Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420150002&lang=en vol. 55 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Pregnancy outcomes in dermatomyositis and polymyositis patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200095&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introdução: Há poucos estudos que descrevem a gravidez em pacientes com dermatomiosite/polimiosite. São, em grande parte, limitados a relatos de casos ou estudos com amostras pequenas. Objetivos: Analisar a gestação em uma grande amostra de pacientes com dermatomiosite/polimiosite e os desfechos naquelas que engravidaram durante ou depois do início da doença. Métodos: Foram analisados 98 pacientes do sexo feminino com miopatias inflamatórias idiopáticas (60 com dermatomiosite e 38 com polimiosite). Elas foram entrevistadas entre junho de 2011 e junho de 2012 para coletar seus antecedentes obstétricos e dados demográficos. Resultados: Tinham antecedentes obstétricos 78 (79,6%) das 98 pacientes. Seis pacientes compolimiosite e nove com dermatomiosite engravidaram após o início da doença. O desfecho da gravidez nessas pacientes foi bom, exceto nos seguintes casos: um de reativação da doença, um de retardo do crescimento fetal, um de diabetes mellitus, um de hipertensão arterial, um de hipotireoidismo e dois de aborto (mesma paciente). Além disso, duas pacientes desenvolveram dermatomiosite durante a gravidez e quatro (duas polimiosite e duas dermatomiosite) durante o período pós-parto, com bom controle a seguir com glucocorticoidese terapia imunossupressora. Conclusões: Os eventos obstétricos adversos estiveram relacionados com as intercorrências clínicas e a gravidez não parece levar especificamente a um pior prognóstico na doença (por exemplo: recidiva). Além disso, a dermatomiosite ou polimiosite de início durante a gestaçãoou no período pós-parto apresentou boa evolução depois do tratamento farmacológico. <hr/> Background: Currently, there are few studies that describe pregnancy in dermatomyositis/polymyositis patients, and they are largely limited to case reports or studies with few samples. Objectives: Therefore, we describe the pregnancy in a large sample of patients with dermatomyositis/polymyositis and to analyze the outcomes in those who became pregnant duringor after disease onset. Methods: The present single-center study analyzed 98 female patients with idiopathic inflammatory myopathies (60 dermatomyositis and 38 polymyositis patients). They wereinterviewed to obtain obstetric antecedent and demographic data from June 2011 to June 2012. Results: Seventy-eight (79.6%) of the 98 patients had obstetric histories. Six polymyositis and 9 dermatomyositis patients became pregnant after disease onset. The pregnancy outcomesin these cases were good, except in the following cases: 1 disease reactivation, 1 intrauterine growth retardation, 1 diabetes mellitus, 1 hypertension, 1 hypothyroidism, and 2 fetal losses (same patient). Moreover, 2 patients developed dermatomyositis during pregnancy and 4 (2 polymyositis and 2 dermatomyositis) during the postpartum period with good control after glucocorticoid and immunosuppressant therapy. Conclusions: The adverse obstetric events were related to clinical intercurrences and thepregnancy does not seem to carry a worse prognosis specifically in disease (for example:disease relapsing). Moreover, dermatomyositis or polymyositis onset during pregnancy orthe postpartum period had good outcome after drug therapy. <![CDATA[Additive effects of zoledronic acid and propranolol on bone density and biochemical markers of bone turnover in osteopenic ovariectomized rats]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200103&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: Este estudo foi desenvolvido para investigar a eficácia e a segurança do ácidozoledrônico (ZOL) e do propranolol (PRO) como monoterapia e terapia combinada em ummodelo de rato com osteoporose pós-menopáusica. Métodos: Ratas Wistar fêmeas foram ovariectomizadas (OVX) ou submetidas à cirurgia simulada (placebo) aos três meses de idade. Doze semanas depois da cirurgia, as ratas foram divididas em seis grupos: (1) placebo + veículo; (2) OVX + veículo; (3) OVX + ZOL (100 µg/kg, dose única intravenosa); (4) OVX + ZOL (50 µg/kg, dose única intravenosa); (5) OVX + PRO (0,1 mg/kg, via subcutânea, cinco dias por semana); (6) OVX + ZOL (50 µg/kg, dose única intravenosa) + PRO (0,1 mg/kg, via subcutânea, cinco dias por semana) durante 12 semanas. Depois do tratamento, testou-se a densidade óssea, a porosidade e a microarquitetura tra-becular dos fêmures. Também foram avaliados marcadores bioquímicos séricos e urinários. Resultados: A terapia combinada com ZOL mais PRO foi mais eficaz em corrigir a diminuição do cálcio sérico e o aumento do nível sérico de fosfatase alcalina e fosfatase ácida resistenteao tartarato do que a monoterapia com ZOL ou PRO. Além disso, a terapia combinada comZOL mais PRO foi mais eficaz em corrigir o aumento dos níveis urinários de cálcio, fósforo ecreatinina do que a monoterapia com ZOL ou PRO. A terapia combinada com ZOL mais PRO também preservou a microarquitetura trabecular e a porosidade do osso cortical. Conclusão: Os resultados sugerem que a terapia combinada com ZOL mais PRO pode ser aabordagem mais eficaz para o tratamento da osteoporose grave em humanos. <hr/> Objectives: The present study was designed to investigate further the efficacy and safety of zoledronic acid (ZOL) and propranolol (PRO) as monotherapy and combination therapy in a rat model of postmenopausal osteoporosis. Methods: Female Wistar rats were ovariectomized (OVX) or sham-operated at 3 months ofage. Twelve weeks