Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Reumatologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0482-500420060006&lang=en vol. 46 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>RBR</B>: <B>patrimônio nosso e nacional</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Ética, dedicação e muito trabalho</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Thyroid abnormalities in systemic lupus erythematosus</B>: <B>a study in 100 Brazilian patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUCTION: the association of thyroid abnormalities with systemic lupus erythematosus (SLE) is not well established. OBJECTIVE: to study the prevalence of thyroid dysfunction in hundred lupus patients and evaluate a possible association between thyroid dysfunction and SLE disease activity. METHODS: a total of one hundred patients with SLE underwent assessment for clinical and laboratorial thyroid abnormalities. Clinical activity was assessed using the Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI). RESULTS: seventeen patients (17%) had abnormal thyroid function by laboratory testing, which included ten patients (10%) with subclinical hypothyroidism, two patients (2%) with subclinical hyperthyroidism, four patients (4%) with primary hypothyroidism and one patient with serum thyroxine below the normal range. Regarding antithyroid antibodies, six patients were positive, as follows: four (4%) for antiperoxidase, one (1%) for antithyroglobulin and one (1%) for both antibodies. SLE disease activity was not significantly different between groups, regardless of the presence of thyroid dysfunction. CONCLUSION: these results show that thyroid abnormalities are frequently found in SLE patients. However, it does not appear to be an association between thyroid abnormalities and SLE clinical disease activity.<hr/>INTRODUÇÃO: a associação entre alterações tireoideanas e o lúpus eritematoso sistêmico (LES) não está bem esclarecida. OBJETIVO: estudar a prevalência de disfunção tireoideana em 100 pacientes lúpicos brasileiros e avaliar uma possível relação com a atividade da doença. MÉTODOS: cem pacientes com LES foram avaliados em busca de alterações clínicas e laboratoriais relacionadas à função tireoideana. Para atividade do LES foi utilizada a escala Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Index (SLEDAI). RESULTADOS: 17 pacientes (17%) apresentaram alterações da função tireoideana que incluíram dez casos (10%) de hipotireoidismo subclínico, dois casos (2%) de hipertireoidismo subclínico, quatro pacientes (4%) com hipotireoidismo primário e um paciente com tiroxina sérica abaixo do normal. Em seis pacientes, os anticorpos contra tireóide foram positivos: quatro (4%) para antiperoxidase, um (1%) para antitireoglobulina e um (1%) para ambos. A atividade do LES não foi significantemente diferente entre os grupos com e sem alterações tireoideanas. CONCLUSÃO: esses resultados mostram que alterações tireoideanas são freqüentemente encontradas em pacientes lúpicos. Entretanto, não parece haver associação entre alterações tireoideanas e atividade clínica do LES. <![CDATA[<B>Henoch-Schönlein purpura in adults</B>: <B>a case series from a multidisciplinary study group</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Henoch-Schönlein purpura (HSP) is a systemic vasculitis involving small vessels with the deposition of immune complexes containing IgA. It has been extensively studied in children, but in adults, its natural history is much less known. OBJECTIVES: to report a series of patients with HSP presenting in their adulthood. PATIENTS AND METHODS: the Minas Gerais Vasculitis Study Group&acute;s Members (MGVSG) were invited to report patients with HSP who appeared in their adulthood. A standardized retrospective chart review was done. RESULTS: eleven patients, two male and nine female, age 39.4 +/- 20.1 yearsold were studied. Nine patients presented purpura, seven presented arthritis, four patients had gastrointestinal involvement and ten patients (91%) presented glomerulonephritis (GN). Eight patients were subjected to renal biopsies. Six of them presented endocapillary proliferative GN and only two of them had minimal mesangial proliferation. In the other three patients, HSP was confirmed by skin biopsies. All patients received steroids, in five of them steroids were combined with other immunosuppressive agents. After a follow-up of 39.0 +/- 64.6 months, four patients (36%) presented impairment of renal function, but only one (9%) developed end stage renal disease and was successfully appeared to renal transplantation. At the end of follow-up, seven patients (64%) are in complete remission and four in partial remission. CONCLUSION: in adulthood, HSP represents a distinct clinical syndrome with a higher frequency of renal involvement and more severe systemic vasculitis. Nevertheless, the final outcome in this series was as good as reported in children, maybe due to aggressive immunosuppressive therapy.