Scielo RSS <![CDATA[Revista da Associação Médica Brasileira]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-423020170008&lang=es vol. 63 num. 8 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[The new Brazilian Society of Urology]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800663&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Male urinary incontinence: Artificial sphincter]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800664&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Association between renal cysts and abdominal aortic aneurysm: A case-control study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800681&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Objective: To investigate the positive association between the presence of simple renal cysts (SRCs) and abdominal aortic aneurysm (AAA). Method: In a retrospective case-control study including subjects aged &gt; 50 years, we evaluated the incidence of SRCs on computed tomography (CT) scan. We compared 91 consecutive patients with AAA referred from the Division of Vascular Surgery and 396 patients without AAA, randomly selected after being matched by age and gender from 3,186 consecutive patients who underwent abdominal CT. SRC was defined as a round or oval low-attenuation lesion with a thin wall and size &gt; 4 mm on CT without obvious evidence of radiographic enhancement or septations. Patients were considered as having AAA if the size of aorta was greater than 3.0 cm. Results: Patients with AAA and without AAA were similar in terms of age (67.9± 8.41 vs. 68.5±9.13 years) (p=0.889) and gender (71.4 vs. 71.2% of male subjects, respectively) (p=0.999). There was no difference in the prevalence of SRC between case and controls. Among individuals with AAA, 38 (41.8%; [95CI 32.5-52.6]) had renal cysts compared to 148 (37.4%; [95CI 32.7-42.2]) in the control group (p=0.473), with a prevalence ratio (PR) of 1.16 (95CI 0.80-1.68). Conclusion: We found no significant differences in the prevalence of SRCs among patients with AAA and controls. Our findings suggest that the presence of SRCs is not a risk factor or a marker for AAA.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar uma possível associação entre presença de cistos renais simples (CRS) e aneurisma aórtico abdominal (AAA). Método: Em um estudo de caso versus controle com sujeitos com idade &gt; 50 anos, avaliamos a prevalência de CRS detectados por tomografia computadorizada (TC). Comparamos os achados de 91 pacientes consecutivos com AAA oriundos da Divisão de Cirurgia Vascular com 396 pacientes sem AAA, randomicamente selecionados e ajustados por idade e gênero dentre 3.186 pacientes consecutivos que se submeteram a TC abdominal. Cisto simples foi definido como lesão hipodensa oval ou arredondada com paredes finas, maiores do que 4 mm em TC sem realce contrastual ou septação. Pacientes foram considerados com AAA quando o diâmetro da aorta era maior que 3,0 cm. Resultados: Pacientes com AAA e sem AAA eram semelhantes quanto a idade (67,9±8,41 vs. 68,5±9,13 anos) (p=0,889) e gênero (71,4 vs. 71,2% dos indivíduos masculinos, respectivamente) (p=0,999). Não havia diferença de prevalência de CRS entre casos e controles. Dentre indivíduos com AAA, 38 (41,8%; [IC95% 32,5-52,6]) tinham cistos renais, comparados com 148 (37,4%; [IC95% 32,7-42,2]) no grupo controle (p=0,473), com uma razão de prevalência (RP) de 1,16 (IC95% 0,80-1,68). Conclusão: Não observamos diferenças significativas na prevalência de CRS entre pacientes com AAA e controles. Nossos resultados sugerem que presença de CRS não é fator de risco ou preditor para AAA. <![CDATA[Flexible ureterorenoscopy in position or fusion anomaly: Is it feasible?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800685&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Objective: To analyze the results of flexible ureterorenoscopy (F-URS) with holmium laser in the treatment of kidney stones with ectopic and fusion anomalies (horseshoe kidney and rotation anomalies). Method: We reviewed data from 13 patients with fusion and ectopic renal anomalies that underwent F-URS from April 2011 to April 2017. We analyzed demographic and clinical data (age, gender, BMI, anatomical abnormality, location and dimension of the renal calculi) and perioperative data (method of treatment, stone-free rate, number of days with DJ catheter and perioperative complications). Results: The mean stone size was 12.23 +/- 5.43 mm (range 6-22mm), located in the inferior (58.33%) and middle (16.76%) calyceal units, renal pelvis (16.67%) and multiple locations (8.33%). All 13 patients were treated with Ho-Yag laser, using dusting technique (25%), fragmentation and extraction of the calculi (58.33%) and mixed technique (16.67%). We did not have any severe perioperative complication. After 90 days, nine patients (75%) were considered stone free. Conclusion: Our data suggest that F-URS is a safe and feasible choice for the treatment of kidney stones in patients with renal ectopic and fusion anomalies.