Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420170003&lang=en vol. 57 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Independence of carbohydrate-deficient isoforms of transferrin and cyclic citrullinated peptides in rheumatoid arthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300185&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Objective: The aim of this study was to assess the relationship between the two types of posttranslational modifications of proteins in RA: glycosylation on the example of carbohydrate-deficient transferrin and citrullination by means of autoantibodies to cyclic citrullinated peptides. Methods: The study was carried out in 50 RA patients. CDT was measured using N Latex CDT immunonephelometric test, the results were presented in absolute and relative units. Anti-CCP were measured using the chemiluminescent method and rheumatoid factor by immunoturbidimetric method. Results: 80% of RA patients were positive for anti-CCP, 70% for RF and 62% for both, anti-CCP and RF. The level of %CDT was significantly elevated, but absolute CDT level was not changed. The mean absolute CDT concentration was higher in anti-CCP positive patients than that in anti-CCP negative. CDT (absolute and relative concentration) did not correlate with anti-CCP and RF. However, serum RF significantly correlated with anti-CCP. %CDT did not correlate with anti-CCP, but absolute level correlated with anti-CCP only in anti-CCP negative and RF negative patients. CDT did not correlate with RF, but solely with anti-CCP in anti-CCP negative patients. Anti-CCP correlated with DAS 28 only in anti-CCP negative RA, but CDT (absolute and relative units) correlated with DAS 28 in all patients and in anti-CCP positive RA. Conclusions: These results suggest that the changes in CDT and anti-CCP concentrations are not associated with oneself and indicate on the independence of these posttranslational modifications in rheumatoid arthritis. Only the alterations in transferrin glycosylation reflected the activity of RA.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a relação entre os dois tipos de modificações pós-translacionais de proteínas na AR: glicosilação no caso da transferrina deficiente em carboidrato (TDC) e citrulinação por meio dos anticorpos no caso do antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP). Métodos: O estudo foi feito em 50 pacientes com AR. A TDC foi medida com o teste imunonefelométrico N Latex CDT e os resultados foram apresentados em unidades absolutas e relativas. O anti-CCP foi mensurado com o método quimioluminescente e o fator reumatoide (FR) pelo método imunoturbidimétrico. Resultados: Dos pacientes com AR, 80% foram positivos para anti-CCP, 70% para FR e 62% para ambos (anti-CCP e FR). A percentagem de transferrina total (%TDC) esteve significativamente elevada, mas o nível absoluto de TDC não esteve alterado. A concentração média de TDC absoluta foi maior nos pacientes anti-CCP positivos do que naqueles anti-CCP negativos. A TDC (concentração absoluta e relativa) não se correlacionou com o anti-CCP e o FR. No entanto, o FR sérico se correlacionou significativamente com o anti-CCP. O percentual de TDC não se correlacionou com o anti-CCP, mas seu nível absoluto se correlacionou com o anti-CCP apenas em pacientes FR negativos e anti-CCP negativos. A TDC não se correlacionou com o FR, somente com o anti-CCP em pacientes anti-CCP negativos. O anti-CCP se correlacionou com o DAS 28 apenas nos pacientes com AR anti-CCP negativos, mas a TDC (unidades absolutas e relativas) se correlacionou com o DAS 28 quando considerados todos os pacientes com AR e em pacientes com AR anti-CCP positivos. Conclusões: Esses resultados sugerem que as alterações na TDC e as concentrações de anti-CCP não estão associadas e indicam a independência dessas modificações pós-translacionais na artrite reumatoide. Apenas as alterações na glicosilação da transferrina refletem a atividade da AR. <![CDATA[Unbalanced expression of aryl hydrocarbon receptor in peripheral blood CCR6<sup>+</sup>CD4<sup>+</sup> and CD4<sup>+</sup>CD25<sup>+</sup>T cells of rheumatoid arthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300190&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Objective: The goal of this study was to analyze the role of aryl hydrocarbon receptor in peripheral blood CCR6+CD4+ and CD4+CD25+T cells of patients with rheumatoid arthritis. Methods: Flow cytometry was applied to determine the proportion of AhR positive cells in CCR6+CD4+T, CD4+CD25+T and peripheral blood peripheral mononuclear cells from each subject. AhR mRNA and CYP1A1 mRNA relative expression levels were tested by real-time PCR. Results: The percentage of AhR positive cells in peripheral blood mononuclear cells was higher in RA group than that in healthy cases [(35.23 ± 10.71)% vs. (18.83 ± 7.32)%, p &lt; 0.01]. The expression levels of AhR and CYP1A1 were both increased in patients with RA while compared to controls [(3.71 ± 1.63) vs. (2.00 ± 1.27), p = 0.002; (2.62 ± 2.08) vs. (0.62 ± 0.29), p &lt; 0.01, respectively]. In RA patients, the percentage of AhR positive cells in CD4+CD25+T cells was significantly lower than that from controls [17.90 (6.10 ± 80.10)% vs. (52.49 ± 19.18)%, p &lt; 0.01]; In healthy controls, the percentage of AhR positive cells in CD4+CD25+T cells was significantly higher than that in CCR6+CD4+T cells, and was also significantly higher than that in PBMCs [(52.49 ± 19.18)% vs. (23.18 ± 5.62)% vs. (18.06 ± 7.80)%, X 2 = 24.03, p &lt; 0.01]; in RA patients, the percentage of AhR positive cells in CCR6+CD4+T cells was significantly increased than that in CD4+CD25+T cells and PBMCs [(46.02 ± 14.68)% vs. 17.90 (6.10 ± 80.10)% vs. (34.22 ± 10.33)%, X 2 = 38.29, p &lt; 0.01]; Nevertheless, no statistically significant relationship was found between clinical data and AhR positive cells in CCR6+CD4+T and CD4+CD25+T cells. Conclusion: AhR may participate in the pathological progress of RA by controlling the differentiation of Th17 and Treg cells in peripheral blood.