Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420140003&lang=pt vol. 54 num. 3 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[ScienceDirect: a indexação que faltava à RBR]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300165&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Inequalidade na distribuição de reumatologistas no Brasil: correlação com local de residência médica, Produto Interno Bruto e Índice de Desenvolvimento Humano]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300166&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objetivo: Avaliar a distribuição dos reumatologistas no Brasil e sua correlação com oferta de residência médica (RM) especializada, Produto Interno Bruto (PIB) e Índice De Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) das unidades da federação (UFs). Métodos: Consulta a várias bases de dados oficiais, sumarização de dados por técnicas estatísticas descritivas e cruzamento de informações. Para análise de correlação, utilizou-se o coeficiente de Spearman (r). Resultados: Foram encontrados 1.229 reumatologistas registrados regularmente no país. A região Norte reunia apenas 3,6% desse contingente (n = 44), enquanto o Sudeste, 42,2% (n = 519). As capitais somadas aos cinco maiores municípios de cada UF concentraram 75,8% desses especialistas (n = 931). No total, 49,9% dos reumatologistas prestavam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Achou-se razão geral de 157.809 habitantes para cada reumatologista no Brasil, porém com grande variação entre as UF quanto a essa proporção. Entre 2000 e 2012, houve 593 concluintes de RM em reumatologia no Brasil. Achou-se correlação positiva do número de reumatologistas ante o PIB (r = 0,94), o IDH-M da capital (r = 0,77) e o número de concluintes de RM em reumatologia (r = 0,79) das UF. Conclusões: Observou-se forte concentração de reumatologistas nas capitais e maiores municípios brasileiros, com inequalidades perceptíveis também entre as UF e as regiões do país. A distribuição desses profissionais acompanhou o PIB, o IDH-M da capital e o número de concluintes de RM em reumatologia das UF, sugerindo que fatores relacionados a oportunidades de renda e desenvolvimento humano e ao local de formação especializada podem influir na fixação geográfica dos reumatologistas. <hr/>Objective: To assess the distribution of rheumatologists in Brazil and their correlation with Medical Residency specialization offer, Gross Domestic Product (Gdp) And Municipal Human Development Index (HDI-M) of units of the federation (UFs). Methods: Query to various official databases, data summarization by techniques for descriptive statistics and cross-referenced information. For correlation analysis, we used the Spearman correlation coefficient (r). Results: There were 1229 rheumatologists regularly registered in the country. The Northern region had only 3.6% of the total (n = 44), while the Southeast had 42.2% (n = 519). The State capitals, added to the five largest municipalities in each UF, concentrated 75.8% of these specialists (n = 931). In total, 49.9% of rheumatologists offered treatment at SUS. A general ratio of 157,809 inhabitants per rheumatologist in Brazil was determined, but with wide variation among UFs with respect to this ratio. In the years 2000-2012, there were 593 Rheumatology Residency graduated physicians in Brazil. We observed a positive correlation among number of rheumatologists compared with GDP (r = 0.94), HDI-M of the State capitals (r = 0.77) and number of Rheumatology Residency graduated physicians (r = 0.79) in UFs. Conclusions: We noted a strong concentration of rheumatologists in State capitals and larger municipalities, with noticeable inequalities also between UFs and country regions. The distribution of these professionals accompanied GDP, HDI-M of the State capital and number of Rheumatology Residency graduated physicians, suggesting that factors related to income opportunities and human development and the place of speciality training may influence the geographical fixation of rheumatologists. <![CDATA[Achados otorrinolaringológicos em um grupo de pacientes com doenças reumatológicas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300172&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: As manifestações otorrinolaringológicas de doenças reumáticas representam um grande desafio não só ao médico generalista, mas também ao otorrinolaringologista e ao reumatologista. Frequentemente representam manifestações iniciais de uma desordem autoimune que exige um tratamento imunossupressor imediato e agressivo. Sintomas auditivos, nasais, laríngeos e oculares podem ser a primeira manifestação de doenças reumáticas, e sua correta avaliação auxilia o médico a identificar sinais de atividade da doença. O objetivo deste trabalho foi identificar as manifestações otorrinolaringológicas em pacientes com doenças reumáticas em um hospital de alta complexidade, no que se refere a facilitar diagnóstico e tratamento precoces. Métodos: Foram realizadas avaliações clínicas e otorrinolaringológicas completas em pacientes selecionados no ambulatório de reumatologia, no segundo semestre do ano de 2010, de forma padronizada e com utilização de um formulário de preenchimento normatizado. Resultados: No grupo estudado, pacientes com LES apresentaram predominantemente manifestações laríngeas, enquanto pacientes com síndrome de Sjögren apresentaram predomínio das manifestações otológicas (100% dos casos). As alterações de exames audiométricos são encontradas em 53% dos casos portadores de GW, 80% de PR, 33% de LES e 50% de SCS. Quanto às alterações nasais, estas foram encontradas de forma prevalente em todas as patologias, principalmente a síndrome de Churg-Strauss. Discussão e conclusão: Este estudo demonstrou que a maioria dos pacientes em seguimento em nosso serviço apresenta os sinais e sintomas otorrinolaringológicos comumente relacionados em trabalhos prévios sobre doenças reumáticas, porém novos estudos com um número maior de pacientes devem ser feitos para comprovar tais relações. <hr/> Introduction: Otorhinolaryngological manifestations of rheumatologic diseases represent a great challenge not only to the generalistphysician but also to the ENT doctor andrheumatologist. They often represent early manifestations of an autoimmune disorder which requires prompt and aggressive immunosuppressive treatment. Auditory, nasal, laryngeal and eye symptoms can be the first manifestation of