Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420160006&lang=pt vol. 56 num. 6 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Anticoagulantes orais diretos na síndrome antifosfolípide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600469&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Hiperuricemia no lúpus eritematoso sistêmico: está associada a manifestações neuropsiquiátricas da doença?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600471&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objectives: To assess the association between hyperuricemia and different neuropsychiatric manifestations and stroke risk factors in systematic lupus erythematosus (SLE) patients. Methods: This study was conducted on 204 SLE patients who were admitted to a tertiary referral center. A standardized questionnaire was completed for all the participants and the medical records were reviewed regarding the occurrence of arterial or venous thrombotic events, stroke, seizure, depression, headache, psychosis, and peripheral neuropathy. In addition blood samples were drawn to obtain serum uric acid, triglyceride (TG), high-density lipoprotein (HDL) cholesterol, low-density lipoprotein (LDL) cholesterol, and total cholesterol levels. Results: Hyperuricemia (serum uric acid ≥6 mg/dl for women and ≥7 mg/dl for men) was detected in 16.1% of SLE patients and was significantly associated with the occurrence of stroke (OR, 2.38; 95%CI, 1.2-7.24), and peripheral neuropathy (OR, 3.49; 95% CI, 1.52-12.23), independent of hypertension and hyperlipidemia. Hyperuricemia was also significantly associated with hypertension (OR, 7.76; 95% CI, 2.72-15.76), hyperlipidemia (OR, 5.05; 95% CI, 1.59-11.32), and history of arterial thrombosis (OR, 4.95; 95% CI, 1.98-15.34), independent of age and body mass index. Conclusions: Hyperuricemia in SLE patients is independently associated with the occurrence of stroke and peripheral neuropathy. It is also independently associated with hypertension, hyperlipidemia, and history of arterial thrombosis, which are the major stroke and myocardial infarction risk factors in SLE patients.<hr/>RESUMO Objetivos: Avaliar a associação entre a hiperuricemia e diferentes manifestações neuropsiquiátricas e os fatores de risco para AVE em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES). Métodos: Este estudo foi feito em 204 pacientes com LES que foram internados em um centro de referência de atenção terciária. Todos os participantes preencheram um questionário padronizado e os prontuários médicos foram analisados quanto à ocorrência de eventos trombóticos arteriais ou venosos, acidente vascular encefálico, convulsão, depressão, cefaleia, psicose e neuropatia periférica. Além disso, foram coletadas amostras de sangue para se mensurarem os níveis de ácido úrico, triglicerídeos (TG), lipoproteínas de alta densidade (HDL), lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e colesterol total do sangue. Resultados: A hiperuricemia (ácido úrico sérico ≥ 6 mg/dL para mulheres e ≥ 7 mg/dL para homens) foi detectada em 16,1% dos pacientes com LES e esteve significativamente associada à ocorrência de AVE (OR, 2,38; IC 95%, 1,2-7,24) e neuropatia periférica (OR, 3,49; IC 95%, 1,52-12,23), independentemente da hipertensão arterial e da hiperlipidemia. A hiperuricemia também esteve significativamente associada à hipertensão arterial (OR, 7,76; IC 95%, 2,72-15,76), hiperlipidemia (OR, 5,05; IC 95%, 1,59-11,32) e história de trombose arterial (OR, 4,95; 95% CI, 1,98-15,34), independentemente da idade e do índice de massa corporal. Conclusões: A hiperuricemia em pacientes com LES está independentemente associada à ocorrência de acidente vascular encefálico e neuropatia periférica. Também está independentemente associada à hipertensão, hiperlipidemia e história de trombose arterial, que são os principais fatores de risco para acidente vascular encefálico e infarto agudo do miocárdio em pacientes com LES. <![CDATA[Infecção sistêmica e localizada por <em>Candida</em> spp. em pacientes reumatológicos em terapia anti-TNF]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600478&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate the prevalence of systemic and localized infection by Candida species and its possible association with demographic, clinical and laboratory manifestations and therapy in patients with rheumatic diseases taking TNF blockers. Methods: Consecutive patients with rheumatic diseases receiving anti-TNF agents were included. The following risk factors up to four weeks prior to the study were analyzed: use of antibiotics, immunosuppressant drugs, hospitalization and invasive procedures. All subjects were evaluated for clinical complaints; specific blood cultures were obtained for fungi and blood samples were collected for Candida spp. detection by polymerase chain reaction. Results: 194 patients [67 with rheumatoid arthritis (RA), 47 with ankylosing spondylitis (AS), 36 with juvenile idiopathic arthritis (JIA), 28 with psoriatic arthritis and 16 with other conditions] were included. The average age