Scielo RSS <![CDATA[Varia Historia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-877520160002&lang=es vol. 32 num. 59 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA["A Promisse is a Debt": Why Abstracts Are More Than a Detail]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200281&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Presentation: History and Theater in Brazil after 64]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200287&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[More Humor, Less Politics: A Certain Tendency in Brazilian Contemporary Drama]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200293&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo A partir do estudo de adaptações teatrais e televisivas realizadas nos últimos anos, o artigo procura investigar uma tendência existente no drama contemporâneo brasileiro: a atualização de obras escritas por autores oriundos do Teatro de Arena, voltadas originalmente para a centralidade da crítica ideológica, a partir do esvaziamento da contestação política e da ampliação do humor por meio da comédia de costumes. Com o intuito de defender essa hipótese de leitura, vista como um dos modos possíveis de apropriação das heranças do engajamento artístico no tempo presente, o texto concentra-se na análise de uma remontagem da peça Eles não usam black-tie, dirigida por Dan Rosseto em 2011, e na nova versão do programa A grande família, produzida pela rede Globo entre 2001 e 2014. Trata-se, sobretudo, de verificar uma linha conversadora de recuperação das obras outrora realizadas por Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho.<hr/>Abstract By approaching the study of theatrical and television adaptations, which were accomplished in the past years, the paper investigates a trend in the Brazilian contemporary drama. This tendency draws upon revamping plays originally written by authors of the Arena Theatre (Teatro de Arena of São Paulo), and recently rewritten towards the center of the ideological criticism, emptying the political debate, and enlarging humor by way of the comedy of manners. In order to defend this hypothesis of reading, seen as one of the possible ways of appropriation of the heritage of an artistic engagement at the time, the text discusses analyses of the adaptation of the play Eles não usam black-tie (They Don't Wear Black Tie), directed by Dan Rossetto in 2011, and the new version of the television sitcom A grande família (The Big Family ), produced by TV Globo Broadcast network between 2001 and 2014. Above all, this paper aims to verify a conservative view in recuperating works by Gianfrancesco Guarnieri and Oduvaldo Vianna Filho. <![CDATA[Theatre, Freedom and Repression in Winter Festivals of Ouro Preto, 1967-1979]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200327&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O Festival de Inverno de Ouro Preto, criado em 1967, foi uma das maiores promoções culturais do país na década de 1970. O evento oferecia uma diversidade de atividades, como cursos, concertos, exposições de arte e espetáculos teatrais, atraindo milhares de pessoas à cidade histórica. Em plena ditadura militar, era visto como espaço de liberdade de criação e experimentação artística, mantendo diálogo intenso com as propostas estéticas de vanguarda. No campo das artes cênicas, grupos como Corpo, Giramundo e Oficcina Multimédia tiveram gênese ligada ao evento. Temos como objetivo analisar o Festival de Inverno, entre 1967 e 1979, enquanto espaço de trocas culturais e de experimentações estéticas que possibilitaram a criação cênica para além das fronteiras disciplinares. Discutiremos também as ambiguidades e contradições do evento em relação às diferentes políticas do governo ditatorial, que ao mesmo tempo fomentava e reprimia a cultura.<hr/>Abstract The Winter Festival of Ouro Preto, established in 1967, was one of the largest cultural vehicles in the country of Brazil in the seventies. The event offered a wide range of activities including courses, concerts, art exhibitions, and theatrical performances that attracted thousands of people to the historical city. In the middle of military dictatorship, the Festival was perceived as a space for freedom of creation and artistic experimentation that dialogued intensively with the aesthetic vanguard propositions. In the field of the performing arts, the genesis of some artistic groups, the Corpo, Giramundo and Oficcina Multimedia are bound up with the event. We examine the Winter Festival from 1967 to 1979, considering it a space of cultural and aesthetic experimentation exchanges that allowed the scenic creation to go beyond the disciplinary boundaries. Likewise, we discuss the ambiguities and contradictions of the event in regard to the political differences during the dictatorial government, which supported culture, while simultaneously suppressing it. <![CDATA[From Resistance to Disobedience: Augusto Boal and The First <em>Paulista</em> Fair of Opinion (1968)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200357&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Em 1968, Augusto Boal dirigiu a I Feira Paulista de Opinião, mobilizando artistas de teatro, música, poesia, cinema, fotografia e artes plásticas. A peça sofreu a censura prévia do Serviço de Censura de Diversões Públicas (SCDP), que lhe aplicou dezenas de cortes que afetariam drasticamente o entendimento pelo público. Muitos dos participantes da Feira - sobretudo o núcleo ligado ao Teatro de Arena de São Paulo ou inspirado por ele - passaram a incorporar diferentes estratégias de ação política em evidência no âmbito nacional e internacional, como desobediência civil, e propor alternativas de resistência político-cultural, como ações judiciais. As conquistas estético-políticas, em maturação desde o final da década de 1950, não foram completamente abolidas, mas foram instrumentalizadas em busca de eficácia política, passado o golpe de 1964. Este artigo analisa pormenores desse evento artístico-cultural, sua relação com a censura teatral e a configuração de espaços alternativos de resistência cultural.<hr/>Abstract In 1968, Augusto Boal directed the I Feira Paulista de Opinião (First Paulista Fair of Opinion), in which he mobilized theater artists, musicians, poets, cinematographers, photographers, and visual artists. The event suffered prior censorship from an official government agency called Serviço de Censura de Diversões Públicas (SCDP), which was responsible for regulating public recreation. The SCDP implemented dozens of cuts that dramatically affected the audience's understanding of the play. Many of the Fair attendees - especially at the core of the Arena Theater of São Paulo or inspired by it - have incorporated different political strategies, actions that had wide repercussions at the national and international level (such as the civil disobedience), and the participants also proposed political and cultural resistance alternatives (lawsuits). The aesthetic and political achievements, which have occurred since the late 1950s, were not completely abolished; they have been converted into efficient policies, after the coup of 1964. This article examines the details of this artistic event, concerning its relationship with the theatrical censorship and the configuration of alternative spaces for cultural resistance. <![CDATA[The <em>Pretos</em> Devotees of the Rosary in the Public Space of the Parish, Vila Rica, in Minas Gerais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200401&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este artigo aborda a espacialização das devoções negras e escravas, no enquadramento territorial das paróquias fronteiriças do termo de Vila Rica. Da dimensão pessoal da devoção, nas situações aflitivas do cotidiano, à corporação coletiva de classificação dos pretos da irmandade de Nossa Senhora do Rosário, examina-se o significado do espaço público para a representação social negra, ancorada na devoção do compromisso, mas realmente constituída na fluidez e no dinamismo político-religioso. A invocação basilar do culto público dos pretos, africanos escravos (e ainda libertos), contribuindo para dispor as divisões socioculturais, desdobrou-se num devocionário especificamente negro que incluiu outras santidades como, principalmente, Mercês e Santa Efigênia. Articula-se essa mobilidade da fé nos mediadores santos à configuração paroquial (efeito do embate de direitos eclesiásticos e seculares entre a matriz e as capelas), à urbanização difusa do território minerário e ao confronto das representações negras e mestiças sob a égide de patronos católicos.<hr/>Abstract This article approaches the spatiality of the black and slave devotions in the territorial framework of border parishes in the county of Vila Rica. From the personal dimension of devotion, in situations of distressing daily life, to the collective corporation in order to classify the pretos of the Brotherhood of Our Lady of the Rosary, this analysis focuses on the meaning of public space for the social representation of blacks that was anchored in the compromise of devotion, in fact, built in the fluidity and in the political-religious dynamism. The basic invocation of public worship of the pretos - African slaves (also freedmen) - contributed to arrange the socio-cultural divisions, and dismantled in a specific black breviary, in which other sanctities were gathered, including Our Lady of Mercy and St. Ephigenia. Through the mediation of saints, this mobility of faith is tied with the parish's space (effect of the clash on ecclesiastical and secular rights between the mother church and chapels), to diffuse urbanization of the mining territory, and the confrontation between the representations of blacks and mestizos, under the aegis of Catholic patrons. <![CDATA[Discrimination and Abandonment of Mixed-Race Newborns in Portuguese America: The Examples of Mariana, Vila Rica and Recife]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200437&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O