Scielo RSS <![CDATA[Mana]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-931320140001&lang=es vol. 20 num. 1 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Ritos da memória</b>: <b>trajetórias e experiências sobre a ditadura militar</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100001&lng=es&nrm=iso&tlng=es Neste artigo, pretendo discutir como a trajetória política de Celso Castro, militante do Partido Operário Comunista (POC) nos anos 1970 e exilado político durante a ditadura militar (1964-1985), foi sucessivamente narrada e indexada após o seu falecimento em um suposto assalto na cidade de Porto Alegre, em 1984. A partir dessas narrativas, busco refletir sobre certos discursos que visam indexar trajetórias, opções e escolhas individuais a determinados esquemas de pensamento e às supostas condições objetivas de tais experiências, uma vez que tais discursos almejariam produzir um sentido de unidade e de continuidade à militância política dos chamados "anos de chumbo" brasileiros.<hr/>In this article, I intend to discuss how the political trajectory of Celso Castro, a communist militant and political exile during the military dictatorship, was being narrated and recorded after his death in 1984 during an alleged robbery in the city of Porto Alegre. From these narratives, I reflect on how trajectories, options and individual choices are discursively indexed to certain patterns of thought and to the supposedly objective conditions with which these experiences are linked, thereby seeking to produce a sense of unity and continuity in the political activism of the so-called "lead years" of Brazil. <![CDATA[<b>Fim de linha na arte</b>: <b>pintores retratistas de rua</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100002&lng=es&nrm=iso&tlng=es A partir da descrição da trajetória de retratistas com formação em artes plásticas que trabalham nas ruas do Rio de Janeiro, este artigo discute a constituição da condição de artista por atores sociais das classes populares. São trazidos para a análise vínculos entre espaços sociais apartados - de um lado, aquele onde esses artistas tiveram sua formação artística e para onde gostariam de estar produzindo sua arte e, de outro, aquele em que interagem com outros retratistas que consideram desqualificados e com quem disputam clientela e espaço de trabalho. A disseminação e a diversidade de configurações que práticas artísticas assumem e a maneira por vezes tensa por meio da qual convivem indicam os limites da compreensão da experiência desses artistas plásticos a partir exclusivamente das suas impossibilidades de inserção no chamado campo artístico. O artigo enfatiza como concepções de arte e de artista que operam em processos muito restritivos de formação de artistas plásticos incidem extensivamente nas formas pelas quais, em diferentes contextos, artistas das classes populares se especificam e a arte é avaliada. Essas concepções também trespassam o significado que atribuem à venda de seus produtos e à sua relação com clientes, e o modo como aferem a capacidade de os clientes compreenderem a sua arte.<hr/>Starting from a description of the trajectory of portrait artists with degrees in fine art who work in the streets of Rio de Janeiro, this article discusses the constitution of the artist condition by social actors from the working classes. The analysis relies on links between distant social spaces - on the hand, those in which these artists were formally trained and for which they would like their art to be produced, and, on the other, those in which they interact with other portrait artists that they deem to be unqualified and with whom they compete for clients and work space. The dissemination and diversity of configurations assumed by artistic practice and the sometimes tense way in which they coexist indicate the limits for comprehending the experience of these artists, based exclusively on the impossibility of their insertion in the so-called artistic field. The article emphasizes how conceptions of art and the artist that hold sway in the very restrictive processes of the formal training of fine artists have an extensive effect on how artists from working class backgrounds, in different contexts, define themselves and evaluate art. These conceptions also exceed the meaning that they attribute to the sale of their products and their relationship with clients, as well as the way they judge their clients' ability to comprehend their art. <![CDATA[<b>Plasticidade e pessoalidade no espiritismo crioulo cubano</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100003&lng=es&nrm=iso&tlng=es Neste artigo defendo que as formas crioulas do espiritismo cubano propõem uma sofisticada cosmologia do Self, na qual a psique humana e seu universo circundante de espíritos protetores são incorporados em uma só relação de produção mútua. Estas teorizações subvertem leituras lineares de identidades (entidades) espirituais como fragmentos de imaginários nacionais, sugerindo em seu lugar a importância de um cosmos fluido, plástico, onde as formas espirituais dependem de repertórios culturais e pessoais, formas estas que também permanecem parcialmente "outras" para quem as apreende, retendo assim a sua capacidade transformadora. Estes temas são explorados por meio de uma justaposição de discursos antropológicos e indígenas sobre a psicologia das manifestações espirituais, e também através da observação de casos de mais amplo alcance de plasticidade ontológica no espiritismo e na religião afro-cubana.