<hr/>RESUMO Objetivo: Analisar o papel do receptor de hidrocarboneto arílico (AhR) nos linfócitos T CCR6+ CD4+ e CD4+ CD25+ no sangue periférico de pacientes com artrite reumatoide (AR). Métodos: Foi aplicada citometria de fluxo para determinar a proporção de células AhR positivas em linfócitos CCR6+ CD4+ e CD4+ CD25+ do sangue periférico e células mononucleares periféricas de cada indivíduo. Os níveis de expressão relativa de ácido ribonucleico mensageiro (do inglês ribonucleic acid, RNAm,) de AhR e RNAm de enzima de primeiro estágio essencial para o AhR (CYP1A1) foram testados por reação em cadeia de polimerase (do inglês polymerase chain reaction, PCR,) em tempo real. Resultados: A percentagem de células AhR positivas nas células mononucleares do sangue periférico foi maior no grupo com AR do que nos indivíduos saudáveis [(35,23 ± 10,71)% vs. (18,83 ± 7,32)%, (p &lt; 0,01)]. Os níveis de expressão de AhR e CYP1A1 estavam aumentados em pacientes com AR quando comparados com os controles [(3,71 ± 1,63) vs. (2,00 ± 1,27), p = 0,002; (2,62 ± 2,08) vs. (0,62 ± 0,29), p &lt; 0,01, respectivamente]. Em pacientes com AR, a percentagem de células AhR positivas nos linfócitos T CD4+ CD25+ foi significativamente inferior à dos controles [17,90 (6,10 ± 80,10)]% vs. (52,49 ± 19,18)%, p &lt; 0,01]; em controles saudáveis, a percentagem de células AhR positivas nos linfócitos T CD4+ CD25+ foi significativamente mais elevada do que nos linfócitos T CCR6+ CD4+ e também foi significativamente maior do que nas células mononucleares do sangue periférico (do inglês peripheral blood mononuclear cells, PBMC,) [(52,49 ± 19,18)% vs. (23,18 ± 5,62)% vs. (18,06 ± 7,80)%, X 2 = 24,03, p &lt; 0,01]; em pacientes com AR, a percentagem de células AHR positivas nos linfócitos T CCR6+ CD4+ era significativamente maior em comparação com os linfócitos T CD4+ CD25+ e PBMC (46,02 ± 14,68)% vs. [17,90 (6,10 ± 80.10)]% vs. (34,22 ± 10,33)%, X2 = 38,29, p &lt; 0,01]; no entanto, não foi encontrada correlação estatisticamente significativa entre os dados clínicos e células AhR positivas em linfócitos T CCR6+ CD4+ e CD4+ CD25+. Conclusão: O Ahr pode participar do progresso patológico da AR ao controlar a diferenciação de linfócitos Th17 e Treg no sangue periférico. <![CDATA[Impacts of social support on symptoms in Brazilian women with fibromyalgia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300197&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT We aimed to assess the impact of social support on symptoms in Brazilian women with FM. An observational, descriptive study enrolling 66 women who met the 1990 American College of Rheumatology (ACR) criteria. Social support was measured by the Social Support Survey (MOS-SSS), functionality was evaluated using the Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), depression was assessed using the Beck Depression Inventory (BDI), anxiety was measured using the Hamilton Anxiety Scale (HAS), affectivity was measured by Positive and Negative Affect Schedule (PANAS), and algometry was carried out to record pressure pain threshold (PPth) and tolerance (PPTo) at 18 points recommended by the ACR. Patients were divided into normal (NSS) or poor social support (PSS) groups with PSS defined as having a MOS-SSS score below the 25th percentile of the entire sample. Mann-Whitney or Unpaired t-test were used to compare intergroup variables and Fisher's for categorical variables. Analysis of covariance and Pearson correlation test were used. No differences in sociodemographic variables between PSS and NSS were found. Differences between NSS and PSS groups were observed for all four subcategories of social support and MOS-SSS total score. Significant differences between NSS and PSS on depression (p = 0.007), negative affect (p = 0.025) and PPTh (p = 0.016) were found. Affectionate subcategory showed positive correlation between pain and positive affect in PSS. Positive social interaction subcategory showed a negative correlation between FIQ and depression state. Therefore social support appears to contribute to ameliorate mental and physical health in FM.<hr/>RESUMO Objetivou-se avaliar o impacto do apoio social sobre os sintomas de mulheres brasileiras com fibromialgia (FM). Trata-se de um estudo observacional descritivo que selecionou 66 mulheres que atendiam aos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) de 1990. O apoio social foi medido com o Social Support Survey (MOS-SSS), a funcionalidade com o Questionário do Impacto da Fibromialgia (FIQ), a depressão com o Inventário de Depressão de Beck (BDI), a ansiedade com a Escala de Ansiedade de Hamilton (HAS), a afetividade com o Positive and Negative Affect Schedule (Panas) e foi feita algometria para registrar o limiar da dor à pressão (LDP) e a tolerância álgica à pressão (TAP) nos 18 pontos recomendados pelo ACR. Os pacientes foram divididos nos grupos apoio social normal (ASN) ou ruim (ASR); o ASR foi definido como uma pontuação nos MOS-SSS abaixo do percentil 25 da amostra total. Usou-se o teste de Mann-Whitney ou o teste t não pareado para comparar variáveis intergrupos e o de Fisher para as variáveis categóricas. Usaram-se a análise de covariância e o teste de correlação de Pearson. Não houve diferença nas variáveis sociodemográficas entre os grupos ASN e ASR. Observaram-se diferenças entre os grupos ASN e ASR para todas as quatro subcategorias de apoio social e pontuação total do MOS-SSS. Encontraram-se diferenças significativas entre o ASN e o ASR na depressão (p = 0,007), afeto negativo (p = 0,025) e LDP (p = 0,016). A subcategoria apoio afetivo mostrou correlação positiva entre a dor e o afeto positivo no grupo ASR. A subcategoria interação social positiva mostrou uma correlação negativa entre o FIQ e o estado de depressão. Portanto, o apoio social parece contribuir para a melhoria na saúde mental e física na FM. <![CDATA[Impact of rheumatoid arthritis in the public health system in Santa Catarina, Brazil: a descriptive and temporal trend analysis from 1996 to 2009]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300204&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Introduction: There are few studies that carried out a descriptive and trend analysis based on available data from the Unified Health System (SUS) between pre- and post-free dispensing of pharmacological treatment of rheumatoid arthritis (RA) from the perspective of the public health system, in terms of the direct cost of the disease among adults and elderly residents of the State of Santa Catarina, Brazil. This study aims to characterize the direct cost of medical and surgical procedures before and after the dispensing of drugs in this state. Methods: This is a time series-type study with a cross-sectional survey of data from the Hospital (SIH) and Outpatient (SIA) Information System of SUS during the period from 1996 to 2009. Results: Between 1996 and 2009, the total expenditure for hospital- and outpatient pharmacological treatment of rheumatoid arthritis was R$ 26,659,127.20. After the dispensing of drug treatment by SUS a decrease of 36% in the number of hospital admissions was observed; however, an increase of 19% in clinical procedures was noted. Conclusion: During the observed period, a reduction in the number of hospital admissions for both clinical and orthopedic surgical procedures related to this disease was observed. Nevertheless, there was an increase in the cost of medical admissions.