Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420150004&lang=pt vol. 55 num. 4 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Cuidados contra infecções em doenças reumáticas autoimunes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400317&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Avaliação isocinética do tornozelo de pacientes com artrite reumatoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400318&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOIntroduçãoO pé e o tornozelo na artrite reumatoide passam por sinovite altamente destrutiva, com perda de força muscular.ObjetivoAvaliar a força muscular do tornozelo de pacientes com artrite reumatoide com base em parâmetros da dinamometria isocinética.Materiais e métodosForam estudados 30 pacientes com diagnóstico de artrite reumatoide. O estudo envolveu 30 indivíduos saudáveis (grupo controle) pareados por idade, sexo, etnia, índice de massa corporal e dominância de membro inferior. Todos os indivíduos foram submetidos a avaliação da flexão dorsal, flexão plantar, inversão e eversão com o dinamômetro isocinético Cybex Norm. As variáveis foram comparadas entre os grupos artrite reumatoide e controle e entre os tornozelos direito e esquerdo. Foi determinada a relação de força muscular flexores dorsais/flexores plantares e inversores/eversores.ResultadosOs pacientes com artrite reumatoide tiveram resultados estatisticamente piores no teste de dinamometria isocinética para todos os movimentos do tornozelo. A relação de força muscular entre flexores dorsais e flexores plantares foi diferente nos dois grupos. Não foram observadas diferenças significativas na relação entre inversores e eversores. Nos dois grupos, os músculos flexores plantares eram estatisticamente mais fortes do que os flexores dorsais.ConclusãoOs pacientes com artrite reumatoide têm pior desempenho na dinamometria isocinética em todos os movimentos do tornozelo do que os indivíduos do grupo controle. Foram observados resultados semelhantes no teste isocinético para o lado direito e esquerdo, em ambos os grupos, com poucas exceções. A avaliação isocinética não representou risco adicional, como dor importante ou atividade inflamatória, em pacientes com artrite reumatoide.<hr/>ABSTRACTIntroductionThe foot and ankle in rheumatoid arthritis undergo highly destructive synovitis with loss of muscle strength.ObjectiveTo evaluate the muscle strength of ankles in patients with rheumatoid arthritis based on isokinetic dynamometry parameters.Materials and methodsThirty patients with a diagnosis of rheumatoid arthritis involving the ankle(s) and 30 healthy subjects (control group) matched for age, gender, race, body mass index and lower limb dominance were studied. Dorsiflexion, plantar flexion, inversion and eversion were evaluated in all subjects on an isokinetic Cybex Norm dynamometer. The variables were compared between the rheumatoid arthritis and control groups and between the right and left ankles, and the dorsiflexor/plantar flexor and invertor/evertor muscle strength ratio was determined.ResultsPatients with rheumatoid arthritis performed statistically worse in the isokinetic dynamometry test for all ankle movements. The muscle strength ratio between dorsiflexors and plantar flexors was different in the two groups. No significant differences were observed in the invertor and evertor ratios. In the two groups the plantar flexor musculature was statistically stronger than dorsiflexors.ConclusionWe conclude that patients with rheumatoid arthritis perform worse in isokinetic dynamometry regarding all ankle movements than control subjects, with similar isokinetic test results being observed for the right and left side in both groups, with few exceptions. Isokinetic evaluation posed no additional risk such as important pain or inflammatory activity to patients with rheumatoid arthritis. <![CDATA[Existe uma relação entre a artrite gotosa e as mutações genéticas da febre familiar do Mediterrâneo?