Scielo RSS <![CDATA[Mana]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-931320180002&lang=es vol. 24 num. 2 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[LA LUNA Y EL OTRO LADO DE LA TIERRA: MENSTRUACIÓN, CONCEPCIÓN Y GESTACIÓN ENTRE LAS ARAWETÉ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200009&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O objetivo deste texto é descrever alguns aspectos da fisiologia feminina segundo o que me ensinaram os Araweté, povo indígena habitante do médio curso do rio Xingu (PA) e falante de um idioma da família tupi-guarani. Falarei da relação entre menstruação e concepção, da diferença entre matéria menstrual e gestacional, do caráter fecundador do sêmen e de sua propriedade auto-fabricadora, da capacidade “contenedora” do corpo feminino e do conjunto de restrições parentais durante a gravidez. Darei também ênfase para as figuras de Jahi (Lua) e Iwikatin-hã (aquele que vive do “outro lado da terra”, ou o Dono do Rio), dois seres associados ao universo reprodutivo araweté e particularmente relacionados com as lógicas corporais femininas. Evidenciarei enfim alguns elementos cosmológicos associados a cada um deles e os efeitos de seu contato com as mulheres.<hr/>Abastract This article describes some aspects of female physiology according to what I was taught by the Araweté, a Tupi-Guarani-speaking people of the middle course of the Xingu river (Brazilian Amazon). I will focus on the relation between menstruation and conception, on the difference between menstrual and gestational substances, on the self-fabricating property of semen, on the “container” capacity of the female body and on parental restrictions during pregnancy. I will also describe Jahi (Moon) and Iwikatin-hã (the one who lives on the “other side of Earth”, or the Owner of the River), two figures associated with the Araweté reproductive universe, and particularly related to female corporeal logics. I will discuss some cosmological elements associated with each of them, as well as the effects of their intercourses with women.<hr/>Resumen El texto pretende describir algunos aspectos de la fisiología femenina según lo que me enseñaron los Araweté, pueblo indígena habitante del medio curso del río Xingu (Pará, Brasil), que habla un idioma de la familia tupi-guaraní. Hablaré de la relación entre menstruación y concepción, de la diferencia entre materia menstrual y gestacional, del carácter fecundador del semen y de su propiedad auto-fabricadora, de la capacidad "contenedora" del cuerpo femenino y del conjunto de restricciones parentales durante el embarazo. También haré énfasis en las figuras deJahi(Luna) eIwikatin-hã(aquel del "otro lado de la tierra", o el Dueño del Río), dos seres asociados al universo reproductivo araweté y particularmente relacionados con las lógicas corporales femeninas. Destacaré finalmente algunos elementos cosmológicos asociados a cada uno de ellos, y los efectos de su contacto con las mujeres. <![CDATA[LA MORAL DE DIOS: DÁDIVA Y HUMANIDAD EN LA VERSIÓN APANJEKRA DEL CRISTIANISMO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200037&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Buscando compreender os sentidos que os Canela Apanjekra dão à sua relação com o cristianismo e com os missionários, contextualizo historicamente o contato com os evangelizadores católicos e protestantes e analiso um culto realizado em 2013, na aldeia Porquinhos (TI Porquinhos - MA), por uma comitiva de pentecostais. Os erros de tradução e os equívocos do culto indicam que os mal-entendidos não se limitam a meros problemas linguísticos. Antes, são decorrentes de diferenças ontológicas e éticas que os Apanjekra mantêm em face do cristianismo e, em especial, dos “crentes”. Se estas diferenças afastam os Apanjekra da busca pelo telos evangélico, pautado por uma noção de pessoa estranha aos indígenas, elas não impedem um uso pragmático de um código moral que tem por fim a estabilização dos corpos e a manutenção provisória da humanidade e do parentesco.<hr/>Abstract In order to comprehend the meanings that the Canela Apanjekra confer on their relation with Christianity and missionaries, I contextualize their contact with Catholic and Protestant Evangelizers and analyse a service held by a Pentecostal entourage in 2013 in Porquinhos village (Porquinhos Indigenous Land - MA, Brazil). Mistranslations and equivocations during the service indicate that misunderstandings are not limited to mere linguistic issues. Rather, they are due to ontological and ethical differences between the Apanjekra and the Christians, specially the “believers” (Protestants). If these differences move the Apanjekra away from the Evangelical telos, which is based on a notion of ‘personhood’ that is alien to the Apanjekra, they do not preempt a pragmatical use of its moral code with the aim of bodily stabilization and the provisional maintenance of humanity and kinship.