Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420160003&lang=en vol. 56 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Neuropsychiatric manifestations in autoimmune diseases]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300189&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Sensory disturbance and polyneuropathy in rheumatoid arthritis patients with foot deformity]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300191&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Introduction Our aim in this study was to present the results of sensory evaluation tests and electrophysiological evaluations in rheumatoid arthritis (RA) patients with foot deformity and to determine their relation with general health status and lower extremity functionality. Materials and methods Fifty-one patients with RA diagnosis and foot deformity were included in the study. Demographic and disease characteristics of the patients were recorded, and a detailed neurological examination was performed. Superficial sensation, pain, heat, vibration, and two-point discrimination sensation were evaluated in each foot, and their sum was used to determine the sensory deficits index (SDI) of 0–10. The presence of polyneuropathy was evaluated with electrophysiological methods. The Health Assessment Questionnaire and mobility and walking subscales of the Arthritis Impact Measurement Scales-2 were used to assess general health status and lower extremity functionality, respectively. According to the sensory examination and electromyography results, patients were compared in terms of their general health status and lower extremity functional status. Results Sensory disturbance was detected in 39 patients (74%) during the examination; however, 27 patients (52.9%) had polyneuropathy determined electrophysiologically. In patients with sensory deficits, statistically significant deterioration was detected in general health and foot functionality, including mobility and walking, when compared to patients with a normal sensory evaluation. Conclusions Even in the presence of normal electrophysiological tests, sensory dysfunction alone seems to be associated with severe disability in general health status and foot functionality when compared to patients with a normal sensory examination.<hr/>Resumo Introdução O objetivo deste estudo foi apresentar os resultados dos testes de avaliação sensitiva e do exame eletrofisiológico em pacientes com artrite reumatoide (AR) com deformidade do pé e determinar a sua relação com o estado geral de saúde e o aspecto funcional dos membros inferiores. Materiais e métodos Foram incluídos no estudo 51 pacientes com diagnóstico de AR e deformidade do pé. Foram registradas as características demográficas e da doença de cada indivíduo e foi feito um exame neurológico detalhado. Foi avaliada a sensibilidade superficial, dolorosa, térmica e vibratória e aplicado o teste de discriminação de dois pontos em cada um dos pés. A soma dos escores foi usada para determinar o índice de déficits sensitivos (IDS) de 0‐10. A presença de polineuropatia foi avaliada com métodos eletrofisiológicos. Foram usados o Health Assessment Questionnaire e as subescalas mobilidade e deambulação da Arthritis Impact Measurement Scales‐2 para avaliar o estado geral de saúde e o aspecto funcional de membros inferiores, respectivamente. De acordo com os resultados dos exames de eletromiografia e de sensibilidade, os pacientes foram comparados em relação ao seu estado geral de saúde e estado funcional de membros inferiores. Resultados Foram detectados distúrbios sensitivos em 39 pacientes (74%) durante o exame; contudo, 27 (52,9%) tinham polineuropatia determinada eletrofisiologicamente. Em pacientes com déficits sensitivos, foi detectada deterioração estatisticamente significativa no estado geral de saúde e no aspecto funcional do pé, inclusive na mobilidade e deambulação, quando comparados com os pacientes com uma avaliação sensitiva normal. Conclusão Mesmo na presença de testes eletrofisiológicos normais, a disfunção sensitiva isolada parece estar associada a incapacidade grave no estado geral de saúde e ao aspecto funcional do pé em comparação com pacientes com um exame sensitivo normal. <![CDATA[Influence of medical care in the quality of life (WHOQOL-100) of women living with systemic lupus erythematosus]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300198&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Lupus requires careful treatment by medical specialists. This study aimed to evaluate the quality of life of patients living with Systemic Lupus Erythematosus (SLE). The method approached women with a confirmed diagnosis of SLE under medical supervision in a University hospital outpatient clinic or in a private clinic. We used an instrument containing relevant information of the patient and also the Portuguese version of the World Health Organization Quality of Life Group (WHOQOL-100) questionnaire. The study population consisted of 39 women, married in their majority (56.4%); prevalently aged 37–60 years old; prevalence of diagnosis time over five years (66.7%); and in use of less than 5 medications (69.2%). 