<hr/>Resumo Objetivo: Analisar os resultados da ureterorrenolitotripsia flexível (ULT-F) no tratamento de cálculos em rins com anomalia de posição e de fusão (rins em ferradura e rins com vício de rotação). Método: Realizamos a coleta prospectiva dos dados de 13 pacientes com anomalias de fusão e de posição submetidos a ULT-F entre abril de 2011 e abril de 2017. Analisaram-se dados clínicos (idade, gênero, IMC, anormalidades anatômicas, dimensão e localização dos cálculos) e perioperatórios (método de tratamento do cálculo, índice de stone free, tempo de cateter DJ e complicações perioperatórias). Resultados: Nos 13 pacientes, os cálculos mediam em média 12,23 mm +/- 5,43 mm (variando de 6 a 22 mm), em sua maioria distribuídos em apenas um grupo calicinal (58.33% em grupo calicial inferior, 16.67% em grupo calicial médio, 16,67% em pelve e 8,33% em múltiplos cálices). Todos os pacientes foram tratados com utilização de laser Ho-Yag, com fragmentação e retirada de cálculos em sete casos (58,33%), pulverização em três casos (25%) e técnica mista em dois casos (16,67%). Não houve complicações intraoperatórias ou pós-operatórias graves. Após 90 dias, nove pacientes tornaram-se stone free (75%). Conclusão: A ULT-F apresenta-se como método seguro e eficaz no tratamento de litíase em rins com anomalia de posição e de fusão. <![CDATA[Daily use of phosphodiesterase type 5 inhibitors as prevention for recurrent priapism]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800689&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Objective: The pathogenesis of recurrent priapism is currently being investigated based on the regulation of the phosphodiesterase 5 (PDE5) enzyme. We explored the daily use of PDE5 inhibitors to treat and prevent priapism recurrences. Method: We administered PDE5 inhibitors using a long-term therapeutic regimen in seven men with recurrent priapism, with a mean age of 29.2 years (range 21 to 35 years). Six men (85.7%) had idiopathic priapism recurrences and one man (24.3%) had sickle cell disease-associated priapism recurrences. Tadalafil 5 mg was administered daily. The mean follow-up was 6.6 months (range 3 to 12 months). Results: Daily long-term oral PDE5 inhibitor therapy alleviated priapism recurrences in all patients. Five (71.4%) had no episodes of priapism and two (28.6%) referred decrease in their episodes of priapism. All patients referred improvement in erectile function. Conclusion: These findings suggest the hypothesis that PDE5 dysregulation exerts a pathogenic role for both sickle cell disease-associated priapism and for idiopathic priapism, and that it offers a molecular target for the therapeutic management of priapism. These preliminary observations suggest that continuous long-term oral PDE5 inhibitor therapy may treat and prevent recurrent priapism.<hr/>Resumo Objetivo: Uma das teorias propostas para explicar a etiologia do priapismo recorrente está baseada no mecanismo de regulação da fosfodiesterase tipo 5. Estudamos o uso diário dos inibidores de fosfodiesterase tipo 5 no tratamento e na prevenção do priapismo recorrente. Método: Sete homens com diagnóstico de priapismo recorrente, com idade média de 29,5 anos (21 a 35 anos), utilizaram inibidor de fosfodiesterase tipo 5 em dose diária (tadalafila 5 mg/dia) por período prolongado. Seis homens (85,7%) apresentavam priapismo recorrente de etiologia idiopática, e um homem (24,3%), de etiologia associada à anemia falciforme. O seguimento médio foi de 6,6 meses (3 a 12 meses). Resultados: Todos os pacientes se beneficiaram com a utilização de inibidores de fosfodiesterase tipo 5. Cinco (71,4%) não apresentaram nenhum episódio de priapismo e dois (28,6%) relataram diminuição dos episódios. Todos os pacientes relataram melhora da função erétil. Conclusão: Estes achados sugerem que a hipótese do mecanismo de regulação da fosfodiesterase tipo 5 exerce papel importante na patogenia do priapismo recorrente. O uso contínuo e diário de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 pode ser uma opção no tratamento do priapismo recorrente. <![CDATA[Smoking and its association with cryptorchidism in Down syndrome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800693&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Introduction: Cryptorchidism is a common and prevalent condition in patients with Down syndrome. Environmental factors, such as smoking, can be associated with malformations during fetal development. The study of the prevalence of cryptorchidism and its association with parental tobacco use in Down syndrome can contribute to alert health care professionals, patients and family members regarding the prevention of the harms caused by cryptorchidism and its possible predisposing factors. Objective: To evaluate the prevalence of cryptorchidism in Down syndrome and its association with maternal and paternal smoking. Method: Forty (40) patients of a public clinic specialized in Down syndrome were evaluated, using a semi-structured questionnaire for evaluation of antecedents and sociodemographic characteristics, as well as physical and complementary examinations. Results: Cryptorchidism was observed in 27.5% of the patients (95CI 15.98-42.96). Of these, 55% (5/9) were the children of mothers who smoked during pregnancy, and 19.35% (6/31) were the children of mothers who did not smoke during pregnancy (OR = 5.26 [95CI 1.06-25.41]; p=0.032). Similarly, paternal smoking was also observed in greater frequency among the parents of cryptorchid patients compared with subjects with descended testis, 63.36% (7/11) and 31.03% (9/29), respectively (OR = 3.89 [95CI 0.91-16.73]; p=0.060). Conclusion: The prevalence of cryptorchidism is high in patients with Down syndrome. We can show a strong association between smoking parents and the occurrence of cryptorchidism, especially when it comes to maternal smoking.<hr/>Resumo Introdução: A criptorquidia é uma condição comum e prevalente em pacientes com síndrome de Down. Fatores ambientais, como o tabagismo, estão associados a malformações fetais. A avaliação da prevalência do criptorquidismo e a associação com tabagismo dos pais na síndrome de Down podem contribuir para alertar os profissionais de saúde e familiares sobre a prevenção dos danos causados pelo criptorquidismo e os possíveis fatores predisponentes. Objetivo: Avaliar a prevalência de criptorquidismo na síndrome de Down e a associação com tabagismo materno e paterno. Método: Quarenta (40) pacientes acompanhados em um centro de referência para atendimento da síndrome de Down foram avaliados por meio de questionário semiestruturado para avaliação de antecedentes parentais e características sociodemográficas, bem como de exames físico e laboratoriais complementares. Resultados: Criptorquidia foi observada em 27,5% dos pacientes (IC95% 15,98-42,96). Nesses pacientes, o criptorquidismo foi encontrado em 55% (5/9) das crianças cujas mães fumavam e em 19,35% (6/31) daquelas cujas mães não fumavam (OR = 5,26 [IC95% 1,06-25,41]; p=0,032). Do mesmo modo, o tabagismo paterno foi observado com maior frequência entre crianças com criptorquidia, 63,36% (7/11) e 31,03% (9/29), respectivamente (OR = 3,89 [IC95% 0,91-16,73]; p=0,060). Conclusão: A prevalência de criptorquidismo é alta em pacientes com síndrome de Down. Podemos mostrar uma forte associação entre hábito tabágico dos pais e ocorrência de criptorquidismo, especialmente no caso de tabagismo materno. <![CDATA[Overcoming male factor infertility with intracytoplasmic sperm injection]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800697&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Objective: To evaluate the effect of male factor infertility on intracytoplasmic sperm injection (ICSI) outcomes compared with a control group presenting isolated tubal factor. Method: This retrospective study included 743 couples undergoing ICSI as a result of isolated male factor and a control group consisting of 179 couples undergoing ICSI as a result of isolated tubal factor, performed in a private university- -affiliated in vitro fertilization center, between January/2010 and December/2016. Patients were divided into two groups according to maternal age: women ≤35 years old and &gt;35 years old. The effects of infertility causes on laboratorial and clinical ICSI outcomes were evaluated using Student's t-test and (2 test. Results: No differences in controlled ovarian stimulation outcomes were observed between male factor cycles and tubal factor cycles in the two age groups. Implantation (male factor 35.5% vs. tubal factor 32.0%, p=0.340), pregnancy (male factor 46.9% vs. tubal factor 40.9%, p=0.184) and miscarriage (male factor 10.3% vs. tubal factor 10.6%, p=0.572) rates were similar between the infertility groups, irrespective of female age. Considering maternal age, the cancelation rate was higher in older women (&gt;35 years old) undergoing ICSI as a result of male factor infertility (17.4% vs. 8.9%, p=0.013). Conclusion: Our results showed that there is no difference in the outcomes of pregnancy between couples with male or tubal factor infertility, which indicates that ICSI surpasses the worse specific outcomes associated with male factor.