of patients was 42 ± 16 years, with 68 (35%) male and mean disease duration of 15 ± 10 years. Sixty-four (33%) patients were receiving adalimumab, 59 (30%) etanercept and 71 (36%) infliximab. Eighty-one percent of patients were concomitantly taking immunosuppressant drugs. At the time of the study, only one (0.5%) patient had localized fungal infection (vaginal candidiasis). None of the patients included had systemic candidiasis with positive blood cultures for fungi or PCR positive for Candida spp. in peripheral blood sample. Conclusions: This was the first study to assess the prevalence of invasive and localized fungal disease by Candida in a significant number of patients with rheumatic diseases on anti-TNF therapy, and demonstrated low risk of candidiasis, despite the high prevalence of immunosuppressive drug use.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a prevalência de infecção sistêmica e localizada por Candida spp. e sua possível associação com dados demográficos, manifestações clínicas e laboratoriais e terapêutica em pacientes com doenças reumatológicas em uso de anti-TNF. Métodos: Foram incluídos pacientes consecutivos com doenças reumatológicas em uso de agentes anti-TNF. Foram analisados os seguintes fatores de risco até quatro semanas antes do estudo: uso de antibioticoterapia, imunossupressores, hospitalização e procedimentos invasivos. Todos foram avaliados para queixas clinicas, coletaram hemocultura específica para fungos e amostras de sangue para pesquisa de Candida spp. por reação em cadeia de polimerase. Resultados: Foram incluídos 194 pacientes [67 com artrite reumatoide (AR), 47 espondilite anquilosante (EA), 36 artrite idiopática juvenil (AIJ), 28 artrite psoriásica e 16 outros]. A média de idade era de 42 ± 16 anos, com 68 (35%) do sexo masculino e média de duração de doença de 15 ± 10 anos; 64 (33%) pacientes usavam adalimumabe, 59 (36%) etanercepte e 71 (36%) infliximabe; 81% faziam uso concomitante de imunossupressores. No momento do estudo, apenas um (0,5%) paciente apresentou infecção fúngica localizada (candidíase vaginal). Nenhum dos pacientes incluídos apresentou candidíase sistêmica com hemocultura positiva para fungos ou PCR positiva para Candida spp. em amostra de sangue periférico. Conclusões: Este foi o primeiro estudo que avaliou prevalência de doença fúngica invasiva e localizada por Candida em um expressivo número de pacientes reumatológicos em terapia anti-TNF e demonstrou baixo risco de candidíase, apesar da alta prevalência de uso de imunossupressores. <![CDATA[Associação entre o polimorfismo do gene <em>PDCD1</em> e a susceptibilidade ao lúpus eritematoso sistêmico e à artrite reumatoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600483&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: This study aims to analyze the relationship of programmed cell death 1 (PDCD1) gene polymorphism (PD1.3G/A - rs11568821) with features of systemic lupus erythematosus (SLE) and rheumatoid arthritis (RA) in a Southern Brazilian population. Methods: Polymerase chain reaction-restriction fragment length polymorphism (PCR-RFLP) was performed in 95 SLE and 87 RA patients and 128 control group individuals from Santa Catarina, Southern Brazil. The Hardy-Weinberg equilibrium (HWE) test, and odds ratio (OR) were analyzed, considering CI 95% and p ≤ 0.05. Results: The PD1.3A allele frequencies were 0.095 (SLE), 0.115 (RA) and 0.078 (controls). The genotypes of the control group were in HWE, while those of SLE and RA patients were not. However, we found no association between PD1.3 polymorphism and the SLE or RA susceptibility, nor clinical or epidemiological data. Conclusion: There was no significant association between PD1.3 polymorphism and SLE or RA susceptibility in this Southern Brazilian population.<hr/>RESUMO Objetivo: Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre o polimorfismo do gene PDCD1 (programmed cell death 1) (PD1.3G/A - rs11568821) com características do lúpus eritematoso sistêmico (LES) e da artrite reumatoide (AR) em uma população do sul do Brasil. Métodos: A técnica de PCR-RFLP (Polymerase Chain Reaction-Restriction Fragment Lenght Polymorphism) foi utilizada para analisar amostras de 95 pacientes com LES e 87 com AR, assim como em 128 indivíduos do grupo controle de Santa Catarina, sul do Brasil. Foi analisada a probabilidade de equilíbrio de Hardy-Weinberg (EHW) e a odds ratio (OR), considerando um IC 95% e p ≤ 0,05. Resultados: As frequências alélicas PD1.3 A foram de 0,095 (LES), 0,115 (AR) e 0,078 (controles). Os genótipos do grupo controle estavam em EHW, enquanto aqueles dos pacientes com LES e AR não estavam. No entanto, não foi encontrada associação entre o polimorfismo PD1.3 e a suscetibilidade ao LES ou à AR, nem com dados clínicos ou epidemiológicos. Conclusão: Não foi encontrada associação significativa entre o polimorfismo PD1.3 e a susceptibilidade ao LES ou à AR nessa população do sul do Brasil. <![CDATA[Infiltração intra-articular em pacientes com artrite idiopática juvenil: fatores associados à boa