Scielo RSS <![CDATA[Varia Historia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-877520180002&lang=en vol. 34 num. 65 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Editorial: The Time of the Journals]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200301&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Presentation: Historicizing Brazil's Great Acceleration]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200307&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[The Great Acceleration and Hydroelectric Dam Building in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200315&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Nos atuais debates sobre o futuro ambiental do planeta, a questão dos usos energéticos é central, e a sua distribuição espacial e a rapidez de seu desenvolvimento vão determinar a evolução do processo de mudança climática. O Brasil é um dos maiores construtores mundiais de barragens e o segundo país que gera mais energia hidrelétrica no mundo, atrás da China. A geração de energia elétrica a partir dos rios foi privilegiada no país desde o governo de Getúlio Vargas, a partir do qual o estado federal brasileiro, ao sabor da ideologia dominante do momento, sistematicamente incitou o desenvolvimento da hidroeletricidade. Em consonância com um contexto global, a construção de hidrelétricas no Brasil expandiu-se a partir do final dos anos 1950, principalmente depois do regime militar. Este artigo propõe uma reflexão sobre o processo de eletrificação brasileiro do ponto de vista da hidroeletricidade, desde a introdução dessa tecnologia até o fim do regime militar, adotando uma multiplicidade de escalas. Nesse sentido, a pesquisa busca entender quais são os fatores que favorizaram e frearam a expansão hidrelétrica no Brasil do século XX e contextualizar a "grande aceleração" da construção de barragens no país.<hr/>Abstract In current debates about the planet's environmental future, the issue of energy uses is central, and its spatial distribution and speed of development will determine the evolution of climate change. Brazil is one of the countries that build the most dams in the world and the second greatest generator of hydroelectric power, after China. Generation of electric power from rivers has been privileged in the country since the government of Getúlio Vargas. Henceforth, the Brazilian federal state systematically promoted the development of hydroelectricity. In line with the global context, the construction of hydroelectric power stations in Brazil grew from the late 1950s onwards, especially after the military regime. This article proposes a reflection on the Brazilian electrification process from the point of view of hydroelectricity, from the introduction of this technology to the end of the military regime, adopting a multiplicity of scales. In this sense, the research seeks to clarify the factors that favored and those that restrained the hydroelectric expansion in twentieth-century Brazil and to contextualize the "great acceleration" of dam construction in the country. <![CDATA[Oil in 20th century Brazil: Energy Dependence in the Second World War]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200347&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract In August 1942, Brazil joined the Allied Forces in World War II. Part of the agreement was that the United States would help develop heavy industries in the country, mainly steel and oil. By that time, roughly 90% of Brazil's oil was imported from the US, a fact that had a direct impact on the oil scenario of the country. The war effort meant that fuel was redirected to military use, which generated great restrictions to civilian consumption. In the face of scarcity, thousands of Brazilians wrote the National Petroleum Council to request fuel quotas and traffic licenses. In doing so, they also shared the reasons why they needed gasoline, diesel, kerosene and other oil products. Such letters provide valuable insight into the Brazilian social landscape of the period, how people used different oil products and the meanings of progress and modernity they attributed to the access and consumption of such products. It is a moment that marks the deep fossil dependence that underpins this ideal of modernity - connecting, in the same arc, human activity and creativity, the use of machines and fossil fuels, seen as indispensable to bring about the desired progress of a modern nation.<hr/>Resumo Muitos estudiosos consideram o início da Grande Aceleração em meados do século 20 como tendo "iniciado o Antropoceno" (McNeill; Engelke, 2016, p.7). A marca mais visível para tal reivindicação é o uso em larga escala de combustíveis fósseis. Estritamente ligada a isso, é uma ideia da modernidade e de progresso material que moldou o uso e o significado atribuído a essas fontes de energia. Foi nesse contexto mais amplo que, em agosto de 1942, o Brasil se juntou às Forças Aliadas na Segunda Guerra Mundial. Parte do acordo foi que os EUA ajudariam a desenvolver indústrias pesadas no país, principalmente aço e petróleo. Na época, cerca de 90% do petróleo do Brasil era importado dos EUA, fato que teve impacto direto no cenário petrolífero do país. O esforço de guerra significou que o