Scielo RSS <![CDATA[Brazilian Journal of Physical Therapy]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1413-355520090005&lang=en vol. 13 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>New study on the Brazilian physical therapy researcher</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Physical therapy treatment on frailty syndrome</b>: <b>systematic review</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Revisar sistematicamente a literatura sobre intervenções fisioterapêuticas e seus efeitos em idosos frágeis da comunidade. MÉTODOS: Revisão sistemática de estudos publicados até junho de 2008 nas bases de dados Medline, Embase, PEDro, SciELO, LILACS e Biblioteca Cochrane. Foram excluídos os artigos cuja amostra era constituída de idosos não frágeis, institucionalizados e hospitalizados; aqueles cujas intervenções propostas não foram a fragilidade e não eram específicos de fisioterapia. RESULTADOS: De acordo com os critérios de exclusão, dos 152 artigos encontrados no Medline, apenas 15 foram incluídos para análise; dos 71 artigos encontrados na base de dados PEDro, apenas um, uma vez que os outros 10 artigos encontrados já haviam sido selecionados pelo MEDLINE, e dos 461 artigos encontrados na base de dados Embase, apenas dois que não haviam sido selecionados nas outras bases de dados foram incluídos neste estudo. Foi verificado um total de sete diferentes tipos de intervenções: 1) fortalecimento muscular; 2) exercícios de fortalecimento muscular, equilíbrio, coordenação, flexibilidade, tempo de reação e treinamento aeróbico; 3) treino funcional; 4) fisioterapia; 5) fisioterapia realizada no domicílio; 6) adaptação ambiental e prescrição de dispositivo e 7) exercício na água. Os resultados de alguns estudos foram contraditórios mesmo com intervenções semelhantes. Os estudos analisados utilizaram formas distintas para definir fragilidade, o que dificultou as comparações dos resultados. CONCLUSÃO: Existem poucas evidências dos efeitos da intervenção fisioterapêutica em idosos frágeis comunitários, dificultando estabelecer consenso ou conclusões sobre a eficácia das propostas terapêuticas nessa complexa síndrome.<hr/>OBJECTIVE: To carry out a systematic review of the literature on physical therapy interventions and their effect on frail community-dwelling elders. METHODS: Systematic review of studies published until June 2008 in the databases Medline, Embase, PEDro, SciELO, LILACS and Cochrane Library. We excluded studies with samples composed of institutionalized, hospitalized and non-frail participants, studies not aimed at treating frailty, and studies that were not specifically related to physical therapy. RESULTS: In accordance with the exclusion criteria, out of the 152 Medline articles, only 15 were considered for analysis, out of the 71 PEDro articles only one was considered as the other ten had already been selected in Medline, and out of the 461 Embase articles only two that had not been selected in others databases were included in this study. A total of seven different types of interventions were verified: 1) muscle strengthening; 2) exercises for muscle strengthening, balance, coordination, flexibility, reaction time and aerobic training; 3) functional training; 4) physical therapy; 5) at-home physical therapy; 6) environment adaptation and prescription of assistive device; 7) water exercise. The results of some studies were contradictory even with similar interventions. The analyzed studies had different definitions for fragility, which made it difficult to compare the results. CONCLUSION: There is little evidence of the effect of physical therapy intervention on frail community-dwelling elders; thus, it is not possible to reach a consensus or conclusion on the effectiveness of the therapeutic regimens proposed for this complex syndrome. <![CDATA[<b>The influence of sociodemographic and epidemiological characteristics on the functional capacity of elderly residents in the city of Ubá, Minas Gerais</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi conhecer a capacidade funcional de idosos e seus determinantes. MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal de base populacional com amostra de 397 idosos residentes na zona urbana da cidade de Ubá, Minas Gerais. Foi aplicado um questionário semiestruturado e pré-testado em forma de entrevista para avaliar as características sociodemográficas, econômicas e de saúde dos idosos. A capacidade funcional foi avaliada por meio da escala de atividades de vida diária básica e instrumental. Investigou-se a associação entre a capacidade funcional e as características socioeconômicas, demográficas e epidemiológicas. Os dados foram analisados nos programas Epi info, Versão 6.0 e Sigma. Considerou-se o nível de significância de 0,05. Para análise estatística, realizou-se a distribuição de frequência, medidas de associação (Odds Ratio) entre a capacidade funcional e as variáveis socioeconômicas, demográficas e epidemiológicas e análise de regressão logística múltipla. RESULTADOS: O comprometimento da capacidade funcional está relacionado a piores condições de saúde autorreferidas, às quedas, ao sexo feminino, à viúvez, a idosos mais velhos, à baixa escolaridade e à baixa renda e a não estar ativo no mercado de trabalho. CONCLUSÃO: Ações de atenção integral à saúde do idoso precisam ser efetivadas, aliando o incentivo à pesquisa às ações planejadas e direcionadas para melhorar as condições de saúde e qualidade de vida deste grupo.