Scielo RSS <![CDATA[Mana]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-931320150001&lang=pt vol. 21 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[RITUAIS DE INICIAÇÃO E RELAÇÕES COM A NATUREZA ENTRE OS MBYA-GUARANI]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt No presente artigo indago a respeito dos rituais de iniciação entre os Mbya-Guarani em Misiones, Argentina. A puberdade parece ser uma das etapas mais críticas e perigosas do ciclo vital mbya. A alma da pessoa encontra-se num estado de grande vulnerabilidade e pode ser presa das alteridades extra-humanas da floresta. Por isto, devem se apurar os cuidados que incluem restrições alimentares e um forte controle do comportamento. A principal característica do ritual para as meninas é a reclusão a que são submetidas; os meninos, pelo contrário, são expostos a constantes atividades e serviços que podem ser considerados públicos. As iñengue e os ñe'enguchu devem aprender a se comportar segundo os modelos feminino e masculino da sociedade mbya, já que as mudanças não envolvem somente o corpo, mas também o status que terão dali em diante<hr/>This article studies the initiation rituals of the mbya-Guarani in Missiones, Argentina. Puberty seems to be the most critical and dangerous time in the mbya life cycle. A person's soul is in a state of great vulnerability and can become prey to extra-human alterities of the forest. It is thus necessary to be extra careful, which includes adopting alimentary restrictions and maintaining tight control of one's behaviour. The main characteristic of the girl's ritual is the seclusion to which they are submitted, while boys, in contrast, are exposed to constant activities and public life. The iñengue and the ñe'enguchu must learn to behave according to the feminine and masculine models of mbya society, because the changes involve not only their bodies, but also the status that they will henceforth assume <![CDATA[OS BOLIVIANOS EM CORUMBÁ-MS: CONFLITOS E RELAÇÕES DE PODER NA FRONTEIRA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100035&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A partir de pesquisas etnográficas realizadas desde 2009 em Corumbá, na fronteira Brasil-Bolívia, procuro compreender alguns aspectos das relações de poder que se tornam mais visíveis por meio da análise dos conflitos sociais entre brasileiros e bolivianos. Para organizar os principais temas envolvidos nessa pesquisa, o artigo está dividido em três partes. Na primeira, abordo as interseções entre nacionalidade e etnicidade como critérios de classificação social na fronteira e as representações estigmatizantes sobre os bolivianos produzidas no lado brasileiro. Na segunda, discuto as estratégias de trabalho dos bolivianos em Corumbá em torno do comércio informal, relacionando etnicidade e nacionalidade com as oportunidades de trabalho e as formas de organização social. Por fim, nas considerações finais, busco compreender quais os efeitos sociais da deslegitimação progressiva dos bolivianos no lado brasileiro, manifestados nas políticas de controle e vigilância na fronteira, a partir da criminalização das práticas de trabalho informal<hr/>Through ethnographic studies conducted since 2009 in Corumbá, in the Brazil - Bolivia border, I seek to unravel some aspects of power relations that become more visible through the analysis of social conflicts between Brazilians and Bolivians. To organize the main issues involved in this research, the article is divided into three parts. In the first part, I will discuss the intersections between nationality and ethnicity as criteria for classification at the border and the pejorative representations of Bolivians produced on the Brazilian side. In the second part, I discuss the work strategies of Bolivians in Corumbá in the informal economy, relating ethnicity and nationality with job opportunities and forms of social organization. Finally, the last part of the paper seeks to understand the social effects of the progressive delegitimization of Bolivians on the Brazilian side, manifest in political control and surveillance at the border, and through the criminalization of informal work practices <![CDATA[O ESPETÁCULO DA HUMILHAÇÃO, FISSURAS E LIMITES DA SEXUALIDADE]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100065&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Humilhação ou humiliation porn é um segmento do mercado do fetiche que reúne uma diversidade de práticas que usam a dominação, os espancamentos, os engasgamentos e as sufocações em gramáticas comerciais de dor, medo e nojo. Estas, articulando marcadores sociais da diferença, são quase sempre realizadas em duplas de mulheres que representam a relação dominadora/escrava. O objetivo deste artigo é o exame das formas com que a violência atua no erotismo, ou melhor, os modos, no âmbito do erotismo, com que se intersectam o prazer e o perigo. A partir do exame das práticas me pergunto: quais são os limites entre a representação dos atos e os atos em