<hr/>RESUMO Introdução: Poucos estudos fizeram uma análise descritiva e de tendência dos dados disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) entre os períodos pré e pós-dispensação gratuita do tratamento medicamentoso da artrite reumatoide (AR) sob a perspectiva do sistema público de saúde em termos de custo direto da doença entre adultos e idosos moradores do Estado de Santa Catarina, Brasil. O presente trabalho tem o objetivo de caracterizar o custo direto de procedimentos clínicos e cirúrgicos antes e após o fornecimento de medicamentos no estado. Métodos: Estudo do tipo série temporal com levantamentos transversais entre 1996 e 2009 dos dados do Sistema de Informação Hospitalar (SIH) e Ambulatorial (SIA) do SUS. Resultados: Entre 1996 a 2009, o gasto total para o tratamento hospitalar e medicamentoso ambulatorial da artrite reumatoide foi de R$ 26.659.127,20. Após a dispensação do tratamento medicamentoso pelo SUS observou-se queda de 36% do número de internações hospitalares. Entretanto notou-se um aumento de 19% nos procedimentos clínicos. Conclusão: No período observado notou-se uma redução do número de internações hospitalares tanto para procedimentos clínicos quanto cirúrgicos ortopédicos relacionadas a essa doença. Apesar disso, ocorreu um aumento do custo das internações clínicas. <![CDATA[Are the women with Sjögren's Syndrome satisfied with their sexual activity?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300210&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Objective: Females with Sjögren's Syndrome (SS) often experience vaginal dryness and dyspareunia, along with glandular and extraglandular symptoms. We aimed to evaluate sexual function and life quality in women with SS. Methods: Forty-six premenopausal women with SS and 47 age-matched controls were studied. Age, duration of the disease, medications, and comorbid diseases were noted. Participants completed 36-Item Short Form Health Survey (SF-36) and Female Sexual Function Index (FSFI). Patients were asked about vaginal discharge and itching in the last month, and if they informed their rheumatologists about any sexual problems. Gynecologic examinations were performed and vaginal smears were taken on each participant. Results: The median total scores of FSFI were significantly lower in the SS group than the controls [17.12 (2.4-27.8) and 27.4 (16.9-36.0), respectively, p &lt; 0.001]. In the SS group, 37 (80.4%) and in the control group 18 (38.3%) of patients were sexually dissatisfied (p &lt; 0.001). Vaginal dryness and lubricant use were significantly increased in patients with SS compared to controls (p &lt; 0.001). Life quality scores were significantly lower in patients with SS than the controls (p &lt; 0.001). Vaginal dryness was negatively correlated with FSFI total (r = −0.312, p = 0.035) and subscores except desire and arousal. Physical functioning, role physical and role emotional scores were positively correlated with total FSFI scores (r = 0.449, p = 0.002, r = 0.371, p = 0.011, r = 0.299, p = 0.043, respectively). Conclusions: Women with SS experience less satisfaction with sexual activity, which can be affected by age, vaginal dryness, physical pain, and impaired function due to the disease. Therefore, rheumatologists should pay attention to these symptoms and management.<hr/>RESUMO Objetivo: As mulheres com síndrome de Sjögren (SS) muitas vezes experimentam secura vaginal e dispareunia, juntamente com sintomas glandulares e extraglandulares. Este estudo objetivou avaliar a função sexual e a qualidade de vida de mulheres com SS. Métodos: Estudaram-se 46 mulheres pré-menopáusicas com SS e 47 controles pareados por idade. Avaliaram-se a idade, a duração da doença, os medicamentos usados e as comorbidades. As participantes preencheram o questionário de qualidade de vida 36-Item Short Form Health Survey(SF-36) e o Female Sexual Function Index (FSFI). As pacientes foram perguntadas quanto à presença de corrimento e prurido vaginal no último mês e se haviam informado a seus reumatologistas sobre quaisquer problemas sexuais. Fizeram-se exames ginecológicos e esfregaços vaginais de todas as participantes. Resultados: A mediana do escore total do FSFI foi significativamente menor no grupo SS do que no grupo controle [17,12 (2,4 a 27,8) e 27,4 (16,9 a 36), respectivamente, p &lt; 0,001]. Nos grupos SS e controle, 37 (80,4%) e 18 (38,3%) das pacientes estavam sexualmente insatisfeitas, respectivamente (p &lt; 0,001). A presença de secura vaginal e o uso de lubrificantes foram significativamente mais frequentes em pacientes com SS em relação aos controles (p &lt; 0,001). Os índices de qualidade de vida foram significativamente menores nas pacientes com SS do que nos controles (p &lt; 0,001). A secura vaginal esteve negativamente correlacionada com o FSFI total (r = −0,312 p = 0,035) e com todos os seus subescores, exceto desejo e excitação. Os escores de capacidade funcional, aspecto físico e aspecto emocional se correlacionaram positivamente com a pontuação total do FSFI (r = 0,449, p = 0,002; r = 0,371, p = 0,011; r = 0,299, p = 0,043, respectivamente). Conclusões: As mulheres com SS têm menor satisfação com a atividade sexual, o que pode ser afetado pela idade, secura vaginal, dor física e função prejudicada em razão da doença. Portanto, os reumatologista devem prestar atenção a esses sintomas e seu tratamento. <![CDATA[Falls and their association with physical tests, functional capacity, clinical and demographic factors in patients with rheumatoid arthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300217&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Objective: To evaluate the occurrence of falls reported by rheumatoid arthritis patients and its relation to disease activity, functional capacity and physical fitness. Materials