Scielo RSS <![CDATA[Mana]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-931320110003&lang=en vol. 17 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>"A epopeia da decadência"</b>: <b>um estudo sobre o Essai sur l'inégalité des races humaines (1853-1855), de Arthur de Gobineau</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo discute a concepção racial de Arthur de Gobineau a partir de sua mais famosa obra, o Essai sur l'inégalité des races humaines. Se comumente este tratado é associado à discussão racialista que toma corpo nas últimas décadas do século XIX, pretendo relacioná-lo a uma polêmica característica da virada do século XVII para o XVIII, a Querela das duas raças. Neste sentido, o objetivo do artigo é revelar, em primeiro lugar, como a reflexão de Gobineau é tributária de um conceito de linhagem tornado paulatinamente anacrônico no mundo pós-revolucionário. Em segundo, demonstrar a hipótese segundo a qual o Essai, menos do que um estudo sobre raças pretensamente "biológicas", representa fundamentalmente uma recusa à nova ordem igualitária que se impõe na era moderna.<hr/>The present article discusses the racial concepts of Arthur de Gobineau based on his most famous work, Essai sur l'inegalité des races humaines. Instead of associating these with the racialist debate of the last decades of the XIX the century, I relate them to a polemical text characteristic of the late XVII and early XVIII century: The Quarrel of the Two Races. In this sense, my main objective is to show that, in the first place, the Gobineau's work owes significant debts to the concept of the "bloodline", an idea which gradually became anachronistic after the French Revolution. In addition, I argue that, rather than being a study of supposedly "biological" races, Gobineau's "Essay" should be regarded as a refusal of the new egalitarian order of modern times. <![CDATA[<b>A produção social do desenvolvimento e os povos indígenas</b>: <b>observações a partir do caso norueguês</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a gênese da atuação dos atores implicados na constituição do universo da cooperação internacional norueguesa junto aos povos indígenas, buscando destacar o sentido da participação de antropólogos, missionários, ambientalistas e membros do povo Sami em sua elaboração. Analisa, entre outras questões, a pertinência dos marcos históricos tradicionalmente associados à formação do aparato do desenvolvimento; a relação entre este aparato e a formação de identidades nacionais e étnicas; os valores que sustentam o funcionamento da cooperação norueguesa, localizando as relações entre ideais associados a "fazer o bem", perspectivas tutelares e posições contra-hegemônicas em sua atuação; e as vinculações entre teoria antropológica e práticas voltadas à construção contemporânea de agenciamentos políticos.<hr/>The present article intends to describe the genesis of actions of agents involved in the constitution of the universe of Norwegian international cooperation. Here, we emphasize the meaning of participation of anthropologists, missionaries, environmentalists and members of the Sami people in the construction of this universe. Among other questions, we analyze the adequacy of the historical landmarks traditionally associated with the formation of the development apparatus; the relation between this apparatus and the processes of ethnic and national identity building; the values that support the functioning of Norwegian cooperation, situating the connection among ideals of "doing good", tutelary perspectives and counter-hegemonic positions in its performance; and the associations between anthropological theories and practices related to the construction of contemporary political agencies. <![CDATA[<b>Práticas territoriais indígenas entre a flexibilidade e a fixação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Em sua busca pelo reconhecimento de seus territórios costumeiros, as populações indígenas das Américas têm progressivamente lançado mão de técnicas modernas para a definição precisa de territórios. Isto resultou em tensões entre suas práticas muitas vezes altamente flexíveis e as modalidades mais fixas de territorialidade produzidas por tais técnicas. O objetivo deste artigo é explorar essas tensões e suas consequências sociais por meio da análise das práticas territoriais dos Uros, um grupo indígena que habita ilhas flutuantes nos juncais do lago andino Titicaca. Tais práticas serão analisadas tanto no nível da comunidade quanto em suas relações conflitantes com as comunidades vizinhas na costa do lago e com uma área protegida administrada pelo Estado peruano. As práticas territoriais internas dos Uros revelam elevados níveis de mobilidade física e flexibilidade social, resultantes do constante fundir e separar das ilhas artificiais de junco. No entanto, seu envolvimento com o Estado e suas práticas territoriais têm resultado em profundas transformações em seus arranjos com as comunidades ribeirinhas. Em especial, redundou numa transformação dos territórios flexíveis, vagamente definidos e compartilhados, em territórios fixos, claramente definidos e exclusivos. Por fim, analisarei conflitos que emergiram entre os Uros quando seus líderes tentaram aplicar mecanismos de fixação territorial, de forma a controlar a constante fusão e separação das ilhas flutuantes.