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400325&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOObjetivoA artrite gostosa e a febre familiar do Mediterrâneo (FFM) compartilham algumas características clínicas e patológicas, como ser classificada como uma doença autoimune inflamatória, ter associação com o inflamassoma, manifestar artrite intermitente de curta duração e boa resposta a tratamentos com colchicina e anti-interleucina-1. Como o gene da febre familiar do Mediterrâneo (MEFV) é o fator causador da FFM, este estudo teve como objetivo investigar a prevalência de mutações do gene MEFV e seu efeito sobre as manifestações da doença em pacientes turcos com artrite gotosa.MétodosForam incluídos no estudo 97 pacientes com diagnóstico de artrite gotosa primária (93 M e 4 F; 54 [37-84] anos) e 100 controles saudáveis (94 M e 6 F; 57 [37-86] anos). Todos os indivíduos foram submetidos à análise do genótipo à procura de variações no MEFV. Também foi registrado o número de crises de gota, o uso de diuréticos e a história de nefrolitíase e presença de tofos.ResultadosA frequência de portadores de mutações no MEFV em pacientes e controles foi de 22,7% (n = 22) e 24% (n = 24), respectivamente. A comparação entre os pacientes e os controles não produziu diferença estatisticamente significativa em termos de frequência de portadores de mutações no MEFV (p = 0,87). As frequências alélicas de mutações no MEFV nos pacientes foram de 11,9% (n = 23) e 14% (n = 28) nos controles (p = 0,55). A presença de variantes do MEFV não mostrou qualquer associação com as características clínicas da artrite gotosa. A análise por subgrupos de pacientes revelou que aqueles com artrite gotosa com mutações tinham frequências semelhantes de tofo, história de nefrolitíase e podogra em comparação com os indivíduos sem mutações (p &gt; 0,05).ConclusõesAs mutações no gene MEFV não exercem um papel relevante em pacientes turcos com artrite gotosa.<hr/>ABSTRACTObjectiveGouty arthritis and familial Mediterranean fever share some clinical and pathological features such as being classified as auto-inflammatory disease, association with inflammasome, short-lived intermittent arthritis, and good response to colchicine and anti-interleukin-1 treatments. As Mediterranean fever gene is the causative factor of familial Mediterranean fever, we aimed to investigate the prevalence of Mediterranean fever gene mutations and their effect on disease manifestations in Turkish gouty arthritis patients.MethodsNinety-seven patients diagnosed with primary gouty arthritis (93 M and 4 F, 54 [37–84] years) and 100 healthy controls (94 M and 6 F, 57 [37–86] years) were included in the study. All subjects were genotyped for the Mediterranean fever gene variations. Number of gout attacks, diuretic use, history of nephrolithiasis and presence of tophus were also recorded.ResultsThe carriage rate of Mediterranean fever mutations for patients and controls was 22.7% (n = 22) and 24% (n = 24), respectively. The comparison of the patient and control groups yielded no significant difference in terms of the Mediterranean fever mutations’ carriage rate (p = 0.87). The allelic frequencies of the Mediterranean fever mutations in patients were 11.9% (n = 23) and 14% (n = 28) in controls (p = 0.55). The presence of Mediterranean fever variants did not show any association with clinical features of gouty arthritis. The subgroup analysis of patients revealed that gouty arthritis patients with mutations had similar frequencies of tophus, history of nephrolithiasis and podagra compared to the ones without mutations (p &gt; 0.05).ConclusionsThis study does not provide support for a major role of Mediterranean fever mutations in Turkish gouty arthritis patients. <![CDATA[Ultrassonografia no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400330&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOObjetivoDeterminar a importância da ultrassonografia (US) no diagnóstico da síndrome do túnel do carpo (STC).MétodosDuzentos pacientes (400 mãos) foram submetidos a uma US do punho para medir a área do nervo mediano (ANM). Foram perguntados quanto à presença de parestesia e dor no território do nervo mediano e submetidos aos testes de Tinel e Phalen. Uma ANM &gt; 9 mm2 foi considerada diagnóstica de STC.ResultadosO valor da ANM medida pela US foi &gt; 9 mm2 em 27% das mãos. Foram encontrados uma boa associação com a dor (p &lt; 0,0001), parestesia (p &lt; 0,0001), teste de Tinel (p &lt; 0,0001) e teste de Phalen (p &lt; 0,0001). De acordo com os critérios clínicos para a classificação da STC da American Academy of Neurology, a ANM medida pela US teve 64,8% de sensibilidade e 77% de especificidade nessa amostra.ConclusãoA mensuração da ANM pela US é adequada e pode ser usada como primeira opção para a investigação de pacientes com STC.