resposta]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600490&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Introduction: Intra-articular injection of corticosteroids (IIC) for treatment of patients with juvenile idiopathic arthritis (JIA) is increasingly used in Pediatric Rheumatology. Objectives: To describe the clinical course of patients undergoing IIC in our Pediatric Rheumatology Unit. Methods: Retrospective study of patients with JIA undergoing IIC from January 2008 to December 2012, with a minimum follow-up of six months after the injection. Good response to IIC was set as the presence of inactivity on the infiltrated joint by at least six months. Results: Eighty-eight patients underwent a total of 165 IICs. Of these, 75% were girls and 35.2% had persistent oligoarticular JIA. The mean age at diagnosis was 6.8 years, and when IIC was carried out, 12.2 years. Regarding patients, younger age at diagnosis (p = 0.037) and the occurrence of uveitis in the course of the disease (p = 0.015) were associated with good response to IIC. From 165 IICs, 63% had a good response and joints remained inactive for a median of 18.1 months. The type of joint injection (p = 0.001), lesser values stated in the overall visual analog scale by the physician (p = 0.015) and by parents/patient (p = 0.01) have been associated with a good response to IIC. Nine adverse events (5.4%) were observed. Conclusion: In our study, more than half of the joints showed a good response to IIC. Younger patients at diagnosis and uveitis during the course of the disease had good response to IIC. Knees, wrists and elbows were the joints that best responded to IIC. IIC proved to be a safe procedure.<hr/>RESUMO Introdução: A infiltração intra-articular de corticosteroides (IIC) para tratamento de pacientes com artrite idiopática juvenil (AIJ) é cada vez mais usada em reumatologia pediátrica. Objetivos: Descrever a evolução clínica dos pacientes submetidos à IIC em nosso setor de reumatologia pediátrica. Métodos: Estudo retrospectivo de pacientes com AIJ submetidos à IIC de janeiro/2008 a dezembro/2012, com seguimento mínimo de seis meses após a infiltração. Boa resposta à IIC foi definida como inatividade na articulação infiltrada por, no mínimo, seis meses. Resultados: Foram submetidos a 88 pacientes a 165 IICs. Desses, 75% eram meninas e 35,2% apresentavam AIJ oligoarticular persistente. A média de idade ao diagnóstico foi de 6,8 anos e à IIC de 12,2 anos. Em relação aos pacientes, a menor idade ao diagnóstico (p = 0,037) e a ocorrência de uveíte no curso da doença (p = 0,015) foram associados à boa resposta à IIC. Das 165 IICs, 63% apresentaram boa resposta e as articulações permaneceram inativas por um tempo médio de 18,1 meses. O tipo de articulação infiltrada (p = 0,001), menores valores na escala visual analógica global do médico (p = 0,015) e dos pais/paciente (p = 0,01) foram associados a uma boa resposta à IIC. Nove efeitos adversos (5,4%) foram observados. Conclusão: Em nosso estudo, mais da metade das articulações mostrou boa resposta à IIC. Os pacientes com menor idade ao diagnóstico e uveíte durante o curso da doença tiveram boa resposta à IIC. Os joelhos, punhos e cotovelos foram as articulações que mais bem responderam à IIC. A IIC mostrou ser um procedimento seguro. <![CDATA[Caracterização de marcadores inflamatórios associados a pacientes com lúpus eritematoso sistêmico em tratamento]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600497&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To characterize the inflammatory profiles of patients with systemic lupus erythematosus receiving standard treatment compared to healthy controls. Patients and methods: Peripheral venous blood was collected from systemic lupus erythematosus patients (n = 14) and controls (n = 18) at enrollment. Blood samples were used for quantification, by flow cytometry, of CD11b (integrin) and Chemokine receptor CXCR2 expression surface antigen in neutrophils and lymphocytes, while cytokines were assayed in serum samples. Purified neutrophils were assayed by their ability to phagocytize human plasma-opsonized zymosan. Results: Patients had a median (interquartile range) disease activity index of 1.0 (0-2.0) characteristic of patients in remission. Interleukin-6 and interleukin-10 serum concentrations were significantly higher in the patient group compared to controls and the phagocytic index of circulating neutrophils was significantly reduced in patients compared to controls. The levels of interleukin-2, interleukin-5, interleukin-8 and tumor necrosis factor alpha did not significantly differ between patients and controls. Flow cytometric analysis revealed that the integrin expression levels were reduced in lymphocytes (but not in neutrophils) obtained from systemic lupus erythematosus patients, while surface expression of the chemokine receptor 2 was similar in both neutrophils and lymphocytes. Conclusion: Systemic lupus erythematosus patients receiving standard treatment presented with elevated systemic levels of interleukin-6 and interleukin-10, reduced neutrophil phagocytic capacity, and reduced lymphocyte expression of integrin even when symptoms were in remission. These alterations to innate immune components may put these individuals at a greater risk for acquiring infections.