Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1516-848420000002&lang=pt vol. 22 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Halley Pacheco de Oliveira</B>: <B>médico, mestre e amigo</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<B>50 anos da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Genotipagem dos sistemas Kell, Duffy, Kidd e RHD em pacientes com <FONT FACE=Symbol>b</FONT> Talassemia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Determination of Rh, Kell, Duffy and Kidd phenotypes in addition to ABO is used to prevent the alloimmunization to red blood cells (RBCs) antigens and as part of the antibody identification process in patients with beta Thalassemia. However, phenotyping in these patients can be time consuming and difficult to interpret. In these situations, it would be valuable to have an alternative to hemagglutination tests to determine the patient's antigen profile. We used PCR-RFLP to genotype such patients. DNA was prepared from 50 patients with beta Thalassemia who had been phenotyped by routine hemagglutination, and tested for Kell, Kidd, Duffy/GATA mutation by PCR-RFLP. RHD/non-D was analysed by PCR product size associated to RHD gene sequence in intron 4 and exon 10/3'UTR. The genotyping assays were performed without knowledge of phenotype results. For RHD/non-D, 47 were RhD+ and RHD+/RHCE+, and 3 were RhD- and RHD-/RHCE+. For Kell, 48 kk were K2K2 and 2 Kk were K1K2. For Duffy, of 44 samples that had normal GATA box, 8 Fy(a+b-) were FYA/FYA, 15 Fy(a+b+) were FYB/FYB, and 19 Fy(a+b+) were FYA/FYB; of the other 4 samples 3 were FYA/FYB and heterozygous GATA mutation, and 1 Fy(a-b-) was FYB/FYB, homozygous GATA mutation. Two samples phenotyped as Fy(a+b-) that had normal GATA , presented the 265T/298A mutations and two samples phenotyped as Fy(a-b+) were genotyped was FYA/FYB.. For Kidd , 15 Jk(a+b) were JKA/JKA, 12 Jk(a-b+) were JKB/JKB, and 20 Jk(a+b+) were JKA/JKB. Three samples phenotyped as JK(a+b+) were genotyped as JKB/JKB. Genotype is more accurate than phenotype for determination of blood groups in polytransfused patients with betaThalassemia. Genotyping in these patients can be helpful to select antigen-negative RBCs for transfusion.<hr/>A determinação dos fenótipos Rh, Kell, Duffy e Kidd, associada ao ABO é utilizada para prevenir a aloimunização a antígenos eritrocitários e participam também no processo de identificação de anticorpos nos pacientes com beta talassemia. Todavia, a fenotipagem desses pacientes é trabalhosa e de difícil interpretação. Nesta situação, deve ser avaliada uma alternativa ao teste de hemaglutinação para determinar o padrão antigênico dos pacientes. Utilizamos para tal fim o método PCR-RFLP. Foram preparados DNAs de 50 pacientes com beta talassemia que haviam sido anteriormente fenotipados pela hamglutinação e testados para Kell, Kidd, Duffy/GATA mutação por PCR-RFLP. RHD/não-D foi analisado pelo tamanho do produto, do PCR associado à seqüência do gene RHD no intron 4 e exon 10/3' UTR. Os testes de genotipagem foram realizados sem o conhecimento dos resultados dos fenótipos. Para os RHD/não-D, 47 foram RhD+ e RHD+/RHCE+, e 3 foram RhD- e RHD-/RHCE+. Para o Kell, 48 kk foram K2K2 e 2 Kk foram K1K2. Para o Duffy, das 44 amostras que haviam sido normais, GATA box, 8 Fy(a+b-) foram FYA/FYA, 15 Fy(a+b-) foram FYB/FYB e 19 Fy(a+b+) foram FYA/FYB; das outras 4 amostras, 3 foram FYA/FYB e heterozigoto GATA mutação, e 1 Fy(a-b-) era FYB/FYB, homozigoto GATA mutação. Duas amostras fenotipadas como Fy(a+b-), que eram normais GATA, apresentavam as mutações 265T/298A e 2 amostras fenotipadas como Fy(a-b+) haviam sido genotipadas como FYA/FYB. Para o Kidd, 15 Jk(a+b-) foram JKA/JKA, 12 Jk(a-b+) foram JKB/JKB, e 20 Jk(a+b+) foram JKA/JKB. Três amostras fenotipadas como JK(a+b+) haviam sido genotipadas como JKB/JKB. A genotipagem é mais acurada que a fenotipagem para determinação de grupos sangüíneos em pacientes portadores de beta talassemia politransfundidos. A genotipagem nesses pacientes pode ser importante para selecionar hemácias antigenicamente negativas para transfusão de glóbulos vermelhos. <![CDATA[<B>Efeitos do contraceptivo oral contendo 20 µg de etinilestradiol e 150 µg de desogestrel sobre os sistemas de coagulação e fibrinólise</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O uso de contraceptivos orais está associado a um risco aumentado de doenças tromboembólicas, o que pode ser explicado pelos seus efeitos sobre o sistema hemostático. Tem sido descrito que o uso de contraceptivos orais promovem alterações pró-coagulantes, e que essas alterações são acompanhadas dos aumentos da atividade fibrinolítica e dos inibidores naturais da coagulação, o que causaria um restabelecimento do equilíbrio hemostático. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do contraceptivo oral contendo 20 &micro;g de etinilestradiol e 150 &micro;g de desogestrel sobre os sistemas de coagulação e fibrinólise. Participaram do estudo 11 voluntárias que foram avaliadas antes e após seis meses de uso do contraceptivo oral. Os parâmetros analisados foram: atividades dos fatores VII, VIII, IX, X e XII (plasmas deficientes em fatores com detecção foto-óptica do coágulo), atividades da antitrombina, plasminogênio e a2-antiplasmina (ensaios cromogênicos), quantificação dos antígenos t-PA, produtos de degradação da fibrina e proteínas C e S (ELISA), TP, TTPA e concentração plasmática de fibrinogênio (detecção foto-óptica do coágulo). Observamos as seguintes alterações estatisticamente significantes (nível de significância de p<0,05): aumento das atividades dos fatores VIII, IX, X e XII, redução do TTPA, aumento da atividade do plasminogênio, aumento de proteína C e diminuição de proteína S. Com esses resultados sugerimos que o uso do contraceptivo oral testado promove um estado pró-coagulante. Entretanto, os mecanismos de restabelecimento do equilíbrio hemostático não podem ser garantidos, já que não observamos alterações suficientes que indiquem isso. Não observamos aumento nos níveis dos produtos de degradação da fibrina, o que indica que não ocorreram alterações na gênese e degradação de fibrina. Portanto, sugerimos que o uso do contraceptivo oral pode aumentar o risco de doenças tromboembólicas, principalmente em associação com outros fatores de riscos genéticos e/ou adquiridos.<hr/>The aim of this work is to evaluate the effects on coagulation and fibrinolysis of the oral contraceptives of third generation in Brazilian women and the impact on these effects by reducing ethinyl estradiol dosage. Eleven Brazilian women taking monophasic oral contraceptive containing 20 &micro;g of ethinyl estradiol combined with 150 &micro;g of desogestrel for six cycles consecutively entered this study. The effects on parameters pro-coagulants, anticoagulants, pro-fibrinolytics and fibrin turnover index were evaluated. The results from oral contraceptive increased significatively the factors VIII, IX, X and XII. With respect to coagulation inhibitors, no antithrombin changes were noted in both groups, increase in the levels of protein C and decrease in the levels of protein S total were noted. Concerning the fibrinolytic parameters, the oral contraceptive increased the plasminogen activity, although no changes on t-PA, and alpha-2-antiplasmin were observed. Similary, no changes on the levels of fibrin degradation products were observed, thus indicating that oral contraceptives did not interfere with generation and degradation of fibrin. The results obtained indicate that the oral contraceptives studied did not promote enough pro-fibrinolytic changes so as to state that a re-establishment occurs on haemostatic balance. Therefore, we suggest the use of this oral contraceptive can result in thromboembolic episode mainly in association with other factors such as congenital deficiency of natural clotting inhibitor antithrombin, protein C or protein S. <![CDATA[<B>Análise dos transcritos da translocação t(9;22) em Leucemia Mielóide Crônica</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A leucemia mielóide crônica é uma doença proliferativa do sistema hematopoiético, caracterizada pela expansão clonal de uma célula tronco primitiva e pluripotente denominada "stem cell", que tem a capacidade de se diferenciar em células mielóides, monocíticas, megacariocíticas e células B e T. Em homeostase, existe um equilíbrio entre proliferação, diferenciação e renovação das células tronco, equilíbrio este que se encontra alterado em pacientes com Leucemia mielóide crônica, devido a uma proliferação e diferenciação aumentada e anormal relacionada à atividade de tirosino quinase do produto do gene quimérico BCR/ABL resultante da translocação t(9;22), que se apresenta como marcador da doença. Vários transcritos quiméricos têm sido descritos e acredita-se que a gravidade do quadro clínico dependa do tipo de mRNA gerado. No presente trabalho analisamos 28 amostras de 27 pacientes diagnosticados com Leucemia mielóide crônica. Todos possuíam a translocação t(9;22) e foram analisados para a presença dos transcritos resultantes das fusões b3a2 ou b2a2 por RT-PCR e Nested-PCR, técnicas que se mostraram mais sensíveis para a identificação dos transcritos. Entre os pacientes, 12% apresentaram fusão b3a2, 18% possuíam fusão b2a2 e 32% possuíam os dois tipos de transcritos. A presença de um dos tipos de transcritos, b3a2, parece estar relacionada com contagem de plaquetas acima de 1 milhão/mm³ , reconhecida como característica de mau prognóstico em pacientes com Leucemia mielóide crônica.