Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420160004&lang=pt vol. 56 num. 4 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[A busca por novos biomarcadores na esclerose sistêmica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400285&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Sobreposição de esclerose sistêmica e artrite reumatoide: uma entidade clínica distinta?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400287&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Introduction: Systemic sclerosis (SSc) is an autoimmune disease of the connective tissue characterized by the triad of vascular injury, autoimmunity (cellular and humoral) and tissue fibrosis. It is estimated that musculoskeletal pain is a common complaint of patients with SSc, ranging from 40 to 80%, and mainly in patients with early diffuse disease. Arthritis, clinically observed, may be a feature seen in the presentation of SSc, often leading to early diagnostic errors with rheumatoid arthritis (RA). In the course of the disease, arthritis is observed in 24–97% of patients with SSc. Objectives: To correlate the occurrence or nonoccurrence of arthritis in patients with SSc of the Midwest region of Brazil with possible distinct clinical and laboratory manifestations observed in three groups of patients. To report the frequency of true association between systemic sclerosis and rheumatoid arthritis in patients with clinically and radiologically observed synovitis. Methods: Sixty-one SSc patients were subsequently assessed every 3 months within 1 year, in order to clinically observe the occurrence of synovitis and its patterns of progression. Patients were divided into 3 groups: 41 patients with SSc without arthritis, 16 SSc patients with arthritis and 4 patients with overlap of SSc and RA. All patients underwent a radiological examination of the hands at the end of the study. Results: Among all patients evaluated, we found a female predominance (98.7%), mean age of 50.94 years, white color (49.2%), limited form of the disease (47.6%), time of diagnosis between 5 and 10 years (47.6%) and duration of the disease of 8.30 years. Among all patients, 14 (22.9%) had positive rheumatoid factor (RF), while among those with positive RF, only 10 patients had arthritis during one-year follow-up. The antibody anticitrulline (anti-CCP) test was performed in 24 patients, being positive in 4 of them (16.7%), with positivity being observed only in patients with SSc/RA overlap. Comparing the clinical manifestations among the groups of patients, there was a higher incidence of gastritis and cardiac valvulopathy in patients with SSc and arthritis, but not in the others. In the group of patients with SSc/RA overlap and in patients with SSc and arthritis a significant reduction in quality of life was observed, measured by HAQ index, especially in patients with arthritis present during clinical evaluation. We found radiographic changes in 42.6% of patients with SSc. However, in patients with synovitis, radiological changes consistent with rheumatoid arthritis were found in 50% of patients. Conclusions: While the frequency of clinical arthritis observed in patients with systemic sclerosis was 32.8%, the true overlap between of SSc and RA was 6.6% in this study. We also observed the frequency of positive anti-CCP in 20% of patients with arthritis versus no patients with SSc without arthritis.<hr/>RESUMO Introdução: A esclerose sistêmica (ES) é uma enfermidade do tecido conjuntivo de caráter autoimune caracterizada pela tríade de injúria vascular, autoimunidade (celular e humoral) e fibrose tecidual. Estima-se que a dor musculoesquelética seja uma queixa frequente dos pacientes com ES, que oscila entre 40% e 80%, e principalmente em pacientes com doença difusa precoce. A artrite, clinicamente observada, pode ser uma característica observada na apresentação da ES, frequentemente leva a erros diagnósticos iniciais com artrite reumatoide (AR). No curso da enfermidade, a artrite é observada em 24% a 97% dos pacientes com ES. Objetivos: Correlacionar a ocorrência ou não de artrite em pacientes com ES da região Centro-Oeste do Brasil com possíveis manifestações clínicas e laboratoriais distintas observadas em três grupos de pacientes. Relatar a frequência de verdadeira associação entre esclerose sistêmica e artrite reumatoide em pacientes com sinovite clínica e radiologicamente observada. Métodos: Foram avaliados 61 pacientes portadores de ES subsequentemente a cada três meses durante um ano, para fins de se constatar clinicamente a ocorrência de sinovite e padrões de evolução. Os pacientes foram divididos em três grupos: 41 com ES sem artrite, 16 com ES com artrite e quatro com sobreposição entre ES e AR. Todos os pacientes foram submetidos a exame radiológicos das mãos no fim do estudo. Resultados: Dentre todos os pacientes avaliados, encontrou-se predomínio feminino (98,7%), idade média de 50,94 anos, cor branca (49,2%), forma limitada da doença (47,6%), tempo de diagnóstico entre cinco e 10 anos (47,6%) e tempo de evolução da doença de 8,30 anos. Entre todos os pacientes, 14 (22,9%) apresentavam fator reumatoide (FR) positivo, embora entre aqueles com FR positivo apenas 10 apresentaram artrite durante o seguimento de um ano. O anticorpo anticitrulina (anti- CCP) foi feito em 24 pacientes, com positividade em quatro deles (16,7%), observada somente nos pacientes com sobreposição ES/AR. Na comparação das manifestações clínicas entre os grupos de pacientes, observou-se a maior ocorrência de gastrite e valvulopatia cardíaca em pacientes com ES e artrite, mas não nos demais grupos. No grupo