Scielo RSS <![CDATA[Mana]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-931320180001&lang=es vol. 24 num. 1 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[EL RITUAL Y EL JUEGO: RIVALIDAD Y AFECTO EN EL BUMBÁ DE PARINTINS, AMAZONAS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100009&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este ensaio enfoca a associação, iluminada pela noção de ritual, entre os afetos, a expressão obrigatória dos sentimentos e a experiência social dos grupos envolvidos na produção anual do festival dos Bumbás de Parintins, Amazonas. A noção de ritual, apreendida etnograficamente, conduz a análise da acentuada rivalidade entre os dois grupos de Bumbás que caracteriza o festival e sua preparação. Essa rivalidade é enfocada como uma produção ritual contínua em que a noção nativa de brincadeira ganha especial destaque como laço a unir os dados etnográficos à elaboração conceitual dessa mesma noção - brincadeira - que traz consigo o tema da ambivalência tão característico das trocas agonísticas. A preparação festiva engendra, a partir de inúmeros tabus, evitações, provocações e confrontos, a crescente rivalidade entre os dois grupos brincantes, que se transmuta em expressão artística plena na arena do Bumbódromo. Ali, o almejado esplendor das performances é estimulado pelo desejo obsessivo de superação e derrota do "contrário". O argumento se conclui com a análise do trabalho do rito que, ao produzir abertamente a exacerbação da rivalidade, promove mais silenciosamente a necessária complementariedade e o reconhecimento pleno do outro que funda a possibilidade da brincadeira e torna-a real no ritual festivo.<hr/>Resumen Este ensayo enfoca la asociación, iluminada por la noción de ritual, entre los afectos, la expresión obligatoria de los sentimientos y la experiencia social de los grupos que participan de la producción anual del festival de los Bumbás de Parintins, Amazonas. La noción de ritual, aprehendida etnográficamente, conduce el análisis de la acentuada rivalidad expresa entre los dos Bumbás característica del festival y de su preparación. Esta rivalidad es enfocada como una producción ritual continua en que la noción nativa de juego gana especial destaque como lazo que une los datos etnográficos a la elaboración conceptual de esa misma noción - juego - que trae consigo el tema de la ambivalencia tan característica de los intercambios sociales agonísticos. La preparación festiva produce, a partir de innumerables tabúes, evitaciones, provocaciones y enfrentamientos, la creciente rivalidad entre los dos grupos, que se transmuta en expresión artística plena en la arena del Bumbódromo. Allí, el anhelado esplendor de las performances es estimulado por el deseo obsesivo de superación y derrota del "contrario". El argumento se concluye con el análisis del trabajo ritual que, al producir abiertamente la exacerbación de la rivalidad, aumenta silenciosamente la necesaria complementariedad y el reconocimiento pleno del otro que funda la posibilidad del juego y la vuelve real en el ritual festivo.<hr/>Abstract Taking the notion of ritual as a guideline, this essay focuses on the association between affections, the obligatory expression of feelings and the social experience of the groups involved in the annual production of the Ox Dance festival in Parintins, Amazonas. Apprehended from an ethnographic standpoint, the notion of ritual leads to the analysis of the remarkable rivalry between the two groups of Bumbás that characterizes the festive ambiance. This rivalry is understood as a continuous ritual production and the native notion of play (brincadeira) gains special prominence as a link that unites the ethnographic data to the conceptual elaboration of the very same notion of play which conveys the ambivalence characteristic of agonistic exchanges. The festive preparation generates, by means of innumerable taboos, provocations and confrontations, the growing rivalry between the two playful groups, which transmutes into full artistic expression in the festive arena. There, the sought-after splendor of the performances is stimulated by the obsessive desire to overcome and defeat the "contrary". The article concludes with an analysis of the rite which, by openly producing the exacerbation of rivalry, surreptitiously promotes the necessary complementarity and full recognition of the other, which establishes the possibility of play and makes it real in the festive ritual. <![CDATA[LA FRAGATA NEGRA: TRADUCCIÓN Y VENGANZA EN NINA SIMONE]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100039&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este artigo trata da relação entre a trajetória da artista norte-americana Nina Simone (1933-2003) e a produção cultural ativista dos Estados Unidos nos anos 1960. A partir da canção “Pirate Jenny”, composta por Bertolt Brecht e Kurt Weil em 1928 e interpretada por Simone em 1964, procuro mostrar como a artista operou uma tradução do conflito original - as desigualdades de classe na Europa após a Primeira Guerra Mundial - para a situação vivida pela população negra nos Estados Unidos dos anos 1960. Tal tradução, sugiro, é um efeito performativo que toma as relações raciais e de gênero como linguagem (ou gramáticas sociais) e as materializa através do corpo. Sendo assim, pretendo elucidar as formas pelas quais marcadores sociais como gênero e raça “se fazem ouvir” em determinados contextos e a partir de determinadas convenções artísticas.