Scielo RSS <![CDATA[Brazilian Journal of Physical Therapy]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1413-355520120005&lang=en vol. 16 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Relationship between joint passive stiffness and hip lateral rotator concentric torque</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTUALIZAÇÃO: Rigidez passiva adequada do quadril pode impedir movimentos excessivos dos membros inferiores no plano transverso durante a realização de atividades funcionais. O fortalecimento muscular dos rotadores laterais do quadril poderia ser utilizado na tentativa de aumentar a rigidez dessa articulação. No entanto, a relação entre rigidez passiva e força dos músculos do quadril não está documentada na literatura. OBJETIVO: Investigar a associação entre rigidez passiva do quadril durante o movimento de rotação medial e torque concêntrico dos rotadores laterais dessa articulação em indivíduos saudáveis. MÉTODO: Foram avaliados 26 indivíduos com média de idade de 24,42±2,77 anos. Para quantificação da rigidez passiva do quadril, o torque passivo de resistência durante a rotação medial dessa articulação foi mensurado por um dinamômetro isocinético. A rigidez foi determinada como a inclinação média da curva de torque passivo obtida nos primeiros 20° do movimento. Eletromiografia foi utilizada para verificar o repouso dos músculos do quadril durante esse procedimento. O dinamômetro isocinético também foi utilizado para avaliação do pico de torque e trabalho máximo dos rotadores laterais do quadril em uma amplitude de 55° de rotação. RESULTADOS: Regressões lineares demonstraram coeficientes de correlação r=0,70 (R²=0,50/p<0,001) e r=0,77 (R²=0,59/p<0,001) entre rigidez do quadril e as medidas de pico de torque e trabalho muscular dos rotadores laterais, respectivamente. CONCLUSÕES: Existe associação de moderada a boa entre rigidez passiva do quadril e torque concêntrico dos rotadores laterais dessa articulação. A associação demonstrada sugere que o fortalecimento dos rotadores laterais pode ser eficaz em aumentar a rigidez do quadril.<hr/>BACKGROUND: Adequate passive stiffness of the hip joint can prevent the occurrence of excessive transverse plane lower limb movement during functional activities. Strength training of the hip lateral rotator muscles can be used to increase the stiffness of this joint. However, the relationship between hip joint passive stiffness and muscle strength remains undocumented in the literature. OBJECTIVE: To investigate the association between hip passive stiffness measured during medial rotation and hip lateral rotator concentric torque in healthy young adults. METHOD: Twenty-six individuals with mean age of 24.42±2.77 years participated in the present study. To quantify hip stiffness, the passive resistance torque during medial rotation was measured using an isokinetic dynamometer. Stiffness was determined by the mean slope of the passive torque curve obtained in the first 20° of motion. Electromyography was used to ensure inactivity of the hip muscles during this procedure. The isokinetic dynamometer was also used for assessment of hip lateral rotator peak torque and work in a range of motion of 55° of rotation. RESULTS: Linear regressions demonstrated correlation coefficients of r=0.70 (R²=0.50/p<0.001) and r=0.77 (R²=0.59/p<0.001) between hip passive stiffness and the measures of lateral rotator peak torque and work, respectively. Conclusions: There is a moderate to good association between hip passive stiffness and lateral rotator concentric torque. This association suggests that lateral rotator strength training can increase hip stiffness. <![CDATA[<b>Distribution of physical therapists working on public and private establishments in different levels of complexity of health care in Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: The Brazilian Health System is organized on a regional and hierarchical form with three levels of complexity of health care. The Primary Care represents the first element of a continuing health care process, complemented by specialized actions. However, the centrality of the specialized care is still a problem in Brazil, especially in the private sector. Studies on the distribution of professionals in the health system allowing the formulation of appropriate policies are needed. OBJECTIVES: To investigate the distribution of physical therapists in the levels of complexity of health care and between public and private establishments, according to data from the National Register of Health Service Providers (NRHSP). METHOD: A descriptive cross-sectional study was performed considering NRHSP-national bank data collected in March 2010 and demographic census 2010 data. Data were analyzed through descriptive statistics techniques. RESULTS: We identified 53,181 registries of physical therapists, 60% linked to the private sector. Only 13% of all entries were linked to primary care. The predominance in specialized care occurred in the public sector (65%) and private sector (100%). The specialized establishments of private sector linked to the southeast region (16,043) were the main sites of physical therapists. Only the public sector in the south had a majority in the Primary Care. When considering the sizes of the cities, there is focus on specialist care in bigger cities. CONCLUSIONS: This study identified the concentration of physical therapists in the specialized care, mostly in metropolis and big cities and in the private sector, with restricted to participation in the primary care.