<hr/>Chronic myelogeneous leukemia is a proliferative disease of the hematopoietic system. It is characterized by clonal expansion of a primitive pluripotent stem cell that has the capacity to differentiate into the myeloid, monocyte, megakaryocyte and erythrocyte lineage, B and T cells. Under normal physiological hematopoietic conditions there is a balance between proliferation and differentiation. On the other hand, the population of hematopoietic stem cells must also undergo a self renewal process. In chronic myelogeneous leukemia stem cells, unregulated proliferation is associated with the 210kDa tyrosine kinase, which is the product of the BCR/ABL fusion gene, in the translocation involving chromosomes 9 and 22, a karyotype marker of chronic myelogeneous leukemia. Several chimeric transcripts have been described and it has been observed that the seriousness of the clinical picture depend on the generated mRNA. In the present work we analyzed 28 samples of bone marrow cells from 27 patients diagnosed with chronic myelogeneous leukemia. In all samples the translocation t(9;22) was present and they were analyzed for the presence of the fusion transcripts (b3a2 or b2a2) using RT-PCR and Nested- PCR, techniques that were shown to be more sensitive for the identification of these transcripts. Among the patients, 12% presented fusion b3a2, 18% showed b2a2 fusion transcript and 32% both types, b3a2 and b2a2. The presence of the transcript, b3a2, seems to be related with a platelet above 10 ³ X 10 ³/mm³, recognized as a worse prognostic chracteristic in patients with chronic myelogeneous leukemia. <![CDATA[<B>Comparação de metodologia utilizada para a detecção de Hemoglobina S (Hb S) em doadores de sangue</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O Brasil apresenta alta prevalência de hemoglobina S, com nítidas diferenças regionais marcadas pelos processos de miscigenação da população. A presença desta hemoglobina tem sido objeto de estudo, não só em pacientes com anemia falciforme (homozigotos para hemoglobina S - Hb SS), mas também em portadores desta variante de hemoglobina em heterozigose (Hb AS). As complicações clínicas dos portadores são influenciadas por fatores genéticos e ambientais. De acordo com a portaria 1376 de 19 de novembro de 1993 para Normas técnicas de coleta, processamento e transfusão de sangue, componentes e derivados, do Ministério da Saúde, deve ser realizada a detecção de hemoglobinas anormais em doadores de sangue. Diante desta normatização e às taxas de hemoglobina S em nossa população, objetivamos no presente trabalho a identificação da hemoglobina S, utilizando técnicas de triagem utilizadas na rotina de Bancos de Sangue, como o kit de identificação para hemoglobina S da Diamed, comercializado pela designação ID-Hb S, e o teste de solubilidade. Os casos que apresentaram positividade nesta triagem foram posteriormente confirmados em eletroforese em pH alcalino e ácido. Do total de 5.416 doadores de sangue analisados pelo teste de triagem (ID - Hb S Diamed e solubilidade), 50 (0,92%) apresentaram hemoglobina S. Após confirmação eletroforética evidenciamos a compatibilidade das técnicas em 100 % dos casos analisados. O teste da Diamed apresenta custo de R$ 1,20 por doador e o de solubilidade R$ 0,14. Pelos resultados obtidos sugerimos o uso do teste de solubilidade como de escolha, para triagem de hemoglobina S em bancos de sangue, não só pela eficácia e praticidade, como também pelo baixo custo.