Scielo RSS <![CDATA[Horizontes Antropológicos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-718320160001&lang=en vol. 22 num. 45 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Introduction]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Money and popular music: a comparison between Brazil and United States]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100019&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A primeira metade do século XX foi um período marcado por uma intensa construção de identidades nacionais no Brasil e nos Estados Unidos. A música popular desses dois países, especialmente o samba e os blues, reflete esses processos. Um dos temas centrais nas canções da época é o dinheiro e o modo como ele permeia o cotidiano.<hr/>Abstract The first half of the XX century was a period characterized by an intense construction of national identities in Brazil and the United States. Popular music of both countries, specially samba and blues, reflects those processes. One of the central themes in the songs of that period is money and the way it permeates daily life. <![CDATA[Money, morality, and politics in the slums of Buenos Aires]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100049&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Studies on the political life of the poor in Latin American have rarely focused on money, although there have been works focused on the survival strategies of the poor; political clientelism; and collective mobilizations. In this article, I analyze political life in the poor neighborhoods of Greater Buenos Aires through the lens of money that circulates within the Peronist networks. I conducted ethnography fieldwork between 2006 and 2010. Does money have a legitimate role in politics? Has the monetization of political activities dissolved values, commitments, and loyalties among the poor? Is this corruption, or is this an ethical exchange among people who lack cash but possess moral capital? Here, I analyze how money becomes necessary to strengthen commitments, loyalties, obligations, expectations, and plans for both leaders and activists. Reconstructing this process can provide a foundation for the revision of place of money in political life.<hr/>Resumo Estudos sobre a vida política dos pobres na América Latina raramente têm se focalizado no dinheiro, embora tenha havido trabalhos voltados para as estratégias de sobrevivência dos pobres, clientelismo político e mobilização coletiva. Neste artigo, analiso a vida política nos bairros pobres da Grande Buenos Aires através da lente de dinheiro que circula nas redes peronistas. Eu realizei meu trabalho de campo etnográfico entre 2006 e 2010. O dinheiro tem um papel legítimo na política? Tem a monetização das atividades políticas dissolvido valores, compromissos e lealdades entre os pobres? Isso é corrupção ou uma troca ética entre pessoas que não têm dinheiro, mas possuem capital moral? Aqui, analiso como o dinheiro torna-se necessário para reforçar compromissos, lealdades, obrigações, expectativas e planos para ambos, os líderes políticos e os ativistas locais. Reconstruir esse processo pode fornecer uma base para a revisão do lugar do dinheiro na vida política. <![CDATA[Practical negotiations and expert conditions: generalization of conditional cash transfers money]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100077&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Basados en entregas directas de dinero a los hogares pobres, las transferencias monetarias condicionadas (TMC) se han convertido en las políticas sociales predominantes en Argentina y América Latina. Los saberes expertos vinculados a las TMC pretenden construir un monopolio técnico y moral sobre el dinero transferido, otorgándole una definición unívoca ajustada a las condicionalidades de los programas. Principalmente destacan la titularidad del beneficio sobre las mujeres, en vistas a abordar las disparidades de género y por considerarlas más eficientes en el manejo del dinero. A través de la reconstrucción de los presupuestos de hogares receptores de distintas TMC, observaremos como los integrantes organizan sus dineros construyendo esquemas de clasificación y evaluación sobre el uso del mismo. Indagaremos sobre cómo dichos esquemas se constituyen a partir de las construcciones sociales del género y las negociaciones entre las condicionalidades programáticas y los significados sociales que el dinero adquiere en los hogares.