de pacientes com overlap ES/AR e nos pacientes com ES e artrite observou-se redução importante de qualidade de vida, medida pelo índice HAQ, sobretudo nos pacientes com artrite presente no momento da avaliação clínica. Encontramos alterações radiográficas em 42,6% dos pacientes com ES. Contudo, nos pacientes com sinovite, encontraram-se alterações radiológicas compatíveis com artrite reumatoide em 50%. Conclusões: Enquanto a frequência de artrite clínica observada em pacientes com esclerose sistêmica foi de 32,8%, a verdadeira sobreposição entre ES e AR foi de 6,6% neste estudo. Observou-se ainda a frequência de anti-CCP positivo em 20% dos pacientes com artrite contra nenhum paciente com ES sem artrite. <![CDATA[Tomografia por emissão de pósitrons com 18F-fluordesoxiglicose e citocinas séricas e metaloproteinases da matriz na avaliação da atividade da doença na arterite de Takayasu]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400299&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate 18F-fluorodeoxyglucose (18F-FDG) uptake on positron emission tomography–computed tomography (PET–CT) and serum levels of different cytokines and matrix metalloproteinases (MMPs) in patients with Takayasu arteritis (TA) and associations with disease activity. Methods: Serum levels of tumor necrosis factor-α (TNF-α), interleukin (IL)-2, IL-6, IL-8, IL-12, IL-18, MMP-3 and MMP-9 were measured in 36 TA patients and 36 controls. Maximum standard uptake value (SUVmax) of 18F-FDG in arterial walls was determined by PET–CT scans. TA patients were classified as active disease, inactive disease and possible active disease. Results: Serum IL-6 and MMP-3 levels were higher in TA patients than in controls (p &lt; 0.001). Serum IL-6 was higher in patients with active disease and in patients with possible active disease than in inactive disease (p &lt; 0.0001). Patients with active disease had higher serum TNFα levels than patients with inactive disease (p = 0.049) while patients with possible active disease presented higher IL-18 levels than patients with inactive disease (p = 0.046). Patients with active disease had higher SUVmax values than those with inactive disease (p = 0.042). By receiver operating characteristic (ROC) curve SUVmax was predictive of active disease in TA and values ≥1.3 were associated with disease activity (p = 0.039). Serum TNF-α levels were higher in patients with SUVmax ≥ 1.3 than &lt;1.3 (p = 0.045) and controls (p = 0.012). Serum IL-6 levels were higher in patients with SUVmax ≥ 1.3 than in controls (p &lt; 0.001). No differences regarding other biomarkers were found between TA patients and controls. Conclusions: Higher serum IL-6 and TNFα levels as well as higher 18F-FDG uptake in arterial wall are associated with active TA.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a captação de 18F-fluordesoxiglicose (FDG) na tomografia por emissão de pósitrons – tomografia computadorizada (PET-CT) – e os níveis séricos de diferentes citocinas e da metaloproteinases da matriz (MMP) em pacientes com arterite de Takayasu (AT) e associações com a atividade da doença. Métodos: Foram mensurados os níveis séricos do fator de necrose tumoral-α (TNF-α), interleucina (IL)-2, IL-6, IL-8, IL-12, IL-18, MMP-3 e MMP-9 em 36 pacientes com AT e 36 controles. O valor padronizado de captação máximo (SUVmax) de 18F-FDG nas paredes arteriais foi determinado por exames de PET-CT. Os pacientes com AT foram classificados como doença ativa, doença inativa e possível doença ativa. Resultados: Os níveis séricos de IL-6 e MMP-3 foram mais altos em pacientes com AT do que nos controles (p &lt; 0,001). Os níveis séricos de IL-6 foram mais elevados em pacientes com doença ativa e em pacientes com possível doença ativa do que naqueles com doença inativa (p &lt; 0,0001). Os pacientes com doença ativa apresentaram níveis séricos mais elevados de TNF-α do que os pacientes com doença inativa (p = 0,049), enquanto os indivíduos com possível doença ativa apresentaram maiores níveis séricos de IL-18 do que os pacientes com doença inativa (p = 0,046). Aqueles com doença ativa apresentaram maiores valores de SUVmax do que aqueles com doença inativa (p = 0,042). De acordo com a curva ROC, o SUVmax foi capaz de predizer a doença ativa na AT e valores ≥ 1,3 estavam associados à atividade da doença (p = 0,039). Os níveis séricos de TNF-α foram maiores em pacientes com SUVmax ≥ 1,3 do que naqueles com valor &lt; 1,3 (p = 0,045) e controles (p = 0,012). Os níveis séricos de IL-6 foram mais elevados em pacientes com SUVmax ≥ 1,3 do que nos controles (p &lt; 0,001). Não foram encontradas diferenças em relação a outros biomarcadores entre pacientes com AT e controles. Conclusões: Níveis séricos elevados de IL-6 e TNF-α, bem como uma maior captação arterial de 18F-FDG, estão associados à AT ativa. <![CDATA[Níveis séricos de proteína de células de Clara de 16 kDa e comprometimento pulmonar em pacientes com esclerose sistêmica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400309&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To assess clinical utility of serum Clara cell 16-kDa protein measurements in relation with staging system for systemic sclerosis associated interstitial lung disease. Materials and methods: Serum levels of Clara cell 16-kDa protein were determined by ELISA in 28 systemic sclerosis patients and 30 healthy controls, and correlated with staging system for systemic sclerosis associated interstitial lung disease in systemic sclerosis patients. Lung involvement was assessed functionally (body plethysmography, diffusing capacity of the lung for carbon monoxide) and