Scielo RSS <![CDATA[Revista de Sociologia e Política]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-447820140004&lang=pt vol. 22 num. 52 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Apresentação do dossiê "elites em diferentes escalas</b>: <b>teoria e metodologia no estudo dos grupos dirigentes"</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>The analysis of collective mindsets</b>: <b>introducing a new method of institutional analysis in comparative research</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt This article presents a specific qualitative method - the Collective Mindset Analysis (CMA) - that is applicable within the frame of institutional analysis to map the cognitive and normative institutions at work. The purpose of this paper is to introduce and discuss the method and its methodology as well. The paper will elaborate on how the method is applied to international research and will provide concrete examples drawn from a bigger research project on economic elites in eleven countries. It will demonstrate the steps of interpretation of interview material from this project with the help of CMA, using concrete text sequences. The sequences have been extracted from interviews with Brazilian top managers that were conducted in the context of an international research project. The paper will show, how an institutional approach, that is relying on the sociology of knowledge, can be supported by a method, that helps to reconstruct the cognitive and normative rules in a given culture and to analyze, how these rules are translated in action orientations to solve culturally significant problems. Thus, the method can be a remedy for the shortcomings of institutional analysis in mapping and comparing the knowledge stocks in different cultures and a new tool in international comparative research.<hr/>O artigo tem como objetivo apresentar um método específico de analise qualitativa - Collective Mindset Analysis (CMA) - aplicado na análise e mapeamento de instituições cognitivas e normativas, dentro de uma abordagem institucional. Tanto o método quanto sua metodologia serão introduzidos e discutidos ao longo deste trabalho. Apresenta-se como o CMA pode ser aplicado em pesquisa internacional comparada, apoiando-se em casos concretos (entrevistas com executivos brasileiros) e tendo como pano de fundo uma pesquisa sobre elites econômicas realizada em 11 países. A análise demonstra como a abordagem institucional, apoiada na perspectiva teórica da sociologia do conhecimento, pode ser sustentada por um método, o qual contribui para a reconstrução das regras cognitivas e normativas de interpretação e ação em uma determinada cultura, assim como para a análise de como essas regras se traduzem na orientação da ação desses atores, empregada na solução de problemas culturamente significativos. Esse método pode ser, portanto, uma solução para as lacunas existentes em se tratando de análises institucionais empregadas no mapeamento e na comparação do conhecimento formado e acumulado em diferentes culturas, além de ser uma nova ferramenta para pesquisas de investigação comparativa internacional. <![CDATA[<b>La elite económica Argentina, 1810-1914</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artículo analiza los principales rasgos del sector más poderoso de la elite económica argentina del período 1810-1914. El trabajo discute las principales interpretaciones sobre las características y naturaleza de este grupo, pone de relieve algunas de limitaciones de los enfoques más habituales sobre el tema, y sugiere de qué manera conceptualizarlo de forma productiva. Aunque el objeto de este trabajo es la elite económica, todo análisis de este actor supone a la vez una manera de concebir las características del sistema de poder y del entorno económico en el que se desenvuelve la acción de los hombres de fortuna. Por este motivo, este trabajo formula algunas consideraciones generales sobre las características del Estado (argentino) y el capitalismo (pampeano), con el fin de precisar mejor qué tipo de elite económica dominó la producción rural y la economía argentina en el período de crecimiento exportador que se extendió desde la Independencia hasta la Primera Guerra Mundial. El trabajo toma distancia de los estudios que enfatizan la importancia de la dimensión política para explicar el proceso de constitución y reproducción de esta elite económica, enfatizando en cambio los determinantes económicos de este proceso. El ensayo no aporta nueva evidencia empírica, sino una reflexión a partir de la literatura existente.