<hr/>OBJECTIVE: The aim of this study was to identify the functional capacity of elderly individuals and its determinants. METHODS: A cross-sectional, population-based study was conducted with a sample of 397 elderly residents in the urban area of the city of Ubá, Minas Gerais. A semi-structured, pre-tested questionnaire was applied as an interview in order to assess the sociodemographic, economic and health characteristics of elderly individuals. The functional capacity was assessed by means of the scale of basic and instrumental activities of daily living. The associations between functional capacity and socioeconomic, demographic and epidemiological characteristics were investigated. Data were analyzed with the softwares Epi Info version 6.0 and SigmaStat. A significance level of 0.05 was considered. For statistical analysis, frequency distribution and measures of association (odds ratio) were performed between the functional capacity and the socioeconomic, demographic and epidemiological variables. Multiple logistic regression analysis was conducted. RESULTS: The impaired functional capacity was related to self-referred deteriorated health conditions, falls, female gender, widowhood, more advanced age, low educational level and income, and retirement from the job market. CONCLUSION: The lack of integral health care for the elderly, especially those without financial resources, can contribute negatively to worsened health conditions, especially functional capacity. <![CDATA[<b>Strength of pelvic floor muscles and sexual function during pregnancy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTUALIZAÇÃO: O bem-estar sexual depende de músculos do assoalho pélvico (MAP) fortes o suficiente para manter a sua função. Durante a gestação, tanto a função sexual como a força dos MAP podem modificar-se. OBJETIVOS: Comparar o grau de força dos MAP e a função sexual em gestantes do segundo e terceiro trimestres. MÉTODOS: Pesquisa descritiva causal comparativa realizada com 37 gestantes de Florianópolis (18 do segundo e 19 do terceiro trimestre), com média de idade de 25,22 anos (±5,7 anos). Os instrumentos utilizados foram o Questionário Female Sexual Function Index (FSFI) e o Teste Manual da Musculatura do Assoalho Pélvico, utilizando a escala de Oxford modificada para graduação da força. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial (teste t independente, teste U de Mann Whitney, correlação de Spearman), nível de significância de 0,05. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre a média dos valores dos postos do grau de contração dos MAP de gestantes do segundo e do terceiro trimestre (U=150,5; p=0,512). Todavia, a função sexual das gestantes do segundo trimestre de gestação foi melhor que as do terceiro (U=104; p=0,042), e o grau de contração dos MAP apresentou correlações estatisticamente significativas com a idade (ρ=0,320, p=0,041) e com o escore do FSFI (ρ=0,540, p<0,001). CONCLUSÕES: A função sexual diminuiu significativamente do segundo para o terceiro trimestre, enquanto que a força dos MAP não apresentou diferença entre os trimestres.<hr/>BACKGROUND: Sexual well-being depends on pelvic floor muscles (PFMs) that are strong enough to maintain their function. During pregnancy, both the sexual function and the strength of the PFMs may be altered. OBJECTIVES: to compare the degree of PFM strength and the sexual function of pregnant women in the second and the third trimesters. METHODS: a descriptive, causal-comparative study was carried out with 37 pregnant women in Florianópolis (18 in the second trimester and 19 in the third trimester) with a mean age of 25.22 years (±5.7 years). The instruments used were the Female Sexual Function Index (FSFI) Questionnaire and the Manual Test of Pelvic Floor Muscle Strength, using the modified Oxford scale to grade strength. The data were analyzed using descriptive and inferential statistics (independent t test, the Mann-Whitney U test, Spearman's correlation) with a significance level of 0.05. RESULTS: There was no significant difference between the mean rank values of PFM strength of pregnant women in the second and third trimester (U=150.5; p=0.512). However, the sexual function of the pregnant women in the second trimester of pregnancy was better than that of the women in the third trimester (U=104; p=0.042). In addition, PFM strength had statistically significant correlations with age (ρ=0.320, p=0.041) and with FSFI score (ρ=0.540, p<0.001). CONCLUSIONS: Sexual function decreased significantly from the second to the third trimester while PFM strength did not differ between trimesters. <![CDATA[<b>Functional performance assessment of children with cerebral palsy according to motor impairment levels</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTUALIZAÇÃO: Diversos estudos têm avaliado a função motora de crianças com Paralisia Cerebral (PC), entretanto pouco se sabe sobre as inter-relações entre comprometimentos da mobilidade, autocuidado e função social