Scielo RSS <![CDATA[Ambiente & Sociedade]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1414-753X20020001&lang=en vol. num. 10 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Apresentação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Reformulating the commons</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en The western hemisphere is richly endowed with a diversity of natural resource systems that are governed by complex local and national institutional arrangements that have not, until recently, been well understood. While many local communities that possess a high degree of autonomy to govern local resources have been highly successful over long periods of time, others fail to take action to prevent overuse and degradation of forests, inshore fisheries, and other natural resources. The conventional theory used to predict and explain how local users will relate to resources that they share makes a uniform prediction that users themselves will be unable to extricate themselves from the tragedy of the commons. Using this theoretical view of the world, there is no variance in the performance of self-organized groups. In theory, there are no self-organized groups. Empirical evidence tells us, however, that considerable variance in performance exists and many more local users self-organize and are more successful than it is consistent with the conventional theory . Parts of a new theory are presented here.<hr/>O hemisfério ocidental herdou uma rica diversidade de sistemas de recursos naturais governados por acordos institucionais locais e nacionais que, até hoje, não foram bem compreendidos. Entretanto, muitas comunidades locais que possuem um alto grau de autonomia para administrar seus recursos vêm, com o passar dos anos, obtendo muito sucesso. Outras comunidade não agem para prevenir o uso excessivo e a degradação das florestas, dos locais de pesca costeira e de outros recursos naturais. A teoria convencional, empregada para predizer e explicar de que modo os usuários locais vão se relacionar com os recursos que compartilham, faz uma única predição, a de que eles não poderão se liberar da tragédia das comunidades. Segundo esta teoria, não existe uma variação no desempenho dos grupos auto-organizados. Teoricamente, nem existem grupos auto-organizados. Contudo, a evidência empírica mostra que o desempenho das comunidades varia de maneira considerável, e um número cada vez maior de usuários locais têm se auto-organizado e obtido mais sucesso do que a teoria convencional propõe. Apresentamos aqui partes de uma nova teoria. <![CDATA[<b>Brazilian environmental sociology</b>: <b>a provisional review</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en The article aims firstly at the reconstitution and analysis of history within the scope of international environmental sociology situated in the context of contemporary sociology. It also discusses - from the standpoint of literature (Buttel, Dunlap, Hanning, among others) - its theoretical-methodological and institutional aspects as well in order to understand the obstacles encountered to legitimate and consolidate a set of problems which, until recently, were not dealt with by social sciences. Secondly, it analyses the Brazilian case. Environmental sociology in Brazil is strongly influenced by American empirical sociology, the precursor of the institutionalization process for the themes. On the other hand, further analysis of this case is relevant to understand the relationship between the scientific sphere, and the creation of environmental policies and social movements.<hr/>Primeiramente o artigo busca a reconstituição e análise histórica inerente ao escopo da sociologia ambiental internacional no contexto da sociologia contemporânea. Ele também discute - a partir da literatura (Buttel, Dunlap, Hanning, entre outros) - seus aspectos teórico-metodológicos e institucionais de modo a compreender os obstáculos encontrados para se legitimar e consolidar um conjunto de problemas os quais, até recentemente, não eram trabalhados pelas Ciências Sociais. No segundo momento o artigo analisa o caso brasileiro. A sociologia ambiental no Brasil é fortemente influenciada pela sociologia empírica americana, a precursora no processo de institucionalização desses temas. Por outro lado, uma análise posterior sobre esse caso é relevante para se compreender a relação entre a esfera científica, a implementação de políticas ambientais e os movimentos sociais. <![CDATA[<b>Rich nature, poor people? Conceptual and analytical questions on the role of natural resources for contemporary prosperity</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo questionaa tendência atual de se igualar a riqueza de recursos naturais de uma região à prosperidade e ao bem-estar dos seus habitantes. Discute formulações clássicas da "sociologia do desenvolvimento" de Prebisch e Hirschman e os seus desdobramentos nas obras mais recentes de Bunker e Freudenburg. Todos esses autores ressaltam que regiões e atividades intensivas em recursos naturais têm sérias desvantagens desenvolvimentistas quando comparadas a regiões e atividades transformadoras de recursos naturais ou intensivas em tecnologia e informação.