si? Desenvolvo a categoria fissura para analisar a questão<hr/> Humiliation porn is a segment of the fetish market that includes a variety of practices that uses domination, spanking, choking and suffocation in commercial grammars of pain, fear and disgust. Articulating social markers of difference, these almost always feature women pairs who act out the dominatrix/slave relationship. This article aims to investigate how violence acts in eroticism, or, to be more precise, how pleasure and danger intersect in erotica. Through an examination of these practices, the article asks: what are the limits between the representation of the acts and the acts themselves? The notion of fissure is developed in order to answer the question <![CDATA[SOBRE O PODER DA CRIAÇÃO: PARENTESCO E OUTRAS RELAÇÕES AWÁ-GUAJÁ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100091&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo é baseado em minha experiência de campo entre os Awá-Guajá, um pequeno grupo falante de uma variante do Tupi-Guarani, habitantes do extremo oriental da Amazônia brasileira. Em busca de uma definição etnográfica sobre o parentesco, o artigo se interessa por questões relativas à figura dos "donos" na Amazônia, propondo um diálogo com um dos aspectos menos abordados do tema, que é a relação deste com a conjugalidade. Argumento que, para os Guajá, relações recortadas como as do universo da "familiarização" e "maestria" são não apenas coextensivas ao campo do parentesco, como também revelam uma concepção muito particular do que seja a relação conjugal. O processo do parentesco awá-guajá, no qual o cônjuge é aquele que é transformado em um através de um sistema de ações bem particulares, só pode ser compreendido se, além do tema da afinidade na Amazônia, articularmos certos aspectos relativos à familiarização e à maestria<hr/>This article is based on fieldwork among the Awa-Guajá people, a small indigenous group of Tupí-Guaraní speakers inhabiting the eastern portion of Brazil's Amazon region. Aiming for an ethnographic definition of kinship, this article engages in issues related to the figure of the "owners" in the Amazon, proposing a dialogue with a seldom discussed aspect of this subject, namely, its relation to conjugality. I argue that relationships included in the universe of "familiarity" and "mastery" are not only coextensive with the field of kinship; they also reveal a very particular conception of conjugality. The process of Awá-Guajá kinship, where the spouse is transformed through a very particular system of actions, can only be understood if we move beyond the issue of Amazonian affinity, and articulate it with certain aspects of the familiarity and mastery theme <![CDATA[ACERCA DOS PROCESSOS DE INDIGENIZAÇÃO DOS MUSEUS: UMA ANÁLISE COMPARATIVA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100123&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A partir de uma leitura comparativa sobre a agência indígena no Museu Magüta (primeiro museu indígena do Brasil, pertencente ao povo Ticuna, localizado em Benjamin Constant, Amazonas) e nas mostras do povo Musqueam no Museu de Antropologia da University of British Columbia (pioneiro na implementação do trabalho colaborativo com os povos indígenas, localizado em Vancouver, Canadá), este trabalho aborda modalidades coexistentes da chamada indigenização dos museus. Interessa-me distinguir as epistemologias e as políticas envolvidas na construção dos conteúdos indígenas desses espaços e sua autorrepresentação, problematizando a expressão "indigenização dos museus" e refletindo, ao mesmo tempo, sobre aquilo que se reconstrói, em termos dos cenários museológicos, após as situações coloniais<hr/>Through a comparison between indigenous agency at the Magüta Museum (the first indigenous museum in Brazil, belongs to the Ticuna people, located in Benjamin Constant, Amazonas) and the exhibitions about the Musqueam Nation at the UBC Museum of Anthropology (that has pioneered collaboration in museum work with indigenous peoples, located in Vancouver, Canada), this work analyses coexistent modalities of the so-called indigenization of museums. It is interested in distinguishing the epistemologies and politics involved in the construction of the indigenous contents of these spaces and their self-representation, problematizing the expression "indigenization of museums" and reflecting, at the same time, about what is reconstructed after the colonial situations in terms of museum scenarios<hr/>Indigenous museums, Indigenization of museums, Ticuna, Musqueams, Self-representation <![CDATA[FUNDOS PÚBLICOS, PROJETOS TECNOLÓGICOS E VIOLÊNCIA ESTATAL: TENSÃO DE MEMÓRIAS DA DITADURA EM UMA INSTITUIÇÃO TECNOCIENTÍFICA ARGENTINA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100157&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As profundas e frequentes revisões históricas em torno da última ditadura argentina coincidem amplamente em apontar os efeitos políticos negativos e as funestas consequências