Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420150001&lang=en vol. 55 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Consensus of the Brazilian Society of Rheumatology for the diagnosis, management and treatment of lupus nephritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo Elaborar recomendações para o diagnóstico, manejo e tratamento da nefrite lúpica no Brasil. Método Revisão extensa da literatura com seleção dos artigos com base na força de evidência científica e opinião dos membros da Comissão de Lúpus Eritematoso Sistêmico da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Resultados e conclusões 1) A biópsia renal deve ser feita sempre que possível e houver indicação e quando não for possível, o tratamento deve ser orientado com base na inferência da clase histológica. 2) Devem ser implementados medidas e cuidados idealmente antes do início do tratamento, com ênfase na atenção ao risco de infecção. 3) Devem-se compartilhar riscos e benefícios do tratamento com pacientes e familiares. 4) O uso da hidroxicloroquina (preferencialmente) ou difosfato de cloroquina é recomendado para todos os pacientes (exceto contraindicação) durante as fases de indução e manutenção. 5) A avaliação da eficácia do tratamento deve ser feita com critérios objetivos de resposta (remissão completa/remissão parcial/refratariedade). 6) Os IECA e/ou BRA são recomendados como antiproteinúricos para todos os pacientes (exceto contraindicação). 7) A identificação de sinais clínicos e/ou laboratoriais sugestivos de GN laboratoriais sugestivos de glomerulonefrite proliferativa ou membranosa deve indicar início imediato de terapia específica incluindo corticosteroides e agente imunossupressor, mesmo que não seja possível comprovação histológica. 8) O tempo de uso dos imunossupressores deve ser no mínimo de 36 meses, mas eles podem ser mantidos por períodos mais longos. A sua suspensão só deve ser feita quando o paciente atingir e mantiver remissão completa sustentada. 9) Deve-se considerar nefrite lúpica refratária quando a remissão completa ou parcial não for alcançada após 12 meses de tratamento adequado, quando uma nova biópsia renal deve ser considerada para auxiliar na identificação da causa da refratariedade e decisão terapêutica. <hr/> Objective To develop recommendations for the diagnosis, management and treatment of lupus nephritis in Brazil. Method Extensive literature review with a selection of papers based on the strength of scientific evidence and opinion of the Commission on Systemic Lupus Erythematosus members, Brazilian Society of Rheumatology. Results and conclusions (1) Renal biopsy should be performed whenever possible and if this procedure is indicated; and, when the procedure is not possible, the treatment should be guided with the inference of histologic class. (2) Ideally, measures and precautions should be implemented before starting treatment, with emphasis on attention to the risk of infection. (3) Risks and benefits of treatment should be shared with the patient and his/her family. (4) The use of hydroxychloroquine (preferably) or chloroquine diphosphate is recommended for all patients (unless contraindicated) during induction and maintenance phases. (5) The evaluation of the effectiveness of treatment should be made with objective criteria of response (complete remission/partial remission/refractoriness). (6) Angiotensin-converting enzyme inhibitors and/or angiotensin receptor blockers are recommended as antiproteinuric agents for all patients (unless contraindicated). (7) The identification of clinical and/or laboratory signs suggestive of proliferative or membranous glomerulonephritis should indicate an immediate implementation of specific therapy, including corticosteroids and an immunosuppressive agent, even though histological confirmation is not possible. (8) Immunosuppressives must be used during at least 36 months, but these medications can be kept for longer periods. Its discontinuation should only be done when the patient could achieve and maintain a sustained and complete remission. (9) Lupus nephritis should be considered as refractory when a full or partial remission is not achieved after 12 months of an appropriate treatment, when a new renal biopsy should be considered to assist in identifying the cause of refractoriness and in the therapeutic decision. <![CDATA[Assessing the magnitude of osteoarthritis disadvantage on people’s lives: the MOVES study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100022&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introdução A osteoartrite (OA) é uma das dez doenças mais incapacitantes nos países desenvolvidos e uma das principais causas de dor e incapacitação no mundo. O diagnóstico precoce aumenta a probabilidade de prevenção da progressão da doença. Objetivos Estimar a prevalência de osteoartrite auto-referida e a qualidade de vida em adultos portugueses com 45 ou mais anos de idade. Métodos Estudo observacional, transversal, implementado em domicílios por entrevista interpessoal. Resultados Foram incluídos no estudo 1039 indivíduos com idade média de 62 anos, sendo 54,2% do gênero feminino. A prevalência de osteoartrite auto-referida foi de 9,9%. Os joelhos e as mãos foram o local mais freqüente da doença. A prevalência de OA foi maior em mulheres e em participantes sem atividade profissional. A presença de OA foi maior em participantes com comorbidades. A maioria dos indivíduos já tinham passado por algum tratamento em alguma ocasião de suas vidas para esta doença: 94,5% tiveram tratamento farmacológico, 49,5% fisioterapia, e 