post-surgery, rats were randomized into six groups: (1) sham + vehicle; (2) OVX + vehicle; (3) OVX + ZOL (100 뀅g/kg, i.v. single dose); (4) OVX + ZOL (50 뀅g/kg, i.v. single dose); (5) OVX + PRO (0.1 mg/kg, s.c. 5 days per week); (6) OVX + ZOL (50 뀅g/kg, i.v. single dose) + PRO (0.1 mg/kg, s.c. 5 days per week) for 12 weeks. After treatment, femurs were tested for bone density, porosity and trabecular micro-architecture. Biochemical markers in serum and urine were also determined. Results: Combined treatment with ZOL plus PRO corrected the decrease in serum calcium and increase in serum alkaline phosphatase and tartarate resistant acid phosphatase level better than single-drug therapy using ZOL or PRO. Moreover, combined treatment with ZOL plus PRO corrected the increase in urine calcium, phosphorous and creatinine level better than single-drug therapy using ZOL or PRO. Combination therapy using ZOL plus PRO also preserved the trabecular micro-architecture and cortical bone porosity. Conclusion: These data suggest that combined treatment with ZOL plus PRO could be a more effective approach for treating severe osteoporosis in humans. <![CDATA[Assessment of fatigue and dryness in primary Sjögren’s syndrome: Brazilian version of “Profile of Fatigue and Discomfort – Sicca Symptoms Inventory (short form) (PROFAD-SSI-SF)”]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200113&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: Fazer a adaptação transcultural e a validação do Profile of Fatigue and Discomfort – Sicca Symptoms Inventory (short form) (Profad-SSI-SF), questionário que avalia os aspectos subjetivos dos sintomas da síndrome de Sjögren primária (SSp), para a língua portuguesa brasileira. Método: Foi avaliada a equivalência conceitual, de item, semântica e operacional. A versão brasileira do Profad-SSI-SF foi aplicada a 62 mulheres com SSp conforme consenso europeu-americano de 2002 para avaliar a equivalência de mensuração. Foi usado o α-Cronbach para consistência interna; coeficiente de correlação intraclasse (ICC) para reprodutibilidade intraobservador; e coeficiente de correlação de Spearman para validade em comparação com o Patient Global Assessment (PaGA), Eular Sjögren’s Syndrome Patient Reported Index (ESS-PRI), Functional Assessment of Chronic Illness Therapy Fatigue Subscale (Facit-F) e EuroQOL(EQ-5D). Resultados: A consistência interna do Profad, do SSI e da pontuação total foi de 0,80, 0,78 e 0,87, respectivamente. A reprodutibilidade intraobservador do Profad total foi de 0,89; do SSI total de 0,86 e da pontuação total de 0,89. Na validade, o Profad apresentou correlação significativa com o PaGA (r = 0,50), Facit-F (r = 0,59), Esspri (r = 0,58) e todos os domínios do EQ-5D, com exceção da mobilidade. Já o SSI apresentou correlação significativa com o PaGA (r = 0,43), Facit-F (r = 0,57), Esspri (r = 0,55) e a maioria dos domínios do EQ-5D. A pontuação total do Profad-SSI-SF só não obteve correlação estatisticamente significante com o domínio mobilidade e escala 1 a 100 do EQ-D5. <hr/> Objective: To perform a cross-cultural adaptation and validation of the Profile of Fatigue and Discomfort – Sicca Symptoms Inventory (short form) (PROFAD-SSI-SF) questionnaire assessing the subjective aspects of the symptoms of primary Sjögren syndrome (pSS), for the Brazilian Portuguese language. Method: Conceptual, of the item, semantic and operational equivalences were evaluated. The Brazilian version of PROFAD-SSI-SF was administered to 62 women with pSS according to the European-American consensus 2002 to assess measurement equivalence. α-Cronbach was used for internal consistency; intraclass correlation coefficient (ICC) for intraobserver reproducibility; and Spearman correlation coefficient for validity by comparing with Patient Global Assessment (PaGA), EULAR Sjögren’s Syndrome Patient Reported Index (ESSPRI), Functional Assessment of Chronic Illness Therapy Fatigue Subscale (FACIT-F) and EuroQOL(EQ-5D). Results: The internal consistency of PROFAD, SSI and total score was 0.80; 0.78; and 0.87, respectively. The intraobserver reproducibility of total PROFAD was 0.89; of total SSI was 0.86; and total score was 0.89. In terms of validity, PROFAD correlated significantly with PaGA (r = 0.50), FACIT-F (r = 0.59), ESSPRI (r = 0.58) and all domains of EQ-5D, with the exception of Mobility. On the other hand, SSI correlated significantly with PaGA (r = 0.43), FACIT-F (r = 0.57), ESSPRI (r = 0.55) and most domains of EQ-5D. The total score of PROFAD-SSI-SF had a nonstatistically significant correlation only with Mobility domain and with 1–100 range of EQ-5D. <![CDATA[Prevalence of sexual dysfunction among female patients followed in a Brasília Cohort of early rheumatoid arthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200123&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: Determinar a prevalência de disfunção sexual em mulheres com diagnóstico de artrite reumatoide (AR) inicial (menos de um ano de sintomas ao diagnóstico), bem como avaliar a possível associação entre disfunção sexual com atividade da AR e incapacidade funcional. Métodos: Estudo transversal, que avaliou mulheres com diagnóstico de AR inicial, acompanhadas de forma protocolar na coorte Brasília, no Hospital Universitário de Brasília. Dados demográficos, índice de atividade da doença (Disease Activity Score 28 – DAS 28) e dados do questionário de incapacidade funcional (Health Assessment Questionnaire – HAQ) foram obtidos por entrevistas diretas. Usou-se o índice de função sexual feminina (Female Sexual Function Index – FSFI), questionário que contém 19 itens que avaliam seis domínios: desejo sexual, excitação sexual, lubrificação