Scielo RSS <![CDATA[Alea : Estudos Neolatinos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-106X20130002&lang=en vol. 15 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Editorial</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>The use value of the impossible</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Visando à reflexão sobre o projeto da revista Documents, publicada nos anos 1929-1930, o artigo discute as relações entre a arte e a etnografia a partir da noção de "valor de uso", que se tornaria decisiva na obra de Georges Bataille. Para tanto, vale-se de textos publicados na revista por autores como Michel Leiris, Georges Henri Rivière e Carl Einstein, entre outros, além do próprio Bataille.<hr/>Visant à la réflexion sur le projet de la revue Documents, publiée dans les années 1929-1930, l'article discute les rapports entre l'art et l'ethnographie à partir de la notion de "valeur d'usage", qui deviendrait décisive chez Georges Bataille. Pour ce faire, l'auteur se sert de textes publiés dans la revue par des auteurs comme Michel Leiris, Georges Henri Rivière et Carl Einstein, entre autres, outre Bataille lui-même.<hr/>The purpose of this article is to reflect upon the art magazine Documents' project, published in the years 1929-1930. It discusses the relationship between art and ethnography from the standpoint of the notion of "use value", which would become decisive in Georges Bataille's work. To this effect, the author puts to use texts by authors such as Michel Leiris, Georges Henri Rivière and Carl Einstein texts, among others, as well as Bataille himself. <![CDATA[<b>Method meditation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo aborda a reflexão sobre o método na tradição filosófica, evocando especialmente Descartes, Hegel e Heidegger, no intuito de especular sobre a especificidade do pensamento de Georges Bataille. Retomam-se, assim, noções importantes como comunidade, impossível, não-saber, entre outras<hr/>L'article aborde la réflexion sur la méthode dans la tradition philosophique, évoquant notamment Descartes, Hegel et Heidegger, dans le but de spéculer sur la spécificité de la pensée de Georges Bataille. On y reprend, ainsi, des notions comme celles de communauté, d'impossible, de non-savoir, entre autres.<hr/>This article discusses the debate on method in the philosophical tradition, evoking especially Descartes, Hegel and Heidegger, in order to speculate on the specific thought of Georges Bataille. It speculates, on concepts such as community, impossible, not-knowing, among others. <![CDATA[<b>The Excription</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Texto originalmente publicado em Po&sie, n° 47, 1988 e coligido em Une pensée finie (1990). Ele se situa no contexto dos trabalhos sobre a comunidade e Georges Bataille. Na primavera de 1983 saía o ensaio La communauté désœuvrée na revista Alea (n° 4), posteriormente (em 1986) incluído no volume homônimo com dois outros ensaios. Trata-se de escrever ali como aqui "em comunidade com Georges Bataille". "Escrever" se escrevendo nesse caso a partir do lugar de uma exterioridade marcada pelo prefixo ex-, portanto excrever. Escrito, como "excrito" (excrit), a que se junta o sentido homófono de "ex-grito" (cri, em francês). Escrever, para Georges Bataille, ou ex-crever, implica em um equívoco essencial: escreve-se sempre o grito (e não "sobre" o grito), a vida, a "coisa em si", o ser, ou seja, aquilo que por definição não se escreve, que prescinde e exclui qualquer possiblidade de escrever. Ex-crito, quer dizer, escrito fora, em uma exterioridade que, no entanto, não remete a um referente, por exemplo, a vida de Georges Bataille, mas a algo que se inscreve (ou ex-creve) sempre e apenas na ex-crita.<hr/>Texte publié originellement dans Po&sie, n° 47, 1988, et inclus dans le recueil Une pensée finie (1990). Il se situe dans le contexte des travaux sur la communauté et Georges Bataile. Au printemps de 1983, sortait La communauté désœuvrée, dans la revue Alea (n° 4), par la suite (1986), repris dans le volume de même titre avec deux autres essais. Il s'agit ici comme là d'écrire "en communauté avec Georges Bataille". "Écrire", s'écrit dans ce cas, à partir d'une extériorité, marquée par le préfixe ex-, donc ex-crire; écrit, comme "excrit", où se joint l'homophonie de ex-cri (cri, de crier). Écrire, pour Georges Bataille, ou ex-crire, renvoie à une équivoque essentielle: on écrit toujours le cri (et pas "sur" le cri), la vie, "la chose même", l'être, c'est à dire, ce que par définition ne s'écrit pas, ce qui se passe et exclu une quelconque possibilité d'écrire. Ex-crit, veux dire, écrit dehors, dans une extériorité qui, pourtant, ne renvoie pas à un réfèrent, par exemple, la vie de Georges Bataille, mais à quelque chose qui s'inscrit (ou excrit) toujours et seulement dans l'ex-criture.