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar o efeito do fator masculino de infertilidade em resultados de injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) em comparação com um grupo controle que apresenta o fator tubário isolado. Método: Este estudo retrospectivo incluiu 743 casais submetidos a ICSI por fator masculino e 179 casais por fator tubário, realizada em um centro privado de fertilização in vitro associado à universidade, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2016. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com a idade materna: mulheres ≤ 35 e &gt; 35 anos de idade. Os efeitos das causas de infertilidade nos resultados laboratoriais e clínicos da ICSI foram avaliados pelos testes T de Student e Qui-quadrado. Resultados: Não foram observadas diferenças nos parâmetros de estimulação ovariana entre os ciclos com fatores masculinos e com fatores tubários. A taxa de implantação (fator masculino 35,5% vs. fator tubário 32,0%, p=0,340), de gravidez (fator masculino 46,9% vs. fator tubário 40,9%, p=0,184) e de aborto (fator masculino 10,3% vs. fator tubário 10,6%, p=0.572) foram semelhantes entre os grupos de infertilidade, independentemente da idade feminina. Considerando a idade materna, a taxa de cancelamento foi maior em mulheres &gt; 35 anos cuja causa de infertilidade era o fator masculino (17,4% vs. 8,9%, p=0,013). Conclusão: Não há diferenças nos resultados de gravidez entre casais com infertilidade dos fatores masculino ou tubário isolados, o que indica que ICSI supera os piores resultados associados ao fator masculino. <![CDATA[Low serum testosterone is a predictor of high-grade disease in patients with prostate cancer]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800704&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Objective: To evaluate the relation between serum total testosterone (TT) and prostate cancer (PCa) grade and the effect of race and demographic characteristics on such association. Method: We analyzed 695 patients undergoing radical prostatectomy (RP), of whom 423 had serum TT collected. Patients were classified as having hypogonadism or eugonadism based on two thresholds of testosterone: threshold 1 (300 ng/dL) and threshold 2 (250 ng/dL). We evaluated the relation between TT levels and a Gleason score (GS) ≥ 7 in RP specimens. Outcomes were evaluated using univariate and multivariate analyses, accounting for race and other demographic predictors. Results: Out of 423 patients, 37.8% had hypogonadism based on the threshold 1 and 23.9% based on the threshold 2. Patients with hypogonadism, in both thresholds, had a higher chance of GS ≥ 7 (OR 1.79, p=0.02 and OR 2.08, p=0.012, respectively). In the multivariate analysis, adjusted for age, TT, body mass index (BMI) and race, low TT (p=0.023) and age (p=0.002) were found to be independent risk factors for GS ≥ 7. Among Black individuals, low serum TT was a stronger predictor of high-grade disease compared to White men (p=0.02). Conclusion: Hypogonadism is independently associated to higher GS in localized PCa. The effect of this association is significantly more pronounced among Black men and could partly explain aggressive characteristics of PCa found in this race.<hr/>Resumo Objetivo: Avaliar a relação entre testosterona sérica total (TT) e grau do câncer de próstata (CP) e o efeito da raça e de características demográficas sobre essa associação. Método: Foram analisados 695 pacientes submetidos a prostatectomia radical (PR), dos quais 423 tinham medidas dos níveis séricos de TT. Os pacientes foram classificados como portadores de hipogonadismo ou eugonadismo com base em dois limites de testosterona: limite 1 (300 ng/dL) e limite 2 (250 ng/dL). Avaliou-se a relação entre nível de TT e escore Gleason (GS) ≥ 7 em amostras de PR. Os resultados foram avaliados por análises univariada e multivariada, com ajuste para raça e outros fatores prognósticos demográficos. Resultados: Do total de 423 pacientes, 37,8% apresentavam hipogonadismo com base no limite 1, e 23,9% com base no limite 2. Os pacientes com hipogonadismo, independentemente do limite de referência, tiveram uma chance maior de GS ≥ 7 (OR 1,79, p=0,02 e OR 2,08, p=0,012, respectivamente). Na análise multivariada, após ajuste para idade, TT, índice de massa corporal (IMC) e