19,8% atividade física. A dor estava associada com a estatura, com alguns locais da doença, especificamente pescoço, coluna lombar e ombros, pontuação do SF12 para qualidade de vida, e medidas de impacto no cotidiano dos participantes, gravidade da doença e incapacitação. O impacto da OA no dia-a-dia foi maior em indivíduos que tinham gozado licença por doença ou que pararam de trabalhar por causa da OA, apresentavam-se com pior saúde física e mental, e exibiam maior gravidade da doença. Conclusão Este estudo confirmou que a osteoartrite é uma doença muito relevante, com impacto potencial elevado na qualidade de vida, no funcionamento e na capacidade para o trabalho e, por causa de sua prevalência, exerce um impacto social muito elevado e crescente. <hr/> Introduction Osteoarthritis (OA) is one of the ten most disabling diseases in developed countries and one of the leading causes of pain and disability over the world. Early diagnosis increases the likelihood of preventing disease progression. Objectives To estimate the prevalence of self-reported osteoarthritis and quality of life in Portuguese adults with 45 or more years old. Methods Observational, cross-sectional study, implemented in households by face-to-face interview. Results 1039 subjects with mean age of 62 years and 54.2% female were included. The prevalence of self-reported osteoarthritis was 9.9%. Knees and hands were the most frequent site of disease. The prevalence of OA was higher in women and in participants without professional activity. Presence of OA was higher in participants with comorbidities. Most subjects have done some treatment at some point in time for this disease: 94.5% had drug therapy, 49.5% physiotherapy, and 19.8% physical activity. Pain was associated with height, with some disease locations specifically neck, lower spine and shoulders, SF12 scores of quality of life, and measurements of impact in daily living, severity of disease and disability. The impact of OA in daily living was greater in subjects that had been on sick leave or stopped working due to OA, had worse physical and mental health, and with more severe of disease. Conclusion This study confirmed that osteoarthritis is a very relevant disease with a high potential impact on quality of life, function and work ability and because of its prevalence with a very high growing social impact. <![CDATA[Comparison of the Disease Activity Score and Juvenile Arthritis Disease Activity Score in the juvenile idiopathic arthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100031&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introdução A avaliação de atividade da artrite reumatoide e da artrite idiopática juvenil é feita por meio de instrumentos distintos, respectivamente pelo DAS-28 e pelo JADAS. Objetivo Comparar o DAS-28 e o JADAS com a pontuação de 71, 27 e 10 articulações, na artrite idiopática juvenil. Método Foram avaliadas 178 visitas em oito pacientes com artrite idiopática juvenil, participantes de um ensaio clínico controlado de fase III, testando eficácia e segurança do abatacepte. Pontuaram-se as articulações ativas e limitadas, a avaliação global pelo médico e pelos pais em escala analógica visual de 0-10 cm e a velocidade de hemossedimentação convertida em escala de 0-10, em todas as visitas. A comparação entre os índices de atividade entre diferentes observações foi por Anova ou modelo ajustado Gama. As observações pareadas entre o DAS-28 e o JADAS 71, 27 e 10, respectivamente, foram analisadas por meio de regressão linear. Resultados Houve diferença significativa entre as medidas individuais, exceto a VHS, nos primeiros quatro meses de tratamento com biológico, quando cinco entre os oito pacientes atingiram a resposta ACR-Pedi 30, com melhora. Os índices DAS-28, JADAS 71, 27 e 10 também apresentaram diferença relevante durante o período de observação. O ajustamento por meio de regressão linear entre o DAS-28 e o JADAS resultou em fórmulas matemáticas para conversão: [DAS-28 = 0,0709 (JADAS 71) + 1,267] (R2 = 0,49); [DAS-28 = 0,084 (JADAS 27) + 1,7404] (R2 = 0,47) e [DAS-28 = 0,1129 (JADAS-10) + 1,5748] (R2 = 0,50). Conclusão A conversão da pontuação do DAS-28 e do JADAS 71, 27 e 10 por esse modelo matemático permitiria a aplicação equivalente de ambos em adolescentes com artrite. <hr/> Introduction The assessment of the activity of rheumatoid arthritis and juvenile idiopathic arthritis is made by means of the tools DAS-28 and JADAS, respectively. Objective To compare DAS-28 and JADAS with scores of 71, 27 and 10 joint counts in juvenile idiopathic arthritis. Method A secondary analysis of a phase III placebo-controlled trial, testing safety and efficacy of abatacept was conducted in 8 patients with 178 assessment visits. Joint count scores for active and limited joints, physician's and parents’ global assessment by 0–10 cm Visual Analog Scale, and erythrocyte sedimentation rate normalized to 0–10 scale, in all visits. The comparison among the activity indices in different observations was made through Anova or adjusted gamma model. The paired observations between DAS-28 and JADAS 71, 27 and 10, respectively, were analyzed by linear regression. Results There were significant differences among individual measures, except for ESR, in the first 4 months of biological treatment, when five of the eight patients reached ACR-Pedi 30, with improvement. The indices of DAS-28, JADAS 71, 27 and 10 also showed significant difference during follow-up. Linear regression adjusted model between DAS-28 and JADAS resulted in mathematical formulas for conversion: [DAS-28 = 0.0709 (JADAS 71) + 1.267] (R2 = 0.49); [DAS-28 = 0.084 (JADAS 27) + 1.7404] (R2 = 0.47) and [DAS-28 = 0.1129 (JADAS-10) + 1.5748] (R2 = 0.50). Conclusion The conversion of scores of DAS-28 and JADAS 71, 27 and 10 for this mathematical model would allow equivalent application of both in adolescents with arthritis. <![CDATA[The association of fibromyalgia and systemic lupus erythematosus change the presentation and severity of both diseases?