<hr/>CONTEXTUALIZAÇÃO: O Sistema Único de Saúde (SUS) é organizado de forma regionalizada e hierarquizada, apresentando três níveis de complexidade de atenção à saúde. A atenção primária à saúde (APS) representa o primeiro elemento de um continuado processo de assistência à saúde, sendo complementada pelas ações especializadas. No entanto, a centralidade na atenção especializada ainda é uma realidade no país, principalmente no setor privado. Estudos sobre a distribuição das profissões no sistema de saúde permitem a formulação de políticas adequadas que fortaleçam a APS. OBJETIVOS: Investigar a distribuição dos fisioterapeutas nos níveis de complexidade de atenção à saúde e entre os estabelecimentos públicos e privados de acordo com dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). MÉTODO: Foi realizado um estudo transversal descritivo. Os dados foram coletados no banco nacional do CNES, em março de 2010, sendo analisados por técnicas estatísticas descritivas. RESULTADOS: Foram identificados 53.181 cadastros de fisioterapeutas, com 60% vinculados ao setor privado. Apenas 13% de todos os cadastros estiveram vinculados à APS. A predominância na atenção especializada ocorreu no setor público (65%) e privado (aproximadamente 100%), sendo o maior número de profissionais vinculados a estabelecimentos privados especializados da região Sudeste (16.043). Apenas o setor público da região Sul apresentou maioria na APS. Quando considerados os portes dos municípios, verifica-se concentração na atenção especializada em municípios de maior porte. CONCLUSÃO: Este estudo identificou concentração de fisioterapeutas na atenção especializada, majoritariamente em municípios de maior porte populacional e no setor privado, sendo ainda restrita a participação na APS. <![CDATA[<b>Heart rate assessment during maximal static expiratory pressure and Valsalva maneuver in healthy young men</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTUALIZAÇÃO: A medida de pressão expiratória máxima (PEmáx) possui algumas contraindicações, pois acredita-se que as respostas obtidas nessa medida são similares às respostas encontradas na manobra de Valsalva (MV). OBJETIVOS: O objetivo principal é avaliar a resposta da frequência cardíaca (FC) durante a medida da PEmáx e da MV em jovens saudáveis, em diferentes posturas, para identificar se e em qual condição a PEmáx reproduz as respostas obtidas na MV e, adicionalmente, estimar o trabalho realizado nas manobras. MÉTODO: Doze jovens saudáveis foram avaliados, orientados e familiarizados com as manobras. A MV foi composta por um esforço expiratório (40 mmHg) durante 15 segundos contra um manômetro. A PEmáx foi executada segundo a American Thoracic Society. Ambas as medidas foram realizadas nas posturas supino e sentado. Para a análise da variação da frequência cardíaca (∆FC), índice de Valsalva (IV), índice da PEmáx (IPEmáx) e o trabalho estimado das manobras (Wtotal, Wisotime, Wtotal/∆FCtotal e Wisotime/∆FCisotime ), utilizou-se ANOVA two-way com post-hoc de Holm-Sidak (p<0,05). RESULTADOS: A ∆FC durante as manobras não foi influenciada pelas posturas; entretanto, durante a MV, a ∆FC e os valores do IV foram maiores (supino: 47±9 bpm, 2,3±0,2; sentado: 41±10 bpm, 2,0±0,2, respectivamente) do que a ∆FC e os valores de IPEmáx observados durante a PEmáx (supino: 23±8 bpm, 1,5±0,2; sentado 24±8 bpm, 1,6±0,3, respectivamente) (p<0,001). Os trabalhos estimados das manobras foram estatisticamente diferentes (p<0,001) entre elas, exceto para o Wtotal/∆FC. CONCLUSÕES: Nas condições estudadas, a PEmáx não reproduz as respostas da FC observadas durante a MV em jovens saudáveis.<hr/>BACKGROUND: The measure of the maximal expiratory pressure (MEP) has some contraindications, as it is believed that the responses obtained in this measure are similar to the Valsalva maneuver (VM). OBJECTIVE: The main purpose of this study was to evaluate the heart rate responses (HR) during the MEP and the VM measures in healthy young men into different postures aiming to identify whether and in which situation the MEP reproduces the responses obtained in the VM. Additionally we aim to estimate the workload realized during the maneuvers. METHOD: Twelve healthy young men were evaluated, instructed and familiarized with the maneuvers. The VM was characterized by an expiratory effort (40 mmHg) against a manometer for 15 seconds. The MEP measure has been performed according to the American Thoracic Society. Both measures were performed at sitting and supine positions. ANOVA two-way with Holm-Sidak post-hoc test (p<0.05) was used to analyse the heart rate variation (∆HR); Valsalva index (VI); MEP index (MEPI), and the estimated workload of the maneuvers (Wtotal, Wisotime, Wtotal/∆HRtotal and Wisotime/∆HRisotime ). RESULTS: The ∆HR during the maneuvers