Scielo RSS <![CDATA[Horizontes Antropológicos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-718320150001&lang=pt vol. 21 num. 43 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Apresentação]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Sexualidade, cuidado e relações de poder na diáspora: as imigrantes brasileiras no universo das casas de alterne em Lisboa]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100021&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoEste artigo traz um recorte da minha etnografia sobre o universo de experiências de brasileiras que trabalham em casas de alterne em Lisboa – estabelecimentos direcionados ao público masculino onde o trabalho das mulheres é entreter os clientes e induzi-los ao consumo. Primeiramente buscarei contextualizar esse campo de pesquisa no terreno dos deslocamentos Brasil-Portugal. Parto do pressuposto de que a articulação entre gênero, raça, classe e sexualidade não só é central no posicionamento social destas mulheres no contexto migratório como constitui a força aglutinadora que faz com que este grupo possa ser entendido como diaspórico. Na segunda parte lançarei mão de um episódio do meu trabalho de campo para ilustrar como a cultura do cuidado e as noções de reciprocidade, solidariedade e responsabilidade, além de representarem uma fonte de status social e poder, também influenciam na construção das identidades diaspóricas e transnacionais criando importantes espaços de ação e agência.<hr/>AbstractThis proposal is a brief of the main issues developed in my ethnography about the universe of experiences lived by Brazilian women in Lisbon’s Gentlemen’s clubs – night clubs where women work to entertain the clients and to make them company. The first part of this paper contextualizes the subject into the field of the migrations movements from Brazil to Portugal. It attempts to demonstrate that the articulation between gender, race, class and sexuality is central in the socially positioning these migrants into the destination context and also constitute what defines this group as diaspora. The second part describes a short episode of my field research to illustrate how the culture of care and the notions of reciprocity, solidarity and responsibility not only represent a source of social status and power, but also shape the construction of the diasporic identities in this context creating spaces of action and agency. <![CDATA[<em>Diaspora</em>. Sentidos sociais e mobilidades haitianas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100051&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoO termo “diáspora” foi objeto de inúmeras pesquisas, descrevendo as experiências das diásporas judaica, grega e armênia. A partir da década de 1990, o seu uso generalizou-se, tornando-se popular na linguagem cotidiana. Neste texto, procura-se privilegiar os conteúdos etnográficos do termo entre os haitianos, explorando os sentidos sociais da categoria de diaspora (e o campo semântico que ele delineia). Mostra-se como essa categoria é central para compreender os sentidos sociais da mobilidade no espaço (trans)nacional haitiano, qualificando pessoas, objetos, casas, dinheiro e ações.<hr/>AbstractThe term diaspora has been the subject of numerous studies describing the experiences Jewish, Greek and Armenian diasporas. From the 1990s, its use became widespread, making it common in everyday language. In this paper, we seek to focus the ethnographic content of the word among Haitians, exploring the social meanings of the category of diaspora (and the semantic field constitutes). It is shown how this is central category for understanding the social meanings of mobility in the Haitian (trans)national space, describing people, objects, houses, money and practices. <![CDATA[Being Chinese at Buenos Aires: history, moralities and changes in Chinese Diaspora in Argentina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100079&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumenEste artículo se propone realizar una descripción de las particularidades de la comunidad china y taiwanesa en Buenos Aires. Recorre la historia de la migración china y taiwanesa hacia Argentina y los cambios que se están registrando en los últimos años, con la nueva posición de China en la economía mundial. Proponemos que la diáspora china y taiwanesa pueden ser pensadas como “puentes”, ya que los taiwaneses se re identifican como “chinos” alegando una pertenencia ancestral al legado cultural chino, y los chinos continentales están ocupando el lugar asignado por el estado chino para sus diásporas: ser un eslabón en el proceso de expansión económica chino, intermediando entre la sociedad de recepción y la madre patria.