Scielo RSS <![CDATA[Mana]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-931320130003&lang=es vol. 19 num. 3 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Concretude simbólica e descrição etnográfica (sobre a relação entre antropologia e filosofia)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300001&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo procura refletir sobre a relação entre antropologia e filosofia a partir de características centrais da descrição etnográfica e da importância da dimensão simbólica da vida social. Tendo como referência as diferentes manifestações da vida social e a diversidade das sociedades e grupos ou segmentos sociais estudados pelos antropólogos, o artigo examina as condições de inteligibilidade do trabalho etnográfico como uma questão que perpassa a pesquisa antropológica onde quer que ela tenha lugar, impondo permanentemente uma reflexão de caráter filosófico para dar conta de problemas concretos, bem circunscritos e empiricamente delimitados. Neste empreendimento, o texto explora inicialmente as condições de inteligibilidade de práticas de bruxaria estudadas pelos antropólogos, para concluir com uma discussão sobre a inteligibilidade das disputas judiciais e das demandas por direitos em sociedades modernas.<hr/>This article reflects on the relation between anthropology and philosophy, starting from the central characteristics of ethnographic description and the importance of the symbolic dimension to social life. Taking as its reference the different manifestations of social life and the diversity of societies and groups, or social segments, studied by anthropologists, the article examines the conditions of intelligibility of ethnographic work as an issue that spans anthropological research wherever it occurs. As such, it permanently imposes a reflection, of a philosophical character, that seeks to account for concrete, well-circumscribed and empirically delimited problems. With this in mind, the article first explores the conditions for the intelligibility of witchcraft practices as studied by anthropologists, and concludes with a discussion on the intelligibility of juridical disputes and the demand for rights in modern societies. <![CDATA[<b>Cartografias do cosmos</b>: <b>conhecimento, iconografia e artes verbais entre os Marubo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300002&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo pretende explorar a relação entre as artes verbais dos Marubo (falantes de pano da Amazônia ocidental) e um repertório de desenhos elaborados por xamãs. Esquemas cosmográficos visuais, os desenhos possuem afinidades com outras tecnologias ameríndias da memória, também marcadas pelo trânsito entre expressões verbais e gráficas. Realizado a pedido do antropólogo, tal repertório de imagens atualiza no suporte gráfico uma composição formular, paralelística e metafórica altamente padronizada. A análise das composições visuais é conduzida em paralelo com o estudo das fórmulas poéticas xamanísticas, levando em conta os problemas da memória, da transmissão, da aprendizagem e da aquisição do conhecimento especializado. O estudo da interface entre imagens e artes verbais se articula a elementos da cosmologia, das noções de pessoa e do pensamento xamanístico marubo.<hr/>This article explores the relation between the verbal arts of the Marubo (Panoan speakers of western Amazonia) and a repertoire of drawings made by their shamans. These drawings are visual cosmographic schemes, possessing affinities with other Amerindian technologies of memory that are also marked by the transit between verbal and graphic expressions. Produced for the anthropologist, the repertoire of images actualizes, in a graphic medium, a formulaic, parallelistic and metaphoric composition that is highly patterned. The analysis of the visual compositions is carried out in parallel with the study of poetic, shamanistic formulas, taking into account questions concerning memory, transmission, and the acquisition of specialized knowledge. The study of the interface between images and verbal arts is articulated with elements of cosmology, concepts of the person and Marubo shamanistic thought. <![CDATA[<b>Alimentação e comensalidade entre os Kanamari da Amazônia Ocidental</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300003&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo analisa o impacto das relações assimétricas de "maestria" na criação e na perpetuação do parentesco. Seu foco etnográfico são os Kanamari, povo de língua katukina da Amazônia ocidental, que distinguem entre duas modalidades de distribuir e consumir comida: "alimentação", designando uma relação assimétrica de dependência; e "comensalidade", implicando relações mútuas de partilha de comida. A segunda categoria de relações deriva da primeira, que é a base a partir da qual o parentesco kanamari se constitui. A maestria é, desta forma, lógica e ontogeneticamente anterior à mutualidade. O artigo explora essa anterioridade através de uma análise das práticas de criação de xerimbabos, e dos laços entre mães e filhos e chefes e seguidores. Explora, ainda, a relação entre "alimentação", "comensalidade" e "predação", afirmando que, para os Kanamari, a alimentação é o meio para se transformar a predação em comensalidade.<hr/>This article analyzes the impact of asymmetrical relations of "mastery" or "ownership" on the creation and perpetuation of kinship. Its ethnographic focus is the Kanamari, a Katukina speaking people of western Amazonia, who distinguish between two modalities of distributing and consuming food: "feeding", designating an asymmetrical relation of dependency; and "commensality", implying mutual relations of sharing food. The second category of relations is derived from the first, which is the baseline from which Kanamari kinship is constituted. Mastery is hence logically and ontogentically anterior to mutuality. The article explores this anteriority through an analysis of pet keeping practices, and the bonds between mother and child and chiefs and follower. It also explores the relationship between "feeding", "commensality" and "predation", arguing that, for the Kanamari, feeding is the means for transforming predation into commensality. <![CDATA[<b>Da materialidade dos corpos à materialidade do crime</b>: <b> à materialização da pornografia infantil em investigações policiais</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300004&lng=es&nrm=iso&tlng=es O objetivo do artigo é discutir como os corpos que servem de suporte para a construção da materialidade dos "crimes de pornografia infantil" são construídos/materializados em face do olhar investigativo policial. Partindo do pressuposto de que não existe uma realidade corporal pré-discursiva sobre a qual se realiza a construção social, sugiro que as operações analíticas realizadas em relação ao sexo/gênero podem ser utilizadas para compreender a artificialidade da divisão entre maturidade sexual fisiológica (puberdade) e social e, de modo mais amplo, o processo de diferenciação e identificação visual dos corpos quanto aos atributos físicos de idade. Essas formulações conceituais ganham materialidade na descrição etnográfica das análises policiais que definem as imagens que podem ser classificadas como "pornográficas" e os corpos que podem ser identificados como "infantis", explicitando como o olhar detetivesco constitui a materialidade do crime e a materialidade dos corpos reciprocamente, produzindo assim os corpos que governa.