<hr/>This article analyses the 1810-1914 Argentine economic elite's most salient features. The most important interpretations on the history and characteristics of this group are discussed, drawing attention to the major strenghts and limitations of different theoretical and empirical schools of analysis. Even though this article focuses on the economic elite, it also pays some attention to the state and the economic environment in which wealthy capitalists were forced to act. It suggests that state and market need to be taken into account in order to understand the basic characteristics of this group. This paper suggests that the analysis of the economic elite has paid too much attention to the realm of politics, and that economic structures need to be given more analytical weight. Rather than new information or data, this paper offers a discussion of current and past literature. <![CDATA[<b>Elite empresarial e elite econômica: o estudo dos empresários</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Os objetivos do artigo são verificar como a questão da elite se apresenta na literatura sobre empresariado no Brasil e contribuir para a construção de uma estratégia de análise que se paute por essa questão no estudo dos empresários. A análise dos estudos que tratam do empresariado como elite indica a existência de algumas lacunas e imprecisões. O uso da expressão "elite" nem sempre vem acompanhado do desenvolvimento de suas implicações teóricas e metodológicas. E os trabalhos sobre o empresariado que recorrem a métodos de estudo de elites tendem a associá-los, de forma precária, ao tratamento de outras questões, como a da classe. Nesse sentido, propomos a distinção entre elite empresarial, os dirigentes das entidades de representação do empresariado, e elite econômica, os dirigentes das grandes empresas. Pretendemos contribuir tanto para uma maior precisão das categorias analíticas, quanto para a construção de métodos e hipóteses de trabalho mais eficazes no estudo dos empresários. Ao mesmo tempo, propomos que as particularidades e semelhanças desses dois grupos que compõem a elite do empresariado sejam tratadas, sobretudo, mas não de forma exclusiva ou isolada, a partir da questão da política e das instituições políticas, em particular seus valores e suas formas de ação política.<hr/>This article intends to analyze how the issue of elite is used on the studies on businessmen in Brazil and to contribute to building an effective approach of them as elite. We can find some gaps and inaccuracies on these studies. The use of the term elite is not always accompanied by the development of its theoretical and methodological implications. And some studies that use methods of study of elites for analyze businessmen tend to associate it, precariously, to the treatment of other issues such as the social class. In this sense, we propose a distinction between business elite, the leaders of representative organizations of businessmen, and economic elite, the leaders of big companies. We intend to contribute both to greater accuracy of the analytical categories and for the construction of more effective hypotheses and methods for the study of businessmen. At the same time, we propose that the peculiarities and similarities of these two groups that compose the elite of businessmen is handled primarily, but not exclusively or isolated, from the question of politics and political institutions, in particular their values and ways of political action. <![CDATA[<b>O conceito de estado desenvolvimentista e sua utilidade para os casos brasileiro e argentino</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O texto analisa o conceito de Estado Desenvolvimentista e sua utilidade para pensar comparativamente os casos de Brasil e Argentina. O método da pesquisa é comparativo e o material utilizado é a extensa bibliografia sobre o conceito e sobre os dois países, além de algumas fontes empíricas, notadamente entrevistas com decisores da área econômica. A pesquisa indica até o presente momento a importância das elites políticas e burocráticas para explicar as diferenças de desempenho no processo de industrialização de Brasil e Argentina. O desenho comparativo da pesquisa, amparada num conceito que, ele próprio, nasceu de pesquisas comparativas, contribui para melhor delimitar as causas não econômicas do desenvolvimento.<hr/>The article analysis the concept of Developmental State and its usefulness to comparatively think the cases of Brazil and Argentina. The research design is comparative and the empirical evidences are gathered from the extensive literature on the subject and interviews with policy-makers from both countries. The research revealed that political and state elites are very important for explaining the differences in the industrialization performance of Brazil and Argentina. The comparative research, based on a concept itself devised through comparative research, has contributed to a better delimitation of the non-economic causes of the development of both countries. <![CDATA[<b>As elites da justiça</b>: <b>instituições, profissões e poder na política da justiça brasileira</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O presente trabalho busca sistematizar o referencial teórico utilizado em um estudo sobre as elites jurídicas