Scielo RSS <![CDATA[Revista de Administração Contemporânea]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1415-655520200002&lang=en vol. 24 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Institutional Pressures, Institutional Work and the Development of Universities' Entrepreneurial Turn]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552020000200119&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Based on Institutional Theory, in this theoretical essay we aimed to create a model that could explain the development of the entrepreneurial turn of universities. As a result, we suggest the following theoretical proposition: universities' entrepreneurial turn is contingent on institutional work and may be understood as a result of a confluence of inward and outward forces that are shaped through a historical and recursive interplay between regulative, normative and cultural-cognitive pressures, conjointly derived from each actor of the Triple Helix, that is, the state, the industry - or society in a broader sense - and academia. Our main theoretical contributions consist of : (a) placing the universities' entrepreneurial turn at the epicenter of all the competing institutional pressures and logic when it comes to innovation creation; (b) characterizing the universities' entrepreneurial turn as a result of the recursive interplay between regulative, normative and cultural-cognitive pressures, conjointly derived from each actor of the Triple Helix; and (c) stressing the fundamental role of the institutional work performed by institutional entrepreneurs in the process of developing the universities' entrepreneurial turn.<hr/>RESUMO Com base na Teoria Institucional, neste ensaio teórico buscamos criar um modelo que explicasse o desenvolvimento do direcionamento empreendedor de universidades. Como resultado, sugerimos a seguinte proposição teórica: o direcionamento empreendedor de universidades é contingente ao trabalho institucional e pode ser entendido como o resultado de uma confluência de forças que atuam de dentro para fora e de fora para dentro, formadas por meio de uma interação histórica e recursiva entre pressões regulativas, normativas e culturais-cognitivas, derivadas conjuntamente de cada ator da tripla hélice, isto é, o estado, a indústria - ou a sociedade em um sentido mais amplo - e a academia. Nossas principais contribuições teóricas consistem em: (a) posicionar o direcionamento empreendedor de universidades no epicentro de todas as pressões e lógicas institucionais concorrentes quando se trata de criação de inovação; (b) caracterizar o direcionamento empreendedor de universidades como resultado da interação recursiva entre pressões regulativas, normativas e culturais-cognitivas, derivadas conjuntamente de cada ator da tripla hélice; e (c) enfatizar o papel fundamental do trabalho institucional realizado por empreendedores institucionais no processo de desenvolvimento do direcionamento empreendedor de universidades. <![CDATA[Sales-based Brand Equity as a Performance Driver in ‘The Country of Soccer’]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552020000200134&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Despite being the most popular sport in Brazil, soccer suffers from structural problems. Managers working in this reality know little about the factors that determine performance measures in stadiums. Existing research is undertaken according to an economic logic, which attributes importance to a dependent variable only, the total attendance of soccer matches. This article presents an approach that retrieves a sales-based brand equity (SBBE) measure responsible for performance (revenues and proportional demand) in Brazilian soccer stadiums. The methodology involved a process of a canonical regression model with two dependent variables using on-field performance and SBBE as the main drivers of marketing performance. The theoretical assumption underlying the models is the discussion about the multidimensionality of performance and the importance of testing the potential correlation amongst marketing performance variables. The model developed was estimated using all matches of the Premium Division of Brazilian Championship (Série A) held between 2012 and 2017. The main result highlights the power of SBBE as the primary driver of performance in Brazilian stadiums. Corinthians and Flamengo, the two most important Brazilian soccer club brands, exert a positive influence considerably higher than all other competitors.<hr/>RESUMO Apesar de ser o esporte mais popular do país, o futebol sofre com problemas estruturais. Profissionais de marketing pouco sabem sobre os fatores que determinam variáveis de desempenho. Pesquisas existentes são desenvolvidas segundo uma lógica estritamente econômica, atribuindo importância a uma variável dependente apenas, o público total das partidas. Este artigo apresenta uma abordagem que operacionaliza uma medida de Brand Equity baseado nas vendas (SBBE) como determinante do desempenho (receitas e demanda proporcional) em estádios de futebol brasileiros. A metodologia envolveu um modelo de regressão canônica com duas variáveis dependentes, utilizando o Desempenho em Campo e o SBBE como principais direcionadores do desempenho mercadológico. O pressuposto que norteou o desenvolvimento dos modelos foi a discussão a respeito da multidimensionalidade do desempenho e a importância em se testar a correlação potencial entre variáveis de desempenho. O modelo foi estimado sobre uma base de dados contendo todas as partidas da Série A do Brasileirão realizadas entre 2012 e 2017. O principal resultado destaca o poder do SBBE como ‘driver’ do desempenho nos estádios brasileiros. Corinthians e Flamengo, as duas