financiamento da criação de recém-nascidos abandonados pelos pais nas ruas das localidades portuguesas foi regulamentado pelas Ordenações Manuelinas (1512) e frequentemente constituía um tema controverso porque era uma iniciativa onerosa, que recaía sobre os cofres municipais e, no limite, sobre a população local, por meio de impostos (fintas) lançados pelo termo. Quando passou a ser obrigação legal, uma vez posta em prática, os concelhos encarregavam-se de cuidar de todos os expostos da localidade. Este artigo analisa os casos de Mariana e Vila Rica, em Minas Gerais, e Recife, em Pernambuco, onde foi regulamentado o financiamento da criação dos enjeitados. Contudo, essa forma de caridade, típica das regiões católicas no Ocidente, passaria por inovações frente à presença de populações miscigenadas na América portuguesa. Nos três exemplos estudados, as autoridades propuseram restringir o público de auxiliados a partir de critérios étnicos, estabelecendo, assim, novas fronteiras das noções de caridade, pobreza e assistência.<hr/>Abstract Newborns abandoned by their parents in the streets of Portuguese localities were raised with funds regulated by Portuguese law - the Manueline Ordinances (Ordenações Manuelinas, 1512). This was often a controversial subject because it was a costly initiative that depended on the municipal treasury and, in the long run, the local community, through taxes (fintas ) levied by the regulations. When it became a legal obligation, once put into practice, the councils were in charge of taking care of all of the area's expostos. This paper analyzes the cases of Mariana and Vila Rica, Minas Gerais, and Recife, Pernambuco, where funding for foundlings' foster care was regulated. However, this type of charity, typical of Catholic regions in the West, would undergo innovations in light of the presence of mixed-race populations in Portuguese America. In the three examples studied, the authorities proposed restricting those assisted on the basis of ethnic criteria, thereby establishing new boundaries for concepts of charity, poverty and assistance. <![CDATA[Crosses and Witchcraft: Identities and Cultural Exchanges in Funeral Practices in Angola]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200471&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O objetivo deste artigo é refletir, através da análise de jornais e textos literários, sobre práticas, trocas culturais e conflitos nas cerimônias fúnebres em Luanda e arredores entre o final do século XIX e o início do XX. Trabalhamos com três categorias sociais: colonos (metropolitanos e descendentes), filhos da terra (nascidos em Angola que dominavam códigos culturais europeus) e gentio (africanos que, por não dominarem códigos culturais europeus, não tinham acesso aos direitos da cidadania portuguesa e podiam ser sujeitos ao trabalho forçado). Em um contexto de intensificação da presença portuguesa e de subalternização das elites da terra e do gentio, os funerais eram ocasiões privilegiadas de manifestação de diferenças e compartilhamentos. Através das práticas fúnebres, os diversos grupos sociais afirmavam suas identidades e promoviam trocas culturais que gerariam não apenas conflitos e controle, mas também formas híbridas de tratamento da morte, explicitando uma importante característica da cultura urbana luandense.<hr/>Abstract Through the analyses of newspapers and literary texts, this article aims to reflect on practices, cultural exchanges and conflicts in the funeral ceremonies that took place in Luanda and its surrounding area from the late nineteenth to the early twentieth centuries. It is based upon three social categories: settlers (metropolitans and descendants), children of the earth (who were born in Angola, and dominated European cultural codes), and gentiles (Africans who did not dominate European cultural codes, had no access to the rights of Portuguese citizenship, and could be subjected to forced labor). In a context of an increasing Portuguese presence, and the subalternity of both native elites and gentiles, funerals were privileged occasions to express differences and common sharing. Through the funeral practices, a number of social groups claimed their identities and encouraged cultural exchanges. This not only led to conflicts and domination, but also hybrid forms of the treatment of death, which it is stressed as an important feature of the Luanda's urban culture. <![CDATA[Railway Labourers: The São Paulo Railway Company, 1870-1920]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200505&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este artigo pretende compreender as relações entre ferrovia e transformações no mundo do trabalho, tomando por base empírica a Companhia Paulista de Estradas de Ferro. A pesquisa realizada organizou a documentação funcional (fés-de-ofício) de 1900 trabalhadores da Paulista para o período 1872/1919. Tratava-se de resgatar histórias de vida funcionais de milhares de trabalhadores. Procura-se compreender dinâmicas deste segmento da classe trabalhadora, identificando os atributos de nacionalidade, cor, origem associando-os às carreiras funcionais. Analisa-se ainda as múltiplas agremiações criadas por este grupo, para compreender as relações estabelecidas com a empresa, marcadas tanto pelo paternalismo e constituição de uma identidade de família ferroviária, que subsumia as diferenças sociais, quanto por fortes organizações de classe que constituíam mecanismos de resistência e negociação pautadas por conflitos sociais de expressivas dimensões urbanas.