<hr/>According to the governmental act number 1376 from November 19, 1993, concerning technical norms for collecting, processing, and transfusing blood, parts and substracts, detection of unusual Hb blood donors must be performed. In Brazil, the high prevalence of Hb S, clearly related to regional differences as a consequence of miscegenation process has been studied not only in Hb SS patients with sickle cell disease but also in Hb S carriers (Hb AS). In this study our objective is to identify HbAS using technical comparisons for selection such as ID HbS (Diamed) and solubility test, and subsequently positive cases are confirmed with electrophoresis pH alkaline and acid. From 5.416 donors analyzed using the selection tests ID Hb S Diamed and solubility, 50 (0.92 %) showed Hb S which was confirmed in 100 % of the cases showing compatibility of the techniques involved. This makes the solubility test the best choice in blood banks not only because of its efficiency but also its practicability and low cost. <![CDATA[<B>Diagnóstico laboratorial de hemoglobinopatias em populações diferenciadas</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As hemoglobinopatias são um grupo heterogêneo de distúrbios herdados recessivamente que incluem as talassemias e as doenças falciformes. As mutações que as originam são específicas de algumas regiões e em muitos casos determinadas por distribuições étnicas e geográficas, fundamentando os programas de controle destas alterações e o aconselhamento genético. O diagnóstico de alterações de hemoglobinas envolve cuidados com a metodologia aplicada e o grupo populacional que será avaliado. A informação sobre o tipo de hemoglobina alterada e o suporte clínico, psicológico e genético ao portador e seus familiares é de grande importância para o sucesso de programas preventivos nesta área. Com objetivo de avaliar as metodologias disponíveis para o diagnóstico laboratorial das hemoglobinopatias e suas aplicações em laboratórios clínicos, comparamos a incidência de hemoglobinas anormais em populações diferenciadas a saber: doadores de sangue, portadores de anemia a esclarecer, recém-nascidos, e estudantes. As metodologias aplicadas envolveram procedimentos eletroforéticos, análises citológicas e bioquímicas de triagem e para confirmação. No período de setembro de 1999 a janeiro de 2000 analisamos 524 indivíduos, com presença de formas variadas de alteração de hemoglobina para cada grupo, sendo que, dentre as amostras da população de doadores de sangue, foram diagnosticados dois casos de indivíduos heterozigotos para anemia falciforme.<hr/>The inherited haemoglobinopathies are a heterogeneous group of recessive disorders that include the thalassaemias and sickle cell disease. Nearly a thousand mutant alleles have now been characterized. The mutations are regionally specific and in most cases the geographical and ethnic distributions have been determined providing the foundation for a program of control through screening, genetic counseling and prenatal diagnosis. The diagnosis of hemoglobinopathies requires care for the methodologies applied and the population group which will be evaluated. The information about the abnormal hemoglobin, the medical and psychological aspects and genetic counseling of the carriers and their families are goals of great importance for the success of preventive programs in this area. Aiming to evaluate the laboratory methods for hemoglobinopathy screening and their use in clinical laboratories, we have compared abnormal hemoglobins incidence in the different population groups: blood donors, anemia carriers, newborn and students. The laboratory methods applied involved eletrophoretic proceedings, cytological and biochemical analysis. Within the period from September 1999 through January 2000, we analyzed 524 individuals with varied types of abnormal hemoglobins. Among blood donors, we diagnosed two sickle cell carriers, which suggest the necessity for better care in the process of selection of blood donor candidates. The current interest in the medical and social aspects of sickle cell anemia has resulted in a great increase in methodology research leading to the development of sickle cell screening techniques. <![CDATA[<B>Terapêutica citoprotetora em pacientes tratados com quimio e/ou radioterapia anti neoplásica</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Nos últimos anos, vários agentes citoprotetores têm sido desenvolvidos para proteger células normais dos efeitos tóxicos da quimioterapia e radioterapia. O agente citoprotetor ideal seria aquele capaz de permitir a intensificação da dose dos quimioterápicos; proteger um amplo espectro de órgãos e tecidos quando do tratamento com diversos fármacos quimioterápicos; conferir proteção específica aos tecidos normais; preservar o efeito anti-tumoral e ter pequena e/ou controlável toxicidade e efeitos colaterais. Um citoprotetor deve ser administrado antes da quimioterapia citotóxica, ao contrário dos fatores estimuladores de colônia e do Leucovorin, que são administrados após quimioterapia como resgate à medula óssea e estimular a sua recuperação. Do ponto de vista prático existem três agentes citoprotetores: dois citoprotetores quimio-específicos (Dexrazoxane e Mesna) e um citoprotetor de amplo espectro (Amifostina). Os autores discutem as principais propriedades e utilidades destas drogas utilizadas em Onco Hematologia.