principais marcas de clubes de futebol, exercem influência positiva consideravelmente superior aos seus concorrentes. <![CDATA[Group Intercultural Competence: Adjusting and Validating Its Concept and Development Process]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552020000200151&lng=en&nrm=iso&tlng=en ABSTRACT Intercultural competence is a topic that has been increasingly focused on academic researches, mainly related to the context of multinational companies and multicultural teams. The literature on intercultural competence is broad, permeated with many concepts and models of its development, but the main focus is on individual (cognitive/behavioral approach). There are few studies on the group level whose approach emphasize the process. The objective of this study was to empirically test the concept of group intercultural competence (GIC) and analyze its development in multicultural teams, as indicated by Leung, Ang and Tan (2014) . This research can be characterized as qualitative, of exploratory-descriptive type, with an interpretive approach that embraces sequential intra-method triangulation, with interpretative and content analysis. As the results, the process of GIC development was found to occur towards more mature levels of GIC and to be characterized by an upward spiral pyramidal process, where the lowest level evolves to higher levels of GIC through a cycle of inter-cultural learning. This development occurs over time and is permeated by conflict, reflection and change, covering the elements of GIC: interaction, efficacy, cultural differences, intercultural learning and communication, such as cause and consequence. Based on the theoretical and empirical contributions, it was possible to adjust and validate a proposed GIC concept, to adjust the relevant elements and dimensions for GIC analysis, and to understand how the GIC is developed through a procedural perspective where there is an intercultural learning cycle permeated by conflicts, reflections, interaction and changes.<hr/>RESUMO A competência intercultural é um tema que tem sido cada vez mais foco de estudos, principalmente relacionados ao contexto de empresas multinacionais e equipes multiculturais. A literatura sobre competência intercultural é ampla, permeada de muitos conceitos e modelos de desenvolvimento, porém o foco predominante é individual (abordagem cognitiva/comportamental). Poucos são os estudos sobre o desenvolvimento da CIG em nível grupal com abordagem que enfatize o processo. Com esta pesquisa objetivou-se testar empiricamente o conceito de competência intercultural grupal (CIG) e analisar o seu desenvolvimento em equipes multiculturais, conforme lacuna apontada por Leung, Ang e Tan (2014) . Esta pesquisa é de natureza qualitativa, do tipo exploratório-descritivo, abordagem interpretativa com triangulação intramétodo sequencial e utilizadas análises interpretativas de dados e de conteúdo. Como resultado, identificou-se que o processo de desenvolvimento da CIG ocorre em direção a níveis mais maduros de CIG, caracterizado por um processo em espiral piramidal ascendente, onde o nível mais baixo evolui para níveis mais altos de CIG em um ciclo de aprendizagem intercultural. Esta evolução ocorre ao longo do tempo e é permeada pelo conflito, reflexão e mudança, abrangendo os elementos da CIG: interação, eficácia, diferenças culturais, aprendizagem intercultural e comunicação intercultural, como causa e consequência. Como contribuição teórica e empírica, foi possível ajustar e validar o conceito de CIG, identificar os elementos e dimensões para sua análise e compreender como a GIC é desenvolvida, em uma perspectiva processual, onde há um ciclo de aprendizagem intercultural permeado por conflitos, reflexões, interações e mudanças. <![CDATA[Political Cycles and Fiscal Management in Brazilian Municipalities]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552020000200167&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO O estudo analisou como incentivos político-eleitoreiros influenciam a gestão fiscal dos municípios brasileiros e seus desdobramentos nos resultados eleitorais. Nas estimações realizadas dois achados se sobressaem. O primeiro é que apesar de existir um aumento nos investimentos, visíveis à população e associados pela literatura a resultados eleitorais favoráveis, os partidos reconduzidos também possuem uma estrutura de pessoal mais sustentável e melhores condições de liquidez no curto prazo, com desempenhos alavancados em períodos estratégicos, como em anos eleitorais. O segundo é que, apesar dos partidos com recondução sinalizarem melhores níveis na condição fiscal nos três ciclos políticos, no período pós-eleitoral as médias se retraem para patamares inferiores ao alcançado pela gestão no início do primeiro mandato. Portanto, embora indiquem melhores condições fiscais em anos eleitorais, o efeito da sinalização se inverte no ano seguinte. Como o impacto das decisões da gestão não estará disponível para o eleitorado imediatamente no período eleitoral, os políticos podem utilizar de estratégias fiscais para evitar que o equilíbrio fiscal seja prejudicado nos momentos estratégicos e postergar o desembolso para o ano pós-eleitoral, decisão que não prejudicaria a gestão fiscal atual e o recebimento de votos.