<hr/>Abstract Based on direct deliveries of money to poor households, conditional cash transfers (CCTS) have become the predominant social policies in Argentina and Latin America. Expert knowledge linked to the TMC to build a technical monopoly and morality on the transferred money, giving a clear definition to the conditionalities of the programs. Mainly include ownership of benefit in women, in order to address gender disparities and as more efficient in handling the money. Through the reconstruction of the budgets of recipient households of various CCTS, we will observe how the members organize their money building schemes of classification and assessment on the use of the same. We probe on how such schemes are constituted from the social constructions of gender and negotiations between the programmatic conditionality and social meanings that money in households. <![CDATA[Work, livelihood and money: Creative ways in contemporary Mbya (Guarani) economy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100105&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo No presente artigo pretendo apresentar práticas contemporâneas de subsistência adotadas por populações mbya (guarani) no Sul e Sudeste do Brasil, a partir de uma abordagem que articula economia e política, bem como alguns aspectos do xamanismo e ritual. Busco demonstrar como um modelo de reciprocidade assimétrica persiste entre os Mbya em conexão complexa com práticas econômicas que têm no centro o dinheiro e o comércio feito nas cidades. Contra a imagem de “desintegração” de um modelo coletivo de economia a partir de um processo de “individualização” que aproximaria os Guarani contemporâneos da lógica capitalista (conforme proposto por Egon Schaden nos anos de 1940), sugiro que as práticas econômicas contemporâneas conservam os princípios de reciprocidade e ainda otimizam o sistema mbya em sua abertura multilocal.<hr/>Abstract The article aims at presenting contemporary subsistence practices adopted by Mbya populations (Guarani) in southern and southeastern Brazil from an approach that articulates economy and politics, as well as some aspects of shamanism and ritual. It seeks to demonstrate how an asymmetric reciprocity model persists between the Mbya in connection with complex economic practices, whose main tenets are money and city trade. In contrast to the perception of “disintegration” peculiar to a collective economic model, and focusing on a process of “individualization” akin to a capitalist logic, as proposed by Egon Schaden in the 1940s, the author suggests that contemporary economic practices hold the principles of reciprocity and even optimize Mbya’s system in its openess to a multi-local perspective. <![CDATA[Managing people, resources and rituals. Economic pedagogy as government tactic in East Timor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100127&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo discute práticas de gestão de pessoas, recursos e rituais por parte de agências de governo em Timor-Leste. Tendo por foco de análise o tara bandu realizado no distrito de Ermera, em 2012, e propagandas oficiais, entrevistas e outros documentos produzidos entre 2012 e 2015, demonstro como certa racionalidade a respeito do dispêndio de bens materiais e simbólicos, orientada pelo regime de dádiva, tem se tornado objeto de governo, dando origem a uma pedagogia econômica. Tal pedagogia econômica intenta diminuir os investimentos materiais e simbólicos aplicados em rituais e prestações de aliança e transformar em mercadorias recursos originalmente manejados como dádiva. No limite, implicado nessa pedagogia econômica figura um projeto de purificação e monopolização das fontes de governo.<hr/>Abstract This paper addresses current attempts to manage people, resources and ritual practices by government agencies in Timor-Leste. Based on the analysis of the tara bandu carried out in Ermera in 2012 and official propaganda, interviews and other documents produced in between 2012 and 2015, I argue how certain rationale about the disposal of material resources, oriented by the gift regime in ritual contexts, has come to be a matter of government concern. It gives origin to an economic pedagogy which intends to turn into commodities resources managed primarily as gifts. In addition, such economic pedagogy intents to decrease the material and symbolic investments people make in rituals and alliance prestations. One also proposes to consider such economic pedagogy as purification endeavors. <![CDATA[The market as a context: delimiting the competition problem of a corporate acquisition]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100155&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo descreve o procedimento de delimitação de mercado realizado pelo conselheiro-relator do processo administrativo referente à aquisição da empresa Webjet por parte da Gol no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A definição do “mercado relevante” é considerada etapa analítica essencial na maioria dos casos conduzidos por órgãos antitruste – ou órgãos de defesa da concorrência – em diversos países, tendo como objetivo identificar um possível prejuízo à concorrência derivado de uma fusão empresarial analisada. A descrição desse procedimento permite explicar como são concebidos os mercados a partir de práticas legal-administrativas consideradas externas a eles. Argumenta-se que o “mercado relevante”, ou mercado da política antitruste, pode ser compreendido como um contexto: em parte como uma fronteira nativa das restrições concorrenciais enfrentadas pelas empresas, mas sobretudo como um enquadramento legal, necessário à aplicação da lei. Conclui-se contrastando essa perspectiva, legal e externa dos mercados, com a concepção performativa dos mercados entendidos como arranjos sociotécnicos.