<hr/>INTRODUÇÃO: púrpura de Henoch-Schönlein (PHS) é uma vasculite sistêmica que acomete vasos de pequeno calibre com depósitos de imunocomplexos contendo IgA. Esta vasculite já foi extensamente estudada em crianças, mas sua história natural em adultos é menos conhecida. OBJETIVOS: descrever uma série de pacientes adultos com PHS. PACIENTES E MÉTODOS: membros do Grupo Mineiro de Estudo das Vasculites foram convidados a reportar pacientes com PHS apresentando-se na idade adulta. Foi realizada revisão padronizada de prontuários. RESULTADOS: 11 pacientes, dois homens e nove mulheres, com idade + desvio padrão (DP) de 39,4 +/- 20,1 anos foram estudados. Nove pacientes apresentaram púrpura; sete apresentaram artrite; quatro apresentaram envolvimento gastrintestinal e dez (91%) pacientes apresentaram glomerulonefrite (GN). Oito pacientes foram submetidos à biópsia renal. Seis deles apresentaram GN endocapilar proliferativa e dois apresentaram apenas proeminência mesangial mínima. Em outros três pacientes, o diagnóstico de PHS foi confirmado através de biópsia de pele. Todos os pacientes receberam corticóide, em cinco associado a outros agentes imunossupressores. Após seguimento (média + DP) 39,0 + 64,6 meses, quatro pacientes (36%) apresentaram comprometimento da função renal, mas apenas um (9%) desenvolveu insuficiência renal terminal e foi submetido a transplante renal com sucesso. Após o seguimento, sete (64%) estão em remissão completa e quatro em remissão parcial. CONCLUSÃO: em adultos, PHS representa uma entidade clínica distinta, com maior freqüência de envolvimento renal e vasculite sistêmica mais grave. Entretanto, o prognóstico nesta série foi tão bom quanto em crianças, talvez pela terapia imunossupressiva mais vigorosa. <![CDATA[<B>Clinical and demographic features of 193 patients with rheumatic fever</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: avaliar as características clínicas e demográficas de pacientes com febre reumática aguda (FRA), acompanhados no período de 1995 a 2005. MÉTODOS: foram avaliados, retrospectivamente, os prontuários de 193 pacientes com FRA diagnosticada de acordo com os critérios de Jones revisados (1992). Foram incluídos apenas os pacientes que iniciaram o acompanhamento nos primeiros dois meses de doença para que os erros diagnósticos fossem diminuídos. Foram analisados dados demográficos, características clínicas e laboratoriais, bem como anormalidades ecocardiográficas dos pacientes. RESULTADOS: 4 dos 193 (2,1%) pacientes eram menores de 5 anos de idade. Dentre as manifestações clínicas, a artrite foi a mais freqüente (70,5%) seguida da cardite (50,8%) e coréia (35,2%). Em 64 pacientes (33,2%), a artrite foi atípica, ou seja, foi mon oarticular (10,9%) ou comprometeu articulações não-usuais (59,4%), ou teve duração maior do que seis semanas (18,8%), ou não respondeu ao ácido acetilsalicílico (10,9%). Em relação ao comprometimento cardíaco, observamos cardite subclínica em 19% dos pacientes. A cardite clínica teve como alteração valvar mais encontrada a regurgitação mitral (96,9% dos pacientes com cardite). A coréia esteve presente em 35% dos casos. Quanto ao laboratório, anemia (p=0,01), VHS (velocidade de hemossedimentação) > 100 mm (p=0,04) e elevação de alfa1 glicoproteína ácida (p=0,04) foram estatisticamente mais freqüentes nos pacientes com cardite do que naqueles sem este comprometimento. Em 15% dos pacientes houve recorrências. CONCLUSÃO: 1) a febre reumática ainda é prevalente em nosso meio; 2) a presença da artrite atípica é um achado freqüente, devendo ser devidamente valorizada para o diagnóstico da FRA; 3) a cardite subclínica pode ocorrer e deve ser considerada; 4) a nossa freqüência de coréia de Sydenham continua superior à descrita na literatura; 5) recorrências são freqüentes em nossos pacientes.