vaginal, orgasmo, satisfação sexual e dor. Resultados: Foram estudadas 68 pacientes, das quais 54 (79,4%) relataram atividade sexual nas últimas quatro semanas. A média de idade foi de 49,7 ± 13,7 anos e a maioria era casada (61,4%). O DAS-28 médio foi de 3,6 ± 1,5 e a média do HAQ foi de 0,7. A prevalência de disfunção sexual (FSFI ≤26) foi de 79,6%. Não houve associação de atividade de doença nem de incapacidade funcional com a ocorrência de disfunção sexual nas pacientes avaliadas. Conclusão: A prevalência de disfunção sexual encontrada neste estudo foi superior à relatado na literatura em mulheres saudáveis. Há necessidade de conhecimento da extensão do problema para oferecer possibilidades terapêuticas adequadas aos pacientes. <hr/> Objective: To determine the prevalence of sexual dysfunction in women diagnosed with early rheumatoid arthritis (RA) (less than one year of symptoms at the time of diagnosis), as well as to evaluate the possible association between sexual dysfunction with AR activity and functional disability. Methods: Cross-sectional study assessing women diagnosed with early RA, accompanied per protocol in the Brasilia Cohort, Hospital Universitário de Brasília. Demographics, disease activity index (Disease Activity Score 28 – DAS 28) and functional disability questionnaire (Health Assessment Questionnaire – HAQ), were obtained by direct interviews. The Female Sexual Function Index (FSFI) was used questionnaire which contains 19 items that assess six domains: sexual desire, sexual arousal, vaginal lubrication, orgasm, sexual satisfaction and pain. Results: 68 patients studied, of whom 54 (79.4%) reported sexual activity in the last four weeks. The participants were 49.7 ± 13.7 (mean ± SD) years old and the majority were married (61.4%). The mean DAS 28 was 3.6 ± 1.5 and the mean HAQ was 0.7. The prevalence of sexual dysfunction (FSFI ≤26) was 79.6%. There was no association of disease activity or of functional disability with the occurrence of sexual dysfunction in the female patients evaluated. Conclusion: The prevalence of sexual dysfunction found in this study was higher than that reported in the literature in healthy women. A knowledge of the extent of the problem is needed to provide adequate therapeutic options for these patients. <![CDATA[Feasibility of measurement of bone turnover markers in female patients with systemic lupus erythematosus]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200133&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: Investigar a viabilidade dos marcadores de remodelação óssea (MRO) na avaliação do metabolismo ósseo em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES), de acordo com as diretrizes da International Osteoporosis Foundation e da International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine. Métodos: O estudo incluiu 43 pacientes do sexo feminino com LES. Foram medidos os níveis séricos de propeptídeo N-terminal do procolágeno tipo I (PINP), telopeptídeo C-terminal do colágeno tipo I (CTX), osteocalcina, HPT, 25(OH)D, anticorpos anticardiolipina, antidsDNA e antinucleossomo. Resultados: Os níveis de PINP e CTX estavam elevados em pacientes com LES com idade &gt; 45, em comparação com aqueles com idade &lt; 45 anos, embora com significância estatística limítrofe (p = 0,05). Foram encontradas correlações entre os MRO: a mais forte foi entre o PINP e a osteocalcina (τ = 0,69, p &lt; 0,05). Encontrou-se que o PINP e a osteocalcina estão correlacionados com o HPT (τ = 0,3, τ = 0,29, respectivamente, p &lt; 0,05). A idade estava correlacionada com o PINP (τ = 0,23, p &lt; 0,05). Valores elevados de PINP foram encontrados em maior frequência do que valores elevados de osteocalcina ou CTX, tanto em pacientes com idade &lt; 45 (p = 0,001) quanto &gt; 45 (p &lt; 0,001). Não houve diferença estatisticamente significativa nos níveis de PINP, osteocalcina ou CTX com relação à estação do ano, nem em todo o grupo de pacientes com LES, nem naqueles com mais ou menos de 45 anos. O uso prévio de glucocorticoides não esteve associado a diferenças nos MRO. Conclusões: O aumento nos MRO no LES parece refletir predominantemente o padrão de remodelação óssea relacionado com a idade. Pode-se esperar que o PINP aumentado seja o desfecho mais comumente encontrado entre os MRO. É necessário incluir melhores diagnósticos de distúrbios ósseos com MRO, feitos de acordo com as normas internacionais de referência, na abordagem de pacientes com LES, além de avaliar a densidade mineral óssea. <hr/> Objective: To investigate the feasibility of bone turnover markers (BTMs) for the assessment of bone metabolism in patients with systemic lupus erythematosus (SLE), according to the guidelines of the International Osteoporosis Foundation and the International Federation of Clinical Chemistry and Laboratory Medicine. Methods: The study included 43 female SLE patients. Serum pro-collagen type I N propeptide (PINP), C-terminal telopeptide of type I collagen (CTX), osteocalcin, PTH, 25(OH)D, anti-cardiolipin, anti-dsDNA, and anti-nucleosome levels were measured. Results: PINP and CTX levels were elevated in SLE patients aged &gt; 45 in comparison to those aged &lt; 45, although with borderline significance (p = 0.05, respectively). Correlations were found between BTMs: the strongest being between PINP and osteocalcin (τ= 0.69, p &lt; 0.05). PINP and osteocalcin were found to be associated with PTH (τ = 0.3, τ = 0.29, respectively, p &lt; 0.05). Age correlated with PINP (τ= 0.23, p &lt; 0.05). Elevated PINP was found more frequently than elevated osteocalcin or CTX, both in patients aged &lt; 45 (p = 0.001) and &gt; 45 (p &lt; 0.001). No significant difference