<hr/>ABSTRACTObjectiveWe aimed to determine the value of ultrasonography (US) in the diagnosis of carpal tunnel syndrome (CTS).MethodsTwo hundred patients (400 hands) were submitted to wrist US to measure median nerve area (MNA), questioning on paresthesia and pain in the median nerve territory, Tinel and Phalen maneuvers. An MNA &gt;9 mm2 was considered diagnostic of CTS.ResultsMeasurement of MNA by US was &gt;9 mm2 in 27% of the hands. A good association with pain (p &lt; 0.0001), paresthesia (p &lt; 0.0001), Tinel test (p &lt; 0.0001) and Phalen test (p &lt; 0.0001) was found. According to the clinical criteria for classification of CTS from American Academy of Neurology the MNA by US had 64.8% of sensibility and 77.0% of specificity in this sample.ConclusionMeasurement of MNA by US performs well and can be used as first option for the investigation of patients with CTS. <![CDATA[Avaliação da relação entre síndrome pré-menstrual e dismenorreia primária em mulheres com fibromialgia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400334&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOObjetivoInvestigar a presença de síndrome pré-menstrual (SPM), dismenorreia primária (DP) e depressão em mulheres com fibromialgia (FM) e mulheres saudáveis e determinar possíveis fatores relacionados com a SPM e a DP na FM.MétodoEste estudo foi feito com 98 pacientes do sexo feminino com diagnóstico de FM e 102 controles saudáveis pareados por idade e sexo. Todas as pacientes foram avaliadas à procura de síndrome pré-menstrual (SPM) e dismenorreia primária (DP). A síndrome pré-menstrual foi determinada pela presença de um ou mais sintomas afetivos ou somáticos nos cinco dias anteriores à menstruação. O diagnóstico de dismenorreia primária foi definido como a presença de dor abdominal ou lombar com duração mínima de dois dias durante o período menstrual. A dismenorreia foi avaliada pela escala visual analógica. A dismenorreia foi classificada pelo Sistema de Pontuação Multidimensional. A Escala de Depressão de Hamilton foi aplicada a todas as pacientes.ResultadosA dismenorreia primária foi encontrada em 41% das pacientes com FM e 28% do grupo controle. Encontrou-se diferença estatisticamente significativa na DP entre os dois grupos (p = 0,03). A SPM foi detectada em 42% das pacientes com FM e 25% do grupo controle. Houve diferença estatisticamente significativa na SPM entre os dois grupos (p = 0,03).ConclusãoHá um aumento na frequência de síndrome pré-menstrual e dismenorreia em pacientes com FM. Aquelas com escore de gravidade dos sintomas elevado e altas pontuações de depressão entre as pacientes com FM estão em risco de SPM e DP.<hr/>ABSTRACTObjectiveIn this study, we aimed to investigate the presence of premenstrual syndrome (PMS), primary dysmenorrhea (PD) and depression among women with fibromyalgia (FM) and healthy females and to determine possible factors related with PMS and PD in FM.MethodThe present study was conducted on 98 female patients diagnosed with FM and 102 age and sex-matched healthy controls. All patients were evaluated for premenstrual syndrome (PMS) and primary dysmenorrhea (PD). Premenstrual syndrome was assessed among the patients for the presence of one or more affective or somatic symptoms within the five days preceding menses. The diagnosis of primary dysmenorrhea was defined as having abdominal pain or lower back pain lasting at least two days during a menstrual period. Dysmenorrhea was assessed via visual analog scale. Dysmenorrhea was rated via Multidimensional Scoring System. The Hamilton depression scale was applied to all patients.ResultsPrimary dysmenorrhea was established in 41% of FM patients and 28% of the control group. A statistically significant difference was found in PD between the two groups (p = 0.03). PMS was established in 42% of the FM patients and 25% of the control group. A statistically significant difference was found in PMS between the two groups (p = 0.03).ConclusionThere is an increased frequency of premenstrual syndrome and dysmenorrhea in FM patients. The patients with high symptom severity scores and high depression scores among the FM