was not influenced by the supine and sitting positions. However, the ∆HR during the VM and VI were higher (supine: 47±9 bpm, 2.3±0.2; sitting: 41±10 bpm, 2.0±0.2, respectively) than ∆HR during the MEP and MEPI values (supine: 23±8 bpm, 1.5±0.2; sitting 24±8 bpm, 1.6±0.3, respectively) (p<0.001). The estimated workload of the maneuvers was statistically different (p<0.001) between the maneuvers, except to Wtotal/∆HR. Conclusions: In the studied conditions the MEP does not reproduces the HR response observed in the VM in healthy young men. <![CDATA[<b>Low pressure support changes the rapid shallow breathing index (RSBI) in critically ill patients on mechanical ventilation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: The rapid shallow breathing index (RSBI) is the most widely used index within intensive care units as a predictor of the outcome of weaning, but differences in measurement techniques have generated doubts about its predictive value. OBJECTIVE: To investigate the influence of low levels of pressure support (PS) on the RSBI value of ill patients. METHOD: Prospective study including 30 patients on mechanical ventilation (MV) for 72 hours or more, ready for extubation. Prior to extubation, the RSBI was measured with the patient connected to the ventilator (DragerTM Evita XL) and receiving pressure support ventilation (PSV) and 5 cmH2O of positive end expiratory pressure or PEEP (RSBI_MIN) and then disconnected from the VM and connected to a Wright spirometer in which respiratory rate and exhaled tidal volume were recorded for 1 min (RSBI_ESP). Patients were divided into groups according to the outcome: successful extubation group (SG) and failed extubation group (FG). RESULTS: Of the 30 patients, 11 (37%) failed the extubation process. In the within-group comparison (RSBI_MIN versus RSBI_ESP), the values for RSBI_MIN were lower in both groups: SG (34.79±4.67 and 60.95±24.64) and FG (38.64±12.31 and 80.09±20.71; p<0.05). In the between-group comparison, there was no difference in RSBI_MIN (34.79±14.67 and 38.64±12.31), however RSBI_ESP was higher in patients with extubation failure: SG (60.95±24.64) and FG (80.09±20.71; p<0.05). CONCLUSIONS: In critically ill patients on MV for more than 72h, low levels of PS overestimate the RSBI, and the index needs to be measured with the patient breathing spontaneously without the aid of pressure support.<hr/>CONTEXTUALIZAÇÃO: O índice de respiração rápida e superficial (IRRS) tem sido o mais utilizado dentro das unidades de terapia intensiva (UTIs) como preditor do resultado do desmame, porém diferenças no método de obtenção têm gerado dúvidas quanto a seu valor preditivo. OBJETIVO: Verificar a influência de baixos níveis de pressão de suporte (PS) no valor do IRRS em pacientes graves. MÉTODO: Estudo prospectivo, incluindo 30 pacientes sob ventilação mecânica (VM) por 72 horas ou mais, prontos para extubação. Anteriormente à extubação, o IRRS foi obtido com o paciente conectado ao ventilador Evita-XL da DragerTM recebendo pressão de suporte ventilatório (PSV) e PEEP=5 cmH2O (IRRS_MIN) e, logo após, desconectado da VM e conectado a um ventilômetro de WrightTM, onde sua frequência respiratória e o volume corrente exalado eram registrados durante 1 minuto (IRRS_ESP). Os pacientes foram divididos de acordo com o desfecho em grupo sucesso extubação (GS) e grupo insucesso extubação (GI). RESULTADOS: Dos 30 pacientes, 11 (37%) falharam no processo de extubação. Na comparação intragrupos (IRRS_MIN x IRRS_ESP), os valores foram menores para o IRRS_MIN em ambos os grupos: GS (34,79±4,67 e 60,95±24,64) e GI (38,64±12,31 e 80,09±20,71) (p<0,05). Na comparação intergrupos não houve diferença entre IRRS_MIN (34,79±14,67 e 38,64±12,31), por outro lado, IRRS_ESP foi maior nos pacientes com falha na extubação: GS (60,95±24,64) e GI (80,09±20,71) (p<0,05). CONCLUSÃO: Em pacientes graves e sob VM acima de 72 horas, níveis mínimos de PS superestimam o IRRS, sendo necessária sua obtenção com o paciente respirando de forma espontânea sem o auxílio de PS. <![CDATA[<b>Breathing exercises in upper abdominal surgery</b>: <b>a systematic review and meta-analysis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: There is currently no consensus on the indication and benefits of breathing exercises for the prevention of postoperative pulmonary complications PPCs and for the recovery of pulmonary mechanics. OBJECTIVE: To undertake a systematic review of randomized and quasi-randomized studies that assessed the effects of breathing exercises on the recovery of pulmonary function and prevention of PCCs after upper abdominal surgery UAS. METHOD: Search Strategy: We searched the Physiotherapy Evidence Database PEDro, Scientific Electronic Library Online SciELO, MEDLINE, and Cochrane Central Register of Controlled Trials. Selection Criteria: We included randomized controlled trials and quasi-randomized controlled trials on pre- and postoperative UAS patients, in which the primary intervention was breathing exercises without the use of incentive inspirometers. Data Collection and Analysis: The methodological quality of the studies was rated according to the PEDro scale. Data on maximal