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100037&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introdução A associação da fibromialgia (FM) e de lúpus eritematoso sistêmico (LES) tem sido investigada com resultados conflitantes em relação ao impacto de uma condição na outra. Objetivos Determinar a frequência de FM em uma amostra de pacientes com LES atendidos no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) e o impacto da FM na atividade do LES e na qualidade de vida, bem como do LES na FM. Material e métodos Estudo descritivo e transversal. Incluíram-se pacientes que preenchem os critérios de classificação para LES e/ou de FM do Colégio Americano de Reumatologia (ACR). A amostra total foi dividida em três grupos: FM/LES (pacientes com associação LES e FM), LES (somente pacientes com LES) e FM (somente pacientes com FM). As seguintes variáveis foram Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ), Índice de Atividade do Lúpus Eritematoso Sistêmico (Sledai), Índices dos Critérios Diagnósticos de Fibromialgia de 2010 (IGS E IDG) e o SF-36. Resultados A prevalência de pacientes com FM entre os pacientes com LES foi de 12%. O FIQ não apontou diferença entre os grupos e indicou que o LES não interferiu no impacto causado pela FM isoladamente. A presença da FM em pacientes com LES não influenciou a atividade clínica dessa doença. Observou-se um forte impacto da FM na qualidade de vida nos pacientes com LES e não foi observado o contrário. Conclusões A prevalência de FM observada nos pacientes com LES é de 12%. A presença de FM afeta adversamente a qualidade de vida dos pacientes com LES. <hr/> Introduction The association of fibromyalgia (FM) and systemic lupus erythematosus (SLE) has been investigated, with conflicting results regarding the impact of a condition on the other. Objectives To determine the frequency of FM in a sample of patients with SLE treated at the Hospital Complex of Sorocaba (CHS) and the impact of FM in SLE activity and quality of life, as well as of SLE in FM. Materials and Methods Descriptive and correlational study. Patients who met the American College of Rheumatology (ACR) criteria for SLE and/or FM were included. The total sample was divided into three groups: FM/SLE (patients with association of SLE and FM), SLE (SLE patients only) and FM (FM patients only). The following variables were used: Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), activity index of SLE (SLEDAI), Indices of Diagnostic Criteria for Fibromyalgia 2010 (SSI end GPI) and SF-36. Results The prevalence of patients with FM among SLE patients was 12%. FIQ showed no difference between groups, indicating that SLE did not affect the impact caused by FM alone. The presence of FM in SLE patients did not influence the clinical activity of this disease. A strong impact of FM on the quality of life in patients with SLE was observed; the opposite was not observed. Conclusions The prevalence of FM observed in SLE patients is 12%. The presence of FM adversely affects the quality of life of patients with SLE. <![CDATA[Evaluation of grip strength in normal and obese Wistar rats submitted to swimming with overload after median nerve compression]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100043&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo Verificar a funcionalidade por meio da força muscular de preensão em animais com obesidade induzida por glutamato monossódico (MSG) e animais controle, que sofreram compressão do nervo mediano direito, tendo como tratamento a natação com carga. Métodos Ratos Wistar neonatos durante os primeiros cinco dias de vida receberam injeções subcutâneas de MSG. O grupo controle recebeu solução salina hiperosmótica. Quarenta e oito ratos foram divididos em seis grupos: G1(controle); G2 (controle com lesão); G3 (controle com lesão + natação); G4 (obesos); G5 (obesos com lesão); G6 (obesos com lesão + natação). Os animais dos grupos G2, G3, G5 e G6 foram submetidos à compressão do nervo mediano e os dos grupos G3 e G6 foram tratados, após a lesão, com exercício de natação com carga durante três semanas. A natação teve duração progressiva conforme as semanas, de 20, 30 e 40 minutos. A força muscular foi avaliada por meio de um medidor de força de preensão no pré-operatório, no terceiro, sétimo, 14° e 21° dia pós-operatório. Os resultados foram expressos e analisados por estatística descritiva e inferencial. Resultados Quando comparada a força de preensão entre as avaliações, indiferentemente de grupos, na segunda avaliação os animais apresentaram menor força de preensão. Os grupos G1 e G4 apresentaram força de preensão maior, em comparação com os grupos G2, G3, G4 e G6. Conclusão O exercício de natação com sobrecarga não foi eficaz em promover melhoria na força muscular de preensão após lesão de compressão do nervo mediano direito em ratos controle e obesos-MSG. <hr/> Objective To verify the functionality through muscle grip strength in animals with obesity induced by monosodium glutamate (MSG) and in control animals, which suffered compression of the right median nerve, and treated with swimming with overload. Methods During the first five