e a política da justiça no Brasil. A partir de problemas metodológicos trazidos pela pesquisa empírica, o artigo busca apresentar as articulações feitas entre a sociologia das elites propriamente, os estudos de sociologia das profissões jurídicas e as análises institucionais da ciência política sobre o sistema de justiça para a identificação e a análise das elites jurídicas e de sua ação política ao nível da administração superior e da reforma do sistema de justiça no Brasil. A articulação desses referenciais teóricos foi possível a partir de uma confrontação entre as concepções de sistema de justiça e de campo jurídico. A partir da revisão da literatura dessas diferentes tradições teóricas e da ilustração dos problemas metodológicos por meio de conjunto de dados selecionados, conclui-se pela pertinência do uso da noção de campo jurídico como moldura teórica para se entender as distinções e hierarquizações de bases institucional, profissional e social que produzem elites da política da justiça no Brasil.<hr/>This work aims at systematizing the theoretical references used in a study on legal elites and the politics of justice in Brazil. Facing methodological problems brought by empirical research, the article aims at presenting the relations between the sociology of elites, the sociology of legal professions and the political science's institutional analysis on the judicial system, in a way of identifying and analyzing legal elites and their political action in the high administration and in the reform of the Brazilian judicial system. It was possible to establish relations between those theoretical references by facing the conceptions of judicial system and legal field. After reviewing those different theoretical traditions' literature and illustrating the methodological problems by selected sets of data, we can conclude that the notion of legal field is useful as a theoretical framework to understand the institutional, professional and social distinctions and hierarchies which produce elites of judicial politics in Brazil. <![CDATA[<b>Sociología política de las elites. Apuntes sobre su abordaje a través de entrevistas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt El presente artículo reflexiona sobre los principales desafíos y potencialidades del abordaje histórico y cualitativo de las elites políticas, en particular a partir del trabajo con entrevistas en profundidad. Se identifican algunos interrogantes para los cuales esta metodología resulta particularmente pertinente y se reconstruyen los principales desafíos del trabajo de campo con los sectores dirigentes. Partimos para ello de una investigación sobre las elites del Ministerio del Interior en Argentina desde la vuelta de la democracia en la que triangulamos distintos tipos de fuentes: entrevistas en profundidad, archivos, normativa, material de prensa y bibliografía especializada. Lejos de dar por sentada la eficacia de las entrevistas en términos generales y abstractos, se revisan los alcances y límites de esta fuente de indagación para reconstruir la socialización política, las trayectorias y las prácticas de las elites políticas. Asimismo, se reconstruyen algunos de los principales obstáculos recurrentes en el trabajo de campo -relacionados con la accesibilidad, la temporalidad y la presencia de discursos "oficiales" o prefabricados- y los modos de superarlos. En particular, argumentamos que dicha estrategia metodológica es fecunda para: a) rastrear entradas en política y reconstruir trayectorias de los agentes de forma densa y contextualizada; b) identificar saberes valorados, códigos compartidos y fronteras simbólicas que tienen efectos sobre el campo político; y c) reconstruir prácticas, decisiones y dilemas ante la imposibilidad de "seguir a los actores". En ese sentido, este artículo dialoga a la vez con la bibliografía sobre metodologías cualitativas y con aquella especializada en elites políticas. Procura, por un lado, proveer pistas y recursos a los investigadores que trabajan con entrevistas; y, por el otro, recordar que las elites dirigentes "importan" y no son intercambiables, que no responden a una racionalidad universal y descarnada sino que sus lógicas de acción son complejas e históricamente situadas.