<hr/>Abstract This article discusses the relationships between railways and the transformation in the world of labour, focusing on the analysis of the Companhia Paulista de Estradas de Ferro (São Paulo Railway Company). The research organized the functional documentation (office of faith) of 1,900 of Paulista employees from 1872 to 1919. It aims to rescue life histories of thousands of labourers. Understanding this segment of the labouring class, by identifying the attributes of nationality, color, origin, and by associating them to their careers, we analyze multiple dimensions created by this group, in order to comprehend the relations established within the company. Relations are noticed in both the paternalism that identified the railway family, integrating the social differences, and in the strong class organizations that constituted resistance mechanisms, likewise negotiations based on social conflicts of significant urban dimensions. <![CDATA[The Anglo-African Commercial and Diplomatic Relations During the Niger Expedition of 1854]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200547&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O artigo procura compreender a expedição britânica nos rios Niger e Benue em 1854 num contexto de transformação nas relações políticas e econômicas da Grã Bretanha com o interior da África Ocidental. Tal empreendimento ficou marcado pela ausência de mortes por febres tropicais e deixou vários registros, dentre eles relatos de viagem e a correspondência entre seus agentes e o Foreign Office e o Colonial Office que compõe o corpo de fontes deste artigo. Especial atenção é dedicada aos termos e formas das trocas comerciais realizadas com os africanos diretamente ao longo da viagem e às condições nas quais estes relacionamentos foram estabelecidos. Assim, procura-se por um lado, compreender a expedição como parte de um de um processo de ampliação da presença europeia no interior e, por outro lado, refletir sobre as estratégias africanas em diálogo com as transformações econômicas na bacia Atlântica em meados do século XIX.<hr/>Abstract The article explores the British Expedition in the Niger and Benue rivers in 1854, through the transformation of political and economic relations of Great Britain and the interior of West Africa. The highlight of this enterprise is the absence of deaths by tropical fevers. Several records, including travel writings and the correspondence between the expedition's agents, the Foreign Office and the Colonial Office, are among the compilation of sources. This article draws attention to the terms and forms of trade held with the Africans throughout the route, and to the conditions in which these relationships were established. On the one hand, it aims to understand the expedition as part of a process that enlarged the European presence in the interior of West Africa. On the other hand, it reflects on African strategies that dialogue with the economic transformations around the Atlantic basin in the mid-nineteenth century. <![CDATA[LESSER, Jeffey. <em>A invenção da brasilidade:</em> Identidade nacional, etnicidade e políticas de imigração São Paulo: Editora Unesp, 2015. 206p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200579&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O artigo procura compreender a expedição britânica nos rios Niger e Benue em 1854 num contexto de transformação nas relações políticas e econômicas da Grã Bretanha com o interior da África Ocidental. Tal empreendimento ficou marcado pela ausência de mortes por febres tropicais e deixou vários registros, dentre eles relatos de viagem e a correspondência entre seus agentes e o Foreign Office e o Colonial Office que compõe o corpo de fontes deste artigo. Especial atenção é dedicada aos termos e formas das trocas comerciais realizadas com os africanos diretamente ao longo da viagem e às condições nas quais estes relacionamentos foram estabelecidos. Assim, procura-se por um lado, compreender a expedição como parte de um de um processo de ampliação da presença europeia no interior e, por outro lado, refletir sobre as estratégias africanas em diálogo com as transformações econômicas na bacia Atlântica em meados do século XIX.