and methods: A cross-sectional study constituted by a sample of 97 rheumatoid arthritis patients from the city of Marília (SP) from 2012 to 2013, were assessed for disease activity. Instruments validated for Brazilian population in order to evaluate physical and functional capacity were used. Data analysis was carried out with descriptive statistics, Spearman correlation and Chi-squared test, considering p &lt; 0.05. Results: 88.7% were female subjects with a mean age of 56 (±11.7) years. The median duration of rheumatoid arthritis was 10 years (P25 = 6 and P75 = 17) and the mean of disease activity was 3.6 (±1.3), what was considered a moderate activity. In the last 12 months 37.1% of patients experienced at least one fall, with a total of 52 episodes, and fear of falling was reported by 74.2% of them, but this was not associated to the occurrence of a fall (χ 2 = 1.19, p = 0.27). Gender, number of medications, age, disease activity, duration of rheumatoid arthritis, functional capacity, and physical tests showed no associations with history of falls in the past year. Conclusion: It was observed that the occurrence of falls and the fear of falling are quite common in this population. The occurrence of falls in this sample of rheumatoid arthritis patients bears no relation to disease activity, functional capacity, or physical fitness tests.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a ocorrência de quedas reportadas por pacientes com artrite reumatoide (AR) e sua associação com a atividade da doença, capacidade funcional e aptidão física. Material e métodos: Estudo transversal com uma amostra de 97 pacientes com AR em Marília (SP), entre 2012 e 2013. Foram usados instrumentos validados na população brasileira para avaliar capacidade física e funcional. Análise dos dados com estatística descritiva, correlações de Spearman e qui-quadrado, considerado p &lt; 0,05. Resultados: Dos pacientes, 88% eram mulheres, média de 56, anos (± 11,7), duração mediana da AR de 10 anos (P25 = 6 e P75 = 17) e média da atividade da doença 3,6 (± 1,3). Nos últimos 12 meses, 37,1% tiveram pelo menos uma queda (total 52 episódios), 74,2% relataram medo de cair, porém sem associação com a ocorrência de quedas (χ2 = 1,19, p = 0,27). Sexo, quantidade de medicamentos, idade, atividade da doença, duração da AR, capacidade funcional e testes físicos não estão associados com história de queda no último ano. Conclusões: Observou-se que a ocorrência de quedas e o medo de cair é frequente nessa população. A ocorrência de quedas nessa amostra de pacientes com AR não está relacionada à atividade da doença, à capacidade funcional e a testes de aptidão física. <![CDATA[Association between demyelinating disease and autoimmune rheumatic disease in a pediatric population]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300224&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Introduction: Multiple sclerosis (MS) and neuromyelitis optica (NMO) are demyelinating diseases of the central nervous system. Autoimmunity in patients with demyelinating disease and in their families has been broadly investigated and discussed. Recent studies show a higher incidence of rheumatic autoimmune diseases among adult patients with MS or NMO and their families, but there are no studies in the pediatric population. Objective: To evaluate an association of MS and NMO with autoimmune rheumatic diseases in pediatric patients. Method: 22 patients younger than 21 years old with MS or NMO diagnosed before the age of 18 years were evaluated regarding epidemiological data, clinical presentation, association with autoimmune diseases, family history of autoimmune diseases, laboratory findings, imaging studies and presence of auto-antibodies. Results: Among the patients studied, there was a prevalence of females (68.1%). The mean age of symptoms onset was 8 years and 9 months and the mean current age was 16 years and 4 months. Two patients (9%) had a history of associated autoimmune rheumatic disease: one case of juvenile dermatomyositis in a patient with NMO and another of systemic lupus erythematosus in a patient with MS. Three patients (13%) had a family history of autoimmunity in first-degree relatives. Antinuclear antibody was found positive in 80% of patients with NMO and 52% of patients with MS. About 15% of antinuclear antibody-positive patients were diagnosed with rheumatologic autoimmune diseases. Conclusion: Among patients with demyelinating diseases diagnosed in childhood included in this study there was a high frequency of antinuclear antibody positivity but a lower association with rheumatologic autoimmune diseases than that observed in studies conducted in adults.<hr/>RESUMO Introdução: Esclerose múltipla (EM) e neuromielite óptica (NMO) são doenças desmielinizantes do sistema nervoso central. A autoimunidade entre pacientes com doenças desmielinizantes e seus parentes tem sido amplamente investigada e discutida. Estudos recentes demonstram maior incidência de doenças reumáticas autoimunes entre pacientes adultos com EM e NMO e seus parentes, mas não há estudos na população pediátrica. Objetivo: Avaliar a associação de EM e NMO com doenças reumáticas autoimunes em pacientes pediátricos. Método: Foram incluídos 22 pacientes menores de 21 anos com diagnóstico de EM ou NMO antes dos 18 anos e avaliados dados epidemiológicos, clínicos, associação com doenças autoimunes, história familiar de doenças autoimunes, exames laboratoriais, exames de imagem e presença de autoanticorpos. Resultados: Entre os pacientes estudados, houve prevalência do sexo feminino (68,1%). A média de idade de início dos sintomas foi de oito anos e nove meses e a média de idade dos pacientes na avaliação foi 16 anos e quatro meses. Dois pacientes (9%) apresentaram doença reumática autoimune associada, um caso de dermatomiosite juvenil em paciente com NMO e outro de lúpus eritematoso sistêmico juvenil em paciente com EM. Três pacientes (13%) apresentaram história familiar de autoimunidade em parentes de primeiro grau. Anticorpo antinuclear (ANA) positivo foi encontrado em 80% dos pacientes com NMO e em 52% dos pacientes com EM. Cerca de 15% dos pacientes com ANA positivo apresentaram diagnóstico definitivo de doença autoimune reumática associada. Conclusão: Entre os pacientes com doenças desmielinizantes diagnosticadas durante a infância incluídos nesta pesquisa houve uma alta frequência de ANA positivo, mas uma menor taxa