patients are at risk of PMS and PD. <![CDATA[Qualidade do sono em pacientes com espondilite anquilosante]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400340&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOIntroduçãoA espondilite anquilosante (EA) é uma doença reumática inflamatória crônica caracterizada pela inflamação da pelve e da coluna vertebral, que resulta em uma restrição na mobilidade da coluna vertebral. Em decorrência da postura alterada e da dor inflamatória noturna, os distúrbios do sono são passíveis de ocorrer em pacientes com EA.ObjetivoDeterminar as diferenças entre os pacientes com EA e controles saudáveis na qualidade do sono, bem como avaliar a relação entre a qualidade do sono e a atividade da doença.MétodoPara avaliar a qualidade do sono, 55 pacientes com EA (40 homens, 15 mulheres, idade média 43 ± 1 anos) que preencheram os critérios modificados de Nova York e 55 controles comparáveis (40 homens, 15 mulheres, idade média 42 ± 9 anos) preencheram o questionário Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). A atividade da doença foi avaliada pelo Bath Ankylosing Spondylitis Disease Activity Index (BASDAI).ResultadosA espondilite anquilosante se correlacionou significativamente com a qualidade de sono prejudicada de acordo com os escores totais do PSQI (p = 0,001). Foram encontradas diferenças significativas entre os pacientes com EA e controles saudáveis nos domínios do PSQI, incluindo "qualidade subjetiva do sono" (p = 0,010), "duração do sono" (p = 0,011), "eficiência do sono habitual" (p = 0,034), "distúrbios do sono" (p = 0,003) e "disfunção diurna" (p = 0,009), mas não na "latência do sono" e no "uso de medicação para dormir". Houve uma correlação positiva entre as pontuações do BASDAI e do PSQI (r = 0,612, p = 0,001).ConclusãoVerificou-se que os distúrbios do sono foram significativamente maiores em pacientes com EA em comparação com os controles. Os pacientes com doença ativa apresentaram pior qualidade de sono. Além disso, a atividade da doença esteve correlacionada com a pontuação da maior parte das subescalas do PSQI. A investigação da qualidade do sono deve ser uma ferramenta usada na avaliação de pacientes com EA.<hr/>ABSTRACTIntroductionAnkylosing spondylitis (AS) is a chronic, inflammatory rheumatic disease characterized by the inflammation of the pelvis and spine that results in a restriction in the mobility of the spine. Due to the altered posture and nocturnal inflammatory pain, sleep disturbances are likely to occur in patients with AS.ObjectiveThis cross-sectional study aimed at determining the differences between the patients with AS and healthy controls in sleep quality, as well as assessing the relationship between the sleep quality and disease activity.MethodIn order to assess sleep quality, fifty-five patients with AS (40 men, 15 women; mean age, 43 ± 1 yrs) who fulfilled the modified New York criteria and fifty-five comparable controls (40 men, 15 women; mean age, 42 ± 9 yrs) completed the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) questionnaire. The disease activity was assessed by the Bath Ankylosing Spondylitis Disease Activity Index (BASDAI).ResultsAnkylosing spondylitis was associated with a significantly impaired sleep quality according to the total PSQI scores (p = 0.001). Significant differences were found between the patients with AS and healthy controls in PSQI domains, including "subjective sleep quality" (p = 0. 010), "sleep duration" (p = 0. 011), "habitual sleep efficiency" (p = 0. 034), "sleep disturbances" (p = 0. 003) and "daytime dysfunction" (p = 0. 009) but not in "sleep latency", "use of sleep medication". There was a significant positive correlation between the BASDAI and PSQI scores (r = 0.612, p = 0.001).ConclusionIn the current study, we found that the sleep disturbances were significantly higher in patients with AS in comparison to controls. Patients with active disease had worse sleep quality. In addition, disease activity was correlated with the scores of most of the PSQI subscales. Sleep quality assessment should be a tool for evaluating patients with AS. <![CDATA[Biometria do fígado e do baço em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico de início pediátrico]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400346&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOObjetivoAvaliar as dimensões do fígado e do baço em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico de início pediátrico (LESp) e controles saudáveis.MétodosForam submetidos a uma ultrassonografia do abdome 30 pacientes com LESp e 30 voluntários saudáveis controle. Foram feitas duas medições do fígado no lobo hepático esquerdo (craniocaudal e anteroposterior) e três no lobo hepático direito (LHD) (craniocaudal posterior [CCP-LHD], craniocaudal anterior e anteroposterior). Foram também avaliadas três medidas das dimensões do baço: longitudinal, transversal e anteroposterior. Foram avaliados dados demográficos, clínicos e laboratoriais, SLEDAI-2K, ECLAM, SLAM e tratamento.ResultadosA idade média foi semelhante nos pacientes com LESp e controles (170,31 ± 27,81 vs. 164,15 ± 39,25 meses; p = 0,486). A média da dimensão CCP-LHD foi significativamente maior no grupo LESp em comparação com os controles (13,30 ± 1,85 vs. 12,52 ± 0,93, p = 0,044). Não houve diferenças nos outros parâmetros biométricos do fígado e do baço (p &gt; 0,05). Uma análise especifica realizada apenas nos pacientes com LESp de acordo com a dimensão CCP-LHD ≥ 13,3 cm versus &lt; 13,3 cm mostrou que a mediana do SLEDAI-2K [8 (0-18) vs. 2 (0-8), p = 0,004], ECLAM [4 (0-9) vs. 2 (0-5), p = 0,019] e SLAM [5 (1-13) vs. 2 (0-14), p = 0,016] era significativamente maior em pacientes com maior dimensão CCP-LHD, do mesmo modo que a frequência de nefrite (77% vs. 29%, p = 0,010). As enzimas hepáticas foram semelhantes nos dois grupos (p &gt; 0,05). Foi observada uma correlação positiva entre o SLEDAI-2K e a dimensão CCP-LHD (p = 0,001, r = +0,595). Evidenciou-se uma correlação negativa entre a duração da doença e a dimensão longitudinal do baço (p = 0,031, r = −0,394).ConclusãoOs dados levantam a possibilidade de que a atividade da doença pode levar a uma hepatomegalia subclínica e localizada durante o curso da doença. A duração da doença resultou em atrofia do baço em pacientes com LESp.<hr/>ABSTRACTObjectiveTo evaluate liver and spleen dimensions in childhood-onset systemic lupus erythematosus (c-SLE) patients and healthy controls.Methods30 c-SLE patients and 30 healthy control volunteers underwent abdominal ultrasound. The following two liver measurements were performed in left hepatic lobe: craniocaudal and anteroposterior and three in right hepatic lobe (RHL): posterior craniocaudal (PCC-RHL), anterior craniocaudal and anteroposterior. Three spleen dimension measurements were also evaluated: longitudinal, transverse and anteroposterior. Demographic, clinical and laboratorial data, SLEDAI-2K, ECLAM, SLAM and treatment were assessed.ResultsMean current age was similar in c-SLE and controls (170.31 ± 27.81 vs. 164.15 ± 39.25months; p = 0.486). The mean of PCC-RHL dimension was significantly higher in c-SLE compared to controls (13.30 ± 1.85 vs. 12.52 ± 0.93, p = 0.044). There were no differences between the other hepatic biometrics and splenic parameters (p &gt; 0.05). Further analysis in c-SLE patients according to PCC-RHL dimension ≥ 13.3 cm versus &lt; 13.3 cm showed that the median of SLEDAI-2K [8(0-18) vs. 2(0-8), p = 0.004], ECLAM [4(0-9) vs. 2(0-5), p = 0.019] and SLAM [5(1-13) vs. 2(0-14), p = 0.016] were significantly higher in patients with higher PCC-RHL dimension, likewise the frequencie of nephritis (77% vs. 29%, p = 0.010). Liver enzymes were similar in both groups (p &gt; 0.05). Positive correlation was observed between SLEDAI-2K and PCC-RHL (p = 0.001, r = +0.595). Negative correlation was evidenced between disease duration and longitudinal dimension of spleen (p = 0.031, r = −0.394).ConclusionOur data raises the possibility that disease activity could lead to a subclinical and localized hepatomegaly during the disease course. Long disease duration resulted to spleen atrophy in c-SLE patients. <![CDATA[Tomografia computadorizada quantitativa periférica de alta resolução para avaliação de parâmetros morfológicos e funcionais ósseos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400352&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOA tomografia computadorizada quantitativa periférica de alta resolução (HR-pQCT) é uma nova tecnologia disponível comercialmente há menos de 10 anos que permite a feitura de exames in vivo para a avaliação de parâmetros