respiratory pressures MIP and MEP, spirometry, diaphragm mobility, and postoperative complications were extracted and analyzed. Data were pooled in fixed-effect meta-analysis whenever possible. RESULTS: Six studies were used for analysis. Two meta-analyses including 66 participants each showed that, on the first day post-operative, the breathing exercises were likely to have induced MEP and MIP improvement treatment effects of 11.44 mmH2O (95%CI 0.88 to 22) and 11.78 mmH2O (95%CI 2.47 to 21.09), respectively. CONCLUSION: Breathing exercises are likely to have a beneficial effect on respiratory muscle strength in patients submitted to UAS, however the lack of good quality studies hinders a clear conclusion on the subject. <![CDATA[<b>Effects of manual chest compression and descompression maneuver on lung volumes, capnography and pulse oximetry in patients receiving mechanical ventilation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJECTIVES: The aims of this study were to evaluate whether there are changes in lung volumes, capnography, pulse oximetry and hemodynamic parameters associated with manual chest compression-decompression maneuver (MCCD) in patients undergoing mechanical ventilation (MV). Method: A prospective study of 65 patients undergoing to MV after 24 hours. All patients received bronchial hygiene maneuvers and after 30 minutes they were submitted to ten repetitions of the MCCD during 10 consecutive respiratory cycles in the right hemithorax and than in the left hemithorax. The data were collected before the application of the maneuver and after 1, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 and 40 minutes following application of the maneuver. RESULTS: There were statistical significant (p<0.0001) improvements in the following parameters after MCCD maneuver during all phases of data collection until 40 minutes: inspiratory tidal volume (baseline: 458.2±132.1 ml; post 1 min: 557.3±139.1; post 40 min: 574.4±151), minute volume (baseline: 7.0±2.7 L/min; post 1 min: 8.7±3.3; post 40 min: 8.8±3.8), and pulse oximetry (baseline: 97.4±2.2%; post 1 min: 97.9±1,8; post 40 min: 98.2±1.6; p<0.05). There was a reduction in CO2 expired (baseline: 35.1±9.0 mmHg; post 1 min: 31.5±8.2; post 40 min: 31.5±8.29; p<0.0001). There was no statically significant changes in heart rate (baseline: 94.5±20.5 mmHg; post 1 min: 94.7±20.5; post 40 min: 94.92±20.20; p=1) and mean arterial pressure (baseline: 91.2±19.1 bpm; post 1 min: 89.5±17.7; post 40 min: 89.01±16.88; p=0.99). The variables were presented in terms of means and standard deviations. CONCLUSION: The MCCD maneuver had positive effects by increasing lung volume and pulse oximetry and reducing CO2 expired, without promoting hemodynamic changes in patients undergoing mechanical ventilation.<hr/>OBJETIVOS: Avaliar a presença de alterações nos volumes pulmonares, oximetria de pulso, capnografia e alterações hemodinâmicas associadas à intervenção da manobra de compressão e descompressão torácica (MCDT) nos pacientes submetidos à ventilação mecânica (VM). Método: Tratou-se de um estudo prospectivo em que foram incluídos 65 pacientes em VM há mais de 24 horas. O protocolo consistiu na aplicação de manobras de higiene brônquica e, após 30 minutos, os pacientes eram submetidos a dez repetições da MCDT em dez respirações consecutivas no hemitórax direito e, posteriormente, no hemitórax esquerdo, coletando os dados antes e após a aplicação da manobra nos tempos 1, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35 e 40 minutos. RESULTADOS: Constatou-se aumento significante (p<0,001) do volume corrente inspiratório (pré: 458,2±132,1 ml; pós 1 minuto: 557,3±139,1; pós 40 minutos: 574,4±151), volume minuto corrente (pré: 7,0±2,7 L/min; pós 1 minuto: 8,7±3,3; pós 40 minutos: 8,8±3,8) e oximetria de pulso (pré: 97,4±2,2%; pós 1 minuto: 97,9±1,8; pós 40 minutos: 98,2±1,6; p<0,05). Ocorreu redução no CO2 expirado (pré: 35,1±9,0 mmHg; pós 1 minuto: 31,5±8,2; pós 40 minutos: 31,5±8,29; p<0.0001). Não houve alteração significante da frequência cardíaca (pré: 94,5±20,5 mmHg; pós 1 minuto: 94,7±20,5 e pós 40 minutos: 94,9±20,2; p=1) e pressão arterial média (pré: 91,2±19,1 bpm; pós 1 minuto: 89,5±17,7 e pós 40 minutos: 89,0±16,8; p=0,99). As variáveis foram expressas em média e desvio-padrão. CONCLUSÃO: A MCDT possibilita a otimização dos volumes pulmonares, da oximetria de pulso e a redução do CO2 expirado sem promover alterações hemodinâmicas significantes nos pacientes submetidos à ventilação mecânica. <![CDATA[<b>Cardiopulmonary exercise testing in the early-phase of myocardial infarction</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJECTIVE: To evaluate and to compare the cardiorespiratory and metabolic variables at the ventilatory anaerobic threshold level (AT) and at submaximal cardiopulmonary exercise testing (CPET) in both, healthy volunteers and in patients in the early phase after acute myocardial infarction (AMI). METHOD: Twenty-six volunteers underwent a submaximal or symptom-limited cardiopulmonary exercise testing (CPET) on a cycle ergometer and were divided into AMI group (AMIG=12, 56.33±8.65 years) and healthy group (CG=14, 