Scielo RSS <![CDATA[Horizontes Antropológicos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-718320160002&lang=en vol. 22 num. 46 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Introduction]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[“No body, no crime”: Socio-anthropological notes about the act of making bodies disappear]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200037&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo propõe uma análise socioantropológica sobre o fenômeno do desaparecimento de pessoas. A reflexão é construída a partir do diálogo com o trabalho de outros pesquisadores e com base em material levantado em meu próprio trabalho de campo, que inclui o acompanhamento de coletivos de familiares de vítimas de violência, entrevistas, documentação jornalística, estatísticas criminais, legislação sobre o assunto e boletins de ocorrência. Em meio ao emaranhado de atores e enunciados que constroem o desaparecimento enquanto problema policial, familiar e assistencial, interrogo sobre as possíveis relações entre desaparecimentos e homicídios. Argumento que o ato de fazer desaparecer corpos – enquanto prática-evento – fornece um denominador comum para policiais, milicianos e traficantes, atores que ora colaboram entre si, ora disputam. Corpos e pessoas desaparecidas fazem parte da linguagem do confronto, podendo inclusive ser objeto de transação. O desaparecimento forçado corresponde a um dispositivo de força situado entre a violência estatal e a violência criminal.<hr/>Abstract The article proposes a socio-anthropological analysis about the phenomena of missing people. The reflection is built from the dialogue with the work of other researchers and based on the material prepared in my own fieldwork, which includes the follow up of a collective of families of violence victims, interviews, journalistic documentation, criminal statistics, legislation about the subject and police reports. Amid the tangle of actors and utterances set out to build the disappearance as police, family and healthcare problem, the question that emerges is about the possible relationships between disappearance and murders. The argument of this work resides in the fact that the act of making bodies disappear as practice-event provides a common denominator for the police, the militia, and the traffickers, actors who now work together and sometimes compete. Missing bodies and people are part of the confrontational language, and may also be a transaction object. The enforced disappearance corresponds to a power device located between state violence and criminal violence. <![CDATA[Among rapes and narratives conventions: The Notary Officers and their papers in the Bureau of Women’s Defense Police]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200065&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo tem por objetivo colocar em evidência as convenções narrativas que constituem os documentos oficiais produzidos pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas, em casos de estupro e ato libidinoso, entre os anos de 2004 e 2005. Levando em consideração, a “gramática” e os “léxicos” produzidos pela polícia civil, gostaria de refletir sobre as inflexões narrativas que são postas em prática por essa corporação quando escrivãs e delegadas, por meio de seu trabalho rotineiro de escrita, forjam termos, produzem encadeamentos narrativos, sequências e imagens textuais. Tomando como cenário a espacialidade e os barulhos e silêncios impostos aos expedientes de trabalho dessa repartição policial, busco, também, colocar em evidência as expertises, estratégias e táticas mobilizadas por essas profissionais diante dos dilemas cotidianos de escuta/escrita enfrentados.<hr/>Abstract This article aims to put in evidence the narrative conventions that are the official documents produced by the Bureau of Women’s Defense of Campinas, in cases of rape and lewd acts, between 2004 and 2005. Taking into account, the “grammar” and “lexicons” produced by the civil police, I would like to reflect on the narratives inflections that are put in place by this corporation when police clerk and police chief, through its routine work of writing, forge terms, produce threads narrative, sequences and textual images. Taking as a backdrop the spatiality, the sounds and silences imposed on expedients work of this police office, I seek also to highlight the expertise, strategies and tactics deployed by police clerk and police before the daily dilemmas of listening/written faced. <![CDATA[Coordination as a technologie of government]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200097&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente artigo fornece elementos para se pensar a coordenação como uma técnica de governo. Partiremos de duas pesquisas realizadas junto ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e à Secretaria Especial de Ordem Pública (SEOP) na cidade do Rio de Janeiro. Considerando que o CICC e a SEOP produziram algumas das mais importantes transformações nas áreas de segurança pública e de ordem urbana dos últimos anos nessa cidade, é significativa sua centralidade para ambas. A coordenação emerge na SEOP por meio da construção de um novo design institucional, articulando o trabalho de secretarias, coordenadorias e autarquias já existentes para produzir efeitos na produção da ordem urbana. Já no CICC, a coordenação resulta do esforço de integrar informações através da construção de um grande sistema informacional e de controle visando responder rapidamente às necessidades em eventos cotidianos assim como naqueles considerados críticos.