<hr/>OBJECTIVE: the aim of this study was to analyze the demographic and clinical characteristics of patients with acute rheumatic fever (ARF), followed between 1995 and 2005. METHODS: we retrospectively reviewed the medical records of 193 patients with ARF diagnosed according to the revised Jones criteria (1992). Only the patients that initiated the follow-up in the first two months of onset were included, in order to reduce the diagnostic mistake. Demographic, clinical and laboratorial data and echocardiographic abnormalities were considered. RESULTS: four out of 193 (2.1%) were younger than 5 years old. The most frequent clinical manifestation was arthritis (70.5%) followed by carditis (50.8%) and chorea (35.2%). Atypical arthritis occurred in 64 (33.2%) patients characterized by monoarthritis (10.9%), or involvement of unusual joints (59.4%), or duration longer than 6 weeks (18.8%), or poor response to salicylates (10.9%). Regarding the cardiac involvement we observed subclinical carditis in 19% of the patients. Clinical carditis presented most frequently as mitral involvement (regurgitation) (96.9%). Chorea was present in 35% of the patients. Regarding lab work, anemia (p=0.01), erythrocyte sedimentation rate > 100 mm (p= 0.04) and elevation of alpha1 acid glycoprotein (p=0.04) were statistically more frequent in patients with carditis compared to patients without this involvement. Fifteen percent of patients experienced recurrences. CONCLUSION: 1) rheumatic fever is still prevalent in our environment; 2) atypical arthritis is a common finding and must be taken into account in the ARF diagnosis; 3) subclinical carditis must be considered in our patients; 4) the frequency of Sydenham's chorea is higher than that described in the literature; 5) recurrences are frequent in our patients. <![CDATA[<B>Sarcopenia and aging</B>: <B>etiological aspects and therapeutic options</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en A prevalência de incapacidade e dependência funcional é maior em idosos e está intimamente associada à redução da massa muscular, que ocorre, até mesmo, em indivíduos saudáveis. A sarcopenia parece decorrer da interação complexa de distúrbios da inervação, diminuição de hormônios, aumento de mediadores inflamatórios e alterações da ingestão protéico-calórica que ocorrem durante o envelhecimento. A perda de massa e força muscular é responsável pela redução de mobilidade e aumento da incapacidade funcional e dependência. Quando associada à fragilidade, esta perda gera custos econômicos e sociais. Neste artigo, pretende-se avaliar aspectos relacionados à gênese da sarcopenia, bem como analisar possíveis opções terapêuticas e de prevenção.<hr/>The high prevalence of inability and functional dependence is an important problem in elderly people. It is closely related with aging decrease of lean muscle mass that occurs even in healthy subjects. Skeletal muscle mass deficiency, or sarcopenia, results from complex interactions between innervations disturbances, hormones deficiency, inflammatory cytokines and restriction in caloric-proteic ingestion. Loss of skeletal muscle mass and strength results in disability and functional dependency that are associated to frailty in many elderly people. These conditions represent enormous economic and social budget. In this article, we evaluate pathogenesis of sarcopenia and discuss potential therapies. <![CDATA[<B>Vitamin K</B>: <B>metabolism, sources and interaction with the anticoagulant warfarin</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A vitamina K é lipossolúvel, principalmente, na coagulação sanguínea. Se apresenta sob as formas de filoquinona (K1-predominante), dihidrofiloquinona (dK), menaquinona (K2) e menadiona (K3). Os fatores que interferem em sua absorção são: má absorção gastrintestinal, secreção biliar, ingestão insuficiente e uso de anticoagulantes, entre outros. As principais fontes de vitamina K são os vegetais e óleos, sendo esses os responsáveis pelo aumento da absorção da filoquinona. Os alimentos folhosos verde escuro, os preparados à base de óleo, oleaginosas e frutas como o kiwi, abacate, uva, ameixa e figo contêm teores significantes de vitamina K, enquanto que os cereais, grãos, pães e laticínios possuem teores discretos. A ingestão diária de aproximadamente 1µg por quilo de peso é considerada a mais segura, inclusive para a utilização de anticoagulantes orais, em que a concentração estável da vitamina proporciona a eficácia no tratamento. A droga anticoagulante oral geralmente utilizada é a varfarina, administrada como profilática e para tratamento de fenômenos tromboembólicos. Essa intervenção medicamentosa é monitorada pelo tempo de protrombina expresso pela razão normalizada internacional, tendo como objetivo estabelecer a faixa terapêutica entre 2 e 3, minimizando o risco de hemorragias. O efeito anticoagulante pode ser reduzido por fatores como ganho de peso, diarréia, vômito, idade menor que 40 anos e consumo excessivo de vitamina K na dieta alimentar.