radiologically (an average disease extent on high resolution computed tomography of the lungs) in SSc patients. Results: We observed statistically significant differences in serum Clara cell 16-kDa protein levels between systemic sclerosis patients and healthy controls only in non-smokers. However, serum Clara cell 16-kDa protein concentrations were significantly elevated in patients with high resolution computed tomography extent &gt;20% in comparison to patients with high resolution computed tomography extent &lt;20% (p = 0.01). They correlated positively with average disease extent on high resolution computed tomography (p = 0.04), an extent of a reticular pattern on high resolution computed tomography (p &lt; 0.01), and negatively with a total lung capacity (p = 0.03) and the results of the 6-min walk test (p &lt; 0.01). Conclusions: Clara cell 16-kDa protein levels can be considered as a supplemental serum biomarker for systemic sclerosis associated interstitial lung disease.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a utilidade clínica das medições séricas da proteína de células de Clara de 16-kDa (CC16) em relação ao sistema de estadiamento para doença pulmonar intersticial associada a esclerose sistêmica (DPI-ES). Materiais e métodos: Foram determinados os níveis séricos de CC16 por ELISA em 28 pacientes com ES e 30 controles saudáveis e correlacionados com o sistema de estadiamento para DPI-ES em pacientes com ES. O envolvimento pulmonar foi avaliado funcionalmente (pletismografia corporal, capacidade de difusão de monóxido de carbono) e radiologicamente (extensão média da doença na tomografia computadorizada de alta resolução dos pulmões, TCAR) em pacientes com ES. Resultados: Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos níveis séricos de CC16 entre pacientes com ES e controles saudáveis apenas em não tabagistas. No entanto, as concentrações séricas de CC16 eram significativamente elevadas em pacientes com extensão &gt; 20% na TCAR em comparação com pacientes com extensão &lt; 20% na TCAR (p = 0,01). Os níveis séricos de CC16 se correlacionaram positivamente com a extensão média da doença na TCAR (p = 0,04) e com a extensão de padrão reticular na TCAR (p &lt; 0,01) e negativamente com a capacidade pulmonar total (CPT) (p = 0,03) e com os resultados do teste de caminhada de seis minutos (p &lt; 0,01). Conclusões: Os níveis de CC16 podem ser considerados como biomarcadores séricos suplementares para a DPI-ES. <![CDATA[Autoimunidade familial e poliautoimunidade em 60 pacientes portadores de esclerose sistêmica da região Centro-Oeste do Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400314&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Introduction: Systemic sclerosis (SSc) is a connective tissue disease of unknown etiology, characterized by a triad of vascular injury, autoimmunity and tissue fibrosis. It is known that a positive family history is the greatest risk factor already identified for the development of SSc in a given individual. Preliminary observation of a high prevalence of polyautoimmunity and of familial autoimmunity in SSc patients support the idea that different autoimmune phenotypes may share common susceptibility variants. Objectives: To describe the frequency of familial autoimmunity and polyautoimmunity in 60 SSc patients in the Midwest region of Brazil, as well as to report the main autoimmune diseases observed in this association of comorbidities. Methods: A cross-sectional study with recruitment of 60 consecutive patients selected at the Rheumatology Department, University Hospital, Medicine School, Federal University of Mato Grosso do Sul (FMUFMS), as well as interviews of their relatives during the period from February 2013 to March 2014. Results: A frequency of 43.3% of polyautoimmunity and of 51.7% of familial autoimmunity in SSc patients was found. Patients with the presence of polyautoimmunity and familial autoimmunity presented primarily the diffuse form of SSc, but this indicator did not reach statistical significance. The autoimmune diseases most frequently observed in polyautoimmunity patients were: Hashimoto's thyroiditis (53.8%), Sjögren's syndrome (38.5%), and inflammatory myopathy (11.5%). The main autoimmune diseases observed in SSc patients' relatives were: Hashimoto's thyroiditis (32.3%), rheumatoid arthritis (22.6%), and SLE (22.6%). The presence of more than one autoimmune disease in SSc patients did not correlate with disease severity or activity. Conclusions: From the high prevalence of coexisting autoimmune diseases found in SSc patients, we stress the importance of the concept of shared autoimmunity, in order to promote a continued vigilance and promptly diagnose other possible autoimmune disease in patients, or in their kin.<hr/>RESUMO Introdução: A esclerose sistêmica (ES) é uma enfermidade do tecido conjuntivo de etiologia desconhecida, caracterizada pela tríade de injúria vascular, autoimunidade e fibrose tecidual. Sabe-se que uma história familiar positiva representa o maior fator de risco já identificado para o desenvolvimento da ES em um determinado indivíduo. Observação prévia de alta prevalência de poliautoimunidade e de autoimunidade familiar em pacientes com ES reforça a ideia de que fenótipos autoimunes distintos podem dividir variantes comuns de susceptibilidade. Objetivos: Descrever a frequência de autoimunidade familiar e de poliautoimunidade em 60 pacientes com ES da região Centro-Oeste do Brasil, bem como relatar as principais doenças autoimunes observadas nessa associação de comorbidades. Métodos: Estudo transversal com recrutamento de 60 pacientes