rheumatic diseases and their proper assessment helps the doctor to identify signs of disease activity. The objective of this study is to identify the ENT manifestations in patients with rheumatic diseases in a high complexity hospital, regarding facilitating an early diagnosis and treatment. Methods: We performed clinical and complete otorhinolaryngological evaluations in patients selected from the outpatient rheumatology in a standardized manner by the use of a standardized form filling during the secondhalf of 2010. Results: In the study group, systemic lupus erythematosus (SLE) patients had predominantly laryngeal manifestations, while patients with Sjögren's syndrome showed a higher prevalence of otologic manifestations. Changes in audiometric tests were found in 53% of Wegener's granulomatosis (WG) patients, 80% of relapsing polychondritis (RP), 33% of systemic lupus erythematosus (SLE) and 50% of Churg-Strauss syndrome (SCS). Regarding nasal alterations, these were found so prevalent in all conditions, especially Churg-Strauss syndrome. Discussion and conclusion: This study demonstrated that most patients treated in our hospital has the ENT signs and symptoms commonly associated in previous studies on rheumatic diseases, but further studies with a larger number of patients must be made to establish such relations. <![CDATA[Estudo randomizado e controlado de uma intervenção terapêutica grupal em pacientes com síndrome fibromiálgica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300179&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objetivo: Avaliar a eficácia de um programa interdisciplinar semanal (PIS) composto de atividades educativas, terapias físicas, alongamento, ergonomia, orientações posturais combinado com estratégias cognitivas e comportamentais e abordagens de aspectos psicossociais e ocupacionais, a fim de determinar se esta intervenção seria efetiva em curto e médio prazos para melhora dos sintomas destes pacientes. Casuística e métodos: Trata-se de um estudo unicêntrico, randomizado, simples cego e controlado com amostra de um grupo-teste (T), com diagnóstico de SFM (n = 12), e de um grupo-controle (C) submetido a interconsulta na Clínica da Dor (n = 15). Os instrumentos utilizados em dois momentos distintos foram: Questionário de Impacto de Fibromialgia (FIQ), Escala Visual Analógica (EVA) e Protocolo Pós-Sono (PSI). Para avaliar a qualidade de vida, foi utilizado o Questionário SF-12. Resultados: Na amostra dos dois grupos houve predomínio do gênero feminino, média de idade de 42,5±9,8 anos, 43% casados e média de escolaridade de 8,3±4,5 anos. Foi relatado um tempo médio de dor de 4,2 anos e uma média de dois anos para o diagnóstico de SFM no grupo T. Houve diferença estatística entre os grupos, em relação à eficácia pós-intervenção do PIS, em quase todos os desfechos analisados. Conclusão: Verificou-se que o programa interdisciplinar semanal (PIS) contribuiu para melhora da qualidade de vida dos pacientes fibromiálgicos. <![CDATA[Construção do manual de processos de trabalho e técnicas do Centro de Dispensação de Medicamentos de Alto Custo (CEDMAC) do Hospital de Clínicas da Unicamp]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300185&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Os Centros de Medicação de Alto Custo (CEDMAC) da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo foram instituídos por projeto em parceria com Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, patrocinado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), visando à formação de rede estadual para atendimento integral dos pacientes indicados ao uso de agentes imunobiológicos nas doenças reumatológicas. O CEDMAC do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC-Unicamp), implementado pela Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Ciências Médicas, identificou a necessidade de padronização das condutas da equipe multidisciplinar, frente à especificidade da assistência, verificando a importância da descrição, em formato de manual, dos seus processos de trabalho e técnicas. O objetivo do estudo foi apresentar a metodologia de construção do manual do CEDMAC/HC-Unicamp como ferramenta institucional, visando à qualidade assistencial e administrativa. A metodologia para elaboração dos manuais no HC-Unicamp, desde 2008, tem como premissas ser participativo, multidisciplinar, focado em processos de trabalho, integrado às normas institucionais, com descrição objetiva e didática, formato padronizado e divulgação eletrônica. O Manual do CEDMAC/HC-Unicamp foi construído em dez meses, com o envolvimento de toda equipe multidisciplinar, tendo 19 capítulos sobre processos de trabalho e técnicas, além dos relativos à estrutura organizacional e anexos. Publicado no portal eletrônico dos Manuais HC, em julho de 2012, como e-book, com registro ISBN 978-85-63274-17-5. O Manual tem sido valioso instrumento na orientação dos profissionais da área nas atividades assistenciais, de ensino e pesquisa.<hr/>The Centers for High Cost Medication (Centros de Medicação de Alto Custo, CEDMAC), Health Department, São Paulo were instituted by project in partnership with the Clinical Hospital of the Faculty of Medicine, USP, sponsored by the Foundation for Research Support of the State of São Paulo (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, FAPESP) aimed at the formation of a statewide network for comprehensive care of patients referred for use of immunobiological agents in rheumatological diseases. The CEDMAC of Hospital de Clínicas, Universidade Estadual de Campinas (HC-Unicamp), implemented by the Division of Rheumatology, Faculty of Medical Sciences, identified the need for standardization of the multidisciplinary team conducts, in face of the specificity of care conducts, verifying the importance of describing, in manual format, their operational and technical processes. The aim of this study is to present the methodology applied to the elaboration of the CEDMAC/HC-Unicamp Manual as an institutional tool, with the aim of offering the best assistance and administrative quality. In the methodology for preparing the manuals at HC-Unicamp since 2008, the premise was to obtain a document that is participatory, multidisciplinary, focused on work processes integrated with institutional rules, with objective and didactic descriptions, in a standardized format and with electronic dissemination. The CEDMAC/HC-Unicamp Manual was elaborated in 10 months, with involvement