Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Educação]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1413-247820140002&lang=pt vol. 19 num. 57 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>A história em palavras</b><b>: </b><b>historiadores, professores e políticos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este trabajo indaga el gesto de la versión -palabra escrita, hablada, actuada- que atraviesa la aventura social del pensamiento histórico en los últimos doscientos años en el mundo europeo-occidental. Es la idea que la historiografía ofrece múltiples versiones del acontecer humano a lo largo del tiempo lo que habilita el juego de las otras versiones que se le superponen. La versión destinada a la enseñanza permite ver las maneras de (no) asumir esa noción de versión respecto a la relación entre la historia y el acto de enseñarla. Por esa razón, el sentido social y político/ideológico de la enseñanza de la historia a todos dentro de una escuela para todos, es también una versión de la historia y de la historiografía. Demandada por el análisis de la práctica de la enseñanza, una última versión da cuenta de la historia, de la historiografía y de su enseñanza. El trabajo concluye destacando la importancia de separar los campos del análisis y de los cambios en las prácticas (historiográficas/de enseñanza).<hr/>This article interrogates the version's modes - from the written, spoken or acted word - which have gone across the social adventure of the historical thinking along the past two hundred years in the Western European world. Historiography offers multiple versions of the human experience throughout the times, which enables dealing with other superposed versions. Its teaching version allows seeing the ways of assuming (or not) such notion of the relation between history and the history teaching action. Therefore, the social meaning and political/ideological meaning of history teaching for all in schools for all is also a version of history and historiography. Required by the analysis of teaching practice, one last version accounts for history, historiography and their teaching. This work stresses the relevance of keeping away the fields of analysis and of changes in historiographical and teaching practices.<hr/>Este trabalho interroga o movimento da versão - palavra escrita, falada, em ato - que atravessa a aventura social do pensamento histórico nos últimos duzentos anos no mundo europeu ocidental. A ideia é de que a historiografia oferece múltiplas versões do acontecer humano ao longo do tempo, o que habilita o jogo de outras versões que se sobrepõem. A versão destinada ao ensino permite ver maneiras de (não) assumir essa noção a respeito da relação entre a história e o ato de ensiná-la. Por essa razão, o sentido social em estreita relação com o político/ideológico do ensino da história para todos numa escola para todos é também uma versão da história e da historiografia. Demandada pela análise da prática de ensino, uma última versão dá conta da história, da historiografia e de seu ensino. Na conclusão, o trabalho destaca a importância de separar os campos da análise e das mudanças nas práticas (historiográficas/de ensino). <![CDATA[<b>Bases nacionais para o ensino da leitura e da linguagem na escola primária (1949)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este trabalho tem por objetivo analisar o documento intitulado Leitura e linguagem no ensino primário: sugestões para organização e desenvolvimento de programas. Faz parte de uma pesquisa documental mais ampla, cuja finalidade é analisar a alfabetização na história da educação do estado do Espírito Santo. O documento examinado neste texto foi publicado pelo Ministério da Educação e Saúde e pelo Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), em 1949, com a finalidade de orientar ou fornecer normas gerais para a organização dos programas de ensino primário nos estados brasileiros. Considerando o interesse em estudar orientações destinadas à fase inicial de escolarização, foram escolhidas para análise as orientações relativas ao ensino da leitura e da linguagem escrita e oral na primeira série do curso primário elementar. Enfatiza as concepções de linguagem que orientam o programa e as bases teóricas e metodológicas que sustentam o ensino da leitura e da linguagem na escola primária.<hr/>This paper aims to analyze the document entitled Leitura e linguagem no ensino primário: sugestões para organização e desenvolvimento de programas. It is part of a much broader documentary research process, which aims to analyze the teaching of literacy as part of the history of education in Espirito Santo state. The document was published by the Ministry of Education and Health and by Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP) in 1949, and it aimed to provide general guidelines for organizing the programs of primary education in the brazilian states. Considering our interest in studying the guidelines for the initial phase of schooling, we chose to analyze the guidelines for the teaching of reading and written and oral language in the first grade of elementary school. Our analysis emphasizes the concepts of language that guide the program and the theoretical and methodological bases of the teaching of reading and language in elementary schools.