Scielo RSS <![CDATA[Alea : Estudos Neolatinos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-106X20160001&lang=en vol. 18 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Editorial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Colombian contemporary poetry (2000-2014)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Este artículo explora la obra de un grupo de poetas colombianos bajo una perspectiva doble: por una parte, las contradicciones que conlleva la crisis actual de la poesía (su marginación como forma artística en el contexto de una industria cultural que privilegia otras formas literarias), y por otra, las tensiones que hay entre el ánimo del canto, de descubrir que la poesía es una forma específica de conocimiento que permite vislumbrar una realidad diferente, más plena, que la realidad social, y el ánimo crítico, de emplear la poesía como una herramienta directa de crítica a la realidad social.<hr/>Resumo Este artigo explora a obra de um grupo de poetas colombianos sob uma perspectiva dupla: por um lado, as contradições provocadas pela crise atual da poesia (sua marginalização como forma artística no contexto de uma indústria cultural que privilegia outras formas literárias), e, por outro, as tensões que há entre a força do canto, de descobrir que a poesia é uma forma específica de conhecimento que permite vislumbrar uma realidade diferente, ainda mais plena, que a realidade social, e a força crítica, de utilizar a poesia como uma ferramental direta de crítica à realidade social.<hr/>Abstract This article explores the work of a group of Colombian contemporary poets from a double perspective: on the one hand, it explores the contradictions that the actual crisis of poetry entails (its marginalization as an artistic form in the context of a cultural industry that privileges other literary forms) and, on the other, the double pressure this poetry is subject to, torn between the will to sing, the discovery that poetry is a specific form of knowledge that gives a glimpse of a different, more comprehensive, reality than social reality, and a critical intention, which conceives poetry as a tool for social criticism. <![CDATA[The translation at the origin of the poetry: some remarkable distinctions of the Luis Rogelio Nogueras’s poetic projec]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100035&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Luis Rogelio Nogueras (La Habana, 1945-1985) no es sólo el autor de varios poemas memorables del siglo XX en lengua española y del poemario acaso más creativo del período revolucionario en la tradición cubana (La forma de las cosas que vendrán), sino también el de uno de los proyectos poéticos más singulares en la historia moderna de ese género en Cuba. A presentar y respaldar cada uno de esas distinciones se dedica este artículo.<hr/>Resumo Luis Rogelio Nogueras (La Habana, 1945-1985) não só é o autor de vários poemas memoráveis do século XX em língua espanhola e do livro de poesia com certeza mais criativo do período revolucionário na tradição cubana (La forma delas cosas que vendrán); é também o autor de um dos projetos mais singulares na história moderna desse gênero em Cuba. O artigo está dedicado a apresentar e referendar as anteriores afirmações.<hr/>Abstract Luis Roguelio Nogueras (La Habana, 1945-1985) is not only the author of some remarkable poems of the 20th century in Spanish Language and of the book of poems most creative of the Revolutionary Period in Cuban Tradition (La forma de las cosas que vendrán), but also the author of the more singular poetic project in modern history of that genre in Cuba. This article is devoted to demonstrate every one of these distinctions. <![CDATA[Control and leaks in the digital age in Turing’s delirium by Edmundo Paz Soldán]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100054&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen Lectura de la novela El delirio de Turing (2003) como evaluación estética del carácter totalitario de las democracias neoliberales, y de su relación con las tecnologías. Se estudia de qué manera Paz Soldán actualiza la reflexión sobre la lucha entre los poderosos y los oprimidos en un nuevo campo de batalla que es el mundo virtual. El delirio de Turing se compara con la novela anterior, Sueños digitales (2000). Las perspectivas, sin ser excluyentes, representan diferentes enfoques, y no se llega a la misma conclusión. Mientras en la primera, el control del Estado es total, en la más reciente se observan fugas. En El delirio de Turing, el gesto utópico está presente, no obstante es limitado. La sociedad retratada no solo es postdemocrática, también se torna paranoica.<hr/>Abstract A reading of novel Turing’s Delirium (2003) as an esthetic evaluation of the character of neoliberal totalitarian democracies and their relationship to technology. An analysis of how Paz Soldán updates reflections on the struggle between the powerful and the oppressed in a new battlefield set in a Virtual World. Turing’s Delirium is compared to Paz’s previous novel, Digital Dreams (2000). Viewpoints, bar none, present different approaches without ever arriving at the same conclusion. While in the previous novel State control is total, the most recent work shows some leaks. Though limited, the utopian gesture is present in Turing’s Delirium. Society, as portrayed, is not only post-democratic but has also turned paranoid.