<hr/>Resumen Buscando comprender los sentidos que los Canela Apanjekra dan a su relación con el cristianismo y con los misioneros, contextualizo históricamente el contacto con los evangelizadores católicos y protestantes y analizo un culto realizado en 2013, en la aldea Porquinhos (TI Porquinhos - MA), por una comitiva de pentecostales. Los errores de traducción y los equívocos del culto indican que los malentendidos no se limitan a meros problemas lingüísticos. Por el contrario, son consecuencia de diferencias ontológicas y éticas que los Apanjekra mantienen frente al cristianismo y, en especial, a los "creyentes". Si estas diferencias alejan a los Apanjekra de la búsqueda por eltelosevangélico, pautado por una noción de persona extraña a los indígenas, no impiden un uso pragmático de un código moral que tiene por fin la estabilización de los cuerpos y el mantenimiento provisional de la humanidad y del parentesco. <![CDATA[ARGENTINOS A LA BRASILEÑA. LA CIRCULACIÓN DE ANTROPÓLOGOS ARGENTINOS POR EL MUSEU NACIONAL (PPGAS-MN/UFRJ)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200068&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Como se produzem e consolidam os fluxos de circulação internacional na América Latina? Como tem mostrado uma ampla literatura, a circulação internacional de pessoas não se produz automaticamente, mas é produto de dinâmicas sociais complexas. Esse trabalho reconstrói os processos pelos quais pode se produzir um fluxo de estudantes argentinos em direção ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (PPGAS-MN). A partir de um trabalho de arquivo no PPGAS-MN e de entrevistas com professores e ex-estudantes, o estudo revela os mecanismos institucionais construídos por pesquisadores dos dois países para possibilitar esse fluxo que, posteriormente, teve continuidade, argumentando que esses se tornaram possíveis pela assimetria entre o estado de autonomização e financiamento da disciplina num e noutro país e, ao mesmo tempo, pela homologia de posições em que se encontravam os pesquisadores brasileiros e argentinos, os primeiros pelo avanço que já tinha a pós-graduação e os segundos pela existência de uma graduação específica em Antropologia, inexistente no Brasil.<hr/>Abstract How are international circulation flows produced and consolidated in Latin America? As a wide-ranging literature has shown, the international mobility of people is not produced spontaneously, but rather results from a complex social dynamic. This article reconstructs and analyses the processes by which a number of Argentine students were directed to the Postgraduate Program in Social Anthropology of the National Museum (PPGAS-MN), in Rio de Janeiro. Based on the documentary archive of the PPGAS-MN, as well as on interviews with teachers and former students, this study reveals the institutional mechanisms devised by researchers from both countries in order to enable this flow. It is argued that these dynamics were made possible by the asymmetry between the autonomy and financing of the discipline in each country, and at the same time by the homologous positions in which the Brazilian and Argentine researchers found themselves: the former by the advance of the postgraduate degree courses, and the latter by the existence of a graduate degree in Anthropology, which was unavailable in Brazil.<hr/>Resumen ¿Cómo se producen y consolidan los flujos de circulación internacional en América Latina? Como ha mostrado una amplia literatura, la circulación internacional de personas no se da de un modo automático, sino que es producto de dinámicas sociales complejas. Este trabajo reconstruye los procesos por los cuales se produjo un flujo de estudiantes argentinos hacia el Programa de Postgrado en Antropología Social del Museo Nacional (PPGAS-MN). A partir de un trabajo de archivo en el PPGAS-MN y de entrevistas con profesores y ex estudiantes, el estudio revela los mecanismos institucionales construidos por investigadores de los dos países para posibilitar ese flujo, que tuvo continuidad en el tiempo. Se argumenta que esos mecanismos se tornaron posibles por la asimetría entre el estado de autonomización y financiación de la disciplina en uno y otro país y, al mismo tiempo, por las condiciones en que se encontraban los investigadores brasileños y argentinos, los primeros debido al avance que ya tenía el postgrado, y los segundos por la existencia de una graduación específica en Antropología, inexistente en Brasil. <![CDATA[EL LADO ÍNTIMO DE LA “CRISIS”: RELACIONES ENTRE INMIGRANTES SURINAMESES EN HOLANDA Y SUS PARIENTES RECIÉN-LLEGADOS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200109&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O artigo propõe uma investigação etnográfica de questões julgadas íntimas ou familiares nos movimentos migratórios de surinameses para a Holanda, intensificados pela “crise” dos últimos anos na economia surinamesa. São enfatizados os desentendimentos familiares provocados por práticas tidas como obsoletas por imigrantes já estabelecidos - sobretudo as brincadeiras infantis entendidas como violentas - e os processos de “adaptação” dos novos imigrantes ao “meio”, analisados a partir das reflexões de Gregory Bateson, sobretudo aquelas acerca do que chamou de dêutero-aprendizagem. Também são exploradas as imagens de “complexidade”, “cultura” e “autenticidade” evocadas nesse tipo de deslocamento, bem como os efeitos da inserção do etnógrafo nas escolhas e as ênfases descritivas que compõem o texto.