<hr/>This article questions the current trend which supposes that the rich natural resource endowment of a region leads to the prosperity or weel-being of its inhabitants. It discusses classic statements by Prebisch and Hirschman as well as more contemporary ones by Bunker and Freudenburg. These authors stress the idea that regions and activities intensive in natural resources have serious developmental handicaps when compared to regions and activities intensive in industrial transformation of natural resources or in technology and information. <![CDATA[<b>Multivariate ordering in ecology and its use for environmental sciences</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Análises multivariadas rotineiras em ecologia podem ser facilmente aplicadas em outras ciências ambientais, oferecendo novas possibilidades de exploração analítica e quantitativa de padrões complexos. Demonstramos isto com um estudo das relações entre variáveis demográficas e de qualidade ambiental nas Bacias dos Rios Piracicaba e Capivari. Vetores demográficos foram identificados com uma análise de coordenadas principais e, em seguida, correlacionados com variáveis de saneamento e de cobertura vegetal. A análise evidenciou a estrutura de correlações entre as variáveis, indicando tanto hipóteses formais sobre as suas causas, como diretrizes práticas de gestão. Análises multivariadas são muito eficazes para a exploração de relações estruturais entre uma grande quantidade de variáveis, sendo uma ferramenta importante em estudos ambientais interdisciplinares.<hr/>Multivariate analyses usual to ecology can be easily applied in other environmental sciences, making available new analytical tools for the quantitative exploration of complex patterns. We exemplify this through a study of the relations among demographic variables and environmental quality in the Piracicaba and Capivari River Basins. Demographic vectors were found by a principal coordinates analysis, and then were correlated with variables of sanitation and of vegetation cover. This analysis revealed the structure of correlations among the variables, suggesting causative hypotheses, as well as practical guidelines in environmental management. Multivariate analyses are very effective in exploring structural links among many variables, which makes them an important tool in interdisciplinary studies on environment. <![CDATA[<b>Political ecology</b>: <b>Guerreiro Ramos and Fritjof Capra</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este ensaio tem por objetivo contribuir com a articulação de um campo de pesquisa trans-disciplinar, a ecologia política, por meio da síntese comparativa de duas obras: A Nova Ciência das Organizações, de Alberto Guerreiro Ramos (1981), e O Ponto de Mutação, de Fritjof Capra (1982). A hipótese central deste trabalho é que os autores, apesar de suas formações acadêmicas muito diferentes, chegaram a resultados muito semelhantes nestas obras, a partir de um mesmo paradigma emergente. Dado o contexto ainda difuso do pensamento ambientalista, estes livros podem ser considerados clássicos da ecologia política.<hr/>The aim of this essay is to contribute with the articulation of a trans-disciplinary research field, political ecology, by means of the comparative synthesis of two works: "The New Science of Organizations" by Alberto Guerreiro Ramos (1981), and "The Mutation Point", by Fritjof Capra (1982). The central hypothesis of this article is that both authors, although with very different academic background, get to very similar conclusions in these two works, under the same emergent paradigm. Given the still diffuse context of environmentalist thought these books may be considered classics of political ecology. <![CDATA[<b>The emergence and outcomes of collective action</b>: <b>an institutional and ecosystem approach</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Participation in collective action is frequently studied through a community-based analysis, with focus on the social features of the participants and on the ecological features of the managed system. This study addresses the importance of scaling down to household level to understand different individual incentives to collaborate (or not) as well as scaling up to the landscape level to evaluate the ecological outcome of the local forms of collective action. A study of a riparian community of 33 households in the Lower Amazon located between two distinct ecosystems -a privately owned upland forest and a communally owned floodplain- reveals that household-based analysis uncovers how heterogeneity within the community leads to different incentives for participation in the communal floodplain, while systemic analysis reveals that interconnection between the managed ecosystem and adjacent ecosystem influences the decisions to participate as well as the ecological outcomes of the collective actions.<hr/>A participação numa ação coletiva é estudada com freqüência por meio de uma análise baseada nas comunidades e enfocada nas características sociais dos participantes e nas características ecológicas do sistema manejado. Este estudo refere-se à importância de se limitar a análise ao nível das famílias para compreender os diferentes incentivos individuais que colaboram (ou não), assim como de se ampliar a análise ao nível da esfera territorial a fim de se avaliar o resultado ecológico das formas locais de ação coletiva. Um estudo feito numa comunidade costeira de 33 famílias na Baixa Amazonia situada entre dois ecosistemas diferentes -uma mata/floresta de propriedade privada situada em terras altas e uma planície pluvial pertencente a uma comunidade- revela que a análise baseada nas famílias mostra que a heterogeneidade dentro da comunidade conduz a diferentes incentivos para participar das atividades na planície pluvial. A análise sistêmica, no entanto, mostra que a interconexão entre o ecosistema manejado e o ecosistema adjacente influi nas decisões para participar assim como nos resultados das ações coletivas. <![CDATA[<b>New concept for quilombo</b>: <b>identity and territory within theoretical definitions</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo trata das novas definições sobre comunidades de quilombo, elaboradas a partir da necessidade de reconhecimento oficial destas para que lhes seja assegurado o direito constitucional de propriedade sobre suas terras. Discute-se aqui o abandono de uma visão cristalizada pela historiografia clássica baseada no isolamento dos quilombos, bem como de sua formação única por meio das fugas, em prol de um conceito ampliado que alça o território e a identidade - especialmente ligados à resistência - à condição de elementos fundamentais na determinação destes agrupamentos sociais denominados remanescentes de quilombo.