combustível foi redirecionado para o uso militar, o que gerou grandes restrições ao consumo civil. Em face à escassez, milhares de brasileiros escreveram ao Conselho Nacional do Petróleo para solicitar cotas de combustível e licenças de trânsito. Ao fazê-lo, eles também compartilhavam as razões pelas quais precisavam de gasolina, diesel, querosene e outros produtos petrolíferos. Essas cartas fornecem informações valiosas para a superfície social brasileira do período, sobre como as pessoas usavam diferentes produtos petrolíferos e os significados de progresso e modernidade que atribuíram ao acesso e ao consumo de tais produtos. Através de suas palavras, podemos visualizar o país em um momento de transição para a modernidade industrial, deixando para trás a chamada "vocação agrícola", que foi o principal rótulo do Brasil do século 19 até o início do século XX. Brasileiros, tanto em centros urbanos quanto em locais remotos, não queriam se afastar dos ganhos representados pela velocidade de seus veículos, os produtos de suas máquinas industriais, o conforto de seus aparelhos. A Grande Aceleração havia chegado e a desaceleração parecia evadir-se da civilização. A modernidade e o progresso são materializados na forma da primeira geladeira para chegar a uma cidade remota, a segunda motocicleta registrada na Amazônia, o caminhão de mudança rapidamente atravessando fronteiras estaduais. Carros, motocicletas, caminhões, máquinas a diesel estavam disponíveis a apenas uma ou duas gerações, mas já eram vistas como essenciais. É um momento que marca a profunda dependência fóssil que sustenta esse ideal de modernidade - conectando, no mesmo arco, atividade e criatividade humana, o uso de máquinas e combustíveis fósseis, vistos como indispensáveis para trazer o progresso desejado a uma nação moderna. <![CDATA[Tracing the Origins of Brazil's Great Acceleration: The SPVEA's Primeiro Plano Quinquenal and the Technoscientific Recovery of Amazonia, 1945-1959]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200375&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract In 1955, the SPVEA launched the Primeiro Plano Quinquenal in response to growing international interest in Amazonia's resources and internal pressure to address the region's chronic underdevelopment. The Plano was the largest modernization plan attempted in Amazonia until then. It aimed at transforming the region's rich ecosystem into the driving force of Brazil's development as well as a major raw material provider for global markets. The article examines this neglected episode of Brazilian developmentalism as an important experience preparing the entrance of Brazil in the so-called Great Acceleration. The Plano established a rational method and constructed a technoscientific infrastructure that did not just organize the modernization of the region as a whole but formed an Anthropocene culture in Amazonia. Via their planned approach to the modernization of Amazonia, the SPVEA planners introduced new representations, demands, and expectations of the region which encouraged the exploitation of its biological reality and linked it to the advancement of Brazil. Thus, the article explores, some specificities of the Great Acceleration in the Global South and sheds new light on the political and cultural origins of the Anthropocene in Brazil.<hr/>Resumo Em 1955, a Superintendência do Plano para a Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) lançou o Primeiro Plano Quinquenal, em resposta ao crescente interesse internacional nos recursos da Amazônia e à pressão interna para tratar do crônico subdesenvolvimento da região. O documento, o maior plano de modernização elaborado para a Amazônia até aquela data, visava a transformar o rico ecossistema da região em uma força propulsora do desenvolvimento brasileiro, bem como fazer dessa região uma grande fornecedora de matéria-prima para os mercados globais. Este artigo propõe-se a estudar esse episódio negligenciado do desenvolvimentismo brasileiro como uma experiência importante na preparação da entrada do Brasil na chamada "Grande Aceleração". O Plano estabeleceu uma metodologia racional e construiu uma infraestrutura tecnocientífica que não apenas organizaram a modernização da região como um todo, mas formaram uma cultura antropocênica na Amazônia. Ao propor uma abordagem planejada da modernização da Amazônia, os burocratas da SPVEA introduziram novas representações, demandas e expectativas regionais que favoreceram a exploração daquela realidade biológica e vincularam a região ao progresso do país. Dessa forma, este artigo investiga algumas especificidades da Grande Aceleração no Sul Global, com o objetivo de contribuir para iluminar as origens políticas e culturais do Antropoceno no Brasil. <![CDATA[Between Fenix and Ceres: The Great Acceleration and the Agricultural Frontier in the Brazilian Cerrado]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200409&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo tem por objetivo discutir a história do avanço da fronteira agrícola em direção aos campos cerrados e seu papel na intensificação da ação humana relativa aos processos de governança dos ciclos biogeoquímicos - a Grande Aceleração. Mais especificamente, este trabalho discute como a pesquisa em fertilidade dos solos, o incentivo à migração sulista e a intensificação da monocultura ocuparam papel central na ruptura com os processos tradicionais de ocupação de campos e savanas na região central do Brasil. Por fim, observa-se como tais elementos serviram como instrumento para a consolidação de programas de desenvolvimento não limitado aos cerrados, mas também como modelos para a expansão agrícola em áreas de savana nos continentes americano e africano.