ósseos. A HR-pQCT avalia a forma, o número, o volume, a densidade, a conectividade e a separação das trabéculas; a densidade e a espessura do osso cortical e o volume e a densidade total, em alta definição, o que permite a construção digital da microarquitetura óssea adicionalmente. A aplicação de cálculos matemáticos aos dados capturados, método denominado elemento finito (FE), permite a estimativa das propriedades físicas do tecido e simula cargas suportadas de forma não invasiva. Desse modo, a HR-pQCT adquire simultaneamente dados antes fornecidos separadamente pela densitometria óssea, pela ressonância magnética e pela histomorfometria e agrega estimativas biomecânicas antes só possíveis em tecidos extraídos. A reprodutibilidade do método é satisfatória, com coeficientes de variação que raramente ultrapassam os 3%. Quanto à acurácia, os parâmetros apresentam de regular a boa concordância (r2= 0,37-0,97).A principal aplicação clínica é na quantificação e no monitoramento das doenças osteometabólicas, porque avalia de modo mais completo a resistência óssea e o risco de fratura. Na artrite reumatoide permite-se a aferição do número e do tamanho das erosões e dos cistos, além do espaço articular. Na osteoartrite é possível caracterizar as áreas edema-símile que guardam correlação com a degradação da cartilagem.Restritas ainda a um instrumento de pesquisa, dado o seu elevado custo, a alta resolução e a eficiência mostram-se como vantagens em relação aos métodos atualmente usados para a avaliação óssea, com um potencial para tornar-se uma importante ferramenta na prática clínica.<hr/>ABSTRACTHigh resolution peripheral quantitative computed tomography (HR-pQCT) is a new technology commercially available for less than 10 years that allows performing in vivo assessment of bone parameters. HR-pQCT assesses the trabecular thickness, trabecular separation, trabecular number and connectivity density and, in addition, cortical bone density and thickness and total bone volume and density in high-definition mode, which additionally allows obtaining digital constructs of bone microarchitecture. The application of mathematics to captured data, a method called finite element analysis (FEA), allows the estimation of the physical properties of the tissue, simulating supported loads in a non-invasive way. Thus, HR-pQCT simultaneously acquires data previously provided separately by dual energy x-ray absorptiometry (DXA), magnetic resonance imaging and histomorphometry, aggregating biomechanical estimates previously only possible in extracted tissues. This method has a satisfactory reproducibility, with coefficients of variation rarely exceeding 3%. Regarding accuracy, the method shows a fair to good agreement (r2 = 0.37-0.97).The main clinical application of this method is in the quantification and monitoring of metabolic bone disorders, more fully evaluating bone strength and fracture risk. In rheumatoid arthritis patients, this allows gauging the number and size of erosions and cysts, in addition to joint space. In osteoarthritis, it is possible to characterize the bone marrow edema-like areas that show a correlation with cartilage breakdown.Given its high cost, HR-pQCT is still a research tool, but the high resolution and efficiency of this method reveal advantages over the methods currently used for bone assessment, with a potential to become an important tool in clinical practice. <![CDATA[Hormônio anti-Mülleriano como preditor de reserva ovariana em pacientes lúpicas: uma revisão]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400363&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOO hormônio anti-Mülleriano (HAM) é secretado a partir das células da granulosa dos folículos ovarianos em crescimento e parece ser o melhor marcador endócrino capaz de estimar a reserva ovariana. O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune que acomete predominantemente mulheres em idade reprodutiva e pode afetar negativamente sua fertilidade pela atividade da doença, bem como pelos tratamentos usados. Conhecer o real impacto do LES e de seu tratamento na fertilidade vem sendo o objetivo de estudos recentes, os quais têm usado o HAM para esse fim.