<hr/>RESUMO Objetivo: Caracterizar os perfis inflamatórios de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) que recebiam o tratamento padrão em comparação com controles saudáveis. Pacientes e métodos: Coletou-se o sangue venoso periférico de pacientes com LES (n = 14) e controles (n = 18) no momento da entrada no estudo. As amostras de sangue foram usadas para quantificação, por citometria de fluxo, da expressão dos antígenos de superfície CD11b (integrina) e CXCR2 em neutrófilos e linfócitos, enquanto as citocinas foram avaliadas em amostras de soro. Avaliou-se a capacidade dos neutrófilos purificados de fagocitar zimosan opsonizado com plasma humano. Resultados: Os pacientes apresentavam uma pontuação mediana (intervalo interquartil) no Sledai de 1 (0-2), característica de pacientes em remissão. As concentrações séricas de IL-6 e IL-10 foram significativamente maiores no grupo de pacientes em comparação com os controles; o índice de fagocitose de neutrófilos circulantes estava significativamente reduzido nos pacientes em comparação com os controles. Os níveis de IL-2, IL-5, IL-8 e TNF-α não diferiram significativamente entre pacientes e controles. A análise da citometria de fluxo revelou que os níveis de expressão de CD11b estavam reduzidos nos linfócitos (mas não nos neutrófilos) obtidos de pacientes com LES, enquanto a expressão do receptor de superfície CXCR2 foi semelhante em neutrófilos e linfócitos. Conclusão: Os pacientes com LES que recebiam tratamento padrão apresentaram níveis sistêmicos elevados de IL-6 e IL-10, redução na capacidade fagocítica dos neutrófilos e redução da expressão de CD11b em linfócitos, mesmo quando os sintomas estavam em remissão. Essas alterações nos componentes da imunidade inata podem colocar esses indivíduos em maior risco de adquirir infecções. <![CDATA[O volume plaquetário médio está reduzido em adultos com lúpus ativo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600504&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Background: Only a few biomarkers are available for assessing disease activity in systemic lupus erythematosus (SLE). Mean platelet volume (MPV) has been recently studied as an inflammatory biomarker. It is currently unclear whether MPV may also play a role as a biomarker of disease activity in adult patients with SLE. Objective: We investigated the association between MPV and disease activity in adult patients with SLE. Methods: In this retrospective study, we compared two groups of adult patients divided according to disease activity (36 per group). Subjects were age- and gender-matched. Results: MPV was significantly decreased with respect to those of inactive patients (7.16 ± 1.39 vs. 8.16 ± 1.50, p = 0.005). At a cutoff level of 8.32 fL, MPV has a sensitivity of 86% and a specificity of 41% for the detection of disease activity. A modest positive correlation was found between MPV and albumin (r = 0.407, p = 0.001), which in turn is inversely associated with disease activity. Conclusions: In summary, MPV is decreased in adult patients with active lupus disease, and positively correlated with albumin, another biomarker of disease activity. Prospective studies are needed to evaluate the prognostic value of this biomarker.<hr/>RESUMO Antecedentes: Existem poucos biomarcadores disponíveis para avaliar a atividade da doença no lúpus eritematoso sistêmico (LES). O volume plaquetário médio (VPM) foi recentemente estudado como um biomarcador inflamatório. Atualmente não está claro se o VPM também pode desempenhar um papel como um biomarcador da atividade da doença em pacientes adultos com LES. Objetivo: Investigou-se a associação entre o VPM e a atividade da doença em pacientes adultos com LES. Métodos: Neste estudo retrospectivo, compararam-se dois grupos de pacientes adultos divididos de acordo com a atividade da doença (36 por grupo). Os indivíduos foram pareados por idade e gênero. Resultados: O VPM esteve significativamente diminuído nos pacientes com doença ativa em comparação com os níveis em pacientes com doença inativa (7,16 ± 1,39 versus 8,16 ± 1,50, p = 0,005). Em um nível de corte de 8,32 fL, o VPM tem uma sensibilidade de 86% e uma especificidade de 41% para a detecção da atividade da doença. Encontrou-se uma correlação positiva modesta entre o VPM e a albumina (r = 0,407, p = 0,001), que por sua vez está inversamente associada à atividade da doença. Conclusões: Em resumo, o VPM está diminuído em pacientes adultos com lúpus ativo e positivamente correlacionado com a albumina, outro biomarcador da atividade da doença. São necessários estudos prospectivos para avaliar o valor prognóstico desse biomarcador. <![CDATA[Redução na força muscular e capacidade funcional em pacientes fisicamente inativos com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil, apesar de doença muito leve]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600509&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To