<hr/>Abstract This article provides elements to think coordination as a government technique. From two fieldworks carried out at the CICC (Integrated Center for Command and Control) and SEOP (Special Secretariat of Public Order) in the city of Rio de Janeiro. Whereas the CICC and SEOP produced some of the most important transformations in Public Security and Order Urban in recent years in this city, it is significant coordination’s centrality. Coordination emerges in SEOP through the construction of a new institutional design, articulating the work of secretaries, coordinators and authorities that already existed to produce effects in the production of urban order. At the CICC, coordination results from efforts to integrate information by building a large informational and control system in order to respond quickly to daily needs and critical events. <![CDATA[Government techniques, regularization of quilombo territories, conflicts and state responses]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200131&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo trata das tecnologias de governo voltadas para as comunidades remanescentes de quilombos, a partir de uma etnografia sobre os conflitos vivenciados por essas coletividades no Recôncavo da Bahia no decorrer dos seus processos de regularização territorial.<hr/>Abstract The article deals with the government of targeting technologies to the former quilombo communities, from an ethnography of the conflicts experienced by these communities in Bahia Reconcavo in the course of its territorial regularization processes. <![CDATA[The Xikrin of the Indigenous Land Trincheira-Bacajá and complementary studies on the Bacajá River: Reflections about the elaboration of an environmental impact inquiry]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200159&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Como se produz um estudo de impacto ambiental? O objetivo aqui é apresentar o processo de elaboração de dados e redação dos Estudos Complementares do Rio Bacajá, um estudo de impacto ambiental realizado na Terra Indígena Trincheira-Bacajá decorrente da construção do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte na região do Médio Xingu. Através do acompanhamento das equipes de especialistas nas aldeias, durante a etapa de coleta de dados, e do descontentamento dos Xikrin com o resultado final do laudo, intenta-se problematizar a forma de realização desse tipo de documento. Como garantir a presença e a voz dos conhecimentos dos povos indígenas nesses processos? Com essa questão colocada pelos Xikrin, durante a apresentação do resultado final dos Estudos, pretendo tornar visíveis as teorias dos Xikrin sobre a relação hidrológica do rio Bacajá com o rio Xingu e suas previsões de impacto, que foram obliteradas pela versão final do documento.<hr/>Abstract How is produced an Environmental Impact Inquiry? The aim here is to bring forward the process of elaboration and composition of the Complementary Studies on Bacajá River, an inquiry of environmental impact that was conducted in the Trincheira-Bacajá’s Indigenous Territory as part of the process of building the Belo Monte Hydroelectric Plant in Xingu River. By monitoring teams of specialists in the villages during the data collection stages, allied to the clear discontent of the Xikrin Indians with the final report, this article intends to reflect critically on this kind of inquiry. How can we guarantee the presence and the voice of indigenous knowledge in those documents? As the Xikrin Indians had put this issue, my aim is to make visible the Xikrin theories on the hydrological relations between the Bacajá and Xingu Rivers and their foreknowledge of hazards, both of them obliterated on the final version of the document. <![CDATA[De-constructing the Latin American immigrant: Iberian migration policies as neo-colonial technologies]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200189&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Las migraciones latinoamericanas hacia la Península Ibérica han experimentado un fuerte crecimiento durante las dos últimas décadas. En este contexto, los estados español y portugués han implementado políticas que construyen al inmigrante latinoamericano como un extranjero excepcional, subrayando una supuesta compatibilidad cultural como garantía de una mejor integración social en la sociedad receptora. El tratamiento político y legal diferenciado hacia esta población entronca así con un discurso que enfatiza la importancia de los vínculos históricos y culturales que unen a Latinoamérica y a la Península Ibérica desde hace cinco siglos. Partiendo de las teorías decoloniales, este trabajo aborda de manera comparada la evolución de este discurso político-legal en España y Portugal a lo largo de los últimos veinte años, prestando especial atención tanto a sus manifestaciones concretas en leyes y políticas públicas como a los distintos momentos en que ha sido adoptado, mantenido y abandonado en función de las circunstancias.