<hr/>In recent years, cytoprotective agents have been developed to protect normal cells from the toxic effects of chemotherapy and radiotherapy. The ideal cytoprotectant is that which is able to allow intensification of chemotherapy; protects a broad spectrum of normal tissues and organs when used with a variety of chemotherapeutic agents; confers specific protection for normal tissues; preserves anti tumour activity and has little or manageable toxicity of its own. A cytoprotectant is administered prior to cytotoxic therapy, in contrast to the colony stimulant factors and Leucovorin, which are administered after chemotherapy to rescue the bone marrow and stimulate haematological recovery. Currently there are three cytoprotectors: two chemotherapy-specific (Dexrazoxane and Mesna) and one broad-spectrum (Amifostine). The authors discuss the main properties and usefulness of these drugs in Oncohematology. <![CDATA[<B>Tumor mediastinal de células germinativas e sua relação com anormalidades hematológicas</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tumores mediastinais de células germinativas são raros (2% a 10% dos tumores germinativos) e cerca de 100 casos são diagnosticados anualmente. Apresentam a particularidade de em um terço dos casos estarem associados a doenças hematológicas, com freqüência malignas. Duas teorias tentam explicar a origem desta associação. Na primeira, anormalidades da célula totipotencial comum a ambas as doenças seriam as responsáveis. O achado da alteração isocromossômica do cromossoma 12, tanto nos tumores mediastinais de células germinativas quanto nas células hematopoéticas componentes das anormalidades hematológicas, sugere a mesma origem para ambas as células primordiais. Na segunda, o efeito de agentes quimioterápicos usados para tratamento dos tumores mediastinais de células germinativas (principalmente o etoposide) sobre uma célula tronco hematopoética instável poderia induzir ao aparecimento da neoplasia hematológica, geralmente associada a anormalidades do cromossoma 11. Habitualmente, tanto os tumores mediastinais de células germinativas quanto a anormalidade hematológica têm comportamento agressivo e são de difícil tratamento. Novas abordagens podem ser exploradas no estadiamento e tratamento destas situações.<hr/>Mediastinal germ cell tumors are uncommon (2 to 10% of germ cell tumors), and around 100 new cases are diagnosed annually. Their relationship with hematological disorders is an unique aspect of these tumors. The hematological disorder may be part of the natural history of the germ cell tumor, both sharing the same abnormal totipotential stem cell. The two most common hematological neoplasms seen in this syndrome are acute leukemia and malignant histiocytosis. The finding of the marker chromosome isochromosome i(12p) in the mediastinal germ cell tumors and associated malignant disorder is a suggestion that both tumors may arise from a common progenitor cell. A more remote possibility is that the hematological disorder is secondary to the chemotherapy used to treat the mediastinal germ cell tumors, mainly when etoposide is part of the treatment. In this instance, association with abnormalities of chromosome 11 is common. Habitually, both malignant diseases have an aggressive behaviour and carry a poor prognosis. New approaches are advisable in the staging and treatment of these patients. <![CDATA[<B>Correlação dos fenótipos ABO, Lewis, secretor e polimorfismo molecular do <I>locus</I> ABO em pacientes infectados e não infectados pelo <I>Helicobacter pylori</B></I>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tumores mediastinais de células germinativas são raros (2% a 10% dos tumores germinativos) e cerca de 100 casos são diagnosticados anualmente. Apresentam a particularidade de em um terço dos casos estarem associados a doenças hematológicas, com freqüência malignas. Duas teorias tentam explicar a origem desta associação. Na primeira, anormalidades da célula totipotencial comum a ambas as doenças seriam as responsáveis. O achado da alteração isocromossômica do cromossoma 12, tanto nos tumores mediastinais de células germinativas quanto nas células hematopoéticas componentes das anormalidades hematológicas, sugere a mesma origem para ambas as células primordiais. Na segunda, o efeito de agentes quimioterápicos usados para tratamento dos tumores mediastinais de células germinativas (principalmente o etoposide) sobre uma célula tronco hematopoética instável poderia induzir ao aparecimento da neoplasia hematológica, geralmente associada a anormalidades do cromossoma 11. Habitualmente, tanto os tumores mediastinais de células germinativas quanto a anormalidade hematológica têm comportamento agressivo e são de difícil tratamento. Novas abordagens podem ser exploradas no estadiamento e tratamento destas situações.