<hr/>Este trabajo tiene como objetivo examinar el documento intitulado Leitura e linguagem no ensino primário: sugestões para organização e desenvolvimento de programas. Es parte de una investigación documental más amplia, cuyo propósito es analizar la alfabetización en la historia de la educación de Espirito Santo. El documento examinado en este trabajo fue publicado por el Ministerio de Educación y Salud y por el Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP - Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, en 1949, con el propósito de orientar o establecer normas generales para la organización de programas de enseñanza primaria en los estados brasileños. Considerando el interés en el estudio de directrices para la fase inicial de la escolarización, se eligieron para el análisis, las directrices relativas a la enseñanza de la lectura y del lenguaje escrito y hablado en el primer grado de la escuela primaria elemental. Se hace hincapié en los conceptos de lenguaje que guían el programa y en las bases teóricas y metodológicas que sostienen la enseñanza de la lectura y del lenguaje en la escuela primaria. <![CDATA[<b>Rute e Alberto resolveram ser turistas a leitura literária para crianças no período Vargas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tendo como escopo geral o estudo da leitura literária para crianças no período Vargas, neste artigo estudamos o trabalho da Comissão Nacional de Literatura Infantil (CNLI), e sua compreensão acerca desse gênero de leitura. Na análise podemos perceber o quanto a perspectiva dos intelectuais da comissão era determinada pela tensão entre o lúdico e o pedagógico. Em seguida, discutimos a renovação pedagógica proposta pela Escola Nova e suas afinidades com a concepção de leitura literária proposta pela CNLI. Por fim, analisamos a obra didática de Cecília Meireles, Rute e Alberto resolveram ser turistas (1938). Constatamos que, nessa obra de caráter eminentemente pedagógico, a autora deixou evidente seus vínculos com os valores encarnados pela Escola Nova. Nela, Cecília tentou utilizar recursos literários, como a criação de personagens, espaços ficcionais, o uso de diálogos e narrativas, sem, no entanto, conseguir a contento equacionar a complexa dinâmica entre ensino e ludicidade. O resultado é um trabalho que, comparado a outras obras da autora, está aquém de suas realizações literárias.<hr/>Having as general scope the study of children's literature and reading during the period of Getúlio Vargas, this article studies the work done by the Children's Literature National Committee (CNLI) and its understanding of this kind of reading. The analysis shows how much the perspective of those intellectuals was determined by the tensions between the playful and the pedagogical. After that, the paper discusses the pedagogical innovation proposed by the movement called Escola Nova and its affinities with the concept of literary reading proposed by the Committee. Finally, the text analyses the book Rute e Alberto resolveram ser turistas (1938), by Cecília Meireles. We observed that, in this eminently pedagogical book, the author evidenced her links with the values promoted by Escola Nova and tried to use some literary devices, such as character creation, setting, dialogues, and narratives, but was unable to solve the complex dynamics of teaching and playfulness. The result is a work which, in comparison with other works by Meireles, is below her literary achievements.<hr/>Tratando del estudio de la lectura de obras literarias para niños en el período de Vargas, este artículo examina el trabajo de la Comisión Nacional de Literatura Infantil (CNLI) y su comprensión de este tipo de lectura. El análisis muestra cómo la perspectiva de aquelllos intelectuales fue determinada por la tensión entre lo lúdico y lo pedagógico. A continuación, el artículo discute la renovación pedagógica propuesta por la Escuela Nueva y sus conexiones con el concepto de la lectura de obras literarias propuestas por la CNLI. Por fin, el texto analiza la obra didáctica de Cecilia Meireles Rute e Alberto resolveram ser turistas (1938). Se há verificado que em esa obra de carácter eminentemente didáctico, la autora dejó clara su relación con los valores consagrados por la Escuela Nueva. Cecilia, en essa obra, intento utilizar recursos literarios, tales como la creación de personajes, espacios de ficción, el uso de diálogos y narraciones, sin obtener el equilibrio en la compleja dinámica entre la enseñanza y lo lúdico. El resultado es una obra que, en comparación con otras de la misma autora, no está a la altura de sus logros literarios. <![CDATA[<b>Nação, região e a unidade nacional uma leitura baseada em dois livros didáticos de história publicados na Primeira