of the entire multidisciplinary team, with 19 chapters on work processes and techniques, in addition to those concerning the organizational structure and its annexes. Published in the electronic portal of HC Manuals in July 2012 as an e-Book (ISBN 978-85-63274-17-5), the manual has been a valuable instrument in guiding professionals in healthcare, teaching and research activities. <![CDATA[Avaliação do comprometimento respiratório em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico com o teste de caminhada de seis minutos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300192&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objetivo: Avaliar pacientes com LES estável, sem comprometimento respiratório evidente, por meio do TC6M. Casuística e métodos: Foram recrutados 45 pacientes com LES estável. Foi utilizado o protocolo ATS/ERS para TC6M, tendo sido escolhidos dois parâmetros com pontos de corte. Resultados: Quarenta e dois dos pacientes eram mulheres.A média de idade foi 39 ± 11,4 anos; a duração média da doença, 121 ± 93,1 meses; valor médio de MRC 2 ± 0; CVF média 85,9 ± 34,2%; VEF1 médio 67,5 ± 21,6%; PIM média 82 ± 58,4%; PEM média 78 ± 37,3%; frequência cardíaca média em repouso 75 ± 12,8 bpm; frequência respiratória média em repouso 19 ± 5,3 bpm; distância média no TC6M 478 ± 82 m; SpO2 média em repouso 98 ± 0,8%; queda média em SpO2 4 ± 6 pontos. Quando a população em estudo foi dividida de acordo com o valor de corte de 400 m de distância caminhada, a frequência cardíaca imediatamente antes do teste foi significativamente menor naqueles participantes que caminharam menos de 400 m (p = 0,0043), da mesma forma que o valor da escala de Borg (p = 0,0036). De acordo com a presença de saturação ≥ 4, a frequência cardíaca ao final do teste estava significativamente mais elevada naqueles participantes exibindo dessaturação (p = 0,0170); PEM (p = 0,0282) e TC6M (p = 0,0291) estavam significativamente menores e PIM revelou uma tendência para diminuir (p = 0,0504). CVF &lt; limite inferior do normal foi achado significativamente associado com o grupo com dessaturação (p = 0,0274). Conclusão: Comparado com TC6M, a dessaturação foi o indicador mais apropriado para localizar os pacientes com os índices mais comprometidos nos testes de função respiratória. <hr/> Objective: Evaluate SLE stable patients, without overt respiratory compromise, by means of 6MWT. Casuistic and methods: Forty-five stable SLE patients were enrolled. The ATS/ERS protocol for 6MWT, was used and two parameters with cut-off points were chosen. Results: Forty-two patients were women. The mean age was 39 ± 11.4 years; mean duration of disease, 121 ± 93.1 months; mean value of MRC, 2 ± 0; mean FVC, 85.9 ± 34.2%; mean FEV1, 67.5 ± 21.6%; mean MIP, 82 ± 58.4%; mean MEP, 78 ± 37.3%; mean heart rate at rest, 75 ± 12.8 bpm; mean respiratory rate at rest, 19 ± 5.3 bpm; mean 6MWD, 478 ± 82 m; mean SpO2 at rest was 98 ± 0.8%; mean fall in SpO2, 4 ± 6 points. When the study population was divided according to the 400-m walk distance cut-off value, the heart rate immediately before the test was significant lower in those participants who walked less than 400 m (p = 0.0043), just like the value of Borg scale (p = 0.0036); according to the presence of saturation ≥ 4, heart rate at the end of the test was significantly higher in those participants who were showing desaturation (p = 0.0170); MEP (p = 0.0282) and 6MWD (p = 0.0291) were significantly lower, and MIP showed a tendency towards being smaller (p = 0.0504). FVC &lt; normal inferior limit was significantly associated with the group with desaturation (p = 0.0274). Conclusion: Compared to 6MWD, desaturation was better suited to find the patients with the most compromised indexes in respiratory function tests. <![CDATA[Análise da associação da fadiga com variáveis clínicas e psicológicas em uma série de 371 pacientes brasileiros com artrite reumatoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300200&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objetivos: A fadiga é um sintoma altamente subjetivo e extremamente comum em pacientes com artrite reumatoide, embora seja difícil de caracterizar e definir. O objetivo desse estudo foi avaliar a fadiga em uma coorte de pacientes brasileiros e analisar a relação entre fadiga e variáveis específicas da doença. Métodos: Foram prospectivamente investigados 371 pacientes brasileiros diagnosticados com artrite reumatoide, de acordo com os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia de 1987. Dados demográficos, clínicos e laboratoriais foram obtidos dos registros clínicos. Foram registrados o número de articulações dolorosas, índice de massa corporal, duração da doença, qualidade de vida, capacidade funcional, ansiedade e depressão. A fadiga foi avaliada com o uso da subescala específica da escala Fatigue Assessment of Chronic Illness Therapy (FACIT-FATIGUE). Resultados: O escore mediano para fadiga foi 42 (10), negativamente correlacionado com a capacidade funcional (-0,507; p &lt; 0,001), ansiedade e depressão (-0,542 e -0,545; p &lt; 0,001, respectivamente) e predominantemente com o domínio físico do questionário Short Form-36 para qualidade de vida (SF-36P: 0,584; p &lt; 0,001). Não houve correlação entre os escores e a velocidade de sedimentação das hemácias (-0,118; p &lt;0,05), proteína C reativa (-0,089; p &lt; 0,05), atividade da doença (-0,250;p &lt; 0,001) ou número de articulações dolorosas (-0,135; p &lt; 0,01). Para todas as medidas foi aplicado um intervalo de confiança de 95%. Conclusões: Nesta série de pacientes brasileiros com artrite reumatoide, sugerimos um novo significado para as queixas de fadiga como um parâmetro independente não relacionado com o número de articulações dolorosas ou escores de atividade inflamatória. Parece haver maior relação entre transtornos psicológicos e funcionais com a fadiga. Seriam importantes novos estudos e uso rotineiro de medidas padronizadas para a monitorização das queixas de fadiga. <hr/> Objectives: Fatigue is a highly subjective and extremely common symptom in patients with rheumatoid arthritis although it is difficult to characterize and define. The aim of this study was to assess fatigue in a cohort of Brazilian patients, and to analyze the relationship between fatigue and disease-specific variables. Methods: 371 Brazilian patients diagnosed with rheumatoid arthritis according to the 1987 American College of Rheumatology classification criteria were