<hr/>Abstract This article discusses the history of the advance of the agricultural frontier in the Brazilian Cerrado and its role in the intensification of human action related to the biogeochemical cycles of the Great Acceleration. More specifically, this work discusses how soil fertility research, the motivation for internal immigration from Southern Brazil to the Cerrado and the intensification of monoculture played a central role in the rupture with traditional processes of cultivation and occupation of the fields and savannas of Central Brazil. Finally, this article discusses how these elements worked as an instrument for the consolidation of development programs not only for Brazil's savannas, but also as a model for agricultural expansion in savanna areas in the American and African continents. <![CDATA[Accelerations on a Regional Scale: The Transformation of the Doce River Valley, ca. 1880-1980]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200445&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo apresenta uma perspectiva de longa duração sobre o vale do Rio Doce e analisa processos de aceleração numa escala de experiência e agência humanas. Foca em quatro momentos que são representativos das percepções e apropriações da região no contexto de mudanças na demanda global por recursos e novas tecnologias de transporte. O conceito de "paisagens imaginadas" é usado para analisar o nexo entre imaginação espacial e transformação infraestrutural. Representado como frente da civilização na década de 1880, por volta de 1910 o vale passou a ser associado com o futuro do Brasil como nação industrial e fornecedora do minério de ferro. As ideologias espaciais de desenvolvimento territorial vs. corredor de transporte estavam em conflito, o que se tornou especialmente visível durante a Segunda Guerra Mundial e no processo de fundação da Companhia Vale do Rio Doce. Na década de 1970, minerodutos estenderam ainda mais o alcance da frente minerária. Esta aceleração é uma das dimensões históricas do rompimento da barragem de Mariana, em 2015.<hr/>Abstract The article presents a longue durée perspective on the Doce river valley and analyzes acceleration processes on a scale of human experience and agency. It focuses on four moments which are representative of perceptions and appropriations of the region in the context of global changes in resource demand and transport technologies. The concept of "imaginary landscapes" accounts for the interrelation between spatial imagination and material transformation. Represented as a frontier of civilization in the 1880s, around 1910 the valley became associated with Brazil's future as an industrial nation and supplier of iron ore. The spatial ideologies of territorial development and those that saw the region as a transport corridor were in conflict, which became particularly visible in the wake of the Second World War and the foundation of the Companhia Vale do Rio Doce. During the 1970s, slurry pipelines extended the territorial reach of the mining frontier. This acceleration is one historical dimension of the 2015 Mariana dam disaster. <![CDATA[An Ingenious Scheme: The Assembly of the International Engineering Congress of 1922 and Diplomatic Relations between Brazil and McGraw-Hill]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200477&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Em 1922, o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro tornou-se organizador do Congresso Internacional de Engenharia, idealizado por Verne Leroy Havens, editor-chefe da revista Ingeniería Internacional, publicação em espanhol do grupo estadunidense McGraw-Hill. Tomando esta revista como moldura analítica, conseguimos compreender, também, uma trama social que envolveu sua circulação pelo continente, pavimentando uma rota de relações profissionais e de cultura técnica em perspectiva transnacional. Ainda foi possível perscrutar as intenções que levaram à realização deste Congresso, e como o Clube de Engenharia foi demandado pelo governo brasileiro a assumir tal empreitada, de maneira que contribuísse, diplomaticamente, com os Estados Unidos e, consequentemente com os interesses comerciais daquela nação com os demais países do continente, em tempos prévios à Política da Boa Vizinhança.