<hr/>Vitamin K is a fat-soluble substance, mainly involved in the blood coagulation. It is presented as Phylloquinone (K1-predominant), Dihydrophyloquinone (dK), Menaquinone (K2), and Menadione (K3). The factors that interfere with its absorption are: gastrointestinal malabsorption, biliary secretion, inadequate ingestion and anticoagulant use, among others. The main vitamin K sources are vegetables and organic lipids, that are involved in the increased absorption of phylloquinone. Dark green leafy vegetables, usually mixed with oils, nuts and some fruits, including kiwi, avocado, grapes, plums, and figs are rich sources of vitamin K, whereas cereals, grains, breads, and dairy products present low amounts. The daily ingestion of approximately 1µg/kg body-weight is considered safe, even with concomitant oral anticoagulant use, since stable vitamin concentration contributes to anticoagulant efficacy. The most commonly used oral anticoagulant formation is warfarin, that is indicated to both prophylactic and therapeutic tromboembolic phenomena. It is currently monitored by assessing prothrombin time, after adjusting for the international normalized ratio (INR). Usually, the oral dose is adjusted to set the INR in the range of 2 - 3, in order to achieve the treatment objective. The anticoagulating efficacy is influenced by a variety of clinical factors, such as weight gain, diarrhoea, vomiting, age under 40, and excessive vitamin K daily consumption. <![CDATA[<B>Medical education and integrality</B>: <B>the real challenge for medical profession</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A vitamina K é lipossolúvel, principalmente, na coagulação sanguínea. Se apresenta sob as formas de filoquinona (K1-predominante), dihidrofiloquinona (dK), menaquinona (K2) e menadiona (K3). Os fatores que interferem em sua absorção são: má absorção gastrintestinal, secreção biliar, ingestão insuficiente e uso de anticoagulantes, entre outros. As principais fontes de vitamina K são os vegetais e óleos, sendo esses os responsáveis pelo aumento da absorção da filoquinona. Os alimentos folhosos verde escuro, os preparados à base de óleo, oleaginosas e frutas como o kiwi, abacate, uva, ameixa e figo contêm teores significantes de vitamina K, enquanto que os cereais, grãos, pães e laticínios possuem teores discretos. A ingestão diária de aproximadamente 1µg por quilo de peso é considerada a mais segura, inclusive para a utilização de anticoagulantes orais, em que a concentração estável da vitamina proporciona a eficácia no tratamento. A droga anticoagulante oral geralmente utilizada é a varfarina, administrada como profilática e para tratamento de fenômenos tromboembólicos. Essa intervenção medicamentosa é monitorada pelo tempo de protrombina expresso pela razão normalizada internacional, tendo como objetivo estabelecer a faixa terapêutica entre 2 e 3, minimizando o risco de hemorragias. O efeito anticoagulante pode ser reduzido por fatores como ganho de peso, diarréia, vômito, idade menor que 40 anos e consumo excessivo de vitamina K na dieta alimentar.<hr/>Vitamin K is a fat-soluble substance, mainly involved in the blood coagulation. It is presented as Phylloquinone (K1-predominant), Dihydrophyloquinone (dK), Menaquinone (K2), and Menadione (K3). The factors that interfere with its absorption are: gastrointestinal malabsorption, biliary secretion, inadequate ingestion and anticoagulant use, among others. The main vitamin K sources are vegetables and organic lipids, that are involved in the increased absorption of phylloquinone. Dark green leafy vegetables, usually mixed with oils, nuts and some fruits, including kiwi, avocado, grapes, plums, and figs are rich sources of vitamin K, whereas cereals, grains, breads, and dairy products present low amounts. The daily ingestion of approximately 1µg/kg body-weight is considered safe, even with concomitant oral anticoagulant use, since stable vitamin concentration contributes to anticoagulant efficacy. The most commonly used oral anticoagulant formation is warfarin, that is indicated to both prophylactic and therapeutic tromboembolic phenomena. It is currently monitored by assessing prothrombin time, after adjusting for the international normalized ratio (INR). Usually, the oral dose is adjusted to set the INR in the range of 2 - 3, in order to achieve the treatment objective. The anticoagulating efficacy is influenced by a variety of clinical factors, such as weight gain, diarrhoea, vomiting, age under 40, and excessive vitamin K daily