<hr/>Abstract This article describes the procedure of market delimitation performed by the Reporting Commissioner responsible for the administrative proceedings regarding the acquisition of the company Webjet by Gol Airlines at the Administrative Council of Economic Defense (Cade). The “relevant market” definition is considered to be an essential analytic step in the majority of cases held by antitrust bodies – or competition policy bodies – in most countries, aiming at identifying a possible harm to competition derived from the corporate merger under analysis. The description of this procedure allows explaining how markets are conceived from legal administrative practices considered external to them. It is argued that the “relevant market”, or the antitrust policy market, can be understood as a context: in part as a native border of competitive constraints faced by firms, but mostly as a legal frame, necessary to the enforcement of the law. It concludes by contrasting this legal and external perspective of markets with the performative conception of markets understood as socio-technical arrangements. <![CDATA[“My House, My Life”: Experts, class meanings and the invention of a housing “market” in contemporary Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100185&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Casas são materialidades centrais na elaboração de imaginários e políticas de ascensão social. Baseando-me em etnografia conduzida entre arquitetos, economistas e planejadores, examino os dispositivos que “performam” o mercado da casa própria no Brasil contemporâneo e suas operações de adequação a perfis de renda, classe social e aspiração cultural. Demonstro como a reconfiguração de empresas imobiliárias a partir do maior programa habitacional do país – o Minha Casa, Minha Vida – terminou por inventar um “mercado” emergente que conecta cidadania, consumo e moralidades de “classe média”. Nesse processo, ao qualificarem territórios, atributos, técnicas, padrões construtivos e design arquitetônico, experts fabricam materialidades políticas e sedimentam cartografias induzidas, engajando-se ativamente em processos de valorização e precificação que reinventam o território urbano das grandes cidades brasileiras.<hr/>Abstract Houses are crucial materialities that instantiate imaginaries of social upward mobility. Based on ethnography conducted among architects, economists and planners, I examine the devices that “perform” the housing market in contemporary Brazil and how it produces adjustments to groups of income, social class and cultural aspirations. I demonstrate how the reconfiguration of real estate companies, triggered by the launch of Brazil’s largest housing program – “My House, My Life” – ended up eliciting an emergent “market” connecting citizenship, consumption and “middle class” moralities. In the process, by qualifying territories, attributes, techniques, constructive standards and architectural design, experts weave together political materialities and inducted cartographies, actively engaging in processes of valorization and precification that reinvent the urban territory of Brazil’s big cities. <![CDATA[Models of women, modes of commerce: Middle classes, culture and economy in the history of modern consumption]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100217&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O objetivo deste trabalho é investigar a recorrência de relações entre distintos movimentos do consumo na modernidade, a formação das “classes médias” e a construção do ideal da “mulher moderna”. Vamos analisar as formas pelas quais um determinado modelo de negócios, inaugurado pelos grandes magazines em meados do século XIX, estrutura um sistema para o comércio de bens e serviços que contribui para inserir contingentes das populações urbanas de camadas médias no universo do consumo e a mulher em atividades de compra. Este estudo analisará três contextos de expansão do consumo nos quais se evidencia a complexa relação entre economia e cultura: a emergência dos grandes magazines nas cidades europeias em meados do século XIX; o surgimento dos shoppings nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial; a chegada de marcas internacionais no Brasil a partir dos anos 2000, especificamente o caso da rede de lojas Forever 21.