53.33±3.28 years). The primary outcome measures were the cardiorespiratory and metabolic variables obtained at the peak workload and at the AT of the CPET. Statistical test: independent Student's t-test, α=5%. RESULTS: The AMIG presented lower values at the AT and the peak workload of the CPET compered to the CG: power in watts (91.06±30.10 and 64.88±19.92; 154.93±34.65 and 120.40±29.60); VO2 mL.kg-1.min-1 (17.26±2.71 and 12.19±2.51; 25.39±5.73 and 19.41±5.63); VCO2 L/min-1 (1.43±0.31 and 0.93±0.23; 2.07±0.43 and 1.42±0.36), VO2 L/min-1 (1.33±0.32 and 1.00±0.23; 1.97±0.39 and 1.49±0.36); VE L/min-1 (42.13±8.32 and 27.51±5.86; 63.07±20.83 and 40.82±11.96); HR (bpm) (122.96±14.02 and 103.46±13.38; 149.67±13.77 and 127.60±10.04), double product (DP) (bpm.mmHg.min-1) (21835.86±3245.93 and 17333.25±2716.51; 27302.33±3053.08 and 21864.00±2051.48), respectively. The variable oxygen uptake efficiency slope (OUES L/min) was lower in the AMIG (1.79±0.51) than the CG (2.26±0.37). The AMIG presented neither ECG alterations nor symptoms that limited the CPET. CONCLUSION: The results suggest that patients with AMI Killip class I presented lower functional capacity and DP compared to the CG without presenting ischemic alterations. Thus, the study suggests that submaximal CPET can be applied at an early stage to evaluate cardiorespiratory status since it is both safe and highly sensitive to detect changes.<hr/>OBJETIVO: Avaliar e comparar as variáveis cardiorrespiratórias e metabólicas no nível do limiar de anaerobiose ventilatório (LAV) e no pico do teste de exercício cardiopulmonar (TECP) submáximo em voluntários saudáveis e em pacientes na fase precoce após o infarto agudo do miocárdio (IAM). MÉTODO: Vinte e seis voluntários realizaram TECP submáximo ou sintoma limitante em cicloergômetro e foram divididos em grupo IAM (G-IAM=12, 56,33±8,65 anos) e grupo saudável (GC=14, 53,33±3,28 anos). As medidas dos desfechos principais foram as variáveis cardiorrespiratórias e metabólicas obtidas no pico e no LAV do TECP. Teste estatístico: t-Student não pareado, α=5%. RESULTADOS: O G-IAM apresentou menores valores no LAV e no pico do TECP que o GC (p<0,05): potência em Watts (91,06±30,10 e 64,88±19,92; 154,93±34,65 e 120,40±29,60); VO2mL.kg-1.min-1 (17,26±2,71 e 12,19±2,51; 25,39±5,73 e 19,41±5,63); VCO2L/min-1 (1,43±0,31 e 0,93±0,23; 2,07±0,43 e 1,42±0,36), VO2L/min-1 (1,33±0,32 e 1,00±0,23; 1,97±0,39 e 1,49±0,36); VEL/min-1 (42,13±8,32 e 27,51±5,86; 63,07±20,83 e 40,82±11,96); FC (bpm) (122,96±14,02 e 103,46±13,38; 149,67±13,77 e 127,60±10,04); duplo produto (DP) (bpm.mmHg.min-1) (21835,86±3245,93 e 17333,25±2716,51; 27302,33±3053,08 e 21864,00±2051,48), respectivamente. A variável Oxygen Uptake Efficiency Slope (OUES L/min) do G-IAM foi 1,79±0,51 e do GC 2,26±0,37, p<0.05. O G-IAM não apresentou alterações eletrocardiográficas ou sintomas que limitassem o TECP. CONCLUSÃO: Os resultados mostram que os pacientes com IAM Killip I apresentaram menor capacidade funcional e DP em relação ao GC, sem apresentar alterações isquêmicas. Assim, o estudo sugere que o TECP submáximo pode ser aplicado precocemente para a avaliação cardiorrespiratória por apresentar alta sensibilidade para detectar alterações de forma segura. <![CDATA[<b>Accuracy of Timed Up and Go Test for screening risk of falls among community-dwelling elderly</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJECTIVE: To determine the accuracy of the Timed Up and Go Test (TUGT) for screening the risk of falls among community-dwelling elderly individuals. METHOD: This is a prospective cohort study with a randomly by lots without reposition sample stratified by proportional partition in relation to gender involving 63 community-dwelling elderly individuals. Elderly individuals who reported having Parkinson's disease, a history of transitory ischemic attack, stroke and with a Mini Mental State Exam lower than the expected for the education level, were on a wheelchair and that reported a single fall in the previous six months were excluded. The TUGT, a mobility test, was the measure of interested and the occurrence of falls was the outcome. The performance of basic activities of daily living (ADL) and instrumental activities of daily living (IADL) was determined through the Older American Resources and Services, and the socio-demographic and clinical data were determined through the use of additional questionnaires. Receiver Operating Characteristic Curves were used to analyze the sensitivity and specificity of the TUGT. RESULTS: Elderly individuals who fell had greater difficulties in ADL and IADL (p<0.01) and a slower performance on the TUGT (p=0.02). No differences were found in socio-demographic and clinical characteristics between fallers and non-fallers. Considering the different sensitivity and specificity, the best predictive value for discriminating elderly individuals who fell was 12.47 seconds [(RR=3.2) 95%CI: 1.3-7.7]. CONCLUSIONS: The TUGT proved to be an accurate measure for screening the risk of falls among elderly individuals. Although different from that reported in the international literature, the 12.47 second cutoff point seems to be a better predictive value for Brazilian elderly individuals.