<hr/>Resumen Este artículo trata de la relación entre la trayectoria de la artista norte-americana Nina Simone (1933-2003) y la producción cultural activista de los Estados Unidos en los años 1960. A partir de la canción “Pirate Jenny”, composta por Bertolt Brecht y Kurt Weil en 1928 y interpretada por Simone en 1964, intento mostrar como la artista realiza una traducción del conflicto original - las desigualdades de clase en Europa después de la Primer Grande Guerra - para la situación vivida por la población negra norte-americana en los Estados Unidos de los años 1960. Esa traducción, pienso, es un efecto performativo que toma las relaciones raciales y de género como lenguaje (o gramáticas sociales) y las materializa a través del cuerpo. Así, pretendo elucidar las formas por las cuales marcadores sociales como género y raza “se hacen oír” en determinados contextos y a partir de determinadas convenciones artísticas.<hr/>Abstract This article is concerend with the relation between Nina Simone’s trajectory and militant cultural production in the United States during the 1960’s. Taking the song “Pirate Jenny”, a 1928 composition by Bertold Brecht and Kurt Weil interpreted by Nina Simone in 1963, I intend to show how the artist translated the original conflict -class inequalities in Europe after World War I - into the situation experienced by black people in the United States in the 1960’s. Such translation, I argue, can be understood as a performative effect which grasps racial and gender relations as a kind of language (or social grammar) and materializes them through the body. I thereby wish to elucidate the forms by which social markers such as gender and race are “heard” in determinate contexts and through specific artistic conventions. <![CDATA[CIVILIZACIÓN TROPICAL EN PELIGRO: CINE, ÉLITE Y CLASES MEDIAS EN LA <em>BELLE ÉPOQUE</em> CARIOCA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100071&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Inserindo-se em uma perspectiva que transita entre a história e a etnografia, este artigo analisa um fait divers ocorrido em fevereiro de 1916 em um cinema do Rio de Janeiro: uma discussão entre espectadores finalizada com um tiro. A questão principal que irá nortear este artigo é: de que modo estes sujeitos pertencentes à classe média e à elite projetaram algumas tensões sociais no consumo cinematográfico por ocasião do fait divers a ser analisado? Como questão secundária, investigamos quais concepções em torno do termo “civilização” foram usadas nas narrativas sobre o caso veiculadas pelos periódicos da época e como estes atuaram nas interpretações do conflito. Nossa hipótese principal é a de que o fato analisado envolve dois polos em termos de classe que estruturam a dinâmica do seu desenlace, sendo uma metonímia de uma série de conflitos entre visões de mundo e de agir dessas classes.<hr/>Resumen Vinculándose a una perspectiva que transita entre la historia y la etnografía, este artículo analiza un fait divers ocurrido en febrero de 1916 en un cine de Río de Janeiro: una discusión entre espectadores que finaliza con un disparo. La cuestión principal que será discutida en este artículo es la siguiente: ¿de qué modo estos sujetos pertenecientes a la clase media y a la élite proyectaron algunas tensiones sociales en el consumo cinematográfico por ocasión del fait divers que será analizado? Como cuestión secundaria investigamos cuáles concepciones alrededor del término “civilización” fueron usadas en las narrativas sobre el caso vehiculadas por los periódicos de la época y como estos actuaron en las interpretaciones del conflicto. Nuestra hipótesis principal es que el hecho analizado involucra dos polos en términos de clase que estructuran la dinámica de su desenlace, siendo una metonimia de una serie de conflictos entre visiones de mundo y de actuación de esas clases.