<hr/>Abstract This article proposes an ethnographic investigation on subjects as “intimate” or familial implied in the immigration of Surinamese people to the Netherlands, intensified by the recent crisis in the Surinamese economy. Emphasizing familial misunderstandings caused by practices as “obsolete” by well-established immigrants - such as children’s games seen as “violent” - and the processes of “adaptation” of new immigrants to the “environment”, analyzed through notions such as Gregory Bateson’s deutero-learning. Images of “complexity”, “culture” and “authenticity” implied in the process of migration. Will also be analyzed, as well as the effects of the ethnographer’s presence on the descriptive choices and emphasis that make up the text.<hr/>Resumen El artículo propone una investigación etnográfica de temas familiares en los movimientos migratorios de surinameses a Holanda, intensificados por la “crisis” de los últimos años en la economía de Surinam. Son enfatizados los desentendimientos familiares provocados por las prácticas obsoletas de inmigrantes ya establecidos - sobre todo: los juegos infantiles violentos - los procesos de “adaptación” de los nuevos inmigrantes al “medio”, analizados a partir de las reflexiones de Gregory Bateson, especialmente aquellos acerca de lo que denominó de deuteroaprendizaje. También son exploradas las imágenes de “complejidad”, “cultura” y “autenticidad” evocadas en ese tipo de desplazamiento, así como los efectos de la inserción del etnógrafo en las decisiones y énfasis descriptivas que componen el texto. <![CDATA[COLOR DE YAMBO Y OTROS MATICES AMAZÓNICOS: SOBRE LA ABOLICIÓN DE LA MULATA Y LA LLEGADA DE LA MORENA <em>CHEIROSA</em> EN LAS FIESTAS DE JUNIO EN BELÉM.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200132&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Neste texto, busco pensar na atuação consciente do Estado ao produzir categorias sociais que sexualizam a raça e racializam o gênero nas políticas públicas para a promoção das culturas populares. Perscrutando os usos e os discursos em torno das categorias Miss Mulata e Miss Morena Cheirosa nas festas juninas de Belém, argumento que essas categorias falam acerca das interferências dos órgãos estatais e seus gestores culturais na produção de identidades étnico-raciais amazônicas. Além de atentar para os conteúdos textuais explícitos nos regulamentos dos concursos juninos, observo especialmente os seus silêncios quanto a questões referentes à raça, etnicidade e sexualidade. Tais silêncios não representam ausência de prescrições normativas, mas significam que a regulação dos corpos, sujeitos e performances permanece oculta nas entrelinhas dos discursos dos gestores culturais que fomentam ações voltadas para as culturas populares.<hr/>Abstract In this article, I consider the state's conscious production of social categories that sexualize race and racialize gender in public policies in order to promote popular cultures. Looking at the practices and discourses surrounding the categories “Miss Mulata” and “Miss Morena Cheirosa” at the June festivals in Belém, I argue that these categories reveal the interference of state organs and their cultural brokers in the production of Amazonian ethnic-racial identities. In addition to looking at the explicit textual content of the regulations of the June contests, I note what the omit regarding issues of race, ethnicity and sexuality. Such omissions do not reflect a lack of normative prescriptions, but mean that the regulation of bodies, subjects, and performances remains hidden and immobile in the interstices of the discourse of cultural brokers who foster policies geared toward popular cultures.<hr/>Resumen En este texto, busco pensar la actuación consciente del Estado al producir categorías sociales que sexualizan la raza y racializan el género en las políticas públicas para la promoción de las culturas populares. Investigando los usos y discursos en torno a las categorías Miss Mulata y Miss Morena Cheirosa en las fiestas juninas de Belém, argumento que esas categorías dejan en evidencia las interferencias de los órganos estatales y sus gestores culturales en la producción de identidades étnico-raciales amazónicas. Además de notar los contenidos textuales explícitos en los reglamentos de los concursos juninos, observo especialmente sus silencios en cuanto a cuestiones de raza, etnicidad y sexualidad. Tales silencios no representan ausencia de prescripciones normativas, sino que significan que la regulación de los cuerpos, sujetos y performances permanece oculta en las entrelíneas de los discursos de los gestores culturales que fomentan acciones dirigidas a las culturas populares. <![CDATA[PELÍCULAS HECHAS PARA “GUARDAR” O LOS DOS “CAMINOS” DEL CINE KUIKURO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200174&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Mobilizados pelo risco da “perda cultural” diante da crescente influência não indígena em suas aldeias, os índios Kuikuro do Alto Xingu se envolveram em um amplo Projeto de Documentação de seu complexo ritual, cuja face mais conhecida é o cinema produzido por ou em parceria com os chamados “realizadores indígenas”. Neste artigo, analiso a especificidade dessa produção fílmica, realizada com o objetivo principal de “guardar a cultura” para que ela não desapareça. Veremos como essa ideia central atravessa os dois “caminhos” tomados pelos realizadores kuikuro e seus parceiros, a saber: os chamados “filmes de rituais” e os filmes voltados para a audiência não indígena. Em ambos os casos destaca-se uma abordagem original do ritual, seja ela orientada pela ideia de reter a totalidade desse conhecimento específico, seja pelo esforço em performar para os espectadores de fora das aldeias as complexas relações que estão em jogo nos rituais kuikuro.