<hr/>Resumo Leitura do romance O delírio de Turing (2003) como avaliação estética do carácter totalitário das democracias neoliberais e de sua relação com as tecnologias. Estuda-se de que maneira Paz Soldán atualiza a reflexão sobre a luta entre os poderosos e os oprimidos, em um novo campo de batalha, que é o mundo virtual. O delírio de Turing compara-se com o romance anterior, Sonhos digitais (2000). As perspectivas, sem ser excludentes, representam diferentes enfoques, e não chegam à mesma conclusão. Ainda no primeiro romance, o controle do Estado é total, no mais recente observam-se fugas. Em O delírio de Turing, o gesto utópico está presente, não obstante é limitado. A sociedade retratada não só é pós-democrática, também torna-se paranoica. <![CDATA[“On steppe” by Samanta Schweblin: an example of contemporary fantastic, following the established canon by Cortázar]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100065&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A poética de Samanta Schewblin, no conto “Na estepe”, apresenta um esquema mecânico e reiterado no uso de procedimentos próprios dos discursos fantásticos contemporâneos, como, em especial, a falta de informações sobre o objeto que motiva a narração, o que se constitui canônico desde “Casa tomada”, de Julio Cortázar. Nesse caso, o emprego do “sujeito tácito” (nome implícito) cria a atmosfera fantástica, inquietante etc., estratégia semelhante a de um nome explicitado, mas do qual o leitor ignora o referente. Esses são procedimentos bastante estudados em relação a Cortázar, que os emprega bastante. A adoção desse recurso por Cortázar justifica as afirmações dos críticos de que Schewblin segue a tradição consagrada por seu ilustre predecessor. É essa a perspectiva a partir da qual se pretende ler “Na estepe”, de Samanta Schewblin, entre mundos possíveis da ficção fantástica.<hr/>Abstract The poetry of Schewblin Samanta, in the story “On steppe”, proposed a mechanical and reiterated scheme of fantastic contemporary procedures of the speeches, particularly the nonexistence of information about the motivating object of the narrative, which it was established as canon from “House taken” by Julio Cortazar. In this case, the use of “tacit subject” (default name) creates fantastic, or disturbs atmosphere and so on, similar to the name in an explicit strategy but ignored by the reader. These procedures are fairly analyzed for Cortazar, who frequently uses them. The adoption of this style by Cortázar justifies the position of critics that Schewblin follow her illustrious predecessor, consecrated by tradition. This is the perspective from which it is proposed to read “On steppe” by Samanta Schewblin among other possible worlds of fantastic fiction.<hr/>Resumen La poética de Samanta Schewblin, en el relato “En la estepe”, propone un esquema mecánico y reiterado en el uso de procedimientos propios de los discursos fantásticos contemporáneos, como la falta de información sobre el objeto que motiva la narración, un procedimiento que se constituyó en canon desde “Casa tomada” de Julio Cortázar. En este caso el uso del “sujeto tácito” (nombre implícito) crea la atmósfera fantástica o desasosegante, estrategia semejante a la de un nombre explicitado, pero del cual el lector ignora el referente. Estos son procedimientos bastante analizados respecto a Cortázar, que los utiliza muy a menudo. La adopción de ese estilo por Cortázar justifica las afirmaciones de los críticos de que Schewblin sigue la tradición consagrada por su ilustre predecesor. Es esta perspectiva por la cual se propone leer “En la estepa” de Samanta Schewblin, entre mundos posibles de la ficción fantástica. <![CDATA[Catalogue of death: latin american culture and the inventory of horrors]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100081&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O texto procura compreender, a partir da obra de quatro escritores e artistas – Juan Carlos Romero, Roberto Bolaño, Nuno Ramos e André Vallias – os significados que inventários, catálogos e listas assumem na cultura latino-americana das últimas décadas, em especial a ligação que mantêm com a reflexão sobre a violência que atravessa, enforma e constitui parte significativa dessa mesma cultura. Trata-se de um processo de ressignificação formal, uma vez que listas e enumerações eram já marcantes na cultura da América Latina colonial, associada aos inventários narrativos do exótico e do maravilhoso produzidos por viajantes e conquistadores. No âmbito contemporâneo, entretanto, o que se vai observar é uma (re)invenção política da linguagem e da técnica, a emergência de outras listas, agora verdadeiros inventários do horror: diante do insuportável da violência, a arte e a literatura elaboram os seus catálogos da dor e da revolta, parte da infinita tarefa da memória e do luto.