92.3% had the disease inactive with higher means in mobility (p = 0.0463) and quality of life (p = 0.0199) facets; on the other hand, the physical safety and security facet (p = 0.0093) showed higher mean for people with active disease. Health and social care analysis showed availability and quality (p = 0.0434), even when with other associated diseases (33.3%); and the highest means were Dependence on medicinal substances and medical aids (p = 0.0143). The negative results for associated diseases were higher in sexual activity (p = 0.0431) and transportation (p = 0.0319) facets. In conclusion: if women living with SLE receive continuous medical attention, they will enjoy good quality of life, while minimizing the complications inherent in this condition.<hr/>RESUMO O lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especialistas. Este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES). O método abordou mulheres com diagnóstico confirmado de LES sob acompanhamento médico em ambulatório de hospital escola ou particular. Usou-se instrumento que continha informações relevantes do paciente e a versão em português do instrumento de pesquisa World Health Organization Quality of Life Group (WHOQOL-100). A população estudada perfez 39 mulheres, na sua maioria casadas (56,4%); com idade prevalente de 37 a 60 anos; tempo de diagnóstico prevalente maior de cinco anos (66,7%); uso de menos de cinco medicamentos (69,2%). Obteve-se que 92,3% estavam com a doença controlada com médias maiores nas facetas mobilidade (p = 0,0463) e qualidade de vida (p = 0,0199). Já a faceta segurança física e proteção (p = 0,0093) apresentou média maior para pessoas com a doença em estado ativado. As análises de cuidados de saúde e sociais apresentaram disponibilidade e qualidade (p = 0,0434) mesmo com outras patologias associadas (33,3%) e as maiores médias foram dependência de medicação ou de tratamentos (p = 0,0143). Os resultados negativos para doença associada foram maiores nas facetas atividade sexual (p = 0,0431) e transporte (p = 0,0319). Conclui-se que se a mulher com LES receber atenção médica de forma continua apresentará qualidade de vida que minimizará as complicações inerentes a essa patologia. <![CDATA[On lupus, vitamin D and leukopenia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300206&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Introdução A regulação imune está entre os efeitos não calcêmicos da vitamina D. Assim, essa vitamina pode influenciar em doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico (LES). Objetivos Estudar a prevalência da deficiência de vitamina D no LES e sua associação com o perfil clínico, sorológico e de tratamento, bem como com a atividade da doença. Métodos Mensuraram‐se os níveis séricos de OH‐vitamina D3 em 153 pacientes com LES e 85 controles. Os dados sobre o perfil clínico, sorológico e de tratamento de pacientes com lúpus foram obtidos por meio da revisão de prontuários. Simultaneamente à determinação da vitamina D, foi feito um hemograma e foi aplicado o Sledai (SLE disease activity índex [índice de atividade da doença no LES]). Resultados Os pacientes com LES tinham níveis mais baixos de vitamina D do que os controles (p = 0,03). Na análise univariada, a vitamina D sérica esteve associada à leucopenia (p = 0,02) e ao uso de ciclofosfamida (p = 0,007) e metotrexato (p = 0,03). Foi verificada uma correlação negativa com a dose de prednisona (p = 0,003). Não foi encontrada associação com a atividade da doença medida pelo Sledai (p = 0,88). Em um estudo de regressão múltipla, somente a leucopenia permaneceu como uma associação independente (B = 4,04; p = 0,02). Também foi encontrada correlação negativa do nível sérico de vitamina D com os granulócitos (p = 0,01), mas não com a contagem de linfócitos (p = 0,33). Conclusão Os pacientes com LES têm mais deficiência de vitamina D do que os controles. Essa deficiência não está associada com a atividade da doença, mas com a leucopenia (granulocitopenia).<hr/>Resumo Introdução A regulação imune está entre os efeitos não calcêmicos da vitamina D. Assim, essa vitamina pode influenciar em doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso sistêmico (LES). Objetivos Estudar a prevalência da deficiência de vitamina D no LES e sua associação com o perfil clínico, sorológico e de tratamento, bem como com a atividade da doença. Métodos Mensuraram‐se os níveis séricos de OH‐vitamina D3 em 153 pacientes com LES e 85 controles. Os dados sobre o perfil clínico, sorológico e de tratamento de pacientes com lúpus foram obtidos por meio da revisão de prontuários. Simultaneamente à determinação da vitamina D, foi feito um hemograma e foi aplicado o Sledai (SLE disease activity índex [índice de atividade da doença no LES]). Resultados Os pacientes com LES tinham níveis mais baixos de vitamina D do que os controles (p = 0,03). Na análise univariada, a vitamina D sérica esteve associada à leucopenia (p = 0,02) e ao uso de ciclofosfamida (p = 0,007) e metotrexato (p = 0,03). Foi verificada uma correlação negativa com a dose de prednisona (p = 0,003). Não foi encontrada associação com a atividade da doença medida pelo Sledai (p = 0,88). Em um estudo de regressão múltipla, somente a leucopenia permaneceu como uma associação independente (B = 4,04; p = 0,02). Também foi encontrada correlação negativa do nível sérico de vitamina D com os granulócitos (p = 0,01), mas não com a contagem de linfócitos (p = 0,33). Conclusão Os pacientes com LES têm mais deficiência de vitamina D do que os controles. Essa deficiência não está associada com a atividade da doença, mas com a leucopenia (granulocitopenia). <![CDATA[Ozone decreases sperm quality in systemic lupus