<hr/>Abstract This paper aims to investigate the recurrent relationship between different consumption movements in modernity, the forming of “middle classes” and the construction of the “modern woman” ideal. The work analyzes how a specific business model, which was inaugurated by grand magazines in the mid-nineteenth century, structures a system for selling goods and services that contributes to include masses of middle class urban populations in the universe of consumption, particularly by associating women to shopping activities. This study will focus on three contexts of expanding consumption where the complex relationship between economy and culture becomes evident: the emergence of grand magazines in European cities during the mid-nineteenth century; the development of shopping malls in the United States after the Second World War; and the arrival of international brands in Brazil from early 2000s, especially the case of the retail chain Forever 21. <![CDATA[The rise and fall of the space. Cultural dimensions of the socioeconomic change in a case of urban renewal in Colombia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100249&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen En este artículo me propongo analizar la valoración simbólica de un espacio urbano a lo largo de un periodo de transformaciones económicas en Pereira, Colombia. Abordo la transición entre un momento en el que la plaza de mercado sintetizaba sentimientos y significados de adscripción favorables gracias a su vínculo con la economía cafetera, y otro en el que esta actividad económica devino intrascendente y la valoración simbólica negativa de este espacio ahora “obsoleto” justificó su demolición y la construcción de un complejo urbano de vocación comercial “moderna”. Este estudio, implicó la observación de dicho espacio durante varios periodos, así como la realización de entrevistas a individuos claves en la planeación urbana local y la consulta de fuentes secundarias. El empleo de la noción de estructura de sentimiento me permitió explicar la manera como se codifican culturalmente algunos fenómenos económicos que inciden en las transformaciones espaciales.<hr/>Abstract This article looks for the analysis of the symbolic value of an urban area during a period of economic changes in Pereira, Colombia. It studies the transition between a time when the marketplace synthesized favorable feelings and meanings thanks to the coffee economy, and other in which this economic activity became insignificant and the symbolic value of this space “obsolete” became negative and that justified their demolition and the construction of a “modern” commercial urban complex. This study involved the observation of this space for different periods, as well as conducting interviews with the politicians and the experts in the local urban planning and reviewing secondary sources. The use of the notion of structures of feeling let me explains how the cultural codification of some economic phenomena can affect the spatial transformations. <![CDATA[Shifting borders: notes on aesthetic interventions, cultural economy and youth mobility in segregated areas of São Paulo and Lisbon]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100279&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo pretende adensar a reflexão acerca das possibilidades de trocas econômicas e simbólicas que se desdobram da relativa democratização do acesso aos meios digitais, sobretudo, entre as populações jovens e habitantes de áreas socialmente marcadas por processos de precarização nas metrópoles globais. Para tal, tomamos como ponto de partida a análise do modo pelo qual dois coletivos derappers e realizadores audiovisuais vinculados a regiões periféricas de Lisboa e São Paulo se utilizam de uma variedade de ferramentas comunicativas tanto nos espaços urbanos quanto no ciberespaço.<hr/>Abstract This article aims to reflect upon the effects that have unfolded as a result of the relative democratization of access to digital media, especially in terms of the possibilities for economic and symbolic exchanges, among young people and residents of areas marked by processes of social precariousness in global metropolises. To this end, we analyze the way in which two collectives of rappers and audiovisual producers linked to peripheral regions of Lisbon and São Paulo make use of a variety of communication tools, both in urban spaces and in cyberspace. <![CDATA[A symbolic economy of literary collections: routes of production of belief in Cora Coralina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100307&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo examina a produção da crença na escritora Cora Coralina como ponto de partida para a visualização de algumas feições contemporâneas do encontro entre economia e cultura, destacando a operacionalização de uma política da memória e a fabricação e perpetuação da crença em determinados bens culturais. A investigação das formas de mobilização dos sentidos a partir de instâncias de produção, circulação e consagração contribui para a visualização da economia simbólica nos acervos literários, um amplo empreendimento de alquimia social tecido pelos agentes envolvidos no campo de produção e circulação cultural ao fabricar e consagrar a autoridade da criação. Aqui nos interessa compreender como o campo literário absorveu as mudanças provocadas pela chamada sociedade dos consumidores com o intuito de visualizarmos as implicações da economia simbólica sobre a figura da autora, suas obras e o modo como a crença na assinatura confere legitimidade aos herdeiros se expandindo para o acervo literário (entendido como herança material e simbólica).