relacionadas às habilidades funcionais da criança e à assistência do cuidador. OBJETIVOS: Identificar diferenças funcionais de crianças com PC em diferentes níveis de disfunção motora e correlacioná-las com os domínios mobilidade, autocuidado e função social na habilidade funcional e na assistência do cuidador. MÉTODOS: Realizou-se uma pesquisa analítica de corte transversal com 70 crianças/famílias, com idades de 4 a 7,5 anos, atendidas no Centro de Reabilitação Infantil, por meio do Pediatric Evaluation Disability Inventory (PEDI) e do Gross Motor Function Classification System (GMFCS). A análise dos dados foi realizada por meio da ANOVA e teste de correlação de Pearson. RESULTADOS: Os resultados indicaram importante variabilidade funcional das crianças com PC em diferentes níveis de severidade da disfunção motora. Essa variação foi observada nos domínios mobilidade, autocuidado e função social. Os resultados apresentaram, também, forte correlação entre os domínios mobilidade e autocuidado e mobilidade e função social. CONCLUSÕES: Diante da variabilidade apresentada pelas crianças, percebe-se a necessidade de aplicação do PEDI e GMFCS, o que parece aumentar o entendimento sobre a relação entre funções motoras grossas e atividades da vida diária. Essa correlação demonstra o quanto a mobilidade é determinante para avaliar o desempenho funcional e orientar a prática terapêutica no sentido de desenvolver as potencialidades das crianças, bem como orientar o cuidador na estimulação.<hr/>BACKGROUND: Several studies have evaluated motor function among children with cerebral palsy (CP), but little is known about how mobility impairment, self-care and social function interrelate with their functional skills and caregiver assistance. OBJECTIVES: To identify functional differences among children with CP at different levels of motor dysfunction, and to investigate the relationship between these differences and the domains of mobility, self-care and social function in functional skills and caregiver assistance. METHODS: An analytical cross-sectional study was conducted among 70 children and their families. The children were aged 4 to 7.5 years and received care at the Children's Rehabilitation Center. The instruments used were the Pediatric Evaluation Disability Inventory (PEDI) and the Gross Motor Function Classification System (GMFCS). Data analysis was performed by means of ANOVA and Pearson's correlation. RESULTS: The results showed significant functional variability among the children with CP at different levels of motor dysfunction severity. This variation was observed in the domains of mobility, self-care and social function. The results also showed a strong correlation between mobility and self-care and between mobility and social function. CONCLUSIONS: In view of the variability shown by the children, it was necessary to apply PEDI and GMFCS, which appears to increase the understanding of how gross motor function relates to activities of daily living. This correlation demonstrates the extent to which mobility is a determinant for evaluating functional performance and guiding therapeutic practice to develop children's potentials and instruct caregivers in stimulation. <![CDATA[<b>Foot posture and classification of the plantar arch among adolescent wearers and non-wearers of high-heeled shoes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Correlacionar a postura dos pés com o arco plantar de adolescentes usuárias e não usuárias de calçados de salto alto. MÉTODOS: Foram selecionadas 36 adolescentes, 16 no grupo de não usuárias e 20 no grupo de usuárias, com idade entre 13 e 20 anos. A postura do pé foi analisada por fotos nas condições descalça e com calçado de salto alto tipo Anabella, previamente padronizado, após terem permanecido com ele por uma hora. Sua análise foi realizada pelo software SAPO. A impressão plantar foi realizada descalça e, a partir dela, calculado o Índice de Chipaux - Smirak para classificação do arco plantar. Para análise estatística, utilizou-se o teste t pareado para verificar igualdade entre lados direito e esquerdo. Foi realizado o teste de aderência Shapiro Wilk e, então, a análise inferencial por meio dos testes não paramétricos de Wilcoxon, o teste de Mann-Whitney e a correlação de Spearman. O nível de significância adotado foi de 0,05. RESULTADOS: Não foi encontrada correlação entre o tipo de arco plantar e a postura do pé das adolescentes estudadas. Porém, o ângulo do retropé se mostrou significativamente diferente, apresentando varo de retropé após a colocação do calçado em ambos os grupos, e o arco plantar do grupo de usuárias apresentou valores menores quanto ao Índice Chipaux - Smirak. CONCLUSÕES: Não existe correlação entre a postura do pé e o tipo de arco plantar, embora essas variáveis tenham sofrido influência do calçado de salto alto. Artigo registrado na Australian New Zealand Clinical Trials Registry (ANZCTR) sob o número ACTRN12608000300370.