República</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo objetiva discutir os sentidos de nação e região e a questão da unidade nacional presentes nos discursos sobre a história do Brasil e a história de Santa Catarina, construídos e divulgados na Primeira República. A proposta é analisar dois livros destinados ao público escolar: História do Brasil. Curso Superior, de João Ribeiro, publicado em 1900; e Pequena história catarinense, de Lucas Alexandre Boiteux, de 1920, com base em seu contexto de produção e circulação. A história e a geografia serviram ao propósito de legitimação das fronteiras estabelecidas entre os estados, assim como o da construção de um passado e tradição comuns que destacassem as especificidades de cada região e respectiva contribuição para a grandeza da nação. Espera-se contribuir para evidenciar as bases políticas sobre as quais se assentaram as histórias regionais no passado em relação à história do Brasil, bem como para adensar o debate sobre a produção didática de história regional no presente.<hr/>This article aims to discuss the meanings of nation and region, as well as the issue of national unity, present in the discourses on the Brazilian history and Santa Catarina state history. Such discourses were constructed and disseminated during the First Brazilian Republic (1889-1930). To this end, we have analyzed two textbooks - História do Brasil. Curso Superior (Ribeiro, 1900); and Pequena história catarinense (Boiteux, 1921) - considering their respective contexts of production and circulation. Both history and geography served not only to legitimate state borders, but also to construct a common past and tradition which highlighted the specificities of each region and their respective contributions to national growth and progress. We expect this article to contribute to bringing to light the political bases upon which regional histories in the past settled in relation to the Brazilian history, as well as to strengthening the debate on the current production of regional history textbooks.<hr/>Este artículo tiene como objetivo discutir los sentidos sobre nación y región y la cuestión de la unidad nacional, presentes en los discursos sobre la historia de Brasil y la historia de Santa Catarina construidos y difundidos en la Primera República. Se propone analizar, a partir de su contexto de producción y circulación, dos libros destinados al público escolar: História do Brasil. Curso Superior, de João Ribeiro, publicado en 1900; y Pequena história catarinense, de Lucas Alexandre Boiteux, de 1921. La historia y la geografía sirvieron al propósito de la legitimación de las fronteras establecidas entre los estados, así como de la construcción de un pasado y tradición comunes que pusieron en relieve las especificidades de cada región y la respectiva contribución para la grandeza de la nación. Se espera contribuir para evidenciar las bases políticas sobre las que se asentaron las historias regionales en el pasado con relación a la historia de Brasil, y también para incrementar el debate sobre la producción didáctica de historia regional en el presente. <![CDATA[<b>Primeira Exposição de Desenho Infantil e Juvenil do Paraná uma renovação no conceito das exposições escolares (1943)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo analisa a Primeira Exposição de Desenho Infantil e Juvenil realizada em Curitiba/PR, no ano de 1943, e suas relações com as tendências modernas em arte e educação. O evento envolveu intelectuais e artistas como Raul Gomes, Erasmo Pilotto, Helena Kolody e Guido Viaro, além de professorandas e alunos de escolas públicas e particulares. Defendendo a liberdade de expressão e a individualidade da criança, o projeto da exposição justificava sua importância com caráter científico, baseado em pesquisas sobre o desenho infantil, realizadas na área da psicologia por Luquet, Rouma e Rabello, assim como nas conclusões do Congresso de Ensino de Desenho de Paris, de 1937. Como fontes, foram utilizados os impressos diários O Dia e a Gazeta do Povo.<hr/>This article analyzes the First Exhibition of Children's and Youth Drawing, held in Curitiba/PR, in 1943, and its relations with the modern trends in art and education. The event involved intellectuals and artists such as Raul Gomes, Erasmo Pilotto, Helena Kolody and Guido Viaro, in addition to students and soon-to-be teachers from public and private schools. Advocating freedom of expression and the individuality of children, the project's rationale was its scientific character, based on research on children's drawings developed in psychology by Luquet, Rouma and Rabello, as well on the conclusions of the Paris Drawing Education Conference, held in 1937. The sources used were the daily newspapers O Dia and Gazeta do Povo.<hr/>El artículo analiza la primera Exposición de Dibujo Infantil y Juvenil realizada Curitiba/PR, en 1943, y sus relaciones con las tendencias modernas en arte y educación. El evento involucró intelectuales y artistas como Raul Gomes, Erasmo Pilotto, Helena Kolody y Guido Viaro, además de las profesoras en formación y alumnos de escuelas públicas y privadas. Defendiendo la libertad de expresión y la individualidad del niño, el proyecto de la exposición justificaba su importancia por su carácter científico, con base en investigaciones sobre el dibujo infantil, realizadas en psicología por Luquet, Rouma y Rabello, así como en las conclusiones del Congreso de Enseñanza de Dibujo de París, de 1937. Como fuentes se utilizaron los diarios impresos O Dia y la Gazeta do Povo. <![CDATA[<b>A arte de disciplinar os sentidos o uso de retratos e imagens em tempos de nacionalização (1930-1945)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Toda a arquitetura sensitiva do Estado Novo, ao chamar a atenção permanente dos sentidos, quis tornar os sujeitos consumidores e reprodutores de uma representação de mundo, de uma crença em relação à identidade nacional brasileira. Sob o império dos sentidos disciplinados e habituados, essa mesma arquitetura acabou permitindo um "sentir brasileiro" que levou os sujeitos a experimentá-lo, saboreá-lo, tocá-lo, ouvi-lo, cheirá-lo e vê-lo no interior de um sistema cultural e simbólico construído pela maquinaria ordenadora do poder. A constituição de uma arquitetura sensitiva no espaço escolar - objeto de discussão e análise deste artigo - deveria ajudar a compor essa trama nacionalizadora e a promover a disciplinarização dos sentidos. As ritualizações e as técnicas de reprodutibilidade das imagens nesse espaço tiveram a função de divulgar, generalizar, uniformizar, habituar e manter os sentidos em alerta constante e, portanto, ligá-los, condicioná-los ao sistema de controle político-social.<hr/>The entire architecture of sensitiveness by Estado Novo, by calling constant attention to the senses, aimed at turning subjects into consumers and reproducers of a representation of the world, of a belief in relation to the brazilian national identity. Under the realm of senses which were disciplined and conditioned by habit, such architecture eventually led to a "brazilian way of perceiving" which led subjects to experience, taste, touch, hear, smell and see it within a cultural and symbolic system developed by the organizational machinery of the established power. The constitution of an architecture of sensitiveness in the school space - the object of discussion and analysis in this article - should help compose this nationalization scheme and promote the disciplining of the senses. The rituals and techniques to reproduce images in this space had the function of propagating, generalizing, unifying, accustoming the senses to being constantly alert and, therefore, connecting and conditioning them to the political and social control system.<hr/>Toda la arquitectura sensitiva del Estado Nuevo, al llamar la atención permanente de los sentidos, quiso tornar los sujetos consumidores y reproductores de una representación del mundo, de una creencia en relación a la identidad nacional brasileña. Bajo el imperio de los sentidos disciplinados y habituados, esa misma arquitectura acabó por permitir un "sentir brasileño" que llevó a los sujetos a probarlo, saborearlo, tocarlo, oírlo, olerlo y verlo en el interior de un sistema cultural y simbólico construido por la maquinaria ordenadora del poder. La constitución de una arquitectura sensitiva en el espacio escolar -objeto de discusión y análisis de este artículo- debería ayudar a componer esa trama nacionalizadora y a promover la disciplina de los sentidos. Los rituales y las técnicas de reproductibilidad de las imágenes en ese espacio tuvieron la función de difundir, generalizar, uniformar, habituar y mantener los sentidos en alerta constante, por lo tanto, conectarlos y condicionarlos al sistema de control políticosocial. <![CDATA[<b>A organização de um corpo disperso uma análise da atividade jesuítica em terras brasílicas (1583)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo investiga a pedagogia da vigilância instaurada pela Companhia de Jesus na segunda metade do século XVI. Com o intuito de organizar o corpo disperso, o centro da Companhia em Roma manda visitar a província do Brasil, a fim de reforçar a vigilância e estabelecer a ordem sobre as coisas. Para verificar essa tese, faz-se uso de uma documentação muito pouco explorada, pesquisada no Archivum Romanum Societatis Iesu (ARSI), em Roma, sobretudo a correspondência entre o visitador e o Geral da Companhia. Nessa direção, o artigo aponta que o reforço da ortodoxia instaurado pela Companhia de Jesus é perceptível em várias direções, como na rígida regulamentação das normas que passam a sistematizar o cotidiano dos colégios e casas que os jesuítas mantinham em terras brasílicas.