raça, baixo TT (p=0,023) e idade (p=0,002) foram considerados fatores de risco independentes para GS ≥ 7. Entre os indivíduos negros, baixo TT sérico foi mais preditivo de doença de alto grau em comparação com os brancos (p=0,02). Conclusão: O hipogonadismo é independentemente associado a escores mais altos de GS no CP localizado. O efeito dessa associação é significativamente mais pronunciado entre homens negros, o que poderia explicar, em parte, as características agressivas do CP observadas nessa população. <![CDATA[Contemporary surgical treatment of benign prostatic hyperplasia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800711&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Benign prostatic hyperplasia (BPH) is a common condition in adult men and its incidence increases progressively with aging. It has an important impact on the individual’s physical and mental health and its natural progression can lead to serious pathological situations. Although the initial treatment is pharmacological, except in specific situations, the tendency of disease progression causes a considerable portion of the patients to require surgical treatment. In this case, there are several options available today in the therapeutic armamentarium. Among the options, established techniques, such as open surgery and endoscopic resection using monopolar energy, still prevail in the choice of surgeons because they are more accessible, both from a socioeconomic standpoint in the vast majority of medical services and in terms of training of medical teams. On the other hand, new techniques and technologies arise sequentially in order to minimize aggression, surgical time, recovery and complications, optimizing results related to the efficacy/safety dyad. Each of these techniques has its own peculiarities regarding availability due to cost, learning curve and scientific consolidation in order to achieve recognition as a cutting-edge method in the medical field. The use of bipolar energy in endoscopic resection of the prostate, laser vaporization and enucleation techniques, and videolaparoscopy are examples of new options that have successfully traced this path. Robot-assisted surgery has gained a lot of space in the last decade, but it still needs to dodge the trade barrier. Other techniques and technologies will need to pass the test of time to be able to conquer their space in this growing market.<hr/>Resumo A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição comum em homens adultos, de incidência progressiva com o envelhecimento, com importante impacto nas saúdes física e mental do indivíduo e história natural que pode levar a situações patológicas graves. Embora o tratamento inicial, salvo em situações específicas, seja farmacológico, a tendência de progressão da doença leva uma considerável parcela dos pacientes a necessitar do tratamento cirúrgico. Neste caso, existem diversas opções hoje disponíveis no arsenal terapêutico. Dentre estas, as técnicas consagradas, como as cirurgias por via aberta e a ressecção endoscópica por energia monopolar, ainda ocupam extenso terreno na escolha dos cirurgiões por serem mais acessíveis, tanto do ponto de vista socioeconômico na imensa maioria dos serviços médicos quanto do de aprendizado por parte das equipes médicas. Por outro lado, novas técnicas e tecnologias surgem sequencialmente no intuito de minimizar a agressão, o tempo cirúrgico, as complicações, bem como favorecer a recuperação, otimizando resultados em relação ao binômio eficácia/segurança. Cada uma destas tem seu próprio curso em relação à disponibilidade de acesso em decorrência de custo, curva de aprendizagem e consolidação científica, a fim de atingir conceituação e utilização de ponta no meio médico. O uso da energia bipolar na ressecção endoscópica da próstata, as técnicas de vaporização e enucleação a laser e a videolaparoscopia são exemplos de novas opções que trilharam esse caminho com sucesso. A cirurgia robô-assistida tem conquistado bastante espaço na última década, embora ainda esbarre na barreira comercial. Outras técnicas e tecnologias devem passar pelo crivo do tempo para poderem cavar espaço neste mercado que, tempo após tempo, torna-se mais vasto. <![CDATA[Is a safety guidewire needed for retrograde ureteroscopy?