<hr/>AbstractThis article proposes a description of the peculiarities of Chinese and Taiwanese community in Buenos Aires. It traces the history of Chinese and Taiwanese migration to Argentina and the changes that are occurring in recent years, with the new position of China in the world economy. We propose that the Chinese and Taiwanese diaspora can be understood of as “bridges”, since Taiwanese re identify themselves as “Chinese” because off a cultural belonging to a Chinese legacy, and mainland Chinese are taking the place assigned by the Chinese state to their diasporas: be a link in the process of Chinese economic expansion, mediating between the receiving society and the motherland. <![CDATA[“Na realidade, Portugal, Moçambique, Brasil… eu ligo muito à ideia de nação portuguesa”: ligar o que a vida separou]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100105&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoO texto tem por base uma etnografia realizada com três gerações de três famílias que integraram as elites coloniais portuguesas: a primeira geração partiu de Portugal, nos anos 1950/60, para viver em Moçambique e daí partiu, depois de 1974, para o Brasil, onde já nasceram os membros da terceira geração. Pretende contribuir para uma concepção da noção de diáspora sustentada na observação das práticas e das representações de pessoas concretas em situações de deslocação espacial também elas concretas. Para tal faz um entrosamento entre a discussão académica que tem envolvido a noção nas últimas décadas e a ideia de diáspora agenciada pelos membros das famílias estudadas (“diáspora colonial”). Termina afirmando que os conteúdos que lhe são atribuídos estão relacionados com as condições objetivas e subjetivas dos percursos experimentados por quem os convoca. No final, o texto aborda o papel que os objetos deslocados assumem na construção da ideia de diáspora.<hr/>AbstractThis article is based on an ethnography carried out with three generations of three families which belonged to the Portuguese colonial elite. The first generation left Portugal and settled in Mozambique in the fifties and sixties, and lived there until 1974. After the revolution, the families migrated to Brazil, where the third generation was born. The article aims to contribute to the depiction of the concept of diaspora by observing the practices and representations of these particular families, in specific mobility contexts. The article promotes to integrate the recent academic discussion on the concept of diaspora with the lived experience and of the families and the appropriations they do of to the concept (‘colonial diaspora’). The article concludes that the contents associated to the concept are highly marked by the subjective and objective experiences of those who experience them. At the end, the paper addresses the role of displaced objects in the making of an idea of diaspora. <![CDATA[Diásporas de encantados na Amazônia Bragantina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100129&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoPartindo de exercícios etnográficos, o texto apresenta experiências diaspóricas de mulheres rezadeiras que, ao migrarem do Nordeste brasileiro para a “Amazônia Bragantina”, no Estado do Pará, a partir da década de 1950, tiveram suas vidas marcadas pelo processo de iniciação junto a entidades da encantaria brasileira (Prandi, 2004). Em viagens noturnas a cemitérios, transfigurações, transportes físicos, vidências e andanças em corpos de animais, ventos e águas, essas rezadeiras revisitaram “mundos” e “tempos” imemoriais, passando a dialogar com pajés e “poderosos” rezadores do Maranhão, Paraíba, Piauí e Ceará, deixando ver pessoas e encantados em outros sentidos de deslocamento. A crença na capacidade das entidades de acompanhar as pessoas detentoras do “dom de rezar” até o Pará, bem como de transitarem continuamente nesses locais, nomadizando-se (Deleuze; Guattari, 1995) entre o “lá” e o “aqui”, constitui o fenômeno da “diáspora dos encantados” (Brah, 2011; Hall, 1999, 2009). A convivência com essas mulheres ensina, entre outros aspectos, a defender concepções de encontros e deslocamentos de culturas que percebam a alteridade radical da cosmologia das ciências humanas, mesmo quando esta se crê fielmente situada em lugares de partida, movimentos de passagem ou chegada, esquecendo, muitas vezes, que se trata não de lugar, mas de trânsitos materiais e simbólicos.<hr/>AbstractStarting from ethnographic exercises, the text presents diasporic experiences of women mourners that when migrating from northeastern Brazil to “Amazon Bragantina”, in Pará State, from the 1950s, whose lives were marked by the initiation process with the entities of the Brazilian enchant (Prandi, 2004). On overnight trips to cemeteries, transfiguration, physical transport, clairvoyance and wanderings in animal bodies, winds and waters, these mourners revisited “worlds” and ancient “times”, going to talk with shamans and “powerful” chanters of Maranhão, Paraíba, Piauí and Ceará, letting people see and delighted in other senses of displacement. The belief in the ability of entities to monitor persons holding the “gift of praying” to the Pará, as well as continually transitioning these sites, nomadizando up (Deleuze; Guattari, 1995) between “there” and “here”, constitute the phenomenon of “diaspora of the enchanted” (Brah, 2011; Hall, 1999, 