<hr/>Abstract Latin American migrations to the Iberian Peninsula have experienced significant growth over the past two decades. In this context, the Spanish and Portuguese states have implemented policies that build the Latin American immigrant as an exceptional foreigner, highlighting an alleged cultural compatibility that guarantees better social integration into the host society. The differentiated political and legal treatment towards this population connects with a discourse that emphasizes the importance of historical and cultural links between Latin America and the Iberian Peninsula over five centuries. Based in decolonial thought, this piece comparatively analyzes the development of this political-legal discourse in Spain and Portugal over the last twenty years, paying particular attention to their concrete manifestations in laws and public policy, accounting for to the occasions when it has been adopted, maintained and abandoned according to the circumstances. <![CDATA[Mexican-American ethnic policies in Houston and newcomers]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200219&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Aunque el término etnopolítica ha sido aplicado a grupos minoritarios o con un ascendente socio-histórico diferente del nacional hegemónico, en este artículo procuro establecer los parámetros generales y efectos de la etnopolítica mexico-americana sobre los nuevos inmigrados al sureste de Houston en un periodo reciente: 2010-2011. Los corolarios de esta política de minoría étnico-nacional influyen en los modos de recibir, educar y disciplinar a los nuevos inmigrados a la ciudad texana. La etnografía, óptimo instrumento científico enfocado a pequeñas comunidades urbanas y a la interculturalidad, nos muestra una realidad muy diferente respecto a la apariencia y discurso emitido por estas organizaciones etno-políticas. Como primera lectura, se comprueban los vínculos estructurales entre la etnopolítica mexico-americana y la ideología nacionalista estadounidense y su proyecto de nación “multicultural”.<hr/>Abstract Although the concept “ethnopolitics” has been applied to ethno-political minority groups or with a different socio-historical origin from the hegemonic nationalism, in this article I try to set the general parameters the Mexico Americans’ ethnopolicy in southeast Houston for a recent time: 2010-2011. The corollary of this policy some of ethno-national minorities influence the ways of “welcoming”, teaching and disciplining the new immigrants to this texan town. Ethnography, an optimal scientific instrument focused on small urban communities and multiculturalism, shows a very different reality regarding appearance and speech broadcasted by those ethno-political organizations. In my findings, I stablish the structural links between the Mexican American ethnopolicies and U.S. nationalist ideology and its “multicultural” nation’s draft. <![CDATA[Immigrants or refugees? The governmentality technologies and the Palestinian exodus to Brazil in the 20th century]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200243&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo pretende analisar os dispositivos de governamentalidade da proteção internacional do refúgio e das imigrações. Indago sobre o modo como categorizamos e diferenciamos os imigrantes de refugiados no marco de políticas internacionais de proteção que incidiram sobre os palestinos que tiveram que organizar sua evasão das cidades palestinas a partir de 1948. Explicito os modos como tecnologias de controle migratório têm sido pensadas por cientistas sociais a partir do exame de seus usos e transformações diante de situações de fronteira e atentos à transformação do estatuto jurídico das pessoas em deslocamento. O foco dessa reflexão reside em demonstrar o modo como dispositivos diversos interatuam: leis, documentos e procedimentos administrativos através de agentes da burocracia que corporificam o Estado. Para tanto, examino o modo como tecnologias de governamentalidade da imigração interferiram nas escolhas de palestinos no momento em que vivenciaram o êxodo. Tais aspectos estão entrelaçados ao surgimento de um sistema de proteção internacional e ao surgimento de agências humanitárias com mandatos regionais, como a United Nations Relif and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East (UNRWA), anterior ao surgimento do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) após a convenção de 1951 relativa ao reconhecimento e proteção de refugiados.