consumption. <![CDATA[<B>Imaging evaluation of the knee cystic formations</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en A vitamina K é lipossolúvel, principalmente, na coagulação sanguínea. Se apresenta sob as formas de filoquinona (K1-predominante), dihidrofiloquinona (dK), menaquinona (K2) e menadiona (K3). Os fatores que interferem em sua absorção são: má absorção gastrintestinal, secreção biliar, ingestão insuficiente e uso de anticoagulantes, entre outros. As principais fontes de vitamina K são os vegetais e óleos, sendo esses os responsáveis pelo aumento da absorção da filoquinona. Os alimentos folhosos verde escuro, os preparados à base de óleo, oleaginosas e frutas como o kiwi, abacate, uva, ameixa e figo contêm teores significantes de vitamina K, enquanto que os cereais, grãos, pães e laticínios possuem teores discretos. A ingestão diária de aproximadamente 1µg por quilo de peso é considerada a mais segura, inclusive para a utilização de anticoagulantes orais, em que a concentração estável da vitamina proporciona a eficácia no tratamento. A droga anticoagulante oral geralmente utilizada é a varfarina, administrada como profilática e para tratamento de fenômenos tromboembólicos. Essa intervenção medicamentosa é monitorada pelo tempo de protrombina expresso pela razão normalizada internacional, tendo como objetivo estabelecer a faixa terapêutica entre 2 e 3, minimizando o risco de hemorragias. O efeito anticoagulante pode ser reduzido por fatores como ganho de peso, diarréia, vômito, idade menor que 40 anos e consumo excessivo de vitamina K na dieta alimentar.<hr/>Vitamin K is a fat-soluble substance, mainly involved in the blood coagulation. It is presented as Phylloquinone (K1-predominant), Dihydrophyloquinone (dK), Menaquinone (K2), and Menadione (K3). The factors that interfere with its absorption are: gastrointestinal malabsorption, biliary secretion, inadequate ingestion and anticoagulant use, among others. The main vitamin K sources are vegetables and organic lipids, that are involved in the increased absorption of phylloquinone. Dark green leafy vegetables, usually mixed with oils, nuts and some fruits, including kiwi, avocado, grapes, plums, and figs are rich sources of vitamin K, whereas cereals, grains, breads, and dairy products present low amounts. The daily ingestion of approximately 1µg/kg body-weight is considered safe, even with concomitant oral anticoagulant use, since stable vitamin concentration contributes to anticoagulant efficacy. The most commonly used oral anticoagulant formation is warfarin, that is indicated to both prophylactic and therapeutic tromboembolic phenomena. It is currently monitored by assessing prothrombin time, after adjusting for the international normalized ratio (INR). Usually, the oral dose is adjusted to set the INR in the range of 2 - 3, in order to achieve the treatment objective. The anticoagulating efficacy is influenced by a variety of clinical factors, such as weight gain, diarrhoea, vomiting, age under 40, and excessive vitamin K daily consumption. <![CDATA[<B>Gout</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A vitamina K é lipossolúvel, principalmente, na coagulação sanguínea. Se apresenta sob as formas de filoquinona (K1-predominante), dihidrofiloquinona (dK), menaquinona (K2) e menadiona (K3). Os fatores que interferem em sua absorção são: má absorção gastrintestinal, secreção biliar, ingestão insuficiente e uso de anticoagulantes, entre outros. As principais fontes de vitamina K são os vegetais e óleos, sendo esses os responsáveis pelo aumento da absorção da filoquinona. Os alimentos folhosos verde escuro, os preparados à base de óleo, oleaginosas e frutas como o kiwi, abacate, uva, ameixa e figo contêm teores significantes de vitamina K, enquanto que os cereais, grãos, pães e laticínios possuem teores discretos. A ingestão diária de aproximadamente 1µg por quilo de peso é considerada a mais segura, inclusive para a utilização de anticoagulantes orais, em que a concentração estável da vitamina proporciona a eficácia no tratamento. A droga anticoagulante oral geralmente utilizada é a varfarina, administrada como profilática e para tratamento de fenômenos tromboembólicos. Essa intervenção medicamentosa é monitorada pelo tempo de protrombina expresso pela razão normalizada internacional, tendo como objetivo estabelecer a faixa terapêutica entre 2 e 3, minimizando o risco de hemorragias. O efeito anticoagulante pode ser reduzido por fatores como ganho de peso, diarréia, vômito, idade menor que 40 anos e consumo excessivo de vitamina K na dieta alimentar.