<hr/>OBJECTIVES: To investigate the relationship between foot posture and plantar arch among adolescent wearers and non-wearers of high-heeled shoes. METHODS: Thirty-six female adolescents aged 13 to 20 years were selected and grouped as 16 high-heel non-wearers and 20 high-heel wearers. Foot posture was analyzed using photos, firstly barefoot and, secondly, after wearing previously standardized high-heeled platform shoes for an hour. The analysis was performed using the software SAPo. Barefoot impressions were taken, and the Chipaux-Smirak Index was calculated to classify the plantar arch of the foot. For statistical analyses, the paired t test was used to investigate equality between the right and left sides. The Shapiro-Wilk adherence test was performed, followed by inferential analysis using the non-parametric Wilcoxon test, the Mann-Whitney test and Spearman's correlation coefficient. The significance level used was 0.05. RESULTS: There was no correlation between the type of plantar arch and foot posture among the female adolescents studied. However, the rearfoot angle was significantly different, with rearfoot varus after wearing the shoes in both groups. The plantar arch in the wearers group presented smaller values for the Chipaux-Smirak Index. CONCLUSIONS: There is no correlation between foot posture and the type of plantar arch, although these variables are influenced by high-heeled shoes. Article registered in the Australian New Zealand Clinical Trials Registry (ANZCTR) under the number ACTRN12608000300370. <![CDATA[<b>Reliability, comprehension and acceptability of the Portuguese version of the Motor Assessment Scale in stroke patients</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTUALIZAÇÃO: Avaliações motoras são extensivamente utilizadas na fisioterapia. A Motor Assessment Scale (MAS) é uma avaliação da função motora que tem se mostrado válida e confiável para pacientes pós acidente vascular encefálico (AVE). Entretanto, não foram encontrados estudos sobre a sua confiabilidade no Brasil. OBJETIVOS: Avaliar a confiabilidade inter e intra-avaliador da versão em português da MAS, aplicada em pacientes pós-AVE, e observar sua compreensão e aceitação por fisioterapeutas brasileiros sem treinamento prévio ao uso deste instrumento. MÉTODOS: Para verificar a confiabilidade interavaliador, 23 fisioterapeutas pontuaram, por meio de um vídeo, as habilidades funcionais de seis pacientes avaliados pela versão em português da MAS. A confiabilidade intra-avaliador foi obtida pela avaliação do vídeo de 15 pacientes por sete fisioterapeutas em duas ocasiões, com intervalo de três semanas. Ao final, os fisioterapeutas responderam a um questionário para avaliação da compreensão e aceitação do instrumento. Foram utilizados o Coeficiente de Correlação Intraclasse e Kruskall Wallis para análise entre avaliadores, e ICC e Wilcoxon para a intra-avaliador. RESULTADOS: Foi encontrada uma alta confiabilidade intra (ICC entre 0,80 a 0,97) e inter-avaliador (ICC entre 0,93 e 1,00). Houve excelente compreensão e aceitação da escala. Entretanto, houve dúvidas em determinados itens, quanto à pontuação dos pacientes avaliados. CONCLUSÕES: A versão em português da MAS mostrou-se confiável e obteve excelente aceitação pelos fisioterapeutas. Porém, devido às dúvidas na pontuação, sugere-se um treinamento prévio à utilização clínica da escala. A partir destes dados, sugere-se um futuro estudo sobre validação da versão em português deste instrumento de avaliação.<hr/>BACKGROUND: Motor assessments are frequently applied by physical therapists. The Motor Assessment Scale (MAS) evaluates motor function and has been shown to be a reliable and valid instrument for stroke patients. However, no previous study has examined its reliability in Brazil. OBJECTIVES: The aim of this study was to determine the inter- and intra-rater reliability of the Portuguese version of the MAS in chronic stroke patients and to observe its comprehension and acceptability by Brazilian physical therapists without prior training on its use. METHODS: For inter-rater analysis, 23 physical therapists scored the functional ability of six video-recorded stroke patients during assessment with the Portuguese version of the MAS; intra-rater reliability was determined by the assessment of 15 video-recorded stroke patients by seven physical therapists, on two separate occasions, three weeks apart. At the end of the study, the physical therapists answered a questionnaire in order to assess the comprehension and acceptability of the instrument. Statistical analysis was performed using the Intraclass Correlation Coefficient (ICC) and the Kruskall-Wallis non-parametric test to compare inter-rater data and using the ICC and the non-parametric Wilcoxon test to compare intra-rater data. RESULTS: High inter- (ICC range 0.93-1.00) and intra-rater (ICC range 0.80-0.97) reliability was found. There was excellent comprehension and acceptability of the scale. However, in some items there were questions on how to score the patients. CONCLUSIONS: The Portuguese version of the MAS was shown to be a reliable assessment instrument and had excellent acceptability by the physical therapists. However, due to the questions on scoring, we suggest that the physical therapists receive training on how to apply the scale. Further study is recommended on the validation of the translated version of this assessment instrument. <![CDATA[<b>Two-weeks of elbow immobilization affects torque production but does not change muscle