prospectively investigated. Demographic, clinical and laboratorial data were obtained from hospitals records. The number of painful joints, bone mass index, disease duration, quality of life, functional capacity, anxiety and depression were recorded. Fatigue was evaluated using the subscale of Fatigue Assessment of Chronic Illness Therapy (FACIT-FATIGUE scale). Results: The median fatigue score was 42.0 (10.0), negatively correlated with functional capacity (-0.507; P &lt; 0.001), anxiety and depression (-0.542 and -0.545; P &lt; 0.001 respectively), and predominantly with physical domain of Short Form 36-item quality of life questionnaire (SF-36P: 0.584; P &lt; 0.001). The scores were not associated with the erythrocyte sedimentation rate (-0.118; P &lt; 0.05), C-reactive protein (-0.089; P &lt; 0.05), disease activity (-0.250; P &lt; 0.001) or the number of painful joints (-0.135; P &lt; 0.01). Confidence interval of 95% was applied for all measures. Conclusions: In this series of Brazilian patients with rheumatoid arthritis, we suggest a new significance for fatigue complains as an independent parameter not related with number of painful joints, disease or inflammatory activity scores. Psychological and functional impairments appear to be more related to fatigue. Additional studies and inclusion of standard measures for monitoring fatigue complains are required. <![CDATA[Avaliação do controle postural e da qualidade de vida em idosas com osteoartrite de joelho]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300208&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objetivo: Avaliar o equilíbrio em tarefas dinâmicas e a qualidade de vida em idosas com e sem osteoartrite no joelho. Métodos: As idosas foram divididas em: Grupo 1 (n = 12), consistindo de idosas com osteoartrite bilateral no joelho (Grau Kellgreen-Lawrence 1 e 2); e Grupo 2 (n = 12), consistindo de controles. Foi empregada uma plataforma de força (EMG System do Brasil) para avaliar a oscilação postural em tarefas dinâmicas; já a qualidade de vida foi avaliada mediante a aplicação do questionário WHOQOL-Bref. Resultados: O teste t de Student não demonstrou diferença estatística durante as ações de ficar de pé e sentar em uma cadeira (p &gt; 0,05). Contudo, a tarefa de subir escadas revelou diferença na velocidade de deslocamento (p &lt; 0,05), enquanto a tarefa de descer escadas demonstrou diferenças tanto na velocidade como na amplitude do deslocamento (p &lt; 0,05). No questionário, o Grupo 1 demonstrou valores mais baixos do que os obtidos no Grupo de controle, no que diz respeito ao domínio físico (p &lt; 0,05). Conclusão: Aparentemente, idosas com osteoartrite no joelho tiveram mais dificuldade na tarefa de descer escadas e pior percepção de domínio físico. Esses achados foram observados no grupo com OA, mesmo nos estágios iniciais da doença, o que demonstra a importância de intervenções ainda mais precoces. <hr/> Objective: To assess the balance in dynamic tasks and in the quality of life in elderly women with and without knee osteoarthritis. Methods: Elderly women were divided into Group 1 (n = 12), consisting of participants with bilateral knee osteoarthritis (Kellgreen-Lawrence grade 1 and 2), and Group 2 (n = 12), consisting of controls. A force plate (EMG System do Brazil) was used to assess postural sway in dynamic tasks, whereas the quality of life was assessed by using the WHOQOL-Bref questionnaire. Results: Student's t-test showed no statistical difference during sitting down and standing up from the chair (p &gt; 0.05). However, stair ascent revealed difference in displacement speed (p &lt; 0.05), whereas stair descent showed differences in both displacement speed and amplitude (p &lt; 0.05). In the questionnaire, Group 1 showed values lower than those in the control group regarding physical domain (p &lt; 0.05). Conclusion: Elderly women with knee osteoarthritis seemed to have more difficulty on stair descent task and had perception of worst physical domain. These findings were observed in OA group, even in the early stages of the disease, which shows the importance of even earlier interventions. <![CDATA[Avaliação anestésica pré-operatória de pacientes com artrite reumatoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300213&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O manejo e as intervenções cirúrgicas de problemas decorrentes direta ou indiretamente da artrite reumatoide variam drasticamente. O anestesiologista e o reumatologista devem estar atentos às peculiaridades da avaliação anestésica pré-operatória desses pacientes, incluindo a avaliação de possíveis distúrbios das vias aéreas, além do manejo intraoperatório e da análise dos parâmetros farmacológicos pertinentes. É essencial que o médico anestesiologista esteja familiarizado com as peculiaridades da doença e com as características específicas dos medicamentos usados no seu tratamento, pois, assim, ele poderá planejar da melhor forma possível a técnica anestésica para o ato cirúrgico em questão, oferecendo segurança e conforto ao paciente. Ao reumatologista, cabe conhecer o procedimento a que o paciente será submetido e ter noção da técnica anestésica mais indicada em cada caso. Isso permitirá melhor interação entre o reumatologista e o anestesiologista na avaliação pré-anestésica, através do compartilhamento de informações relevantes sobre o acometimento articular e sistêmico pela doença que possam interferir com o manejo pré e intraoperatório. Além disso, as informações sobre a avaliação pré-anestésica e a escolha da técnica de anestesia contribuirão para que o reumatologista possa esclarecer dúvidas que o paciente e seus familiares porventura apresentem, bem como orientá-los quanto à manutenção ou não das medicações em uso e, eventualmente, da necessidade de suplementação da dose do corticosteroide. O objetivo desta revisão é familiarizar o reumatologista com os principais conceitos relacionados à avaliação anestésica pré-operatória de pacientes com diagnóstico de AR, incluindo, principalmente, as noções gerais que ditam a escolha da técnica anestésica.