2009). Living with these women teaches, among other things, to defend conceptions of meetings and displacements of cultures that perceive the radical otherness of the cosmology of the human sciences, even when one believes this faithfully situated in places of departure, passage and arrival of movements, forgetting often it is not the place, but the material and symbolic transits. <![CDATA[Os primeiros cristãos do mundo: pertencimento religioso e identidade coletiva na diáspora armênia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100157&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoEste trabalho tem como objetivo compreender o papel exercido pela Igreja Apostólica Armênia na configuração da identidade coletiva da comunidade armênia de São Paulo. Para tanto, são identificados e analisados os elementos evocados pela comunidade para definir a sua identidade, observando com especial atenção a importância atribuída à origem cristã dessa população como um aspecto aglutinador do grupo. Parte-se do desejo de entender as estratégias adotadas por comunidades diaspóricas para preservar a sua identidade em um contexto de progressiva integração do grupo com a sociedade que as acolheu; esse é precisamente o caso dos armênios em São Paulo, os quais, instalados no país há cerca de cem anos, não têm – em absoluto – sua atuação restrita aos círculos da comunidade.<hr/>AbstractThis paper aims to comprehend the role played by the Armenian Apostolic Church in the making of the collective memory of the Armenian Community in Sao Paulo. With such intent, the features summoned up by the community to express its identity, especially the Christian roots of this population, will be summarized and analysed. The starting point of the reflections developed here is the desire of understanding the strategies undertaken by diasporic communities in order to preserve their identities in spite of the progressive integration with the host society; this is precisely the case of the Armenians in Sao Paulo, who have settled in Brazil for almost one hundred years and whose interactions are absolutely not restricted to the community circles. <![CDATA[Faces of a diaspora. Japanese community and religiosity in the Soka Gakkai International (Argentina)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100183&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen En este artículo se analizan aspectos concernientes a la inmigración japonesa en Argentina, poniendo énfasis en el fenómeno social y religioso que configura la Soka Gakkai Internacional (SGI). El objetivo es proponer una lectura interpretativa enfocada en los discursos y prácticas inscriptos en las actividades y en la filosofía que promueve la SGI. El propósito es ofrecer una lectura del fenómeno donde éste representa, entre otras cosas, tanto una reserva de valores culturales como un modo de visibilización social desarrollado por parte de la comunidad japonesa en la Argentina.<hr/>Abstract This article analizes some aspects concerning Japanese immigration in Argentina, making emphasize on the social and religious phenomena Soka Gakkai International (SGI). This interpretative approach looks for speeches and practices inscripts in activities and philosophy of the SGI. The purpose is to offer an image where the phenomen implies, among other things, a reservoir of cultural values and a way of social visibilization developed by a part of the Japanese community in Argentina. <![CDATA[From “the exile” to “diaspora”. Languages and mediations in the process of Uruguayan diasporisation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100211&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumenA partir de una etnografía multi-situada, este artículo explora las conceptualizaciones del término “diáspora” y el reciente pero sostenido “proceso de diasporización” para el caso uruguayo. Concretamente analizamos cómo y quiénes componen la “diáspora uruguaya” atendiendo a los lenguajes y las mediaciones propiciadas en el marco de la Dirección de Asuntos Consulares y Vinculación, el programa “Departamento 20” y las acciones en torno a la implementación del “voto en el exterior”. Para ello, el artículo reseña la literatura académica sobre emigración en Uruguay, describe las interacciones sucedidas en el V Encuentro Mundial de Consejos Consultivos (2013) y las confronta con el lenguaje y las prácticas políticas transnacionales del colectivo uruguayo en la Argentina a fin de puntualizar las tensiones cifradas en los usos nativos de “diáspora”. Finalmente se formulan algunos interrogantes respecto de los retos que los procesos de diasporización suponen a las teorías políticas y las democracias liberales.