<hr/>Abstract Instigated by the risk of ‘cultural loss’ due to growing non-indigenous influence in their villages, the Kuikuro Indians of the Upper Xingu became involved in a wide-ranging project to document their ritual complex. The most well-known aspect of this project is the cinema produced by, or in partnership with, ‘indigenous filmmakers’. In this article, I analyse the specificity of this film production and its primary objective of ‘keeping culture’ to prevent its disappearance. We will see how this core idea traverses the two ‘paths’ taken by the Kuikuro filmmakers and their partners: first, the so-called ‘films of rituals;’ and, second, the films made for non-indigenous audiences. In both cases, we can discern an innovative approach to ritual, whether conducted by the idea of retaining the totality of a specific tradition, or by an attempt to perform the complex relations involved in Kuikuro rituals for spectators from outside the villages.<hr/>Resumen Movilizados por el riesgo de la “pérdida cultural” ante la creciente influencia no indígena en sus aldeas, los indios Kuikuro del Alto Xingu están hoy involucrados en un amplio proyecto de documentación de su complejo ritual, cuya faz más conocida es el cine producido por los “realizadores indígenas” o con su colaboración. En este artículo, analizo la especificidad de esa producción fílmica, realizada con el objetivo principal de “guardar la cultura” para que no desaparezca. Veremos cómo esa idea central atraviesa los dos “caminos” elegidos por los realizadores kuikuro y sus colaboradores, a saber, las “películas de rituales” y las películas hechas para el público no indígena. En los dos casos, se pone de relieve un abordaje original del ritual, orientado por la idea de retener la totalidad del conocimiento específico o por el esfuerzo en mostrar a los espectadores de fuera de las aldeas las complejas relaciones que están en juego en los rituales kuikuro. <![CDATA[AMOR REBELDE: HISTORIA, MATRIMONIO Y POLÍTICA EN EL ALTO JURUÁ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200199&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este artigo aborda um tipo de união matrimonial geralmente invisibilizado e provocador para o imaginário nacional brasileiro: o casamento interétnico entre uma mulher branca e um homem indígena. Baseia-se na análise de um caso ocorrido em meados dos anos 1960 no rio Amônia, na região acreana do Alto Juruá. Após refletir sobre a história dos Ashaninka nessa região de fronteira do Brasil com o Peru e mostrar a necessidade de repensar alguns lugares-comuns sobre a vinda desse povo indígena para o Alto Juruá brasileiro, o texto apresenta a trajetória de dois grupos familiares que se instalaram no rio Amônia na década de 1940. Mostra a singularidade desse matrimônio interétnico, discute seus significados, para os brancos da região e para os Ashaninka, e apresenta seus efeitos políticos. Sustenta a tese de que esse casamento é fundamental para entender o protagonismo e a visibilidade política dessa comunidade indígena no campo do indigenismo nas últimas duas décadas.<hr/>Abstract This article focuses on a marital arrangement that is both rare and captivating in Brazil: the interethnic union between a white woman and an indigenous man. It analyses an inter-ethnic marriage that occurred in the mid-1960s on the Amonia River in the state of Acre. First, it briefly presents the history of the Ashaninka people on the Brazil-Peru border and calls for a reconsideration of certain commonplace notions about their arrival on the Brazilian side of the Upper Juruá River. Second, it describes the trajectory of two families, which settled on the Amonia River in the 1940s. Third, it reveals the specificities of the marriage between a son and a daughter of these two families, discussing its significance for the whites of the region and the Ashaninka, and demonstrating its political consequences. The paper argues that this marriage is central to understanding the protagonism and political visibility of the Amonia Ashaninka during the last two decades.