<hr/>Abstract Situated between ethnography and history, this article analyzes a peculiar event that occurred in a Rio de Janeiro cinema in February of 1916: a discussion between spectators was resolved with a gunshot. The main question that guides this article is: how did these middle class and elite subjects project social tensions concerning the cinema industry onto the peculair event under analysis? As a subsidiary issue, I will investigate the meanings of the term "civilization" used in newspaper narratives about the event, and how these affected and effected interpretations of the conflict. My main hypothesis is that the facts under analysis involve two poles arranged in terms of class that structure the dynamic of its outcome, being a metonym for a series of conflicts between ways of seeing the world and of acting that are characteristic of these classes. <![CDATA[<em>MURTIS</em> EN MOVIMIENTO. RELACIONES ENTRE PERSONAS, COSAS Y DIVINIDADES EN UN TEMPLO HINDU EN GUYANA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100103&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O artigo trata das relações entre imagens esculpidas de divindades hindus, murtis, e devotos da deusa hindu Kali. Por meio da descrição dos atos rituais consagrados às murtis em um templo localizado na região ocidental da Guiana, em especial aqueles devotados à manifestação de divindades nos corpos de especialistas religiosos, o artigo explora os efeitos da copresença de pessoas e coisas, atentando para o impacto corporal de imagens.<hr/>Resumen El artículo trata de las relaciones entre imágenes esculpidas de divinidades hindú, murtis, y devotos de la diosa hindú Kali. Por medio de la descripción de los actos rituales consagrados a las murtis en un templo ubicado en la región occidental de la Guyana, en especial aquellos dedicados a la manifestación de divinidades en los cuerpos de especialistas religiosos, el artículo explora los efectos de la copresencia de personas y cosas, subrayando el impacto corporal de imágenes.<hr/>Abstract The article deals with the relationships between sculpted images of Hindu deities (murtis) and devotees of the Hindu goddess Kali. Through the description of ritual acts consacrated to murtis in a temple located in Western Guyana, and more specifically to those directed at the manifestation of deities in the bodies of religious experts, the article explores the effects of the copresence of persons and things, stressing the bodily impact of images. <![CDATA[LA LÍNEA DE PLIEGUE. ENSAYO DE COSMOLOGÍA MESOAMERICANA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100131&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O ensaio propõe a figura da dobra como um conceito crucial para entender a cosmologia da área indígena mesoamericana. A dobra é o modo de relação entre os dois lados ou estados do cosmos: o estado solar habitado pelos humanos e o estado virtual dos espíritos. A figura da dobra remete ao tecido, o qual representa um modelo básico de invenção e transformação nas culturas mesoamericanas desde os primórdios da arte têxtil, há cerca de 3.000 anos atrás, até o presente. A alternância entre um e outro lado do cosmos equivale à diferença entre o anverso (nítido, descontínuo) e o reverso (turvado, contínuo) de uma peça indígena tecida. O artigo examina certos temas clássicos da antropologia mesoamericana à luz desta operação de dobradura: o nascimento individual, as manipulações sobre o tecido, as dobras do corpo, os vultos ou envoltórios sagrados, a natureza do tempo, a imagem e o espelho, o mercado.<hr/>Resumen Este artículo propone la figura del pliegue como un concepto crucial para entender la cosmología del área indígena mesoamericana. El pliegue es el modo de relación entre los dos lados o estados del cosmos: el estado solar que habitan los humanos y el estado virtual de los espíritus. La figura del pliegue remite al tejido, el cual representa un modelo básico de invención y transformación en las culturas mesoamericanas, desde los inicios del arte textil hace unos 3000 años hasta el presente etnográfico. La alternancia entre un lado y otro del cosmos equivale a la diferencia entre el anverso (nítido, discontinuo) y el reverso (difuminado, continuo) de una pieza tejida indígena. El artículo examina ciertos temas clásicos de la antropología mesoamericana a la luz de esta operación de pliegue: el nacimiento individual, las manipulaciones sobre el tejido, los pliegues del cuerpo, los bultos o envoltorios sagrados, la forma del tiempo, la imagen y el espejo, la naturaleza del mercado.