<hr/>OBJETIVO: Determinar a acurácia do Timed Up and Go Test (TUGT) para rastrear risco de quedas em idosos da comunidade. MÉTODO: Trata-se de um estudo de coorte prospectivo com amostra sorteada aleatoriamente, sem reposição e estratificada por partilha proporcional em relação ao sexo de 63 idosos da comunidade. Excluíram-se idosos com doença de Parkinson, ataque isquêmico transitório, acidente vascular encefálico, Miniexame do Estado Mental inferior ao considerado normal de acordo com a escolaridade, movimentação exclusiva por cadeira de rodas e relato de uma queda nos seis meses anteriores à primeira entrevista. O TUGT, um teste de mobilidade, foi a medida testada, e o desfecho, a ocorrência de queda. Mensuraram-se atividades básicas (ABVD) e instrumentais de vida diária (AIVD) pela Older American Resources and Services e dados sociodemográficos e clínicos por questionário complementar. Para analisar a sensibilidade e a especificidade do TUGT, utilizou-se a Receiver Operating Characteristic Curves (ROC). RESULTADOS: Os idosos que caíram tinham maior dificuldade na execução de ABVD e AIVD (p<0,01) e desempenho mais lento no TUGT (p=0,02). Quanto às características sociodemográficas e clínicas, não houve diferença entre idosos que caíram e os que não caíram. Considerando as diferentes sensibilidades, especificidades e razões de verossimilhança, o melhor valor preditivo para discriminar idosos que caíram foi 12,47 segundos [(RR=3,2) IC95%: 1,3-7,7]. CONCLUSÃO: O TUGT é acurado para rastrear risco de quedas em idosos. O cut-off de 12,47 segundos, embora diferente da literatura internacional, parece ser um melhor valor preditivo para idosos brasileiros. <![CDATA[<b>Association between sarcopenia, sarcopenic obesity, muscle strength and quality of life variables in elderly women</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a associação entre sarcopenia, obesidade sarcopênica e força muscular com variáveis relacionadas à qualidade de vida em idosas. MÉTODO: A amostra foi composta por 56 voluntárias do sexo feminino que se submeteram à análise de composição corporal (IMC e absortometria de raios-x de dupla energia DXA). A força de preensão palmar (FPP) foi mensurada pelo dinamômetro Jamar. Para análise de qualidade de vida, usou-se o questionário SF-36; para análise estatística, os dados foram apresentados por meio da estatística descritiva e Coeficiente de Correlação de Pearson. O software SPSS, versão 15,0, foi utilizado para realização de todas as análises. RESULTADOS: As idosas apresentaram média de idade de 64,92±5,74 anos. Das 56 voluntárias avaliadas, 19,64% (n=11) foram classificadas com obesidade sarcopênica. Treze voluntárias (23,21%) foram classificadas como sarcopênicas. Os principais achados do presente estudo demonstraram que, embora não fosse encontrada significância estatística entre os parâmetros estudados em idosas classificadas com sarcopenia e obesidade sarcopênica e as dimensões de qualidade de vida, os valores médios foram inferiores nas acometidas. De forma interessante, a variável FPP correlacionou-se positiva e significativamente com todos os domínios do SF-36, com exceção de VIT (p=0,08) e SM (p=0,25). CONCLUSÕES: A FPP é um fator determinante nos aspectos relacionados à qualidade de vida na população estudada. O rastreamento e a identificação de pequenas alterações funcionais por meio de medidas clínicas simples, como a FPP, podem favorecer a intervenção precoce e prevenir incapacidades. Em contraste, sarcopenia e obesidade sarcopênica não foram associadas à qualidade de vida.<hr/>OBJECTIVE: To investigate the association between sarcopenia, sarcopenic obesity and muscle strength and variables related to quality of life in elderly women. METHOD: The sample consisted of 56 female volunteers who underwent body composition analysis (BMI and x-ray absorptiometry dual-energy DXA). Handgrip strength was measured using a Jamar dynamometer. We used the SF-36 health questionnaire to analyze quality of life. The data were analyzed with descriptive statistics and the Pearson correlation coefficient; SPSS 15.0 was used to perform the statistical analysis. RESULTS: The mean age of the subjects was 64.92±5.74 years; of the 56 volunteers evaluated, 19.64% (n=11) were classified as sarcopenic obese and 45 (80.36%) were not. Thirteen volunteers (23.21%) were classified as sarcopenic while 43 (76.78%) were not. Although there were no statistically significant differences between the studied parameters and quality of life among those with sarcopenia or sarcopenic obesity, the values were lower in affected individuals. Interestingly, handgrip strength correlated positively and significantly with all of the SF-36 dimensions except VIT (p=0.08) and SM (p=0.25). Conclusions: Seeing that handgrip strength is a determining factor in quality of life aspects in this population, the screening and identification of small functional changes using simple clinical measures may facilitate early intervention and help prevent disability. In contrast, neither sarcopenia nor sarcopenic obesity were found to be associated with quality of life. <![CDATA[<b>Gait