<hr/>Abstract Based on the work of four creative personalities – the writers Roberto Bolaño and André Valias, and the plastic artists Juan Carlos Romero and Nuno Ramos – this text seeks to comprehend the meaning that inventories, catalogues and lists take place in the Latin American culture of the last few decades, focusing with special interest on the connection they keep with a broader reflexion over the violence that trespass and constitutes an important part of that culture. We are dealing here with a process of formal reassigning, given that that lists and enumerations were important in the culture of Colonial Latin America, as associated with the narrative inventories of the exotic and marvelous produced by travelers and conquers. In contemporary scope, though, what we observe is the political (re)invention of language and technique, the emergence of other lists, true inventories of horror: in face of the unbearable violence, art and literature elaborate their catalogs of pain and revolt, part of the infinite task of mourning.<hr/>Resumen El texto busca compreender, a partir de la obra de cuatro escritores y artistas – Juan Carlos Romero, Roberto Bolaño, Nuno Ramos y André Vallias – los significados que los inventarios, catálogos y listas asumen en la cultura latinoamericana de las últimas décadas, en especial la conexión que sostienen con la reflexión sobre la violencia que atraviesa, modela y constituye parte significativa de esa misma cultura. Se trata de un proceso de resignificación formal, puesto que las listas y las enumeraciones ya eran señaladas en la cultura de la América Latina Colonial, agregada a los inventarios narrativos de lo exótico y de lo maravilloso producidos por los viajantes y los conquistadores. En el ámbito contemporáneo , por lo tanto, se observará una (re)invención del lenguaje y de la técnica, así como la emergencia de otras listas, ahora los verdaderos inventarios del horror: frente a la insoportable violencia, el arte y la literatura elaboran sus catálogos de dolor y de revuelta, parte de la tarea infinita de la memoria y del luto. <![CDATA[César aira and the <em>Diario de la hepatites</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100099&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Na obra do escritor argentino César Aira o debate sobre a produção de sentidos no presente, a partir dos procedimentos, aparece como possibilidade de escapar do projeto e sua relação improdutiva com o futuro. Este artigo pretende discutir como Aira agencia os procedimentos, solicitando as noções de abandono e doença, e como isso se articula com a modernidade e contemporaneidade na tentativa de pensar uma alternativa estético-política para o cenário latino-americano.<hr/>Abstract Throughout the work of the argentinian writer César Aira, the debate over the production of senses in the present via the procedures appears as a possibility to escape the project and its unproductive relationship with the future. This paper intends to discuss how Aira manages the procedures, calling upon the notions of abandonment and sickness, and how that is articulated with modernity and contemporaneity in the attempt to come up with an political-aesthetic alternative to the Latin-American scenery.<hr/>Resumen En la obra del escritor argentino César Aira el debate sobre la producción de sentidos en el presente, a partir de los procedimientos, aparece como posibilidad de escapar del proyecto y su relación improductiva con el futuro. Este articulo pretende discutir como Aira agencia los procedimientos, solicitando las nociones de abandono y enfermedad, y como eso se articula con la modernidad y contemporaneidad en el intento de pensar una alternativa estético-política para el panorama latinoamericano. <![CDATA[The mystery in <em>A estranha morte do professor Antena</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100114&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O início do século XX manifesta-se como um tempo de contestação das formas tradicionais de conhecimento, tais como a filosofia, a ciência e a própria escritura. Investindo nas instâncias do sonho e do mistério, a literatura de princípios de novecentos rejeita a lógica científico-positivista, clamando por novos valores. Este trabalho pretende ler o conto A estranha morte do professor Antena, de Mário de Sá-Carneiro, como uma narrativa que compreende a memória enquanto discurso onírico que se opõe à racionalidade científica.<hr/>Abstract The beginning of the twentieth century manifests itself as a time of dissent towards the traditional forms of knowledge, such as philosophy, science and writing itself. Investing in the fields of dream and mystery, the literature of this epoch rejects the scientific, positivist logic, clamoring for new values. The aim of this paper is to read the short story A estranha morte do professor Antena, by Mário de Sá-Carneiro, as a narrative that understands memory as a dreamlike discourse opposed to scientific rationality.