<hr/>Abstract This article proposes the figure of the fold as a crucial concept to understand the cosmology of the Mesoamerican indigenous area. The fold is the mode of relationship between the two sides or states of the cosmos: the solar state inhabited by humans and the virtual state of the spirits. The figure of the fold refers to the textile fabric, which represents a basic model of invention and transformation in Mesoamerican cultures, from the beginnings of textile art some 3000 years ago to present time. The alternation between one side and another of the cosmos equals the difference between the obverse (clear, discontinuous) and the reverse (blurred, continuous) of an indigenous woven piece. The article examines certain classic themes of Mesoamerican anthropology in the light of this folding operation: the individual birth, the manipulations on the fabric, the folds of the body, the sacred bundles or wrappings, the shape of time, the image and the mirror, the nature of the market. <![CDATA[CAMINOS DE SOPLO: DISCURSO CHAMÁNICO Y RUTAS FLORESTALES DE LOS HUPD’ÄH]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100161&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Vagarosamente, as pegadas dos viajantes Hupd’äh deixam a aldeia e seguem pelos caminhos de mata. Tateiam o solo úmido da floresta amazônica pisando e repisando percursos ancestrais. Devidamente protegidos pela ação xamânica dos anciões, os jovens caminhantes seguem seus mentores, observam plantas, paisagens, rastros e ouvem encantamentos xamânicos. Partindo da análise comparativa entre, de um lado, viagens para lugares sagrados (morros e cavernas) e, de outro, a viagem do xamã no “benzimento dos caminhos” para proteger os viajantes, busca-se evidenciar as relações entre a palavra xamânica, os caminhos vividos e os modos de mobilidade hup. Descrevendo em paralelo os aspectos de mobilidade das exegeses de encantamentos e os elementos xamânicos revelados pelas paisagens florestais, o artigo pretende mostrar a importância dos caminhos e dos lugares sagrados Hupd’äh para o chamado sistema multiétnico de geografias xamânicas do Alto Rio Negro. Em que medida, através da mobilidade dos xamãs pelas palavras e da mobilidade dos viajantes por seus passos, os Hupd’äh, povo do Alto Rio Negro-AM, descrevem seus percursos de observação e ação ao longo do mundo?<hr/>Resumen Lentamente, las huellas de los viajeros Hupd'äh dejan la aldea y siguen por los caminos de la selva. Tantean el suelo húmedo de la selva amazónica pisando y repasando rutas ancestrales. Los jóvenes caminantes siguen debidamente protegidos por la acción chamánica de los ancianos, observan plantas, paisajes, rastros y oyen el encantamiento chamánico. A partir del análisis comparativo entre, por un lado, viajes a lugares sagrados (cerros y grutas) y, por otro, el viaje del chamán en el "encantamiento de los caminos" para proteger a los viajeros, se busca evidenciar las relaciones entre la palabra chamánica, los caminos vividos y los modos de movilidad hup. Describiendo en paralelo los aspectos de movilidad de las exégesis de encantamientos y los elementos chamánicos revelados por los paisajes forestales, el artículo pretende mostrar la importancia de los caminos y de los lugares sagrados Hupd'äh para el llamado sistema multiétnico de geografías chamánicas del Alto Río Negro. ¿En qué medida, a través de la movilidad de los chamanes por las palabras y la movilidad de los viajeros por sus pasos, los Hupd'äh, pueblo del Alto Río Negro-AM, describen sus itinerarios de observación y acción a lo largo del mundo?<hr/>Abstract Protected by a shaman’s incantation, the young Hupd’äh travelers pick up the forest trails, embarking on a trek to visit sacred sites in their ancestral territory. Under the mentorship of their elders, these young people engage with the ecological and topographic details of their lands in historical and cosmological context, underscored by discussions of history, mythology, dreams, and shamanic incantations that are interspersed throughout their journey. In this article, we consider the parallels between the two types of travel that are evident in these events - treks through the forest to visit sacred ancestral locations (mountains and caves), and the metaphysical travels of ritual specialists, as detailed in the exegetic texts of the incantations performed to protect the travelers. The features of movement, dislocation between sacred places, and engagement with the flora, fauna, and landscape that are shared by these two travel experiences highlight the close articulation between ritual and more mundane experience for the Hupd’äh, as well as their mutual role in shaping young people’s understanding of their world. Our discussion locates the Hupd’äh and their forest orientation within the broader ‘multiethnic system of shamanic geographies’ (Cayón and Chacon 2014) of the Upper Rio Negro Region. <![CDATA[“LAS HORMONAS TE SALVAN DE TODO”: PRODUCCIÓN DE SUBJETIVIDADES Y TRANSFORMACIONES CORPORALES CON EL USO DE RECURSOS BIOMÉDICOS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100199&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este artigo discute a produção de subjetividades e transformações corporais que ocorrem a partir do uso de recursos biomédicos. O fio condutor é a entrevista de uma usuária de implante hormonal. Foi concedida no escopo de um projeto que compreendeu a realização de entrevistas com médicos/as e pacientes/consumidoras de tratamentos hormonais, observações em eventos e análise de documentos. O caso ilustra a emergência de um novo tipo de “paciente-especialista-consumidor/a”, como tem sido descrito/a na bibliografia sobre os processos de biomedicalização da sociedade. Contudo, argumento que, para além desta caracterização, serve para problematizar o estabelecimento de fronteiras predefinidas entre os supostos fatores materiais e discursivos. Considerando a narrativa da entrevistada, percebe-se que a subjetividade produzida é dependente da atuação do implante hormonal, ao mesmo tempo em que o implante exige uma série de investimentos para produzir os efeitos esperados. Isto remete à necessidade de uma abordagem analítica que privilegie os diferentes processos de materialização implicados.