erythematosus patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300212&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To investigate the deleterious effects of air pollutants exposure in the Sao Paulo metropolitan region on semen quality in systemic lupus erythematosus (SLE). Methods A seven-years longitudinal repeated-measures panel study was performed at the Laboratory of Experimental Air Pollution and Rheumatology Division. Two semen samples from 28 post-pubertal SLE patients were analyzed. Daily concentrations of air pollutants exposure: PM10, SO2, NO2, ozone, CO, and meteorological variables were evaluated on 90 days before each semen collection dates using generalized estimating equation models. Results Intravenous cyclophosphamide (IVCYC) and ozone had an association with a decrease in sperm quality of SLE patients. IVCYC was associated with decreases of 64.3 million of spermatozoa/mL (95% CI 39.01–89.65; p = 0.0001) and 149.14 million of spermatozoa/ejaculate (95% CI 81.93–216.38; p = 0.017). With regard to ozone, the most relevant adverse effects were observed from lags 80–88, when the exposure to an interquartile range increase in ozone 9-day moving average concentration led to decreases of 22.9 million of spermatozoa/mL (95% CI 5.8–40.0; p = 0.009) and 70.5 million of spermatozoa/ejaculate (95% CI 12.3–128.7; p = 0.016). Further analysis of 17 patients that never used IVCYC showed association between exposure to ozone (80–88 days) and decrease of 30.0 million of spermatozoa/mL (95% CI 7.0–53.0; p = 0.011) and 79.0 million of spermatozoa/ejaculate (95% CI 2.1–155.9; p = 0.044). Conclusion Ozone and IVCYC had a consistent adverse effect on semen quality of SLE patients during spermatogenesis. Minimizing exposure to air pollution should be taken into account, especially for patients with chronic systemic inflammatory diseases living in large cities.<hr/>Resumo Objetivo Investigar os efeitos deletérios da exposição aos poluentes do ar na Região Metropolitana de São Paulo sobre a qualidade do sêmen de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES). Métodos Foi feito um estudo longitudinal de painel com medidas repetidas de sete anos no Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental e Reumatologia. Foram analisadas duas amostras de sêmen de 28 pacientes com LES pós‐púberes. Foram avaliadas as concentrações diárias de exposição aos poluentes do ar PM10, SO2, NO2, ozônio e CO e variáveis meteorológicas 90 dias antes de cada data de coleta de sêmen com o uso do método de equações de estimativas generalizadas. Resultados A ciclofosfamida intravenosa (CICIV) e o ozônio estiveram associados a uma diminuição na qualidade do sêmen dos pacientes com LES. A CICIV esteve associada a um decréscimo de 64,3 milhões de espermatozoides/mL (IC 95% 39,01‐89,65; p = 0,0001) e 149,14 milhões de espermatozoides/ejaculado (IC 95% 81,93‐216,38; p = 0,017). Em relação ao ozônio, os efeitos adversos mais relevantes foram observados entre os lags (intervalo de tempo) 80 e 88, quando a exposição a uma concentração média de ozônio um intervalo interquartil maior em nove dias móveis levou a um decréscimo de 22,9 milhões de espermatozoides/mL (IC 95% 5,8‐40; p = 0,009) e 70,5 milhões de espermatozoides/ejaculado (IC 95% 12,3‐128,7; p = 0,016). Uma análise mais aprofundada dos 17 pacientes que nunca usaram CICIV mostrou associação entre a exposição ao ozônio (80‐88 dias) e o decréscimo de 30 milhões de espermatozoides/mL (IC 95% 7‐53; p = 0,011) e 79 milhões de espermatozoides/ejaculado (IC 95% 2,1‐155,9; p = 0,044). Conclusão O ozônio e a CICIV tiveram um efeito adverso consistente sobre a qualidade do sêmen de pacientes com LES durante a espermatogênese. Deve‐se considerar a minimização da exposição à poluição do ar, especialmente para pacientes com doenças inflamatórias sistêmicas crônicas que vivem nas grandes cidades. <![CDATA[Mild and moderate Mannose Binding Lectin deficiency are associated with systemic lupus erythematosus and lupus nephritis in Brazilian patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300220&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective The potential association of mannose binding lectin (MBL) deficiency and systemic lupus erythematosus (SLE) has been investigated in several studies, but results have been mixed. One explanation for the conflicting results could be differences in ethnic background of study subjects. In this study we investigated the association of MBL deficiency and SLE in a large cohort of Brazilian SLE patients and controls. Methods Serum MBL and Complement levels were determined for 286 Brazilian adult SLE patients and 301 healthy Brazilian adults as controls. MBL deficiency was classified as mild (&lt;1000 and ≥500 µg/L), moderate (&lt;500 and ≥100 µg/L) or severe (&lt;100 µg/L). Results SLE patients presented higher frequency of mild and moderate MBL deficiency compared to controls. SLE patients with MBL deficiency presented higher frequency of lupus nephritis compared to those without MBL deficiency. MBL deficiency was not associated with any other clinical manifestation, use of immunosuppressant therapy, disease activity, disease severity serum or Complement levels. Conclusion This study shows that an association between MBL deficiency and SLE does exist in the Brazilian population. We also found an association between MBL deficiency and lupus nephritis. These findings support the hypothesis that MBL deficiency contributes to the development of SLE and lupus nephritis.