Scielo RSS <![CDATA[Horizontes Antropológicos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-718319980002&lang=en vol. 4 num. 9 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Apresentação]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Pessoa e dor no Ocidente (o “holismo metodológico” na Antropologia da Saúde e Doença)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho aborda questões centrais presentes em uma antropologia a respeito de fenômenos ditos da “doença” e “saúde”, que busca desconstruir a arraigada percepção de uma “naturalidade” das experiências do sofrimento, do adoecimento e de suas terapêuticas. No entanto, há toda uma produção no campo da assim chamada antropologia médica, em que o corpo volta a estar no primeiro plano, não mais apenas como organismo natural determinante, mas como ente que serve de palco ativo da experiência ou vivência dos sujeitos. Aponta-se criticamente os limites desta posição que lança mão, de fato, de uma concepção de Pessoa (como ser autônomo, singularizado, interiorizado, dependente de um corpo naturalizado, cujo conhecimento e manipulação depende dos saberes científicos especializados), concepção esta que está enraizada na ideologia central da cultura ocidental moderna, o individualismo. A proposta aqui apresentada é a da necessidade de um “culturalismo radical”, de um estranhamento simbólico radical de todas as experiências humanas, percebendo a sua inseparabilidade do horizonte integrado de cada cultura e buscando entendê-lo a partir de categorias mais estruturantes. A ciência social para ser ciência do social necessita de uma “relativa relativização” do sistema ideológico que sustenta o seu próprio projeto de ser ciência e deve buscar aproximar-se do modo pelo qual o homem se realiza no mundo.<hr/>Abstract This paper approaches key issues in the scope of an Anthropology of the so-called phenomena of “disease” and “health” which seeks to deconstruct the common perception where the experiences of suffering, of illness and their therapeutics resources seem “natural”. One stream of this Medical Anthropology, however, has taken the body to be pre-eminent, not only as a natural determining organism, but as an entity that serves as the active locus for the experience of the self. This line of study is seen as limited and biased because it is embedded in a specific notion of Personhood (as a singularized, interiorized subject, dependent upon a naturalized body of which the knowledge depends on specialized scientific knowledge). This notion of Personhood has its roots in an ideology of the individualism that is central to the modem western culture. The quest here points out the need for a “radical relativism” and for a radically symbolic heuristic strangeness toward any human experience, in order to grasp its inseparability from its structuring categories within each cultural system. In order for a social science to be a science of the social it needs a “relative relativization” of the ideological system that supports its own project as a science and it should try to get closer to the way man fulfills himself in the world. <![CDATA[La heterogénea construcción del sufrimiento en el Gran Buenos Aires]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200029&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente trabalho descreve três concepções diferenciadas de doença, de cura e, consequentemente, da noção de pessoa. O trabalho foi feito uma área periférica da cidade de Buenos Aires. Os dados etnográficos centram na questão da trajetória terapêutica religiosa dos habitantes deste subúrbio. Agentes religiosos católicos e pentecostais, curandeiros, médicos e psicólogos fazem parte de um conjunto a partir do qual os sujeitos selecionam e combinam termos que dão consistência às seguintes concepções: a que chamaremos monista, baseada na estreita relação entre as categorias físicas e morais, a dualista que opera sobre a base da separação da ordem espiritual e material e a trinitária que integra uma esfera psicológica e implica uma reação contra a segunda e uma reabilitação parcial e original da primeira.<hr/>Abstract This work describes three different ways of conceiving suffering and cure, and consequently, three different concepts of a personhood. The ethnographic work was done in a peripherical region of Buenos Aires metropolitan area. It focus in the inquire about the therapeutic and religious experiences of these people. Religious agents – pentecostal and catholics –, healers, doctors and psychologists are a set of common resources from wich this population selects and combines terms that are the basis of three different conceptions: the monist conception, based on the close relationship between the physical and the moral categories; the dualist conception, based on the spiritual and material distinction; and the trialist conception, wich includes a psychological element, a reaction against the dualist conception, and it aims a partial recuperation and an original reelaboration of the monist conception. <![CDATA[Os casos de cura divina e a construção da diferença]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200047&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Estudando os processos de transmissão do “saber prático”, entre os trabalhadores urbanos, discute-se o lugar e o significado dos “casos” retidos na memoria familiar