<hr/>This article examines the challenges and potential of the historical and qualitative approach of political elites, particularly through in-depth interviews. We point out some questions for which this methodology is particularly relevant and we reconstruct the main challenges entailed by the fieldwork among leading sectors. The article is based on a research of the elites of the Interior Ministry in Argentina since 1983 that triangulates different types of sources: interviews, archives, formal regulations, national press and specialized literature. Instead of taking for granted the effectiveness of interviews in general and abstract terms, we analyze the scope and limits of this source of inquiry to rebuild political socialization, paths and practices of political elites. Furthermore, we reconstruct some of the recurrent obstacles in fieldwork -including accessibility, temporality and the presence of "official" or prefabricated speeches- as well as the ways to overcome them. In particular, we argue that this methodological strategy is fruitful for: a) tracing "entries in policy" and reconstructing trajectories of agents in a densely and contextualized way; b) identifying valued knowledge, shared codes and symbolic boundaries that impact on the political field; and c) reconstructing practices, decisions and dilemmas when it is impossible to "follow the agents". In that sense, this article discusses both with the literature on qualitative methodologies and with the one on political elites. It aims, on the one hand, to provide clues and resources to researchers working with interviews; and, on the other, to remind that the ruling elites "matter" and are not interchangeable, that they do not respond to a universal and disembodied rationality but draw forms of action that are complex and historically situated. <![CDATA[<b>Em nome da coesão</b>: <b>parlamentares e comissionados nas executivas nacionais dos partidos brasileiros</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Quase nada sabemos sobre as cúpulas dirigentes dos partidos políticos brasileiros, espaços de coagulação de disputas e deliberações acerca de aspectos relevantes da vida política nacional. O objetivo do trabalho é começar a abrir a caixa preta desses espaços, delineando-se um perfil das elites dirigentes dos principais partidos brasileiros. São utilizados dados inéditos acerca das comissões executivas nacionais formadas entre 1980 e 2013, dos sete maiores partidos: PT, PSB, PDT, PMDB, PSDB, PP e DEM. Os dados sobre as executivas foram obtidos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), DHBB (Fundação Getúlio Vargas) e junto aos próprios partidos. Além de apontar as diferenças entre os partidos no tocante ao peso da "face pública" nas executivas (mandatários eleitos e ocupantes de cargos de confiança), avaliou-se estatisticamente a força explicativa de algumas variáveis para compreender os padrões e diferenças identificados: ideologia e origem do partido, sua força eleitoral/parlamentar, e participação no governo federal. Indo além dos números, são apresentados alguns nomes de dirigentes que se destacam nas cúpulas partidárias, sublinhando que o núcleo decisório das máquinas (secretaria geral, de finanças etc.) pode apresentar uma fisionomia um pouco distinta das executivas como um todo. Um modelo explicativo integrado deu conta de explicar a maior parte da variabilidade observada, sugerindo a origem partidária (se interna ou não ao parlamento) como principal variável explicativa. Os partidos de origem interna (que são os de centro e direita) tendem a ter executivas de perfil mais parlamentarizado, enquanto os de origem não interna (os de esquerda) possuem menos parlamentares, com as executivas do PT se destacando por absorverem a maior quantidade de dirigentes sem histórico de cargos. Os resultados reforçam a importância de se atentar para o modelo originário de cada partido, e contestam uma das suposições mais arraigadas na literatura: a de que as instâncias centrais dos partidos brasileiros seriam monoliticamente controladas por deputados federais e senadores. É mais apropriado falar em elites partidárias do que em uma elite unida. Por trás da presença constante de parlamentares e ocupantes de cargos de confiança nas executivas está a busca de coesão e articulação entre distintos elementos do corpo partidário, tanto em sentido horizontal (direção nacional, bancadas no Congresso e governo federal) como no vetor vertical-federativo (direção nacional, bancadas, gestões e diretórios subnacionais).<hr/>We know almost nothing about the national leaderships of the Brazilian political parties, spaces for disputes and deliberations on relevant aspects of national political life. The aim here is to begin to open the black box of these spaces, outlining a profile of the Brazilian party elites. Unpublished data on the national executive committees formed between 1980 and 2013 are used, of the seven major parties: PT, PSB, PDT, PMDB, PSDB, DEM and PP. The data on executive committees were obtained from the TSE, DHBB (FGV) and the parties themselves. Besides pointing out the differences between the parties with respect to the weight of the `party in public office' in the committees (elected representatives and political appointees), we assessed the statistical explanatory power of some variables to understanding the patterns and differences observed: ideology and party origin, its electoral strength, and participation in the federal government. Going beyond the numbers, are presented some names of leaders who stand out in party committees, stressing that the decision-making core of