<hr/>Abstract This article aims analize the governamentality provisions of international protection refuge and immigration. Inquire on how we categorize and differentiate refugee immigrants within the framework of international protection policies that focused on the Palestinians who had to organize his escape from Palestinian cities since 1948.Explicit the ways in which immigration control technologies have been designed by social scientists from examining its uses and transformations before border situations and watch the transformation of the legal status of people on the move. The focus of this reflection lies in showing how many devices interact: laws, administrative documents and procedures through the bureaucracy agents who embody the state. To this end, it examines how immigration governmentality technologies interfere in Palestinian choices at the time experienced the exodus. These aspects are intertwined with the emergence of an international protection system and the emergence of humanitarian agencies with regional mandates, such as the United Nations Relif and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East (UNRWA), before the High Commissioner United Nations (UNHCR) appearance after the 1951 Convention on the recognition and protection of refugees. <![CDATA[When the State meets it margins: Ethnographic notes on an “Active Search Strategy” taskforce in the Brazilian state of Pará]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200273&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente artigo tem como objetivo expor algumas reflexões sobre um mutirão do governo federal realizado estado no Pará para cadastrar famílias ribeirinhas nos programas Bolsa Família e Bolsa Verde, ação da qual participei como pesquisadora e representante do Estado. Sob o lema “É o Estado chegando aonde a pobreza está”, a estratégia de Busca Ativa pretendia encontrar as pessoas consideradas “invisíveis” e incluí-las nos programas sociais do governo federal. O texto discorre sobre esse encontro do Estado com suas margens e sobre os caminhos possíveis, desvios e percalços entre as margens de Brasília e as margens do rio Amazonas. Assim como o rio em época de cheia, esse encontro transforma e reconstrói as fronteiras entre o Estado e suas margens.<hr/>Abstract This article presents reflections on a Brazilian Federal Government taskforce targeting to register riverside communities in cash-transfer programs, such as Bolsa Família and Bolsa Verde. The taskforce took place in the Amazonian state of Pará, an initiative in which I participated both as a researcher and as a representative of the Federal State. Under the motto “The State goes where poverty is”, the Active Search Strategy intends to find citizens considered to be “invisible” and register them in social programs of the Federal Government. The paper discusses these encounters between the State and its margins, going deeper and touching upon tensions and obstacles in bridging the margins of Brasília and of the Amazon River. Likewise the Amazon River in its flooding season, this encounter reshapes and transforms the boundaries of the State with its margins. <![CDATA[“Brazilian society has made us poor”: Social Assistance and ethnic autonomy of Indigenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo pretende analisar a relação dos povos indígenas com a política pública de assistência social (AS) no Brasil. Com base em dados coletados durante trabalho de campo realizado, no ano de 2014, será analisado o caso da Reserva Indígena de Dourados, Mato Grosso do Sul. Na primeira parte, caracterizo a relação desigual da sociedade e Estado nacionais com os povos indígenas para, em seguida, abordar a política de assistência social como oportunidade estatal de enfrentamento da violação de direitos decorrente do cerco colonial. Em seguida, veremos o caso de Dourados como ilustração dos dilemas e possibilidades da autonomia e protagonismo indígena frente a essa política pública. Espera-se contribuir com a discussão em torno da estatalidade apontando casos concretos em que a implementação local da política de AS é permeável, em maior ou menor medida, às demandas dos povos indígenas por adequação às suas organizações sociais e visões de mundo.