Scielo RSS <![CDATA[Mana]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-931320120001&lang=pt vol. 18 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Entre a lua e a rua</b>: <b>uma topologia social da clandestinidade política na cidade do Rio de Janeiro, 1969-1973</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Durante o regime ditatorial que se seguiu ao golpe de 1964 no Brasil, as ações de resistência desenvolveram-se basicamente nas cidades. Nos testemunhos de antigos militantes, a clandestinidade política é correntemente associada a metáforas do “exílio dentro da cidade”, experiências de isolamento social. Mas na sociabilidade dos clandestinos, a despeito do forte contexto repressivo, não se teria verificado também alguma forma de “vida pública”? A presente pesquisa, realizada a partir de entrevistas com 50 ex-militantes, propõe-se a discutir tal questão. As narrativas reunidas denotam que, a despeito do movimento permanente de destruição de arenas públicas que configurou o autoritarismo, os comportamentos adaptativos por parte dos clandestinos e dos indivíduos que com eles interagiam resultaram na frequente constituição de “consensos operacionais” na definição de situações de interação, consensos estes pautados na gestão das distâncias tanto políticas como culturais.<hr/>During the dictorial regime that followed the 1964 military coup in Brazil, resistence actions basically developed in the cities. In the testimony of the old activists of the time, clandestine politics are correctly associated with metaphors of "an exile within the city", and feelings of social isolation. But in spite of the strong repressive context, can we not see in militant sociability some form of "public life"? The present research, based upon interviews with 50 ex-militants, proposes to discuss this question. The narratives that we have brought together here show that in spite of the permanent movement of destruction of the public arenas by authoritatianism, the adaptive behaviors of underground militants and the people who interacted with them resulted in the frequent constitution of "operational consensuses" regarding interactive situations. These consensuses were based upon the adroit management of both political and cultural distance. <![CDATA[<b>Fazer cultura. Fazer(-se) estado</b>: <b>vernissages e performatividade de estado em Córdoba</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo explora os processos de formação do Estado e as políticas culturais governamentais em Córdoba (Argentina) durante a primeira década do século XXI. A partir da análise das cerimônias que marcam a inauguração de mostras de arte, ou vernissages, são discutidas as dimensões performativas das práticas estatais e descritas performances que, em nome da cultura, “fazem Estado” através de formas altamente estetizadas que apelam para a captação sensorial. Nessas performances, que envolvem os sujeitos a partir da estimulação poética de seus sentidos, o Estado se materializa duas vezes. A “magia do Estado” se faz quando acrescenta e estatiza as relações de interdependência entre diferentes agentes e quando materializa uma imagem atraente encarregada de reforçar a distinção como recurso para a produção de hegemonia.<hr/>The present article explores processes of State formation and government cultural policies in Córdoba (Argentina) during the first half of the 21st century. Analyzing the cerimonies that attend the inauguration of art exhibits - vernissages - we discuss the performative dimensions of State practices that, in the name of culture, “make the State” through highly esteticized forms which appeal to the senses. In these performances, the State is materialized in two ways. The “magic of the State” occurs when interdependent relationships between agents appears and is institutionalized and also when na attractive image materializes that destined to reinforce this distinction as a resource for the production of hegemony. <![CDATA[<b>Conexões e entrecruzamentos</b>: <b>configurações culturais e direitos em um circuito migratório entre La Paz e Buenos Aires</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A partir de um conflito entre imigrantes bolivianos em Buenos Aires em torno do “trabalho escravo” nas oficinas de costura da cidade, o artigo trata da relação entre direitos (“ocidentais”) e formas culturais aymaras ou andinas. Como são qualificadas essas relações de trabalho quando envolvem trabalhadores e proprietários (ou administradores) bolivianos/andinos? A cultura aymara problematiza a ideia de exploração laboral e a exploração laboral problematiza a cultura aymara. O artigo foca o circuito migratório transnacional e a circulação heterogênea que o conforma (pessoas, dinheiro, objetos, saberes e práticas culturais) para tentar compreender aquele conflito. Com base na análise da convivência enredada de direitos e traços culturais aymaras, proponho que o cruzamento e a sobreposição de instituições e de “lógicas” culturais, sociais, econômicas e políticas são um componente constitutivo desses processos de circulação.