the machines (general secretary, finance etc.) may have a slightly different face compared to the committees as a whole. An integrated explanatory model was able to explain most of the observed variability, suggesting the party origin (internal or not to the parliament) as the main predictor. Parties with internal origin (which are the center and right-wing parties) tend to have more parliamentarized committees, while those with no internal origin (the left-wing parties) have fewer MPs; the PT national committees have more leaders with no records of public office. The results reinforce the relevance of the party genetic model, and contest one of the most entrenched assumptions in the literature: that central bodies of Brazilian parties are monolithically controlled by federal deputies and senators. It is more appropriate to talk in party elites than in one united elite. Behind the constant presence of representatives and political appointees in the national committees is the pursuit of cohesion and coordination between different elements of the party organism, both horizontally (national leadership, federal representatives and federal government) as in the vertical-federal vector (national leadership and subnational governments, representatives and party branches). <![CDATA[<b>Cambio e institucionalización de la "nueva derecha" Chilena (1967-2010)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-44782014000400009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt En este artículo, analizamos las continuidades y cambios del partido más grande de Chile en número de votos y escaños: la Unión Demócrata Independiente (UDI); en un período que va desde sus inicios como movimiento universitario gremial a fines de los años sesenta hasta el año 2010, cuando la UDI deja de ser un partido de oposición para integrar la coalición de gobierno de centro-derecha, Alianza por Chile. Inspirándonos en la tipología de Mahoney y Thelen (2010), planteamos que la UDI conoció un proceso de cambio gradual que implicó una conservación y fortalecimiento en el tiempo de sus reglas y procedimientos rutinizados, no obstante reinterpretados por sucesivas generaciones de dirigentes. Conectamos este planteamiento con los aportes de la sociología de la institución de inspiración bourdiana, para mostrar que la institucionalización de la UDI resulta de una doble dinámica: el ajuste a un orden particular de habitus adaptados/adaptables, y la emergencia de procesos de desajuste/distanciamiento que se traducen por la aparición paulatina de oposiciones generacionales y posicionales, entre actores y grupos de actores quienes asignan objetivos distintos a su compromiso y al partido. Estudiamos esta doble dinámica siguiendo la evolución de la relación partidista inicial que adopta la forma de una "comunidad" (Weber) en "sociedad", tomando en cuenta los factores tanto exógenos como endógenos del cambio. Este trabajo, que descansa en diferentes tipos de fuentes (entrevistas biográficas con los máximos dirigentes de la UDI; encuesta sociográfica a delegados y archivos de prensa), aprehende así la institucionalización partidista como un proceso dinámico e interactivo, iniciado mucho antes del acta de nacimiento oficial del partido.<hr/>In this article, we analyze the continuities and changes of Chile's largest party in terms of both voters and seats: the Unión Demócrata Independiente (UDI). Our analysis takes into account the first steps of the UDI as a university student movement in the late 1960s and covers through 2010, when it ceased to be an opposition party and joined the Alianza por Chile center-right coalition government. Using Mahoney and Thelen's typology (2010), we show that the UDI underwent a process of incremental change, which implied the conservation and strengthening of rules and routinized procedures, however reinterpreted by successive generations of leaders. We connect the Mahoney and Thelen approach with the insights of sociology of institution, inspired by Pierre Bourdieu's theory, showing that UDI institutionalization results from a double dynamic: the adjustment to a particular order of adapted and adaptable habitus, but also the emergence of mismatch/detachment processes occurring over time and resulting in generational and positional oppositions between different groups of actors who assign distinctive goals to their engagement and to the party. We study this double dynamic, reconstructing the evolution from an initial partisan relation which takes the form of a "community" (Weber) to "society", taking into account both exogenous and endogenous factors. This work, which relies on several types of sources (biographic interviews with most of the UDI top leaders who were part of its founding core group; a sociographic survey applied to party delegates and press archives), thus apprehends party institutionalization as a dynamic and interactive process, which begins before party official birth.