compare muscle strength (i.e. lower- and upper-body strength) and function between physically inactive childhood-onset systemic lupus erythematosus patients (C-SLE) and healthy controls (CTRL). Methods: This was a cross-sectional study and the sample consisted of 19 C-SLE (age between 9 and 18 years) and 15 CTRL matched by age, sex, body mass index (BMI), and physical activity levels (assessed by accelerometry). Lower- and upper-body strength was assessed by the one-repetition-maximum (1-RM) test. Isometric strength was assessed through a handgrip dynamometer. Muscle function was evaluated by the timed-stands test (TST) and the timed-up-and-go test (TUG). Results: When compared with CTRL, C-SLE showed lower leg-press and bench-press 1-RM (p = 0.026 and p = 0.008, respectively), and a tendency toward lower handgrip strength (p = 0.052). C-SLE showed lower TST scores (p = 0.036) and a tendency toward higher TUG scores (p = 0.070) when compared with CTRL. Conclusion: Physically inactive C-SLE patients with very mild disease showed reduced muscle strength and functionality when compared with healthy controls matched by physical activity levels. These findings suggest C-SLE patients may greatly suffer from a physically inactive lifestyle than healthy controls do. Moreover, some sub-clinical “residual” effect of the disease or its pharmacological treatment seems to affect C-SLE patients even with a well-controlled disease.<hr/>RESUMO Objetivo: Comparar a força muscular (ou seja, a força muscular dos membros superiores e inferiores) e a capacidade funcional de pacientes fisicamente inativos com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil (LESJ) com controles saudáveis (CTRL). Métodos: Estudo transversal cuja amostra foi composta por 19 pacientes com LESJ (entre 9 e 18 anos) e 15 CTRL pareados por idade, sexo, índice de massa corporal (IMC) e nível de atividade física (avaliada através do uso de acelerômetros). A força dos membros superiores e inferiores foi avaliada pelo teste de uma repetição máxima (1-RM). A força isométrica foi avaliada através do uso de um dinamômetro. A capacidade funcional foi avaliada pelo Timed-stands test (TST) e Timed-up-and-go test (TUG). Resultados: Quando comparados com os CTRL, os pacientes com LESJ apresentaram menor força em 1-RM no Leg press e supino (p = 0,026 e p = 0,008, respectivamente) e uma tendência a menor força de preensão manual (p = 0,052). Os pacientes com LESJ apresentaram menores escores no TST (p = 0,036) e uma tendência a maior pontuação no TUG (p = 0,070), quando comparados com o grupo CTRL. Conclusão Pacientes com LESJ, fisicamente inativos, com doença muito leve mostraram redução na força muscular e capacidade funcional quando comparados com controles saudáveis pareados por níveis de atividade física. Esses achados sugerem que pacientes com LESJ podem apresentar mais efeitos deletérios por manter um estilo de vida fisicamente inativo do que controles saudáveis. Além disso, alguns efeitos “residuais” subclínicos da doença ou do tratamento farmacológico parecem afetar pacientes com LESJ, mesmo com uma doença bem controlada. <![CDATA[Polimorfismo do receptor Fc gama IIIa não está associado à susceptibilidade ao lúpus eritematoso sistêmico em pacientes brasileiros]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600515&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT We evaluated the possible association between FCGR3A V/F (158) polymorphism and SLE susceptibility and clinical phenotype in 305 sequentially retrieved SLE patients and 300 healthy controls from the southeastern part of Brazil by allele-specific polymerase chain reaction. Our results showed no association between FCGR3A 158V/F alleles and susceptibility to SLE in this series of patients albeit the heterozygous genotype was strongly associated with the disease.<hr/>RESUMO Avaliou-se a possível associação entre o polimorfismo FCGR3A V/F (158) e a suscetibilidade e o fenótipo clínico do lúpus eritematoso sistêmico (LES) em 305 pacientes com LES admitidos sequencialmente e 300 controles saudáveis da Região Sudeste do Brasil por reação em cadeia da polimerase alelo-específica. Os resultados do presente estudo mostraram não haver associação entre os alelos FCGR3A 158 V/F e a suscetibilidade ao LES nessa série de pacientes, ainda que o genótipo heterozigoto tenha sido fortemente associado à doença. <![CDATA[Polimorfismos no gene <em>NAT2</em> (N-acetiltransferase 2) em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600521&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To investigate potential associations of four substitutions in NAT2 gene and of acetylator phenotype of NAT2 with systemic lupus erythematosus (SLE) and clinical phenotypes. Methods: Molecular analysis of 481C&gt;T, 590G&gt;A, 857G&gt;A, and 191G&gt;A substitutions in the NAT2 gene was performed by polymerase chain reaction-restriction fragment length polymorphism (PCR-RFLP) technique, from DNA extracted from peripheral blood samples obtained from patients with SLE (n = 91) and controls (n = 97). Results and conclusions: The 857GA genotype was more prevalent among nonwhite SLE patients (OR = 4.01, 95% CI = 1.18-13.59). The 481T allele showed a positive association with hematological disorders that involve autoimmune mechanisms, specifically autoimmune hemolytic anemia or autoimmune thrombocytopenia (OR = 1.97; 95% CI = 1.01-3.81).