Scielo RSS <![CDATA[Alea : Estudos Neolatinos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-106X20150001&lang=pt vol. 17 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Jacques Derrida: relances]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[O Séminaire de Jacques Derrida por quatro caminhos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Quais são as dificuldades de um trabalho de edição dos Seminários de um filósofo como Jacques Derrida? Quais são os riscos com os quais é necessário se defrontar? Na busca de responder a questões como essas, tratando especificamente da publicação dos dois volumes do Séminaire La bête et le souverain, o presente ensaio desenvolve uma reflexão percuciente acerca do arquivo, do luto, da herança e, ainda, sobre a improvisação, a figura do leitor, a partir do modo como se colocam na obra de Derrida. Durante quarenta anos de ensino, o filósofo nos legou uma "obra de pensamento" que pode, agora, ser confrontada, senão transformada, deslocada pelas publicações dos seus Seminários.<hr/>What difficulties are to be overcome when editing Jacques Derrida's seminars? What risks taken? The essay seeks to provide an answer to these questions, raised by the original French publication of The Beast and the Sovereign's two volumes, through a probing reflection on such topics as the archive, mourning and inheritance - as well as improvisation and the reader's instance - in keeping with the way these questions arise in Derrida's writings. Throughout forty years of teaching, he has left us a "work of thought" that the publication of his seminars is bound to shift and alter anew.<hr/>Quelles sont les difficultés à surmonter dans un travail d'édition des séminaires de Jacques Derrida ? Quels risques faut-il savoir assumer ? Pour répondre à ces questions, mises en rapport avec la publication des deux volumes du Séminaire La bête et le souverain, cet essai développe une réflexion pénétrante au sujet de l'archive, du deuil, de l'héritage, mais aussi de l'improvisation, de l'instance du lecteur, quant à la manière dont ces questions se présentent dans l'œuvre de Derrida. Au cours de ces quarante années d'enseignement, le philosophe nous a laissé une "œuvre de pensée" que la publication de ses séminaires viendra encore déplacer et transformer. <![CDATA[A besta e o soberano: três notas para Derrida]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100035&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Partindo do entrelaçamento original entre os conceitos de soberania e bestialidade elaborado por Jacques Derrida nos seminários de A besta e o soberano, este ensaio investiga as formas pelas quais tal entrelaçamento é pensado por três filósofos que se debruçaram sobre o tema. Em Aristóteles, está em questão a tensão no conceito de homem ideal, aquele que, por ser ideal, não é naturalmente político - politikon zoon - e, portanto, como um deus ou uma besta, fica acima ou abaixo da polis. Sendo superior, é ele quem fará a justiça e as leis, não podendo, consequentemente, fazer parte de um estado. Em Bataille, trata-se de avaliar o modo como o filósofo elabora a associação entre a soberania e a morte, numa lógica de autoperversão ou autoimunidade que fará aflorar a inumanidade do soberano, fazendo com que a soberania seja um constante pôr-se à morte do soberano. Em Heidegger, é possível notar como o filósofo, a partir da leitura de Antígona, propõe e pensa a violência original do conceito de soberania na figura do hupsipolis apolis, isto é, daquele que, por honrar e obedecer as leis do estado, quebrará essas leis e será banido da polis, demonstrando a inseparabilidade entre os conceitos de soberania e bestialidade.<hr/> Soulignant la complicité originelle entre les concepts de souveraineté et animalité, dans les séminaires de La bête et le souverain , de Jacques Derrida, cet essai discute les formes dont cette complicité a été pensée par trois philosophes. Chez Aristote, il est question d'une tension dans le concept d'homme idéal, celui qui, pour être idéal, n'est pas naturellement politique - politikon zoon - , et qui, à l'exemple d'un dieu ou d'une bête, reste au-dessus ou en dessous de la polis . Parce que sa supériorité lui permet d'établir la justice et les lois, il n'est pas en mesure de participer d'un état. Chez Bataille, il s'agit de penser la façon dont le philosophe élabore le rapport entre la souveraineté et la mort, dans une logique d'autoperversion ou d'auto-immunité qui fait é...