de associação com doenças reumáticas autoimunes do que a encontrada em trabalhos conduzidos em adultos. <![CDATA[Inadequate pain relief among patients with primary knee osteoarthritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300229&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Background: Despite the widespread treatments for osteoarthritis (OA), data on treatment patterns, adequacy of pain relief, and quality of life are limited. The prospective multinational Survey of Osteoarthritis Real World Therapies (SORT) was designed to investigate these aspects. Objectives: To analyze the characteristics and the patient reported outcomes of the Portuguese dataset of SORT at the start of observation. Methods: Patients ≥50 years with primary knee OA who were receiving oral or topical analgesics were eligible. Patients were enrolled from seven healthcare centers in Portugal between January and December 2011. Pain and function were evaluated using the Brief Pain Inventory (BPI) and WOMAC. Quality of life was assessed using the 12-Item Short Form Health Survey (SF-12). Inadequate pain relief (IPR) was defined as a score &gt;4/10 on item 5 of the BPI. Results: Overall, 197 patients were analyzed. The median age was 67.0 years and 78.2% were female. Mean duration of knee OA was 6.2 years. IPR was reported by 51.3% of patients. Female gender (adjusted odds ratio - OR 2.15 [95%CI 1.1, 4.5]), diabetes (OR 3.1 [95%CI 1.3, 7.7]) and depression (OR 2.24 [95%CI 1.2, 4.3]) were associated with higher risk of IPR. Patients with IPR reported worst outcomes in all dimensions of WOMAC (p &lt; 0.001) and in all eight domains and summary components of SF-12 (p &lt; 0.001). Conclusions: Our findings indicate that improvements are needed in the management of pain in knee OA in order to achieve better outcomes in terms of pain relief, function and quality of life.<hr/>RESUMO Antecedentes: Apesar dos tratamentos muito difundidos para a osteoartrite (OA), dados sobre os padrões de tratamento, a adequação do alívio da dor e a qualidade de vida são limitados. O estudo multinacional prospectivo Survey of Osteoarthritis Real World Therapies (SORT) foi projetado para investigar esses aspectos. Objetivos: Analisar as características e os desfechos relatados pelo paciente do conjunto de dados português do Sort no início da observação. Métodos: Consideraram-se elegíveis os pacientes com 50 anos ou mais com OA de joelho primária que recebiam analgésicos orais ou tópicos. Os pacientes foram recrutados de sete centros de saúde de Portugal entre janeiro e dezembro de 2011. A dor e a função foram avaliadas pelo Brief Pain Inventory (BPI) e pelo WOMAC. A qualidade de vida foi avaliada com o 12-item Short Form Health Survey (SF-12). O alívio inadequado da dor (AID) foi definido como uma pontuação &gt; 4/10 no item 5 do BPI. Resultados: Foram analisados 197 pacientes. A idade média foi de 67 anos e 78,2% eram do sexo feminino. A duração média da OA de joelho foi de 6,2 anos. O AID foi relatado por 51,3% dos pacientes. O sexo feminino (odds ratio ajustado - OR 2,15 [IC 95% 1,1-4,5]), o diabetes (OR = 3,1 [IC 95% 1,3-7,7]) e a depressão (OR 2,24 [IC 95% 1,2-4,3]) estiveram associados a um maior risco de AID. Os pacientes com AID relataram piores desfechos em todas as dimensões do Womac (p &lt; 0,001) e em todos os oito domínios e nos dois componentes sumários do SF-12 (p &lt; 0,001). Conclusões: Os resultados do presente estudo indicam que é necessário melhorar o manejo da dor na OA de joelho a fim de alcançar melhores desfechos em termos de alívio da dor, função e qualidade de vida. <![CDATA[Influence of periodontal treatment on rheumatoid arthritis: a systematic review and meta-analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300238&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Objective: To evaluate the influence of periodontal treatment on rheumatoid arthritis activity. Methods: MEDLINE/PUBMED, The Cochrane Library, Clinical Trials, SciELO and LILACS were searched for studies published until December 2014. Included articles were: prospective studies; including patients older than 18 years, diagnosed with periodontitis and rheumatoid arthritis submitted to non-surgical periodontal treatment; with a control group receiving no periodontal treatment; with outcomes including at least one marker of rheumatoid arthritis activity. Methodological quality of the studies was assessed using PEDro scale. Quantitative data were pooled in statistical meta-analysis using Review Manager 5. Results: Four articles were included. Non-surgical periodontal treatment was associated with a significant reduction of DAS28 (OR: -1.18; 95% CI: -1.43, -0.93; p &lt; 0.00001). Erythrocyte sedimentation rate, C-reactive protein, patient's assessment of rheumatoid activity using visual analogical scale, tender and swollen joint counts showed a trend toward reduction (not statistically significant). Conclusions: The reduction of DAS 28 in patients with rheumatoid arthritis after periodontal treatment suggests that the improvement of periodontal condition is beneficial to these patients. Further randomized controlled clinical trials are necessary to confirm this finding.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a influência do tratamento periodontal sobre a atividade da doença na artrite reumatoide. Métodos: Pesquisaram-se as bases de dados Medline/PubMed, The Cochrane Library, Clinical Trials, SciELO e Lilacs em busca de estudos publicados até dezembro de 2014. Incluíram-se estudos prospectivos que avaliaram pacientes com mais de 18 anos diagnosticados com periodontite e artrite reumatoide submetidos a tratamento periodontal não cirúrgico; os estudos deveriam ter também um grupo controle não submetido a tratamento periodontal. Os resultados dos estudos deveriam contar com pelo menos um marcador da atividade da doença na artrite reumatoide. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada com a escala PEDro. Reuniram-se os dados quantitativos em uma metanálise estatística com o uso do Review Manager 5. Resultados: Incluíram-se quatro artigos. O tratamento periodontal não cirúrgico esteve associado a uma redução significativa no DAS-28 (OR: -1,18; IC 95%: -1,43 a -0,93; p &lt; 0,00001). A velocidade de hemossedimentação, a proteína C-reativa, a avaliação da atividade reumatoide pela escala visual analógica e as contagens de articulações sensíveis e inchadas apresentaram uma tendência de redução (não estatisticamente significativa). Conclusões: A redução no DAS-28 em pacientes com artrite reumatoide após tratamento periodontal sugere que a melhoria na condição periodontal é benéfica a esses pacientes. São necessários mais ensaios clínicos randomizados controlados para confirmar esse achado. <![CDATA[Treatment of latent tuberculosis in patients with juvenile rheumatic diseases: a systematic review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300245&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Introduction: Children and adolescents with rheumatic diseases receiving TNF blockers are at risk for the activation of latent Mycobacterium tuberculosis infection (LTBI). Although LTBI treatment is indicated in this group, there are different therapeutic regimens in the literature, without a definite consensus. Objectives: To review in the literature therapeutic schemes used and indicated for the treatment of LTBI in these patients. Methods: Systematic review of the literature, using health databases, selecting studies that addressed the treatment of LTBI in patients with juvenile rheumatic diseases using TNF blockers, from 1990 to 2015. All study designs were considered. Results: A total of 162 studies were identified through the electronic databases and one was found through a manual search by the author, totaling 163 articles. We excluded studies that did not meet the mentioned inclusion criteria, and included a retrospective cohort study and two prospective cohort studies. The three studies addressed treatment with isoniazid (INH) for 9 months and one of them also addressed INH treatment associated with rifampicin for 3 months. Conclusions: Only one case of LTBI activation was observed; there was good treatment adherence and absence of complications during follow-up. More studies are necessary to evaluate the response to the other available therapeutic regimens, with better tolerability assessment and a larger sample. However, the results showed that INH therapy for 9 months and INH therapy plus rifampicin for 3 months had a low rate of LTBI activation and complications.<hr/>RESUMO Introdução: Crianças e adolescentes com doenças reumáticas em terapia anti-TNF-α são grupo de risco para ativação da infecção latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB). Embora o tratamento da ILTB seja indicado nesse grupo, existem diferentes esquemas terapêuticos na literatura, sem um consenso definido. Objetivos: Revisar na literatura esquemas terapêuticos usados e indicados para o tratamento da ILTB nesses pacientes. Métodos: Revisão sistemática da literatura, nas bases de dados em saúde, selecionaram-se estudos que abordaram o tratamento da ILTB em pacientes reumáticos juvenis em uso de anti-TNF-α, de 1990 a 2015. Todos os desenhos de estudo foram considerados. Resultados: Foram identificados através das bases de dados eletrônicas 162 estudos e um foi encontrado por meio de busca manual do autor, total de 163. Foram excluídos os estudos que não atenderam aos critérios de inclusão referidos, incluídos um estudo de coorte retrospectiva e dois de estudos de coorte prospectivas. Os três estudos abordaram o tratamento com isoniazida (INH) por nove meses e um deles abordou também o tratamento com INH associado a rifampicina por três meses. Conclusões: Foi observado apenas um caso de ativação da ILTB; uma boa adesão ao tratamento e ausência de complicações durante o acompanhamento. Mais estudos são necessários para avaliar a resposta aos outros esquemas terapêuticos disponíveis, com melhor avaliação da tolerabilidade e maior amostra. Porém, os resultados mostraram que a terapia com INH por nove meses e a terapia com INH mais rifampicina por três meses têm baixo índice de ativação e complicações. <![CDATA[Treatment of postmenopausal osteoporosis: a literature-based algorithm for use in the public health care system]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300254&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Bisphosphonates are considered first-line agents in the treatment of postmenopausal osteoporosis based on extensive experience of use, safety, and proven efficacy in reducing vertebral, non-vertebral and femur fractures. However, post-marketing reports based on the treatment of millions of patients/year over lengthy periods of time have revealed the occurrence of initially unexpected adverse effects, such as osteonecrosis of the jaw and atypical femoral fracture, leading to the restriction of treatment duration with bisphosphonates by global regulatory agencies. However, despite the association between these effects and bisphosphonates, this risk should be analyzed in the context of osteoporosis treatment, alongside the benefit of preventing osteoporotic fractures and their clinical consequences. Therefore, we consider it plausible to discuss the restriction to the use of bisphosphonates, possible indications for prolonged treatment and alternative therapies following the suspension of this drug class for patients with persistent high risk of fracture after initial treatment, especially considering the problems of public health funding in Brazil and the shortage of drugs provided by the government. Thus, to standardize the treatment of osteoporosis in the public health care system, we aim to develop a proposal for a scientifically-based pharmacological treatment for postmenopausal osteoporosis, establishing criteria for indication and allowing the rational use of each pharmacological agent. We discuss the duration of the initial bisphosphonate treatment, the therapeutic options for refractory patients and potential indications of other classes of drugs as first-choice treatment in the sphere of public health, in which assessing risk and cost effectiveness is a priority.