<hr/>Resumo Objetivo Vários estudos já investigaram a potencial associação entre a deficiência de lectina de ligação a manose (LLM) e o lúpus eritematoso sistêmico (LES), mas os resultados obtidos são controversos. Uma explicação para esses resultados conflitantes poderia estar nas diferenças étnicas dos indivíduos estudados. Este estudo investigou a associação entre a deficiência de LLM e o LES em uma grande coorte de pacientes brasileiros com LES e controles. Métodos Determinaram-se os níveis séricos de LLM e complemento em 286 pacientes adultos brasileiros com LES e 301 adultos brasileiros saudáveis que atuaram como controles. A deficiência de LLM foi classificada como leve (&lt; 1000 e ≥ 500 µg/L), moderada (&lt; 500 e ≥ 100 µg/L) ou grave (&lt; 100 µg/L). Resultados Os pacientes com LES apresentaram maior frequência de deficiências leve e moderada de LLM em relação aos controles. Os pacientes com LES com deficiência de LLM apresentaram maior frequência de nefrite lúpica em comparação com aqueles sem deficiência de LLM. A deficiência de LLM não esteve associada a qualquer outra manifestação clínica, uso de terapia imunossupressora, atividade da doença, gravidade da doença ou níveis séricos de complemento. Conclusão Este estudo mostra que há uma associação entre a deficiência de LLM e o LES na população brasileira. Encontrou-se também uma associação entre a deficiência de LLM e a nefrite lúpica. Esses resultados apoiam a hipótese de que a deficiência de LLM contribui para o desenvolvimento do LES e da nefrite lúpica. <![CDATA[Alcohol, smoking and illicit drug use in pediatric systemic lupus erythematosus patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300228&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To evaluate alcohol, smoking and/or illicit drug use, and history of bullying in adolescent childhood-onset systemic lupus erythematosus and healthy controls. Methods 174 adolescents with pediatric rheumatic diseases were selected. All of the 34 childhood-onset systemic lupus erythematosus patients and 35 healthy controls participated in this study. A cross-sectional study included demographic/anthropometric data and puberty markers assessments; structured questionnaire and CRAFFT screening interview. Results McNemar tests indicated an excellent test–retest reliability of the structured questionnaire (p = 1.0). The median current age was similar between childhood-onset systemic lupus erythematosus patients and controls [15 (12–18) vs. 15 (12–18) years, p = 0.563]. The median of menarche age was significantly higher in childhood-onset systemic lupus erythematosus patients compared to controls [12 (10–15) vs. 11.5 (9–15) years, p = 0.041], particularly in those that lupus had occurred before first menstruation [13 (12–15) vs. 11.5(9–15) years, p = 0.007]. The other puberty marker and sexual function parameters were similar in both groups (p &gt; 0.05). Alcohol use was similar in both childhood-onset systemic lupus erythematosus patients and controls (38% vs. 46%, p = 0.628). A trend of lower frequency of CRAFFT score ≥2 (high risk for substance abuse/dependence) was evidenced in childhood-onset systemic lupus erythematosus patients compared to controls (0% vs. 15%, p = 0.053). Bullying was reported similarly for the two groups (43% vs. 44%, p = 0.950). Further analysis in lupus patients regarding alcohol/smoking/illicit drug use showed no differences in demographic data, puberty markers, history of bullying, sexual function, contraceptive use, disease activity/damage scores, clinical/laboratorial features and treatments (p &gt; 0.05). Conclusion This study showed high frequencies of early alcohol use in lupus adolescents and healthy controls, despite of a possible low risk for substance abuse/dependence in childhood-onset systemic lupus erythematosus patients.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar o uso de álcool, tabaco e/ou drogas ilícitas e a história de bullying entre adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico pediátrico (LES-i) e controles saudáveis. Métodos Selecionaram-se 174 adolescentes com doenças reumatológicas pediátricas. Todos os 34 pacientes com LES-i e 35 controles saudáveis participaram deste estudo. Um estudo transversal incluiu avaliações de dados demográficos/antropométricos e marcadores da puberdade, um questionário estruturado e a entrevista de triagem Crafft. Resultados Testes de McNemar indicaram uma excelente confiabilidade teste-reteste do questionário estruturado (p = 1,0). A idade média atual foi semelhante entre pacientes com LES-i e controles [15 (12 a 18) vs. 15 (12 a 18) anos, p = 0,563]. A mediana da idade na menarca foi significativamente maior em pacientes com LES-i em comparação com os controles [12 (10 a 15) vs. 11,5 (9 a 15) anos, p = 0,041], particularmente naquelas em quem o lúpus ocorreu antes da primeira menstruação [13 (12 a 15) vs. 11,5 (9 a 15) anos, p = 0,007]. Os outros marcadores da puberdade e parâmetros de função sexual foram similares nos dois grupos (p &gt; 0,05). O uso de álcool foi semelhante entre pacientes com LES-i e controles (38% vs. 46%, p = 0,628). Evidenciou-se uma tendência de menor frequência de pontuação ≥ 2 no Crafft (alto risco para uso abusivo/dependência de substâncias) em pacientes com LES-i em comparação com os controles (0% vs. 15%, p = 0,053). O bullying foi relatado