<hr/>Text originally published in Po&sie, n. 47, 1988, and included in Une pensée finie (1990). The text is located in the context of works on the community and Georges Bataille. In the Spring 1983, came out the essay La communauté désœuvrée (The Inoperative Community), in the magazine Alea (n. 4), later (in 1986) included in the homonymous volume, with two other essays. What is at stake in both instances is writing "in community with Georges Bataille". "Writing" written in this case in an exterior locus marked by the prefix ex-, therefore "ex-cription" (excrire). Writing, as "excription" (excrit), to which is added the homonophic meaning of "shouting" or "crying" (cri, to shout, in French). Writing for Georges Bataille, or "excribing" (ex-crire), points towards an essentially equivocal meaning: one always writes the cry and not "about" the cry, life, the "thing itself", Being, which means, that which by definition cannot be written, that which precludes and excludes any possibility of writing. Ex-crit ("excribed") however does not refer to a referent such as, for example, Georges Bataille's life, but to something which inscribes itself (or ex-cribes) always and only in the ex-cription. <![CDATA[<b>Acéphale's in-significances</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo se propõe a discutir a leitura de Bataille empreendida por Blanchot em La Communauté Inavouable, tomando como ponto de referência e de tensão o episódio Acéphale. Especula-se, assim, sobre noções como comunidade, comunismo, amizade, sacrifício.<hr/>L'article se propose de discuter la lecture de Bataille entreprise par Blanchot dans La Communauté inavouable, en prenant pour point de repère et de tension l'épisode Acéphale. On y spécule, ainsi, sur des notions comme celles de communauté, communisme, amitié, sacrifice.<hr/>The article aims at discussing Blanchot's reading of Bataille's work in La Communauté inavouable, from the standpoint of the Acéphale episode. Thus, it's main concerns are concepts such as community, communism, friendship, sacrifice. <![CDATA[<b>The confronted bull</b>: <b> the drunk</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abordando especialmente os anos 1930-1940, o texto ensaia uma aproximação do contexto de produção da obra de Georges Bataille sem perder de vista seu aspecto multifacetado. Filosofia, literatura, política, moral, sociologia, nenhum caminho demasiado direto pode alcançar o que ela tem de essencial, em sua dimensão a um só tempo sagrada, louca, erótica, malévola, provocadora.<hr/>En abordant notamment les années 1930-1940, le texte propose une approche du contexte de production de l'œuvre de Georges Bataille, sans perdre de vue son aspect multiforme. Philosophie, littérature, politique, morale, sociologie, aucune voie directe ne permet d'atteindre ce qu'elle a d'essentiel, dans sa dimension à la fois sacrée, folle, érotique, maléfique, provocatrice.<hr/>Encompassing the period from 1930 to 1940, the text offers an approach to the production's context of the work of Georges Bataille, without losing sight of its multifaceted aspects. Philosophy, literature, politics, ethics, sociology, no direct route can achieve its essential points, in its dimension both sacred, wild, erotic, evil, provocative. <![CDATA[<b>The inner experience as an actor's experience</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Trata-se de voltar, com Georges Bataille, a um dos dramas mais excessivos e mais impossíveis de representar de A formação do ator, de Stanislavski: a cena chamada de "o dinheiro queimado". Se Tortsov, o mestre desse ensaio teatral que assume a forma de uma narrativa de formação, não cessa de fazer seus jovens atores repetirem essa cena, ao ponto de ela tornar-se um dos leitmotiven maiores do livro, é porque Stanislavski vê nela um limite para o mimodrama e o melodrama cujo domínio é necessário à atuação moderna do ator. Essa cena age como um episódio crítico do acontecimento da "encenação". Pode-se lê-la como uma "experiência interior", o que permite precisar a um só tempo a filosofia singular de Stanislavski e o "método de dramatização" de Bataille.<hr/>The objective here is to revisit, alongside with Georges Bataille, one of the most excessive, and most difficult to perform, dramas in Stanislavski's An Actor Prepares: the scene called "the burnt money". If Tortsov, the master in this theatrical essay that takes the form of a novel of formation, insists on asking his apprentices to repeat the scene, to the extent that it becomes one of the greatest leitmotiven in the book, it is because Stanislavski himself sees in it the outer frontiers of pantomime and melodrama, to which every modern actor should get acquainted to in order to act. This scene acts as a critical episode of the "staging" event. One could read it as an "inner experience", which allows for a double particularization: that of Stanislavski's singular philosophy and that of Bataille's "dramatization method".