<hr/>Vitamin K is a fat-soluble substance, mainly involved in the blood coagulation. It is presented as Phylloquinone (K1-predominant), Dihydrophyloquinone (dK), Menaquinone (K2), and Menadione (K3). The factors that interfere with its absorption are: gastrointestinal malabsorption, biliary secretion, inadequate ingestion and anticoagulant use, among others. The main vitamin K sources are vegetables and organic lipids, that are involved in the increased absorption of phylloquinone. Dark green leafy vegetables, usually mixed with oils, nuts and some fruits, including kiwi, avocado, grapes, plums, and figs are rich sources of vitamin K, whereas cereals, grains, breads, and dairy products present low amounts. The daily ingestion of approximately 1µg/kg body-weight is considered safe, even with concomitant oral anticoagulant use, since stable vitamin concentration contributes to anticoagulant efficacy. The most commonly used oral anticoagulant formation is warfarin, that is indicated to both prophylactic and therapeutic tromboembolic phenomena. It is currently monitored by assessing prothrombin time, after adjusting for the international normalized ratio (INR). Usually, the oral dose is adjusted to set the INR in the range of 2 - 3, in order to achieve the treatment objective. The anticoagulating efficacy is influenced by a variety of clinical factors, such as weight gain, diarrhoea, vomiting, age under 40, and excessive vitamin K daily consumption. <link>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en</link> <description/> </item> <item> <title><![CDATA[<B>Clinical and laboratorial features of polymyositis in a case of leptospirosis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Nem sempre é possível estabelecer uma clara distinção entre as doenças musculares de causa infecciosa e as miosites idiopáticas. Há situações, inclusive, em que se considera existir uma relação causal entre ambas as doenças. Descrevemos o caso de uma paciente com manifestações clínicas e laboratoriais de polimiosite que apresentou infecção precedente de leptospirose, em que se considera a hipótese de ação de "gatilho" do agente infeccioso no quadro muscular inflamatório.<hr/>Sometimes, it is not possible to establish an obvious distinction between the muscular manifestations due to infectious diseases and the idiopathic myositis. In fact, in some situations it is believed there is a causal relationship between those diseases. We describe the case of a patient with clinical and laboratorial features of polymyositis who had developed leptospirosis previously. The hypothesis of the infectious agent acting as a "trigger" to the muscular disease is discussed. <![CDATA[<B>Pulmonary arterial hypertension and cerebrovascular disease in patient with Takayasu Arteritis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Arterite de Takayasu (AT) é uma doença rara caracterizada por vasculite dos grandes vasos, principalmente aorta e seus ramos. A inflamação vascular leva a irregularidades na parede do vaso, causando estenoses e aneurismas. O envolvimento da artéria pulmonar (AP) é freqüente na AT. Apesar disso, o desenvolvimento de hipertensão arterial pulmonar (HAP) é menos comum, alterando o tratamento e o prognóstico dos pacientes. Descrevemos um caso de uma paciente com AT com estenoses múltiplas em artérias pulmonares, HAP e doença cerebrovascular, além de revisão de literatura sobre o assunto.<hr/>Takayasu arteritis (TA) is a rare illness characterized by vasculitis of great vessels, mainly of aorta and its branches. The vascular inflammation leads to irregularities of the vessel wall causing stenosis and aneurysms. The pulmonary artery (PA) involvement is frequent in TA. Despite this, the development of pulmonary arterial hypertension is less common, modifying the treatment and the prognosis of the patients. We describe a case of a patient with TA with multiple stenosis in pulmonary arteries, pulmonary arterial hypertension and cerebrovascular disease, as well as review of the literature on the subject. <![CDATA[<B>Antiphospholipid syndrome and endometriosis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042006000600014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Descreve-se um caso de síndrome de Sneddon associada à presença de anticorpos antifosfolípides em uma paciente jovem com endometriose. Os autores analisam a associação destas duas enfermidades.<hr/>We describe a patient with Sneddon's syndrome associated with antiphospholipid antibodies and endometriosis. The authors analyze the association of these two diseases.