Scielo RSS <![CDATA[Horizontes Antropológicos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-718320140002&lang=es vol. 20 num. 42 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Apresentação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200001&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[<b>Um mundo feito de papel</b>: <b>sofrimento e estetização da vida (os diários de Carolina Maria de Jesus)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200002&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo revisita os escritos de Carolina Maria de Jesus, em particular o livro Quarto de despejo, com a intenção de pensar sua escrita (e seu próprio ato de escrever) como forma de elaboração de sua condição social de existência. Sua escrita, enquanto automodelagem de sua "pessoa" é construída através de processos de percepção de seu sofrimento social e de instauração de uma aguda consciência de sua corporalidade. Explorando o conceito de sofrimento social, enquanto processo de experiência e cognição, analisa-se o lugar de sua escrita, dolorosamente crítica, na forma como apreende o mundo, como se revela a si mesma e exprime sua revolta ao tomar consciência de sua condição social. Delineia, também, a "corporificação de seu sofrimento social" a partir do conceito "cosmografia da fome", que ganha na escrita de Carolina uma complexa elaboração de cartografias que fazem coincidir corpo e espaço, territórios urbanos de deambulação e órgãos corporais. Seu sofrimento social se estrutura através da escrita como possibilidade de agência, de revolta e revide que promove os processos de transformação de sua condição social de existência.<hr/>This article revisits the writings of Carolina Maria de Jesus, in particular her book, Quarto de despejo [Child of the dark in the English edition]. It aims to reflect upon her writing (and her very act of writing) as a mode of elaborating her social condition of existence. The self-fashioning of her 'person' in her writing involves the processual perception of her social suffering and the establishment of a heightened conscience of her corporeality. Exploring the concept of social suffering, as an experiential and cognitive process, the article analyses the role of her painfully critical writing in grasping the world around her, in revealing her own self and in expressing her revolt as she becomes conscious of her social condition. It outlines, as well, the "embodiment of her social suffering" through the concept of a 'cosmography of hunger', which, in Carolina's writing, takes on a complex elaboration of cartographies joining together body and space, urban territories of deambulation and bodily organs. Her social suffering is fleshed out through writing into the possibility of agency, revolt and response, which promotes the transformation of her social condition of existence. <![CDATA[<b>O sofrer, o narrar, o agir</b>: <b>dimensões da mobilização social de familiares de vítimas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200003&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este trabalho consiste em uma análise da relação entre acontecimentos de violência contra meninos de 8 a 15 anos, na cidade de Altamira, Pará, e as ações subsequentes organizadas por seus familiares. Narrando suas trajetórias de mobilização, os familiares das vítimas constroem a "luta" como sendo um "caminho cheio de espinhos", pontuado por decepções. Todavia, é justamente esse penoso caminhar que lhes provoca a sensação de proximidade com seus filhos e irmãos. A mobilização configura-se como recurso encontrado para "fazer alguma coisa" por seus meninos, assim evitando que os crimes pudessem se repetir e também para que as vítimas não fossem jamais esquecidas. A análise privilegiará a dimensão da fala em sua potencialidade curativa, mas que é também capaz de fazer reviver, nos corpos e nas almas de mães, irmãs e pais de vítimas, dores e sofrimentos descritos como sendo os piores de suas vidas.<hr/>This paper aims to analyze the relationship between events of violence against boys from eight to fifteen years in Altamira, Pará, and the subsequent actions organized by their families. Narrating their trajectories of mobilization, the victims' relatives create their "fight" as a "thorny path", punctuated by disappointments. However, this is just painful walk that provokes the feeling of closeness with their sons and brothers. The mobilization appears as a resource found to "do something" for their children, thus preventing the crimes could be repeated and so that the victims were never forgotten. The analysis will focus on the dimension of speech in its curative potential, but is also capable of reviving, in the bodies and feelings of mothers, sister and fathers of