in PINP, osteocalcin or CTX levels was found with respect to season, neither in the entire SLE group, nor in the under-45 or over-45 groups. Previous glucocorticoid treatment was not associated with difference in BTMs. Conclusions: Increased BTMs in SLE appear to predominantly reflect the pattern of bone remodeling related to age. Increased PINP is expected to be the most frequent outcome among BTMs. Better diagnoses of bone disturbances with BTMs performed in accordance with international reference standards need to be included in the approach to SLE patients, in addition to bone mineral density assessment. <![CDATA[Leptin and adiponectin in patients with systemic lupus erythematosus: clinical and laboratory correlations]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200140&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: Avaliar os níveis séricos de leptina e adiponectina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e correlacionar seus níveis com atividade inflamatória, presença de autoanticorpos e manifestações clínicas. Métodos: Foram avaliadas 52 mulheres com LES e 33 mulheres saudáveis. As pacientes foram divididas em dois grupos, o primeiro com LES ativo e o segundo com LES inativo. Foram consideradas em atividade as paciente com Sledai ≥ 3. Os níveis séricos de leptina (ng/mL) e adiponectina (ug/mL) foram medidos por ensaio imunoenzimático. Resultados: Houve diferença significativa nos níveis de leptina entre LES e controle (20,7 ± 17,1 vs. 8,0 ± 5,0 ng/mL, p &lt; 0,001), mas não houve diferença significativa nos níveis de adiponectina (87,5 ± 69,7 vs. 118,1 ± 70,6 ug/mL, p = 0,053). Entre LES inativo e ativo, não houve diferença significativa dos níveis de leptina e adiponectina. Houve uma associação significativa entre os baixos níveis de leptina e positividade para anticardiolipina (aCL) (p = 0,025) eanticoagulante lúpico (LA) (p = 0,003) e uma associação significativa entre níveis elevados deleptina e da presença de manifestação renal (p &lt; 0,001). No entanto, não houve associaçãoentre adiponectina com autoanticorpos e características clínicas nas pacientes. Conclusão: Pacientes com LES apresentaram nível elevado de leptina, com associação aoenvolvimento renal. A leptina e a adiponectina não se correlacionaram com a atividade dadoença. Baixos níveis de leptina foram associados com a presença de LA e aCL. <hr/> Objective: To evaluate the serum levels of leptin and adiponectin in patients with systemic lupus erythematosus (SLE) and correlate their levels with disease activity, presence of autoantibodies and clinical manifestations. Methods 52 women with SLE and 33 healthy women were evaluated. The patients were divided into two groups, the first with active SLE and the second with inactive SLE. Patients with SLEDAI ≥3 were considered active. Serum levels of leptin (ng/mL) and adiponectin (µg/mL) were measured by enzyme immunoassay. Results: There was a significant difference in leptin levels between SLE and controls (20.7 ± 17.1 vs. 8.0 ± 5.0 ng/mL, p &lt; 0.001), but no significant difference in adiponectin levels (87 5 ± 69.7 vs. 118.1 ± 70.6 pg/mL, p = 0.053). No significant difference in levels of leptin and adiponectin was noted between inactive and active SLE groups. There was a significant association between low levels of leptin and positivity for anticardiolipin (aCL) (p = 0.025)and lupus anticoagulant (LA) (p = 0.003) and a significant association between high levelsof leptin and the presence of renal disease (p &lt; 0.001). However, there was no association between adiponectin levels with autoantibodies and clinical features in SLE patients. Conclusion: Patients with SLE had elevated leptin levels, with association with renal involvement. Leptin and adiponectin were not correlated with disease activity. Low levels of leptin have been associated with the presence of LA and aCL. <![CDATA[Infliximab, methotrexate and their combination for the treatment of rheumatoid arthritis: a systematic review and meta-analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200146&lng=en&nrm=iso&tlng=en Foi feita uma revisão sistemática para avaliar a eficácia e a segurança do esquema infliximabe + metotrexato (IFX + MTX) versus MTX isoladamente ou em combinação com outros medicamentos modificadores do curso da doença (MMCD). Pesquisou‐se nas principais bases de dados eletrônicas e na literatura cinzenta e fez‐se uma busca manual. Dois revisores independentes fizeram a seleção, extração de dados e análise da qualidade dos estudos. A metanálise foi feita com o software Review Manager® 5.1. Incluíram‐se nove estudos. O escore médio na escala de Jadad modificada foi de 4,4, mas somente um estudo mostrou baixo risco de viés. O esquema IFX + MTX apresentou melhores respostas nos desfechos clínicos de ACR e do DAS28 por até 54 semanas e na progressão radiográfica por até 104 semanas. As perdas de seguimento decorrentes da falta de eficácia foram menores no grupo IFX + MTX. Não foi observada diferença estatisticamente significante nos eventos adversos. A combinação IFX + MTX é mais eficaz do que o tratamento com MTX isolado ou em combinação com MMCD. Esse esquema apresentou boa tolerabilidade em pacientes previamente tratados com MMCD, não tratados com MTX ou com respostas insuficientes ao MTX. A eficácia do regime IFX + MTX é observada principalmente durante os períodos iniciais do tratamento. Altas doses de IFX foram tão eficazes quanto a dose padrão, mas com a possibilidade maior risco de infecções graves. Recomenda‐se, portanto, que os médicos utilizem a dose padrão de IFX de 3 mg/kg a cada oito semanas.