<hr/>The present article deals with new definitions of maroons' communities elaborated from the necessity to obtain official recognition which could ensure them the constitutional right of property over their lands . It rejects a classic historiography view which sustains the idea of maroons' isolation, as well as their unique formation by means of escaping, in favor of an enlarged concept that elevates territory and identity - especially linked to resistance - to the condition of crucial elements in determining these social groupings maroons' remainders. <![CDATA[<b>Desengenharia. O passivo ambiental na desativação de empreendimentos industriais</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo trata das novas definições sobre comunidades de quilombo, elaboradas a partir da necessidade de reconhecimento oficial destas para que lhes seja assegurado o direito constitucional de propriedade sobre suas terras. Discute-se aqui o abandono de uma visão cristalizada pela historiografia clássica baseada no isolamento dos quilombos, bem como de sua formação única por meio das fugas, em prol de um conceito ampliado que alça o território e a identidade - especialmente ligados à resistência - à condição de elementos fundamentais na determinação destes agrupamentos sociais denominados remanescentes de quilombo.<hr/>The present article deals with new definitions of maroons' communities elaborated from the necessity to obtain official recognition which could ensure them the constitutional right of property over their lands . It rejects a classic historiography view which sustains the idea of maroons' isolation, as well as their unique formation by means of escaping, in favor of an enlarged concept that elevates territory and identity - especially linked to resistance - to the condition of crucial elements in determining these social groupings maroons' remainders. <![CDATA[<b>Saber Ambiental</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo trata das novas definições sobre comunidades de quilombo, elaboradas a partir da necessidade de reconhecimento oficial destas para que lhes seja assegurado o direito constitucional de propriedade sobre suas terras. Discute-se aqui o abandono de uma visão cristalizada pela historiografia clássica baseada no isolamento dos quilombos, bem como de sua formação única por meio das fugas, em prol de um conceito ampliado que alça o território e a identidade - especialmente ligados à resistência - à condição de elementos fundamentais na determinação destes agrupamentos sociais denominados remanescentes de quilombo.<hr/>The present article deals with new definitions of maroons' communities elaborated from the necessity to obtain official recognition which could ensure them the constitutional right of property over their lands . It rejects a classic historiography view which sustains the idea of maroons' isolation, as well as their unique formation by means of escaping, in favor of an enlarged concept that elevates territory and identity - especially linked to resistance - to the condition of crucial elements in determining these social groupings maroons' remainders. <![CDATA[<b>A modernização da superfície</b>: <b>estado e desenvolvimento na Amazônia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo trata das novas definições sobre comunidades de quilombo, elaboradas a partir da necessidade de reconhecimento oficial destas para que lhes seja assegurado o direito constitucional de propriedade sobre suas terras. Discute-se aqui o abandono de uma visão cristalizada pela historiografia clássica baseada no isolamento dos quilombos, bem como de sua formação única por meio das fugas, em prol de um conceito ampliado que alça o território e a identidade - especialmente ligados à resistência - à condição de elementos fundamentais na determinação destes agrupamentos sociais denominados remanescentes de quilombo.<hr/>The present article deals with new definitions of maroons' communities elaborated from the necessity to obtain official recognition which could ensure them the constitutional right of property over their lands . It rejects a classic historiography view which sustains the idea of maroons' isolation, as well as their unique formation by means of escaping, in favor of an enlarged concept that elevates territory and identity - especially linked to resistance - to the condition of crucial elements in determining these social groupings maroons' remainders. <![CDATA[<b>Manifiesto por la vida</b>: <b>por una ética para la sustentabilidad</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-753X2002000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo trata das novas definições sobre comunidades de quilombo, elaboradas a partir da necessidade de reconhecimento oficial destas para que lhes seja assegurado o direito constitucional de propriedade sobre suas terras. Discute-se aqui o abandono de uma visão cristalizada pela historiografia clássica baseada no isolamento dos quilombos, bem como de sua formação única por meio das fugas, em prol de um conceito ampliado que alça o território e a identidade - especialmente ligados à resistência - à condição de elementos fundamentais na determinação destes agrupamentos sociais denominados remanescentes de quilombo.<hr/>The present article deals with new definitions of maroons' communities elaborated from the necessity to obtain official recognition which could ensure them the constitutional right of property over their lands . It rejects a classic historiography view which sustains the idea of maroons' isolation, as well as their unique formation by means of escaping, in favor of an enlarged concept that elevates territory and identity - especially linked to resistance - to the condition of crucial elements in determining these social groupings maroons' remainders.