victims, sufferings and pains described as the worst of their lives. <![CDATA[<b>A construção de figuras da violência</b>: <b>a vítima, a testemunha</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200004&lng=es&nrm=iso&tlng=es O objetivo do presente texto é refletir sobre o sofrimento associado à violência, por meio da análise da construção de figuras significativas que habitam o discurso sobre a violência, em particular a vítima e a testemunha, em torno das quais se busca o reconhecimento social do sofrimento e a legitimidade de formas de reparação da violência sofrida. Para pensar essas figuras, a referência são as experiências de tortura, morte e desaparecimento durante a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), a partir das formas como protagonistas da luta contra a ditadura lidam com a memória dessa experiência histórica através de seu testemunho (textos literários, depoimentos, entrevistas), memória sempre mediada pela maneira como o mundo está sendo habitado no presente.<hr/>The aim of the present text is to reflect about suffering when associated to violence, through the analysis of the social construction of significant figures that inhabit the discourse on violence, in particular the victim and the witness, around whom the social recognition of suffering and the legitimacy of forms of reparation of the violence suffered are searched. In order to think about these figures, the references are the experiences of torture, death and disappearance during the civil-military Brazilian dictatorship (1964-1985), considering the forms in which Brazilian society deals with the memory of this historical experience through the testimony of its protagonists (written texts, hearings, interviews), a memory always mediated by the ways in which the social world is inhabited in the present time. <![CDATA[<b>Sofrimento, tempo, testemunho</b>: <b>expressões da violência em um conflito de terras</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200005&lng=es&nrm=iso&tlng=es Tendo como foco experiências femininas ao longo de um conflito de terras no Paraná, pretendo discutir noções de "sofrimento", assim como analisar aquilo que pode ou não ser comunicado sobre as situações de violência vividas ou conhecidas na luta pelo território. A partir das histórias de Joaquina e de Francisca, que viveram experiências trágicas durante o conflito, a noção de "sofrimento" surge acompanhada de diferentes perspectivas temporais, as quais por sua vez apontam para distintas percepções do sofrer. Além disso, seus relatos inspiram questionamentos sobre as possibilidades de produção de testemunhos sobre as violências vividas, e sobre em que medida, naquele contexto, é possível denunciar as agressões sofridas. Por fim, busco compreender como os posseiros que viveram a luta por terras elaboram suas falas sobre as mortes que ocorreram no conflito, que eventos buscam destacar e silenciar.<hr/>By focusing on women's experiences over a land dispute in the State of Paraná, I intend to discuss notions of "suffering", as well as analyze what may or may not be reported on the violence experienced or known in the fight for territory. From the stories of Joaquina and Francisca, who lived tragic experiences during the conflict, the notion of "suffering" appears accompanied by different temporal perspectives, which in turn point to distinct perceptions of suffer. In addition, their stories inspire questions about the possibilities of production of testimonies of the violence lived, and about to what extent, in that context, it is possible to denounce the assaults suffered. Finally, I seek to understand how the "posseiros" who lived the struggle for land tell stories about the deaths that occurred during the conflict, which events they highlight and which ones they silence. <![CDATA[<b>"Não quero lembrar... muito sofrimento"</b>: <b>percursos da memória entre os refugiados palestinos no Brasil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200006&lng=es&nrm=iso&tlng=es Durante minha pesquisa etnográfica junto ao grupo de refugiados palestinos reassentados em Mogi das Cruzes (SP), questões relacionadas à memória se fizeram presentes desde o primeiro contato. Em um momento em que os indivíduos buscavam dar início a uma nova vida, falar do que viveram era sempre constrangido com uma forte carga emocional ou com uma tentativa de apagamento. Entre o esquecer e tentar viver uma nova vida e o relatar e fazer com que se entendesse o que eles vivenciaram no passado, estava a dificuldade de lidar com a memória traumática. Embora houvessem vivenciado situações similares, e por longos anos dividissem a mesma realidade no campo de refugiados onde ficaram alojados em abrigos temporários - entre 2003 e 2007, quando foram reassentados no Brasil - , cada um dos refugiados optava por uma dinâmica diferente. Este artigo pretende discutir essas estruturas mediadoras e a relação entre memória traumática e memória do trauma na experiência diária dos refugiados palestinos em Mogi das Cruzes.