characteristics of younger-old and older-old adults walking overground and on a compliant surface</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Walking across unstable surfaces disturbs normal stability and efficient strategies must be used to avoid falls. This study identified age-related changes in gait during unstable surface walking. METHOD: Eight healthy younger-old adults (YOG, mean age, 68.6 years) and eight healthy older-old adults (OOG, mean age, 82.1 years) were assessed. Both groups performed the Timed Up and Go Test (TUG) and walked on a rigid and on a compliant surface while kinematic data were obtained. RESULTS: The OOG needed more time to complete the TUG test compared to YOG (F1,14=5.18; p=0.04). The gait speed, stride length and vertical displacement of the foot were similar for both groups, but they were slower (F1,14=5.64; p=0.03) when walking on the compliant surface. The knee and hip range of motion on the sagittal plane (F1,14=191.9; p<0.001 and F1,14=36.4, p<0,001, respectively) increased on the complaint surface but no group effect was found. The displacement of upper trunk on the frontal plane was similar between groups (F1,14=2.43; p=0.14) and conditions (F1,14=1.15; p=0.3). The OOG had greater displacement of the pelvic segment on the frontal plane than the YOG (F1,14=4.9; p=0.04) mainly for the complaint surface. CONCLUSIONS: Older-old individuals have slower TUG test and greater displacement of the pelvic segment on a compliant surface. More challenging tasks and/or environment should be used for gait assessment and intervention of older adults with risk of falls.<hr/>CONTEXTUALIZAÇÃO: Caminhar em superfícies instáveis perturba a estabilidade corporal, e estratégias eficientes devem ser utilizadas para evitar quedas. Objetivo: Identificar alterações da marcha relacionadas ao envelhecimento durante a caminhada em superfície instável. MÉTODO: Oito idosos jovens sadios (GIJ, idade média, 68,6 anos) e oito idosos muito idosos sadios (GMI, idade média, 82,1 anos) foram avaliados. Ambos os grupos realizaram o Teste Timed Up and Go (TUG) e andaram sobre uma superfície rígida e uma complacente, enquanto dados cinemáticos foram registrados. RESULTADOS: O GMI levou mais tempo para completar o TUG quando comparado ao GIJ (F1,14=5,18; p=0,04). A velocidade, o comprimento do passo e o deslocamento vertical do pé foram similares entre os grupos, e ambos foram mais lentos (F1,14=5,64; p=0.03) ao andar sobre a superfície complacente. A amplitude de movimento do joelho e do quadril no plano sagital (F1,14=191,9; p<0,001 e F1,14=36,4, p<0,001, respectivamente) aumentaram na superfície complacente, mas nenhuma diferença entre os grupos foi encontrada. O deslocamento do tronco superior no plano frontal foi similar entre os grupos (F1,14=2,43; p=0,14) e condições (F1,14=1,15; p=0,3). O GMI teve maior deslocamento do segmento da pelve no plano frontal do que o GIJ (F1,14=4,9; p=0,04), principalmente na superfície complacente. CONCLUSÃO: Indivíduos muito idosos são mais lentos no TUG e apresentam maior deslocamento do segmento pélvico na superfície complacente. Tarefas e/ou ambientes mais desafiadores deveriam ser usados para avaliação da marcha e intervenção em idosos com risco de quedas. <![CDATA[<b>Concurrent validity of the pressure biofeedback unit and surface electromyography in measuring transversus abdominis muscle activity in patients with chronic nonspecific low back pain</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: The Pressure biofeedback unit (PBU) is an assessment tool used in clinical practice and research aimed to indirectly analyze the transversus abdominis (TrA) muscle activity. The concurrent validity of the PBU in a clinically relevant sample is still unclear. OBJECTIVE: The purpose of this study was to evaluate the concurrent validity and diagnostic accuracy of the PBU in measuring TrA muscle activity in patients with chronic nonspecific low back pain. METHOD: This study was performed using a validation, cross-sectional design. Fifty patients with chronic nonspecific low back pain were recruited for this study. To test the concurrent validity both PBU measures (index test) and superficial electromyographic measures (reference-standard test) were compared and collected by a physical therapist in a series of voluntary contraction maneuvers of TrA muscle. RESULTS: Participants were on average 22 years old, weighed 63.7 kilos, 1.70 meters height and mean low back pain duration was 1.9 years. It was observed a weak and non-significant Phi coefficient (r=0.2, p<0.20). With regards to diagnostic accuracy tests, our results suggest a low sensitivity (60%) and specificity (60%) of the PBU. The positive predictive value was high (0.8) and negative predictive value was low (0.2). Conclusions: Concurrent validity of the PBU in measuring TrA muscle activity in patients with chronic nonspecific low back pain is poor given the low correlation and diagnostic accuracy with superficial EMG.