<hr/>Resumen Este artículo examina un tipo de unión matrimonial generalmente invisibilizado y provocador para el imaginario nacional brasileño: el matrimonio interétnico entre una mujer blanca y un hombre indígena. El análisis se enfoca en un caso que tiene lugar en la región del Alto Juruá en el estado de Acre, a mediados de la década de 1960. Después de reflexionar sobre la historia de los Asháninka en esta región de la frontera de Brasil con Perú, y de repensar algunos lugares comunes acerca de la llegada de este pueblo indígena al Alto Juruá, el texto describe la trayectoria de dos grupos familiares que se instalaron en el rio Amônia en la década de 1940. Posteriormente, se muestra la particularidad del matrimonio interétnico que une a dos miembros de estas familias, se discute los significados que tiene tanto para los blancos de la región como para los Asháninka, y los efectos políticos que acarrea. El artículo argumenta que este matrimonio es fundamental para entender el protagonismo y la visibilidad política de esta comunidad indígena en el campo del indigenismo en las últimas dos décadas. <![CDATA[¿INVESTIGACIÓN COMO FUNCIÓN DE ESTADO? REFLEXIONES ETNOGRÁFICAS SOBRE UNA INSTITUCIÓN <em>IN BETWEEN</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200235&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O Ipea é uma instituição que tem na realização de pesquisas voltadas para as ações de governo (políticas públicas, planejamento e desenvolvimento) sua razão de ser. Contudo, essa vocação da pesquisa como função de estado não se realiza sem tensões. Dentre essas tensões uma adquiriu relevo por ter sido aquela que justamente suscitou o interesse dos técnicos do Ipea na realização de uma etnografia da instituição, denominada por alguns deles de “complexo de cajuína”. Numa clara alusão à música de Caetano Veloso que já nas suas primeiras estrofes indaga: “Existimos: a que será que se destina?”, há um interesse em discutir a existência de um ethos institucional compartilhado em meio ao que muitos identificam como uma crise de identidade dos “ipeanos”. Assim, o interesse deste artigo foi delinear a configuração de valores disputados na instituição, o que nos permitiu, por um lado, abordar o Ipea como uma instituição que, por suas características, tem efeitos mais complexos nos processos estatais; e, por outro, rediscutir a própria noção de ethos institucional. Consiste, portanto, num esforço de contribuir para a compreensão desse universo etnográfico particular, mas também de levantar boas questões para pensar as relações entre os ofícios da pesquisa e de governo na conformação de uma instituição pública.<hr/>Abstract Ipea is an institution that has the mission to carry out research on governmental actions (public policies, planning and development). However, this vocation for research as a function of the state has generated many tensions, among which one stands out: ‘we exist: what are we for?’ in a clear allusion to a Caetano Veloso’s song. Called by them as an identity crisis of the "ipeanos", this tension generated interest in discussing the existence of a shared institutional ethos and, consequently, of carrying out an ethnography of the institution. This article thus outlines the configuration of the values in dispute ​​within the institution, allowing us to apprehend Ipea as an institution that, due to its characteristics, produces more complex effects in state processes. In addition, we discuss the very notion of ‘institutional ethos’. The article is therefore an effort to contribute to the understanding of this specific ethnographic universe, but also to raise appropriate questions to think about the relations between research and government activities in shaping a public institution.<hr/>Resumen El Ipea es una institución que tiene en la realización de investigaciones dirigidas a las acciones de gobierno (políticas públicas, planificación y desarrollo) su razón de ser. Sin embargo, esta vocación de la investigación como función de Estado no se realiza sin tensiones. Entre estas tensiones una adquirió relevancia por haber sido aquella que justamente suscitó el interés de los técnicos del Ipea en la realización de una etnografía de la institución, denominada por algunos de ellos de "complejo de cajuína". En una clara alusión a la música de Caetano Veloso que ya en sus primeras estrofas indaga: "Existimos: ¿a qué va a destinarse?", Hay un interés en discutir la existencia de un ethos institucional compartido en medio de lo que muchos identifican como una crisis de identidad de los "ipeanos". Así, el interés de este artículo fue delinear la configuración de valores disputados en la institución, lo que nos permitió, por un lado, abordar al Ipea como una institución que, por sus características, tiene efectos más complejos en los procesos estatales; y, por otro, rediscutir la propia noción de ethos institucional. Consiste, por tanto, en un esfuerzo de contribuir a la comprensión de ese universo etnográfico particular, pero también de plantear cuestiones interesantes para pensar las relaciones entre los oficios de la investigación y de gobierno en la conformación de una institución pública. <![CDATA[1ª CONFERÊNCIA LÉVI-STRAUSS: O DIABO E A VIDA SECRETA DOS NÚMEROS. TRADUÇÕES E TRANSFORMAÇÕES NA AMAZÔNIA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200278&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O Ipea é uma instituição que tem na realização de pesquisas voltadas para as ações de governo (políticas públicas, planejamento e desenvolvimento) sua razão de ser. Contudo, essa vocação da pesquisa como função de estado não se realiza sem tensões. Dentre essas tensões uma adquiriu relevo por ter sido aquela que justamente suscitou o interesse dos técnicos do Ipea na