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800717&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Introduction: It is generally advised to have a safety guidewire (SGW) present during ureteroscopy (URS) to manage possible complications. However, it increases the strenght needed to insert and retract the endoscope during the procedure, and, currently, there is a lack of solid data supporting the need for SGW in all procedures. We reviewed the literature about SGW utilization during URS. Method: A review of the literature was conducted through April 2017 using PubMed, Ovid, and The Cochrane Library databases to identify relevant studies. The primary outcome was to report stone-free rates, feasibility, contraindications to and complications of performing intrarenal retrograde flexible and semi-rigid URS without the use of a SGW. Results: Six studies were identified and selected for this review, and overall they included 1,886 patients where either semi-rigid or flexible URS was performed without the use of a SGW for the treatment of urinary calculi disease. Only one study reported stone-free rates with or without SGW at 77.1 and 85.9%, respectively (p=0.001). None of the studies showed increased rates of complications in the absence of SGW and one of them showed more post-endoscopic ureteral stenosis whenever SGW was routinely used. All studies recommended utilization of SGW in complicated cases, such as ureteral stones associated with significant edema, ureteral stricture, abnormal anatomy or difficult visualization. Conclusion: Our review showed a lack of relevant data supporting the use of SGW during retrograde URS. A well-designed prospective randomized trial is in order.<hr/>Resumo Introdução: O uso de fio guia de segurança (FGS) costuma ser recomendado para a realização de ureteroscopia para prevenir e solucionar complicações durante o procedimento. Seu uso, porém, aumenta a força necessária para manipular o aparelho endoscópico dentro da luz ureteral e, atualmente, existe uma carência de dados consistentes que indiquem o uso do FGS em todos os procedimentos. Método: Uma revisão da literatura foi realizada em abril de 2017 utilizando as ferramentas PubMed, Ovid e The Cochrane Library para identificar estudos relevantes. O desfecho primário da análise foi reportar taxas de resolução dos cálculos, viabilidade, contraindicações e complicações relacionadas ao não uso do FGS. Resultados: Seis estudos foram incluídos na análise, totalizando 1.886 pacientes, nos quais foi realizada ureteroscopia semirrígida ou flexível sem o uso do FGS no tratamento de cálculos renais ou ureterais. Somente um estudo relatou taxa livre de cálculos com ou sem FGS, sendo 77,1 e 85,9%, respectivamente (p=0.001). Todos os estudos mostraram não haver aumento da taxa de complicação na ausência do FGS e um deles relatou aumento de estenose ureteral pós-endoscopia no grupo que utilizou o FGS. Todos os estudos recomendam o uso do FGS em casos complicados, como cálculos ureterais associados a edema de mucosa, estenose ureteral, anomalias anatômicas ou dificuldade de visualização do cálculo. Conclusão: Nossa revisão mostrou que faltam dados relevantes para justificar o uso do FGS durante a ureteroscopia. <![CDATA[PSA screening for prostate cancer]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302017000800722&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary Screening of prostate cancer with prostate-specific antigen (PSA) is a highly controversial issue. One part of the controversy is due to the confusion between population screening and early diagnosis, another derives from problems related to the quality of existing screening studies, the results of radical curative treatment for low grade tumors and the complications resulting from treatments that affect the patient’s quality of life. Our review aimed to critically analyze the current recommendations for PSA testing, based on new data provided by the re-evaluation of the ongoing studies and the updated USPSTF recommendation statement, and to propose a more rational and selective use of PSA compared with baseline values obtained at an approximate age of 40 to 50 years.<hr/>Resumo O rastreamento do câncer de próstata com antígeno prostático específico (PSA) é uma questão altamente controversa. Parte da polêmica se deve à confusão entre rastreamento populacional e diagnóstico precoce, e outra parte está ligada a problemas relacionados à qualidade dos estudos de rastreamento recentes, a resultados do tratamento curativo radical para tumores de baixo grau ou em estágio precoce, e a complicações advindas de tratamentos que afetam a qualidade de vida do paciente. Nossa revisão teve como objetivo analisar criticamente as recomendações atuais para o teste de PSA, com base em dados obtidos da reavaliação de estudos em andamento e na recomendação atualizada do USPSTF, e propor o uso mais racional e seletivo do PSA comparado a níveis iniciais obtidos em uma idade aproximada de 40 a 50 anos.