<hr/>RESUMO Objetivo: Investigar potenciais associações de quatro substituições do gene NAT2 (N-acetiltransferase 2) e do fenótipo acetilador de NAT2 com o lúpus eritematoso sistêmico (LES) e os fenótipos clínicos. Métodos: A análise molecular das substituições 481C &gt; T, 590G &gt; A, 857G &gt; A e 191G &gt; A do gene NAT2 foi feita com a técnica de PCR-RFLP, usando DNA extraído de amostras de sangue periférico obtidas de pacientes com LES (n = 91) e controles (n = 97). Resultados e conclusões: O genótipo 857GA foi mais prevalente entre pacientes com LES não brancas (OR = 4,01, IC 95% = 1,18-13,59). O alelo 481 T apresentou associação positiva com as alterações hematológicas que envolvem mecanismos autoimunes, especificamente anemia hemolítica autoimune ou trombocitopenia autoimune (OR = 1,97; IC 95% = 1,01-3,81). <![CDATA[Efeitos do exercício aquático na força muscular e no desempenho funcional de indivíduos com osteoartrite: uma revisão sistemática]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600530&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Water-based exercises are recommended for people with osteoarthritis (OA), due to the beneficial effects on physical function, quality of life and symptom reduction. However, the effects on muscle strength are still controversial. The aim of this review was to assess and compare the effects of aquatic exercise programs on muscle strength and physical function in people with OA. A systematic search was performed at Pubmed, Scopus and Web of Science databases. Clinical trials with interventions involving aquatic exercises for individuals with OA were included. The methodological quality of the studies was evaluated using the PEDro scale. 296 studies were found and twelve were selected: six studies comparing water-based exercises with land-based exercise, and six comparing water-based exercise groups with the control group. Exercise programs included muscle strengthening, aerobic, balance, flexibility and stretching exercises. Duration of the program, weekly frequency, intensity and progression varied between studies. Beneficial effects of aquatic exercise were found on physical function. However, only two of five studies that assessed muscle strength observed positive effect of aquatic exercise. Although it is difficult to compare studies and establish guidelines for the standardized protocol formulation, it was observed that water-based exercises can be effective on improving physical function and increasing muscle strength, since they are well-structured, with exercise intensity and overload controlled.<hr/>RESUMO Exercícios aquáticos são recomendados para pessoas com osteoartrite (OA), pois melhoram a funcionalidade e a qualidade de vida e reduzem os sintomas da doença. Entretanto, os efeitos na força muscular ainda são controversos. O objetivo desta revisão foi avaliar e comparar o efeito de programas de exercícios aquáticos na força muscular e na funcionalidade de pessoas com OA. Foi feita uma busca bibliográfica nas bases de dados Pubmed, Scopus e Web of Science. Foram incluídos ensaios clínicos feitos com intervenções que envolveram exercícios aquáticos para indivíduos com OA. A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada por meio da escala PEDro. Foram encontrados 296 estudos. Desses, 12 foram selecionados, seis que compararam exercícios aquáticos com exercícios feitos em solo e seis que compararam um grupo de exercícios aquáticos com grupo controle. Os programas contemplaram exercícios de fortalecimento muscular, aeróbios, de equilíbrio, de flexibilidade e alongamento. A duração do programa, a frequência semanal, a intensidade e a progressão variaram entre os estudos. Foram encontrados efeitos benéficos do exercício aquático na funcionalidade, porém, dos cinco estudos que avaliaram a força muscular, apenas dois verificaram efeito positivo dos exercícios aquáticos. Embora haja dificuldades para comparar os estudos e estabelecer diretrizes para a formulação de protocolos padronizados, observou-se que exercícios aquáticos podem ser eficientes na melhoria da funcionalidade e no aumento da força muscular, desde que os programas sejam bem estruturados com intensidade e sobrecarga controlada e progressiva. <![CDATA[Infecções graves em pacientes com artrite reumatoide em uso de anakinra, rituximab ou abatacept: revisão sistemática de estudos observacionais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600543&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT A question is raised about an increased risk of severe infection from the use of biological drugs in patients with rheumatoid arthritis. This systematic review of observational studies aimed at assessing the risk of severe infection associated with the use of