activation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Limb immobilization has been extensively used during the recovery process of musculoskeletal injuries despite the fact that this technique causes functional deficits in the skeletal muscle. There is evidence showing strength reduction due to muscle hypotrophy and an increase in the percentage of fast-twitch fibers, however it is still unclear how the injuries and the immobilization contribute to these changes. OBJECTIVE: To verify the influence of elbow joint immobilization on the torque-angle relationship and on electrical activation of the elbow flexor and extensor muscles in healthy subjects. METHODS: Eighteen male subjects (22 to 42 years) were assigned to either a control group (n=11) or to an immobilization group (n=7). All subjects performed the same tests twice with a 14-day interval period. The immobilization group had the non-dominant elbow joint immobilized with a cast at a joint angle of 90º during 14 days. Maximal isometric torques were obtained with the elbow joint positioned at 150º, 120º, 90º and 60º. RESULTS: There was a 16% reduction in maximal torque after immobilization that cannot be explained by changes in arm girth or by reduction in the electrical activation of the muscles. CONCLUSIONS: Fourteen days of immobilization produced a reduction in maximal elbow isometric torque but did not change muscle activation in healthy subjects. This reduction in maximal torque production seems to be related to muscle hypotrophy and is probably less pronounced when compared to that from immobilization after musculoskeletal injuries.<hr/>Contextualização: A imobilização tem sido amplamente utilizada para recuperação de lesões musculoesqueléticas, entretanto essa técnica causa déficits funcionais no sistema musculoesquelético. Existe uma série de evidências demonstrando redução da força devido à hipotrofia muscular e um incremento do percentual de fibras rápidas, embora as contribuições relativas à lesão ou à imobilização ainda não estejam totalmente esclarecidas. Objetivo: Verificar a influência da imobilização do cotovelo na relação torque-ângulo e na ativação elétrica dos flexores e extensores em sujeitos saudáveis. Métodos: Dezoito sujeitos do sexo masculino (22-42 anos) foram divididos em um grupo controle (n=11) e em um grupo imobilizado (n=7). Todos os sujeitos realizaram os mesmos testes duas vezes, com intervalo de 14 dias. O grupo imobilizado teve seu cotovelo não-dominante imobilizado com uma tala gessada no ângulo de 90º durante 14 dias. O torque máximo isométrico foi obtido nos ângulos de 150°, 120°, 90° e 60°. Resultados: Houve redução de 16% no torque máximo após a imobilização, o que não pode ser explicado por alterações na medida de perimetria ou na ativação elétrica muscular. Conclusões: A imobilização de 14 dias produziu uma redução no torque máximo isométrico do cotovelo, porém não alterou a ativação elétrica em sujeitos saudáveis. Essa redução parece estar relacionada à hipotrofia muscular e, provavelmente, menos intensa quando comparada à imobilização após lesões musculoesqueléticas. <![CDATA[<b>Muscle fatigue assessment by mechanomyography during application of NMES protocol</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTUALIZAÇÃO: A estimulação elétrica neuromuscular (EENM) é uma técnica bastante utilizada na área da reabilitação em fisioterapia, porém a instalação da fadiga ocorre de maneira mais rápida se comparada à contração voluntária. Na prática clínica, torna-se necessário monitorar a fadiga muscular em protocolos de EENM, visando adequar os parâmetros da corrente elétrica e prolongar o tempo de estimulação. OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi utilizar a mecanomiografia como meio de avaliação da fadiga muscular periférica durante a aplicação de um protocolo de EENM. MÉTODOS: Um sistema de aquisição de sinais mecanomiográficos (MMG) e um protocolo experimental foram desenvolvidos. Durante os ensaios in vivo com 10 voluntários, foram realizados testes de contração voluntária máxima (CVM) para extensão do joelho. Realizou-se uma fase de potencialização com contrações dinâmicas produzidas por EENM a 10% da CVM (100 Hz, 400 µm) no músculo quadríceps femoral, e o protocolo de EENM propriamente dito ocorreu a 30% da CVM (50 Hz, 400 µm). Simultaneamente, foram adquiridos os sinais de MMG RMS (amplitude) e MMG MPF (frequência) do músculo reto femoral e de torque (amplitude) para a extensão do joelho. RESULTADOS: A linha de tendência da MMG RMS foi descendente, indicando que a MMG RMS relaciona-se à amplitude do torque. Porém, a MMG MPF não teve uma boa correlação com o torque para este protocolo de EENM. CONCLUSÕES: A MMG pode ser aplicada simultaneamente à EENM, pois não ocorre interferência elétrica, e pode ser utilizada na realização de movimentos funcionais na contração muscular gerada por EENM. Artigo registrado no Australian New Zealand Clinical Trials Registry (ANZCTR) sob o número ACTRN12609000866202.