<hr/>In this article I argue that Cuban Creole forms of espiritismo wield a sophisticated cosmology of Self in which the human psyche and its surrounding universe of protective spirits are embedded in a relationship of mutual production. These Self-related theorizations subvert linear readings of spirit identities as fragments of national imaginaries, suggesting instead the importance of a fluid, plastic cosmos in which spiritual form is contingent on cultural and personal repertoires, but also remains partly "other" to those Who apprehend it, thus retaining the capacity to transform them. This is explored both through a juxtaposition of anthropological and indigenous discourses on the psychology of spirits, and a look at more broad-ranging instances of ontological plasticity. <![CDATA[<b>Bem viver e propriedade</b>: <b>o problema da diferenciação entre os Xikrin-Mebêngôkre (Kayapó)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100004&lng=es&nrm=iso&tlng=es O presente artigo é uma tentativa de refletir sobre propriedade e bem viver entre os índios Xikrin Mebêngôkre (Kayapó). Sustenta-se que tais noções devem ser articuladas com um problema indígena filosófico e existencial de magnitude: a diferenciação. Propõe-se que uma das definições do viver bem no mundo social mebêngôkre é manter, em todos os níveis da vida, um determinado quociente de diferença. Esta, por sua vez, vincula-se à questão da propriedade (em especial a propriedade cerimonial), uma vez que o sistema ritual deve ser visto como o mecanismo básico, em nível coletivo, de diferenciação. O estabelecimento de um sistema de repartição de propriedade de tipo totêmico serviria para evitar crises de indiferenciação e, portanto, garantir o bem viver. Sugere-se que o sistema ritual mebêngôkre passou por mudanças históricas importantes que deslocaram um tipo de diferenciação totêmica na direção de um tipo de diferenciação hierárquica, na qual há margem para o desenvolvimento de relações rivalitárias no interior das comunidades e entre elas.<hr/>The article reflects on property and wellbeing among the Xikrin-mebêngôkre (Kayapó) Indians. It argues that these notions must be articulated with a wider problem in Indigenous philosophy and existence: differentiation. It proposes that one of the definitions of well-being in the Mebêngôkre social world is the maintenance, in all levels, of a certain coefficient of difference. Difference, in turn, is linked to the notion of property (particularly ceremonial property), since the ritual system is a basic, collective mechanism of differentiation. The establishment of a totemic-type system of dividing property served to avoid crises of indifferentiation, thereby ensuring well-being. It is suggested that the Mebêngôkre ritual system underwent important historical changes that have shifted a totemic-type differentiation towards a hierarchical-type differentiation, within which rivalries can emerge both in the heart of communities and between them. <![CDATA[<b>Pacificação e tutela militar na gestão de populações e territórios</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100005&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo pretende focalizar distintas modalidades de gestão tutelar sobre territórios e populações postas em prática pelos governantes em diferentes momentos da história do Brasil. Pondo em conexão dados procedentes de domínios de investigação da antropologia e das ciências humanas que muito raramente dialogam entre si (como é o caso dos estudos sobre indígenas e aqueles sobre favelas e periferias), o artigo objetiva promover comparações etnográficas que destaquem aspectos pouco considerados do processo de construção nacional (nation building), estabelecendo uma ponte analítica que possibilite aprofundar a compreensão sobre os diferentes usos de uma mesma categoria em distintos contextos e explicitar hipóteses para a pesquisa e a investigação sistemática.<hr/>This article focuses on distinct modalities of the tutelary administration of territories and populations, which were put into practice by government officials in different moments of Brazilian history. By establishing connections between data from domains of anthropological and social science investigation that rarely enter into dialogue (as is the case with studies of Indigenous populations and of residents of shanty towns and peripheries), the article aims to promote ethnographic comparisons that highlight under considered aspects of processes of nation building, establishing an analytical bridge that favours a more in-depth comprehension of the different uses of the same category in distinct contexts, thereby making explicit hypotheses for research and systematic investigations. <![CDATA[<b>Epistemologias ecológicas</b>: <b>delimitando um