<hr/>Based on the original entanglement between the concepts of sovereignty and bestiality developed by Jacques Derrida in the seminars of The Beast and the Sovereign, this paper investigates the ways in which such entanglement is thought by three philosophers who have studied the subject. In Aristotle, the point is the tension in the concept of ideal man, who, being ideal, is not naturally political - politikon zoon - and therefore, as a god or beast, is above or below the polis. Being superior, he is the one who will do justice and his own laws, and may not, therefore, be part of a state. In Bataille, it must be evaluated how the philosopher develops the association between sovereignty and death, in a logic of self-perversion or autoimmunity, what will touch on the inhumanity of the sovereign and make sovereignty a constant risk of death to the sovereign. In Heidegger, it is possible to see how the philosopher, from his reading of Antigone, proposes and thinks the original violence of the concept of sovereignty in the figure of hupsipolis apolis, i.e., the one who, in honor and obeying to the laws of the state, will break these laws and be banned from the polis, demonstrating the inseparability of the concepts of sovereignty and bestiality. <![CDATA[Defunta morte: luto, sobrevida, ressurreição]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100052&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tendo como objetivo compreender o motivo derridiano da sobrevida, este artigo propõe a análise da concepção de morte que encontramos na obra de Jacques Derrida e do diálogo que ela estabelece com o pensamento ocidental, especificamente a respeito desse tema, em Hegel, Heidegger, Nietzsche etc. A discussão se concentra em duas aporias com as quais Derrida se confrontou: a aporia do relevamento [relève] e a aporia da finitude. Após examinar o lugar do pensamento derridiano da morte no âmbito da tradição filosófica, o trabalho procura mostrar que as relações de Derrida com a literatura - representada aqui pelas obras de Maurice Blanchot e Antoine Artaud - são capazes de oferecer uma espécie de resposta a essas aporias e de iluminar a visão da morte apresentada pelo filósofo francês.<hr/>Dans le but de comprendre le motif derridien de la survie, cet article se consacre à l'analyse de la conception de la mort prévalant dans l'œuvre de Jacques Derrida et au dialogue que celle-ci établit avec la pensée occidentale sur ce thème (Hegel, Heidegger, Nietzsche etc.). La discussion se concentre sur deux apories auxquelles Derrida s'est confronté: l'aporie de la relève et l'aporie de la finitude. Après avoir examiné la place de la pensée derridienne sur la mort dans le cadre de la tradition philosophique, on cherche à montrer que les rapports de Derrida à la littérature - représentée ici par les œuvres de Maurice Blanchot et d'Antoine Artaud - sont capables d'offrir une sorte de réponse à ces apories et de jeter de la lumière sur la vision de la mort présentée par le philosophe français.<hr/>In order to understand the Derridean idea of survival, this paper analyses the concept of death developed by Jacques Derrida, as well as the dialogue that this concept establishes with western thought (Hegel, Heidegger, Nietzsche etc.). The discussion emphasizes two aporias focused by Derrida: the aporia of relève and the aporia of finitude. After examining the place of Derrida's concept of death in relation to philosophical tradition, the paper aims to show that the relations between Derrida and literature - represented here by the works of Maurice Blanchot and Antoine Artaud - are able to give a kind of reply to these aporias, as well as to clarify the idea of death presented by the French philosopher. <![CDATA[Após Derrida: a amizade filosófica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100064&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abordagem das relações entre o pensamento de Jaques Derrida e o de Walter Benjamin a partir da questão da tradução. Leitura do ensaio "Torres de Babel", em que Derrida recorre ao famoso ensaio "A tarefa do tradutor", de Benjamin, para desconstruir uma teoria tradicional da tradução como transmissão do significado. Finalmente, interpretação da questão filosófica da amizade, a partir das relações de Derrida com o pensamento de Benjamin, Heidegger e Gadamer, entre outros.<hr/>Approach to the relationship between Jacques Derrida's and Walter Benjamin's thoughts on translation. Reading of the essay "Towers of Babel", in which Derrida, in order to deconstruct a traditional theory of translation as the convey of meaning, comments on Benjamin's famous essay "The Task of the Translator". Finally, an interpretation of the philosophical issue of friendship, having as a starting point Derrida's relation to the thoughts of Benjamin, Heidegger and Gadamer, among others.