em frequência semelhante nos dois grupos (43% vs. 44%, p = 0,950). Uma análise mais aprofundada em relação ao uso de álcool/tabaco/drogas ilícitas em pacientes com lúpus não mostrou diferenças nos dados demográficos, marcadores da puberdade, história de bullying, função sexual, uso de anticoncepcionais, escores de atividade/danos da doença, características clínicas/laboratoriais e tratamentos (p &gt; 0,05). Conclusão Este estudo mostrou uma alta frequência de uso precoce de álcool em adolescentes com lúpus e controles saudáveis, apesar de um possível baixo risco para uso abusivo/dependência de substâncias em pacientes com LES-i. <![CDATA[Hepatitis C virus antibodies in high risk juvenile onset systemic lupus erythematosus]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300235&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To evaluate the prevalence of hepatitis C virus (HCV) infection in high risk juvenile systemic lupus erythematosus (JSLE). Study design Forty low income JSLE patients (6M:34F; mean age 19 ± 4.4 yrs; mean disease duration 6 ± 3.2 yrs) were studied. Twenty healthy children and adolescents matched for social economical level were included as controls. Anti-HCV tests were performed using a third generation microparticle enzyme immunoassay. Inclusion criterion was low social economical level. Results The frequencies of anti-HCV antibody were low and comparable between JSLE and control group (2.5% vs. 0, p = 1.0). JSLE patients had significantly more risk factors for HCV infection compared to the control group, including immunosuppressive treatment (90% vs. 0, p &lt; 0.0001), hospitalization (50% vs. 12.5%, p = 0.0006) and invasive procedures (47.5% vs. 12.5%, p = 0.001). Conclusions The observed low frequency of anti-HCV antibodies in high risk JSLE suggests that this virus does not seem to have a relevant role in the pathogenesis of this disease.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar a prevalência de infecção pelo vírus da hepatite C (VHC) em pacientes de alto risco com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil (LESJ). Desenho do estudo Foram estudados 40 pacientes de baixa renda com LESJ (6 H: 34 M, com média de 19 ± 4,4 anos; duração média da doença de 6 ± 3,2 anos). Incluíram-se no grupo controle 20 crianças e adolescentes saudáveis pareados por nível socioeconômico. Fizeram-se testes anti-VHC com um ensaio imunoenzimático de micropartículas de terceira geração. O critério de inclusão foi o baixo nível socioeconômico. Resultados As frequências de anticorpos anti-VHC foram baixas e comparáveis entre os grupos LESJ e controle (2,5% versus 0, p = 1). Os pacientes com LESJ tinham significativamente mais fatores de risco para infecção por VHC em comparação com o grupo controle, incluindo tratamento imunossupressor (90% versus 0, p &lt; 0,0001), internação (50% versus 12,5%, p = 0,0006) e procedimentos invasivos (47,5% versus 12,5%, p = 0,001). Conclusões A baixa frequência de anticorpos anti-VHC observada nos pacientes de alto risco com LESJ sugere que esse vírus não parece ter um papel relevante na patogênese dessa doença. <![CDATA[Myelopathy in systemic lupus erythematosus: clinical, laboratory, radiological and progression findings in a cohort of 1,193 patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300240&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To describe clinical, laboratory, radiological and progression characteristics of myelopathy in systemic lupus erythematosus (SLE). Patients and methods A retrospective analysis was performed on a cohort of 1193 patients with SLE (ACR criteria) in order to identify patients with myelopathy (neuropsychiatric ACR). Disease activity was assessed by the SLE activity index (SLEDAI) on the date of the event and functional capacity was assessed by the Expanded Disability Status Scale (EDSS) at the last visit. Results We identified 14 (1.2%) patients with myelopathy. All were women with a mean age of 30 ± 11.5 years. Myelopathy occurred at the diagnosis of SLE in four (28%) patients; and nine (64%) patients had another type of neuropsychiatric manifestation associated. Neurological recurrence was observed in one (7%) patient. Disease activity was observed in 2 (14%) patients. Cerebrospinal fluid presented pleocytosis on 7 (53%) patients; antiphospholipid antibodies were positive in 5 (45%). Magnetic resonance imaging (MRI) showed T2 hyperintensity with a predominance of longitudinal involvement in 6 (86%) patients. Most were treated with intravenous corticosteroids and cyclophosphamide. No patient had full recovery and four (36%) had high EDSS scores. Three (21%) patients died from sepsis early in the course of their myelopathy, during or after immunosuppressive therapy. Conclusions Myelopathy occurred in 14 (1.2%) of the patients in our cohort and this may be the first manifestation of the disease occurring independently of systemic disease activity. Although rare, myelopathy shows great morbidity and mortality, can be recurrent and MRI is critical for diagnosis.