conceito</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100006&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo delimita o conceito de epistemologias ecológicas, entendido como uma postura compreensiva que se pauta pelo reconhecimento da alteridade e da agência dos processos naturais, dos objetos e dos materiais. Autores contemporâneos de diferentes trajetórias disciplinares têm empreendido reflexões nesta direção e sugerem a emergência de um novo realismo ou ainda de um novo materialismo. É neste movimento que buscamos situar o conceito de epistemologias ecológicas. O adjetivo ecológico nos parece plausível na medida em que ele remete ao reposicionamento do humano numa rede de relações simétricas e reciprocamente determinadas. Neste sentido, as epistemologias ecológicas dão voz ao mundo, considerando a autonomia das coisas e da natureza em sua relação com o humano, sem recair nos determinismos culturalistas ou biológicos. Este artigo contextualiza as interfaces dos novos materialismos, que emergem na antropologia, na filosofia e nos estudos da ciência, com o campo ambiental. Este nos parece um caminho oportuno para compreender nosso lugar no mundo e o lugar do mundo em nós desde uma perspectiva ecológica, no sentido de uma ecologia do pensamento, da ação e do conhecimento.<hr/>This article delimits the concept of ecological epistemologies, which is taken to be a comprehensive posture based on the recognition of the alterity and agency of natural processes, objects and materials. Contemporary authors from different academic trajectories have carried out reflections in this vein and they suggest the emergence of a new realism or a new materialism. It is within this movement that we seek to situate the concept of ecological epistemologies. The adjective 'ecological' seems plausible, insofar as it repositions the human in a network of symmetrical, and reciprocally determined, relations. In this way, the ecological epistemologies give voice to the world, considering the autonomy of things and of nature in their relations with humans, without thereby falling into the traps of cultural or biological determinisms. This article contextualizes the interface of the new materialisms and the environmental field, as this emerges from anthropology, philosophy, and science studies. This seems to us to be a fruitful avenue for understanding our place in the world and the world's place in us from an ecological perspective, in the sense of an ecology of though, action and knowledge. <![CDATA[<b>Revisitando o Brasil e o campo entre os Kisêdjê (Suyá)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100007&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo delimita o conceito de epistemologias ecológicas, entendido como uma postura compreensiva que se pauta pelo reconhecimento da alteridade e da agência dos processos naturais, dos objetos e dos materiais. Autores contemporâneos de diferentes trajetórias disciplinares têm empreendido reflexões nesta direção e sugerem a emergência de um novo realismo ou ainda de um novo materialismo. É neste movimento que buscamos situar o conceito de epistemologias ecológicas. O adjetivo ecológico nos parece plausível na medida em que ele remete ao reposicionamento do humano numa rede de relações simétricas e reciprocamente determinadas. Neste sentido, as epistemologias ecológicas dão voz ao mundo, considerando a autonomia das coisas e da natureza em sua relação com o humano, sem recair nos determinismos culturalistas ou biológicos. Este artigo contextualiza as interfaces dos novos materialismos, que emergem na antropologia, na filosofia e nos estudos da ciência, com o campo ambiental. Este nos parece um caminho oportuno para compreender nosso lugar no mundo e o lugar do mundo em nós desde uma perspectiva ecológica, no sentido de uma ecologia do pensamento, da ação e do conhecimento.<hr/>This article delimits the concept of ecological epistemologies, which is taken to be a comprehensive posture based on the recognition of the alterity and agency of natural processes, objects and materials. Contemporary authors from different academic trajectories have carried out reflections in this vein and they suggest the emergence of a new realism or a new materialism. It is within this movement that we seek to situate the concept of ecological epistemologies. The adjective 'ecological' seems plausible, insofar as it repositions the human in a network of symmetrical, and reciprocally determined, relations. In this way, the ecological epistemologies give voice to the world, considering the autonomy of things and of nature in their relations with humans, without thereby falling into the traps of cultural or biological determinisms. This article contextualizes the interface of the new materialisms and the environmental field, as this emerges from anthropology, philosophy, and science studies. This seems to us to be a fruitful avenue for understanding our place in the world and the world's place in us from an ecological perspective, in the sense of an ecology of though, action and knowledge. <![CDATA[Jovens Werthers: amores e sensibilidades no mundo