<hr/>ABSTRACTThe anti-Müllerian hormone (AMH) is secreted from granulosa cells of growing ovarian follicles and appears to be the best endocrine marker capable of estimating ovarian reserve. Systemic lupus erythematosus (SLE) is an autoimmune disease that predominantly affects women of reproductive age and may negatively affect their fertility due to disease activity and the treatments used. Recently, several studies assessed AMH levels to understand the real impact of SLE and its treatment on fertility. <![CDATA[Recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre diagnóstico e tratamento das parasitoses intestinais em pacientes com doenças reumáticas autoimunes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400368&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOAs parasitoses intestinais – helmintíases e protozooses – são doenças cosmopolitas com maior prevalência em regiões tropicais. Pacientes com diagnóstico de doenças reumáticas autoimunes apresentam, em função da própria doença de base ou de seu tratamento, um maior risco de ocorrência de manifestações graves das parasitoses intestinais. Embora a prevalência dessas parasitoses seja bastante elevada em nosso meio, nem sempre o reumatologista está atento à necessidade de investigação e tratamento das helmintíases e protozooses antes do uso de terapias imunomoduladoras, imunossupressoras e dos medicamentos biológicos modificadores do curso da doença. Neste documento, a Sociedade Brasileira de Reumatologia estabelece recomendações gerais sobre o diagnóstico e tratamento das parasitoses intestinais no Brasil em pacientes com doenças reumáticas autoimunes, com destaque para a artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistêmico e as espondiloartrites.<hr/>ABSTRACTIntestinal parasites – helminths and protozoa – are cosmopolitan diseases which are most prevalent in tropical regions. Patients with diagnoses of autoimmune rheumatic diseases have, due to the underlying disease or its treatment, an increased risk of occurrence of severe manifestations of intestinal parasites. Although the prevalence of these parasitic infections is very high in our environment, not always is the rheumatologist attentive to the need for investigation and treatment of helminthiasis and protozooses before the use of immunomodulatory, immunosuppressive therapies, and of biological drugs that are modifiers of the course of the disease. In this document, the Brazilian Society of Rheumatology establishes general recommendations on the diagnosis and treatment of intestinal parasitic infections in Brazil in patients with autoimmune rheumatic diseases, highlighting rheumatoid arthritis, systemic lupus erythematosus and spondyloarthritis. <![CDATA[Lipoma arborescens de joelho em paciente com espondilite anquilosante: relato de caso e revisão da literatura]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400381&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOLipoma arborescens (LA) é definido como uma proliferação vilosa lipomatosa da membrana sinovial com substituição difusa do tecido sinovial por células gordurosas maduras. A lesão é muito rara, envolve a articulação do joelho (região suprapatelar) e se associa a doenças articulares degenerativas. Descrevemos o caso de um paciente de sexo masculino, portador de espondilite anquilosante com quadro de monoartrite de joelho direito e aumento de volume importante na região suprapatelar. O diagnóstico de lipoma arborescens foi confirmado a partir da ressonância magnética do joelho direito.<hr/>ABSTRACTLipoma arborescens (LA) is defined as a villous lipomatous proliferation of the synovial membrane with diffuse substitution of the synovial tissue by mature fat cells. The injury is very rare, involving the knee joint (suprapatellar region) and is associated with degenerative joint disease. We describe the case of a male patient, suffering from ankylosing spondylitis with monoarthritis of the right knee and swelling in suprapatellar region important. The diagnosis of lipoma arborescens was confirmed from the MRI of the right knee. <![CDATA[Coreia: uma manifestação rara da arterite de Takayasu]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400384&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMORelatamos um caso de uma menina com coreia recorrente e diagnóstico de arterite de Takayasu. Esta manifestação clínica foi relatada em apenas um paciente com tal vasculite na faixa etária pediátrica.