days of life, neonatal Wistar rats received subcutaneous injections of MSG. The control group received a hypertonic saline solution. Forty-eight rats were divided into six groups: G1 (control); G2 (control + injury); G3 (control + injury + swimming); G4 (obese); G5 (obese + injury); and G6 (obese + injury + swimming). The animals in groups G2, G3, G5 and G6 were submitted to compression of the median nerve and G3 and G6 groups were treated, after injury, with swimming exercise with load for three weeks. The swimming exercise had a progressive duration, according to the week, of 20, 30 and 40 min. Muscle strength was assessed using a grip strength meter preoperatively and on the 3rd, 7th, 14th and 21st days after surgery. The results were expressed and analyzed using descriptive and inferential statistics. Results When the grip strength was compared among assessments regardless of group, in the second assessment the animals exhibited lower grip strength. G1 and G4 groups had greater grip strength, compared to G2, G3, G4 and G6. Conclusion The swimming exercise with overload has not been effective in promoting improvement in muscle grip strength after compression injury of the right median nerve in control and in obese-MSG rats. <![CDATA[Evaluation of performance of BASDAI (Bath Ankylosing Spondylitis Disease Activity Index) in a Brazilian cohort of 1492 patients with spondyloarthritis: data from the Brazilian Registry of Spondyloarthritides (RBE)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100048&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo Avaliar os resultados da aplicação do Índice de Atividade de Doença da Espondilite Anquilosante de Bath (BASDAI) numa série de pacientes brasileiros com EpA e estabelecer suas correlações com as variáveis específicas do grupo. Métodos Um protocolo comum de investigação foi prospectivamente aplicado em 1.492 pacientes brasileiros classificados como EpA pelos critérios do Grupo Europeu de Estudo das Espondiloartropatias (ESSG), acompanhados em 29 centros de referência em reumatologia no Brasil. Variáveis clínicas, demográficas e índices de doença foram colhidos. Os valores totais do BASDAI foram comparados com a presença das diferentes variáveis. Resultados O valor médio do BASDAI foi de 4,20 ± 2,38. Os escores médios do BASDAI foram mais elevados nos pacientes com forma clínica combinada, comparado às formas axiais e periféricas isoladas, nos pacientes do sexo feminino e nos sedentários. Com relação ao componente axial, valores mais altos do BASDAI estiveram significativamente associados à lombalgia inflamatória, à dor alternante em nádegas, à dor cervical e ao acometimento de coxofemorais. Houve associação estatística entre os valores do BASDAI e o comprometimento periférico, relacionado ao número de articulações inflamadas, tanto dos membros inferiores quanto dos membros superiores, e às entesites. A positividade do HLA-B27 e a presença de manifestações extra-articulares não estiveram correlacionadas com os valores médios do BASDAI. Valores mais baixos do BASDAI estiveram associados ao uso de agentes biológicos (p &lt; 0,001). Conclusão Nesta série heterogênea de pacientes brasileiros com EpA, o BASDAI conseguiu demonstrar “atividade de doença” tanto nos pacientes com acometimento axial quanto naqueles com envolvimento periférico. <hr/> Objective To analyze the results of the application of the Bath Ankylosing Spondylitis Disease Activity Index (BASDAI) in a large series of Brazilian patients with the diagnosis of SpA and establish its correlations with specific variables into the group. Methods A common protocol of investigation was prospectively applied to 1492 Brazilian patients classified as SpA according to the European Spondyoarthropathies Study Group (ESSG), attended at 29 referral centers of Rheumatology in Brazil. Clinical and demographic variables, and disease indices (BASDAI, Basfi, Basri, Mases, ASQol) were applied. The total values of BASDAI were compared to the presence of the different variables. Results The mean score of BASDAI was 4.20 ± 2.38. The mean scores of BASDAI were higher in patients with the combined (axial + peripheral + entheseal) (4.54 ± 2.38) clinical presentation, compared to the pure axial (3.78 ± 2.27) or pure peripheral (4.00 ± 2.38) clinical presentations (P &lt; 0.001). BASDAI also presented higher scores associated with the female gender (P &lt; 0.001) and patients who did not practice exercises (P &lt; 0.001). Regarding the axial component, higher values of BASDAI were significantly associated with inflammatory low back pain (P &lt; 0.049), alternating buttock pain (P &lt; 0.001), cervical pain (P &lt; 0.001) and hip involvement (P &lt; 0.001). There was also statistical association between BASDAI scores and the peripheral involvement, related to the lower (P = 0.004) and upper limbs (P = 0.025). The presence of enthesitis was also associated to higher scores of BASDAI (P = 0.040). Positive HLA-B27 and the presence of cutaneous psoriasis, inflammatory bowel disease, uveitis and urethritis were not correlated with the mean scores of BASDAI. Lower scores of BASDAI were associated with the use of biologic agents (P &lt; 0.001). Conclusion In this heterogeneous Brazilian series of SpA patients, BASDAI was able to demonstrate “disease activity” in patients with axial as well as peripheral disease. <![CDATA[Possible changes in energy-minimizer mechanisms of locomotion due to chronic low back pain - a literature review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100055&lng=en&nrm=iso&tlng=en Um dos objetivos da marcha é deslocar