<hr/>AbstractUsing a multi-sited ethnography this article explores the conceptualizations of “diaspora” and the recent but sustained “diasporisation process” for the Uruguayan case. Specifically we analyzed how and who compose the “Uruguayan diaspora” in response to the languages and propitiated mediations in the context of the Dirección de Asuntos Consulares y Vinculación, the “Departamento 20” program, and the actions regarding the implementation of the “voting abroad”. For this purpose, the paper reviews the academic literature on migration in Uruguay, describes the interactions occurred in the V Encuentro Mundial de Consejos Consultivos (2013) and confronts them with the language and transnational political practices of Uruguayan collective in Argentina in order to point out the tensions encrypted in native uses of “diaspora.” Finally, some questions are formulated regarding the challenges posed processes diasporisation to the political theories and liberal democracies. <![CDATA[Por onde os africanos chegaram: o Cais do Valongo e a institucionalização da memória do tráfico negreiro na região portuária do Rio de Janeiro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100239&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoEste artigo tem por objeto o processo de institucionalização e patrimonialização da memória da diáspora africana na região portuária do Rio de Janeiro, através de uma reflexão sobre as ações e representações em torno do sítio arqueológico Cais do Valongo, antigo cais de desembarque de cativos africanos. Procuramos compreender como, num determinado contexto, alguns grupos de atores chegam a consensos que favorecem a institucionalização da memória da diáspora africana na região. Acreditamos que a patrimonialização do Cais do Valongo ocorre na interseção de dois fenômenos entrelaçados: a) o reconhecimento do multiculturalismo e da diversidade étnico-racial no Brasil; b) os grandes projetos de revitalização urbana assumidos pelas municipalidades. Concentramos a observação em três grupos de atores: lideranças do movimento negro, pesquisadores acadêmicos e representantes do poder público municipal. Procuramos compreender como, juntos, eles produzem a localidade do Cais do Valongo como principal referência da chegada de africanos escravizados no país.<hr/>AbstractThis article aims to discuss the institutionalization of the heritage of the African diaspora in the port region of Rio de Janeiro, by reflecting on the actions and meanings developed around the archaeological findings of a slave trade pier, the Valongo Pier. We show how, in a given historic and sociopolitical context, relationships enacted by some institutionalized groups of actors end up converging, recognizing the importance of the institutionalization of this memory. We believe that this process occurs in the intersection of two phenomena: a) the recognition of the multiculturalism and the ethnic-racial diversity in Brazil; b) the urban processes of revitalization lead by the city council. We concentrate our analyses in three main groups of actors: black movement activists, academic searchers and municipality’s representatives. We try to show how these actors produce the site of Valongo Pier as the main material reference of the slave trade diaspora in the country. <![CDATA[Relations between diasporas. Africa in America, Brazil in Argentina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100273&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumenEn las últimas décadas ha tenido lugar en la Argentina y, particularmente, en la Ciudad de Buenos Aires y su área metropolitana, un crecimiento en la visibilidad y valorización de los afrodescendientes y sus manifestaciones culturales-religiosas frente a una construcción nacional de alteridad que valorizó –y aún mayormente valoriza– un ideal de nación blanco y europeo. En el marco del análisis de la expansión y prácticas de religiones afro-brasileñas en el país, se analiza cómo la consolidación paralela de un activismo cultural-artístico de reivindicación de manifestaciones afroamericanas y africanas alimentado por la llegada de migrantes de esos orígenes, así como procesos internacionales, regionales y nacionales de revisibilización de la población afrodescendiente bajo políticas multiculturales que fomentan también la consolidación de colectividades migrantes, habilita espacios en que las diferentes expresiones y construcciones diaspóricas (religiosas, étnicas, raciales, nacionales) africanas y afroamericanas interactúan entre sí creando o reactualizando una africanidad común que aminora pero no desaparece sus diferencias o legitimidades.<hr/>AbstractIn recent decades there has been in Argentina and especially in Buenos Aires and its metropolitan area, an increase in the visibility and appreciation of the African and Afro-American manifestations, in the context of an alterity national formation that valorized –and still valorizing– an ideal of a white European nation. Under the analysis of the expansion and practice of the Afro-Brazilian religions in the country, discusses how the parallel consolidation of a cultural activism of Afro-American and African manifestations related to the arrival of migrants from these sources, and international, regional and national processes of revisibilition Afro-descendants under multicultural policies that promote also the emergence of immigrant communities, create spaces where the different African and