<hr/>CONTEXTUALIZAÇÃO: A Unidade de Biofeedback Pressórico (UBP) é uma ferramenta de avaliação usada na prática clínica e pesquisa científica para analisar indiretamente a atividade muscular do transverso abdominal (TrA). A validade concorrente da UBP em uma amostra clinicamente relevante ainda não está esclarecida. OBJETIVO: Avaliar a validade concorrente e acurácia diagnóstica da UBP em mensurar a atividade muscular do TrA em pacientes com dor lombar crônica inespecífica. MÉTODO: Este estudo foi realizado usando um delineamento de validação. Cinquenta pacientes com dor lombar crônica inespecífica foram recrutados. Para testar a validade concorrente, ambas as medidas pressóricas (teste índice) e eletromiográficas superficiais (teste padrão de referência) foram comparadas e coletadas por um fisioterapeuta a partir de uma manobra de contração voluntária do músculo TrA. RESULTADOS: Os participantes tinham em média 22 anos, 63,7 kg, 1,70 m de altura, e a duração média de dor lombar era de 1,9 ano. Observou-se um coeficiente Phi fraco e não significativo (r=0,2; p<0,20). Com relação aos testes de acurácia diagnóstica, os resultados sugerem uma baixa sensibilidade (60%) e especificidade (60%) da UBP. O valor preditivo positivo foi elevado (0,8), e o valor preditivo negativo foi baixo (0,2). Conclusões: A validade concorrente da UBP em mensurar a atividade muscular do TrA em pacientes com dor lombar crônica inespecífica é pobre, considerando a baixa correlação e acurácia diagnóstica com a EMG de superfície. <![CDATA[<b>Musculoskeletal pain, profile and quality of life of individuals with sickle cell disease</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552012000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Sickle cell disease is a prevalent condition in Brazil. Its clinical presentation includes vascular occlusion that result in ischemia, inflammation, dysfunctions, pain and chronic hemolysis, causing irreversible damage and compromising quality of life. OBJECTIVE: The objectives of this study were to verify the relationship between musculoskeletal pain, from different body parts, with social economic characteristics and quality of life among individuals with sickle cell disease. METHODS: 27 individuals with sickle cell disease were interviewed with the use of a structured questionnaire with questions about personal, social, economic and cultural variables, the Nordic musculoskeletal symptoms questionnaire and the SF-36 Health Survey. Data were analyzed descriptively using frequencies and percentages. The inferential Chi-Square test was used for dichotomous variables and the Student t- test for continuous variables, with a significance of 5%. A logistic regression was performed using all variables that correlated with pain as dependent variables. RESULTS: The mean age was 31.77 years, predominantly male, black, registered active employment, with average education and income up to three minimum wages. The regions most affected by pain were hip/limbs, chest, lower back and arms. Physical Functioning from the SF-36 had the highest score and mental health the lowest score. Musculoskeletal pain was present in the arms, chest and lower back. Social Functioning was not associated with pain, indicating the influence of other factors. Arm pain was more frequent in black individuals and those with low education. CONCLUSION: Body pain was associated with race and education and all pain areas were associated with the physical components of the SF-36. Pain was significantly associated with vitality and mental health components of the SF-36.<hr/>CONTEXTUALIZAÇÃO: As doenças falciformes constituem um grupo frequente no Brasil. Suas alterações ocasionam vaso-oclusão, resultando em isquemia, inflamação, disfunções, dor e hemólise crônica, gerando danos irreversíveis, comprometendo a qualidade de vida. OBJETIVO: Verificar a relação entre a dor osteomuscular, considerando sua localização corporal, e características sociais, econômicas e de qualidade de vida em indivíduos com doença falciforme. MÉTODOS: Foram coletadas informações pessoais, sociais e econômicas, além de dados do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO) e Short Form 36 em 27 indivíduos. Os dados foram analisados descritivamente por meio de frequências e porcentagens. A análise inferencial usou o teste do qui-quadrado (variáveis dicotômicas) e t de Student (variáveis contínuas), com significância de 5%. Análises de regressão logística utilizaram como variáveis dependentes cada uma das que se relacionaram com dor. RESULTADOS: A média de idade foi de 31,77 anos, predominando sexo masculino, negros, emprego ativo, escolaridade média e rendimento inferior a três salários mínimos. Quadril/membros inferiores, região dorsal, lombar e braços foram mais acometidos pela dor. A capacidade funcional apresentou o maior valor, e saúde mental, o menor. Aspectos físicos foram comprometidos pela dor nos braços, coluna dorsal e lombar. Aspectos sociais não se associaram com a dor, indicando influência de outros fatores. A dor nos braços foi mais frequente entre os negros e os com baixa escolaridade. CONCLUSÃO: A dor nas regiões corporais analisadas relacionou-se com a raça e a escolaridade e com todos os domínios referentes ao componente físico do SF-36. Os componentes vitalidade e saúde mental apresentaram associação significativa com a dor.