<hr/>Resumen Este artículo discute la producción de subjetividades y transformaciones corporales que ocurren a partir del uso de recursos biomédicos. El hilo conductor es una entrevista con una usuaria de implante hormonal, concedida en el contexto de un proyecto que incluía entrevistas con médicos/as y pacientes/consumidoras de tratamientos hormonales, observación en eventos y análisis de documentos. El caso ilustra la emergencia de un nuevo tipo de “paciente-especialista-consumidor/a”, como ha sido descrito/a en la bibliografía sobre procesos de biomedicalización de la sociedad. No obstante, argumento que, más allá de esta caracterización, el caso sirve para problematizar el establecimiento de fronteras predefinidas entre los supuestos factores materiales y discursivos de tales procesos. Al considerar la narrativa de la entrevistada, se percibe que la subjetividad producida depende de la actuación del implante hormonal y, a su vez, el implante le exige comprometerse con una serie de acciones para producir los efectos esperados. Esto remite a la necesidad de un abordaje analítico que privilegie los diferentes procesos de materialización implicados.<hr/>Abstract This article discusses the production of subjectivities and bodily transformations related to the use of biomedical resources. Its guiding thread is an interview with a woman who is a hormonal implant user. This interview was carried out within the scope of a project that included interviews with physicians and patients/consumers of hormonal treatments, as well as observations at events and analyses of documents. The case illustrates the emergence of a new type of "patient-specialist-consumer", as has been described in the literature on the biomedicalization of society. Moreover, it serves to problematize the establishment of pre-defined boundaries between the supposed material and discursive factors. Considering the narrative of the interviewee, the subjectivity produced is dependent on the performance of the hormonal implant, at the same time that the implant requires a series of investments to produce the expected effects. This underscores the need for an analytical approach that highlights the different processes of materialization involved. <![CDATA[EL CANTO DEL CREPÚSCULO: REFLEXIONES ORNITO-ANTROPOLÓGICAS SOBRE UN MITO DE ORIGEN CADUVEO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100231&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este trabalho surge do descobrimento, no mito de origem kadiwéu, de duas relações que envolvem humanos e pássaros. Uma é a existente entre os três pássaros-detetives convocados pelo demiurgo para encontrar os ladrões do seu peixe - os ancestrais do ser humano. A outra é aquela entre o pássaro carão, o único que conseguiu ver os ladrões - permitindo ao demiurgo encontrá-los e “humanizá-los” -, e estes últimos. Com respeito à primeira, partindo de uma leitura estruturalista, argumentamos como esses pássaros formam uma série natural de diferenças, por meio da qual os Kadiwéu pensam metaforicamente sobre uma controversa série cultural, assumida como homóloga. Passando à segunda, interpretamos a hipótese perspectivista, defendendo a tese de que o carão enxergou aquela proto-humanidade no momento em que vestiu a sua “roupa”, ingerindo um alimento cozido. Na última parte do texto tentamos juntar estas duas relações para nos aproximarmos da armação do pensamento mítico deste povo ameríndio.<hr/>Resumen Este trabajo surge del descubrimiento, en un mito de origen caduveo, de dos relaciones que envuelven a humanos y pájaros. Una es la existente entre los tres pájaros-detectives convocados por el demiurgo para encontrar a los ladrones de su pescado - los ancestrales del ser humano. La otra es la que existe entre el carao, el único pájaro que consiguió ver a los ladrones - permitiendo que el demiurgo los encontrara y “humanizara” -, y estos últimos. Con respecto a la primera, partiendo de una lectura estructuralista, argumentamos como esos pájaros forman una serie natural de diferencias, por medio de las cuales los caduveo piensan metafóricamente sobre una controvertida serie cultural, asumida como homóloga. Pasando a la segunda, interpretamos la hipótesis perspectivista, defendiendo la tesis de que el carao divisó aquella proto-humanidad en el momento en que vistió su “ropa”, ingiriendo un alimento cocido. En la última parte del texto intentamos juntar estas dos relaciones para aproximarnos al armazón del pensamiento mítico de este pueblo amerindio.