<hr/>During my ethnographic research with the group of Palestinian refugees resettled in the Mogi das Cruzes - SP, issues related to memory have made present from the first contact. At a time in which individuals were seeking to start a new life, talk about what they had lived was always constraint by a strong emotional charge or an attempt to erase. Between forgetting and trying to live a new life and to share and make the others understand what they have experienced in the past, was the difficulty of dealing with the traumatic memory. Although they had experienced similar situations and for many years shared the same reality in the refugee camp where they were hosted in temporary shelters - between 2003 and 2007, when they were resettled in Brazil - each of refugees opted for a different dynamic. This article aims to discuss these mediating structures and the relationship between traumatic memory and memory of trauma in the daily experience of Palestinian refugees in Mogi das Cruzes. <![CDATA[<b>Pentecostalismo e o sofrimento do (ex-)bandido</b>: <b>testemunhos, mediações, modos de subjetivação e projetos de cidadania nas periferias</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200007&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este trabalho propõe a análise da experiência de sofrimento do ponto de vista do algoz da violência, tomando como perspectiva privilegiada dessa questão suas imbricações com experiências religiosas, particularmente as pentecostais. Para tal, analiso testemunhos dos chamados "resgatados da morte": grupo de homens com alguma passagem pelo mundo do crime, membros da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (Adud), com sede em São João de Meriti, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. A via de redenção oferecida pela Adud a esses sujeitos apresenta-se como uma composição complexa de elementos significativos nesse processo: o acolhimento do sofrimento e da dor do bandido; o perdão de seus pecados; e a reconfiguração de sua subjetividade de fama e poder dentro do evangelho, a partir da figura potente do "resgatado". Essas práticas e representações combinadas, sugiro, dão forma a um dispositivo pentecostal particularmente eficaz para lidar com o sofrimento através do contornamento da vitimização.<hr/>This paper aims the analysis of the experience of suffering from the viewpoint of the executioner of violence, taking as its privileged perspective how this issue overlaps with religious experiences, particularly Pentecostal. To do this, I suggest the analysis of the testimonies of the so-called "rescued from death": a group of men somehow related in their past with crime experiences, nowadays members of the Assembleia de Deus dos Últimos Dias - Adud, headquartered in São João de Meriti, periphery of Rio de Janeiro. The path to redemption offered by this church to these subjects is presented as a complex composition of significant elements in this process: the acceptance of the suffering and the pain of the bandit; the forgiveness of their sins; and the reconfiguration of their subjectivity - based upon fame and power when related to criminal practices - into a gospel version of it, represented by the potent image of the "rescued". These combined practices and representations, I suggest, form a particularly effective Pentecostal device for dealing with suffering through the circumvention of victimization. <![CDATA[<b>A reparação por perseguição política e os relatos de violência nas caravanas da anistia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200008&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo analisa os relatos públicos de violência e sofrimento na execução de uma política reparatória por perseguições políticas empreendidas durante a ditadura militar brasileira (1964-1985). A partir de uma etnografia nas Caravanas da Anistia, sessões públicas e itinerantes de análise de requerimentos de reparação econômica e anistia política baseados na lei nº 10.559/2002, reflete-se sobre o papel dos relatos e dos testemunhos enunciados em tal configuração pelos diferentes sujeitos envolvidos nesse processo. Sustenta-se que as caravanas conformam uma cena pública peculiar e uma arena de escuta e enunciação de narrativas sobre as experiências de violência sofridas, em uma cadeia discursiva em que as posições de orador e ouvinte alternam-se constantemente. Tais relatos e testemunhos assumem diferentes papéis, podendo ser entendidos ora como argumentos para a concessão da reparação pleiteada, ora como revelação de um sofrimento nunca antes contado ou ainda como atualização de engajamentos e de reivindicações das vítimas por outras formas de reparação.