Afro-American diasporic expressions and constructions (religious, ethnic, racial, national) interact one another creating or reactualization common Africanness that decress but does not disappear their differences or legitimacy. <![CDATA[O corpo colonial e as políticas e poéticas da diáspora para compreender as mobilizações afro-latino-americanas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100301&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoO artigo tece uma relação entre corpo colonial e diáspora como dimensões relevantes para compreender as mobilizações afro-latino-americanas, particularmente no Brasil. A partir de dados etnográficos e produções discursivas de intelectuais e militantes negros, analiso a relação entre corpo e poder em diferentes dimensões da luta antirracista. Abordarei dois cenários diferenciados para analisar como a diáspora aparece nas narrativas de sujeitos negros como dimensão disruptiva da colonialidade, provocando a possibilidade de corpos/sujeitos decoloniais que demandam justiça racial. Enfatizarei a dimensão diaspórica como força desse deslocamento nas mobilizações negras: como ela se vincula às políticas e poéticas do corpo/espaço/tempo. Indagarei também na visibilização do corpo colonial na crítica das feministas negras, ao considerar raça e gênero como opressões entrelaçadas. Propõem-se contribuições para uma antropologia política do corpo ao levar a sério perspectivas diaspóricas afro-latino-americanas que focam o corpo como centro das disputas políticas, no sentido de desracializar e pluralizar nossas sociedades.<hr/>AbstractThis article presents the interweaving of body and diaspora as dimensions deemed relevant for the understanding of the African-Latin-American political actions, particularly in Brazil. Based on ethnographic data and discursive production between intellectuals and black movement leaders, I analyze the relation between body and power in the diverse dimensions of the anti-racist struggle carried out by black movement political actions. I focus on the displacement of representations, from the representation of the body as the locus of power to that of the body as the locus of resistance, as I emphasize on the diasporic dimension as the leading force of such displacement. I articulate Franz Fanon’s concept of colonial body and the black feminist critics in the race and gender intersectionality. Contributions for a political anthropology of the body are suggested, as African Latin-American diasporic perspective and experiences focusing on the body as a central dimension of the political dispute are seriously taken into account, with the aim of deracializing and pluralizing our societies. <![CDATA[Terra Prometida, exílio e diáspora: apontamentos e reflexões sobre o caso judeu]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100331&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoNeste texto pretendo discutir sumariamente diferentes abordagens sobre a diáspora como categoria analítica, salientando os problemas decorrentes da dispersão semântica do termo nas últimas décadas. Imediatamente, serão analisadas as concepções mais importantes no judaísmo sobre Terra Prometida, exílio e diáspora. Por último, tentarei descrever as mudanças ocorridas nos últimos anos entre diferentes segmentos judeus da diáspora em seu relacionamento com o Estado de Israel e com as sociedades hospedeiras como consequência de um marcado processo de dessionização.<hr/>AbstractIn this paper I intend to discuss briefly different approaches to diaspora as an analytical category, highlighting the problems of the semantics of the term that has spread in recent decades. Immediately, I will analyze the most important conceptions in Judaism about the Promised Land, exile and diaspora. Finally, I will describe the changes in recent years among different segments of the Jewish Diaspora in their relationship with the State of Israel and with the host societies as a result of a marked process of de-Zionation. <![CDATA[Seeds of revolt. Intergenerational relationships in rural KwaZulu, South Africa]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100355&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt AbstractThe social role of youth, in the last twenty years, has become a key point of the political agenda of many African nations. In South Africa, the consequences of segregationist politics, market economy and migrations have profoundly shaped the social and cultural role of youth, both in urban and rural contexts. Moreover, the end of apartheid has opened a new period of wide transformation. Based on my ethnographic research in KwaMashabane, a rural region of South Africa, this article analyses how the social role of male youth is shaped by national state policy and by local dynamics. I will focus on the relationship between models of adulthood, and the strategies that youth adopt to cope with conflicts and continuities. This analysis will show how post-apartheid freedom and the constraints of the local social structure are negotiated, and how society is coping with the complex relationships between cultural reproduction and social change.