e local. Tais “casos”, ainda que particulares e específicos, representam a retenção e o recorte de determinadas experiências vividas na memória, atestando a importância coletiva das idéias e valores que colocam em atuação. Sua retenção, circulação e transmissão constitui-se numa pedagogia, extensamente utilizada nos processos de construção das identidades. Neste artigo são analisados “casos de cura divina”, provenientes de material etnográfico produzido pela autora, classificados em dois tipos principais: os “casos de desengano” e os “casos de doenças espirituais”. Através deste material empírico discute-se a questão da inter-relação e do confronto de saberes no que se refere às interpretações do corpo e da doença, sob a forma “nativa” da oposição entre o “saber prático e saber teórico”. A análise destes “casos” permite, além disso, refletir sobre o lugar da oralidade nas sociedades em que a escrita e a literalidade conformam os modos dominantes de conhecimento, contribuindo, simultaneamente, para a discussão sobre os processos de construção da memória familiar e local.<hr/>Abstract Studying the process of transmission of “practical knowledge” among urban workers, it is discussed the place and meaning of narrated “cases” that are regarded as exemplar. Such “cases”, are taken as representative of events and as memory of life experiences. The record of these cases, their circulation and transmission builds up a pedagogy that works as a way of constructing identities. In this paper, are analyzed cases of “miraculous healing”, classified in two main categories: as cases of “desengano” [hopeless cases] and cases of spiritual healing. Through this empirical material, I discuss the interrelation and the confrontation between different knowledge regarding the body and the disease, within its “native” connotation of “practical and theoretical knowledge”. The analysis of these cases also allows us to think about the place of orality in societies where the literacy is a dominant mode of knowledge, at the same time that contributes to a discussion about the construction of the familiar and local memory. <![CDATA[Manejo comunitário em saúde mental e experiência da pessoa]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200063&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A principal ênfase desse artigo é o papel das instâncias comunitárias no apoio às pessoas que apresentam comportamentos anormais, particularmente a importância da família para a recuperação e reintegração social da pessoa doente. As práticas e ações nas quais os familiares e outros membros da comunidade se engajam são discutidas através da idéia de manejo terapêutico comunitário , entendida como o conjunto de iniciativas de determinadas redes sociais, destinadas a enfrentar as implicações decorrentes de um problema de saúde, o que inclui cuidados diários, busca de tratamento e esforço para sua reabilitação e reintegração social.<hr/>Abstract The importance of community support to people who present problematic behaviors, particularly to the role played by the family as a social support network in the recovery and social reintegration of the sick person, is the main emphasis of this article. Practices and actions on which family and other community members engage are discussed through the idea of community therapeutic management , assumed to constitute a set of initiatives of certain social networks, meant to face the implications resulting from the health problem, among which are daily care, treatment seeking behavior and efforts towards one’s social rehabilitation and reintegration. <![CDATA[Raça, psiquiatria e medicina-legal: notas sobre a “pré-história” da psicanálise no Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200085&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho investiga o modo como a psiquiatria e a medicina legal brasileira do início deste século se apropriaram da teoria psicanalítica, combinando-a a preceitos higiênicos e eugênicos, vinculando-a firmemente a um projeto educativo-civilizatório. Examinamos, para isto, texto de duas figuras representativas deste debate que se travava em torno de um projeto nacional no início deste século, quanto ao uso que se fazia da teoria psicanalítica: Afrânio Peixoto e Julio Pires Porto-Carrero.<hr/>Abstract In this work, we investigate the way Psychiatry and the Legal Medicine of the beginning of 20th Century in Brazil employed the psychoanalitical theory, combining it to hygiene and eugenic principles, and binding it firmly to an educational and civilizatory project for the nation. We examine the works of two men – Afrânio Peixoto e Julio Pires Porto-Carrero – who took part on the debate over a project for the Brazilian nation in the beginning of the century who were, at once, enthusiasts of the Freudian theory and of the need of spreading the Psychoanalytical knowledge. <![CDATA[A produção simultânea de masculinidades hegemônicas e subalternas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200103&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Meu ponto de partida é o argumento de Andre Gunder Frank, que, em seus estudos clássicos sobre América Latina, apontou que o desenvolvimento e o subdesenvolvimento não eram estágios pelos quais todos os países passavam, mas que havia uma relação entre o desenvolvimento e o subdesenvolvimento, em que o desenvolvimento