<hr/>We performed a systematic review to evaluate the efficacy and safety of infliximab + methotrexate (IFX + MTX) regimens versus MTX alone or in combination with other disease-modifying anti-rheumatic drugs (DMARDs). We searched through major databases, the grey literature and did a manual search. Two independent reviewers conducted the selection, data extraction and analysis of the quality of the studies. Meta-analysis was conducted using Review Manager® 5.1 software. Nine trials were included. The mean modified Jadad score was 4.4, but only one study showed low risk of bias. IFX + MTX regimen presented better responses in clinical outcomes of ACR and DAS28 by up to 54 weeks, and of radiographic progression by up to 104 weeks. Withdrawals due to lack of efficacy was lower in the IFX + MTX group. No significant difference in adverse events was observed. The IFX + MTX combination is more effective than treatment with MTX alone or DMARDs combination. This regimen presented good tolerability in patients previously treated with DMARDs, not treated with MTX or with insufficient responses to MTX. The efficacy of IFX + MTX is noted primarily during initial periods of treatment. High doses of IFX were as effective as the standard dose, but with possible higher risk of serious infections. Therefore, we advise clinicians to use the standard dose of IFX 3 mg/kg every 8 weeks. <![CDATA[Intensity of anticoagulation in the treatment of thrombosis in the antiphospholipid syndrome: a meta-analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200159&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introdução: A discussão sobre a intensidade de varfarina em pacientes com síndrome antifosfolípide (SAF) permanece presente nos dias atuais. Objetivos: Avaliar qual intensidade de anticoagulação com varfarina está associada com maior redução de eventos tromboembólicos no tratamento de pacientes com SAF, assim como avaliar o risco de hemorragia nas diferentes modalidades de tratamento. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura a partir de busca nas bases de dados eletrônicos: PubMed, LILACS e SciELO, sendo utilizadas as palavras-chave: treatment, warfarin, antiphospholipid syndrome, antiphospholipid antibody syndrome e suas respectivas traduções para o português, em diferentes combinações. Também foi realizada uma meta-análise com auxílio do programa Review Manager 5.2 da Cochrane. Resultados: Apenas dois artigos preencheram os critérios para inclusão neste estudo. Em relação ao principal desfecho avaliado neste trabalho, os dois estudos apresentaram valores similares, demonstrando maior frequência de eventos trombóticos nos grupos de alta intensidade. A análise comparativa dos ensaio clínicos randomizados avaliados demonstrou um risco trombótico aumentado para aqueles pacientes que receberam intervenção com varfarina em alta intensidade. Outro achado da meta-análise foi a maior ocorrência de hemorragia menor também no grupo experimental, que recebeu varfarina mantendo Razão Normalizada Internacional (RNI) &gt; 3. Conclusão: Nos indivíduos com SAF e predominância de eventos venosos, o uso de anticoagulação em moderada intensidade (MI) (RNI: 2-3) está mais indicado. Por outro lado, essa evidência ainda não pode ser estendida aos pacientes com eventos arteriais, pela limitada representação dessa amostra de sujeitos nos dois estudos clínicos incluídos nesta meta-análise. <hr/> Introduction: Discussion about the intensity of warfarin in patients with antiphospholipid syndrome (APS) remains present in our days. Objectives: To evaluate which intensity of anticoagulation with warfarin is associated with a greater reduction of thromboembolic events in the treatment of patients with APS, as well as assess the risk of bleeding in the different treatment modalities. Methodology: A systematic review of the literature was carried out with search from electronic databases: PubMed, LILACS and SciELO, with the use of the key-words: treatment, warfarin, antiphospholipid syndrome, antiphospholipid antibody syndrome and their respective translations into Portuguese, in different combinations. In addition, a meta-analysis with the aid of Review Manager 5.2 software by Cochrane was performed. Results: Only two articles met the inclusion criteria for this study. Regarding the main outcome assessed in this study, the two studies showed similar values, indicating higher frequency of thrombotic events in high-intensity groups. The comparative analysis of the randomized clinical trial evaluated showed an increased thrombotic risk for those patients who received intervention with high-intensity warfarin. Another finding of the meta-analysis was the higher incidence of minor bleeding, also in the experimental group, that received warfarin keeping International Normalized Ratio (INR) &gt; 3. Conclusion: In individuals with APS and prevalence of venous events, the use of moderate intensity (MI) anticoagulation (INR: 2-3) is the most suitable. However, this evidence cannot yet be extended to patients with arterial events, due to the limited representation of this sample of subjects in the two clinical trials included in this meta-analysis. <![CDATA[Effects of muscle stretching exercises in the treatment of fibromyalgia: a systematic review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200167&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: O presente trabalho tem como objetivo sistematizar evidências científicas sobre a utilização dos exercícios de alongamento muscular no tratamento da fibromialgia (FM). Metodologia: Foi realizado a partir de consulta retrospectiva, sem limite cronológico e linguístico, às bases de dados MedLine, LILACS, SciELO e PEDro, além da ferramenta de busca PubMed. A coleta foi realizada por dois revisores independentes, em outubro de 2012, sendo a estratégia de busca formulada por meio do cruzamento de descritores e termos relevantes para o tema nos idiomas inglês, português e espanhol. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECRs) compostos apenas por pacientes com diagnóstico clínico de FM e com exercícios de alongamento muscular como medida terapêutica em pelo menos um dos grupos de intervenção. Os estudos incluídos foram avaliados quanto à qualidade metodológica por meio da escala PEDro, e suas referências bibliográficas, analisadas, para se destacar fontes adicionais. A busca totalizou 6.794 artigos. Cinco artigos foram selecionados, sendo um deles excluído por apresentar baixa qualidade metodológica. A dor foi avaliada por unanimidade. O método e o tempo das intervenções variaram amplamente, houve falta de menção de parâmetros na utilização dos alongamentos e ausência de exames físicos específicos. Resultados: Houve melhora significativa em todos os estudos quanto à dor, além de aspectos relacionados a qualidade de vida e condição física. Conclusão: É evidente a importância do alongamento muscular no tratamento da FM, porém observa-se a necessidade de novos estudos para se estabelecer os reais benefícios da técnica, visto que a maioria dos trabalhos publicados apresenta baixa qualidade metodológica e ausência de padronização quanto ao uso desse recurso. <hr/> Objective: this study has the objective to systematize scientific evidences about the use of muscle stretching exercises in the treatment of FM. Methodology: it was performed from retrospective research without chronological and linguistic limits, at databases of MEDLINE, LILACS, SciELO and PEDro, as well as at PubMed search tool. Data collection was performed by two independent reviewers in October 2012, with the search strategy formulated by crossing descriptors and relevant terms to the topic in English, Portuguese and Spanish languages. Randomized clinical trials, only with patients with a clinical diagnosis of fibromyalgia and muscle stretching exercises as a therapeutic measure at least in one of the intervention groups were included. Included studies were assessed for methodological quality using PEDro scale and their references analyzed to highlight additional sources. The search amounted to an average of 6,794 items. Only five articles were selected, one being excluded because of its low methodological quality. Pain was assessed unanimously. The method and timing of interventions varied widely, there was poor mention of the parameters used in the stretches and absence of specific physical examinations. Results: there was significant improvement in all studies regarding pain, besides as related to quality of life and physical condition. Conclusion: it is clear the importance of muscle stretching in the treatment of FM, however, there is a need for further studies to establish the real benefits of the technique, because the majority of published studies shows low methodological quality and there is a lack of standardization regarding the use of this resource. <![CDATA[Relapsing polychondritis with severe hearing loss]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200174&lng=en&nrm=iso&tlng=en Policondrite recidivante é uma condição rara, imunomediada, caracterizada por episódios de inflamação de estruturas cartilaginosas, principalmente orelhas, nariz, articulações e sistema respiratório. Acomete também estruturas ricas em proteoglicanos como olhos, coração, vasos sanguíneos e ouvido interno. Em torno de 1/3 dos casos apresentam associação com outras doenças como vasculites sistêmicas, doenças do tecido conectivo ou síndrome mielodisplásica. Desordens do ouvido interno ocorrem em 40%-50% dos pacientes. Perda auditiva profunda é rara. O objetivo do estudo foi descrever o caso de uma paciente com diagnóstico de policondrite recidivante associado à perda auditiva severa bilateral e manifestações clínicas de vasculite sistêmica. Este trabalho reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento imediato em caso de manifestações severas da doença.<hr/>Relapsing polychondritis is an uncommon, immune-mediated condition characterized by episodes of inflammation of cartilaginous structures, especially the ears, nose, joints and respiratory tract. RP also affects proteoglycan-rich structures such as the eyes, heart, blood vessels and inner ear. Around one third of cases are associated with other diseases such as vasculitides, connective tissue diseases or myelodysplastic syndrome. Disorders of the inner ear occur in 40–50% of patients. Profound hearing loss is rare. The aim of this study was to describe the case of a patient with relapsing polychondritis associated with severe bilateral hearing loss and clinical manifestations of systemic vasculitis. This study reinforces the importance of an early diagnosis and immediate treatment in case of severe manifestations of the disease. <![CDATA[Antisynthetase Syndrome: two case reports and literature review ]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200177&lng=en&nrm=iso&tlng=en A Síndrome Antissintetase (SAS) é caracterizada por miosite, fenômeno de Raynaud, febre, doença pulmonar intersticial, artropatia e mãos de mecânico associados à presença de anticorpos contra a sintetase do RNAt especialmente anti-Jo-1. Este artigo tem como objetivo revisar a literatura sobre SAS e relatar dois casos, sendo o caso 1 de uma paciente com Polimiosite que desenvolveu, após alguns anos de doença, subluxação da articulação interfalangeana proximal do primeiro quirododáctilo direito, associada a manifestações pulmonares e anti-Jo-1 positivo. O caso 2 é de uma paciente com Dermatomiosite que evoluiu com subluxação dos dois primeiros quirodáctilos, anti-Jo-1 positivo e alterações pulmonares intersticiais na TC de tórax, porém assintomática. Esses casos demonstram a importância do diagnóstico precoce. Os autores descrevem dois casos dessa síndrome rara, enfatizando a sua gravidade do ponto de vista pulmonar e articular.