<hr/>RESUMO Com base na vasta experiência de uso, segurança e eficácia comprovada na redução de fraturas vertebrais, não vertebrais e femorais, os bisfosfonatos são considerados agentes de primeira linha no tratamento da osteoporose pós-menopáusica. No entanto, os relatos pós-venda baseados no tratamento de milhões de pacientes/ano durante períodos prolongados de tempo revelaram a ocorrência de efeitos adversos inicialmente inesperados, como osteonecrose da mandíbula e fratura atípica do fêmur. Isso levou as agências reguladoras globais a restringirem a duração do tratamento com bisfosfonatos. No entanto, apesar da associação entre esses efeitos e os bisfosfonatos, esse risco deve ser analisado no contexto do tratamento da osteoporose, paralelamente ao benefício na prevenção de fraturas osteoporóticas e suas consequências clínicas. Portanto, considera-se plausível discutir a restrição ao uso dos bisfosfonatos, possíveis indicações para o tratamento prolongado e terapias opcionais após a suspensão dessa classe de fármaco para pacientes com alto risco persistente de fratura após o tratamento inicial, especialmente se considerarmos os problemas financeiros de saúde pública no Brasil e a escassez de fármacos fornecidos pelo governo. Assim, para padronizar o tratamento da osteoporose no sistema público de saúde pretende-se desenvolver uma proposta de tratamento farmacológico cientificamente fundamentada para a osteoporose pós-menopáusica, estabelecer critérios de indicação e permitir o uso racional de cada agente farmacológico. Discutem-se a duração do tratamento inicial com bisfosfonatos, as opções terapêuticas para pacientes refratários e potenciais indicações de outras classes de medicamentos como tratamento de primeira linha na esfera da saúde pública, em que a avaliação do risco e custo-efetividade é uma prioridade. <![CDATA[Clinical course of Behcet's disease in a patient with delayed diagnosis and radiological follow-up of the thrombi with computed tomography angiography: a five-year follow-up under immunosuppressive treatment]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300264&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Bisphosphonates are considered first-line agents in the treatment of postmenopausal osteoporosis based on extensive experience of use, safety, and proven efficacy in reducing vertebral, non-vertebral and femur fractures. However, post-marketing reports based on the treatment of millions of patients/year over lengthy periods of time have revealed the occurrence of initially unexpected adverse effects, such as osteonecrosis of the jaw and atypical femoral fracture, leading to the restriction of treatment duration with bisphosphonates by global regulatory agencies. However, despite the association between these effects and bisphosphonates, this risk should be analyzed in the context of osteoporosis treatment, alongside the benefit of preventing osteoporotic fractures and their clinical consequences. Therefore, we consider it plausible to discuss the restriction to the use of bisphosphonates, possible indications for prolonged treatment and alternative therapies following the suspension of this drug class for patients with persistent high risk of fracture after initial treatment, especially considering the problems of public health funding in Brazil and the shortage of drugs provided by the government. Thus, to standardize the treatment of osteoporosis in the public health care system, we aim to develop a proposal for a scientifically-based pharmacological treatment for postmenopausal osteoporosis, establishing criteria for indication and allowing the rational use of each pharmacological agent. We discuss the duration of the initial bisphosphonate treatment, the therapeutic options for refractory patients and potential indications of other classes of drugs as first-choice treatment in the sphere of public health, in which assessing risk and cost effectiveness is a priority.<hr/>RESUMO Com base na vasta experiência de uso, segurança e eficácia comprovada na redução de fraturas vertebrais, não vertebrais e femorais, os bisfosfonatos são considerados agentes de primeira linha no tratamento da osteoporose pós-menopáusica. No entanto, os relatos pós-venda baseados no tratamento de milhões de pacientes/ano durante períodos prolongados de tempo revelaram a ocorrência de efeitos adversos inicialmente inesperados, como osteonecrose da mandíbula e fratura atípica do fêmur. Isso levou as agências reguladoras globais a restringirem a duração do tratamento com bisfosfonatos. No entanto, apesar da associação entre esses efeitos e os bisfosfonatos, esse risco deve ser analisado no contexto do tratamento da osteoporose, paralelamente ao benefício na prevenção de fraturas osteoporóticas e suas consequências clínicas. Portanto, considera-se plausível discutir a restrição ao uso dos bisfosfonatos, possíveis indicações para o tratamento prolongado e terapias opcionais após a suspensão dessa classe de fármaco para pacientes com alto risco persistente de fratura após o tratamento inicial, especialmente se considerarmos os problemas financeiros de saúde pública no Brasil e a escassez de fármacos fornecidos pelo governo. Assim, para padronizar o tratamento da osteoporose no sistema público de saúde pretende-se desenvolver uma proposta de tratamento farmacológico cientificamente fundamentada para a osteoporose pós-menopáusica, estabelecer critérios de indicação e permitir o uso racional de cada agente farmacológico. Discutem-se a duração do tratamento inicial com bisfosfonatos, as opções terapêuticas para pacientes refratários e potenciais indicações de outras classes de medicamentos como tratamento de primeira linha na esfera da saúde pública, em que a avaliação do risco e custo-efetividade é uma prioridade. <![CDATA[Possible links between osteoporosis and periodontal disease]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300270&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Bisphosphonates are considered first-line agents in the treatment of postmenopausal osteoporosis based on extensive experience of use, safety, and proven efficacy in reducing vertebral, non-vertebral and femur fractures. However, post-marketing reports based on the treatment of millions of patients/year over lengthy periods of time have revealed the occurrence of initially unexpected adverse effects, such as osteonecrosis of the jaw and atypical femoral fracture, leading to the restriction of treatment duration with bisphosphonates by global regulatory agencies. However, despite the association between these effects and bisphosphonates, this risk should be analyzed in the context of osteoporosis treatment, alongside the benefit of preventing osteoporotic fractures and their clinical consequences. Therefore, we consider it plausible to discuss the restriction to the use of bisphosphonates, possible indications for prolonged treatment and alternative therapies following the suspension of this drug class for patients with persistent high risk of fracture after initial treatment, especially considering the problems of public health funding in Brazil and the shortage of drugs provided by the government. Thus, to standardize the treatment of osteoporosis in the public health care system, we aim to develop a proposal for a scientifically-based pharmacological treatment for postmenopausal osteoporosis, establishing criteria for indication and allowing the rational use of each pharmacological agent. We discuss the duration of the initial bisphosphonate treatment, the therapeutic options for refractory patients and potential indications of other classes of drugs as first-choice treatment in the sphere of public health, in which assessing risk and cost effectiveness is a priority.