<hr/>In this article I analyze the public narratives of violence and grief in the implementation of a reparatory policy related to the political persecutions during the 1964-1985 military government in Brazil. The public and itinerant sessions in which the petitions for economic repair and amnesty policy were analyzed on the bases of the 10559 law, and which came to be known as the 'Caravans da Anistia', were the scenario of the ethnographic research for the reflections on role of the narratives and testimonies brought about in such context. I sustain that the 'Caravanas' constitute a peculiar political scene and an arena for the enunciation and hearing of narratives about the violence suffered by the people involved, in a discursive chain in which the positions of speaker and listener alternate uninterruptedly. Such narratives and testimonies are granted diverse roles; they can be taken as arguments in the struggle for the reparations targeted, as the revelation of some personal grief that had never been spoken out so far or, still, as a form of refreshing the victims' engagements and the claims for some other forms of reparation. <![CDATA[<b>La localización del daño</b>: <b>etnografía, espacio, y confesión en el escenario transicional colombiano</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200009&lng=es&nrm=iso&tlng=es En este texto exploro un aspecto particular de lo que podrían denominarse "etnografías de los escenarios transicionales", en la medida que se concentra en algunos de los espacios sociales e investigativos oficiales a cargo de la Fiscalía General de la Nación creados por la puesta en marcha de la Ley de Justicia y Paz (Ley 975 del 2005) en Colombia, el marco legal que permitió la desmovilización parcial de las Autodefensas Unidas de Colombia (AUC), también conocidas como "paramilitares". Este trabajo se debe gracias a mi participación como observador en un equipo de investigación de la Fiscalía durante una "diligencia" realizada a comienzos del 2012 con el objeto de "certificar" el "daño" causado por la guerra a poblaciones concretas. El trabajo explora las múltiples mediaciones narrativas, visuales, cartográficas y testimoniales que se cruzan en estos procesos de investigación y que enmarcan, de maneras incluso contradictorias, las concepciones del sufrimiento y del daño colectivo.<hr/>In this paper I explore the spaces and relationships created by the implementation of "laws of national unity and reconciliation". In deals with one of the official investigative procedures carried out by the Public Prosecution Authority during the implementation of Colombia's Ley 975 del 2005 (the legal framework charged with facilitating the demobilization of members of the Autodefensas Unidas de Colombia (AUC), also known, simply, as paramilitaries). This paper is the product of my involvement as an observer of a group of investigators' during a process that, together with former members of paramilitary groups, sought to "reconstruct" the "historical memory" of a number of massacres that the Autodefensas Campesinas del Meta y Vichada has carried out a decade ago. The paper explores a number of mediations and translations that were part of the process (narrative, visual, cartographical and testimonial) as a way to show the complexities in "localizing" collective pain, harm and injury. <![CDATA[<b>El sufrimiento colectivo de una ciudad minera en declinación</b>: <b>El caso de Lota, Chile</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200010&lng=es&nrm=iso&tlng=es Lota, la primera ciudad industrial de Chile, monoproductora e identificada por 150 años con el carbón, se encuentra en un proceso irreversible de declinación simbólica y material. Marcada su historia por luchas contra la pobreza, la injusticia social y la demanda por derechos laborales, impulsadas por los sindicatos y el Partido Comunista, que estructuraron sus utopías sociales y urbanas, hoy se encuentra sumida en la derrota y el sufrimiento producido por una acumulación de eventos adversos en los últimos 40 años. La dictadura militar, el fin de los socialismos reales, la devaluación de los partidos políticos y el sindicalismo y el cierre de la mina, ponen fin a una cultura laboral y a un proyecto de ciudad que obliga a los extrabajadores y a sus habitantes a un proceso de reescritura biográfica que modifica su relación con el pasado y el futuro. En este artículo se realiza un análisis de las transformaciones productivas, sociales, políticas, culturales y arquitectónicas que muestran la emoción de una ciudad y la vida colectiva sumida en el dolor. Metodológicamente se desarrolla en base a un trabajo etnográfico sustentado en entrevistas a exmineros, mujeres, funcionarios públicos y revisión de fuentes de información secundaria, provenientes de registros históricos y literarios.