<hr/>Resumo Objetivo Descrever características clínicas, laboratoriais, radiológicas e evolutivas de mielopatia no lúpus eritematoso sistêmico (LES). Pacientes e métodos Foi feita análise retrospectiva de uma coorte de 1.193 pacientes com LES (critérios ACR) para identificar os pacientes com mielopatia (ACR neuropsiquiátrico). A atividade de doença foi analisada pelo Índice de Atividade do LES (Sledai) na data do evento e a capacidade funcional pela Escala Expandida do Estado de Incapacidade (EDSS) na última consulta. Resultados Foram identificados 14 (1,2%) pacientes com mielopatia. Todas eram mulheres com média de 30 anos (DP ± 11,5 anos). A mielopatia ocorreu no diagnóstico do LES em quatro (28%) e em nove (64%) havia outro tipo de manifestação neuropsiquiátrica associada. Recorrência do quadro neurológico foi observado em uma (7%) paciente. Atividade de doença foi observada em dois (14%) pacientes. O líquido cefalorraquidiano apresentava pleocitose em sete (53%) pacientes anticorpos antifosfolípides eram positivos em cinco (45%). A ressonância magnética (RM) demonstrou hipersinal em T2 com predomínio do comprometimento longitudinal em seis (86%) pacientes. A maioria foi tratada com corticosteroides e ciclofosfamida endovenosos. Nenhuma paciente teve completa recuperação e quatro (36%) tinham escores altos da EDSS. Óbito foi observado em três (21%) durante episódio de mielopatia, por septicemia durante ou após terapia imunossupressora. Conclusões A mielopatia ocorreu em 14 (1,2%) dos pacientes da nossa coorte e pode ser a primeira manifestação da doença e ocorrer independentemente de atividade sistêmica da doença. Embora rara, é de grande morbimortalidade, pode ser recorrente e a RM é fundamental para o diagnóstico. <![CDATA[Association between academic performance and cognitive dysfunction in patients with juvenile systemic lupus erythematosus]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300252&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To determine whether there is an association between the profile of cognitive dysfunction and academic outcomes in patients with juvenile systemic lupus erythematosus (JSLE). Methods Patients aged ≤18 years at the onset of the disease and education level at or above the fifth grade of elementary school were selected. Cognitive evaluation was performed according to the American College of Rheumatology (ACR) recommendations. Symptoms of anxiety and depression were assessed by Beck scales; disease activity was assessed by Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI); and cumulative damage was assessed by Systemic Lupus International Collaborating Clinics (SLICC). The presence of autoantibodies and medication use were also assessed. A significance level of 5% (p &lt; 0.05) was adopted. Results 41 patients with a mean age of 14.5 ± 2.84 years were included. Cognitive dysfunction was noted in 17 (41.46%) patients. There was a significant worsening in mathematical performance in patients with cognitive dysfunction (p = 0.039). Anxiety symptoms were observed in 8 patients (19.51%) and were associated with visual perception (p = 0.037) and symptoms of depression were observed in 1 patient (2.43%). Conclusion Patients with JSLE concomitantly with cognitive dysfunction showed worse academic performance in mathematics compared to patients without cognitive impairment.<hr/>Resumo Objetivo Determinar se há associação entre o perfil de disfunção cognitiva e os resultados acadêmicos em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil (LESj). Métodos Foram selecionados pacientes com idade de início da doença ≤ 18 anos e com escolaridade mínima do quinto ano do Ensino Fundamental seguidos em um hospital universitário. A avaliação cognitiva foi feita de acordo com as recomendações do Colégio Americano de Reumatologia (ACR). Os sintomas de ansiedade e depressão foram avaliados pelas escalas Beck, a atividade da doença foi avaliada pelo Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (Sledai) e o dano cumulativo pelo Systemic Lupus International Collaborating Clinics (Slicc). Também foram avaliados a presença de autoanticorpos e o uso de medicação. Adotou-se nível de significância de 5% (p &lt; 0,05). Resultados Foram incluídos 41 pacientes com média de 14,5 ± 2,84 anos. Disfunção cognitiva foi observada em 17 (41,46%). Observou-se pioria significativa no desempenho de matemática em pacientes com disfunção cognitiva (p = 0,039). Sintomas de ansiedade foram observados em oito pacientes (19,51%) e estavam associados à percepção visual (p = 0,037) e sintomas de depressão foram observados em um paciente (2,43%). Conclusão Pacientes com LESj com disfunção cognitiva apresentam pior desempenho acadêmico em matemática em relação a pacientes sem disfunção cognitiva. <![CDATA[Prevalence of low back pain in older Brazilians: a systematic review with meta-analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300258&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Introduction Prevalence of low back pain (LBP) is expected to increase worldwide with aging of the population but its prevalence in older people is not clear, mainly in developing countries. Objective To estimate the prevalence of LBP in older Brazilians. Methods Electronic searches on SciELO, LILACS, MEDLINE, EMBASE and CINAHL, as well as hand-searching identified studies investigating prevalence of LBP in older Brazilians aged 60 years or over. Two independent reviewers selected studies fulfilling the inclusion criteria, assessed risk of bias for each included study and extracted relevant data. Meta-analysis was conducted when enough homogeneity allowed and the GRADE system was used to summarize the overall quality of the evidence. Results Sixteen studies were included with a total of 28,448 participants. Data from point- and period-prevalence