<hr/>This article investigates the pedagogy of surveillance established by the Society of Jesus in the second half of the sixteenth century. In order to organize the dispersed body, the Society's headquarters in Rome ordered a visit to the province of Brazil to strengthen surveillance and to establish order. To verify this thesis, we used rarely examined documentation, researched at the Archivum Romanum Societatis Iesu (ARSI), in Rome, especially the correspondence between the visitor and the Society's General. This article suggests that the reinforcement of orthodoxy established by the Society of Jesus is noticeable in several manners, for example, in the strict regulatory standards that were used to systematize daily life in the colleges and houses that the jesuits maintained in Brazil.<hr/>El artículo investiga la pedagogía de la vigilancia establecida por la Compañía de Jesús en la segunda mitad del siglo XVI. Con objetivo de organizar el cuerpo disperso, el centro de la Compañía en Roma manda visitar la provincia de Brasil, para reforzar el control y restablecer el orden. Para verificar esta tesis, se usa un archivo de documentos poco explotado, investigado en el Archivum Romanum Societatis Iesu (ARSI) de Roma, principalmente las cartas entre el visitador y el General de la Compañía. Así, el artículo muestra que el refuerzo de la ortodoxia establecido por la Compañía de Jesús se nota en varias direcciones, como por ejemplo, en la rigidez de las normas que organizan el cotidiano de los colegios y casas que los jesuitas mantenían en tierras brasileñas. <![CDATA[<b>Uma porta fechada?</b> <b>A educação e a corrupção pedagógica da juventude</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt La educación supone una salida: salida de la minoría hacia la mayoría de edad; una salida al exterior. Sin embargo, la reducción de la experiencia de la formación a la enseñanza erosiona, en sus fundamentos y en su sentido, la magnitud y la importancia de esta salida. Bajo las condiciones de nuestras sociedades actuales, la educación supone una salida, no al mundo, sino a esa pequeña parte del mundo que es el centro de trabajo, la oficina o la fábrica. Esta salida no es una experiencia plena, y además está gobernada, administrada, diseñada y planificada por una pedagogía posteducativa cuya impostura pedagógica explora críticamente este texto.<hr/>Education is an outdoor exit: an exit from minority to majority, an exit to the outside world. However, reducing the formative experience of education erodes the magnitude and importance of this outdoor exit, in its foundations and meanings. Under the conditions of contemporary society, education presupposes an exit not to the world, but to that little part of the world which is the workplace, be it an office or a factory. Besides not being a full experience, this exit is governed, managed, designed and planned by a post-educational pedagogy, whose pedagogical imposture this text critically explores.<hr/>A educação é uma saída: a saída da menoridade para a maioridade; uma saída para o mundo exterior. No entanto, reduzir a experiência de formação do ensino deteriora a magnitude e a importância dessa saída, em seus fundamentos e sentidos. Sob as condições de nossa sociedade atual, a educação faz supor uma saída não para o mundo, mas para aquela pequena parte do mundo que é o local de trabalho, seja no escritório ou na fábrica. Essa saída não é uma experiência plena e, além disso, está governada, administrada, desenhada e planejada por uma pedagogia pós-educativa, cuja impostura pedagógica este texto explora criticamente. <![CDATA[<b>Levinas e a reconstrução da subjetividade ética aproximações com o campo da educação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo tem por objetivo discutir o conceito de subjetividade em sua relação com a alteridade em educação, com base no pensamento filosófico de Emanuel Levinas. Inicialmente, apresenta a discussão da subjetividade na filosofia moderna e sua forma de concebê-la como ideal de sujeito livre e soberano. Em seguida, desenvolve uma análise crítica que problematiza a pretensa soberania do sujeito e reconstrói uma nova subjetividade ética, situada na condição de refém, capaz de acolher a irredutível alteridade do Outro enquanto ideia do infinito. No contexto de reconstrução da subjetividade, o estudo estabelece aproximações com o campo da educação, destacando a experiência educativa como um acontecimento ético por excelência.<hr/>This article aims to discuss the concept of subjectivity in its relation to otherness in education, based on the philosophical thought of Emanuel Levinas. First, it presents the discussion of subjectivity in modern philosophy, and his way of conceiving it as an ideal of free and sovereign subject. Then it develops a critical analysis that problematizes the alleged sovereignty of the subject and reconstructs a new ethical subjectivity, located in the condition of hostage, capable of accommodating the irreducible alterity of the other as an idea of infinity. In the context of the reconstruction of subjectivity, the study establishes approaches to the field of education, emphasizing the educational experience as an ethical event par excellence.