o corpo no espaço da forma mais econômica possível. Porém, pouco se sabe como os aspectos mecânicos e energéticos da caminhada são afetados pela dor lombar. Ainda, caso haja prejuízos, é pequeno o conhecimento de como as características mecânicas e energéticas da caminhada se manifestam nas atividades funcionais, principalmente nos mecanismos minimizadores de energia da locomoção. Este estudo teve por objetivos: a) descrever os principais mecanismos minimizadores de energia da locomoção; e b) verificar se há indicativos de prejuízos nas características mecânicas e energéticas da caminhada decorrentes da dor lombar crônica (DLC) que possam comprometer os mecanismos minimizadores. Estudo caracterizado como revisão narrativa de literatura. A principal teoria que explica a minimização do dispêndio energético durante a caminhada é a do pêndulo invertido pelo qual o mecanismo minimizador converte energia cinética em energia potencial do centro de massa e vice-versa durante a passada. Esse mecanismo é fortemente influenciado por parâmetros espaços-temporais da marcha, tais como comprimento de passo e velocidade preferida da caminhada, que, por sua vez, podem estar severamente alterados em pacientes com dor lombar crônica. Contudo ainda há muito que se entender sobre os efeitos da dor lombar crônica sobre a capacidade do indivíduo de praticar uma marcha econômica, pois os prejuízos funcionais podem comprometer características mecânicas e energéticas dessa modalidade de marcha e torná-la mais dispendiosa. Desta forma, há indicativos de que tais mudanças funcionais possam comprometer os mecanismos minimizadores de energia.<hr/>One goal of the locomotion is to move the body in the space at the most economical way possible. However, little is known about the mechanical and energetic aspects of locomotion that are affected by low back pain. And in case of occurring some damage, little is known about how the mechanical and energetic characteristics of the locomotion are manifested in functional activities, especially with respect to the energy-minimizer mechanisms during locomotion. This study aimed: a) to describe the main energy-minimizer mechanisms of locomotion; b) to check if there are signs of damage on the mechanical and energetic characteristics of the locomotion due to chronic low back pain (CLBP) which may endanger the energy-minimizer mechanisms. This study is characterized as a narrative literature review. The main theory that explains the minimization of energy expenditure during the locomotion is the inverted pendulum mechanism, by which the energy-minimizer mechanism converts kinetic energy into potential energy of the center of mass and vice-versa during the step. This mechanism is strongly influenced by spatio-temporal gait (locomotion) parameters such as step length and preferred walking speed, which, in turn, may be severely altered in patients with chronic low back pain. However, much remains to be understood about the effects of chronic low back pain on the individual's ability to practice an economic locomotion, because functional impairment may compromise the mechanical and energetic characteristics of this type of gait, making it more costly. Thus, there are indications that such changes may compromise the functional energy-minimizer mechanisms. <![CDATA[Monitoring the functional capacity of patients with rheumatoid arthritis for three years]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100062&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo Quantificar a modificação da capacidade funcional em um período de três anos em um grupo de pacientes com artrite reumatoide (AR), utilizando os inventários HAQ e EPM-ROM. Métodos Quarenta pacientes com AR em tratamento com metotrexato (MTX) como fármaco antirreumático modificador da doença (DMARD) foram acompanhados por até três anos. O estado funcional foi avaliado no início e no final do período por HAQ e EPM-ROM. Resultados Trinta e dois pacientes foram recuperados, com escore HAQ inicial de 1,14 ± 0,49 (média ± DP) e EPM-ROM de 5,8 ± 2,75. Após um período médio de três anos, o HAQ foi de 1,13 ± 0,49 e EPM-ROM em 6,81 ± 3,66. No subgrupo de sete pacientes submetidos a cirurgia ortopédica, o HAQ diminuiu de 0,84 ± 0,72 para 1,64 ± 0,56; e o EPM-ROM, de 5,8 ± 1,80 para 8,3 ± 0,74. No subgrupo de pacientes não operados, o HAQ variou de 1,2 ± 0,45 para 1,07 ± 0,70; e o EPM-ROM, de 5,7 ± 3,06 para 6,4 ± 3,90. Conclusão Em um grupo de pacientes com AR medicados apenas com MTX como DMARD, houve pouca mudança nas pontuações HAQ e EPM-ROM durante o período médio de três anos. Observou-se agravamento da capacidade funcional no grupo de pacientes operados, em comparação com os não operados. Este fato nos alerta para a necessidade do uso de esquemas terapêuticos mais abrangentes e de maior disponibilidade de cirurgias musculoesqueléticas, em tempo hábil, em pacientes com AR. <hr/> Objective To quantify modification of functional capacity in a three-year period in a group of patients with rheumatoid arthritis (RA) using HAQ and EPM-ROM inventories. Methods Forty patients with RA on methotrexate (MTX) as disease-modifying antirheumatic drug (DMARD) were followed for up to three years. The functional status was assessed at the beginning and end of the period by HAQ and EPM-ROM. Results Thirty-two patients were retrieved, with initial HAQ score of 1.14 ± 0.49 (mean ± SD) and EPM-ROM score of 5.8 ± 2.75. After an average period of three years, the HAQ score was 1.13 ± 0.49 and EPM-ROM score, 6.81 ± 3.66. In the subgroup of seven patients submitted to orthopedic surgery, HAQ score decreased from 0.84 ± 0.72 to 1.64 ± 0.56 and the EPM-ROM score, from 5.8 ± 1.80 to 8.3 ± 0.74. In the subgroup of non-operated patients, HAQ score varied from 1.2 ± 0.45 to 1.07 ± 0.70 and EPM-ROM score, from 5.7 ± 3.06 to 6.4 ± 3.90. Conclusion In a group of RA patients in use of only MTX as DMARD, there was little change on HAQ score and EPM-ROM scores over the average period of three years. Worsening functional capacity was observed in the group of operated patients in comparison to the not operated ones. This fact alerts us to the need for use of broader therapeutic regimens availability of musculoskeletal surgeries in a timely manner in patients with RA. <![CDATA[Coexisting systemic lupus erythematosus and sickle cell disease: Case report and literature review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100068&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo Relatar um caso de coexistência de lúpus eritematoso sistêmico (LES) e doença falciforme (DF) com revisão da literatura sobre o tema. Metodologia Relato de caso e pesquisa da associação entre LES e DF na literatura, através de artigos científicos nas bases de dados de ciências da saúde, como LILACS, MEDLINE/Pubmed e Scielo, até maio de 2012. Descritores utilizados: 1. anemia falciforme; 2. doença falciforme; 3. lúpus eritematoso sistêmico; 4. hemoglobinopatias. Resultados Os autores descrevem a associação de LES e hemoglobinopatia SS em paciente do sexo feminino, oito anos, apresentando manifestações articulares, hematológicas e neuropsiquiátricas durante a sua evolução clínica. Na literatura são descritos 45 casos de associação entre LES e DF, sendo a maioria em mulheres (78%) adultas (62,2%), apresentando fenótipo SS em 78% dos casos e com manifestações clínicas variadas. Comparando com a nossa paciente, manifestações articulares, hematológicas e neuropsiquiátricas, estiveram presentes em 76%, 36% e 27% dos casos, respectivamente. Conclusões LES e DF são doenças crônicas que apresentam diversos achados clínicos e laboratoriais em comum, implicando em dificuldades diagnósticas e na correta condução terapêutica dessas doenças. A associação entre essas enfermidades não é comum, mas está descrita na literatura, por isso é importante que médicos que cuidam dessas enfermidades estejam atentos para tal possibilidade. <hr/> Objective To report a case of coexisting systemic lupus erythematosus (SLE) and sickle cell disease (SCD) with a review of the literature on the topic. Methodology Case report and literature review of the association between SLE and SCD through scientific articles in health sciences databases, such as LILACS, MEDLINE/Pubmed and Scielo, until May 2012. Descriptors used: 1. Sickle cell anemia; 2. Sickle cell disease; 3. Systemic lupus erythematosus; 4. Hemoglobinopathies. Results The authors describe an association between SLE and SS hemoglobinopathy in an eight-year-old female patient presentingarticular, hematologic and neuropsychiatric manifestations during clinical evolution. Forty-five cases of association between SLE and SCD are described in literature, mostly adults (62.2%), women (78%) and with the SS phenotype in 78% of the cases, and diverse clinical manifestations. Compared with our patient, articular, hematologic and neuropsychiatric manifestations were present in 76%, 36% and 27% of the cases, respectively. Conclusion SLE and SCD are chronic diseases that have several clinical and laboratory findings in common, meaning difficult diagnosis and difficulty in finding the correct treatment. Although the association between these diseases is not common, it is described in literature, so it is imperative that physicians who treat such diseases be alert to this possibility. <![CDATA[Two pairs of brothers with juvenile idiopathic arthritis (JIA): case reports]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100075&lng=en&nrm=iso&tlng=en Relato de casos de ocorrência de Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) em dois pares de irmãos acompanhados no serviço de reumatologia pediátrica da Universidade Federal da Bahia. O envolvimento genético na patogênese da AIJ está claro e o risco de recorrência entre irmãos corrobora esta contribuição. Um importante marco dessa descoberta envolve a confirmação da contribuição dos polimorfismos do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) na susceptibilidade ao desenvolvimento da AIJ. Apesar de muitos progressos, os inúmeros estudos existentes ainda não são capazes de explicar diversos mecanismos implícitos na patogênese da AIJ.<hr/>This is a case report of juvenile idiopathic arthritis in two pairs of brothers followed in the Department of Pediatric Rheumatology, Universidade Federal da Bahia. Genetic involvement in juvenile idiopathic arthritis pathogenesis is clear and the risk of recurrence among siblings supports this contribution. An important landmark of this discovery involves the acknowledgment of major histocompatibility complex polymorphism contribution to juvenile idiopathic arthritis development susceptibility. Despite many advances, the numerousavailable studies cannot explain several implicit mechanisms in juvenile idiopathic arthritispathogenesis yet. <![CDATA[Macrophage activation syndrome in a patient with systemic juvenile idiopathic arthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100079&lng=en&nrm=iso&tlng=en A síndrome de ativação macrofágica (SAM) é uma doença rara e potencialmente fatal, normalmente associada às doenças reumáticas crônicas, em especial a artrite idiopática juvenil. É incluída no grupo das formas secundárias