de alguns países implicava o subdesenvolvimento deliberado e específico de outros. Neste sentido, a criação da metrópole implicava simultaneamente a criação da periferia. Assim como no caso do desenvolvimento económico, este processo ocorre também com gênero, no que diz respeito à construção histórica dos significados de masculinidade. À medida que o ideal hegemônico de masculinidade se estabelece, este é criado por oposição a um feixe de “outros”, cuja masculinidade foi problematizada e desvalorizada. O hegemônico e o subalterno emergem em mútua e desigual interação, em uma ordem social e econômica com uma demarcação prévia distorcida de gênero (gendered ). Neste trabalho, localizo a emergência histórica da versão hegemônica de masculinidade nos Estados Unidos e na Europa Ocidental, do século XVIII até o presente. Descrevo as formas pelas quais o “self-made-man” superou e desacreditou outras versões de masculinidade – a de homens negros, imigrantes, homossexuais, velhos, homens de classe alta, homens de classe trabalhadora –, bem como a mulher, na medida em que este se transformava na forma dominante de sucesso com um bias de gênero na arena pública. Descrevo a versão hegemônica de masculinidade – o capitalista globalizado que, em cada país, assiste CNN em hotéis de luxo, fala por telefone celular, usa gravatas poderosas e faz refeições com o poder – como um descendente direto do comerciante do século XVIII.<hr/>Abstract I take the argument of Andre Gunder Frank in his classic studies on Latin America, that economic development and underdevelopment were not simply stages through which all countries pass. Rather, he argued, there was a relationship between development and underdevelopment, that, in fact, the development of some countries implied the specific and deliberate underdevelopment of others. The creation of the metropole was simultaneous and coordinated with the creation of the periphery. As with economic development, so too with gender, with the historical constructions of the meanings of masculinity. As the hegemonic ideal was being created, it was created against a screen of “others" whose masculinity was thus problematized and devalued. Hegemonic and subaltern emerged in mutual, but unequal interaction in a gendered social and economic order. In this paper, I trace the historical emergence of the hegemonic version of masculinity in the United States and Western Europe from the 18th century to the present. I describe the ways in which the “self-made man" displaced and discredited other versions of masculinity – of men of color, immigrants, gay men, older men, upper class men, working class men – as well as women as it became the dominant form of gendered success in the public arena. I then describe the contemporary version of hegemonic masculinity – the global capitalist, watching CNN in luxury hotels in every country, talking on his cell phone, wearing power ties and eating power lunches – as the direct descendent of the 18th century merchant. <![CDATA[“Soldado é superior ao tempo”: da ordem militar à experiência do corpo como locus de resistência]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200119&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Em 1997, dez anos após o Desastre Radiológico de Goiânia, um grupo de policiais militares (PM’s) que trabalharam nas áreas contaminadas pelo césio-137 reivindicam como causa de seus distúrbios físicos e psicológicos o contato que tiveram com a radiação em 1987. Este trabalho, através das representações construídas sobre a noção de corpo contaminado e das experiências cotidianas vividas por PM’s em confronto com autoridades governamentais, militares, médicas e parlamentares, analisa a emergência do conceito de doença de radiação e a construção da noção de resistência em situação de desastre. Indo além do pressuposto foucaultiano de que a biomedicina articula formas de poder e controle sobre os corpos, suas percepções e tratamentos, eu discuto como as experiências de resistência destes policiais, através do uso simbólico do corpo, engendram novas formas de conceptualização do “corpo político”.<hr/>Abstract In 1997, ten years after the Goiânia Radiological Disaster, a group of police officers claims their 1987 work on the Cesium-137 contaminated areas as the cause of their illnesses. Based on the body contamination representations and on the police officers everyday experiences of power confrontation, this paper examines the notions of radiation illness and resistance engendered in disaster context. I argue that the police officer’s everyday practices of resistance through the symbolic use of their body point out to the disclosure of new forms of the “political body”. Thus, I review the Foucauldian assumption of biomedical control of bodies in context where there is individuals’ struggle against the power of the medical knowledge. <![CDATA[Orden corporal y esterilización masculina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200145&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo propõe uma reflexão a respeito do corpo como territorialidade de políticas, práticas e representações específicas da regulamentação de seu uso reprodutivo. A ordem corporal presente na esterilização masculina permite entendê-la como uma prática que envolve o corpo masculino, mas não o reduz ao seu conteúdo biológico. Neste sentido, esta decisão reprodutiva se constrói em conexão com uma ordem sexual e de gênero que permite colocar em evidência a valorização, o uso e as atribuições diferenciadas que se dão nos corpos masculinos e femininos.