of LBP were obtained. Meta-analysis was conducted for 13 studies reporting point-prevalence. Pooled point-prevalence of LBP was 25.0% (95% CI 18.0–32.0). Other three studies investigated period-prevalence: one-week prevalence = 15.0% (95% CI 13.0–18.0); six-month prevalence = 43.0% (95% CI 42.0–44.0); and 12-month prevalence = 13.0% (95% CI 11.0–16.0). Sensitivity analyses were performed for point-prevalence and exclusion of studies with poorer methodological quality tended to increase the estimated prevalence of LBP. Conclusion Moderate-quality evidence showed that at any point in time one in four older Brazilians suffers from LBP. This was the first systematic review investigating nationwide data on the prevalence of LBP in older people and contributes important clinical and epidemiological evidence for policymakers.<hr/>Resumo A prevalência de lombalgia deverá aumentar em todo o mundo com o envelhecimento da população, mas sua prevalência em idosos não é clara, principalmente, em países em desenvolvimento.Estimar a prevalência de lombalgia em idosos brasileiros.Foram feitas buscas eletrônicas nas bases de dados SciELO, Lilacs, Medline, Embase e Cinahl, bem como uma busca manual de estudos que investigaram a prevalência de lombalgia em idosos brasileiros com 60 anos ou mais. Dois revisores independentes selecionaram os estudos que atenderam aos critérios de inclusão, avaliaram o risco de viés de cada estudo incluído e extraíram os dados relevantes. Foi feita uma metanálise quando houve homogeneidade suficiente entre os estudos e o sistema Grade foi usado para resumir a qualidade geral das evidências.Foram incluídos 16 estudos originais com um total de 28.448 participantes. Foram obtidos dados de prevalência pontual e prevalência no período da lombalgia. Foi feita metanálise de 13 estudos que reportaram a prevalência pontual. A prevalência pontual agrupada de lombalgia foi de 25% = 15% (IC 95% 18 a 32). Outros três estudos investigaram a prevalência no período: em uma semana (IC 95% 13 a 18); em seis meses = 43% (95% IC 42 a 44); e em 12 meses = 13% (IC 95% 11 a 16). Foram feitas análises sensitivas da prevalência pontual e a exclusão de estudos com baixa qualidade metodológica aumentou a prevalência estimada de lombalgia.Evidências de qualidade moderada mostram que em um dado momento no tempo um em cada quatro idosos brasileiros apresenta lombalgia. Esta foi a primeira revisão sistemática que investigou dados nacionais sobre a prevalência de lombalgia em pessoas idosas, contribuindo com importantes evidências clínicas e epidemiológicas para os gestores e profissionais de saúde. <![CDATA[IgA nephropathy in systemic lupus erythematosus patients: case report and literature review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300270&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Systemic erythematosus lupus (SLE) is a multisystemic autoimmune disease which has nephritis as one of the most striking manifestations. Although it can coexist with other autoimmune diseases, and determine the predisposition to various infectious complications, SLE is rarely described in association with non‐lupus nephropathies etiologies. We report the rare association of SLE and primary IgA nephropathy (IgAN), the most frequent primary glomerulopathy in the world population. The patient was diagnosed with SLE due to the occurrence of malar rash, alopecia, pleural effusion, proteinuria, ANA 1: 1,280, nuclear fine speckled pattern, and anticardiolipin IgM and 280 U/mL. Renal biopsy revealed mesangial hypercellularity with isolated IgA deposits, consistent with primary IgAN. It was treated with antimalarial drug, prednisone and inhibitor of angiotensin converting enzyme, showing good progress. Since they are relatively common diseases, the coexistence of SLE and IgAN may in fact be an uncommon finding for unknown reasons or an underdiagnosed condition. This report focus on the importance of the distinction between the activity of renal disease in SLE and non‐SLE nephropathy, especially IgAN, a definition that has important implications on renal prognosis and therapeutic regimens to be adopted in the short and long term.<hr/>Resumo O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica que tem como uma das manifestações mais marcantes a nefrite. Apesar de poder coexistir com outras doenças autoimunes e determinar a predisposição a diversas complicações infecciosas, o LES raramente é descrito em associação a nefropatias de etiologia não lúpica. Relatamos o caso da rara associação entre LES e nefropatia por IgA (NIgA) primária, a glomerulopatia primária mais frequente na população mundial. A paciente foi diagnosticada com LES pela ocorrência de eritema malar, alopecia, derrame pleural, proteinúria, pancitopenia, FAN 1:1.280 padrão nuclear pontilhado fino e anticardiolipina IgM 280 U/mL. A biópsia renal revelou hipercelularidade mesangial com depósitos isolados de IgA, compatível com NIgA primária. Foi tratada com antimalárico, prednisona e inibidor da enzima conversora de angiotensina e apresentou boa evolução. Por consistirem em doenças relativamente frequentes, a coexistência de LES e NIgA pode ser de fato um achado incomum por motivos desconhecidos ou uma condição subdiagnosticada. Este relato atenta para a importância da distinção entre a atividade de doença renal do LES e nefropatias não lúpicas, em especial a NIgA, definição que tem implicações importantes sobre o