<hr/>BACKGROUND: Neuromuscular electrical stimulation (NMES) is a widely used technique for rehabilitation in physical therapy, however it causes muscle fatigue more rapidly than does voluntary contraction. In clinical practice, it becomes necessary to monitor muscle fatigue during NMES protocols to adjust the parameters of electrical current stimulation and, thus, increase stimulation time. OBJECTIVES: The aim of this study is to use mechanomyography (MMG) as a means of evaluating peripheral muscle fatigue during the execution of an NMES protocol. METHODS: An MMG signal acquisition system and an experimental protocol were developed. During in vivo tests, 10 participants performed maximal voluntary contractions (MVCs) for knee extension. A maximization phase was conducted with dynamic contractions generated by NMES at 10% of MVC (100 Hz, 400 µs) on the quadriceps muscle, and the main NMES protocol occurred at 30% of MVC (50 Hz, 400 µs). Simultaneously, MMG RMS (amplitude) and MMG MPF (frequency) signals of the rectus femoris and the knee extension torque were acquired. RESULTS: The tendency line of the MMG RMS was descendant, indicating that MMG RMS correlates with torque amplitude. However, MMG MPF did not show a significant correlation with torque for the present NMES protocol. CONCLUSIONS: MMG is a technique that can be simultaneously applied to NMES because there is no electrical interference and it can be used during functional movements in the NMES-generated muscle contraction. Article registered in the Australian New Zealand Clinical Trials Registry (ANZCTR) under the number ACTRN12609000866202. <![CDATA[<b>Physical performance and number of falls in older adult fallers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVOS: Analisar, entre idosos com ocorrência de quedas, a relação entre as variáveis sociodemográficas, clínicas, físicas e funcionais segundo as variáveis critério desempenho físico e número de quedas. MÉTODOS: Estudo transversal com 72 idosos (76,3±8,3 anos) que sofreram quedas no último ano, sendo 65,3% mulheres, atendidos no ambulatório de geriatria de um hospital universitário de Campinas, SP. Os idosos foram divididos em grupo com pior (PDF) e grupo com melhor desempenho físico (MDF), e em grupo com uma queda (1Q) e grupo com duas quedas ou mais (2Q). As características sociodemográficas, clínicas, físicas e funcionais foram as variáveis independentes do estudo. Foi realizada análise de comparação entre os grupos. RESULTADOS: Os idosos do grupo PDF tiveram maior faixa etária, maior número de doenças e menor independência na maior parte das tarefas da dimensão motora em relação ao grupo MDF. Os idosos do grupo 2Q apresentaram maior número de doenças, menor força de preensão manual e menor independência na tarefa "controle das fezes" na dimensão motora da medida de independência funcional (MIF) em relação ao grupo 1Q. CONCLUSÕES: Entre idosos que já caíram, piores níveis de desempenho físico relacionam-se com maior faixa etária, mais doenças e menos independência funcional. Além disso, ter sofrido quedas recorrentes relaciona-se com mais doenças, menos força muscular e menos independência funcional na tarefa de controle de fezes.<hr/>OBJECTIVES: The aim of this study was to determine the relationship between sociodemographic, clinical, physical and functional data according to physical performance and number of falls among older fallers. METHODS: Cross-sectional study carried out among 72 older adults (76.3 ±8.3 years) with a history of falls in the past year, 65.3% of which were women. The participants received care at the geriatric outpatient clinic of a university hospital in Campinas, SP. They were divided into the following groups: worst physical performance (WPP) and best physical performance (BPP), one-time fallers (1F) and frequent fallers (2F). Sociodemographic, clinical, physical and functional characteristics were considered as independent variables. Comparison analysis between the groups was conducted. RESULTS: The WPP group was older and had a higher number of illnesses and less independence in most motor dimension tasks compared to the BPP group. The 2F group had a higher number of illnesses, less handgrip strength and less independence in the bowel management task in the motor dimension of the Functional Independence Measure (FIM) compared to the 1F group. CONCLUSIONS: Among older adults fallers, poor physical performance is associated with more advanced age, more illnesses and less functional independence. Moreover, recurrent falls are associated with more illnesses, less muscle strength and less functional independence in the bowel management task. <![CDATA[<b>Contralateral force irradiation for the activation of tibialis anterior muscle in carriers of Charcot-Marie-Tooth disease</b>: <b>effect of PNF intervention program</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Avaliar a resposta do músculo tibial anterior (TA) após um protocolo de cinco semanas com irradiação contralateral de força através de diagonais de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) em pacientes com polineuropatia desmielinizante associada à doença de Charcot-Marie-Tooth do tipo 1A (CMT-1A). MÉTODOS: Participaram deste estudo 12 pacientes, de ambos os sexos. Eles foram tratados em uma frequência de duas vezes por semana, durante cinco semanas. Em cada sessão, foram utilizadas as diagonais de Chopping, extensão-adução com rotação interna (EARI) e flexão-abdução com rotação interna (FARI). As diagonais