<hr/>Abstract The article analyzes the relationship of Indigenous Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I characterize the unequal relationship between society and national state with Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent, the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations and worldviews. <![CDATA[Agency and subjectivation in the management of people with disabilities: The inclusion of a young adult diagnosed with autism in the labour market]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200329&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A partir da implementação do Projeto Piloto de Incentivo à Aprendizagem de Pessoas com Deficiência do Rio Grande do Sul, uma rede de atores passa a promover a inclusão destas pessoas no mercado de trabalho por meio da Lei de Cotas 8213/91. Neste contexto, as experiências de pessoas com autismo trouxeram à tona discussões teóricas e práticas sobre a condição desse diagnóstico ser caracterizado como deficiência, assim como sobre as formas de gestão dessas pessoas no cotidiano laboral. Tomás é um dos jovens que acompanhei durante sua participação no Projeto. Através da etnografia do seu “caso” podemos refletir sobre os efeitos das políticas de inclusão nas práticas de gestão e nos processos de subjetivação das pessoas com deficiência, bem como lançar luz sobre as possibilidades de agência dessas pessoas frente à construção simbólica e prática de cidadania e “sensibilidades sociais” no Brasil.<hr/>Abstract After the Pilot Project of Empowering People with Disabilities for Work in Rio Grande do Sul was implemented, a network of actors started to promote the inclusion of people with disabilities into the workplace through the Affirmative Law 8213/91. In this context, the experiences of people with autism brought to light theoretical and practical discussions on both the condition of this diagnosis as being characterized as a disability, and the ways of managing these people in the everyday life of labour. Thomas is one of the young men whose participation in the Project I followed. Through the ethnography of his ‘case’ it´s possible to reflect on the effects of inclusion policies in management practices and subjectification processes of people with disabilities, as well as shed light on the agency opportunities for those people across the symbolic and practical construction of citizenship and ‘social sensibilities’ in Brazil. <![CDATA[The political participation of bolivian and paraguayan residents in slums in the city of Buenos Aires: An approach from the struggle for housing]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200359&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Este artículo se dedica en analizar la participación política de los migrantes bolivianos y paraguayos que, al lado de la población nacional, desarrollan un proceso de reclamo por la urbanización y por la vivienda digna en las villas de la Ciudad de Buenos Aires. Presentaré parte de la cartografía de discusiones de un grupo específico de residentes de villas que, independiente del origen nacional, compartían problemáticas comunes y reivindicaron ser reconocidos como vecinos de la ciudad y militantes en lucha por la vivienda. La propuesta es poner en foco dos aspectos poco observados por los estudios del campo migratorio: a) la centralidad de la escala urbana para el estudio del fenómeno migratorio y b) el reclamo como práctica política fundamental en la vida cotidiana (urbana) de los migrantes. Es objetivo ofrecer una reflexión sobre las complejas articulaciones entre política, clase y nacionalidad que se abren a partir de un proceso local de puja por el suelo urbano y por el derecho a la ciudad.<hr/>Abstract This article is dedicated to analyze the political participation of bolivian and paraguayan migrants, in coordination with the national population, claim urbanization and housing in the slums of Buenos Aires. I´ll present part of the cartography of discussions of a specific group of residents of villas that, regardless of national origin, they share common problems and demand to be recognized as citizens of the city and militants fighting for housing. The proposal is to focus two aspects little observed by the field of migration studies: a) the centrality of the urban scale for the study of migration and b) the claim as a fundamental political practice in everyday life (urban) of migrants. The objective is to offer a reflection on the complex links between policy, class and nationality that open from a local bidding process for urban land and the right to the city. <![CDATA[Anthropology between the unexpected and the unfinished: An interview with João Biehl]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200389&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Este artículo se dedica en analizar la participación política de los migrantes bolivianos y paraguayos que, al lado de la población nacional, desarrollan un proceso de reclamo por la urbanización y por la vivienda digna en las villas de la Ciudad de Buenos Aires. Presentaré parte de la cartografía de discusiones de un grupo específico de residentes de villas que, independiente del origen nacional, compartían problemáticas comunes y reivindicaron ser reconocidos como vecinos de la ciudad y militantes en lucha por la vivienda. La propuesta es poner en foco dos aspectos poco observados por los estudios del campo migratorio: a) la centralidad de la escala urbana para el estudio del fenómeno migratorio y b) el reclamo como práctica política fundamental en la vida cotidiana (urbana) de los migrantes. Es objetivo ofrecer una reflexión sobre las complejas articulaciones entre política, clase y nacionalidad que se abren a partir de un proceso local de puja por el suelo urbano y por el derecho a la ciudad.