<hr/>In their quest for the recognition of their customary territories, indigenous populations of the Americas have increasingly made use of modern techniques for the precise definition of territories. This has resulted in tensions between their often highly flexible territorial practices and the more fixed modalities of territoriality produced through such techniques. The objective of this article is to explore such tensions and their social consequences by analysing the territorial practices of the Uros, an indigenous group living on floating islands in the reed beds of the Andean Lake Titicaca. It will analyse such practices both at the community level and in their conflictive relations with neighbouring lakeshore communities and a protected area administered by the Peruvian state. The Uros' internal territorial practices reveal high levels of physical mobility and social flexibility, resulting from their continuous merging and scission of the artificial reed islands. However, their engagement with the state and its territorial practices has resulted in profound transformations to their arrangements with the lakeshore communities. In particular, it has resulted in a transformation of flexible, vaguely defined and shared territories into fixed, clearly defined and exclusive territories. Finally, I will analyse conflicts that emerged among the Uros when their leaders tried to apply mechanisms for territorial fixation in order to control the continuous merging and scission of floating islands. <![CDATA[<b>Memória e transformação social</b>: <b>trabalhadores de cidades industriais</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo, apresentado anteriormente como conferência proferida em concurso, trata dos usos da antropologia social do trabalho no momento em que grande número de grupos de trabalhadores, numa escala internacional, é atravessado por transformações atingindo identidades coletivas anteriormente construídas. Argumenta-se que, se a memória coletiva é um instrumento para a transformação social, certas grandes transformações também estimulam a demanda premente por uma memória objetivada e transmissível. Além disso, a memória, ela própria, transforma-se ao longo do tempo de acordo com as necessidades e as disputas do presente, podendo tornar-se, em certas circunstâncias, um elemento de coesão ou, inversamente, um campo de novos conflitos sociais. Procura-se mostrar que as especificidades históricas dos grupos de trabalhadores como os apresentados no texto podem ser estratégicas para o avanço do conhecimento, ao se chamar a atenção para certas configurações de vontades coletivas e de imponderáveis da vida real na escala de desenvolvimentos históricos imprevistos. Por um lado, são comparados operários industriais do açúcar e, por outro, operários e operárias têxteis, segundo suas diferentes concepções de história. Mostra-se ainda como uma etnografia de longa duração com estes últimos operários e operárias pode ser apropriada por eles na construção de uma experiência de antropologia visual.<hr/>The present article was originally presented as part of a class taught for an employment interview. It deals with the uses of the social anthropology of work at a moment in which a large number of workers, on an international level, are being rocked by ttransformations of their previously constructed collective identities. I argue that collective memory is an instrument for social transformation and that certain large transformations stimulate the demand for an objectified and transmittable memory. I also argue that memory itself changes over time in accordance with the demands of present-day disputes, becoming in certain circumstances and cohesive element or - inversely - an element that generates new social conflicts. I seek to show that the historical specificities of the workers' groups presented in the text can be understood as strategic for the advancement of knowledge by calling attention to certain configurations of collective will and of the impoderable facts of real life at the level of unforseen histgorical developments. Here I compare industrial workers in the sugar industry with textile workers, according to their differing conceptions of history. I show how an ethnography of the longue dureé of textile workers can be appropriated by the workers themsselves via the construction of a visual anthropological experiment. <![CDATA[<b>A"arma da cultura" e os "universalismos parciais"</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste artigo, parto da indagação sobre a relativa inabilidade dos evangélicos no Brasil em "empunharem a arma da cultura". Enquanto agentes de outras religiões, em especial, católicos e afro-brasileiros, investiram em negociações e subordinações do "religioso" ao "cultural" - como estratégia de ganho em termos de reconhecimento e de legitimidade social via inclusão de si no leque da diversidade cultural que compõe a nação - os evangélicos tendem a desenvolver relações externalistas com as políticas culturais propostas pelo Estado e por agências transnacionais de aporte secular. Com base em dados etnográficos, sugiro que as hesitações e as ambiguidades dos evangélicos em relação a estas políticas estão relacionadas a um engajamento mais básico de produção de "universalismos parciais", ou seja, faz parte da "cultura evangélica" manter vínculos tensos, de aceitação e rejeição, entre as visões de mundo convencionalmente aceitas no contexto.