<hr/>The management and surgical interventions of problems directly or indirectly arising from rheumatoid arthritis vary drastically. Anesthesiologists and rheumatologists should be aware of the peculiarities of the anesthetic preoperative assessment of these patients, including the assessment of possible disorders of the airways, in addition to the intra-operative management and analysis of relevant pharmacological parameters. It is critical that the anesthetist is familiar with the peculiarities of the disease and the specific characteristics of drugs used in its treatment: thus, he/she will be able to plan the best possible anesthetic technique for the surgery in question, offering safety and comfort to his/her patient. It is up to the rheumatologist to know the procedure to which the patient will be submitted to and be aware of the most appropriate anesthetic technique in each case. This will allow a better interaction between the rheumatologist and the anesthesiologist in the pre-anesthetic evaluation, through the sharing of relevant information on the articular and systemic involvement by the disease that might interfere with preoperative and intraoperative management. Furthermore, the information on the pre-anesthetic assessment and the choice of anesthetic technique will enable the rheumatologist to clarify any doubts that his/her patient and family may have, as well as to guide them as to whether or not the medications in use should be maintained, and eventually about the need for a supplemental dose of corticosteroid. The objective of this review is to acquaint the rheumatologist with key concepts related to the anesthetic preoperative assessment of patients diagnosed with RA, mainly including general notions that dictate the choice of the anesthetic technique. <![CDATA[Rituximabe para o tratamento da artrite reumatoide: revisão sistemática]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300220&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune crônica caracterizada por inflamação articular sistêmica que, com frequência, leva a significativa incapacitação. Vários agentes anti-TNF têm sido usados efetivamente, mas alguns pacientes demonstraram resposta inadequada. Rituximabe é um anticorpo monoclonal terapêutico indicado em tais casos. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática para avaliar a eficácia e a segurança de rituximabe em pacientes com AR ativa previamente tratados ou não com agentes anti-TNF e para relacionar o desfecho com a sorologia para FR e anti-CCP. Pesquisaram-se importantes bancos de dados eletrônicos e a literatura não convencional, além de se fazer uma busca manual de referências. Para a meta-análise, utilizou-se o programa Review Manager® 5.1. Resultados: Consideramos seis ERCs comparando rituximabe 1000 mg com placebo. Em ambos os grupos usou-se Metotrexato. O tratamento com rituximabe foi mais efetivo em pacientes jamais tratados e nos que não obtiveram sucesso com a terapia anti-TNF - critérios ACR 20/50/70 e EULAR. No grupo de rituximabe, observaram-se mudanças menos expressivas nos escores de Sharp/Genant, de erosão e de estreitamento do espaço articular; nesse grupo, os escores SF-36, FACIT-T e HAQ-DI também foram melhores. Não foram notadas diferenças entre grupos com relação aos desfechos de segurança, com exceção das reações agudas à infusão, que foram mais comuns no grupo de rituximabe. Ainda no grupo de rituximabe, um número maior de pacientes soropositivos para FR/anti-CCP alcançou ACR20, em comparação com pacientes negativos para RF/anti-CCP. Conclusão: Os dados disponíveis falam em favor do uso de rituximabe para o tratamento da AR, como opção efetiva e segura para pacientes jamais tratados ou que não obtiveram sucesso com o tratamento anti-TNF. FR e anti-CCP parecem influenciar os resultados do tratamento, mas essa inferência ainda está à espera de futuras pesquisas. <hr/> Introduction: Rheumatoid arthritis (RA) is a chronic autoimmune disease characterized by systemic joint inflammation that often leads to significant disability. Several effective anti-TNF agents have been used, but some patients have shown an inadequate response. Rituximab is a therapeutic monoclonal antibody indicated in such cases. Methods: We conducted a systematic review to access efficacy and safety of rituximab in patients with active RA which have or have not been treated with anti-TNF agents before, and to relate outcome with RF and anti-CCP serology. We searched major electronics databases, grey literature and searched for references manually. We used Review Manager(r)5.1 for meta-analysis. Results: We included six RCTs comparing rituximab 1000 mg with placebo. Methotrexate was used by both groups. Treatment with rituximab was more effective in naïve and in anti-TNF treatment failure patients - ACR20/50/70 and EULAR response. We observed lower changes in Total Genant-modified Sharp score, erosion score and joint narrowing scores in the rituximab group, and SF-36, FACIT-T and HAQ-DI scores were also better in this group. There were no differences between groups regarding safety outcomes, with exception of acute injection reactions, which were more common on rituximab group. More RF/anti-CCP seropositive patients achieved ACR20 than RF/anti-CP negative patients in rituximab group. Conclusion: Available data support the use of rituximab for the treatment of RA, as it is an effective and safe option for naïve and anti-TNF treatment failure patients. RF and anti-CCP seam to influence treatment results, but this inference needs further research. <![CDATA[Nefropatia por IgA e polimiosite: uma rara associação]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300231&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A polimiosite é uma miopatia inflamatória idiopática sistêmica que, além da manifestação muscular, pode eventualmente cursar com acometimento respiratório, do trato gastrintestinal e, raramente, renal. Neste último caso, há descrição de apenas dois casos de nefropatia por IgA em pacientes com miopatia, ambos em dermatomiosite. Em contrapartida, relatamos pela primeira vez esta rara associação em polimiosite.