<hr/>Abstract This study discusses two relationships involving humans and birds, as narrated in the Kadiwéu origin myth. One of these relationships concerns the three detective birds, called by the demiurge to find the thieves of his fish - the ancestors of human beings. The other relationship involves the only bird that was able to see the thieves - allowing the demiurge to find and "humanize" them - and the thieves themselves. With regard to the first relationship, starting from a structuralist point of view, I argue that these birds form a natural series of differences used by the Kadiwéu to think metaphorically about a controversial cultural series that is assumed as homologous. Moving on to the second relationship, I interpret it through the perspectivist hypothesis, arguing that the limpkin saw the proto-human thieves at the moment when he put on their "clothing", after eating cooked food. Finally, we try to combine these two relationships in order to approach the framework of the mythical thought of this Amerindian people. <![CDATA[BOLT, Maxim. 2015. <em>Zimbabwe's Migrants and South African Border Farms: The Roots of Impermanence</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100261&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este trabalho surge do descobrimento, no mito de origem kadiwéu, de duas relações que envolvem humanos e pássaros. Uma é a existente entre os três pássaros-detetives convocados pelo demiurgo para encontrar os ladrões do seu peixe - os ancestrais do ser humano. A outra é aquela entre o pássaro carão, o único que conseguiu ver os ladrões - permitindo ao demiurgo encontrá-los e “humanizá-los” -, e estes últimos. Com respeito à primeira, partindo de uma leitura estruturalista, argumentamos como esses pássaros formam uma série natural de diferenças, por meio da qual os Kadiwéu pensam metaforicamente sobre uma controversa série cultural, assumida como homóloga. Passando à segunda, interpretamos a hipótese perspectivista, defendendo a tese de que o carão enxergou aquela proto-humanidade no momento em que vestiu a sua “roupa”, ingerindo um alimento cozido. Na última parte do texto tentamos juntar estas duas relações para nos aproximarmos da armação do pensamento mítico deste povo ameríndio.<hr/>Resumen Este trabajo surge del descubrimiento, en un mito de origen caduveo, de dos relaciones que envuelven a humanos y pájaros. Una es la existente entre los tres pájaros-detectives convocados por el demiurgo para encontrar a los ladrones de su pescado - los ancestrales del ser humano. La otra es la que existe entre el carao, el único pájaro que consiguió ver a los ladrones - permitiendo que el demiurgo los encontrara y “humanizara” -, y estos últimos. Con respecto a la primera, partiendo de una lectura estructuralista, argumentamos como esos pájaros forman una serie natural de diferencias, por medio de las cuales los caduveo piensan metafóricamente sobre una controvertida serie cultural, asumida como homóloga. Pasando a la segunda, interpretamos la hipótesis perspectivista, defendiendo la tesis de que el carao divisó aquella proto-humanidad en el momento en que vistió su “ropa”, ingiriendo un alimento cocido. En la última parte del texto intentamos juntar estas dos relaciones para aproximarnos al armazón del pensamiento mítico de este pueblo amerindio.<hr/>Abstract This study discusses two relationships involving humans and birds, as narrated in the Kadiwéu origin myth. One of these relationships concerns the three detective birds, called by the demiurge to find the thieves of his fish - the ancestors of human beings. The other relationship involves the only bird that was able to see the thieves - allowing the demiurge to find and "humanize" them - and the thieves themselves. With regard to the first relationship, starting from a structuralist point of view, I argue that these birds form a natural series of differences used by the Kadiwéu to think metaphorically about a controversial cultural series that is assumed as homologous. Moving on to the second relationship, I interpret it through the perspectivist hypothesis, arguing that the limpkin saw the proto-human thieves at the moment when he put on their "clothing", after eating cooked food. Finally, we try to combine these two relationships in order to approach the framework of the mythical thought of this Amerindian people. <![CDATA[BRONZ, Deborah<em>.