<hr/>ABSTRACT The study analyzed how political-electoral incentives influence the fiscal management of Brazilian municipalities and their effects on electoral results. Two findings stand out, the first is that although there is an increase in investments, visible to the population and associated in the literature with favorable electoral results, the re-elected parties also have a more sustainable personnel structure and better liquidity conditions in the short-term with leveraged performance in strategic periods, such as in electoral years. The second is that despite the fact that the newly elected parties sign higher levels of fiscal condition in the three political cycles, in the post-election period the averages shrink to levels lower than those achieved by management at the beginning of the first-term. Therefore, despite indicating better fiscal conditions in electoral years, the effect of signaling is reversed in the following year. As the impact of management decisions will not be available to the electorate immediately during the election period, politicians can use fiscal strategies to avoid fiscal balance being impaired in strategic periods and postpone disbursement for the post-election year, a decision that would not hurt the current fiscal management and the receipt of votes. <![CDATA[Building Spaces of Social Interaction from Coworking Relationships and Practices]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552020000200181&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Os espaços de trabalho compartilhados, conhecidos como coworking , são ambientes de trabalho que se disseminaram com rapidez nos últimos anos, e distinguem-se como um novo modelo de trabalho. O objetivo deste artigo foi analisar práticas e relações em ambientes de coworking a fim de se compreender como ocorrem e como contribuem para construir espaços de interação social. Para tanto, foi conduzido um estudo de caso único, realizado em profundidade, cujos dados foram coletados a partir de técnicas de inspiração etnográfica, incluindo intensa observação participante, entrevistas semiestruturadas e análise documental. O estudo de campo teve duração de 25 dias, ao longo dos quais utilizou-se dos métodos de observação direta e entrevistas, realizadas com 40 associados do espaço escolhido. Os resultados identificaram três níveis de relações que suportam um espaço de trabalho que vai além do compartilhamento. Em cada nível foram identificadas práticas que favorecem a construção de um espaço de interação social: práticas de autogestão, práticas de negócios cooperados e práticas comunitárias. Por fim, lança-se a chamada a uma reflexão em compreender o que de fato significa construir um espaço social dentro de um espaço de trabalho.<hr/>ABSTRACT Coworking spaces are work environments that have spread quickly in recent years and might be seen as a new work model. The purpose of this article was to analyze coworking practices and relationships in order to better understand how they occur and how they contribute to building spaces of social interaction. To explore this question, a unique and in-depth case study was conducted. Data were collected using techniques of ethnographic inspiration, including intense participant observation, semi-structured interviews and documentary analysis. The field study lasted 25 days and 40 associates were interviewed. The results show three levels of relationship that support a workspace that goes beyond ‘sharing’. At each level, practices to construct a space of social interaction were identified: self-management practices, cooperative business practices and community practices. Finally, we call for a reflection of a better understanding on what a social space within a coworking really means. <![CDATA[My Data, My Life: Individual Goals and Role of the Business Research Community]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552020000200197&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Os espaços de trabalho compartilhados, conhecidos como coworking , são ambientes de trabalho que se disseminaram com rapidez nos últimos anos, e distinguem-se como um novo modelo de trabalho. O objetivo deste artigo foi analisar práticas e relações em ambientes de coworking a fim de se compreender como ocorrem e como contribuem para construir espaços de interação social. Para tanto, foi conduzido um estudo de caso único, realizado em profundidade, cujos dados foram coletados a partir de técnicas de inspiração etnográfica, incluindo intensa observação participante, entrevistas semiestruturadas e análise documental. O estudo de campo teve duração de 25 dias, ao longo dos quais utilizou-se dos métodos de observação direta e entrevistas, realizadas com 40 associados do espaço escolhido. Os resultados identificaram três níveis de relações que suportam um espaço de trabalho que vai além do compartilhamento. Em cada nível foram identificadas práticas que favorecem a construção de um espaço de interação social: práticas de autogestão, práticas de negócios cooperados e práticas comunitárias. Por fim, lança-se a chamada a uma reflexão em compreender o que de fato significa construir um espaço social dentro de um espaço de trabalho.<hr/>ABSTRACT Coworking spaces are work environments that have spread quickly in recent years and might be seen as a new work model. The purpose of this article was to analyze coworking practices and relationships in order to better understand how they occur and how they contribute to building spaces of social interaction. To explore this question, a unique and in-depth case study was conducted. Data were collected using techniques of ethnographic inspiration, including intense participant observation, semi-structured interviews and documentary analysis. The field study lasted 25 days and 40 associates were interviewed. The results show three levels of relationship that support a workspace that goes beyond ‘sharing’. At each level, practices to construct a space of social interaction were identified: self-management practices, cooperative business practices and community practices. Finally, we call for a reflection of a better understanding on what a social space within a coworking really means.