<hr/>Antisynthetase Syndrome (ASS) is characterized by myositis, Raynaud's phenomenon, fever, interstitial lung disease, mechanic's hands and arthropathy associated with the presence of antibodies against tRNA synthetase, especially anti-Jo-1. This article aims to review the literature on ASS and report two cases where the first is a patient with polymyositis who developed subluxation on the proximal interphalangeal joint of bilateral first right finger after a few years of the disease, associated with pulmonary manifestations and positive anti-JO-1. In the second case, we present a patient with dermatomyositis, who developed a subluxation of the two first fingers, anti-Jo1 positive and chest CT changes, but without clinical evidence of pulmonary involvement. These cases reveal the importance of performing early diagnosis. The authors describe two cases of this rare syndrome, emphasizing the severity of interstitial lung disease and arthritis. <![CDATA[Induction of cytoplasmic pattern in the form of "rods and rings" through the treatment of hepatitis C: a case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200181&lng=en&nrm=iso&tlng=en Paciente do sexo feminino, queixando-se de astenia e dor em hipogastro, foi admitida no pronto-socorro do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). Durante a anamnese relatou tratamento de infecção crônica pelo vírus da hepatite C (VHC) com inteferon peguilado e ribavirina. Dentre os exames laboratoriais solicitados, a pesquisa de autoanticorpos contra antígenos celulares (PAAC-HEp-2), conhecido tradicionalmente como fator antinúcleo (FAN), apresentou fluorescência em forma de bastões e/ou anéis no citoplasma das células. Esse padrão é caracterizado por bastões de 3-10 µm e anéis com 2-5 µm de diâmetro espalhados através do citoplasma da célula. Portanto, esse novo padrão tem sido designado como "bastões e anéis" (traduzido do inglês: Rods and Rings, RR). O alvo antigênico dessa reação foi identificado como inosina-5'-monofosfato desidrogenase tipo 2 (IMPDH2) que é uma enzima chave na síntese de nucleotídeos púricos. A enzima IMPDH2 agregada ou modificada em forma de RR nos pacientes tratados com ribavirina pode tornar-se antigênica e induzir uma resposta autoimune. É possível que o interferon alfa estimule a ocorrência de reatividade anti-RR aparentemente induzida pela ribavirina. Até o momento não se sabe por que o padrão RR em células HEp-2 ocorrem apenas em uma fração de pacientes portadores do VHC. Os dados apresentados em trabalhos anteriores possibilitam afirmar que esses anticorpos associados ao padrão RR estão fortemente relacionados com o tratamento da hepatite C. Além disso, pode-se afirmar que a ocorrência de reatividade anti-RR é promovida pela terapia combinada com interferon alfa e ribavirina.<hr/>Female patient, complaining of weakness and pain in hypogastric, was admitted to the emergency department of the University Hospital of the West of Paraná (HUOP). During the interview reported treatment of chronic infection with hepatitis C virus (HCV) with peginterferon and ribavirin. Among the laboratory tests ordered, the search for self-antibodies against cellular antigens, traditionally known as antinuclear factor, showed fluorescence shaped like rods and/or rings in the cytoplasm of cells. This study attempts to clarify the relationship between this pattern not yet completely understood and the clinical picture of the patient. This pattern is characterized by 3–10 µm rods or rings with 2–5 µm in diameter scattered throughout the cytoplasm of the cell. Therefore, this new standard has been designated as "rods and rings" (RR). The antigenic target of this reaction was identified as inosine-5'-monophosphate dehydrogenase type 2 (IMPDH2) which is a key enzyme in the synthesis of purine nucleotides. The IMPDH2 enzyme aggregated or modified shaped RR in those patients treated with ribavirin may become antigenic and induce an autoimmune response. It is possible that interferon alpha stimulates the occurrence of anti-RR reactivity apparently induced by ribavirin. So far it is not known why the standard RR in HEp2 cells occurs only in a fraction of patients with HCV. Previous studies presented in this paper allow affirming that these antibodies associated with the standard RR are strongly related to hepatitis C. Moreover, it can be stated that the occurrence of anti-RR reactivity is promoted by combination therapy with interferon and ribavirin. <![CDATA[Parvovirus B19 infection as a cause of acute myositis in an adult]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200185&lng=en&nrm=iso&tlng=en A infecção pelo Parvovírus B19 costuma ser assintomática, mas as expressões clínicas podem incluir crise aplástica transitória, eritema infeccioso, hidropisia fetal não imune e aplasia crônica da série vermelha. Esse vírus também se associa à artrite reumatoide e a outras doenças autoimunes do tecido conjuntivo; entretanto, não conseguimos identificar na literatura nenhum caso de miosite aguda em adulto desenvolvida depois de infecção pelo Parvovírus B19. Por essa razão, gostaríamos de apresentar um caso raro de miosite aguda desenvolvida depois de infecção pelo Parvovírus B19. Nos pacientes que apresentam sintomas de febre, rash nas pernas e miosite, devem ser consideradas as infecções virais, como a causada pelo Parvovírus B19.