<hr/>Polymyositis is a systemic and idiopathic inflammatory myopathy that, besides muscle manifestation, may occur with respiratory involvement, gastrointestinal tract and rarely renal involvement. In this latter, there are only two cases of IgA nephropathy, but both in dermatomyositis. On the other hand, we reported, for the first time, a case of IgA nephropathy in polymyositis. <![CDATA[Espondiloptose em atleta]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300234&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Os atletas adolescentes estão sob maior risco de lombalgia e lesões estruturais da coluna. A espondilólise é responsável pela maioria das lombalgias em jovens esportistas e raramente ocorre em adultos. Relatamos o caso de uma paciente de 13 anos, atleta de judô, que chegou a nosso serviço com quadro de cinco meses de lombalgia progressiva durante os treinos, sendo inicialmente atribuída a causas mecânicas, sem que houvesse uma investigação mais detalhada por métodos de imagem. Na admissão já apresentava deformidade lombar, postura antálgica e manobra de hiperextensão lombar em unipodálico positiva bilateralmente. Realizou-se investigação, que evidenciou espondiloptose, sendo, então, submetida a tratamento cirúrgico. Com base neste relato de caso, discutimos a abordagem diagnóstica de lombalgia em atletas jovens, uma vez que a queixa de lombalgia crônica pode ser marcador de uma lesão estrutural, a qual pode ser definitiva e trazer perda funcional irreversível.<hr/>The adolescent athletes are at greater risk of low back pain and structural spine injuries. Spondylolysis is responsible for the majority of back pain cases in young athletes, rarely occurring in adults. We report a case of a 13-year-old judo female athlete, who came to our service with 5 months of progressive low back pain during training which was initially attributed to mechanical causes, without any further investigation by imaging methods. At admission, the patient had lumbar deformity, antalgic posture and bilaterally positive unipodalic lumbar hyperextension maneuver. After a research which showed spondyloptosis, the patient underwent surgery. In this article, we discuss, based on this case report, the diagnostic approach to low back pain in young athletes, since the complaint of chronic back pain can be a marker of a structural lesion that may be permanent and bring irreversible functional loss. <![CDATA[Primeiro caso de febre maculosa brasileira branda associada à artrite]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300237&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Descrevemos o primeiro caso brasileiro de Riquetsiose branda, agravada por monoartrite em joelho, em adulto jovem picado por carrapato na perna esquerda na região de Camburi, localizada no município de São Sebastião, sul da região costeira do estado de São Paulo, Mata Atlântica, Brasil. O paciente apresentou uma escara de inoculação no local da picada do carrapato, associada ao aumento ganglionar em virilha esquerda, febre, poliartralgia, cefaleia e erupção macular. Vinte dias após o episódio da picada de carrapato, o paciente apresentou monoartrite em joelho direito. O diagnóstico de Riquetsiose branda foi estabelecido pela análise imunológica sequencial em amostras de soro e líquido sinovial, tendo sido empregada a técnica de imunofluorescência (IF) indireta para anticorpos reativos contra Rickettsia parkeri e Rickettsia rickettsii. A Riquetsiose branda é uma zoonose emergente, que deve ser investigada pelos médicos, incluindo reumatologistas, em pacientes que apresentem erupção macular, febre e, eventualmente, artrite, após visita ao sul da região costeira da Mata Atlântica no Brasil.<hr/>We describe the first Brazilian case of mild Rickettsiosis, complicated by knee monoarthritis, in young adult bitten by a tick on his left leg in Camburi zone, located in São Sebastião municipality, southern coastal region of the State of São Paulo, in the Atlantic rainforest region, Brazil. The patient developed inoculation eschar at the tick bite site associated with enlarged lymph nodes in the left groin, fever, polyarthralgia, headache and macular rash. Twenty days after tick bite episode, he displayed monoarthritis in his right knee. The diagnosis of mild Rickettsiosis was established by sequential immunological analysis in serum and synovial fluid, using the indirect immunofluorescence (IF) assay for antibodies reactive with Rickettsia parkeri and Rickettsia rickettsii. The mild Rickettsiosis is an emerging zoonosis, that must be investigated by physicians, including rheumatologists, in patients that present macular rash, fever and eventually arthritis, after visiting the southern coastal Atlantic rainforest region in Brazil. <![CDATA[Pacientes com lúpus eritematoso sistêmico e síndrome antifosfolípide secundária possuem números reduzidos de células B CD4+ CD25+ Foxp3+ células Treg) e células B CD3- CD19+ circulantes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300241&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: A depleção de células T CD4+ CD25+ Foxp3+ regulatórias (células Treg) foi descrita em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e, recentemente, na síndrome antifosfolípide (SAF) primária; até o momento, o tópico não tinha sido estudado em pacientes com LES e com SAF secundária (LES/SAFS). Objetivo: Quantificar linfócitos totais, células Treg, células T CD3+ CD19- e células B CD3- CD19+ em pacientes com LES/SAF e em controles saudáveis. Métodos: Subtipos celulares foram imunofenotipados utilizando anticorpos monoclonais específicos (antiCD3CY5, antiCD4FITC, antiCD25, antiFoxp3, antiCD19PE) e citometria de fluxo. Resultados: Participaram do estudo 25 pacientes com LES/SAF (média de idade 43,5 anos, 96% mulheres, 96% da raça branca, duração média da doença 9,87 anos, SLEDAI médio 10±5,77) e 25 controles compatibilizados para idade e gênero. Foi constatado que os números de células Treg e de células B CD3- CD19+ estavam significativamente mais baixos em pacientes com LES/SAF, em comparação com controles (todos p&lt;0,05). As células Treg e as células B CD3 CD19+ permaneceram numericamente baixas em seguida ao controle (ANCOVA) para percentual de linfócitos totais (p&lt;0,05). Níveis decrescentes de células Treg e células B CD3-CD19+ circulantes tiveram correlação com escores mais elevados de atividade lúpica (rs=0,75, p&lt;0,0001; rs=0,46, p=0,021, respectivamente). Os números de células Treg e de células B CD3 CD19+ não diferiam significativamente em usuários ou não usuários de cloroquina, azatioprina e corticosteroides (todos p&gt;0,05). Conclusões: Nesse estudo preliminar, pacientes com LES e com SAF secundária demonstraram depleção de células Treg e de células B CD3 CD19+; a redução numérica dos dois subtipos teve correlação com aumento de SLEDAI. A depleção de células Treg pode contribuir para a lesão autoimune observada em pacientes com LES/SAFS. O número reduzido de células B CD3 CD19+ observado nesses pacientes está a merecer estudos objetivando um aprofundamento em sua elucidação. <hr/> Introduction: CD4+CD25+Foxp3+ regulatory T (Treg) cell depletion has been reported in