</em> 2016. <em>Nos bastidores do licenciamento ambiental: uma etnografia das práticas empresariais em grandes empreendimentos</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100266&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este trabalho surge do descobrimento, no mito de origem kadiwéu, de duas relações que envolvem humanos e pássaros. Uma é a existente entre os três pássaros-detetives convocados pelo demiurgo para encontrar os ladrões do seu peixe - os ancestrais do ser humano. A outra é aquela entre o pássaro carão, o único que conseguiu ver os ladrões - permitindo ao demiurgo encontrá-los e “humanizá-los” -, e estes últimos. Com respeito à primeira, partindo de uma leitura estruturalista, argumentamos como esses pássaros formam uma série natural de diferenças, por meio da qual os Kadiwéu pensam metaforicamente sobre uma controversa série cultural, assumida como homóloga. Passando à segunda, interpretamos a hipótese perspectivista, defendendo a tese de que o carão enxergou aquela proto-humanidade no momento em que vestiu a sua “roupa”, ingerindo um alimento cozido. Na última parte do texto tentamos juntar estas duas relações para nos aproximarmos da armação do pensamento mítico deste povo ameríndio.<hr/>Resumen Este trabajo surge del descubrimiento, en un mito de origen caduveo, de dos relaciones que envuelven a humanos y pájaros. Una es la existente entre los tres pájaros-detectives convocados por el demiurgo para encontrar a los ladrones de su pescado - los ancestrales del ser humano. La otra es la que existe entre el carao, el único pájaro que consiguió ver a los ladrones - permitiendo que el demiurgo los encontrara y “humanizara” -, y estos últimos. Con respecto a la primera, partiendo de una lectura estructuralista, argumentamos como esos pájaros forman una serie natural de diferencias, por medio de las cuales los caduveo piensan metafóricamente sobre una controvertida serie cultural, asumida como homóloga. Pasando a la segunda, interpretamos la hipótesis perspectivista, defendiendo la tesis de que el carao divisó aquella proto-humanidad en el momento en que vistió su “ropa”, ingiriendo un alimento cocido. En la última parte del texto intentamos juntar estas dos relaciones para aproximarnos al armazón del pensamiento mítico de este pueblo amerindio.<hr/>Abstract This study discusses two relationships involving humans and birds, as narrated in the Kadiwéu origin myth. One of these relationships concerns the three detective birds, called by the demiurge to find the thieves of his fish - the ancestors of human beings. The other relationship involves the only bird that was able to see the thieves - allowing the demiurge to find and "humanize" them - and the thieves themselves. With regard to the first relationship, starting from a structuralist point of view, I argue that these birds form a natural series of differences used by the Kadiwéu to think metaphorically about a controversial cultural series that is assumed as homologous. Moving on to the second relationship, I interpret it through the perspectivist hypothesis, arguing that the limpkin saw the proto-human thieves at the moment when he put on their "clothing", after eating cooked food. Finally, we try to combine these two relationships in order to approach the framework of the mythical thought of this Amerindian people. <![CDATA[CAUSEY, Andrew. 2017. <em>Drawn to See. Drawing as an Ethnographic Method</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100271&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este trabalho surge do descobrimento, no mito de origem kadiwéu, de duas relações que envolvem humanos e pássaros. Uma é a existente entre os três pássaros-detetives convocados pelo demiurgo para encontrar os ladrões do seu peixe - os ancestrais do ser humano. A outra é aquela entre o pássaro carão, o único que conseguiu ver os ladrões - permitindo ao demiurgo encontrá-los e “humanizá-los” -, e estes últimos. Com respeito à primeira, partindo de uma leitura estruturalista, argumentamos como esses pássaros formam uma série natural de diferenças, por meio da qual os Kadiwéu pensam metaforicamente sobre uma controversa série cultural, assumida como homóloga. Passando à segunda, interpretamos a hipótese perspectivista, defendendo a tese de que o carão enxergou aquela proto-humanidade no momento em que vestiu a sua “roupa”, ingerindo um alimento cozido. Na última parte do texto tentamos juntar estas duas relações para nos aproximarmos da armação do pensamento mítico deste povo ameríndio.