anakinra, rituximab, and abatacept in patients with rheumatoid arthritis. The following databases were searched: PubMed, Science Direct, Scopus, Web of Knowledge, Scirus, Cochrane, Exerpta Medica Database, Scielo, and Lilacs up to July 2010. Severe infections were defined as those life-threatening ones in need of the use of parenteral antibiotics or of hospitalization. Longitudinal observational studies were selected without language restriction, involving adult patients diagnosed with rheumatoid arthritis and who used anakinra, rituximab, or abatacept. In four studies related to anakinra, 129 (5.1%) severe infections were related in 2896 patients, of which three died. With respect to rituximab, two studies reported 72 (5.9%) severe infections in 1224 patients, of which two died. Abatacept was evaluated in only one study in which 25 (2.4%) severe infections were reported in 1046 patients. The main site of infection for these three drugs was the respiratory tract. One possible explanation for the high frequency of severe infections associated with anakinra may be the longer follow-up time in the selected studies. The high frequency of severe infections associated with rituximab could be credited to the less strict inclusion criteria for the patients studied. Therefore, infection monitoring should be cautious in patients with rheumatoid arthritis in use of these three drugs.<hr/>RESUMO Existe um questionamento sobre aumento do risco de infecções graves pelo uso de medicamentos biológicos por pacientes com artrite reumatoide. Esta revisão sistemática de estudos observacionais objetivou avaliar o risco de infecções graves associadas ao uso de anakinra, rituximab e abatacept em pacientes com artrite reumatoide. Foram pesquisadas as bases PubMed, Science Direct, Scopus, Web of Knowledge, Scirus, Cochrane, Exerpta Medica Database, Scielo e Lilacs até julho/2010. Infecções graves foram definidas como aquelas com de risco de vida, necessidade de antibióticos parenterais ou de hospitalização. Foram selecionados estudos observacionais longitudinais, sem restrição de idioma, que envolviam pacientes adultos com diagnóstico de artrite reumatoide que usaram anakinra, rituximab, abatacept. Em quatro estudos relacionados ao anakinra, foram relatadas 129 (5,1%) infecções graves em 2.896 pacientes, dos quais três evoluíram para óbito. Sobre o rituximab, dois estudos relataram 72 (5,9%) infecções graves em 1.224 pacientes, dos quais dois evoluíram para óbito. O abatacept foi avaliado em apenas um estudo, no qual foram relatadas 25 (2,4%) infecções graves em 1.046 pacientes. O principal sítio de infecção para os três medicamentos foi o trato respiratório. Uma possível explicação para a frequência elevada de infecções graves associadas ao anakinra pode ser o maior tempo de acompanhamento nos estudos selecionados. A frequência elevada de infecções graves associadas ao rituximab poderia ser creditada ao critério menos restrito de inclusão de pacientes. Portanto, deve ser cautelosa a monitoração de infecções nos pacientes com artrite reumatoide que usam esses três medicamentos. <![CDATA[Poliartrite nodosa sistêmica e lúpus eritematoso sistêmico de início na infância: uma síndrome de sobreposição?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600551&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT A question is raised about an increased risk of severe infection from the use of biological drugs in patients with rheumatoid arthritis. This systematic review of observational studies aimed at assessing the risk of severe infection associated with the use of anakinra, rituximab, and abatacept in patients with rheumatoid arthritis. The following databases were searched: PubMed, Science Direct, Scopus, Web of Knowledge, Scirus, Cochrane, Exerpta Medica Database, Scielo, and Lilacs up to July 2010. Severe infections were defined as those life-threatening ones in need of the use of parenteral antibiotics or of hospitalization. Longitudinal observational studies were selected without language restriction, involving adult patients diagnosed with rheumatoid arthritis and who used anakinra, rituximab, or abatacept. In four studies related to anakinra, 129 (5.1%) severe infections were related in 2896 patients, of which three died. With respect to rituximab, two studies reported 72 (5.9%) severe infections in 1224 patients, of which two died. Abatacept was evaluated in only one study in which 25 (2.4%) severe infections were reported in 1046 patients. The main site of infection for these three drugs was the respiratory tract. One possible explanation for the high frequency of severe infections associated with anakinra may be the longer follow-up time in the selected studies. The high frequency of severe infections associated with rituximab could be credited to the less strict inclusion criteria for the patients studied. Therefore, infection monitoring should be cautious in patients with rheumatoid arthritis in use of these three drugs.