prognóstico renal e regimes terapêuticos a serem adotados em curto e longo prazo. <![CDATA[Miliary tuberculosis: a severe opportunistic infection in juvenile systemic lupus erythematosus patients]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300274&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Introduction One of the main issues in juvenile systemic lupus erythematosus (JSLE) patients is infection, such as tuberculosis (TB). Of note, SLE patients are susceptible to pulmonary and extrapulmonary TB. However, to our knowledge, this contagious disease was rarely reported in pediatric lupus population, particularly diffuse or miliary TB. Therefore, from January 1983 to December 2011, 5,635 patients were followed-up at our Pediatric Rheumatology Unit and 285 (5%) of them met the American College of Rheumatology classification criteria for SLE. Case reports Four (1.4%) of our JSLE patients had disseminated TB and were described herein. All of them were female gender, received BCG vaccination and did not have a history of TB household contact. The median of current age at TB diagnosis and the period between JSLE and TB diagnosis were 17 years old (range 14-20) and 5.5 years (range 2-7), respectively. All patients developed miliary TB during the course of the disease. The median of SLE Disease Activity Index 2000 (SLEDAI-2K) was 4 (2-16) and the patients were treated with immunosuppressive agents (glucocorticoid, azathioprine and/or intravenous cyclophosphamide). Two of them presented sepsis and TB diagnosis was only established at autopsy, especially with lungs, central nervous system and abdominal involvements. Anti-TB therapy (isoniazid, rifampicin and pyrazinamide) was indicated in the other two TB cases, however they deceased. Discussion Miliary TB is a rare and severe opportunist infection in pediatric lupus population. This study reinforces the importance of routine searches for TB in JSLE patients.<hr/>Resumo Introdução Um dos principais problemas no lúpus eritematoso sistêmico juvenil (LESJ) é a infecção, como a tuberculose (TB). É importante observar que pacientes com LES são suscetíveis à tuberculose pulmonar e extrapulmonar. No entanto, de acordo com o que se sabe, essa doença contagiosa é raramente relatada na população pediátrica com lúpus, particularmente a TB difusa ou miliar. De janeiro de 1983 a dezembro de 2011, 5.635 pacientes foram acompanhados na Unidade de Reumatologia Pediátrica; 285 deles (5%) preencheram os critérios de classificação para LES do American College of Rheumatology. Relatos de caso Quatro (1,4%) de nossos pacientes com LESJ tinham tuberculose disseminada e foram descritos neste estudo. Todos eram do sexo feminino, receberam a vacina BCG e não tinham história de contato domiciliar com a TB. A mediana da idade no momento do diagnóstico da TB e o período entre os diagnósticos de LES e tuberculose foram de 17 anos (variação de 14 a 20) e 5,5 anos (variação de dois a sete), respectivamente. Todas as pacientes desenvolveram tuberculose miliar durante o curso da doença. A mediana no SLE Disease Activity Index 2000 (SLEDAI-2K) foi de 4 (2 a 16) e as pacientes foram tratadas com agentes imunossupressores (glicocorticoides, azatioprina e/ou ciclofosfamida intravenosa). Duas delas apresentaram sepse e o diagnóstico de tuberculose só foi determinado na necropsia, com envolvimento especialmente dos pulmões, do sistema nervoso central e do abdome. A terapia antituberculose (isoniazida, rifampicina e pirazinamida) foi indicada nos outros dois casos de TB; porém, as pacientes foram a óbito. Discussão A TB miliar é uma infecção oportunista rara e grave na população pediátrica com lúpus. Este estudo reforça a importância de pesquisas de rotina para TB em pacientes com LESJ. <![CDATA[Is there an association between systemic lupus erythematosus and periodontal disease?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000300280&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Periodontal disease results from the interaction between pathogenic bacteria that colonize supragingival and subgingival biofilms and the host, triggering an inflammatory response, with systemic effects leading to immune-mediated destruction of the attachment apparatus and loss of supporting alveolar bone. Immunological pathways and predisposing genetic factors common to periodontal disease and rheumatic diseases, including systemic lupus erythematosus, have been described. Case reports have suggested greater severity of periodontal disease in patients with systemic lupus erythematosus. However, studies evaluating the influence of the treatment of one disease on the clinical and laboratory manifestations of the other have yielded conflicting results.<hr/>Resumo A doença periodontal resulta da interação entre bactérias patogênicas que colonizam os filmes supra e subgengival e o hospedeiro e deflagram uma resposta inflamatória local, com efeitos sistêmicos, que leva à destruição imunomediada dos tecidos de sustentação dos dentes e do osso alveolar. Vias imunológicas e fatores genéticos predisponentes comuns à doença periodontal e às doenças reumáticas, entre elas o lúpus eritematoso sistêmico, vêm sendo descritos. Relatos de caso sugeriram maior gravidade da doença periodontal em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. No entanto, estudos que avaliaram as influências do tratamento de uma sobre as manifestações da outra apresentaram resultados conflitantes.