<hr/>Mediastinal germ cell tumors are uncommon (2 to 10% of germ cell tumors), and around 100 new cases are diagnosed annually. Their relationship with hematological disorders is an unique aspect of these tumors. The hematological disorder may be part of the natural history of the germ cell tumor, both sharing the same abnormal totipotential stem cell. The two most common hematological neoplasms seen in this syndrome are acute leukemia and malignant histiocytosis. The finding of the marker chromosome isochromosome i(12p) in the mediastinal germ cell tumors and associated malignant disorder is a suggestion that both tumors may arise from a common progenitor cell. A more remote possibility is that the hematological disorder is secondary to the chemotherapy used to treat the mediastinal germ cell tumors, mainly when etoposide is part of the treatment. In this instance, association with abnormalities of chromosome 11 is common. Habitually, both malignant diseases have an aggressive behaviour and carry a poor prognosis. New approaches are advisable in the staging and treatment of these patients. <![CDATA[<B>Mobilização e coleta das células progenitoras hemopoiéticas periféricas para transplante autólogo em pacientes onco-hematológicos</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tumores mediastinais de células germinativas são raros (2% a 10% dos tumores germinativos) e cerca de 100 casos são diagnosticados anualmente. Apresentam a particularidade de em um terço dos casos estarem associados a doenças hematológicas, com freqüência malignas. Duas teorias tentam explicar a origem desta associação. Na primeira, anormalidades da célula totipotencial comum a ambas as doenças seriam as responsáveis. O achado da alteração isocromossômica do cromossoma 12, tanto nos tumores mediastinais de células germinativas quanto nas células hematopoéticas componentes das anormalidades hematológicas, sugere a mesma origem para ambas as células primordiais. Na segunda, o efeito de agentes quimioterápicos usados para tratamento dos tumores mediastinais de células germinativas (principalmente o etoposide) sobre uma célula tronco hematopoética instável poderia induzir ao aparecimento da neoplasia hematológica, geralmente associada a anormalidades do cromossoma 11. Habitualmente, tanto os tumores mediastinais de células germinativas quanto a anormalidade hematológica têm comportamento agressivo e são de difícil tratamento. Novas abordagens podem ser exploradas no estadiamento e tratamento destas situações.<hr/>Mediastinal germ cell tumors are uncommon (2 to 10% of germ cell tumors), and around 100 new cases are diagnosed annually. Their relationship with hematological disorders is an unique aspect of these tumors. The hematological disorder may be part of the natural history of the germ cell tumor, both sharing the same abnormal totipotential stem cell. The two most common hematological neoplasms seen in this syndrome are acute leukemia and malignant histiocytosis. The finding of the marker chromosome isochromosome i(12p) in the mediastinal germ cell tumors and associated malignant disorder is a suggestion that both tumors may arise from a common progenitor cell. A more remote possibility is that the hematological disorder is secondary to the chemotherapy used to treat the mediastinal germ cell tumors, mainly when etoposide is part of the treatment. In this instance, association with abnormalities of chromosome 11 is common. Habitually, both malignant diseases have an aggressive behaviour and carry a poor prognosis. New approaches are advisable in the staging and treatment of these patients. <![CDATA[<B>Quantificação do estresse oxidativo no sangue de hansenianos sob efeito ou não de tratamento específico</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tumores mediastinais de células germinativas são raros (2% a 10% dos tumores germinativos) e cerca de 100 casos são diagnosticados anualmente. Apresentam a particularidade de em um terço dos casos estarem associados a doenças hematológicas, com