<hr/>Resumen Este trabajo surge del descubrimiento, en un mito de origen caduveo, de dos relaciones que envuelven a humanos y pájaros. Una es la existente entre los tres pájaros-detectives convocados por el demiurgo para encontrar a los ladrones de su pescado - los ancestrales del ser humano. La otra es la que existe entre el carao, el único pájaro que consiguió ver a los ladrones - permitiendo que el demiurgo los encontrara y “humanizara” -, y estos últimos. Con respecto a la primera, partiendo de una lectura estructuralista, argumentamos como esos pájaros forman una serie natural de diferencias, por medio de las cuales los caduveo piensan metafóricamente sobre una controvertida serie cultural, asumida como homóloga. Pasando a la segunda, interpretamos la hipótesis perspectivista, defendiendo la tesis de que el carao divisó aquella proto-humanidad en el momento en que vistió su “ropa”, ingiriendo un alimento cocido. En la última parte del texto intentamos juntar estas dos relaciones para aproximarnos al armazón del pensamiento mítico de este pueblo amerindio.<hr/>Abstract This study discusses two relationships involving humans and birds, as narrated in the Kadiwéu origin myth. One of these relationships concerns the three detective birds, called by the demiurge to find the thieves of his fish - the ancestors of human beings. The other relationship involves the only bird that was able to see the thieves - allowing the demiurge to find and "humanize" them - and the thieves themselves. With regard to the first relationship, starting from a structuralist point of view, I argue that these birds form a natural series of differences used by the Kadiwéu to think metaphorically about a controversial cultural series that is assumed as homologous. Moving on to the second relationship, I interpret it through the perspectivist hypothesis, arguing that the limpkin saw the proto-human thieves at the moment when he put on their "clothing", after eating cooked food. Finally, we try to combine these two relationships in order to approach the framework of the mythical thought of this Amerindian people. <![CDATA[DAS, Veena. 2015. <em>Affliction: health, disease, poverty</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132018000100275&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este trabalho surge do descobrimento, no mito de origem kadiwéu, de duas relações que envolvem humanos e pássaros. Uma é a existente entre os três pássaros-detetives convocados pelo demiurgo para encontrar os ladrões do seu peixe - os ancestrais do ser humano. A outra é aquela entre o pássaro carão, o único que conseguiu ver os ladrões - permitindo ao demiurgo encontrá-los e “humanizá-los” -, e estes últimos. Com respeito à primeira, partindo de uma leitura estruturalista, argumentamos como esses pássaros formam uma série natural de diferenças, por meio da qual os Kadiwéu pensam metaforicamente sobre uma controversa série cultural, assumida como homóloga. Passando à segunda, interpretamos a hipótese perspectivista, defendendo a tese de que o carão enxergou aquela proto-humanidade no momento em que vestiu a sua “roupa”, ingerindo um alimento cozido. Na última parte do texto tentamos juntar estas duas relações para nos aproximarmos da armação do pensamento mítico deste povo ameríndio.<hr/>Resumen Este trabajo surge del descubrimiento, en un mito de origen caduveo, de dos relaciones que envuelven a humanos y pájaros. Una es la existente entre los tres pájaros-detectives convocados por el demiurgo para encontrar a los ladrones de su pescado - los ancestrales del ser humano. La otra es la que existe entre el carao, el único pájaro que consiguió ver a los ladrones - permitiendo que el demiurgo los encontrara y “humanizara” -, y estos últimos. Con respecto a la primera, partiendo de una lectura estructuralista, argumentamos como esos pájaros forman una serie natural de diferencias, por medio de las cuales los caduveo piensan metafóricamente sobre una controvertida serie cultural, asumida como homóloga. Pasando a la segunda, interpretamos la hipótesis perspectivista, defendiendo la tesis de que el carao divisó aquella proto-humanidad en el momento en que vistió su “ropa”, ingiriendo un alimento cocido. En la última parte del texto intentamos juntar estas dos relaciones para aproximarnos al armazón del pensamiento mítico de este pueblo amerindio.<hr/>Abstract This study discusses two relationships involving humans and birds, as narrated in the Kadiwéu origin myth. One of these relationships concerns the three detective birds, called by the demiurge to find the thieves of his fish - the ancestors of human beings. The other relationship involves the only bird that was able to see the thieves - allowing the demiurge to find and "humanize" them - and the thieves themselves. With regard to the first relationship, starting from a structuralist point of view, I argue that these birds form a natural series of differences used by the Kadiwéu to think metaphorically about a controversial cultural series that is assumed as homologous. Moving on to the second relationship, I interpret it through the perspectivist hypothesis, arguing that the limpkin saw the proto-human thieves at the moment when he put on their "clothing", after eating cooked food. Finally, we try to combine these two relationships in order to approach the framework of the mythical thought of this Amerindian people.