<hr/>Based upon the study of a conflict that erupted between Bolivian immigrants in Buenos Aires over the concept of “slave labor” in the city’s sweatshops, the present article deals with the relationship between (western) rights and Aymara or Andean cultural forms. How are these work relations qualified when they involve Bolivian/Andeanworkers and owners (or administrators)? Aymara culture problematizes the concept of labor exploitation and vice versa. The present article focuses on the transnational migratory circuit and heterogeneous circulations (of people, money, objects, knowledge and practices) that it contains in order to better comprehend this conflict. Based upon an analysis of the lived, networked experience of rights and Aymara cultural traces, I propose to interlink and juxtapose the social, cultural economic and political logics and institutuions that are constituitive components of these processes of circulation. <![CDATA[<b>A casa de Joana Dark</b>: <b>drama e montagem</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste artigo, ao discutir o modo como se configuram imagens de Nossa Senhora e de mães e mulheres no Jardim das Flores (ou “buraco dos capetas”), na periferia de uma cidade do interior paulista, pretende-se explorar a especificidade de estéticas dramáticas. A seguir, ainda mais do que a estética do drama social, associada à obra de Victor Turner, o princípio da montagem, que se inspira no cinema de Sergei Eisenstein, ilumina registros de cadernos de campo. E com Eisenstein - Julia Kristeva, Walter Benjamin, Michael Taussig, e Antonin Artaud. A quem se dispuser a fazer uma audição dessas mulheres, sugiro cautela. Pois em nossos ouvidos talvez ressoem os tiros de uma garrucha.<hr/>While discussing images of Our Lady and of the mothers and women of the Garden of Flowers (or “Devils’ Hole”), a peripheral district of a city in the interior of São Paulo state, this paper intends to explore the specificity of dramatic aesthetics. Rather than depend upon the aesthetics of social drama, as discussed in the works of Victor Turner, the present paper deals with a concept of montage that is inspired by the cinema of Sergei Eisenstein in order to illuminate a selection of field notes... and, along with Eisenstein, Julia Kristeva, Walter Benjamin, Michael Taussig and Antonin Artaud. Wit regards to those readers interested in hearing what these women may have to say, caution is suggested, for the words of these women may ring in our ears as the sounds of musket shots. <![CDATA[<b>A vida social de um emblema nacional</b>: <b>o caso do sabre do general José de San Martín (1778-1850)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A partir da análise das complexas redes de intercâmbios, reciprocidades e interdependências tecidas em torno de um objeto histórico considerado emblemático na Argentina, o sabre do General José de San Martín (1778-1850), o artigo visa refletir sobre a produção social de sentidos, valores e significados nos objetos que integram os chamados “patrimônios históricos nacionais”. Identificando as dimensões imateriais que parecem acompanhar esses acervos, problematizar-se-á sobre as possibilidades abertas pela pesquisa antropológica a respeito dessa classe particular de objetos.<hr/>Based upon an analysis of the complex network of exchanges, reciprocities and interdependencies woven around a historical object that is considered to be emblematic in Argentina - the saber of General José de San Martín (1778-1850) - the present article reflects upon the social production of meanings, values and understandings of objects that are part of “national historical patrimonies”. Identifying the immaterial dimensions which seem to accompany these objects, we discuss the possibilities that anthropological research opens with regards to this particular class of objects. <![CDATA[<b>“Transformação” na antropologia, transformação da “antropologia”</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project. <![CDATA[<b>Homenagem a Gilberto Velho</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project. <![CDATA[<b>Antropologia com emoção</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project. <![CDATA[<b>Corsican fragments</b>: <b>difference, knowledge, and fieldwork</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project. <![CDATA[<b>Las trampas de la naturaleza</b>: <b>medio ambiente y segregación en Buenos Aires</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project. <![CDATA[<b>Autismo</b>: <b>um mundo obscuro e conturbado</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project. <![CDATA[<b>Os outros dos outros</b>: <b>relações de alteridade na etnologia sul-americana</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project. <![CDATA[<b>La escolarización en los pueblos indígenas americanos</b>: <b>impactos y desafios</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132012000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Evocam-se aqui as linhas gerais de desenvolvimento do trabalho acadêmico do autor, que se dedicou à elaboração de duas teorias a respeito das sociedades americanas: uma teoria sociológica, que estabelece o laço de afinidade como o esquema genérico da relação social indígena; e uma teoria cosmológica, que propõe uma redistribuição dos valores atribuídos pela metafísica ocidental às categorias da Natureza e da Cultura. Em seguida, examinam-se os três esquemas actanciais básicos da noção-chave de "transformação" dentro do discurso antropológico: um esquema "acusativo", um esquema "ergativo" e um esquema "reflexivo". O último deste abre o caminho para uma antropologia simétrica ou reversa, que realiza uma efetiva generalização do projeto da disciplina.<hr/>Here we evoke the general lines of development of the author's academic work, which has been dedicated to the elaboration of two theories with regard to American societies: a sociological theory, that establishes ties of affinity as the generic scheme for indigenous social relations; and a cosmological theory that proposes to redistribute the values western metaphysics attribute to the catego­ries of Nature and Culture. We then examine the three basic actional schemes of the key concept of "transformation" within anthropological discourse: an "accusatorial" scheme, an "ergative" scheme and a "reflexive" scheme. The last of these three schemes opens the way for a symmetrical or reverse anthropology that allows us to create an effective gene­ralization of the discipline's project.