realização de uma etnografia da instituição, denominada por alguns deles de “complexo de cajuína”. Numa clara alusão à música de Caetano Veloso que já nas suas primeiras estrofes indaga: “Existimos: a que será que se destina?”, há um interesse em discutir a existência de um ethos institucional compartilhado em meio ao que muitos identificam como uma crise de identidade dos “ipeanos”. Assim, o interesse deste artigo foi delinear a configuração de valores disputados na instituição, o que nos permitiu, por um lado, abordar o Ipea como uma instituição que, por suas características, tem efeitos mais complexos nos processos estatais; e, por outro, rediscutir a própria noção de ethos institucional. Consiste, portanto, num esforço de contribuir para a compreensão desse universo etnográfico particular, mas também de levantar boas questões para pensar as relações entre os ofícios da pesquisa e de governo na conformação de uma instituição pública.<hr/>Abstract Ipea is an institution that has the mission to carry out research on governmental actions (public policies, planning and development). However, this vocation for research as a function of the state has generated many tensions, among which one stands out: ‘we exist: what are we for?’ in a clear allusion to a Caetano Veloso’s song. Called by them as an identity crisis of the "ipeanos", this tension generated interest in discussing the existence of a shared institutional ethos and, consequently, of carrying out an ethnography of the institution. This article thus outlines the configuration of the values in dispute ​​within the institution, allowing us to apprehend Ipea as an institution that, due to its characteristics, produces more complex effects in state processes. In addition, we discuss the very notion of ‘institutional ethos’. The article is therefore an effort to contribute to the understanding of this specific ethnographic universe, but also to raise appropriate questions to think about the relations between research and government activities in shaping a public institution.<hr/>Resumen El Ipea es una institución que tiene en la realización de investigaciones dirigidas a las acciones de gobierno (políticas públicas, planificación y desarrollo) su razón de ser. Sin embargo, esta vocación de la investigación como función de Estado no se realiza sin tensiones. Entre estas tensiones una adquirió relevancia por haber sido aquella que justamente suscitó el interés de los técnicos del Ipea en la realización de una etnografía de la institución, denominada por algunos de ellos de "complejo de cajuína". En una clara alusión a la música de Caetano Veloso que ya en sus primeras estrofas indaga: "Existimos: ¿a qué va a destinarse?", Hay un interés en discutir la existencia de un ethos institucional compartido en medio de lo que muchos identifican como una crisis de identidad de los "ipeanos". Así, el interés de este artículo fue delinear la configuración de valores disputados en la institución, lo que nos permitió, por un lado, abordar al Ipea como una institución que, por sus características, tiene efectos más complejos en los procesos estatales; y, por otro, rediscutir la propia noción de ethos institucional. Consiste, por tanto, en un esfuerzo de contribuir a la comprensión de ese universo etnográfico particular, pero también de plantear cuestiones interesantes para pensar las relaciones entre los oficios de la investigación y de gobierno en la conformación de una institución pública. <![CDATA[RIVERA ANDÍA, Juan Javier. 2016. <em>La vaquerita y su canto: una antropología de las emociones. Canciones rituales ganaderas en los Andes peruanos contemporáneos</em>.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200301&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O Ipea é uma instituição que tem na realização de pesquisas voltadas para as ações de governo (políticas públicas, planejamento e desenvolvimento) sua razão de ser. Contudo, essa vocação da pesquisa como função de estado não se realiza sem tensões. Dentre essas tensões uma adquiriu relevo por ter sido aquela que justamente suscitou o interesse dos técnicos do Ipea na realização de uma etnografia da instituição, denominada por alguns deles de “complexo de cajuína”. Numa clara alusão à música de Caetano Veloso que já nas suas primeiras estrofes indaga: “Existimos: a que será que se destina?”, há um interesse em discutir a existência de um ethos institucional compartilhado em meio ao que muitos identificam como uma crise de identidade dos “ipeanos”. Assim, o interesse deste artigo foi delinear a configuração de valores disputados na instituição, o que nos permitiu, por um lado, abordar o Ipea como uma instituição que, por suas características, tem efeitos mais complexos nos processos estatais; e, por outro, rediscutir a própria noção de ethos institucional. Consiste, portanto, num esforço de contribuir para a compreensão desse universo etnográfico particular, mas também de levantar boas questões para pensar as relações entre os ofícios da pesquisa e de governo na conformação de uma instituição pública.