<hr/>In the present article, I begin by inquiring about the relative inability of Brazilian evangelical Christians to utilize "culture as a weapon". While agents of other religions - and in particular Catholics and members of African-Brazilian religions - have negotiated a certain subordination of the "religious" to the "cultural" as a strategy of increasing their ecognittion and social legitimacy by including themselves in the set of "cultures" which make up the nation, Evangelical Christians have ended to develop extenalist relationships with the cultural policies proposed by the state and by transnational secular agencies. Based on ethnographic data, the present article suggests that the hesitations and ambiguities of the Evangelicals with regards to these politics are related to a more basic engagement with the production of "partial universalisms". In other words, I argue that is a constituitive part of Evangelical Christian culture to maintain tense linkages of acceptance or rejection with those visions of the world that are conventionally accepted within this context. <![CDATA[<b>O beijo de Spade</b>: <b>gênero, narrativa, cognição</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a primeira elaboração da persona cinematográfica do ator norte-americano Humphrey Bogart, em O falcão maltês, de 1941. Argumento que tal noção de pessoa hollywoodiana produz a mediação entre a imagem do artista e sua trajetória social: ela é uma espécie de poder simbólico capaz de estabelecer o artista na estrutura de produção cinematográfica. Assim, a partir de uma cena de O falcão maltês, relaciono os dois eixos analíticos deste argumento: de um lado, a marca de gênero que caracteriza a persona de Bogart entre a indiferença aparente e a vulnerabilidade súbita; de outro, a cultura visual - impensável apartada de uma experiência social localizada - dimensão simbólica que condiciona a geometria de olhares (público, câmera, elenco). Minha narrativa percorre uma série de pistas oriundas de fontes diversas (filmes, literatura, biografias, historiografia) e compartilha com o cinema clássico hollywoodiano seu traço mais característico: a forma de conhecimento detetivesca.<hr/>This article is an initial elaboration of the screen persona of the American actor Humphrey Bogart at the film The Maltese Falcon of 1941. I argue that the notion of the Hollywoodian person produces the mediation between the image of the artist and his/her social trajectory. It is a kind of symbolic power, capable of establishing the artist within the structure of cinematographic production. In this manner, I use a scene from the The Maltese Falcon to relate the two analytical axes of this argument: on the one hand, the sign of gender that characterizes Bogart's persona, alternating between apparent indifference and sudden vulnerability; on the other, the visual culture - unthinkable as separated from a local social experience - a symbolic dimension that constrains the geometry of the eyes (audience, camera, cast). My narrative searches through a series of clues collected from various sources (films, literature, biographies, historiography), sharing with the Hollywoodian classic its most characteristic trait: the detective mode of knowledge. <![CDATA[Fotografia, história e antropologia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a primeira elaboração da persona cinematográfica do ator norte-americano Humphrey Bogart, em O falcão maltês, de 1941. Argumento que tal noção de pessoa hollywoodiana produz a mediação entre a imagem do artista e sua trajetória social: ela é uma espécie de poder simbólico capaz de estabelecer o artista na estrutura de produção cinematográfica. Assim, a partir de uma cena de O falcão maltês, relaciono os dois eixos analíticos deste argumento: de um lado, a marca de gênero que caracteriza a persona de Bogart entre a indiferença aparente e a vulnerabilidade súbita; de outro, a cultura visual - impensável apartada de uma experiência social localizada - dimensão simbólica que condiciona a geometria de olhares (público, câmera, elenco). Minha narrativa percorre uma série de pistas oriundas de fontes diversas (filmes, literatura, biografias, historiografia) e compartilha com o cinema clássico hollywoodiano seu traço mais característico: a forma de conhecimento detetivesca.<hr/>This article is an initial elaboration of the screen persona of the American actor Humphrey Bogart at the film The Maltese Falcon of 1941. I argue that the notion of the Hollywoodian person produces the mediation between the image of the artist and his/her social trajectory. It is a kind of symbolic power, capable of establishing the artist within the structure of cinematographic production. In this manner, I use a scene from the The Maltese Falcon to relate the two analytical axes of this argument: on the one hand, the sign of gender that characterizes Bogart's persona, alternating between apparent indifference and sudden vulnerability; on the other, the visual culture - unthinkable as separated from a local social experience - a symbolic dimension that constrains the geometry of the eyes (audience, camera, cast). My narrative searches through a series of clues collected from various sources (films, literature, biographies, historiography), sharing with the Hollywoodian classic its most characteristic trait: the detective mode of knowledge. <![CDATA[<b>Ethnicity, Inc</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a