Emo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100008&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo delimita o conceito de epistemologias ecológicas, entendido como uma postura compreensiva que se pauta pelo reconhecimento da alteridade e da agência dos processos naturais, dos objetos e dos materiais. Autores contemporâneos de diferentes trajetórias disciplinares têm empreendido reflexões nesta direção e sugerem a emergência de um novo realismo ou ainda de um novo materialismo. É neste movimento que buscamos situar o conceito de epistemologias ecológicas. O adjetivo ecológico nos parece plausível na medida em que ele remete ao reposicionamento do humano numa rede de relações simétricas e reciprocamente determinadas. Neste sentido, as epistemologias ecológicas dão voz ao mundo, considerando a autonomia das coisas e da natureza em sua relação com o humano, sem recair nos determinismos culturalistas ou biológicos. Este artigo contextualiza as interfaces dos novos materialismos, que emergem na antropologia, na filosofia e nos estudos da ciência, com o campo ambiental. Este nos parece um caminho oportuno para compreender nosso lugar no mundo e o lugar do mundo em nós desde uma perspectiva ecológica, no sentido de uma ecologia do pensamento, da ação e do conhecimento.<hr/>This article delimits the concept of ecological epistemologies, which is taken to be a comprehensive posture based on the recognition of the alterity and agency of natural processes, objects and materials. Contemporary authors from different academic trajectories have carried out reflections in this vein and they suggest the emergence of a new realism or a new materialism. It is within this movement that we seek to situate the concept of ecological epistemologies. The adjective 'ecological' seems plausible, insofar as it repositions the human in a network of symmetrical, and reciprocally determined, relations. In this way, the ecological epistemologies give voice to the world, considering the autonomy of things and of nature in their relations with humans, without thereby falling into the traps of cultural or biological determinisms. This article contextualizes the interface of the new materialisms and the environmental field, as this emerges from anthropology, philosophy, and science studies. This seems to us to be a fruitful avenue for understanding our place in the world and the world's place in us from an ecological perspective, in the sense of an ecology of though, action and knowledge. <![CDATA[<b>Enforcing order: an ethnography of urban policing</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100009&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo delimita o conceito de epistemologias ecológicas, entendido como uma postura compreensiva que se pauta pelo reconhecimento da alteridade e da agência dos processos naturais, dos objetos e dos materiais. Autores contemporâneos de diferentes trajetórias disciplinares têm empreendido reflexões nesta direção e sugerem a emergência de um novo realismo ou ainda de um novo materialismo. É neste movimento que buscamos situar o conceito de epistemologias ecológicas. O adjetivo ecológico nos parece plausível na medida em que ele remete ao reposicionamento do humano numa rede de relações simétricas e reciprocamente determinadas. Neste sentido, as epistemologias ecológicas dão voz ao mundo, considerando a autonomia das coisas e da natureza em sua relação com o humano, sem recair nos determinismos culturalistas ou biológicos. Este artigo contextualiza as interfaces dos novos materialismos, que emergem na antropologia, na filosofia e nos estudos da ciência, com o campo ambiental. Este nos parece um caminho oportuno para compreender nosso lugar no mundo e o lugar do mundo em nós desde uma perspectiva ecológica, no sentido de uma ecologia do pensamento, da ação e do conhecimento.<hr/>This article delimits the concept of ecological epistemologies, which is taken to be a comprehensive posture based on the recognition of the alterity and agency of natural processes, objects and materials. Contemporary authors from different academic trajectories have carried out reflections in this vein and they suggest the emergence of a new realism or a new materialism. It is within this movement that we seek to situate the concept of ecological epistemologies. The adjective 'ecological' seems plausible, insofar as it repositions the human in a network of symmetrical, and reciprocally determined, relations. In this way, the ecological epistemologies give voice to the world, considering the autonomy of things and of nature in their relations with humans, without thereby falling into the traps of cultural or biological determinisms. This article contextualizes the interface of the new materialisms and the environmental field, as this emerges from anthropology, philosophy, and science studies. This seems to us to be a fruitful avenue for understanding our place in the world and the world's place in us from an ecological perspective, in the sense of an ecology of though, action and knowledge. <![CDATA[<b>Caminos hacia la educación superior: los programas Pathways de la Fundación Ford para pueblos indígenas en