<hr/>RESUMO Com base na vasta experiência de uso, segurança e eficácia comprovada na redução de fraturas vertebrais, não vertebrais e femorais, os bisfosfonatos são considerados agentes de primeira linha no tratamento da osteoporose pós-menopáusica. No entanto, os relatos pós-venda baseados no tratamento de milhões de pacientes/ano durante períodos prolongados de tempo revelaram a ocorrência de efeitos adversos inicialmente inesperados, como osteonecrose da mandíbula e fratura atípica do fêmur. Isso levou as agências reguladoras globais a restringirem a duração do tratamento com bisfosfonatos. No entanto, apesar da associação entre esses efeitos e os bisfosfonatos, esse risco deve ser analisado no contexto do tratamento da osteoporose, paralelamente ao benefício na prevenção de fraturas osteoporóticas e suas consequências clínicas. Portanto, considera-se plausível discutir a restrição ao uso dos bisfosfonatos, possíveis indicações para o tratamento prolongado e terapias opcionais após a suspensão dessa classe de fármaco para pacientes com alto risco persistente de fratura após o tratamento inicial, especialmente se considerarmos os problemas financeiros de saúde pública no Brasil e a escassez de fármacos fornecidos pelo governo. Assim, para padronizar o tratamento da osteoporose no sistema público de saúde pretende-se desenvolver uma proposta de tratamento farmacológico cientificamente fundamentada para a osteoporose pós-menopáusica, estabelecer critérios de indicação e permitir o uso racional de cada agente farmacológico. Discutem-se a duração do tratamento inicial com bisfosfonatos, as opções terapêuticas para pacientes refratários e potenciais indicações de outras classes de medicamentos como tratamento de primeira linha na esfera da saúde pública, em que a avaliação do risco e custo-efetividade é uma prioridade. <![CDATA[Use of the Lower Extremity Functional Scale (LEFS-Brazil) questionnaire compared to Lequesne Algofunctional Index for definition of knee and hip osteoarthritis severity]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042017000300274&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Bisphosphonates are considered first-line agents in the treatment of postmenopausal osteoporosis based on extensive experience of use, safety, and proven efficacy in reducing vertebral, non-vertebral and femur fractures. However, post-marketing reports based on the treatment of millions of patients/year over lengthy periods of time have revealed the occurrence of initially unexpected adverse effects, such as osteonecrosis of the jaw and atypical femoral fracture, leading to the restriction of treatment duration with bisphosphonates by global regulatory agencies. However, despite the association between these effects and bisphosphonates, this risk should be analyzed in the context of osteoporosis treatment, alongside the benefit of preventing osteoporotic fractures and their clinical consequences. Therefore, we consider it plausible to discuss the restriction to the use of bisphosphonates, possible indications for prolonged treatment and alternative therapies following the suspension of this drug class for patients with persistent high risk of fracture after initial treatment, especially considering the problems of public health funding in Brazil and the shortage of drugs provided by the government. Thus, to standardize the treatment of osteoporosis in the public health care system, we aim to develop a proposal for a scientifically-based pharmacological treatment for postmenopausal osteoporosis, establishing criteria for indication and allowing the rational use of each pharmacological agent. We discuss the duration of the initial bisphosphonate treatment, the therapeutic options for refractory patients and potential indications of other classes of drugs as first-choice treatment in the sphere of public health, in which assessing risk and cost effectiveness is a priority.<hr/>RESUMO Com base na vasta experiência de uso, segurança e eficácia comprovada na redução de fraturas vertebrais, não vertebrais e femorais, os bisfosfonatos são considerados agentes de primeira linha no tratamento da osteoporose pós-menopáusica. No entanto, os relatos pós-venda baseados no tratamento de milhões de pacientes/ano durante períodos prolongados de tempo revelaram a ocorrência de efeitos adversos inicialmente inesperados, como osteonecrose da mandíbula e fratura atípica do fêmur. Isso levou as agências reguladoras globais a restringirem a duração do tratamento com bisfosfonatos. No entanto, apesar da associação entre esses efeitos e os bisfosfonatos, esse risco deve ser analisado no contexto do tratamento da osteoporose, paralelamente ao benefício na prevenção de fraturas osteoporóticas e suas consequências clínicas. Portanto, considera-se plausível discutir a restrição ao uso dos bisfosfonatos, possíveis indicações para o tratamento prolongado e terapias opcionais após a suspensão dessa classe de fármaco para pacientes com alto risco persistente de fratura após o tratamento inicial, especialmente se considerarmos os problemas financeiros de saúde pública no Brasil e a escassez de fármacos fornecidos pelo governo. Assim, para padronizar o tratamento da osteoporose no sistema público de saúde pretende-se desenvolver uma proposta de tratamento farmacológico cientificamente fundamentada para a osteoporose pós-menopáusica, estabelecer critérios de indicação e permitir o uso racional de cada agente farmacológico. Discutem-se a duração do tratamento inicial com bisfosfonatos, as opções terapêuticas para pacientes refratários e potenciais indicações de outras classes de medicamentos como tratamento de primeira linha na esfera da saúde pública, em que a avaliação do risco e custo-efetividade é uma prioridade.