systemic lupus erythematosus (SLE) and, recently, in primary antiphospholipid syndrome (APS); the issue has not been studied in SLE patients with secondary APS (SLE/APS) so far. Objective: To quantify total lymphocytes, Treg cells, CD3+CD19- T cells and CD3-CD19+ B cells in SLE/APS patients and healthy controls. Methods: Cell subtypes underwent immunophenotyping using specific monoclonal antibodies (anti-CD3 CY5, anti-CD4 FITC, anti-CD25, anti-Foxp3, anti-CD19 PE) and flow cytometry. Results: Twenty-five patients with SLE/APS (mean age 43.5 years, 96% females, 96% caucasians, mean duration of disease 9.87 years, mean SLEDAI 10 ± 5.77) and 25 age and sex-matched controls entered the study. It was realized that the numbers of Treg and CD3- CD19+ B cells were significantly lower in SLE/APS patients than in controls (all p &lt; 0.05).Treg and CD3-CD19+ B cells remained numerically low after controlling (ANCOVA) for percentage of total lymphocytes (p &lt; 0.05). Decreasing levels of circulating Treg and CD3-CD19+ B cells correlated to higher scores of lupus activity (rs = -0.75, p &lt; 0.0001; rs = -0.46, p = 0.021, respectively). Number of Treg cells and CD3-CD19+ B lymphocytes did not significantly differ in users or nonusers of chloroquine, azathioprine and corticosteroids (all p &gt; 0.05). Conclusions: In this preliminary study, patients with SLE and secondary APS showed depletion of Treg and CD3-CD19+ B cells; decreasing numbers of both subtypes correlated to a higher SLEDAI. Treg cells depletion might contribute to the autoimmune lesion seen in patients with SLE/APS. The reduced number of CD3-CD19+ B cells seen in these patients deserves more studies in order to get further elucidation. <![CDATA[Quando anti-TNF não obtém sucesso, anti-IL-12-23 é opção alternativa na psoríase e na artrite psoriásica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300247&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Pacientes com psoríase e artrite psoriásica respondem à terapia anti-TNF, mas nem todos os pacientes mantêm uma resposta efetiva e alguns não respondem. Nesse artigo, demonstramos o papel de uma nova via patogenética que, até certo ponto, independe de TNF nesses pacientes. Anti-IL-12-23 é um modo terapêutico novo e alternativo para pacientes com resposta recalcitrante à medicação com anti-TNF.<hr/>Patients with psoriasis and psoriatic arthritis respond to anti-TNF therapy, but not all patients maintain effective response, and some do not respond. In this article, we demonstrate the role of a new pathogenetic pathway to some extent TNF-independent in these patients. Anti-IL12-23 is a new and alternate mode of therapy for patients with recalcitrant response to anti-TNF. <![CDATA[Ultrassonografia articular: confiabilidade interobservadores em artrite reumatoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300250&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: A ultrassonografia (US) tem uso recente na reumatologia, e a confiabilidade do método em pacientes com artrite reumatoide (AR) ainda está por ser definida. Objetivo: Testar, em uma pesquisa de AR, a reprodutibilidade da US musculosquelética realizada por reumatologistas com treinamento de um ano por meio da reanálise por um reumatologista com experiência no método. Pacientes e métodos: Esse estudo transversal incluiu pacientes de AR consecutivos de nosso centro terciário. O exame US foi realizado nas articulações metacarpofalângicas, articulações interfalângicas proximais e punhos. Os parâmetros avaliados foram: presença de sinovite, sinal de power Doppler (PD), erosões ósseas e alterações cartilaginosas. Um valor Kappa entre 0,20 e 0,40 foi considerado razoável; entre 0,41 e 0,60, moderado; entre 0,61 e 0,80, bom; e acima de 0,81, excelente. Resultados: Analisamos 1380 articulações de pacientes com AR (78% mulheres, 78% caucasoides). Média de idade = 58 ± 11,56 anos, duração média da doença = 9,98 ± 7,79 anos, DAS28 média = 3,82 ± 1,53 e HAQ média = 0,91 ± 0,67. A concordância de Kappa para sinovite variou de 0,30-0,70; para sinal PD, de 0,53 até a concordância absoluta; para erosões, de 0,70-0,97; para alterações cartilaginosas, de 0,28-0,63. Conclusão: Embora tenha sido obtida concordância interobservadores boa, moderada e excelente para erosões e PD, a concordância para sinovite e alterações cartilaginosas foi me-nos substancial em nossos pacientes com AR ativa. Há necessidade de novos estudos sobre a padronização da técnica de análise, objetivando a melhora da reprodutibilidade da US musculosquelética. <hr/> Introduction: Ultrasonography (US) has a recent use in Rheumatology, and the reliability of the method in rheumatoid arthritis (RA) patients has yet to be clarified. Objective: To test, in a RA survey, the reproducibility of musculoskeletal US performed by rheumatologists with one-year training through re-analysis by a Rheumatologist experienced in the method. Patients and methods: This cross-sectional study included consecutive RA patients from our tertiary center. US exam was performed in metacarpophalangeal joints, proximal interphalangeal joints, and wrists. Presence of synovitis, power Doppler (PD) signal, bone erosions, and cartilage changes comprised the US parameters evaluated. A kappa value in-between 0.20 and 0.40 was considered fair; in-between 0.41 and 0.60 was moderate; in-between 0.61 and 0.80 was good; and above 0.81 was excellent. Results: We analyzed 1,380 joints of 60 RA patients (78% females, 78% caucasoids). Mean age was 58 ± 11.56 years, mean disease duration was 9.98 ± 7.79 years, mean DAS28 was 3.82 ± 1.53, and mean HAQ was 0.91 ± 0.67. Kappa agreement for synovitis ranged from 0.30 to 0.70; for PD signal, from 0.53 to absolute agreement; for erosions, from 0.70 to 0.97; for cartilage changes, from 0.28 to 0.63. Conclusion: Although good, moderate and excellent interobserver agreement were obtained for erosions and PD, concordance for synovitis and cartilage changes were less impressive in our patients with active RA. Further studies on standardization of scanning technique are necessary to improve musculoskeletal US reproducibility. <![CDATA[Retratação: "Anticorpos antipeptídeos citrulinados e o fator reumatoide em pacientes sudaneses com infecção <em>Leishmania donovani</em>"]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300255&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: A ultrassonografia (US) tem uso recente na reumatologia, e a confiabilidade do método em pacientes