consecutivos, selecionados no Serviço de Reumatologia do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FMUFMS), bem como entrevista de seus parentes, de fevereiro de 2013 a março de 2014. Resultados: Foi encontrada uma frequência de 43,3% de poliautoimunidade e de 51,7% de autoimunidade familiar nos pacientes com ES. Os pacientes com presença de poliautoimunidade e de autoimunidade familiar eram principalmente da forma difusa de ES, porém esse índice não atingiu significância estatística. As doenças autoimunes mais comumente observadas nos pacientes com poliautoimunidade foram: tireoidite de Hashimoto (53,8%), síndrome de Sjögren (38,5%) e miopatia inflamatória (11,5%). As principais doenças autoimunes observadas nos parentes dos pacientes com ES foram: tireoidite de Hashimoto (32,3%), artrite reumatoide (22,6%) e LES (22,6%). A presença de mais de uma enfermidade autoimune em pacientes com ES não se correlacionou com maior gravidade ou atividade da doença. Conclusões: A partir da alta prevalência encontrada de doenças autoimunes coexistentes em pacientes com ES, salientamos a importância do conceito de autoimunidade compartilhada, de forma a promover uma vigilância constante e diagnosticar prontamente uma possível outra doença autoimune nos pacientes ou em seus parentes. <![CDATA[Uso de substâncias e função sexual na artrite idiopática juvenil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400323&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate alcohol/tobacco/illicit drug use and sexual function in adolescent juvenile idiopathic arthritis (JIA) and healthy controls. Methods: 174 adolescents with pediatric rheumatic diseases were selected. A cross-sectional study with 54 JIA patients and 35 controls included demographic/anthropometric data and puberty markers assessments, physician-conducted CRAFFT (car/relax/alone/forget/friends/trouble) screen tool for substance abuse/dependence high risk and a questionnaire that evaluated sexual function, bullying and alcohol/tobacco/illicit drug use. Clinical/laboratorial data and treatment were also assessed in JIA. Results: The median current age was similar between JIA patients and controls [15(10–19) vs. 15(12–18) years, p = 0.506]. Frequencies of alcohol/tobacco/illicit drug use were high and similar in both JIA and controls (43% vs. 46%, p = 0.829). However, age at alcohol onset was significantly higher in those with JIA [15(11–18) vs. 14(7–18) years, p = 0.032], particularly in polyarticular onset (p = 0.040). High risk for substance abuse/dependence (CRAFFT score ≥ 2) was found in both groups (13% vs. 15%, p = 1.000), likewise bullying (p = 0.088). Further analysis of JIA patients regarding alcohol/tobacco/illicit drug use showed that the median current age [17(14–19) vs. 13(10–19)years, p &lt; 0.001] and education years [11(6–13) vs. 7(3–12)years, p &lt; 0.001] were significant higher in those that used substances. Sexual activity was significantly higher in the former group (48% vs. 7%, p &lt; 0.001). A positive correlation was evidenced between CRAFFT score and current age in JIA patients (p = 0.032, r = +0.296). Conclusion: A high risk for substance abuse/dependence was observed in both JIA and controls. JIA substance users were more likely to have sexual intercourse. Therefore, routine screening is suggested in all visits of JIA adolescents.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar o uso de álcool/tabaco/drogas ilícitas e a função sexual em adolescentes com artrite idiopática juvenil (AIJ) e controles saudáveis. Métodos: Selecionaram-se 174 adolescentes com doenças reumatológicas pediátricas. Fez-se um estudo transversal com 54 pacientes com AIJ e 35 controles. Foram feitas avaliações de dados demográficos/antropométricos e marcadores da puberdade; a escala de triagem CRAFFT (carro/relaxar/sozinho/esquecer/amigos/problemas) foi aplicada por um médico para determinar o alto risco de uso abusivo/dependência de substâncias. Um questionário avaliou a função sexual, a ocorrência de bullying e o uso de álcool/tabaco/drogas ilícitas. Também foram avaliados dados clínicos/laboratoriais e de tratamento da AIJ. Resultados: A média da idade atual foi semelhante entre pacientes com AIJ e controles [15 (10 a 19) vs. 15 (12 a 18) anos, p = 0,506]. As frequências de uso de álcool/tabaco/drogas ilícitas foram elevadas e semelhantes entre pacientes com AIJ e controles (43% vs. 46%, p = 0,829). No entanto, a idade em que começou a usar álcool foi significantemente maior naqueles com AIJ [15 (11 a 18) vs. 14 (7 a 18 anos), p = 0,032], em particular na doença de início poliarticular (p = 0,040). Encontrou-se um alto risco de uso abusivo/dependência de substâncias (pontuação no CRAFFT ≥ 2) em ambos os grupos (13% vs. 15%, p = 1,000), do mesmo modo que o bullying (p = 0,088). Uma análise mais aprofundada dos pacientes com AIJ em relação ao uso de álcool/tabaco/drogas ilícitas mostrou que a média da idade atual [17 (14 a 19) vs. 13 (10 a 19) anos, p &lt; 0,001] e os anos de escolaridade [11 (6 a 13) vs. 7 (3 a 12) anos, p &lt; 0,001] foram significativamente maiores naqueles que usaram substâncias. A atividade sexual foi significantemente maior no primeiro grupo (48% vs. 7%, p &lt; 0,001). Foi evidenciada correlação positiva entre a pontuação na escala CRAFFT e a idade atual dos pacientes com AIJ (p = 0,032, r = + 0,296). Conclusão: Observou-se um alto risco de uso abusivo/dependência de substâncias em pacientes com AIJ e controles. Os usuários de substâncias que têm AIJ são mais propensos a ter relações sexuais. Portanto, sugere-se a triagem de rotina em todas as consultas de adolescentes com