econômicas e sociais do regime militar. Há poucas opiniões positivas a respeito desse período. É o caso, por exemplo, das vozes que reivindicam decisões, conjunturas e processos ligados à Comissão Nacional de Energia Atômica e à política nuclear daqueles anos. Outras vozes, por sua vez, evidenciam tensões interpretativas em torno do acontecido entre 1976 e 1983 nessa instituição tecnocientífica, explicitando o caráter aberto da história da Comissão. Tensões que provocam uma análise cujo foco são as memórias da ditadura; principalmente as memórias sobre decisões tecnológicas associadas ao desenvolvimento nuclear, ao uso dos orçamentos públicos por parte da instituição e aos efeitos da violência do Estado. Este trabalho visa apresentar tal análise, mostrando as contradições e as complexidades das diversas leituras possíveis sobre a política institucional durante o regime militar<hr/>The historical analysis of the last Argentine dictatorship reflects an agreement about the negative effects (political, economic and social) of the regime. There are few positive appreciations of that period. This is the case, however, with some voices linked to the National Atomic Energy Commission, which emphasise certain decisions, circumstances and processes regarding the nuclear policy of those years. However, that is not the only way to remember what happened between 1976 and 1983 in this techno-scientific institution. Other voices evince interpretative tensions surrounding this period, making explicit the open-ended nature of this institution's history. These tensions invite analysis focusing on memories of the dictatorship, particularly memories of some technological decisions on nuclear development, the uses of public funds that was made by the institution during that period and the effects of military violence upon it <![CDATA[UMA ANTROPOLOGIA ALÉM DE NATUREZA E CULTURA?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100181&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches. <![CDATA[OS GRANDES PROBLEMAS DA ANTROPOLOGIA BRASILEIRA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100195&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches. <![CDATA[BIRMAN, Patrícia; LEITE, Márcia Pereira; MACHADO, Carly & SÁ CARNEIRO, Sandra de. 2015. Dispositivos urbanos e trama dos viventes: ordens e resistências. Rio de Janeiro: Editora FGV. 504pp.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100213&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches. <![CDATA[FRANÇOZO, Mariana de Campos. 2014. De Olinda a Holanda: o gabinete de curiosidades de Nassau. Campinas, SP: Editora da Unicamp. 287 pp.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100217&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches. <![CDATA[JAMES, Allison. 2013. Socialising children. Basingstoke: Palgrave Macmillan. 204pp.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100219&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches. <![CDATA[LACERDA, Paula (org.). 2014. Mobilização social na Amazônia: a luta por justiça e por educação. Rio de Janeiro: E-Papers. 366pp.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100221&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches. <![CDATA[LEITE, Yonne de Freitas. 2012. Línguas indígenas: memórias de uma pesquisa infinda. Bruna Franchetto & Thiago Coutinho-Silva (orgs.). Rio de Janeiro: 7Letras. 260 pp.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100224&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches. <![CDATA[ROCHA, Lia de Mattos. 2013. Uma favela "diferente das outras"? Rotina, silenciamento e ação coletiva na favela do Pereirão, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Quartet & Faperj. 292 pp.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132015000100226&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como a Antropologia pode desenvolver suas próprias investigações além de natureza e de cultura? Junto com Latour ou Descola, Tim Ingold e Gisli Palsson lidam com esta questão, propondo quadros teóricos e metodologias específicos. O objetivo da revisão do livro editado por estes dois autores é mostrar que é possível fazer o estudo da vida, do ponto de vista antropológico, partindo de, pelo menos, duas premissas: a integração de dados biológicos na pesquisa etnográfica e a restituição de concepções de vida das sociedades não ocidentais. Exponho também alguns dos problemas epistemológicos que essas abordagens vêm levantando.<hr/>How can anthropology develop its own investigation beyond nature and culture? Along with Latour or Descola, Tim Ingold and Gisli Palsson are dealing with this issue, proposing specific theoretical frameworks and methodologies. The aim of this review is to show that, for anthropology, the study of life can be carried out from at least two standpoints: integrating biological data in ethnographical surveys or restituting conceptions of life in non-Western societies. I also tackle some epistemological problems arising from theses approaches.