<hr/>Abstract Ipea is an institution that has the mission to carry out research on governmental actions (public policies, planning and development). However, this vocation for research as a function of the state has generated many tensions, among which one stands out: ‘we exist: what are we for?’ in a clear allusion to a Caetano Veloso’s song. Called by them as an identity crisis of the "ipeanos", this tension generated interest in discussing the existence of a shared institutional ethos and, consequently, of carrying out an ethnography of the institution. This article thus outlines the configuration of the values in dispute ​​within the institution, allowing us to apprehend Ipea as an institution that, due to its characteristics, produces more complex effects in state processes. In addition, we discuss the very notion of ‘institutional ethos’. The article is therefore an effort to contribute to the understanding of this specific ethnographic universe, but also to raise appropriate questions to think about the relations between research and government activities in shaping a public institution.<hr/>Resumen El Ipea es una institución que tiene en la realización de investigaciones dirigidas a las acciones de gobierno (políticas públicas, planificación y desarrollo) su razón de ser. Sin embargo, esta vocación de la investigación como función de Estado no se realiza sin tensiones. Entre estas tensiones una adquirió relevancia por haber sido aquella que justamente suscitó el interés de los técnicos del Ipea en la realización de una etnografía de la institución, denominada por algunos de ellos de "complejo de cajuína". En una clara alusión a la música de Caetano Veloso que ya en sus primeras estrofas indaga: "Existimos: ¿a qué va a destinarse?", Hay un interés en discutir la existencia de un ethos institucional compartido en medio de lo que muchos identifican como una crisis de identidad de los "ipeanos". Así, el interés de este artículo fue delinear la configuración de valores disputados en la institución, lo que nos permitió, por un lado, abordar al Ipea como una institución que, por sus características, tiene efectos más complejos en los procesos estatales; y, por otro, rediscutir la propia noción de ethos institucional. Consiste, por tanto, en un esfuerzo de contribuir a la comprensión de ese universo etnográfico particular, pero también de plantear cuestiones interesantes para pensar las relaciones entre los oficios de la investigación y de gobierno en la conformación de una institución pública. <![CDATA[MONTANI, Rodrigo. 2017. El mundo de las cosas entre los wichís del Gran Chaco. Un estudio etnolingüístico. Scripta autochtona, 17]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200306&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O Ipea é uma instituição que tem na realização de pesquisas voltadas para as ações de governo (políticas públicas, planejamento e desenvolvimento) sua razão de ser. Contudo, essa vocação da pesquisa como função de estado não se realiza sem tensões. Dentre essas tensões uma adquiriu relevo por ter sido aquela que justamente suscitou o interesse dos técnicos do Ipea na realização de uma etnografia da instituição, denominada por alguns deles de “complexo de cajuína”. Numa clara alusão à música de Caetano Veloso que já nas suas primeiras estrofes indaga: “Existimos: a que será que se destina?”, há um interesse em discutir a existência de um ethos institucional compartilhado em meio ao que muitos identificam como uma crise de identidade dos “ipeanos”. Assim, o interesse deste artigo foi delinear a configuração de valores disputados na instituição, o que nos permitiu, por um lado, abordar o Ipea como uma instituição que, por suas características, tem efeitos mais complexos nos processos estatais; e, por outro, rediscutir a própria noção de ethos institucional. Consiste, portanto, num esforço de contribuir para a compreensão desse universo etnográfico particular, mas também de levantar boas questões para pensar as relações entre os ofícios da pesquisa e de governo na conformação de uma instituição pública.<hr/>Abstract Ipea is an institution that has the mission to carry out research on governmental actions (public policies, planning and development). However, this vocation for research as a function of the state has generated many tensions, among which one stands out: ‘we exist: what are we for?’ in a clear allusion to a Caetano Veloso’s song. Called by them as an identity crisis of the "ipeanos", this tension generated interest in discussing the existence of a shared institutional ethos and, consequently, of carrying out an ethnography of the institution. This article thus outlines the configuration of the values in dispute ​​within the institution, allowing us to apprehend Ipea as an institution that, due to its characteristics, produces more complex effects in state processes. In addition, we discuss the very notion of ‘institutional ethos’. The article is therefore an effort to contribute to the understanding of this specific ethnographic universe, but also to raise appropriate questions to think about the relations between research and government activities in shaping a public institution.