freqüência malignas. Duas teorias tentam explicar a origem desta associação. Na primeira, anormalidades da célula totipotencial comum a ambas as doenças seriam as responsáveis. O achado da alteração isocromossômica do cromossoma 12, tanto nos tumores mediastinais de células germinativas quanto nas células hematopoéticas componentes das anormalidades hematológicas, sugere a mesma origem para ambas as células primordiais. Na segunda, o efeito de agentes quimioterápicos usados para tratamento dos tumores mediastinais de células germinativas (principalmente o etoposide) sobre uma célula tronco hematopoética instável poderia induzir ao aparecimento da neoplasia hematológica, geralmente associada a anormalidades do cromossoma 11. Habitualmente, tanto os tumores mediastinais de células germinativas quanto a anormalidade hematológica têm comportamento agressivo e são de difícil tratamento. Novas abordagens podem ser exploradas no estadiamento e tratamento destas situações.<hr/>Mediastinal germ cell tumors are uncommon (2 to 10% of germ cell tumors), and around 100 new cases are diagnosed annually. Their relationship with hematological disorders is an unique aspect of these tumors. The hematological disorder may be part of the natural history of the germ cell tumor, both sharing the same abnormal totipotential stem cell. The two most common hematological neoplasms seen in this syndrome are acute leukemia and malignant histiocytosis. The finding of the marker chromosome isochromosome i(12p) in the mediastinal germ cell tumors and associated malignant disorder is a suggestion that both tumors may arise from a common progenitor cell. A more remote possibility is that the hematological disorder is secondary to the chemotherapy used to treat the mediastinal germ cell tumors, mainly when etoposide is part of the treatment. In this instance, association with abnormalities of chromosome 11 is common. Habitually, both malignant diseases have an aggressive behaviour and carry a poor prognosis. New approaches are advisable in the staging and treatment of these patients. <![CDATA[<B>Linfoma ocular primário</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842000000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tumores mediastinais de células germinativas são raros (2% a 10% dos tumores germinativos) e cerca de 100 casos são diagnosticados anualmente. Apresentam a particularidade de em um terço dos casos estarem associados a doenças hematológicas, com freqüência malignas. Duas teorias tentam explicar a origem desta associação. Na primeira, anormalidades da célula totipotencial comum a ambas as doenças seriam as responsáveis. O achado da alteração isocromossômica do cromossoma 12, tanto nos tumores mediastinais de células germinativas quanto nas células hematopoéticas componentes das anormalidades hematológicas, sugere a mesma origem para ambas as células primordiais. Na segunda, o efeito de agentes quimioterápicos usados para tratamento dos tumores mediastinais de células germinativas (principalmente o etoposide) sobre uma célula tronco hematopoética instável poderia induzir ao aparecimento da neoplasia hematológica, geralmente associada a anormalidades do cromossoma 11. Habitualmente, tanto os tumores mediastinais de células germinativas quanto a anormalidade hematológica têm comportamento agressivo e são de difícil tratamento. Novas abordagens podem ser exploradas no estadiamento e tratamento destas situações.<hr/>Mediastinal germ cell tumors are uncommon (2 to 10% of germ cell tumors), and around 100 new cases are diagnosed annually. Their relationship with hematological disorders is an unique aspect of these tumors. The hematological disorder may be part of the natural history of the germ cell tumor, both sharing the same abnormal totipotential stem cell. The two most common hematological neoplasms seen in this syndrome are acute leukemia and malignant histiocytosis. The finding of the marker chromosome isochromosome i(12p) in the mediastinal germ cell tumors and associated malignant disorder is a suggestion that both tumors may arise from a common progenitor cell. A more remote possibility is that the hematological disorder is secondary to the chemotherapy used to treat the mediastinal germ cell tumors, mainly when etoposide is part of the treatment. In this instance, association with abnormalities of chromosome 11 is common. Habitually, both malignant diseases have an aggressive behaviour and carry a poor prognosis. New approaches are advisable in the staging and treatment of these patients.