AIJ. <![CDATA[Prevalência de ansiedade, depressão e cinesiofobia em pacientes com lombalgia e sua associação com os sintomas da lombalgia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400330&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate the prevalence of anxiety, depression and kinesiophobia and their association with the symptoms of low back pain. Methods: A total of 65 patients were divided into three groups: Organic, Amplified Organic and Non-Organic. They answered the Beck Anxiety Inventory, Beck Depression Inventory and Tampa Scale of Kinesiophobia and were evaluated according to their pain level using the Visual Analogic Scale. Results: The average kinesiophobia scores of the patients in the Organic, Amplified Organic and Non-Organic groups were 36.26, 36.21 and 23.06 points, respectively. Patients who were classified into the Organic group experienced the most kinesiophobia out of all three groups (p = 0.007). The average anxiety scores of the patients in the Organic, Amplified Organic and Non-Organic groups were 33.17, 32.79 and 32.81 points, respectively, with no significant difference among the groups (p = 0.99). The average depression scores of the patients in the Organic, Amplified Organic and Non-Organic groups were 32.54, 28.79 and 37.69 points, respectively, with no significant difference among the groups (p = 0.29). Conclusion: There was no association between the groups and anxiety and depression. However, there was a positive correlation between kinesiophobia and the Organic group. Studies of other patient samples are needed to confirm the reproducibility and validity of these data in other populations.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a prevalência de ansiedade, depressão e cinesiofobia e sua associação com os sintomas da lombalgia. Métodos: Foram divididos 65 pacientes em três grupos: orgânicos, orgânicos amplificados e não orgânicos. Eles responderam ao Inventário de Ansiedade de Beck, Inventário de Depressão de Beck e Escala de Cinesiofobia de Tampa e foram avaliados de acordo com seu nível de dor pela Escala Análogo-Numérica. Resultados: Os escores médios de cinesiofobia dos pacientes dos grupos orgânicos, orgânicos amplificados e não orgânicos foram de 36,26, 36,21 e 23,06 pontos, respectivamente. Os pacientes que foram classificados no grupo orgânicos experimentaram maior cinesiofobia dentre os três grupos (p = 0,007). Os escores médios de ansiedade dos pacientes dos grupos orgânicos, orgânicos amplificados e não orgânicos eram de 33,17, 32,79 e 32,81 pontos, respectivamente, não houve diferença significativa entre os grupos (p = 0,99). Os escores médios de depressão dos pacientes dos grupos orgânicos, orgânicos amplificados e não orgânicos foram de 32,54, 28,79 e 37,69 pontos, respectivamente, não houve diferença significativa entre os grupos (p = 0,29). Conclusão: Não houve associação entre os grupos e a ansiedade e a depressão. No entanto, houve uma correlação positiva entre a cinesiofobia e o grupo orgânicos. São necessários estudos com outras amostras de pacientes para confirmar a reprodutibilidade e a validade desses dados em outras populações. <![CDATA[Baixos níveis séricos de vitamina D na esclerose sistêmica difusa: correlação com pior qualidade de vida e alterações capilaroscópicas graves]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400337&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: The aim of this study was to analyze the correlation of vitamin D levels with clinical parameters, bone mineral density (BMD), quality of life (QoL) and nailfold capillaroscopy (NC) in patients with diffuse systemic sclerosis (SSc). Methods: Thirty-eight female patients with diffuse SSc were analyzed regarding 25-hydroxyvitamin D (25OHD) serum levels. At inclusion, organ involvement, autoantibodies, modified Rodnan skin score (mRSS), Medsger Disease Severity Index (MDSI), body mass index (BMI), BMD, NC, Short-Form-36 Questionnaire (SF-36), and Health Assessment Questionnaire (HAQ), were performed through a standardized interview, physical examination and electronic chart review. Results: Mean 25OHD serum level was 20.66 ± 8.20 ng/mL. Eleven percent of the patients had 25OHD levels ≤10 ng/mL, 50% ≤20 ng/mL and 87% ≤30 ng/mL. Vitamin D serum levels were positively correlated with BMI (r = 0.338, p = 0.038), BMD-total femur (r = 0.340, p = 0.037), BMD-femoral neck (r = 0.384, p = 0.017), SF-36-Vitality (r = 0.385, p = 0.017), SF-36-Social Function (r = 0.320, p = 0.050), SF-36-Emotional Role (r = 0.321, p = 0.049) and SF-36-Mental Health (r = 0.531, p = 0.0006) and were negatively correlated with HAQ-Reach (r = −0.328, p = 0.044) and HAQ-Grip Strength (r = −0.331, p = 0.042). A negative correlation with NC-diffuse devascularization (p = 0.029) and NC-avascular area (p = 0.033) was also observed. Conclusion: The present study provides novel evidence demonstrating that low levels of 25OHD have a negative impact in diffuse SSc QoL and further studies are needed to define whether vitamin D supplementation can improve health related QoL in these patients. The additional observation of a correlation with severe NC alterations suggests a possible role of 25OHD in the underlying SSc vascular involvement.