<hr/>Este trabajo pretende analizar el concepto de subjetividad en su relación con la alteridad en la educación, desde el pensamiento filosófico de Emmanuel Levinas. Inicialmente se presenta una discusión de la subjetividad en la filosofía moderna, y su forma de concebirla como un ideal de sujeto libre y soberano. A continuación, se desarrolla un análisis crítico que cuestiona la supuesta soberanía del sujeto y la reconstrucción de una nueva subjetividad ética, situada en la condición de rehén, con capacidad para acoger la irreductible alteridad del otro, en tanto que la idea del infinito. En el contexto de la reconstrucción de la subjetividad, el estudio ofrece aproximaciones a la esfera de la educación destacando la experiencia educativa como un acontecimiento ético por excelencia. <![CDATA[<b>A questão do outro e o diálogo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo situa a questão do outro no âmbito da ética em educação. Inicialmente apresenta esclarecimentos sobre o tema para, em seguida, expor a interpretação fenomenológica de Bernhard Waldenfels, que mostra os limites de nosso entendimento e defende a forma de acesso ao outro como uma "peculiar lógica de resposta", rompendo com a abordagem dialógica. Na sequência, apresenta a posição de Hans-Georg Gadamer, que retoma o diálogo platônico baseado na hermenêutica filosófica, retendo o lógos que pode ser compartilhado por todos, de modo que construa uma ponte entre o eu e o outro. Por fim, indica o potencial explicativo das duas posições para compreender a dimensão tensional presente na relação com a alteridade. Os esforços educacionais de ir ao encontro da singularidade do outro requer ultrapassar uma visão metafísica apropriadora. Na experiência dialógica alojam-se as expectativas de uma abertura ética para criarmos um mundo comum.<hr/>The article places the issue of the other in the sphere of ethics in education. It initially explains the topic and then presents the phenomenological interpretation of Bernhard Waldenfels, who shows the limits of our understanding and advocates the form of access to the other as a "peculiar logic of response" , breaking with the dialogical approach. Next, it presents the position of Hans-Georg Gadamer, who takes up again the platonic dialogue beginning with philosophical hermeneutics, retaining the lógos which can be shared by all, so as to build a bridge between the self and the other. Finally, it indicates the explanatory potential of the two positions to understand the tensional dimension present in the relationship with alterity. The educational efforts of taking in the uniqueness of the other require going beyond an appropriating metaphysical vision. The expectations of an ethical opening to create a common world are lodged in the dialogical experience.<hr/>El artículo sitúa la cuestión del otro en la esfera de la ética en la educación. Inicialmente se explica el tema y, a continuación, se presenta la interpretación fenomenológica de Bernhard Waldenfels, que muestra los límites de nuestra comprensión y defiende la forma de acceso al otro como una "lógica peculiar de respuesta", rompiendo con el enfoque dialógico. A continuación se presenta la posición de Hans-Georg Gadamer, que retoma el principio dialógico platónico desde la perspectiva de la hermenéutica filosófica, en que el lógos puede ser compartido por todos, con el fin de construir un puente entre el yo y el otro. Por último, indica el potencial explicativo de las dos posiciones para entender la dimensión de la tensión presente en la relación con la alteridad. Los esfuerzos educativos de ir al encuentro de la singularidad del otro van más allá de una visión metafísica de apropiación. Las experiencias dialógicas alojan las expectativas de una abertura ética para crear un mundo común. <![CDATA[<b>Para além do sujeito isolado modelos antropológicos para pensar a educação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como explicar a parca atenção que a área da educação reservava e, até certo ponto, continua a reservar para a interrogação sobre o humano? Posto que a introdução da questão antropológica não implica necessariamente a volta aos engodos das verdades universais, nem se opõe, por definição, aos "recortes" a que se submete a realidade, o que se abre para nós é a via para as interrogações de que se alimenta a prática da formação e para as elucidações (provisórias e limitadas) que a teoria lhe deve. E entre elas estão, antes de quaisquer outras, aquelas que se referem aos "tipos antropológicos" da escola: o professor e o aluno. Eis o que nos conduziu à crítica da noção de interioridade e à tentativa de elucidação das bases filosóficas do duplo isolamento em que se constrói a identidade contemporânea: em relação ao outro - mundo, materialidade, mas também sociedade e relações sociais - e em relação a si mesmo - heteronomia no processo de autoconstituição e de construção identitária.