazil, speculative land acquisitions played an important role in the portfolio of many economical agents, but with the deregulation of financial markets and the financialization of the seventies it became more intensive. To do so, first we present the different theoretical approaches to the land grab phenomenon and add a post-keynesian view on land transactions to the debate. Second, we analyze the available data on agriculture and livestock foreign investments in Latin America with the main focus on Brazil. Third, we present the legal and institutional aspects of foreign-owned land in Brazil. In conclusion, we propose that land grabbing will always have a speculative component, but after the deregulation of financial markets, the pressure for land acquisition is larger and the efforts in regulation and control over land acquisition in Brazil have not been effective in controlling acquisitions by foreigners.<hr/>Resumo Nos últimos anos o termo “land grab” ganhou importância internacional e tem sido usado como termo genérico para negociações comerciais (trans)nacionais de terras voltadas primariamente para produção e exportação de alimentos e rações para animais, biocombustíveis, madeira e minerais. A literatura internacional explica o termo como uma consequência do processo de financeirização que inclui terra como um ativo. A proposta principal deste artigo é que no caso brasileiro, aquisições especulativas de terras jogaram um papel importante na carteira de investimentos de muitos agentes econômicos, mas é com a desregulação dos mercados financeiros e a financeirização a partir dos anos 1970 que este processo se torna mais intenso. Para tanto, apresentamos as diferentes abordagens teóricas que tratam do fenômeno do “land grab” e adicionamos ao debate nossa contribuição com viés pós-keynesiano sobre as transações de terras. Em seguida, analisamos os dados disponíveis sobre investimentos estrangeiros em agricultura e pecuária na América Latina com um foco no Brasil. A seção seguinte apresenta os aspectos legais e institucionais relacionados às terras detidas por estrangeiros no Brasil. Como conclusão, propomos que o fenômeno de compra de terras por estrangeiros sempre teve um componente especulativo, mas após a desregulamentação dos mercados financeiros e o consequente processo de fincaneirização este componente especulativo tomou força ao mesmo tempo em que as tentativas de regulação e controle no Brasil foram ineficientes para controlar estes investimentos em terras. <![CDATA[Capitalismo liderado pelas financas, <em>por Robert Guttmann</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-06182017000401181&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract In the last years, the term “land grab” has gained international importance and has been used as a catch-all frase for (trans)national commercial land transactions mainly revolving around the production and export of food, animal feed, biofuels, timber and minerals. The main literature explains it as a consequence of the financialization process that included land as an asset. Our main proposition in this article is that for Brazil, speculative land acquisitions played an important role in the portfolio of many economical agents, but with the deregulation of financial markets and the financialization of the seventies it became more intensive. To do so, first we present the different theoretical approaches to the land grab phenomenon and add a post-keynesian view on land transactions to the debate. Second, we analyze the available data on agriculture and livestock foreign investments in Latin America with the main focus on Brazil. Third, we present the legal and institutional aspects of foreign-owned land in Brazil. In conclusion, we propose that land grabbing will always have a speculative component, but after the deregulation of financial markets, the pressure for land acquisition is larger and the efforts in regulation and control over land acquisition in Brazil have not been effective in controlling acquisitions by foreigners.<hr/>Resumo Nos últimos anos o termo “land grab” ganhou importância internacional e tem sido usado como termo genérico para negociações comerciais (trans)nacionais de terras voltadas primariamente para produção e exportação de alimentos e rações para animais, biocombustíveis, madeira e minerais. A literatura internacional explica o termo como uma consequência do processo de financeirização que inclui terra como um ativo. A proposta principal deste artigo é que no caso brasileiro, aquisições especulativas de terras jogaram um papel importante na carteira de investimentos de muitos agentes econômicos, mas é com a desregulação dos mercados financeiros e a financeirização a partir dos anos 1970 que este processo se torna mais intenso. Para tanto, apresentamos as diferentes abordagens teóricas que tratam do fenômeno do “land grab” e adicionamos ao debate nossa contribuição com viés pós-keynesiano sobre as transações de terras. Em seguida, analisamos os dados disponíveis sobre investimentos estrangeiros em agricultura e pecuária na América Latina com um foco no Brasil. A seção seguinte apresenta os aspectos legais e institucionais relacionados às terras detidas por estrangeiros no Brasil. Como conclusão, propomos que o fenômeno de compra de terras por estrangeiros sempre teve um componente especulativo, mas após a desregulamentação dos mercados financeiros e o consequente processo de fincaneirização este componente especulativo tomou força ao mesmo tempo em que as tentativas de regulação e controle no Brasil foram ineficientes para controlar estes investimentos em terras.