<hr/>Abstract The article explores the British Expedition in the Niger and Benue rivers in 1854, through the transformation of political and economic relations of Great Britain and the interior of West Africa. The highlight of this enterprise is the absence of deaths by tropical fevers. Several records, including travel writings and the correspondence between the expedition's agents, the Foreign Office and the Colonial Office, are among the compilation of sources. This article draws attention to the terms and forms of trade held with the Africans throughout the route, and to the conditions in which these relationships were established. On the one hand, it aims to understand the expedition as part of a process that enlarged the European presence in the interior of West Africa. On the other hand, it reflects on African strategies that dialogue with the economic transformations around the Atlantic basin in the mid-nineteenth century. <![CDATA[STOLL, Mark R. <em>Inherit the Holy Mountain:</em> Religion and the Rise of American Environmentalism New York: Oxford University Press, 2015. 406p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200583&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O artigo procura compreender a expedição britânica nos rios Niger e Benue em 1854 num contexto de transformação nas relações políticas e econômicas da Grã Bretanha com o interior da África Ocidental. Tal empreendimento ficou marcado pela ausência de mortes por febres tropicais e deixou vários registros, dentre eles relatos de viagem e a correspondência entre seus agentes e o Foreign Office e o Colonial Office que compõe o corpo de fontes deste artigo. Especial atenção é dedicada aos termos e formas das trocas comerciais realizadas com os africanos diretamente ao longo da viagem e às condições nas quais estes relacionamentos foram estabelecidos. Assim, procura-se por um lado, compreender a expedição como parte de um de um processo de ampliação da presença europeia no interior e, por outro lado, refletir sobre as estratégias africanas em diálogo com as transformações econômicas na bacia Atlântica em meados do século XIX.<hr/>Abstract The article explores the British Expedition in the Niger and Benue rivers in 1854, through the transformation of political and economic relations of Great Britain and the interior of West Africa. The highlight of this enterprise is the absence of deaths by tropical fevers. Several records, including travel writings and the correspondence between the expedition's agents, the Foreign Office and the Colonial Office, are among the compilation of sources. This article draws attention to the terms and forms of trade held with the Africans throughout the route, and to the conditions in which these relationships were established. On the one hand, it aims to understand the expedition as part of a process that enlarged the European presence in the interior of West Africa. On the other hand, it reflects on African strategies that dialogue with the economic transformations around the Atlantic basin in the mid-nineteenth century. <![CDATA[FRAGA, André Barbosa. <em>Os Heróis da Pátria:</em> Política Cultural e História do Brasil no Governo Vargas Curitiba: Editora Prismas, 2015. 269p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-87752016000200587&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O artigo procura compreender a expedição britânica nos rios Niger e Benue em 1854 num contexto de transformação nas relações políticas e econômicas da Grã Bretanha com o interior da África Ocidental. Tal empreendimento ficou marcado pela ausência de mortes por febres tropicais e deixou vários registros, dentre eles relatos de viagem e a correspondência entre seus agentes e o Foreign Office e o Colonial Office que compõe o corpo de fontes deste artigo. Especial atenção é dedicada aos termos e formas das trocas comerciais realizadas com os africanos diretamente ao longo da viagem e às condições nas quais estes relacionamentos foram estabelecidos. Assim, procura-se por um lado, compreender a expedição como parte de um de um processo de ampliação da presença europeia no interior e, por outro lado, refletir sobre as estratégias africanas em diálogo com as transformações econômicas na bacia Atlântica em meados do século XIX.<hr/>Abstract The article explores the British Expedition in the Niger and Benue rivers in 1854, through the transformation of political and economic relations of Great Britain and the interior of West Africa. The highlight of this enterprise is the absence of deaths by tropical fevers. Several records, including travel writings and the correspondence between the expedition's agents, the Foreign Office and the Colonial Office, are among the compilation of sources. This article draws attention to the terms and forms of trade held with the Africans throughout the route, and to the conditions in which these relationships were established. On the one hand, it aims to understand the expedition as part of a process that enlarged the European presence in the interior of West Africa. On the other hand, it reflects on African strategies that dialogue with the economic transformations around the Atlantic basin in the mid-nineteenth century.