<hr/>Abstract In 1922, the Engineering Club of Rio de Janeiro hosted the International Engineering Congress. The organizing committee was headed by Verne Leroy Havens, editor-in-chief of the Spanish language Ingeniería International magazine which was published in the US by McGraw-Hill. The magazine's broad circulation was a framework through which a transnational perspective can help us to understand this organization and its social fabric as it stretched across the continent and created an enduring network of industrial relations and technical culture. For its part, the Engineering Club was compelled by court order and the Brazilian government to organize and host the event. Diplomatic and economic relations with the United States were at stake, together with those of the other major South American countries. The motives and maneuvering behind this Congress in these days before the Good Neighbor Policy can still be glimpsed. <![CDATA[Wholesale Merchants and the Possibilities of Nobilitation in a Mining Captaincy: Goiás in the Second Half of the Eighteenth Century]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200507&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Na sociedade do Antigo Regime, o espaço brasileiro parecia favorecer trajetórias sociais ascensionais rumo à nobilitação. Com a descoberta de minas de ouro no sertão brasileiro (Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso), depressa se desenvolveu um intenso intercâmbio comercial entre cidades portuárias como a Bahia e o Rio de Janeiro e as capitanias auríferas. Tal fato, aliado ao decreto de 1750, que previa a atribuição de uma mercê nobilitante (o hábito de Cristo) aos que entregassem nas casas de fundição um valor determinado de ouro anualmente, permitiu que alguns comerciantes sediados nas referidas cidades vislumbrassem uma real possibilidade de promoção social. Assim sendo, o nosso objetivo consistiu em seguir a trajetória daqueles indivíduos que, associados ao comércio de grosso trato entre os portos do litoral e a capitania de Goiás, exploraram a oportunidade proporcionada pela Coroa para ascender socialmente e superar a barreira entre o universo plebeu e o da nobreza.<hr/>Abstract In the Old Regime society, Brazilian territory seemed to favor ascending social trajectories toward nobleness. With the discovery of gold mines in the Brazilian backcountry (Minas Gerais, Goiás and Mato Grosso), an intense commercial exchange between port cities such as Bahia and Rio de Janeiro and the gold-producing captaincies soon developed. This, added to the decree of 1750, which provided for the attribution of a title of nobility (the habit of Christ) to those who delivered a specific amount of gold annually in the foundry houses, allowed some merchants based in those cities to envisage a real possibility of upward social mobility. Thus, our objective was to follow the trajectory of those individuals who, associated with wholesale trade between the coast ports and the Goiás captaincy, explored the opportunity offered by the Crown to ascend socially and overcome the barrier between the plebeian universe and that of the nobility. <![CDATA["All Are Guilty Until Proven Otherwise": Government interventions in trade unions during the Castelo Branco administration]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200537&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo analisa os processos de intervenção sindical produzidos pelo Ministério do Trabalho nos primeiros anos após o golpe de 1964, com o objetivo de compreender os mecanismos e as justificativas utilizados pelo Estado ditatorial para retirar diretorias legitimamente eleitas e desarticular a luta dos trabalhadores. Para tanto, o trabalho traça o perfil de Arnaldo Sussekind, ministro do Trabalho do governo Castelo Branco, visando a expor as contradições dos projetos para a classe trabalhadora e pretendendo, assim, mostrar os embates e lutas internas ministeriais. A análise dos processos permite a contraposição entre as falas públicas governamentais e as ações registradas nos documentos, e também explicita os principais atores envolvidos na escolha dos interventores e o papel destes na efetivação de um novo modelo sindical que se desenhava dentro da máquina pública.<hr/>Abstract The article analyzes the processes of intervention in trade unions carried out by the Ministry of Labor in the first years after the 1964 coup, in order to clarify the mechanisms and justifications used by the dictatorial state to remove legitimately elected boards of directors and disarticulate the workers' struggle. To this end, the work profiles Arnaldo Sussekind, Minister of Labor of the Castelo Branco's administration, in order to expose the contradictions of the government's projects for the working class, thus highlighting strife within the Ministry. The analysis brings to light the contrast between officials' public statements and documented actions. It also identifies the main actors involved in the choice of the caretaker leadership and the latter's role in the implementation of a new model of trade unionism being designed within the regime's bureaucracy. <![CDATA[Nature and Politics: The Occupation of Mato Grosso de Goiás Between 1930 and 1950]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200563&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo analisa os processos de intervenção sindical produzidos pelo Ministério do Trabalho nos primeiros anos após o golpe de 1964, com o objetivo de compreender os mecanismos e as justificativas utilizados pelo Estado ditatorial para retirar diretorias legitimamente eleitas e desarticular a luta dos trabalhadores. Para tanto, o trabalho traça o perfil de Arnaldo Sussekind, ministro do Trabalho do governo Castelo Branco, visando a expor as contradições dos projetos para a classe trabalhadora e pretendendo, assim, mostrar os embates e lutas internas ministeriais. A análise dos processos permite a contraposição entre as falas públicas governamentais e as ações registradas nos documentos, e também explicita os principais atores envolvidos na escolha dos interventores e o papel destes na efetivação de um novo modelo sindical que se desenhava dentro da máquina pública.