<hr/>Abstract This article is dedicated to analyze the political participation of bolivian and paraguayan migrants, in coordination with the national population, claim urbanization and housing in the slums of Buenos Aires. I´ll present part of the cartography of discussions of a specific group of residents of villas that, regardless of national origin, they share common problems and demand to be recognized as citizens of the city and militants fighting for housing. The proposal is to focus two aspects little observed by the field of migration studies: a) the centrality of the urban scale for the study of migration and b) the claim as a fundamental political practice in everyday life (urban) of migrants. The objective is to offer a reflection on the complex links between policy, class and nationality that open from a local bidding process for urban land and the right to the city. <![CDATA[Epigenesis and epigenetics: The sundry lives of Western vitalism]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200425&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity. <![CDATA[KOURY, Mauro Guilherme Pinheiro. <em>Quebra de confiança e conflito entre iguais</em>: cultura emotiva e moralidade em um bairro popular. Recife: Bagaço; João Pessoa: Edições do GREM, 2016. 141 p. (Caderno do GREM n. 9).]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200457&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity. <![CDATA[BOSSERT, Federico; VILLAR, Diego. <em>Hijos de la selva / Sons of the forest</em>: la fotografía etnográfica de Max Schmidt / the ethnographic photography of Max Schmidt. Ed. Viggo Mortensen. Santa Monica: Perceval Press, 2013. 136 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200461&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity. <![CDATA[GIOBELLINA BRUMANA, Fernando. <em>El lado oscuro</em>: la polaridad “sagrado/profano” y sus avatares. Buenos Aires: Katz, 2014. 210 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200465&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity. <![CDATA[GELL, Alfred. <em>A antropologia do tempo</em>: construções culturais de mapas e imagens temporais. Tradução de Vera Joscelyne. Petrópolis: Vozes, 2014. 327 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200469&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity. <![CDATA[LECHNER, Elsa (Ed.). <em>Rostos, vozes e silêncios</em>: uma pesquisa biográfica colaborativa com imigrantes em Portugal. Coimbra: Almedina, 2015. 332 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200473&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity. <![CDATA[LACERDA, Paula Mendes. <em>Meninos de Altamira</em>: violência, “luta” política e administração pública. Rio de Janeiro: Garamond, 2015. 328 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200478&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity. <![CDATA[VITAL, Christina. <em>Oração de traficante</em>. Rio de Janeiro: Garamond, 2015. 432 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832016000200481&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A análise da história e dos usos contemporâneos dos termos epigênese, atribuído a Aristóteles, e epigenética, criado no século XX pelo biólogo C. H. Waddington, revela as tensões entre as perspectivas vitalistas e mecanicistas – ou epigenistas e pré-formacionistas – que têm se contraposto regularmente no seio das ciências da vida na cultura ocidental desde o século XVII. O campo demarcado pelo último termo abriga intensas discussões sobre os limites do neodarwinismo, abrindo espaço para a influência do meio na transmissão transgeracional. Essas tensões e polêmicas encontram fundo eco nas ciências humanas, por postularem diferentes pesos e implicações da herança “natural” para a vida mental, social ou cultural no desenvolvimento e efetivação da humanidade.<hr/>Abstract A review of the history and contemporary use of the terms “epigenesis”, coined by Aristotle, and “epigenetics”, proposed by the biologist C. H. Waddington in the 20th century, brings to light the tensions between the vitalist and mechanist – or epigenist and preformationist – competing tendencies in life sciences in Western culture since the 17th century. Epigenetics involves intense discussions about the limits of neo-darwinism, opening space for the influence of the “environment” in transgenerational transmission. These tensions and polemics are of great interest for the humanities, since they imply different roles for “natural” heritage in mental, social and cultural life through the development and actualization of humanity.