<hr/>The aim of this article is to discuss how the bodies that support the construction of the materiality of "crimes of child pornography" are constructed/ mate­rialized in the context of investigative police work. Assuming that there is no pre-discursive bodily reality upon which social construction is realized, I suggest that the analytical operations carried out in relation to sex/gender may be utilized to understand the artificiality of the division between physiological and social sexual maturity (puberty). In a wider sense, it can be used to interpret the process of visually differentiating and identifying bodies as physical attributes of age. These conceptual formulations gain materiality in the ethnographic description of the analyses carried out by police officers, who define the images that can be classified as being "pornographic" and the bodies which can be identified as "children", making explicit how a detective-eye reciprocally constitutes the materiality of crime and the materiality of bodies, thereby pro­ducing the bodies it governs. <![CDATA[<b>A ayahuasca e o tratamento da dependência</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300005&lng=es&nrm=iso&tlng=es A ayahuasca é uma bebida psicoativa utilizada por diversos grupos indígenas por toda a Amazônia, assim como por xamãs mestiços (chamados "vegetalistas") e por religiões e grupos independentes no Brasil. Desde a década de 1990 esta bebida vem sendo empregada no tratamento da dependência. Existem atualmente alguns centros espalhados pela América do Sul que realizam este tipo de tratamento. Realizei trabalho de campo em quatro deles, um no Peru e três no Brasil. Neste artigo faço uma pequena descrição etnográfica destes centros e teço algumas considerações sobre o papel da experiência durante o efeito do chá no processo de recuperação da dependência e também da possibilidade deste tipo de tratamento não ser uma mera terapia de substituição.<hr/>Ayahuasca is a psychoactive drink used by many Indigenous groups throughout Amazonia, as well as by mestizo shamans (known as "vegetalistas"), religions and independent groups in Brazil. Since the 1990's the drink has been used to treat dependency. At present, there are a few centres in South America that carry out this type of treatment. I carried out fieldwork in four of them, one in Peru and three in Brazil. In this article I present a short ethnographic description of these centres and offer some considerations about the role of experience during the effects of the tea in the process of recovery from dependency. I also consider the possibility that this type of treatment is not merely a substitution therapy. <![CDATA[<b>A "família policial"</b>: <b>vinculações e implicações entre relato e instituição</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300006&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed. <![CDATA[<b>O mundo desmagicizado</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300007&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed. <![CDATA[Los atos escolares: el discurso nacionalizante en la vida escolar]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300008&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed. <![CDATA[Fronteiras de tensão: política e violência nas periferias de São Paulo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300009&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed. <![CDATA[No mesmo galho: antropologia de coletivos humanos e animais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300010&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed. <![CDATA[Sueños, kharisiris y curanderos: dinámicas sociales de las creencias en los Andes contemporáneos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300011&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed. <![CDATA[Transmissão de patrimônio habitacional em favelas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300012&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed. <![CDATA[Las sospechas del dinero. Moral y economía en la vida popular]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132013000300013&lng=es&nrm=iso&tlng=es A "família policial" é uma categoria de forte enraizamento na instituição policial. Alude, em primeira instância, às redes de parentesco de cada policial, mas também opera em outro sentido, mais metafórico, vinculando seus membros à instituição como um todo. Este trabalho procura se ancorar nestes usos e sentidos da "família policial", que remetem a um modelo discursivo apto a configurar uma determinada história institucional. Por que a agência policial escolhe, em determinadas situações, narrar-se como "família"? Que lógicas, sentidos e identidades podem ser construídos através das relações de parentesco? Dar conta destas questões é uma forma de avançar no reconhecimento da importância que reveste o relato a partir do qual se constrói uma determinada instituição.<hr/>"Police family" is a category strongly rooted in the police institution. It alludes, first of all, to the kinship networks of each police officer, but it also operates in a different, more metaphorical, sense, tying its members to the institution as a whole. This article is based on these usages and meanings of the "police family", which refer to a discursive model liable to configure a determinate institutional history. Why does the police force choose, in some situations, to speak of itself as a "family"? What logic, sense or identities can be constructed through kinship relations? Accounting for these questions is a way to further our recognition of the importance of the narrative through which a specific institution is constructed.