<hr/>RESUMO Existe um questionamento sobre aumento do risco de infecções graves pelo uso de medicamentos biológicos por pacientes com artrite reumatoide. Esta revisão sistemática de estudos observacionais objetivou avaliar o risco de infecções graves associadas ao uso de anakinra, rituximab e abatacept em pacientes com artrite reumatoide. Foram pesquisadas as bases PubMed, Science Direct, Scopus, Web of Knowledge, Scirus, Cochrane, Exerpta Medica Database, Scielo e Lilacs até julho/2010. Infecções graves foram definidas como aquelas com de risco de vida, necessidade de antibióticos parenterais ou de hospitalização. Foram selecionados estudos observacionais longitudinais, sem restrição de idioma, que envolviam pacientes adultos com diagnóstico de artrite reumatoide que usaram anakinra, rituximab, abatacept. Em quatro estudos relacionados ao anakinra, foram relatadas 129 (5,1%) infecções graves em 2.896 pacientes, dos quais três evoluíram para óbito. Sobre o rituximab, dois estudos relataram 72 (5,9%) infecções graves em 1.224 pacientes, dos quais dois evoluíram para óbito. O abatacept foi avaliado em apenas um estudo, no qual foram relatadas 25 (2,4%) infecções graves em 1.046 pacientes. O principal sítio de infecção para os três medicamentos foi o trato respiratório. Uma possível explicação para a frequência elevada de infecções graves associadas ao anakinra pode ser o maior tempo de acompanhamento nos estudos selecionados. A frequência elevada de infecções graves associadas ao rituximab poderia ser creditada ao critério menos restrito de inclusão de pacientes. Portanto, deve ser cautelosa a monitoração de infecções nos pacientes com artrite reumatoide que usam esses três medicamentos. <![CDATA[Vasculopatia livedoide]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042016000600554&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT A question is raised about an increased risk of severe infection from the use of biological drugs in patients with rheumatoid arthritis. This systematic review of observational studies aimed at assessing the risk of severe infection associated with the use of anakinra, rituximab, and abatacept in patients with rheumatoid arthritis. The following databases were searched: PubMed, Science Direct, Scopus, Web of Knowledge, Scirus, Cochrane, Exerpta Medica Database, Scielo, and Lilacs up to July 2010. Severe infections were defined as those life-threatening ones in need of the use of parenteral antibiotics or of hospitalization. Longitudinal observational studies were selected without language restriction, involving adult patients diagnosed with rheumatoid arthritis and who used anakinra, rituximab, or abatacept. In four studies related to anakinra, 129 (5.1%) severe infections were related in 2896 patients, of which three died. With respect to rituximab, two studies reported 72 (5.9%) severe infections in 1224 patients, of which two died. Abatacept was evaluated in only one study in which 25 (2.4%) severe infections were reported in 1046 patients. The main site of infection for these three drugs was the respiratory tract. One possible explanation for the high frequency of severe infections associated with anakinra may be the longer follow-up time in the selected studies. The high frequency of severe infections associated with rituximab could be credited to the less strict inclusion criteria for the patients studied. Therefore, infection monitoring should be cautious in patients with rheumatoid arthritis in use of these three drugs.<hr/>RESUMO Existe um questionamento sobre aumento do risco de infecções graves pelo uso de medicamentos biológicos por pacientes com artrite reumatoide. Esta revisão sistemática de estudos observacionais objetivou avaliar o risco de infecções graves associadas ao uso de anakinra, rituximab e abatacept em pacientes com artrite reumatoide. Foram pesquisadas as bases PubMed, Science Direct, Scopus, Web of Knowledge, Scirus, Cochrane, Exerpta Medica Database, Scielo e Lilacs até julho/2010. Infecções graves foram definidas como aquelas com de risco de vida, necessidade de antibióticos parenterais ou de hospitalização. Foram selecionados estudos observacionais longitudinais, sem restrição de idioma, que envolviam pacientes adultos com diagnóstico de artrite reumatoide que usaram anakinra, rituximab, abatacept. Em quatro estudos relacionados ao anakinra, foram relatadas 129 (5,1%) infecções graves em 2.896 pacientes, dos quais três evoluíram para óbito. Sobre o rituximab, dois estudos relataram 72 (5,9%) infecções graves em 1.224 pacientes, dos quais dois evoluíram para óbito. O abatacept foi avaliado em apenas um estudo, no qual foram relatadas 25 (2,4%) infecções graves em 1.046 pacientes. O principal sítio de infecção para os três medicamentos foi o trato respiratório. Uma possível explicação para a frequência elevada de infecções graves associadas ao anakinra pode ser o maior tempo de acompanhamento nos estudos selecionados. A frequência elevada de infecções graves associadas ao rituximab poderia ser creditada ao critério menos restrito de inclusão de pacientes. Portanto, deve ser cautelosa a monitoração de infecções nos pacientes com artrite reumatoide que usam esses três medicamentos.