de síndrome hemofagocítica, cujas outras causas podem ser as doenças linfoproliferativas e infecções. As manifestações clínicas e laboratoriais mais importantes são a febre não remitente, esplenomegalia, hemorragias, disfunção hepática, citopenias, hipoalbuminemia, hipertrigliceridemia e hiperferritinemia. O tratamento deve ser iniciado rapidamente, e a maioria dos casos responde bem aos corticosteroides e à ciclosporina (CSA). O vírus Epstein-Barr (EBV) é descrito como possível gatilho para muitos casos de SAM, especialmente naqueles em tratamento com bloqueadores do fator de necrose tumoral (TNF). Nos casos refratários ao tratamento convencional, etoposide (VP16) deve ser administrado, em associação com corticosteroides e CSA. Nosso objetivo foi descrever um caso raro de síndrome hematofagocítica provavelmente secundária à infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV), em paciente com artrite idiopática juvenil sistêmica, confirmada pelas manifestações clínicas e laboratoriais típicas, mielograma e sorologia positiva contra o EBV, que atingiu remissão completa após inclusão no protocolo de tratamento HLH-04.<hr/>Machrophage activation syndrome (MAS) is a rare and potentially fatal disease, commonly associated with chronic rheumatic diseases, mainly juvenile idiopathic arthritis. It is included in the group of secondary forms of haemophagocytic syndrome, and other causes are lymphoproliferative diseases and infections. Its most important clinical and laboratorial manifestations are non-remitting fever, splenomegaly, bleeding, impairment of liver function, cytopenias, hypoalbuminemia, hypertriglyceridemia, hypofibrinogenemia and hyperferritinemia. The treatment needs to be started quickly, and the majority of cases have a good response with corticosteroids and cyclosporine. The Epstein–Barr virus is described as a possible trigger for many cases of MAS, especially in these patients in treatment with tumor necrosis factor (TNF) blockers. In these refractory cases, etoposide (VP16) should be administered, associated with corticosteroids and cyclosporine. Our objective is to describe a rare case of MAS probably due to EBV infection in a subject with systemiconset juvenile idiopathic arthritis, which achieved complete remission of the disease after therapy guided by 2004-HLH protocol. <![CDATA[Analysis of the influence of pharmacotherapy on the quality of life of seniors with osteoarthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100083&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos Analisar a influência da farmacoterapia da osteoartrite na qualidade de vida de idosos. Métodos Estudo longitudinal, do qual participaram 91 idosos de ambos os gêneros (idade: 70,36 ± 5,57 anos), integrantes do projeto Estudo sobre Envelhecimento e Longevidade (EELO), portadores de osteoartrite de quadril e/ou joelho, confirmada por análise radiográfica. Foram levantados dados sobre a farmacoterapia da osteoartrite mediante o uso de questionários estruturados e a qualidade de vida foi analisada pelo questionário SF-36, no momento inicial e dois anos após a coleta de dados. Os diferentes domínios da qualidade de vida foram agrupados em componentes físico e mental para posterior análise dos dados. Resultados Foi observado um declínio estatisticamente significativo tanto nos componentes físicos quanto mentais da qualidade de vida dos indivíduos (teste de Wilcoxon, p &lt; 0,05). Foi observado menor declínio no componente físico da qualidade de vida para os usuários de condroitina/glicosamina em comparação com o grupo tratado com anti-inflamatórios ou não tratado, segundo o teste de Kruskal-Wallis (p = 0,007). Por outro lado, não foi observada influência do tratamento farmacológico sobre o componente mental da qualidade de vida (p &gt; 0,05). Conclusão O tratamento com condroitina/glicosamina contribuiu para menor declínio do componente físico e não influenciou o componente mental da qualidade de vida de idosos com osteoartrite. <hr/> Aims This study aimed to assess the influence of pharmacotherapy on health-related quality of life of elderly with ostheoarthritis. Methods Longitudinal study involving 91 older adults from both genders (Age: 70.36 ± 5.57 years) from EELO project with self-reported knee or hip ostheoartritis, confirmed by radiographic analysis. Data regarding pharmacotherapy was assessed by a structured questionnaire and the quality of life was analyzed by SF-36 questionnaire at the initial moment and two years thereafter. All domains from quality of life were grouped in physical and mental components for further data analysis. Results A statistically significant decline in both physical and mental components of quality of life was observed (Wilcoxon test, p &lt; 0.05). However, it was observed a slighted decline in physical components in group treated with chondroitin/glucosamine when compared to other groups, according to Kruskal–Wallis test (p = 0.007). On the other hand, it was not observed any influence of pharmacological treatment on mental components of health-related quality of life (p &gt; 0.05). Conclusions Treatment with condroitin/glucosamin contributes to a lower decline in physical component while it had no influence on mental component of health-related quality of life in older adults with ostheoartritis. <![CDATA[Efficacy and safety of intra- and periarticular corticosteroid injections in treatment of lupus arthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100089&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos Analisar a influência da farmacoterapia da osteoartrite na qualidade