<hr/>Il s'agit ici de revenir, avec Georges Bataille, sur l'un des drames les plus excessifs et les plus impossibles à représenter de La Formation de l'acteur, de Stanislavski: la scène dite de "l'argent brûlé". Si Tortsov, le maître de cet essai théâtral qui prend la forme d'un récit de formation, ne cesse de faire répéter cette scène à ses jeunes comédiens, au point qu'elle en devient l'un des leitmotivs majeurs du livre, c'est que Stanislavski voit en elle une limite au mimodrame et au mélodrame dont la maîtrise est nécessaire au jeu moderne de l'acteur. Cette scène agit comme un épisode critique de l'avènement de la "mise en scène". On peut la lire comme une "expérience intérieure", ce qui permet de préciser à la fois la philosophie singulière de Stanislavski et la "méthode de dramatisation" de Bataille. <![CDATA[<b>"A precipice, like existence"</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Se o fato antropológico está ligado ao empreendimento de conjurar por meio de "feitiçarias" (Mallarmé) de linguagem o fora-de-todo-sentido do fato da existência (ele, "um precipício"), todo discurso de saber (toda teoria) não menos do que toda arte se descobrem então, uns não menos do que outros, como as propiciações que são. Este artigo pretende sustentar um entendimento radical, meditado, de Kafka: "Escrever é uma forma de oração<hr/>Si le fait anthropologique tient à l'entreprise de conjurer par des "sorcelleries" (Mallarmé) de langage le hors-tout-sens du fait de l'existence (lui, "un à-pic"), tout discours de savoir (toute théorie) non moins que tout art (toute poésie) se découvrent alors, les uns non moins que les autres, les propitiations qu'ils sont. Cet article fait droit à une entente radicale, méditée, de Kafka: "Ecrire est une forme de la prière".<hr/>If the anthropological fact is linked to the enterprise of, through language "sorcery" (Mallarmé), conjuring the out-of-all-sense of existence (it, "a precipice"), all discourse of knowledge (all theory) and all art discover themselves as propitiations. This paper intends to sustain a radical understanding put forth by Kakfa: "Writing is a form of prayer". <![CDATA[<b>Hegel, death and sacrifice</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Se o fato antropológico está ligado ao empreendimento de conjurar por meio de "feitiçarias" (Mallarmé) de linguagem o fora-de-todo-sentido do fato da existência (ele, "um precipício"), todo discurso de saber (toda teoria) não menos do que toda arte se descobrem então, uns não menos do que outros, como as propiciações que são. Este artigo pretende sustentar um entendimento radical, meditado, de Kafka: "Escrever é uma forma de oração<hr/>Si le fait anthropologique tient à l'entreprise de conjurer par des "sorcelleries" (Mallarmé) de langage le hors-tout-sens du fait de l'existence (lui, "un à-pic"), tout discours de savoir (toute théorie) non moins que tout art (toute poésie) se découvrent alors, les uns non moins que les autres, les propitiations qu'ils sont. Cet article fait droit à une entente radicale, méditée, de Kafka: "Ecrire est une forme de la prière".<hr/>If the anthropological fact is linked to the enterprise of, through language "sorcery" (Mallarmé), conjuring the out-of-all-sense of existence (it, "a precipice"), all discourse of knowledge (all theory) and all art discover themselves as propitiations. This paper intends to sustain a radical understanding put forth by Kakfa: "Writing is a form of prayer". <![CDATA[<b>To make, poetry</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Se o fato antropológico está ligado ao empreendimento de conjurar por meio de "feitiçarias" (Mallarmé) de linguagem o fora-de-todo-sentido do fato da existência (ele, "um precipício"), todo discurso de saber (toda teoria) não menos do que toda arte se descobrem então, uns não menos do que outros, como as propiciações que são. Este artigo pretende sustentar um entendimento radical, meditado, de Kafka: "Escrever é uma forma de oração<hr/>Si le fait anthropologique tient à l'entreprise de conjurer par des "sorcelleries" (Mallarmé) de langage le hors-tout-sens du fait de l'existence (lui, "un à-pic"), tout discours de savoir (toute théorie) non moins que tout art (toute poésie) se découvrent alors, les uns non moins que les autres, les propitiations qu'ils sont. Cet article fait droit à une entente radicale, méditée, de Kafka: "Ecrire est une forme de la prière".<hr/>If the anthropological fact is linked to the enterprise of, through language "sorcery" (Mallarmé), conjuring the out-of-all-sense of existence (it, "a precipice"), all discourse of knowledge (all theory) and all art discover themselves as propitiations. This paper intends to sustain a radical understanding put forth by Kakfa: "Writing is a form of prayer". <![CDATA[<b>On the way to prose</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Se o fato antropológico está ligado ao empreendimento de conjurar por meio de "feitiçarias" (Mallarmé) de linguagem o fora-de-todo-sentido do fato da existência (ele, "um precipício"), todo discurso de saber (toda teoria) não menos do que toda arte se descobrem então, uns não menos do que outros, como as propiciações que são. Este artigo pretende sustentar um entendimento radical, meditado, de Kafka: "Escrever é uma forma de oração<hr/>Si le fait anthropologique tient à l'entreprise de conjurer par des "sorcelleries" (Mallarmé) de langage le hors-tout-sens du fait de l'existence (lui, "un à-pic"), tout discours de savoir (toute théorie) non moins que tout art (toute poésie) se découvrent alors, les uns non moins que les autres, les propitiations qu'ils sont. Cet article fait droit à une entente radicale, méditée, de Kafka: "Ecrire est une forme de la prière".