<hr/>Resumen El Ipea es una institución que tiene en la realización de investigaciones dirigidas a las acciones de gobierno (políticas públicas, planificación y desarrollo) su razón de ser. Sin embargo, esta vocación de la investigación como función de Estado no se realiza sin tensiones. Entre estas tensiones una adquirió relevancia por haber sido aquella que justamente suscitó el interés de los técnicos del Ipea en la realización de una etnografía de la institución, denominada por algunos de ellos de "complejo de cajuína". En una clara alusión a la música de Caetano Veloso que ya en sus primeras estrofas indaga: "Existimos: ¿a qué va a destinarse?", Hay un interés en discutir la existencia de un ethos institucional compartido en medio de lo que muchos identifican como una crisis de identidad de los "ipeanos". Así, el interés de este artículo fue delinear la configuración de valores disputados en la institución, lo que nos permitió, por un lado, abordar al Ipea como una institución que, por sus características, tiene efectos más complejos en los procesos estatales; y, por otro, rediscutir la propia noción de ethos institucional. Consiste, por tanto, en un esfuerzo de contribuir a la comprensión de ese universo etnográfico particular, pero también de plantear cuestiones interesantes para pensar las relaciones entre los oficios de la investigación y de gobierno en la conformación de una institución pública. <![CDATA[ERRATA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000200313&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O Ipea é uma instituição que tem na realização de pesquisas voltadas para as ações de governo (políticas públicas, planejamento e desenvolvimento) sua razão de ser. Contudo, essa vocação da pesquisa como função de estado não se realiza sem tensões. Dentre essas tensões uma adquiriu relevo por ter sido aquela que justamente suscitou o interesse dos técnicos do Ipea na realização de uma etnografia da instituição, denominada por alguns deles de “complexo de cajuína”. Numa clara alusão à música de Caetano Veloso que já nas suas primeiras estrofes indaga: “Existimos: a que será que se destina?”, há um interesse em discutir a existência de um ethos institucional compartilhado em meio ao que muitos identificam como uma crise de identidade dos “ipeanos”. Assim, o interesse deste artigo foi delinear a configuração de valores disputados na instituição, o que nos permitiu, por um lado, abordar o Ipea como uma instituição que, por suas características, tem efeitos mais complexos nos processos estatais; e, por outro, rediscutir a própria noção de ethos institucional. Consiste, portanto, num esforço de contribuir para a compreensão desse universo etnográfico particular, mas também de levantar boas questões para pensar as relações entre os ofícios da pesquisa e de governo na conformação de uma instituição pública.<hr/>Abstract Ipea is an institution that has the mission to carry out research on governmental actions (public policies, planning and development). However, this vocation for research as a function of the state has generated many tensions, among which one stands out: ‘we exist: what are we for?’ in a clear allusion to a Caetano Veloso’s song. Called by them as an identity crisis of the "ipeanos", this tension generated interest in discussing the existence of a shared institutional ethos and, consequently, of carrying out an ethnography of the institution. This article thus outlines the configuration of the values in dispute ​​within the institution, allowing us to apprehend Ipea as an institution that, due to its characteristics, produces more complex effects in state processes. In addition, we discuss the very notion of ‘institutional ethos’. The article is therefore an effort to contribute to the understanding of this specific ethnographic universe, but also to raise appropriate questions to think about the relations between research and government activities in shaping a public institution.<hr/>Resumen El Ipea es una institución que tiene en la realización de investigaciones dirigidas a las acciones de gobierno (políticas públicas, planificación y desarrollo) su razón de ser. Sin embargo, esta vocación de la investigación como función de Estado no se realiza sin tensiones. Entre estas tensiones una adquirió relevancia por haber sido aquella que justamente suscitó el interés de los técnicos del Ipea en la realización de una etnografía de la institución, denominada por algunos de ellos de "complejo de cajuína". En una clara alusión a la música de Caetano Veloso que ya en sus primeras estrofas indaga: "Existimos: ¿a qué va a destinarse?", Hay un interés en discutir la existencia de un ethos institucional compartido en medio de lo que muchos identifican como una crisis de identidad de los "ipeanos". Así, el interés de este artículo fue delinear la configuración de valores disputados en la institución, lo que nos permitió, por un lado, abordar al Ipea como una institución que, por sus características, tiene efectos más complejos en los procesos estatales; y, por otro, rediscutir la propia noción de ethos institucional. Consiste, por tanto, en un esfuerzo de contribuir a la comprensión de ese universo etnográfico particular, pero también de plantear cuestiones interesantes para pensar las relaciones entre los oficios de la investigación y de gobierno en la conformación de una institución pública.