de vida de idosos. Métodos Estudo longitudinal, do qual participaram 91 idosos de ambos os gêneros (idade: 70,36 ± 5,57 anos), integrantes do projeto Estudo sobre Envelhecimento e Longevidade (EELO), portadores de osteoartrite de quadril e/ou joelho, confirmada por análise radiográfica. Foram levantados dados sobre a farmacoterapia da osteoartrite mediante o uso de questionários estruturados e a qualidade de vida foi analisada pelo questionário SF-36, no momento inicial e dois anos após a coleta de dados. Os diferentes domínios da qualidade de vida foram agrupados em componentes físico e mental para posterior análise dos dados. Resultados Foi observado um declínio estatisticamente significativo tanto nos componentes físicos quanto mentais da qualidade de vida dos indivíduos (teste de Wilcoxon, p &lt; 0,05). Foi observado menor declínio no componente físico da qualidade de vida para os usuários de condroitina/glicosamina em comparação com o grupo tratado com anti-inflamatórios ou não tratado, segundo o teste de Kruskal-Wallis (p = 0,007). Por outro lado, não foi observada influência do tratamento farmacológico sobre o componente mental da qualidade de vida (p &gt; 0,05). Conclusão O tratamento com condroitina/glicosamina contribuiu para menor declínio do componente físico e não influenciou o componente mental da qualidade de vida de idosos com osteoartrite. <hr/> Aims This study aimed to assess the influence of pharmacotherapy on health-related quality of life of elderly with ostheoarthritis. Methods Longitudinal study involving 91 older adults from both genders (Age: 70.36 ± 5.57 years) from EELO project with self-reported knee or hip ostheoartritis, confirmed by radiographic analysis. Data regarding pharmacotherapy was assessed by a structured questionnaire and the quality of life was analyzed by SF-36 questionnaire at the initial moment and two years thereafter. All domains from quality of life were grouped in physical and mental components for further data analysis. Results A statistically significant decline in both physical and mental components of quality of life was observed (Wilcoxon test, p &lt; 0.05). However, it was observed a slighted decline in physical components in group treated with chondroitin/glucosamine when compared to other groups, according to Kruskal–Wallis test (p = 0.007). On the other hand, it was not observed any influence of pharmacological treatment on mental components of health-related quality of life (p &gt; 0.05). Conclusions Treatment with condroitin/glucosamin contributes to a lower decline in physical component while it had no influence on mental component of health-related quality of life in older adults with ostheoartritis. <![CDATA[Erratum]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000100091&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos Analisar a influência da farmacoterapia da osteoartrite na qualidade de vida de idosos. Métodos Estudo longitudinal, do qual participaram 91 idosos de ambos os gêneros (idade: 70,36 ± 5,57 anos), integrantes do projeto Estudo sobre Envelhecimento e Longevidade (EELO), portadores de osteoartrite de quadril e/ou joelho, confirmada por análise radiográfica. Foram levantados dados sobre a farmacoterapia da osteoartrite mediante o uso de questionários estruturados e a qualidade de vida foi analisada pelo questionário SF-36, no momento inicial e dois anos após a coleta de dados. Os diferentes domínios da qualidade de vida foram agrupados em componentes físico e mental para posterior análise dos dados. Resultados Foi observado um declínio estatisticamente significativo tanto nos componentes físicos quanto mentais da qualidade de vida dos indivíduos (teste de Wilcoxon, p &lt; 0,05). Foi observado menor declínio no componente físico da qualidade de vida para os usuários de condroitina/glicosamina em comparação com o grupo tratado com anti-inflamatórios ou não tratado, segundo o teste de Kruskal-Wallis (p = 0,007). Por outro lado, não foi observada influência do tratamento farmacológico sobre o componente mental da qualidade de vida (p &gt; 0,05). Conclusão O tratamento com condroitina/glicosamina contribuiu para menor declínio do componente físico e não influenciou o componente mental da qualidade de vida de idosos com osteoartrite. <hr/> Aims This study aimed to assess the influence of pharmacotherapy on health-related quality of life of elderly with ostheoarthritis. Methods Longitudinal study involving 91 older adults from both genders (Age: 70.36 ± 5.57 years) from EELO project with self-reported knee or hip ostheoartritis, confirmed by radiographic analysis. Data regarding pharmacotherapy was assessed by a structured questionnaire and the quality of life was analyzed by SF-36 questionnaire at the initial moment and two years thereafter. All domains from quality of life were grouped in physical and mental components for further data analysis. Results A statistically significant decline in both physical and mental components of quality of life was observed (Wilcoxon test, p &lt; 0.05). However, it was observed a slighted decline in physical components in group treated with chondroitin/glucosamine when compared to other groups, according to Kruskal–Wallis test (p = 0.007). On the other hand, it was not observed any influence of pharmacological treatment on mental components of health-related quality of life (p &gt; 0.05). Conclusions Treatment with condroitin/glucosamin contributes to a lower decline in physical component while it had no influence on mental component of health-related quality of life in older adults with ostheoartritis.