<hr/>ResumoO papel social dos jovens, nos últimos vinte anos, se tornou um ponto-chave da agenda política de muitos Estados-nações africanos. Na África do Sul as políticas segregacionistas, a afirmação do capitalismo e as migrações têm moldado profundamente o papel social e cultural dos jovens, seja no meio urbano, seja no rural. Além disso, o fim do regime do apartheid inaugurou um período de amplas transformações. Baseado numa pesquisa etnográfica em KwaMashabane, uma região rural da África do Sul, este artigo analisa como o papel social dos jovens homens é moldado pelas políticas do Estado-nação e pelas dinâmicas locais. Mediante uma comparação entre os padrões de maturidades afirmados localmente e as estratégias que os jovens adotam para lidar com a condição deles, de “não adultos”, será possível evidenciar como a “liberdade” implícita da época do pós-apartheid lida com a estrutura sociocultural local e como a sociedade enfrenta a complexa dinâmica entre reprodução e mudança social. <![CDATA[Tornando-se Outro: entrevista com Suzanne Oakdale]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100375&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoSuzanne Oakdale é uma etnóloga norte-americana que trabalha com os Kawaiweté, conhecidos também como Kayabi, povo que vive no Parque do Xingu desde os anos 1950. É antropóloga formada pela Chicago University com orientação de Terence Turner. Professora de antropologia na University of New Mexico (UNM) em Albuquerque, EUA, trabalha com os temas pessoa e agência, ritual e religião, contato, história, narrativas autobiográficas com ênfase na Amazônia Brasileira. Na entrevista que segue, que foi feita em 2012 na UNM (Albuquerque), a autora fala do seu trabalho, da sua formação como antropóloga, da antropologia brasileira, da vida e da contribuição dos Kawaiweté para a antropologia, da história do seu contato com o Brasil e com a antropologia brasileira. A entrevista perpassa por temas como agência, alteridade, produção de pessoa, identidade, história, cantos, presença de criança na pesquisa de campo, entre outros. A entrevista apresenta especialmente a contribuição de Suzanne para uma antropologia da autobiografia e da performance, com uma especial atenção à história dos Kawaiweté.<hr/>AbstractSuzanne Oakdale is an ethnologist from the USA who works with the Kawaiweté, also called the Kayabi, who have lived in the Xingu Indigenous Reserve since the 1950s. She trained with Terence Turner at Chicago, and now teaches at the University of New Mexico in Albuquerque. Her research focusses on ritual and religion, indigenous contact, history, and narrative autobiography in the Brazilian Amazon. In the following interview, recorded in 2012 at UNM, the author reflects on her work, her training as an anthropologist, on Brazilian anthropology, on the contributions of the Kawaiweté to anthropological knowledge, and on their contact with Brazil and with researchers. The interview continues with questions of social agency, alterity, the construction of the person, identity, history, songs, and the role of children in fieldwork. In this work, we see Dr. Oakdale’s contributions to the anthropology of performance and autobiography, with special attention to the life of the Kawaiweté. <![CDATA[STRATHERN, Marilyn. <em>Fora de contexto</em>: as ficções persuasivas da antropologia. São Paulo: Terceiro Nome, 2013. 160 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100395&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoSuzanne Oakdale é uma etnóloga norte-americana que trabalha com os Kawaiweté, conhecidos também como Kayabi, povo que vive no Parque do Xingu desde os anos 1950. É antropóloga formada pela Chicago University com orientação de Terence Turner. Professora de antropologia na University of New Mexico (UNM) em Albuquerque, EUA, trabalha com os temas pessoa e agência, ritual e religião, contato, história, narrativas autobiográficas com ênfase na Amazônia Brasileira. Na entrevista que segue, que foi feita em 2012 na UNM (Albuquerque), a autora fala do seu trabalho, da sua formação como antropóloga, da antropologia brasileira, da vida e da contribuição dos Kawaiweté para a antropologia, da história do seu contato com o Brasil e com a antropologia brasileira. A entrevista perpassa por temas como agência, alteridade, produção de pessoa, identidade, história, cantos, presença de criança na pesquisa de campo, entre outros. A entrevista apresenta especialmente a contribuição de Suzanne para uma antropologia da autobiografia e da performance, com uma especial atenção à história dos Kawaiweté.