<hr/>Resumen El inicio del siglo XX se manifiesta como un tiempo de contestación de las formas tradicionales de conocimiento, tales como la filosofía, la ciencia y la propia escritura. Invirtiendo en las instancias del sueño y del misterio, la literatura de principios de novecientos rechaza la lógica científico-positivista, clamando por nuevos valores. Este trabajo pretende leer el cuento A estranha morte do professor Antena, de Mário de Sá-Carneiro, como una narrativa que comprende la memoria como discurso onírico que se opone a la racionalidad científica. <![CDATA[On Lolita’s aging in the administered world]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100127&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente trabalho visa a apresentar alguns modelos da relação entre Lolita, de Vladimir Nabokov, e seu leitor, como alegorias da reação da literatura modernista tardia à administração crescente da cultura – ou, mais especificamente, da forma como o romance reage ao seu envelhecimento histórico sendo progressivamente determinado pela indústria cultural, a partir de sua caracterização por Adorno e Horkheimer (2006). Dois modelos principais são apresentados: o primeiro é caracterizado pelo modo como o romance manipula o leitor como forma de evitar ser manipulado por ele, forçando-o a julgar a possibilidade de arrependimento de seu narrador e limitando-o a uma experiência de satisfação vicária; e o segundo modelo se define pela exigência que o leitor seja assimilado à lógica de decifração contida no romance, submetendo-se integralmente à autoridade autoral.<hr/>Abstract This essay proposes two models for the relationship between Vladimir Nabokov’s Lolita and its readers as allegories of the reaction of Late Modernist literature to the growing administration of culture – that is to say, as allegories of the way the novel reacts to its historical aging being progressively determined by the Culture Industry, as theorized by Adorno and Horkheimer (2006). Two basic models are outlined: the first one is defined by how the novel manipulates the reader in order to avoid being manipulated, forcing the reader to judge the possibility of the narrator’s moral redemption and limiting him or herself to vicarious experiences of pleasure; and the second model refers to how Lolita demands being deciphered by the reader, which points to him or her being completely dominated by authorial authority.<hr/>Resumen El presente trabajo presenta algunos modelos de la relación de Lolita, de Vladimir Nabokov, con su lector, como alegorías de la reacción de la literatura modernista tardía a la administración creciente de la cultura – o, específicamente, de la forma como la novela reacciona a su envejecimiento histórico, siendo progresivamente determinado por la industria cultural, a partir de su caracterización por Adorno y Horkheimer (2006). Dos modelos principales son presentados: el primero es caracterizado por el modo como la novela manipula al lector, forzándolo a juzgar la posibilidad de arrepentimiento de su narrador y limitándolo a una experiencia de satisfacción vicaria; el segundo se define por la exigencia de que el lector sea asimilado a la lógica de descodificación contenida en la novela, sometiéndose integralmente a la autoridad autoral. <![CDATA[Literatura comparada. Reflexões]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100147&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente trabalho visa a apresentar alguns modelos da relação entre Lolita, de Vladimir Nabokov, e seu leitor, como alegorias da reação da literatura modernista tardia à administração crescente da cultura – ou, mais especificamente, da forma como o romance reage ao seu envelhecimento histórico sendo progressivamente determinado pela indústria cultural, a partir de sua caracterização por Adorno e Horkheimer (2006). Dois modelos principais são apresentados: o primeiro é caracterizado pelo modo como o romance manipula o leitor como forma de evitar ser manipulado por ele, forçando-o a julgar a possibilidade de arrependimento de seu narrador e limitando-o a uma experiência de satisfação vicária; e o segundo modelo se define pela exigência que o leitor seja assimilado à lógica de decifração contida no romance, submetendo-se integralmente à autoridade autoral.<hr/>Abstract This essay proposes two models for the relationship between Vladimir Nabokov’s Lolita and its readers as allegories of the reaction of Late Modernist literature to the growing administration of culture – that is to say, as allegories of the way the novel reacts to its historical aging being progressively determined by the Culture Industry, as theorized by Adorno and Horkheimer (2006). Two basic models are outlined: the first one is defined by how the novel manipulates the reader in order to avoid being manipulated, forcing the reader to judge the possibility of the narrator’s moral redemption and limiting him or herself to vicarious experiences of pleasure; and the second model refers to how Lolita demands being deciphered by the reader, which points to him or her being completely dominated by authorial authority.<hr/>Resumen El presente trabajo presenta algunos modelos de la relación de Lolita, de Vladimir Nabokov, con su lector, como alegorías de la reacción de la literatura modernista tardía a la administración creciente de la cultura – o, específicamente, de la forma como la novela reacciona a su envejecimiento histórico, siendo progresivamente determinado por la industria cultural, a partir de su caracterización por Adorno y Horkheimer (2006). Dos modelos principales son presentados: el primero es caracterizado por el modo como la novela manipula al lector, forzándolo a juzgar la posibilidad de arrepentimiento de su narrador y limitándolo a una experiencia de satisfacción vicaria; el segundo se define por la exigencia de que el lector sea asimilado a la lógica de descodificación contenida en la novela, sometiéndose integralmente a la autoridad