<hr/>RESUMO Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a correlação entre os níveis de vitamina D e parâmetros clínicos, densidade mineral óssea (DMO), qualidade de vida (QV) e capilaroscopia periungueal (CPU) em pacientes com esclerose sistêmica difusa (ES). Métodos: Mensuraram-se os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D (25OHD) de 38 pacientes do sexo feminino com ES difusa. No momento da inclusão, analisaram-se o envolvimento de órgãos, autoanticorpos, escore cutâneo de Rodnan modificado (ERM), Medsger Disease Severity Index (MDSI), índice de massa corporal (IMC), DMO, CPU, Short-Form-36 Questionnaire (SF-36) e Health Assessment Questionnaire (HAQ) por meio de uma entrevista padronizada, exame físico e avaliação de prontuário eletrônico. Resultados: A média do nível sérico de 25OHD foi de 20,66 ± 8,20 ng/mL. Dos pacientes, 11% tinham níveis de 25OHD ≤ 10 ng/mL, 50% ≤ 20 ng/mL e 87% ≤ 30 ng/mL. Os níveis séricos de vitamina D estiveram positivamente correlacionados com o IMC (r = 0,338, p = 0,038), DMO-fêmur total (r = 0,340, p = 0,037), DMO-colo femoral (r = 0,384, p = 0,017), SF-36-Vitalidade (r = 0,385, p = 0,017), SF-36-Aspecto social (r = 0,320, p = 0,050), SF-36-Aspecto emocional (r = 0,321, p = 0,049) e SF-36-Saúde mental (r = 0,531, p = 0,0006) e se correlacionaram negativamente com o HAQ-Alcance (r = –0,328, p = 0,044) e HAQ-força de preensão (r = –0,331, p = 0,042). Também foi observada uma correlação negativa com a CPU- desvascularização difusa (p = 0,029) e CPU-área avascular (p = 0,033). Conclusão: O presente estudo fornece evidências novas de que níveis baixos de 25OHD têm um impacto negativo sobre a qualidade de vida de pacientes com ES difusa e que são necessários mais estudos para definir se a suplementação de vitamina D pode melhorar a qualidade de vida relacionada com a saúde desses pacientes. A observação adicional de uma correlação com alterações graves na CPU sugere um possível papel da 25OHD no envolvimento vascular subjacente da ES. <![CDATA[Natação e ciclismo não causam efeitos positivos na densidade mineral óssea: uma revisão sistemática]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400345&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Osteoporosis is considered a common metabolic bone disease and its prevalence is increasing worldwide. In this context, physical activity has been used as a non-pharmacological tool for prevention and auxiliary treatment of this disease. The aim of this systematic review was to evaluate the effects of cycling and swimming practice on bone mineral density (BMD). This research was conducted in accordance with the recommendations outlined by the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. The studies were consulted in the period from 2004 to 2014, through major electronic databases: PubMed®, SciELO® and LILACS®. Ten studies evaluated the effects of cycling on BMD, and the results showed that nine studies have linked the practice of professional cycling with low levels of BMD. Another 18 studies have reported that swimming has no positive effects on bone mass. We conclude that cycling and swimming do not cause positive effects on BMD; thus, these are not the most suitable exercises for prevention and treatment of osteoporosis.<hr/>RESUMO A osteoporose é considerada uma doença osteometabólica comum e sua prevalência está aumentando mundialmente. Nesse contexto, a atividade física tem sido usada como ferramenta não farmacológica para prevenir e auxiliar no tratamento dessa doença. O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar os efeitos da prática do ciclismo e da natação na densidade mineral óssea (DMO). Esta pesquisa foi feita de acordo com as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses. Os estudos foram consultados entre 2004 e 2014, por meio de importantes bases de dados eletrônicas: PubMed®, SciELO® e Lilacs®. Dez pesquisas avaliaram os efeitos do ciclismo sobre a DMO, os resultados demonstraram que nove estudos associaram a prática do ciclismo profissional com baixos níveis de DMO. Outros 18 estudos relataram que a natação não tem efeitos positivos sobre a massa óssea. Conclui-se que o ciclismo e a natação não causam efeitos positivos na DMO. Assim, não são os exercícios mais indicados para a prevenção e o tratamento da osteoporose. <![CDATA[Efeitos da prática do método Pilates em idosos: uma revisão sistemática]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400352&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Several studies show the benefits of including muscle strength and aerobic physical activity in the routine of elderly people. Among the various possibilities of physical activity, the Pilates method has become a popular modality in recent years, through a system of exercises enabling to work the whole body and that corrects posture and realigns the muscles, developing the body stability needed for a healthier life. The aim of this study was to review the current evidence on the effects of the practice of the Pilates method in the elderly. A systematic literature review was conducted in the following electronic databases: Pubmed, Scielo, Lilacs/Bireme, Scopus, Pedro and Isi of Knowledge, from descriptors pilates, elderly, old adults, aging. In the selection of studies the following inclusion criteria were used: original articles in English, Portuguese and Spanish languages. All selection and evaluation processes of the articles were performed by peers and the quality was verified by the Downs and Black scale. Twenty-one studies were included. The year of publication ranged from 2003 to 2014 and the size of the sample varied from 8 to 311 elderly subjects, aged at least 60 years old. The intervention period was from 4 weeks to 12 months of Pilates exercise practice. It was concluded that despite the studies pointing to physical and motor benefits of the Pilates method in the elderly, we cannot state whether or not the method is effective, in view of the poor methodological quality of the studies included in this review.