<hr/>AbstractSuzanne Oakdale is an ethnologist from the USA who works with the Kawaiweté, also called the Kayabi, who have lived in the Xingu Indigenous Reserve since the 1950s. She trained with Terence Turner at Chicago, and now teaches at the University of New Mexico in Albuquerque. Her research focusses on ritual and religion, indigenous contact, history, and narrative autobiography in the Brazilian Amazon. In the following interview, recorded in 2012 at UNM, the author reflects on her work, her training as an anthropologist, on Brazilian anthropology, on the contributions of the Kawaiweté to anthropological knowledge, and on their contact with Brazil and with researchers. The interview continues with questions of social agency, alterity, the construction of the person, identity, history, songs, and the role of children in fieldwork. In this work, we see Dr. Oakdale’s contributions to the anthropology of performance and autobiography, with special attention to the life of the Kawaiweté. <![CDATA[WILKIS, Ariel. <em>Las sospechas del dinero</em>: moral y economía en la vida popular. Buenos Aires: Paidós, 2013. 192 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100400&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoSuzanne Oakdale é uma etnóloga norte-americana que trabalha com os Kawaiweté, conhecidos também como Kayabi, povo que vive no Parque do Xingu desde os anos 1950. É antropóloga formada pela Chicago University com orientação de Terence Turner. Professora de antropologia na University of New Mexico (UNM) em Albuquerque, EUA, trabalha com os temas pessoa e agência, ritual e religião, contato, história, narrativas autobiográficas com ênfase na Amazônia Brasileira. Na entrevista que segue, que foi feita em 2012 na UNM (Albuquerque), a autora fala do seu trabalho, da sua formação como antropóloga, da antropologia brasileira, da vida e da contribuição dos Kawaiweté para a antropologia, da história do seu contato com o Brasil e com a antropologia brasileira. A entrevista perpassa por temas como agência, alteridade, produção de pessoa, identidade, história, cantos, presença de criança na pesquisa de campo, entre outros. A entrevista apresenta especialmente a contribuição de Suzanne para uma antropologia da autobiografia e da performance, com uma especial atenção à história dos Kawaiweté.<hr/>AbstractSuzanne Oakdale is an ethnologist from the USA who works with the Kawaiweté, also called the Kayabi, who have lived in the Xingu Indigenous Reserve since the 1950s. She trained with Terence Turner at Chicago, and now teaches at the University of New Mexico in Albuquerque. Her research focusses on ritual and religion, indigenous contact, history, and narrative autobiography in the Brazilian Amazon. In the following interview, recorded in 2012 at UNM, the author reflects on her work, her training as an anthropologist, on Brazilian anthropology, on the contributions of the Kawaiweté to anthropological knowledge, and on their contact with Brazil and with researchers. The interview continues with questions of social agency, alterity, the construction of the person, identity, history, songs, and the role of children in fieldwork. In this work, we see Dr. Oakdale’s contributions to the anthropology of performance and autobiography, with special attention to the life of the Kawaiweté. <![CDATA[ANTWEILER, Christoph. <em>Inclusive humanism</em>: anthropological basics for a realistic cosmopolitanism. Göttingen: V&R unipress; Taipei: National Taiwan University Press, 2012. (Reflections on (In)Humanity, 4). 262 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100406&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoSuzanne Oakdale é uma etnóloga norte-americana que trabalha com os Kawaiweté, conhecidos também como Kayabi, povo que vive no Parque do Xingu desde os anos 1950. É antropóloga formada pela Chicago University com orientação de Terence Turner. Professora de antropologia na University of New Mexico (UNM) em Albuquerque, EUA, trabalha com os temas pessoa e agência, ritual e religião, contato, história, narrativas autobiográficas com ênfase na Amazônia Brasileira. Na entrevista que segue, que foi feita em 2012 na UNM (Albuquerque), a autora fala do seu trabalho, da sua formação como antropóloga, da antropologia brasileira, da vida e da contribuição dos Kawaiweté para a antropologia, da história do seu contato com o Brasil e com a antropologia brasileira. A entrevista perpassa por temas como agência, alteridade, produção de pessoa, identidade, história, cantos, presença de criança na pesquisa de campo, entre outros. A entrevista apresenta especialmente a contribuição de Suzanne para uma antropologia da autobiografia e da performance, com uma especial atenção à história dos Kawaiweté.<hr/>AbstractSuzanne Oakdale is an ethnologist from the USA who works with the Kawaiweté, also called the Kayabi, who have lived in the Xingu Indigenous Reserve since the 1950s. She trained with Terence Turner at Chicago, and now teaches at the University of New Mexico in Albuquerque. Her research focusses on ritual and religion, indigenous contact, history, and narrative autobiography in the Brazilian Amazon. In the following interview, recorded in 2012 at UNM, the author reflects on her work, her training as an anthropologist, on Brazilian anthropology, on the contributions of the Kawaiweté to anthropological knowledge, and on their contact with Brazil and with researchers. The interview continues with questions of social agency, alterity, the construction of the person, identity, history, songs, and the role of children in fieldwork. In this work, we see Dr. Oakdale’s contributions to the anthropology of performance and autobiography, with special attention to the life of the Kawaiweté. <![CDATA[KOHN, Eduardo. <em>How forests think</em>: toward an anthropology beyond the human. Berkeley: University of California Press, 2013. 