primeira elaboração da persona cinematográfica do ator norte-americano Humphrey Bogart, em O falcão maltês, de 1941. Argumento que tal noção de pessoa hollywoodiana produz a mediação entre a imagem do artista e sua trajetória social: ela é uma espécie de poder simbólico capaz de estabelecer o artista na estrutura de produção cinematográfica. Assim, a partir de uma cena de O falcão maltês, relaciono os dois eixos analíticos deste argumento: de um lado, a marca de gênero que caracteriza a persona de Bogart entre a indiferença aparente e a vulnerabilidade súbita; de outro, a cultura visual - impensável apartada de uma experiência social localizada - dimensão simbólica que condiciona a geometria de olhares (público, câmera, elenco). Minha narrativa percorre uma série de pistas oriundas de fontes diversas (filmes, literatura, biografias, historiografia) e compartilha com o cinema clássico hollywoodiano seu traço mais característico: a forma de conhecimento detetivesca.<hr/>This article is an initial elaboration of the screen persona of the American actor Humphrey Bogart at the film The Maltese Falcon of 1941. I argue that the notion of the Hollywoodian person produces the mediation between the image of the artist and his/her social trajectory. It is a kind of symbolic power, capable of establishing the artist within the structure of cinematographic production. In this manner, I use a scene from the The Maltese Falcon to relate the two analytical axes of this argument: on the one hand, the sign of gender that characterizes Bogart's persona, alternating between apparent indifference and sudden vulnerability; on the other, the visual culture - unthinkable as separated from a local social experience - a symbolic dimension that constrains the geometry of the eyes (audience, camera, cast). My narrative searches through a series of clues collected from various sources (films, literature, biographies, historiography), sharing with the Hollywoodian classic its most characteristic trait: the detective mode of knowledge. <![CDATA[<b>Dos autos da cova rasa</b>: <b>a identificação de corpos não identificados no Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a primeira elaboração da persona cinematográfica do ator norte-americano Humphrey Bogart, em O falcão maltês, de 1941. Argumento que tal noção de pessoa hollywoodiana produz a mediação entre a imagem do artista e sua trajetória social: ela é uma espécie de poder simbólico capaz de estabelecer o artista na estrutura de produção cinematográfica. Assim, a partir de uma cena de O falcão maltês, relaciono os dois eixos analíticos deste argumento: de um lado, a marca de gênero que caracteriza a persona de Bogart entre a indiferença aparente e a vulnerabilidade súbita; de outro, a cultura visual - impensável apartada de uma experiência social localizada - dimensão simbólica que condiciona a geometria de olhares (público, câmera, elenco). Minha narrativa percorre uma série de pistas oriundas de fontes diversas (filmes, literatura, biografias, historiografia) e compartilha com o cinema clássico hollywoodiano seu traço mais característico: a forma de conhecimento detetivesca.<hr/>This article is an initial elaboration of the screen persona of the American actor Humphrey Bogart at the film The Maltese Falcon of 1941. I argue that the notion of the Hollywoodian person produces the mediation between the image of the artist and his/her social trajectory. It is a kind of symbolic power, capable of establishing the artist within the structure of cinematographic production. In this manner, I use a scene from the The Maltese Falcon to relate the two analytical axes of this argument: on the one hand, the sign of gender that characterizes Bogart's persona, alternating between apparent indifference and sudden vulnerability; on the other, the visual culture - unthinkable as separated from a local social experience - a symbolic dimension that constrains the geometry of the eyes (audience, camera, cast). My narrative searches through a series of clues collected from various sources (films, literature, biographies, historiography), sharing with the Hollywoodian classic its most characteristic trait: the detective mode of knowledge. <![CDATA[<b><i>Rebelião na Amazônia</i>.</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a primeira elaboração da persona cinematográfica do ator norte-americano Humphrey Bogart, em O falcão maltês, de 1941. Argumento que tal noção de pessoa hollywoodiana produz a mediação entre a imagem do artista e sua trajetória social: ela é uma espécie de poder simbólico capaz de estabelecer o artista na estrutura de produção cinematográfica. Assim, a partir de uma cena de O falcão maltês, relaciono os dois eixos analíticos deste argumento: de um lado, a marca de gênero que caracteriza a persona de Bogart entre a indiferença aparente e a vulnerabilidade súbita; de outro, a cultura visual - impensável apartada de uma experiência social localizada - dimensão simbólica que condiciona a geometria de olhares (público, câmera, elenco). Minha narrativa percorre uma série de pistas oriundas de fontes diversas (filmes, literatura, biografias, historiografia) e compartilha com o cinema clássico hollywoodiano seu traço mais característico: a forma de conhecimento detetivesca.