<hr/>Abstract The article analyzes the processes of intervention in trade unions carried out by the Ministry of Labor in the first years after the 1964 coup, in order to clarify the mechanisms and justifications used by the dictatorial state to remove legitimately elected boards of directors and disarticulate the workers' struggle. To this end, the work profiles Arnaldo Sussekind, Minister of Labor of the Castelo Branco's administration, in order to expose the contradictions of the government's projects for the working class, thus highlighting strife within the Ministry. The analysis brings to light the contrast between officials' public statements and documented actions. It also identifies the main actors involved in the choice of the caretaker leadership and the latter's role in the implementation of a new model of trade unionism being designed within the regime's bureaucracy. <![CDATA[Free Africans: Agents of Freedom in Nineteenth-Century Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200567&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo analisa os processos de intervenção sindical produzidos pelo Ministério do Trabalho nos primeiros anos após o golpe de 1964, com o objetivo de compreender os mecanismos e as justificativas utilizados pelo Estado ditatorial para retirar diretorias legitimamente eleitas e desarticular a luta dos trabalhadores. Para tanto, o trabalho traça o perfil de Arnaldo Sussekind, ministro do Trabalho do governo Castelo Branco, visando a expor as contradições dos projetos para a classe trabalhadora e pretendendo, assim, mostrar os embates e lutas internas ministeriais. A análise dos processos permite a contraposição entre as falas públicas governamentais e as ações registradas nos documentos, e também explicita os principais atores envolvidos na escolha dos interventores e o papel destes na efetivação de um novo modelo sindical que se desenhava dentro da máquina pública.<hr/>Abstract The article analyzes the processes of intervention in trade unions carried out by the Ministry of Labor in the first years after the 1964 coup, in order to clarify the mechanisms and justifications used by the dictatorial state to remove legitimately elected boards of directors and disarticulate the workers' struggle. To this end, the work profiles Arnaldo Sussekind, Minister of Labor of the Castelo Branco's administration, in order to expose the contradictions of the government's projects for the working class, thus highlighting strife within the Ministry. The analysis brings to light the contrast between officials' public statements and documented actions. It also identifies the main actors involved in the choice of the caretaker leadership and the latter's role in the implementation of a new model of trade unionism being designed within the regime's bureaucracy. <![CDATA[Architecture of the new regime: Brazilian Federalism in the First Republic]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752018000200571&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo analisa os processos de intervenção sindical produzidos pelo Ministério do Trabalho nos primeiros anos após o golpe de 1964, com o objetivo de compreender os mecanismos e as justificativas utilizados pelo Estado ditatorial para retirar diretorias legitimamente eleitas e desarticular a luta dos trabalhadores. Para tanto, o trabalho traça o perfil de Arnaldo Sussekind, ministro do Trabalho do governo Castelo Branco, visando a expor as contradições dos projetos para a classe trabalhadora e pretendendo, assim, mostrar os embates e lutas internas ministeriais. A análise dos processos permite a contraposição entre as falas públicas governamentais e as ações registradas nos documentos, e também explicita os principais atores envolvidos na escolha dos interventores e o papel destes na efetivação de um novo modelo sindical que se desenhava dentro da máquina pública.<hr/>Abstract The article analyzes the processes of intervention in trade unions carried out by the Ministry of Labor in the first years after the 1964 coup, in order to clarify the mechanisms and justifications used by the dictatorial state to remove legitimately elected boards of directors and disarticulate the workers' struggle. To this end, the work profiles Arnaldo Sussekind, Minister of Labor of the Castelo Branco's administration, in order to expose the contradictions of the government's projects for the working class, thus highlighting strife within the Ministry. The analysis brings to light the contrast between officials' public statements and documented actions. It also identifies the main actors involved in the choice of the caretaker leadership and the latter's role in the implementation of a new model of trade unionism being designed within the regime's bureaucracy.