<hr/>Abstract This paper examines the production of belief in Cora Coralina as a starting point for viewing some contemporary features of the encounter between economy and culture, highlighting the operationalization of a politics of memory and the production and perpetuation of the belief in some cultural goods. The investigation of the forms of mobilization of the senses in from instances of production, circulation and celebration contributes to the symbolic economy in literary collections, a social alchemy by the agents involved in the field of cultural production and circulation to manufacture and consecrate the authority of creation. Interests us here understand how the literary field absorbed the changes caused by consumer society call in order to visualize the implications of token economy on the figure of the author and his works and about how the belief in the signature confers legitimacy to the heirs, especially, expands to the literary collection (understood as material and symbolic inheritance). <![CDATA[From the crime’s point of view: notes from a fieldwork with “ladrões”]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100335&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[Interview with Keith Hart]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100371&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[Interview with Bill Maurer]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100395&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[BECKER, Howard. <em>Truques da escrita</em> : para começar e terminar teses, livros e artigos. Rio de Janeiro: Zahar, 2015. 256 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100411&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[GRANDIN, Greg. <em>Fordlândia</em>: ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva. Tradução de Nivaldo Montingelli Júnior. Rio de Janeiro: Rocco, 2010. 397 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100415&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[PANDIAN, Anand. <em>Crooked stalks</em>: cultivating virtue in South India. Durham: Duke University Press, 2009. 287 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100419&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[CICALO, André. <em>Urban encounters</em>: affirmative action and black identities in Brazil. New York: Palgrave Macmillan, 2012. 229 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100423&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[BUSSET, Thomas; BESSON, Roger; JACCOUD, Christophe (Éd.). <em>L’autre visage du supportérisme</em>: autorégulations, mobilisations collectives et mouvements sociaux. Berne: Peter Lang, 2014. 160 p. (Savoirs Sportifs, v. 6).]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100427&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[MEIRELLES, Renato; ATHAYDE, Celso. <em>Um país chamado favela</em>: a maior pesquisa já feita sobre a favela brasileira. São Paulo: Gente, 2014. 167 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100431&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”. <![CDATA[SANSONE, Livio (Org.). <em>A política do intangível</em>: museus e patrimônios em novas perspectivas. Salvador: EDUFBA, 2012. 352 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000100435&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Neste artigo trato de negociações que marcaram a minha pesquisa com “ladrões”. Argumento que o plano de relações que as sustentam, denominado “crime” por eles, consiste em três agenciamentos: 1) uma preocupação obstinada com a pergunta “o que é o certo?”; 2) um “movimento” coletivo de considerações variáveis a respeito de quem “está pelo certo”; 3) um processo ininterrupto de (re)definições de “aliados”/“inimigos”. Sob tal plano de relações, a pesquisa se tornou viável todas as vezes em que fui classificado como alguém dos “direitos humanos”. Indicando um forte ceticismo quanto à possibilidade de a “opressão carcerária” ser combatida pelo “sistema” e absolutamente indiferente a qualquer intenção universalista, essa noção bem pode ser utilizada para classificar “aliados” conjunturais (pesquisadores, Pastoral Carcerária), mas seu aspecto provocativo consiste no fato de que ela também pode ser usada, conforme apresento em dois casos etnográficos, para refletir não a alteridade, mas os próprios esforços dos “comandos” prisionais.<hr/>Abstract In this article I observe negotiations that marked my search with “thieves”. I argue that the relations plan which sustain them, the called “crime”, consist of three assemblages: 1) a stubborn preoccupation with the question about “what is right?”; 2) a collective “movement” of variables considerations about who “is right”; 3) a continuous process of (re)definitions of “allies”/”enemies.” Under such relations plan, the research became possible every time I was classified as someone of “human rights”. This notion may well be used to classify circumstantial “allies” (researchers, Prison Pastoral), indicating a strong skepticism about the possibility of “prison oppression” being fought by the “system” and absolutely indifferent to any universalistic intent. But its provocative content is due the fact of also being used, as presented in this article through two ethnographic cases, to reflect the own efforts of prison “commands”.