<hr/>This article is an initial elaboration of the screen persona of the American actor Humphrey Bogart at the film The Maltese Falcon of 1941. I argue that the notion of the Hollywoodian person produces the mediation between the image of the artist and his/her social trajectory. It is a kind of symbolic power, capable of establishing the artist within the structure of cinematographic production. In this manner, I use a scene from the The Maltese Falcon to relate the two analytical axes of this argument: on the one hand, the sign of gender that characterizes Bogart's persona, alternating between apparent indifference and sudden vulnerability; on the other, the visual culture - unthinkable as separated from a local social experience - a symbolic dimension that constrains the geometry of the eyes (audience, camera, cast). My narrative searches through a series of clues collected from various sources (films, literature, biographies, historiography), sharing with the Hollywoodian classic its most characteristic trait: the detective mode of knowledge. <![CDATA[<b>O quilombo de Frechal</b>: <b>identidade e trabalho de campo em uma comunidade brasileira de remanescentes de escravos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a primeira elaboração da persona cinematográfica do ator norte-americano Humphrey Bogart, em O falcão maltês, de 1941. Argumento que tal noção de pessoa hollywoodiana produz a mediação entre a imagem do artista e sua trajetória social: ela é uma espécie de poder simbólico capaz de estabelecer o artista na estrutura de produção cinematográfica. Assim, a partir de uma cena de O falcão maltês, relaciono os dois eixos analíticos deste argumento: de um lado, a marca de gênero que caracteriza a persona de Bogart entre a indiferença aparente e a vulnerabilidade súbita; de outro, a cultura visual - impensável apartada de uma experiência social localizada - dimensão simbólica que condiciona a geometria de olhares (público, câmera, elenco). Minha narrativa percorre uma série de pistas oriundas de fontes diversas (filmes, literatura, biografias, historiografia) e compartilha com o cinema clássico hollywoodiano seu traço mais característico: a forma de conhecimento detetivesca.<hr/>This article is an initial elaboration of the screen persona of the American actor Humphrey Bogart at the film The Maltese Falcon of 1941. I argue that the notion of the Hollywoodian person produces the mediation between the image of the artist and his/her social trajectory. It is a kind of symbolic power, capable of establishing the artist within the structure of cinematographic production. In this manner, I use a scene from the The Maltese Falcon to relate the two analytical axes of this argument: on the one hand, the sign of gender that characterizes Bogart's persona, alternating between apparent indifference and sudden vulnerability; on the other, the visual culture - unthinkable as separated from a local social experience - a symbolic dimension that constrains the geometry of the eyes (audience, camera, cast). My narrative searches through a series of clues collected from various sources (films, literature, biographies, historiography), sharing with the Hollywoodian classic its most characteristic trait: the detective mode of knowledge. <![CDATA[<b>O corpo da nação</b>: <b>classificação racial e gestão social da reprodução em hospitais da rede pública do Rio de Janeiro</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132011000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo descreve a primeira elaboração da persona cinematográfica do ator norte-americano Humphrey Bogart, em O falcão maltês, de 1941. Argumento que tal noção de pessoa hollywoodiana produz a mediação entre a imagem do artista e sua trajetória social: ela é uma espécie de poder simbólico capaz de estabelecer o artista na estrutura de produção cinematográfica. Assim, a partir de uma cena de O falcão maltês, relaciono os dois eixos analíticos deste argumento: de um lado, a marca de gênero que caracteriza a persona de Bogart entre a indiferença aparente e a vulnerabilidade súbita; de outro, a cultura visual - impensável apartada de uma experiência social localizada - dimensão simbólica que condiciona a geometria de olhares (público, câmera, elenco). Minha narrativa percorre uma série de pistas oriundas de fontes diversas (filmes, literatura, biografias, historiografia) e compartilha com o cinema clássico hollywoodiano seu traço mais característico: a forma de conhecimento detetivesca.<hr/>This article is an initial elaboration of the screen persona of the American actor Humphrey Bogart at the film The Maltese Falcon of 1941. I argue that the notion of the Hollywoodian person produces the mediation between the image of the artist and his/her social trajectory. It is a kind of symbolic power, capable of establishing the artist within the structure of cinematographic production. In this manner, I use a scene from the The Maltese Falcon to relate the two analytical axes of this argument: on the one hand, the sign of gender that characterizes Bogart's persona, alternating between apparent indifference and sudden vulnerability; on the other, the visual culture - unthinkable as separated from a local social experience - a symbolic dimension that constrains the geometry of the eyes (audience, camera, cast). My narrative searches through a series of clues collected from various sources (films, literature, biographies, historiography), sharing with the Hollywoodian classic its most characteristic trait: the detective mode of knowledge.