<hr/>How can one explain the scant attention education has devoted to the interrogation about the human being? Since the reintroduction of the anthropological issue does not necessarily imply a return of universal truths, nor precludes, by definition, the fragmentation that reality is subjected to, we aim to focus on the interrogations that feed the formative practice and on the (provisional and limited) clarifications that the theory owes it. Among them are, before any other, those that refer to the "anthropological types" of the school: the teacher and the student. This has led us to the critique of the notion of interiority and to the attempt to elucidate the philosophical bases of double isolation on which the contemporary identity is built: in relation to the other - the world, materiality, but also society and social relations -, and in relation to oneself - heteronomy in the process of self-constitution and identity construction.<hr/>¿Cómo explicar la poca atención que el área de la educación reservaba y, hasta cierto punto, continua a reservar para la interrogación a respecto del humano? Puesto que la introducción de la cuestión antropológica no implica necesariamente el regreso a los artificios de las verdades universales, tampoco se opone, por definición, a los "recortes" a que se somete la realidad, lo que se abre para nosotros es la vía para las interrogaciones de que se alimenta la práctica de la formación y para las elucidaciones (provisorias y limitadas) que la teoría le debe. Y dentre ellas se encuentran, primeramente, aquellas que se refieren a los "tipos antropológicos" de la escuela: el maestro y el alumno. Esto es lo que nos ha llevado a la crítica de la noción de interioridad y a la tentativa de elucidación de las bases filosóficas del doble aislamiento en que se construye la identidad contemporánea: respecto al outro - mundo, materialidad, pero también sociedad y relaciones sociales - y respecto a sí mismo - heteronomía en el proceso de autoconstitución y de construcción de la identidad. <![CDATA[<b>Uma perspectiva histórico-sociológica da reforma educacional na América Latina: Argentina, Brasil, Chile e México nos anos 1990</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782014000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Como explicar a parca atenção que a área da educação reservava e, até certo ponto, continua a reservar para a interrogação sobre o humano? Posto que a introdução da questão antropológica não implica necessariamente a volta aos engodos das verdades universais, nem se opõe, por definição, aos "recortes" a que se submete a realidade, o que se abre para nós é a via para as interrogações de que se alimenta a prática da formação e para as elucidações (provisórias e limitadas) que a teoria lhe deve. E entre elas estão, antes de quaisquer outras, aquelas que se referem aos "tipos antropológicos" da escola: o professor e o aluno. Eis o que nos conduziu à crítica da noção de interioridade e à tentativa de elucidação das bases filosóficas do duplo isolamento em que se constrói a identidade contemporânea: em relação ao outro - mundo, materialidade, mas também sociedade e relações sociais - e em relação a si mesmo - heteronomia no processo de autoconstituição e de construção identitária.<hr/>How can one explain the scant attention education has devoted to the interrogation about the human being? Since the reintroduction of the anthropological issue does not necessarily imply a return of universal truths, nor precludes, by definition, the fragmentation that reality is subjected to, we aim to focus on the interrogations that feed the formative practice and on the (provisional and limited) clarifications that the theory owes it. Among them are, before any other, those that refer to the "anthropological types" of the school: the teacher and the student. This has led us to the critique of the notion of interiority and to the attempt to elucidate the philosophical bases of double isolation on which the contemporary identity is built: in relation to the other - the world, materiality, but also society and social relations -, and in relation to oneself - heteronomy in the process of self-constitution and identity construction.<hr/>¿Cómo explicar la poca atención que el área de la educación reservaba y, hasta cierto punto, continua a reservar para la interrogación a respecto del humano? Puesto que la introducción de la cuestión antropológica no implica necesariamente el regreso a los artificios de las verdades universales, tampoco se opone, por definición, a los "recortes" a que se somete la realidad, lo que se abre para nosotros es la vía para las interrogaciones de que se alimenta la práctica de la formación y para las elucidaciones (provisorias y limitadas) que la teoría le debe. Y dentre ellas se encuentran, primeramente, aquellas que se refieren a los "tipos antropológicos" de la escuela: el maestro y el alumno. Esto es lo que nos ha llevado a la crítica de la noción de interioridad y a la tentativa de elucidación de las bases filosóficas del doble aislamiento en que se construye la identidad contemporánea: respecto al outro - mundo, materialidad, pero también sociedad y relaciones sociales - y respecto a sí mismo - heteronomía en el proceso de autoconstitución y de construcción de la identidad.