autoral. <![CDATA[Apresentação]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100155&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente trabalho visa a apresentar alguns modelos da relação entre Lolita, de Vladimir Nabokov, e seu leitor, como alegorias da reação da literatura modernista tardia à administração crescente da cultura – ou, mais especificamente, da forma como o romance reage ao seu envelhecimento histórico sendo progressivamente determinado pela indústria cultural, a partir de sua caracterização por Adorno e Horkheimer (2006). Dois modelos principais são apresentados: o primeiro é caracterizado pelo modo como o romance manipula o leitor como forma de evitar ser manipulado por ele, forçando-o a julgar a possibilidade de arrependimento de seu narrador e limitando-o a uma experiência de satisfação vicária; e o segundo modelo se define pela exigência que o leitor seja assimilado à lógica de decifração contida no romance, submetendo-se integralmente à autoridade autoral.<hr/>Abstract This essay proposes two models for the relationship between Vladimir Nabokov’s Lolita and its readers as allegories of the reaction of Late Modernist literature to the growing administration of culture – that is to say, as allegories of the way the novel reacts to its historical aging being progressively determined by the Culture Industry, as theorized by Adorno and Horkheimer (2006). Two basic models are outlined: the first one is defined by how the novel manipulates the reader in order to avoid being manipulated, forcing the reader to judge the possibility of the narrator’s moral redemption and limiting him or herself to vicarious experiences of pleasure; and the second model refers to how Lolita demands being deciphered by the reader, which points to him or her being completely dominated by authorial authority.<hr/>Resumen El presente trabajo presenta algunos modelos de la relación de Lolita, de Vladimir Nabokov, con su lector, como alegorías de la reacción de la literatura modernista tardía a la administración creciente de la cultura – o, específicamente, de la forma como la novela reacciona a su envejecimiento histórico, siendo progresivamente determinado por la industria cultural, a partir de su caracterización por Adorno y Horkheimer (2006). Dos modelos principales son presentados: el primero es caracterizado por el modo como la novela manipula al lector, forzándolo a juzgar la posibilidad de arrepentimiento de su narrador y limitándolo a una experiencia de satisfacción vicaria; el segundo se define por la exigencia de que el lector sea asimilado a la lógica de descodificación contenida en la novela, sometiéndose integralmente a la autoridad autoral. <![CDATA[A escola pagã]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2016000100157&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente trabalho visa a apresentar alguns modelos da relação entre Lolita, de Vladimir Nabokov, e seu leitor, como alegorias da reação da literatura modernista tardia à administração crescente da cultura – ou, mais especificamente, da forma como o romance reage ao seu envelhecimento histórico sendo progressivamente determinado pela indústria cultural, a partir de sua caracterização por Adorno e Horkheimer (2006). Dois modelos principais são apresentados: o primeiro é caracterizado pelo modo como o romance manipula o leitor como forma de evitar ser manipulado por ele, forçando-o a julgar a possibilidade de arrependimento de seu narrador e limitando-o a uma experiência de satisfação vicária; e o segundo modelo se define pela exigência que o leitor seja assimilado à lógica de decifração contida no romance, submetendo-se integralmente à autoridade autoral.<hr/>Abstract This essay proposes two models for the relationship between Vladimir Nabokov’s Lolita and its readers as allegories of the reaction of Late Modernist literature to the growing administration of culture – that is to say, as allegories of the way the novel reacts to its historical aging being progressively determined by the Culture Industry, as theorized by Adorno and Horkheimer (2006). Two basic models are outlined: the first one is defined by how the novel manipulates the reader in order to avoid being manipulated, forcing the reader to judge the possibility of the narrator’s moral redemption and limiting him or herself to vicarious experiences of pleasure; and the second model refers to how Lolita demands being deciphered by the reader, which points to him or her being completely dominated by authorial authority.<hr/>Resumen El presente trabajo presenta algunos modelos de la relación de Lolita, de Vladimir Nabokov, con su lector, como alegorías de la reacción de la literatura modernista tardía a la administración creciente de la cultura – o, específicamente, de la forma como la novela reacciona a su envejecimiento histórico, siendo progresivamente determinado por la industria cultural, a partir de su caracterización por Adorno y Horkheimer (2006). Dos modelos principales son presentados: el primero es caracterizado por el modo como la novela manipula al lector, forzándolo a juzgar la posibilidad de arrepentimiento de su narrador y limitándolo a una experiencia de satisfacción vicaria; el segundo se define por la exigencia de que el lector sea asimilado a la lógica de descodificación contenida en la novela, sometiéndose integralmente a la autoridad autoral.