<hr/>Parvovirus B19 infection is often asymptomatic, but clinical expressions may include transient aplastic crisis, erythema infectiosum, non-immune hydrops fetalis, and chronic red cell aplasia. This virus has also been associated with rheumatoid arthritis and other autoimmune connective tissue diseases; however, we could not identify any acute adult myositis case developed after a Parvovirus B19 infection in the literature. For this reason, we would like to present a rare case of acute myositis developed after Parvovirus B19 infection. In patients presenting with symptoms of fever, rash on the legs and myositis, viral infections such as Parvovirus B19 should be kept in mind. <![CDATA[Temporomandibular disorders in fibromyalgia syndrome: a short-communication]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200189&lng=en&nrm=iso&tlng=en A síndrome da fibromialgia (SFM) é uma síndrome dolorosa crônica. A coexistência de uma condição dolorosa causada pela disfunção temporomandibular (DTM) e pela SFM tem sido frequentemente descrita por vários estudos. No entanto, a hipótese mais provável é que um conjunto de características da SFM pode levar ao aparecimento de sintomas de DTM e elas não são apenas condições coexistentes. Por isso, o objetivo deste estudo é apresentar uma revisão da literatura sobre a relação entre a fibromialgia e os sinais e sintomas da disfunção temporomandibular. Para este fim, fez-se uma pesquisa bibliográfica que envolveu o período de 1990 a 2013 nas bases de dados Medline, Pubmed, Lilacs e Scielo. Foram usadas as palavras-chave fibromialgia, disfunção temporomandibular e dor facial. Neste trabalho, apresenta-se um conjunto de achados da literatura que mostram que a fibromialgia pode levar a sintomas de DTM. Estes estudos mostraram um maior envolvimento do sistema estomatognático na SFM e que os distúrbios miogênicos do sistema mastigatório são os mais comumente encontrados nesses pacientes. A SFM parece ter uma série de características que constituem fatores predisponentes e desencadeantes para a DTM.<hr/>Fibromyalgia syndrome (FMS) is a chronic painful syndrome and the coexistence of a painful condition caused by Temporomandibular Disorders (TMD) and FMS has been frequently raised for several studies; however, a more likely hypothesis is that a set of FMS characteristics may lead to the onset of TMD symptoms and they are not merely coexisting conditions. Therefore, our aim is presenting a review of literature about the relation between fibromyalgia and the signs and symptoms of temporomandibular disorders. For this purpose, a bibliographic search was performed for the period of 1990–2013, in the Medline, Pubmed, Lilacs and Scielo databases, using the keywords fibromyalgia, temporomandibular disorders and facial pain. Here we present a set of findings in the literature showing that fibromyalgia can lead to TMD symptoms. These studies demonstrated greater involvement of the stomatognathic system in FMS and myogenic disorders of masticatory system are most commonly found in those patients. FMS appears to have a series of characteristics that constitute predisposing and triggering factors for TMD. <![CDATA[Influence of climacteric on sexual dysfunctions in women with rheumatic diseases]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000200195&lng=en&nrm=iso&tlng=en A síndrome da fibromialgia (SFM) é uma síndrome dolorosa crônica. A coexistência de uma condição dolorosa causada pela disfunção temporomandibular (DTM) e pela SFM tem sido frequentemente descrita por vários estudos. No entanto, a hipótese mais provável é que um conjunto de características da SFM pode levar ao aparecimento de sintomas de DTM e elas não são apenas condições coexistentes. Por isso, o objetivo deste estudo é apresentar uma revisão da literatura sobre a relação entre a fibromialgia e os sinais e sintomas da disfunção temporomandibular. Para este fim, fez-se uma pesquisa bibliográfica que envolveu o período de 1990 a 2013 nas bases de dados Medline, Pubmed, Lilacs e Scielo. Foram usadas as palavras-chave fibromialgia, disfunção temporomandibular e dor facial. Neste trabalho, apresenta-se um conjunto de achados da literatura que mostram que a fibromialgia pode levar a sintomas de DTM. Estes estudos mostraram um maior envolvimento do sistema estomatognático na SFM e que os distúrbios miogênicos do sistema mastigatório são os mais comumente encontrados nesses pacientes. A SFM parece ter uma série de características que constituem fatores predisponentes e desencadeantes para a DTM.<hr/>Fibromyalgia syndrome (FMS) is a chronic painful syndrome and the coexistence of a painful condition caused by Temporomandibular Disorders (TMD) and FMS has been frequently raised for several studies; however, a more likely hypothesis is that a set of FMS characteristics may lead to the onset of TMD symptoms and they are not merely coexisting conditions. Therefore, our aim is presenting a review of literature about the relation between fibromyalgia and the signs and symptoms of temporomandibular disorders. For this purpose, a bibliographic search was performed for the period of 1990–2013, in the Medline, Pubmed, Lilacs and Scielo databases, using the keywords fibromyalgia, temporomandibular disorders and facial pain. Here we present a set of findings in the literature showing that fibromyalgia can lead to TMD symptoms. These studies demonstrated greater involvement of the stomatognathic system in FMS and myogenic disorders of masticatory system are most commonly found in those patients. FMS appears to have a series of characteristics that constitute predisposing and triggering factors for TMD.