<hr/>Abstract This paper presents a analysis of the body as a territory of politics, practices and social representations concerning the regulamentation of its reproductive functions. The bodily dimension of male sterilization as a contraceptive alternative allows us to understand the sterilization as part but – not reduced to – its biological content. Thus, this reproductive choice is build in connection with an existing sexual and gender order, which puts in evidence different values, uses and attributions regarding male and female bodies. <![CDATA[A banalização da Aids]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200171&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente trabalho objetiva discutir o impacto da incidência dos casos de Aids nas representações e práticas da população, ou seja, em que medida o aumento do número de pessoas infectadas e a familiaridade com a doença modificam as representações e as práticas associadas à Aids. Tomamos por universo de investigação o bairro que concentra o maior número absoluto de registros de mortalidade por Aids da cidade de Porto Alegre. Neste contexto, a Aids não pode, ao menos não tão facilmente, ser pensada como algo distante. Sua grande incidência faz dela uma “coisa normal”, que passa a ser incorporada ao cotidiano. Assim, a familiaridade com a doença, que poderia gerar uma maior “conscientização” para a prevenção, acaba por produzir sua banalização. Esta por sua vez pode acarretar o descrédito de toda e qualquer atitude preventiva e retardar a procura da medicina como recurso terapêutico, seja pela minimização da gravidade da doença ou pela experiência de pessoas próximas para as quais “nada adiantou”.<hr/>Abstract This paper discusses the impact of the AIDS epidemic in the social representations and behavior of a population living in the neighborhood (bairro) that concentrates the highest mortality rates for AIDS in Porto Alegre, Brazil. We suggest that, with the increased number of infected individuals, there is a familiarization with the disease that affects social representations and practices associated with AIDS. In this case, the high incidence turns AIDS into something “normal”, even banal, part of people’s everyday lives. We argue that such “familiarity”, instead of increasing awareness and preventive attitudes, ends up producing the opposite effect. It may result in lack of credibility for preventive action and, in some cases, procrastinate the seeking of medical support and therapy either because people tend to minimize the threat of the problem itself, or because they have seen cases where “nothing can actually be done to avoid it”. <![CDATA[Recusa de engajamento nas testagens de vacinas contra o HIV]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200203&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A epidemia do HIV-Aids é, atualmente, o teatro de importante desenvolvimento de ensaios terapêuticos e de testagens de vacinas. Esta situação relança, com grande acuidade, o problema do recrutamento, da participação e do seguimento de voluntários sadios e doentes nestes experimentos. O presente artigo objetiva, assim, descrever as representações elaboradas pelos indivíduos que recusaram engajar-se em testagens terapêuticos contra o HIV. A análise dessas representações nos ajudará a compreender os significados que acionados na recusa em engajar-se em práticas médico-científicas que contam com a utilização do corpo, bem como na ocasião de expressão da solidariedade em relação as pessoas infectadas pela Aids. Este trabalho centra-se sobre voluntários potenciais para as testagens, explorando as dificuldades que lhes são tradicionalmente atribuídas no que se refere à compreensão das mensagens a eles destinadas. Nossa hipótese é de que o desconhecimento observado entre os “não-voluntários” através de suas representações das substâncias vacinais, reflete sua posição subjetiva em relação ao que eles mesmos qualificaram de “mundo da Aids” e em relação à medicina e à ciência.<hr/>Abstract Presently, the HIV-AIDS epidemic is the stage of significant developments of therapeutic procedures and vaccine experiments. This situation re-introduces, with great accuracy, the problem of recruitment, participation and follow-up of healthy and ill volunteers in scientific experiments. The present paper aims to describe the social representations of individuals who refuse to take part in therapeutic experiments against the HIV immunisition. The paper focuses on potential volunteers, looking at the supposed difficulties they have in understanding the messages directed to them. We suggest that the difficulties presented by “non-volunteers” through their representations of vaccine substances, reflect their subjective position toward what they consider the “world of AIDS”, as well as to Medicine and Science. <![CDATA[Doença e cura: sistema médico e representação entre os Hupdë-Maku da região do Rio Negro, Amazonas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200237&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[Yorubá: as rotas e as raízes da nação transatlântica, 1830-1950]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200263&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[Religion et politique aux Etats-Unis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200293&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[DUARTE, Luiz Fernando Dias; LEAL, Ondina Fachel (Org.). <em>Doença, sofrimento, perturbação</em>: perspectivas etnográficas. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 1998. 210 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200313&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[ALVES, Paulo César B.; RABELO, Miriam Cristina (Org.). <em>Antropologia da saúde</em>: traçando identidades e explorando fronteiras. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz: Relume Dumará, 1998. 248 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200317&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[ARILHA, Margareth; RIDENTI, Sandra G. Unbehaum; MEDRADO, Benedito (Org.). <em>Homens e masculinidades</em>: outras palavras. São Paulo: Ecos: Editora 34, 1998. 304 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200320&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[BOURDIEU, Pierre. <em>As regras da arte</em>: gênese e estrutura do campo literário. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 432 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200325&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[PRICE, Richard. <em>The convict and the colonel</em>. Boston: Beacon Press, 1998. 284 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200328&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[LE BRETON, David. <em>La sociologie du corps</em>. Paris: Presses Universitaires de France, 1992. 128 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200333&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[LAGRANGE, Hugues; LHOMOND, Brigitte (Dir.). <em>L’Entrée dans la sexualité</em>: le comportement des jeunes dans le context du sida. Paris: La Découverte, 1997. 464 p. (Collection Recherches).]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200336&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources. <![CDATA[MACACO VELHO NÃO PÕE A MÃO EM CUMBUCA. Autoria: Gerson Gel Luiz e Fernando. Voz: Gerson Gel Luiz com acompanhamento de grupo instrumental. Porto Alegre: Nupacs/Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1997. 1 CD com registro em encarte de letra, fotos e notas técnicas (3 min 49 s).]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71831998000200343&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este trabalho analisa os itinerários terapêuticos com relação às doenças contagiosas e apresenta uma síntese do sistema médico dos Hupdë-Maku. Os dados desta pesquisa foram colhidos através de trabalho de campo realizado no Rio Negro durante o ano de 1997. A população indígena da região está em contato com as frentes de colonização desde o século XVII e tem-se notícias que ocorreram inúmeras epidemias que dizimaram parte da população. Mesmo existindo – de uma forma precária – serviços de saúde na região e os próprios índios já conhecem a "eficiência" do sistema médico ocidental, desta forma existe uma escolha seletiva do intinerário terapêutico a ser seguido pelos próprios indígenas. Como se dá esta escolha? Qual é o papel do pajé(s)? E como os pajés operam no interior deste sistema? Até então se tem referido em doenças de índios e doenças de branco como categorização na seleção do itinerário terapêutico. No entanto, a lógica na elaboração de representações das assim chamadas doenças-de-branco apenas poderá ser compreendida a partir do entendimento do mito e da cosmologia que, em última instância, estrutura as relações no interior do grupo étnico e no conjunto das relações interétnicas da bacia do Alto Rio Negro. Portanto, a compreensão da existência de interpretações, justapostas ou paralelas, dentro de categorias como doença-de-branco e doenças-de-índios não é apoiada, na prática e nem pela a escolha dos processos terapêuticos.<hr/>Abstract This paper analyses the therapeutic process regarding contagious diseases and it also presents a synthesis of the Hupdë-Maku’s medical system. The data presented were collected through fieldwork accomplished in Rio Negro during the year of 1997. The indigenous population of this area have been in contact with the colonisation fronts since the 17th century. There is information of countless epidemic diseases since this contact, which has decimated the population. Although currently there are health services in the area – precariously provided by government agencies – and therefore the Indians already know the "efficacy" of the western medical system. The research points out the indigenous selective choice of the therapeutic resources. How is this choice made? What is the role of the shaman? And how does the shaman operate inside this system? Researchers have been referring to two categories in the selection of the therapeutic itinerary: diseases- of-Indians and disease-of-white. However, the logic of the representations about the disease-of-white can only be understood throughout their myths and cosmology, in the context of inter-ethnic relationships in the Rio Negro basin. Therefore, the understanding of the categories as disease-of-white and disease-of-Indians, which may be juxtaposed or parallel, are not based on social practices, nor on the choice for therapeutic resources.