<hr/>RESUMO Diversos estudos apontam os benefícios da inclusão de atividades físicas de resistência muscular e aeróbicas na rotina dos idosos. Dentre as diversas possibilidades da atividade física, o método Pilates se tornou uma modalidade popular nos últimos anos, por meio de um sistema de exercícios que possibilita trabalhar o corpo todo, corrige a postura, realinha a musculatura e desenvolve a estabilidade corporal necessária para uma vida mais saudável. O objetivo do presente estudo foi revisar as evidências atuais sobre os efeitos da prática do método Pilates em idosos. A revisão sistemática da literatura foi feita nas bases de dados eletrônicas Pubmed, Scielo, Lilacs/Bireme, Scopus, Pedro e Isi of Knowledge a partir dos descritores pilates, elderly, old adults e aging. A seleção teve como critérios de inclusão artigos originais nas línguas inglês, português e espanhol. Todos os processos de seleção e avaliação de artigos foram feitos por pares e a qualidade foi verificada pela escala de Downs and Black. Foram incluídos 21 estudos. O ano de publicação variou de 2003 a 2014 e a amostra de oito a 311 idosos, com idade mínima de 60 anos. O período de intervenção apresentou variação de quatro semanas a 12 meses de exercícios do método Pilates. Concluiu-se que apesar de os estudos apontarem para benefícios físicos e motores do método Pilates em idosos, não podemos afirmar que o método é ou não efetivo, tendo em vista a baixa qualidade metodológica dos estudos que compõem a revisão. <![CDATA[Hemorragia intracerebral com evolução favorável em paciente com angiíte primária do sistema nervoso central juvenil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400366&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Childhood primary angiitis of the central nervous system (cPACNS) is a rare inflammatory brain disease of unknown etiology. Of note, brain hemorrhage has been rarely reported in cPACNS patients, generally associated with a delayed clinical diagnosis, or with a diagnosis only at necropsy. We present the case of a boy with cPACNS that previously suffered an ischemic stroke. At the age of 7 years and 10 months, he presented a sudden and severe headache, vomiting and reduction in consciousness level (Glasgow coma scale 7), requiring prompt tracheal intubation. Brain computed tomography demonstrated intraparenchymal hematoma in the right parieto-occipital lobe and a small focus of bleeding in the right frontal lobe, vasogenic edema, herniation of the uncus and a 10 mm deviation to the left from the midline. C-reactive protein (9.2 mg/dL) and von Willebrand factor (vWF) antigen (202%) were elevated. Decompressive craniotomy was performed and methylprednisolone and cyclophosphamide were administered. One week later, the patient had left hemiparesis without other sequelae. Importantly, motor deficits have been improving progressively. Our case reinforces the inclusion of this vasculitis as a differential diagnosis in children and adolescents with CNS hemorrhage.<hr/>RESUMO Angiíte primária do sistema nervoso central juvenil (APSNCJ) é uma doença inflamatória cerebral rara e de etiologia desconhecida. Hemorragia cerebral tem sido raramente reportada em pacientes com APSNCJ, geralmente associada com atraso diagnóstico, ou com um diagnóstico somente por necrópsia. Relata-se um caso de um paciente do gênero masculino com APSNCJ e que previamente sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico. Aos 7 anos e 10 meses de idade, o menino apresentou subitamente cefaleia intensa, vômitos e redução do nível de consciência (escala de coma de Glasgow 7), requerendo imediata intubação traqueal. Uma tomografia computadorizada cerebral demonstrou hematoma intraparenquimatoso no lobo parieto-occipital direito e um pequeno foco de sangramento no lobo frontal direito, edema vasogênico, herniação do úncus e um desvio de 10 mm da linha média para a esquerda. A proteína C-reativa (9.2 mg/dL) e o fator antígeno de von Willebrand (202%) estavam elevados. Foi realizada uma craniotomia descompressiva, seguida pela administração de metilprednisolona e ciclofosfamida. Transcorrida uma semana, o paciente apresentava hemiparesia esquerda, sem outras sequelas. É digno de nota que o déficit motor tem melhorado progressivamente. Nosso caso reforça a inclusão dessa vasculite como diagnóstico diferencial em crianças e adolescentes com hemorragia do sistema nervoso central. <![CDATA[Leflunomida na arterite de Takayasu – Estudo observacional de longo prazo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400371&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate the extended follow-up data on efficacy and toxicity of leflunomide therapy in Takayasu arteritis (TA) patients previously enrolled in the original open-label study of short-term effects of leflunomide in TA. Methods: An open-label long-term longitudinal study was performed in TA patients who fulfilled the 1990 American College of Rheumatology criteria for TA and had participated in a previous study that evaluated short-term efficacy of leflunomide in TA. Complete follow-up information could be retrieved from 12 out of 15 patients enrolled in the original study. Disease activity was evaluated by Kerr's criteria and by the Indian Takayasu Activity Score 2010 (ITAS2010). Results: The mean follow up time was 43.0 ± 7.6 months and 5 (41.6%) TA patients remained on leflunomide therapy while 7 (58.3%) TA patients had to change to another therapy due to failure to prevent relapses in 6 patients and toxicity in one patient. No significant differences were found between patients who remained on leflunomide therapy and those who changed to another agent regarding age at study entry, time since diagnosis, prednisone daily dose at study entry, baseline ITAS2010, mean or maximum ESR and CRP, and cumulative prednisone dose at study end. Among TA patients who had changed leflunomide to another agent, two had an additional clinical relapse and needed to change therapy. Conclusion: Leflunomide led to sustained remission in approximately half of patients at a mean time of 12 months and was well tolerated by TA patients.