267 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100411&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoSuzanne Oakdale é uma etnóloga norte-americana que trabalha com os Kawaiweté, conhecidos também como Kayabi, povo que vive no Parque do Xingu desde os anos 1950. É antropóloga formada pela Chicago University com orientação de Terence Turner. Professora de antropologia na University of New Mexico (UNM) em Albuquerque, EUA, trabalha com os temas pessoa e agência, ritual e religião, contato, história, narrativas autobiográficas com ênfase na Amazônia Brasileira. Na entrevista que segue, que foi feita em 2012 na UNM (Albuquerque), a autora fala do seu trabalho, da sua formação como antropóloga, da antropologia brasileira, da vida e da contribuição dos Kawaiweté para a antropologia, da história do seu contato com o Brasil e com a antropologia brasileira. A entrevista perpassa por temas como agência, alteridade, produção de pessoa, identidade, história, cantos, presença de criança na pesquisa de campo, entre outros. A entrevista apresenta especialmente a contribuição de Suzanne para uma antropologia da autobiografia e da performance, com uma especial atenção à história dos Kawaiweté.<hr/>AbstractSuzanne Oakdale is an ethnologist from the USA who works with the Kawaiweté, also called the Kayabi, who have lived in the Xingu Indigenous Reserve since the 1950s. She trained with Terence Turner at Chicago, and now teaches at the University of New Mexico in Albuquerque. Her research focusses on ritual and religion, indigenous contact, history, and narrative autobiography in the Brazilian Amazon. In the following interview, recorded in 2012 at UNM, the author reflects on her work, her training as an anthropologist, on Brazilian anthropology, on the contributions of the Kawaiweté to anthropological knowledge, and on their contact with Brazil and with researchers. The interview continues with questions of social agency, alterity, the construction of the person, identity, history, songs, and the role of children in fieldwork. In this work, we see Dr. Oakdale’s contributions to the anthropology of performance and autobiography, with special attention to the life of the Kawaiweté. <![CDATA[PAIS, José Machado; ALMEIDA, Maria Isabel Mendes de (Org.). <em>Criatividade, juventude e novos horizontes profissionais</em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2012. 293 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832015000100417&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ResumoSuzanne Oakdale é uma etnóloga norte-americana que trabalha com os Kawaiweté, conhecidos também como Kayabi, povo que vive no Parque do Xingu desde os anos 1950. É antropóloga formada pela Chicago University com orientação de Terence Turner. Professora de antropologia na University of New Mexico (UNM) em Albuquerque, EUA, trabalha com os temas pessoa e agência, ritual e religião, contato, história, narrativas autobiográficas com ênfase na Amazônia Brasileira. Na entrevista que segue, que foi feita em 2012 na UNM (Albuquerque), a autora fala do seu trabalho, da sua formação como antropóloga, da antropologia brasileira, da vida e da contribuição dos Kawaiweté para a antropologia, da história do seu contato com o Brasil e com a antropologia brasileira. A entrevista perpassa por temas como agência, alteridade, produção de pessoa, identidade, história, cantos, presença de criança na pesquisa de campo, entre outros. A entrevista apresenta especialmente a contribuição de Suzanne para uma antropologia da autobiografia e da performance, com uma especial atenção à história dos Kawaiweté.<hr/>AbstractSuzanne Oakdale is an ethnologist from the USA who works with the Kawaiweté, also called the Kayabi, who have lived in the Xingu Indigenous Reserve since the 1950s. She trained with Terence Turner at Chicago, and now teaches at the University of New Mexico in Albuquerque. Her research focusses on ritual and religion, indigenous contact, history, and narrative autobiography in the Brazilian Amazon. In the following interview, recorded in 2012 at UNM, the author reflects on her work, her training as an anthropologist, on Brazilian anthropology, on the contributions of the Kawaiweté to anthropological knowledge, and on their contact with Brazil and with researchers. The interview continues with questions of social agency, alterity, the construction of the person, identity, history, songs, and the role of children in fieldwork. In this work, we see Dr. Oakdale’s contributions to the anthropology of performance and autobiography, with special attention to the life of the Kawaiweté.