foram repetidas quatro vezes, em ambos os membros superiores e inferiores; cada diagonal tinha duração média de 6 segundos. Durante as execuções, a resposta muscular do TA foi registrada por um eletromiógrafo de superfície, desprezando-se os 2 segundos iniciais e finais de cada diagonal. A média dos valores de Root Mean Square (RMS) das quatro repetições foi normalizada em porcentagem. Os dados iniciais e finais foram submetidos ao teste em t para amostras pareadas com valores de p significativos <0,05. RESULTADOS: A irradiação de força contralateral, através da diagonal de Chopping à direita e à esquerda, aumentou os valores de RMS em porcentagem do músculo TA na última sessão quando comparados com os valores da primeira sessão (t=-3,94) e (t=-3,87), respectivamente. Na mesma direção, a diagonal EARI aumentou os valores de RMS em porcentagem do músculo TA na última sessão quando comparados com os valores da primeira sessão (t=-3,3) e (t=-4,58), respectivamente. A única diagonal que não produziu valores maiores de irradiação de força contralateral nos músculos TA direito e esquerdo foi a diagonal FARI (t=-2,31) e (t=-1,55). CONCLUSÃO: Esses resultados podem justificar a utilização de um programa de tratamento através de diagonais de FNP em portadores de CMT-1A que possuam dificuldades na ativação do músculo TA.<hr/>OBJECTIVE: To evaluate the response of the tibialis anterior (TA) muscle following a five-week protocol with contralateral irradiation force through Proprioceptive Neuromuscular Facilitation (PNF) diagonals in patients with demyelinating polyneuropathy associated with Charcot-Marie-Tooth disease type 1A (CMT-1A). METHODS: The study included 12 patients of both sexes. They were treated twice-weekly for 5 weeks. At each session, they performed the following diagonal patterns: chopping, extension-adduction with internal rotation (EAIR) and flexion-abduction with internal rotation (FAIR). The diagonals were repeated four times, in both upper and lower limbs, with each repetition lasting six seconds on average. During execution, the response of the TA muscle was recorded by a surface electromyograph disregarding the initial and final two seconds of each diagonal. The mean RMS values of the four repetitions were normalized in percentage. The initial and final data were analyzed through the t test for paired samples with significant p-values <0.05. RESULTS: The contralateral force irradiation with the chopping diagonal to the left and to the right increased the percentage RMS values of the TA muscle in the last session when compared with the values of the first session (t=-3.94 and t=-3.87, respectively). Similarly, the EAIR diagonal increased the percentage RMS values of the TA muscle in the last session when compared with the values of the first session (t=-3.3 and t=-4.58, respectively). The only diagonal that did not produce higher values of contralateral force irradiation in the TA muscle, left and right, was the FAIR (t=-2.31 and t=-1.55). CONCLUSION: These results may justify the use of a treatment program with PNF diagonals in patients with CMT-1A who have difficulty activating the TA muscle. <![CDATA[<b>Association between visual deficit and clinical-functional characteristics among community-dwelling older adults</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Identificar os fatores funcionais associados com o déficit visual em idosos da comunidade. MÉTODOS: Foram avaliados 96 idosos quanto à acuidade visual por meio da tabela direcional de Snellen e categorizados em relação à baixa visão (acuidade visual <0,3) e visão normal (acuidade visual >0,3). Os fatores funcionais analisados foram: número de quedas, presença de doenças visuais, saúde mental, pela Geriatric Depression Scale (GDS), funcionalidade nas atividades diárias pelo Brazilian OARS Multidimensional Functional Assessment Questionnaire (BOMFAQ) e a mobilidade funcional pelo Timed Up & Go Test (TUG). A análise inferencial foi realizada por meio dos testes Qui-Quadrado, Mann-Whitney e Coeficiente de Correlação de Spearman, considerando α=0,05. RESULTADOS: Apresentaram baixa visão 17,7% (n=17) dos idosos. Em relação aos idosos com visão normal, os idosos com baixa visão apresentaram idade mais avançada (p<0,001), maior número de doenças de olho e anexos (p=0,023), maiores pontuações para humor deprimido (p=0,002), pior equilíbrio no TUG (p=0,003) e maior número de atividades instrumentais de vida diária comprometidas (p=0,009). Na análise de correlação, quanto menor a acuidade visual, maior a idade, o número de quedas, o número de atividades comprometidas e o tempo no TUG. CONCLUSÕES: Os idosos com déficit visual desta amostra exibiram maior comprometimento funcional. Os dados deste estudo contribuem para a elaboração de uma avaliação fisioterapêutica voltada aos aspectos que possam identificar as limitações funcionais dos idosos com déficit visual e, consequentemente, estabelecer um plano terapêutico mais direcionado a sanar as dificuldades no cotidiano desses idosos.