com artrite reumatoide (AR) ainda está por ser definida. Objetivo: Testar, em uma pesquisa de AR, a reprodutibilidade da US musculosquelética realizada por reumatologistas com treinamento de um ano por meio da reanálise por um reumatologista com experiência no método. Pacientes e métodos: Esse estudo transversal incluiu pacientes de AR consecutivos de nosso centro terciário. O exame US foi realizado nas articulações metacarpofalângicas, articulações interfalângicas proximais e punhos. Os parâmetros avaliados foram: presença de sinovite, sinal de power Doppler (PD), erosões ósseas e alterações cartilaginosas. Um valor Kappa entre 0,20 e 0,40 foi considerado razoável; entre 0,41 e 0,60, moderado; entre 0,61 e 0,80, bom; e acima de 0,81, excelente. Resultados: Analisamos 1380 articulações de pacientes com AR (78% mulheres, 78% caucasoides). Média de idade = 58 ± 11,56 anos, duração média da doença = 9,98 ± 7,79 anos, DAS28 média = 3,82 ± 1,53 e HAQ média = 0,91 ± 0,67. A concordância de Kappa para sinovite variou de 0,30-0,70; para sinal PD, de 0,53 até a concordância absoluta; para erosões, de 0,70-0,97; para alterações cartilaginosas, de 0,28-0,63. Conclusão: Embora tenha sido obtida concordância interobservadores boa, moderada e excelente para erosões e PD, a concordância para sinovite e alterações cartilaginosas foi me-nos substancial em nossos pacientes com AR ativa. Há necessidade de novos estudos sobre a padronização da técnica de análise, objetivando a melhora da reprodutibilidade da US musculosquelética. <hr/> Introduction: Ultrasonography (US) has a recent use in Rheumatology, and the reliability of the method in rheumatoid arthritis (RA) patients has yet to be clarified. Objective: To test, in a RA survey, the reproducibility of musculoskeletal US performed by rheumatologists with one-year training through re-analysis by a Rheumatologist experienced in the method. Patients and methods: This cross-sectional study included consecutive RA patients from our tertiary center. US exam was performed in metacarpophalangeal joints, proximal interphalangeal joints, and wrists. Presence of synovitis, power Doppler (PD) signal, bone erosions, and cartilage changes comprised the US parameters evaluated. A kappa value in-between 0.20 and 0.40 was considered fair; in-between 0.41 and 0.60 was moderate; in-between 0.61 and 0.80 was good; and above 0.81 was excellent. Results: We analyzed 1,380 joints of 60 RA patients (78% females, 78% caucasoids). Mean age was 58 ± 11.56 years, mean disease duration was 9.98 ± 7.79 years, mean DAS28 was 3.82 ± 1.53, and mean HAQ was 0.91 ± 0.67. Kappa agreement for synovitis ranged from 0.30 to 0.70; for PD signal, from 0.53 to absolute agreement; for erosions, from 0.70 to 0.97; for cartilage changes, from 0.28 to 0.63. Conclusion: Although good, moderate and excellent interobserver agreement were obtained for erosions and PD, concordance for synovitis and cartilage changes were less impressive in our patients with active RA. Further studies on standardization of scanning technique are necessary to improve musculoskeletal US reproducibility. <![CDATA[Errata do volume 54, número 1]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042014000300256&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: A ultrassonografia (US) tem uso recente na reumatologia, e a confiabilidade do método em pacientes com artrite reumatoide (AR) ainda está por ser definida. Objetivo: Testar, em uma pesquisa de AR, a reprodutibilidade da US musculosquelética realizada por reumatologistas com treinamento de um ano por meio da reanálise por um reumatologista com experiência no método. Pacientes e métodos: Esse estudo transversal incluiu pacientes de AR consecutivos de nosso centro terciário. O exame US foi realizado nas articulações metacarpofalângicas, articulações interfalângicas proximais e punhos. Os parâmetros avaliados foram: presença de sinovite, sinal de power Doppler (PD), erosões ósseas e alterações cartilaginosas. Um valor Kappa entre 0,20 e 0,40 foi considerado razoável; entre 0,41 e 0,60, moderado; entre 0,61 e 0,80, bom; e acima de 0,81, excelente. Resultados: Analisamos 1380 articulações de pacientes com AR (78% mulheres, 78% caucasoides). Média de idade = 58 ± 11,56 anos, duração média da doença = 9,98 ± 7,79 anos, DAS28 média = 3,82 ± 1,53 e HAQ média = 0,91 ± 0,67. A concordância de Kappa para sinovite variou de 0,30-0,70; para sinal PD, de 0,53 até a concordância absoluta; para erosões, de 0,70-0,97; para alterações cartilaginosas, de 0,28-0,63. Conclusão: Embora tenha sido obtida concordância interobservadores boa, moderada e excelente para erosões e PD, a concordância para sinovite e alterações cartilaginosas foi me-nos substancial em nossos pacientes com AR ativa. Há necessidade de novos estudos sobre a padronização da técnica de análise, objetivando a melhora da reprodutibilidade da US musculosquelética. <hr/> Introduction: Ultrasonography (US) has a recent use in Rheumatology, and the reliability of the method in rheumatoid arthritis (RA) patients has yet to be clarified. Objective: To test, in a RA survey, the reproducibility of musculoskeletal US performed by rheumatologists with one-year training through re-analysis by a Rheumatologist experienced in the method. Patients and methods: This cross-sectional study included consecutive RA patients from our tertiary center. US exam was performed in metacarpophalangeal joints, proximal interphalangeal joints, and wrists. Presence of synovitis, power Doppler (PD) signal, bone erosions, and cartilage changes comprised the US parameters evaluated. A kappa value in-between 0.20 and 0.40 was considered fair; in-between 0.41 and 0.60 was moderate; in-between 0.61 and 0.80 was good; and above 0.81 was excellent. Results: We analyzed 1,380 joints of 60 RA patients (78% females, 78% caucasoids). Mean age was 58 ± 11.56 years, mean disease duration was 9.98 ± 7.79 years, mean DAS28 was 3.82 ± 1.53, and mean HAQ was 0.91 ± 0.67. Kappa agreement for synovitis ranged from 0.30 to 0.70; for PD signal, from 0.53 to absolute agreement; for erosions, from 0.70 to 0.97; for cartilage changes, from 0.28 to 0.63. Conclusion: Although good, moderate and excellent interobserver agreement were obtained for erosions and PD, concordance for synovitis and cartilage changes were less impressive in our patients with active RA. Further studies on standardization of scanning technique are necessary to improve musculoskeletal US reproducibility.