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar os dados de seguimento em longo prazo em relação à eficácia e toxicidade do tratamento com leflunomida em pacientes com arterite de Takayasu (AT) previamente recrutados no estudo aberto original dos efeitos de curto prazo da leflunomida na AT. Métodos: Fez-se um estudo longitudinal aberto de longo prazo com pacientes que preencheram os critérios para AT da American College of Rheumatology de 1990 e que participaram de um estudo anterior que avaliou a eficácia em curto prazo da leflunomida na AT. Obtiveram-se informações completas do seguimento de 12 dos 15 pacientes incluídos no estudo original. A atividade da doença foi avaliada pelos critérios de Kerr e pelo Indian Takayasu Activity Score 2010 (ITAS2010). Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 43,0 ± 7,6 meses. Cinco (41,6%) pacientes com AT permaneceram em tratamento com leflunomida, enquanto sete (58,3%) tiveram de mudar para outro tratamento em razão da falha em prevenir recidivas em seis pacientes e toxicidade em um paciente. Não foram encontradas diferenças significativas entre os pacientes que continuaram o tratamento com leflunomida e aqueles que mudaram para outro agente em relação à idade no início do estudo, tempo desde o diagnóstico, dose diária de prednisona no início do estudo, ITAS2010 inicial, valor médio ou máximo de VHS e PCR, e dose de prednisona cumulativa no fim do estudo. Entre os dois pacientes com AT que mudaram de leflunomida para outro agente, dois tiveram uma recidiva clínica e precisaram mudar de tratamento. Conclusão: A leflunomida levou à remissão sustentada em aproximadamente metade dos pacientes por um período médio de 12 meses e foi bem tolerada pelos pacientes com AT. <![CDATA[Errata]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000400376&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate the extended follow-up data on efficacy and toxicity of leflunomide therapy in Takayasu arteritis (TA) patients previously enrolled in the original open-label study of short-term effects of leflunomide in TA. Methods: An open-label long-term longitudinal study was performed in TA patients who fulfilled the 1990 American College of Rheumatology criteria for TA and had participated in a previous study that evaluated short-term efficacy of leflunomide in TA. Complete follow-up information could be retrieved from 12 out of 15 patients enrolled in the original study. Disease activity was evaluated by Kerr's criteria and by the Indian Takayasu Activity Score 2010 (ITAS2010). Results: The mean follow up time was 43.0 ± 7.6 months and 5 (41.6%) TA patients remained on leflunomide therapy while 7 (58.3%) TA patients had to change to another therapy due to failure to prevent relapses in 6 patients and toxicity in one patient. No significant differences were found between patients who remained on leflunomide therapy and those who changed to another agent regarding age at study entry, time since diagnosis, prednisone daily dose at study entry, baseline ITAS2010, mean or maximum ESR and CRP, and cumulative prednisone dose at study end. Among TA patients who had changed leflunomide to another agent, two had an additional clinical relapse and needed to change therapy. Conclusion: Leflunomide led to sustained remission in approximately half of patients at a mean time of 12 months and was well tolerated by TA patients.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar os dados de seguimento em longo prazo em relação à eficácia e toxicidade do tratamento com leflunomida em pacientes com arterite de Takayasu (AT) previamente recrutados no estudo aberto original dos efeitos de curto prazo da leflunomida na AT. Métodos: Fez-se um estudo longitudinal aberto de longo prazo com pacientes que preencheram os critérios para AT da American College of Rheumatology de 1990 e que participaram de um estudo anterior que avaliou a eficácia em curto prazo da leflunomida na AT. Obtiveram-se informações completas do seguimento de 12 dos 15 pacientes incluídos no estudo original. A atividade da doença foi avaliada pelos critérios de Kerr e pelo Indian Takayasu Activity Score 2010 (ITAS2010). Resultados: O tempo médio de seguimento foi de 43,0 ± 7,6 meses. Cinco (41,6%) pacientes com AT permaneceram em tratamento com leflunomida, enquanto sete (58,3%) tiveram de mudar para outro tratamento em razão da falha em prevenir recidivas em seis pacientes e toxicidade em um paciente. Não foram encontradas diferenças significativas entre os pacientes que continuaram o tratamento com leflunomida e aqueles que mudaram para outro agente em relação à idade no início do estudo, tempo desde o diagnóstico, dose diária de prednisona no início do estudo, ITAS2010 inicial, valor médio ou máximo de VHS e PCR, e dose de prednisona cumulativa no fim do estudo. Entre os dois pacientes com AT que mudaram de leflunomida para outro agente, dois tiveram uma recidiva clínica e precisaram mudar de tratamento. Conclusão: A leflunomida levou à remissão sustentada em aproximadamente metade dos pacientes por um período médio de 12 meses e foi bem tolerada pelos pacientes com AT.