<hr/>After 150 years of coal mining and industrial production, the southern Chilean town of Lota entered during the 70's a twofold process of continuous symbolic and material decline. Under the guidance of trade-unions and the Comunist Party, which provided the ideological basis that shaped the miners striving, the city's population is renowned for its struggle against poverty and social injustice. The declining process, still underway after 40 years, has been taken over by adversity ever since the closure of the coal mines, namely: the military dictatorship that devastated the country during twenty years; the demise of most socialist regimes that sustained the miners quest for social justice; the enfeeblement of both the political parties and trade unions, among other events, have undermined social determination, forcing a redrafting of the relationship with both past and future. Through an ethnographic approach, based on interviews with former miners, women and local authorities, together with a thorough review of secondary sources, this article examines the productive, social, political, cultural and architectural transformations that speak for a town immersed in pain and longing for a redefined social utopia. <![CDATA[<b>Múltiplas vitimizações</b>: <b>crianças indígenas Kaiowá nos abrigos urbanos do Mato Grosso do Sul</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200011&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo trata de questões relativas ao trabalho com a rede de atendimento à criança, em particular, com as crianças indígenas kaiowá em situação de "vulnerabilidade". Em cidades do Mato Grosso do Sul têm sido frequentes os casos em que crianças kaiowá são retiradas de suas parentelas e conduzidas para os abrigos urbanos. A pesquisa foi realizada com base no método etnográfico, também foram feitas entrevistas e levantamentos de dados junto aos sítios de busca virtual. O objetivo deste artigo é refletir sobre o processo de vitimização sofrido pelas crianças indígenas que são abrigadas. Os resultados obtidos permitiram observar as ambiguidades e contradições presentes nas representações da rede de atendimento sobre os índios: as crianças indígenas são vistas como duplamente vítimas (vítimas por serem crianças e vítimas por pertencerem à cultura indígena) e os adultos como "criminosos" (bêbados e preguiçosos).<hr/>This article addresses issues related to working with the network of child care, particularly with kaiowá indigenous children in situations of "vulnerability." In cities of Mato Grosso do Sul has been frequent cases where kaiowá children taken from their kingroups and conducted to urban shelters. The research was conducted based on the ethnographic method, interviews and survey data were also made along the virtual search sites. The objective of this paper is to discuss the process of victimization suffered by indigenous children who are sheltered. Of the results obtained enabled us to observe the ambiguities and contradictions in the representations of the care on the network Indians: Indigenous children are seen as double victims (children and victims for being victims because they belong to indigenous culture) and adults as "criminals "(drunk and lazy). <![CDATA[<b>Aborto e corporalidade</b>: <b>sofrimento e violência nas disputas morais através de imagens</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200012&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo analisa representações do aborto por meio do discurso e imagens contidas em documentários. Na controvérsia do aborto no espaço público, grupos alinhados pró-vida e pró-escolha buscam o audiovisual como meio de propagar suas mensagens políticas. A retórica visual pró-vida recorre a imagens de diferentes estágios do desenvolvimento para provar a individualidade de embriões e fetos e sua condição de pessoa dotada de direitos. O movimento pró-escolha constrói seu discurso por meio de relatos de pessoas que passaram pela experiência do aborto, enfatizando o sofrimento e a violência da criminalização e da clandestinidade. O foco é a mulher como sujeito moral. A exceção está no tópico da anencefalia, quando imagens são usadas para representar a figura do "bebê sem cérebro" inviável. A partir do sofrimento e da violência, fetos e mulheres são apresentados como vítimas pelos diferentes lados da disputa, modo de reivindicar acesso a direitos.