<hr/>OBJECTIVE: To identify functional factors associated with visual deficits among community-dwelling older adults. METHODS: Ninety-six older adults were assessed for visual acuity by means of the Snellen Eye Chart and categorized as low vision (visual acuity < 0.3) or normal vision (visual acuity >0.3). The functional factors analyzed were the number of falls, presence of eye diseases, mental health according to the Geriatric Depression Scale (GDS), functional status in daily activities according to the Brazilian OARS Multidimensional Functional Assessment Questionnaire (BOMFAQ) and functional mobility according to the Timed Up & Go Test (TUG). Inferential analysis was performed using the chi-square test, Mann-Whitney test and Spearman correlation coefficient, taking α=0.05. RESULTS: Low vision was found in 17.7% (n=17) of the older adults. Compared to the older adults with normal vision, those with low vision had more advanced age (p<0.001) and more eye and adnexa diseases (p=0.023), higher scores for depressed mood (p=0.002), worse balance in the TUG (p=0.003) and higher numbers of impaired instrumental activities of daily living (p=0.009). Lower visual acuity was correlated with more advanced age, greater number of falls, greater number of impaired activities and longer time spent on the TUG. CONCLUSIONS: The visually impaired older adults in this sample showed greater functional impairment. The data from the present study will contribute to the development of physical therapy assessments that can identify functional limitations among visually impaired older adults and thus establish a better therapeutic plan for resolving the daily difficulties of these individuals. <![CDATA[<b>Performance of hemiplegic patients in 180º turns in the direction of the paretic and non-paretic sides before and after a training program</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552009000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Investigar o desempenho de hemiplégicos no giro de 180º antes e após um programa de treinamento, o qual foi eficaz na melhora do desempenho de outras atividades funcionais, considerando o efeito do lado em direção ao qual o giro foi realizado. MÉTODOS: Trinta hemiplégicos crônicos (17 homens/13 mulheres; 56,36±10,86 anos) participaram de um programa de treinamento (atividades aeróbicas e de fortalecimento muscular) e foram avaliados pré/pós intervenção pelo teste Step Quick Turn (STQ/Balance Master®), que envolve a atividade de giro de 180º durante a atividade de marcha. Também avaliou-se a velocidade da marcha e a habilidade para subir escadas. ANOVA mista com medidas repetidas (2x2) foi utilizada para comparação entre a direção de giro (lado parético e não parético) e as avaliações pré e pós-intervenção. Testes-t pareados foram utilizados para investigar o impacto do treinamento na velocidade da marcha e habilidade para subir escadas (a=0,05). ANOVA mista com medidas repetidas (2x2) foi utilizada para verificar efeitos principais e de interação entre o lado em direção ao qual o giro foi realizado e as avaliações pré/pós intervenção e testes-t pareados para investigar o impacto do treinamento na velocidade da marcha e habilidade para subir escadas (α=0,05). RESULTADOS: Não houve diferença significativa para nenhuma das variáveis do SQT quando se considerou o lado de realização do giro (0,23<p<0,81; 0,06<F<1,48). Entretanto, houve melhora significativa no tempo para realizar o giro (p=0,01; F=6,90), independente do lado em que o mesmo foi realizado (p=0,56; F=0,34), na velocidade da marcha e na habilidade para subir escadas (p<0,001). CONCLUSÕES: O programa de treinamento, eficaz na melhora da velocidade da marcha e na habilidade para subir escadas, foi eficaz também na melhora do tempo de execução do giro, independente do lado para o qual o mesmo foi realizado: o giro em direção ao lado parético foi semelhante ao giro para o lado não parético.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the performance of hemiplegic patients in 180° turns before and after a training program which is effective in improving other functional tasks, considering the effect of the turning direction. METHODS: Thirty chronic hemiplegics (17 men and 13 women; 56.36±10.86 years) participated in a training program (aerobic activities and muscular strengthening) and were evaluated before and after the intervention by means of the Step/Quick Turn (SQT; Balance Master®), which involves a 180° turn during gait. Gait velocity and stair climbing ability were also evaluated. Mixed repeated-measures ANOVA (2x2) was used to compare the turning direction (paretic and non-paretic) and the pre- and post-intervention evaluations. Paired t tests were used to investigate the impact of the training program on gait velocity and stair climbing ability (α=0.05). RESULTS: No significant differences were found in any of the SQT variables when considering the turning direction (0.23<p<0.81; 0.06<F<1.48). However, there was a significant improvement in the time taken to execute the turn (p=0.01; F=6.90), regardless of the turning direction (p=0.56; F=0.34), in gait velocity and in stair climbing ability (p<0.001). CONCLUSIONS: The training program, which is effective in improving gait velocity and stair climbing ability, was also effective in reducing turn execution times regardless of turning direction: turns in the direction of the paretic side were similar to turns in the direction of the non-paretic side.