<hr/>If the anthropological fact is linked to the enterprise of, through language "sorcery" (Mallarmé), conjuring the out-of-all-sense of existence (it, "a precipice"), all discourse of knowledge (all theory) and all art discover themselves as propitiations. This paper intends to sustain a radical understanding put forth by Kakfa: "Writing is a form of prayer". <![CDATA[<b>"But let us leave Mr. Bataille!"</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Se o fato antropológico está ligado ao empreendimento de conjurar por meio de "feitiçarias" (Mallarmé) de linguagem o fora-de-todo-sentido do fato da existência (ele, "um precipício"), todo discurso de saber (toda teoria) não menos do que toda arte se descobrem então, uns não menos do que outros, como as propiciações que são. Este artigo pretende sustentar um entendimento radical, meditado, de Kafka: "Escrever é uma forma de oração<hr/>Si le fait anthropologique tient à l'entreprise de conjurer par des "sorcelleries" (Mallarmé) de langage le hors-tout-sens du fait de l'existence (lui, "un à-pic"), tout discours de savoir (toute théorie) non moins que tout art (toute poésie) se découvrent alors, les uns non moins que les autres, les propitiations qu'ils sont. Cet article fait droit à une entente radicale, méditée, de Kafka: "Ecrire est une forme de la prière".<hr/>If the anthropological fact is linked to the enterprise of, through language "sorcery" (Mallarmé), conjuring the out-of-all-sense of existence (it, "a precipice"), all discourse of knowledge (all theory) and all art discover themselves as propitiations. This paper intends to sustain a radical understanding put forth by Kakfa: "Writing is a form of prayer". <![CDATA[<b>Poor poetry, answers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Se o fato antropológico está ligado ao empreendimento de conjurar por meio de "feitiçarias" (Mallarmé) de linguagem o fora-de-todo-sentido do fato da existência (ele, "um precipício"), todo discurso de saber (toda teoria) não menos do que toda arte se descobrem então, uns não menos do que outros, como as propiciações que são. Este artigo pretende sustentar um entendimento radical, meditado, de Kafka: "Escrever é uma forma de oração<hr/>Si le fait anthropologique tient à l'entreprise de conjurer par des "sorcelleries" (Mallarmé) de langage le hors-tout-sens du fait de l'existence (lui, "un à-pic"), tout discours de savoir (toute théorie) non moins que tout art (toute poésie) se découvrent alors, les uns non moins que les autres, les propitiations qu'ils sont. Cet article fait droit à une entente radicale, méditée, de Kafka: "Ecrire est une forme de la prière".<hr/>If the anthropological fact is linked to the enterprise of, through language "sorcery" (Mallarmé), conjuring the out-of-all-sense of existence (it, "a precipice"), all discourse of knowledge (all theory) and all art discover themselves as propitiations. This paper intends to sustain a radical understanding put forth by Kakfa: "Writing is a form of prayer". <![CDATA[<b>Povos expostos, povos figurantes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2013000200014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Se o fato antropológico está ligado ao empreendimento de conjurar por meio de "feitiçarias" (Mallarmé) de linguagem o fora-de-todo-sentido do fato da existência (ele, "um precipício"), todo discurso de saber (toda teoria) não menos do que toda arte se descobrem então, uns não menos do que outros, como as propiciações que são. Este artigo pretende sustentar um entendimento radical, meditado, de Kafka: "Escrever é uma forma de oração<hr/>Si le fait anthropologique tient à l'entreprise de conjurer par des "sorcelleries" (Mallarmé) de langage le hors-tout-sens du fait de l'existence (lui, "un à-pic"), tout discours de savoir (toute théorie) non moins que tout art (toute poésie) se découvrent alors, les uns non moins que les autres, les propitiations qu'ils sont. Cet article fait droit à une entente radicale, méditée, de Kafka: "Ecrire est une forme de la prière".<hr/>If the anthropological fact is linked to the enterprise of, through language "sorcery" (Mallarmé), conjuring the out-of-all-sense of existence (it, "a precipice"), all discourse of knowledge (all theory) and all art discover themselves as propitiations. This paper intends to sustain a radical understanding put forth by Kakfa: "Writing is a form of prayer".