<hr/>The article analyses representations of abortion through discourse and images present in documentaries. Pro-life and pro-choice parties use audiovisual as means to diffuse their political messages in abortion controversy taking place in public space. Pro-life visual rhetoric uses images of different stages of development in order to prove the individuality of embryo and fetus and their status of person bearer of rights. Pro-choice movement builds a discourse through narratives of people who experienced abortion, emphasizing the suffering and violence of criminalization and clandestinity. The focus is the woman as a moral subject. The exception regards anencephaly, when images are used to represent the figure of an unviable brainless baby. Based on suffering and violence experiences, fetuses and women are presented as victims by different sides of the dispute, a way to claim rights. <![CDATA[<b>Sobre errâncias, imprecisões e ambivalências</b>: <b>notas sobre as trajetórias de jovens cariocas e sua relação com o mundo do crime</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200013&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>O legado da antropologia brasileira</b>: <b>relato de Roque de Barros Laraia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200014&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>Etnografia não é método</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200015&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>BURKE, Peter</b><b>. </b><b>Uma história social do conhecimento: II: da Enciclopédia à Wikipédia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200016&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>DEBAENE, Vincent</b><b>. </b><b>L'adieu au voyage: l'ethnologie française entre science et littérature</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200017&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>FASSIN, Didier; BOUAGGA, Yasmine; COUTANT, Isabelle; EIDELIMAN, Jean-Sébastien; FERNANDEZ, Fabrice; FISCHER, Nicolas; KOBELINSKY, Carolina; MAKAREMI, Chowra; MAZOUZ, Sarah; ROUX, Sébastien</b><b>. Juger, réprimer, accompagner: essai sur la morale de l'État</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200018&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>SAILLANT, Francine; GENEST, Serge</b><b> (Org.). Antropologia médica</b><b>: </b><b>ancoragens locais, desafios globais</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200019&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>CITRO, Silvia; ASCHIERI, </b><b>Patricia (Coord.) Cuerpos en movimiento: antropología de y desde las danzas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200020&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences. <![CDATA[<b>MONTENEGRO, Silvia Maria; BENLABBAH</b><b>, Fatiha</b><b>. </b><b>Muçulmanos no Brasil: comunidades, instituições, identidades</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832014000200021&lng=es&nrm=iso&tlng=es A literatura sobre juventude e violência é muitas vezes orientada pela busca de correlações entre, de um lado, os vínculos familiares, a inserção escolar e as perspectivas de futuro e, de outro, o envolvimento dos jovens com a violência, como vítimas ou agressores. O objetivo deste texto é problematizar essas correlações por meio do estudo comparativo de relatos de jovens em três diferentes situações concernentes às formas de institucionalização: a) em cumprimento de medidas socioeducativas; b) inseridos no sistema escolar público; e c) afastados de qualquer tipo de vínculo institucional. A metodologia empregada foi a entrevista em profundidade, com um roteiro que versou sobre as relações familiares, a trajetória escolar, projetos para o futuro e experiências com a violência e o crime. A análise apontou pistas para o questionamento do valor heurístico daquela entronização da escola e dos vínculos familiares como marcos de referência para o estudo das experiências jovens.<hr/>Literature on the issue of youth and violence is usually guided by the search for correlations between family bonds, school enrollment and future expectations and young people's involvement with violence, as victims or perpetrators. This paper intends to call into question these correlations through a comparative study of narratives produced by young men and women in three different situations concerning forms of institutionalization: a) those subjected to socio-educative measures; b) those enrolled in the public education system; and c) those deprived of any kind of institutional bonds. Methodology consists of in-depth interviews based on four major topics: family relations, educational trajectory, projects for the future and experiences with violence and crime. Analysis raised relevant cues for questioning the heuristic value of attributing to school and family the role of central references for the understanding of youth experiences.