México, Perú, Brasil y Chile</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100010&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo delimita o conceito de epistemologias ecológicas, entendido como uma postura compreensiva que se pauta pelo reconhecimento da alteridade e da agência dos processos naturais, dos objetos e dos materiais. Autores contemporâneos de diferentes trajetórias disciplinares têm empreendido reflexões nesta direção e sugerem a emergência de um novo realismo ou ainda de um novo materialismo. É neste movimento que buscamos situar o conceito de epistemologias ecológicas. O adjetivo ecológico nos parece plausível na medida em que ele remete ao reposicionamento do humano numa rede de relações simétricas e reciprocamente determinadas. Neste sentido, as epistemologias ecológicas dão voz ao mundo, considerando a autonomia das coisas e da natureza em sua relação com o humano, sem recair nos determinismos culturalistas ou biológicos. Este artigo contextualiza as interfaces dos novos materialismos, que emergem na antropologia, na filosofia e nos estudos da ciência, com o campo ambiental. Este nos parece um caminho oportuno para compreender nosso lugar no mundo e o lugar do mundo em nós desde uma perspectiva ecológica, no sentido de uma ecologia do pensamento, da ação e do conhecimento.<hr/>This article delimits the concept of ecological epistemologies, which is taken to be a comprehensive posture based on the recognition of the alterity and agency of natural processes, objects and materials. Contemporary authors from different academic trajectories have carried out reflections in this vein and they suggest the emergence of a new realism or a new materialism. It is within this movement that we seek to situate the concept of ecological epistemologies. The adjective 'ecological' seems plausible, insofar as it repositions the human in a network of symmetrical, and reciprocally determined, relations. In this way, the ecological epistemologies give voice to the world, considering the autonomy of things and of nature in their relations with humans, without thereby falling into the traps of cultural or biological determinisms. This article contextualizes the interface of the new materialisms and the environmental field, as this emerges from anthropology, philosophy, and science studies. This seems to us to be a fruitful avenue for understanding our place in the world and the world's place in us from an ecological perspective, in the sense of an ecology of though, action and knowledge. <![CDATA[<b>A presença indígena no Nordeste: processos de territorialização, modos de reconhecimento e regimes de memória</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132014000100011&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo delimita o conceito de epistemologias ecológicas, entendido como uma postura compreensiva que se pauta pelo reconhecimento da alteridade e da agência dos processos naturais, dos objetos e dos materiais. Autores contemporâneos de diferentes trajetórias disciplinares têm empreendido reflexões nesta direção e sugerem a emergência de um novo realismo ou ainda de um novo materialismo. É neste movimento que buscamos situar o conceito de epistemologias ecológicas. O adjetivo ecológico nos parece plausível na medida em que ele remete ao reposicionamento do humano numa rede de relações simétricas e reciprocamente determinadas. Neste sentido, as epistemologias ecológicas dão voz ao mundo, considerando a autonomia das coisas e da natureza em sua relação com o humano, sem recair nos determinismos culturalistas ou biológicos. Este artigo contextualiza as interfaces dos novos materialismos, que emergem na antropologia, na filosofia e nos estudos da ciência, com o campo ambiental. Este nos parece um caminho oportuno para compreender nosso lugar no mundo e o lugar do mundo em nós desde uma perspectiva ecológica, no sentido de uma ecologia do pensamento, da ação e do conhecimento.<hr/>This article delimits the concept of ecological epistemologies, which is taken to be a comprehensive posture based on the recognition of the alterity and agency of natural processes, objects and materials. Contemporary authors from different academic trajectories have carried out reflections in this vein and they suggest the emergence of a new realism or a new materialism. It is within this movement that we seek to situate the concept of ecological epistemologies. The adjective 'ecological' seems plausible, insofar as it repositions the human in a network of symmetrical, and reciprocally determined, relations. In this way, the ecological epistemologies give voice to the world, considering the autonomy of things and of nature in their relations with humans, without thereby falling into the traps of cultural or biological determinisms. This article contextualizes the interface of the new materialisms and the environmental field, as this emerges from anthropology, philosophy, and science studies. This seems to us to be a fruitful avenue for understanding our place in the world and the world's place in us from an ecological perspective, in the sense of an ecology of though, action and knowledge.