<hr/>ABSTRACTThe case of a girl with recurring chorea and a Takayasu's arteritis diagnosis is reported. This clinical manifestation has been reported in only one patient with this vasculitis in the pediatric group. <![CDATA[Síndrome da ceratomalácia (<em>Corneal Melting</em>) periférica na artrite psoriásica tratada com adalimumabe]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400387&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOA síndrome do corneal melting periférica é uma rara condição imune caracterizada por afinamento da margem da córnea e, às vezes, perfuração. Está associada a doenças reumáticas e não reumáticas. Poucos casos de síndrome do corneal melting periférica foram relatados em pacientes com psoríase. A patogênese não foi completamente entendida, mas as metaloproteinases podem ter papel patogênico. A terapia Anti-TNF diminuiu os níveis de metaloproteinases na pele e no sangue em psoríase. Reportamos o caso de um homem de 61 anos com síndrome do corneal melting periférica associada à artrite psoriásica que recebeu adalimumabe para controlar a inflamação na pele e no olho. Pelo que sabemos, este é o primeiro caso de síndrome do corneal melting periférica em artrite psoriática tratado com adalimumabe mostrando evolução nas lesões cutâneas e cura total da perfuração da córnea em três meses.<hr/>ABSTRACTPeripheral corneal melting syndrome is a rare immune condition characterized by marginal corneal thinning and sometimes perforation. It is associated with rheumatic and non-rheumatic diseases. Few cases of peripheral corneal melting have been reported in patients with psoriasis. The pathogenesis is not fully understood but metalloproteinases may play a pathogenic role. Anti-TNF therapy has shown to decrease skin and serum metalloproteinases levels in psoriasis. We report a 61-year-old man with peripheral corneal melting syndrome associated with psoriatic arthritis who received adalimumab to control skin and ocular inflammation. To our knowledge, this is the first case report of peripheral corneal melting syndrome in psoriatic arthritis treated with adalimumab showing resolution of skin lesions and complete healing of corneal perforation in three months. <![CDATA[Orientações preliminares da Sociedade Brasileira de Reumatologia para avaliação e tratamento da tuberculose infecção latente em pacientes com artrite reumatoide na indisponibilidade do teste tuberculínico]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042015000400390&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt RESUMOA síndrome do corneal melting periférica é uma rara condição imune caracterizada por afinamento da margem da córnea e, às vezes, perfuração. Está associada a doenças reumáticas e não reumáticas. Poucos casos de síndrome do corneal melting periférica foram relatados em pacientes com psoríase. A patogênese não foi completamente entendida, mas as metaloproteinases podem ter papel patogênico. A terapia Anti-TNF diminuiu os níveis de metaloproteinases na pele e no sangue em psoríase. Reportamos o caso de um homem de 61 anos com síndrome do corneal melting periférica associada à artrite psoriásica que recebeu adalimumabe para controlar a inflamação na pele e no olho. Pelo que sabemos, este é o primeiro caso de síndrome do corneal melting periférica em artrite psoriática tratado com adalimumabe mostrando evolução nas lesões cutâneas e cura total da perfuração da córnea em três meses.<hr/>ABSTRACTPeripheral corneal melting syndrome is a rare immune condition characterized by marginal corneal thinning and sometimes perforation. It is associated with rheumatic and non-rheumatic diseases. Few cases of peripheral corneal melting have been reported in patients with psoriasis. The pathogenesis is not fully understood but metalloproteinases may play a pathogenic role. Anti-TNF therapy has shown to decrease skin and serum metalloproteinases levels in psoriasis. We report a 61-year-old man with peripheral corneal melting syndrome associated with psoriatic arthritis who received adalimumab to control skin and ocular inflammation. To our knowledge, this is the first case report of peripheral corneal melting syndrome in psoriatic arthritis treated with adalimumab showing resolution of skin lesions and complete healing of corneal perforation in three months.