<hr/>Approche des rapports entre la pensée de Jacques Derrida et celle de Walter Benjamin, ayant comme point de départ la question de la traduction. Lecture de l'essai " Des Tours de Babel " où Derrida a recours au célèbre essai " La tâche du traducteur ", de Benjamin, pour déconstruire une théorie traditionnelle de la traduction en tant que transmission du signifié. Enfin, interprétation de la question philosophique de l'amitié, à partir des rapports de Derrida avec la pensée de Benjamin, Heidegger et Gadamer, entre autres. <![CDATA[Derrida's Spanish-speaking Connections]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100078&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt En la primera parte de este artículo se proporciona una relación de los distintos viajes de Derrida a España, de los mejores especialistas en su pensamiento (incluidos algunos de otros países de habla hispana), así como de las tesis doctorales que sobre él se han defendido en nuestro país. También se hace un breve balance de las monografías y de las traducciones de sus libros en lengua española. En la segunda parte, un joven especialista en Derrida narra la recepción de la deconstrucción en primera persona haciendo fuerte hincapié en el caso particular de Galicia, llevado a cabo desde los márgenes de la institución y desde la lusofonía.<hr/>Dans la première partie de cet article, nous dressons un rapport des voyages de Derrida en Espagne, des meilleurs spécialistes de sa pensée (y compris quelques-uns appartenant à d'autres pays de langue espagnole), ainsi que des thèses doctorales sur lui soutenues dans notre pays. Nous fournissons également un bref bilan des monographies, ainsi que des traductions de ses livres en espagnol. Dans la deuxième partie, un jeune spécialiste de la pensée de Derrida raconte en première personne l'accueil fait à la déconstruction en insistant très particulièrement dans le cas précis de la Galice : un accueil dans les marges de l'institution et à partir de la lusophonie.<hr/>In the initial part of this article, there is an overview of the several trips made by Derrida to Spain, by the best specialists in his thinking (some of them from other Spanish-speaking countries), and the doctoral theses that have been defended in our country. A brief evaluation of monographs and translations in the Spanish language of his books is also made. In the second part, a young specialist in Derrida narrates the reception of the deconstruction in first person with strong emphasis on the particular case of Galicia, carried out from the margins of the institution and from the lusophony. <![CDATA[Teorizar em "português brasileiro"? (Monolinguismo, tradução, ex-apropriação)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100092&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Esforçando-se por pensar um modo próprio de teorização lusófona no Brasil que escape tanto da importação/tradução aculturadora de textos teóricos estrangeiros que caracteriza em larga medida a vida intelectual e acadêmica do país quanto da teorização nacionalizante baseada numa "subtração" de tudo que seria estrangeiro, mas também da falsa solução a essa dicotomia representada pelo influente discurso da "Antropofagia", este ensaio delineia, com base em Derrida, a perspectiva da tradução ex-apropriadora em português brasileiro como prática discursiva contra-hegemônica.<hr/>Attempting to think an own way of lusophone theorization in Brazil, one that escapes both the acculturative import/translation of foreign theoretical texts that in large measure characterizes intelectual and academic life in the country and the nationalizing theorization based on an "subtraction" of all that would be foreign, but that also escapes the false solution to this dichotomy represented by the influential discourse of "Antropofagia", this essay outlines, based in Derrida, the perspective of ex-appropriative translation in Brazilian Portuguese as a counter-hegemonic discursive practice.<hr/>En s'efforçant de penser un mode propre de théorisation lusophone au Brésil qui échappe tant à l'importation/traduction acculturatrice des textes théoriques étrangers qui caratérise, dans une large mésure, la vie intellectuelle et académique au pays qu'à théorisation nationalisante basée sur une "subtraction" de tout ce qui serait étranger, mas aussi à la fausse solution à cette dichotomie representée par l'influent discours de l'"Antropofagia", cet éssai esquisse, appuyé sur Derrida, la perspective de la traduction ex-appropriative en portugais brésilien comme pratique discursive contre-hégémonique. <![CDATA[A estranha instituição da literatura no multiverso dos espectros]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100114&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O texto busca delinear os contornos gerais da espectrologia (hantologie) a partir das ideias de "economia geral" (Bataille) e da repercussão da psicanálise freudiana enquanto modelo do real inconsistente para Jacques Derrida. Sustenta, portanto, que o domínio dos fantasmas não pertence à ordem da representação, mas ao real enquanto tal com seus próprios direitos. Finalmente, aproxima a literatura do domínio dos fantasmas, apresentando a ficção como uma intervenção que cria o impossível.<hr/>The text presents general aspects of hauntology (hantologie) with the ideas of "general economy" (Bataille) and the freudian psychoanalysis' repercussion as a model for real inconsistency to Jacques Derrida. It sustains, therefore, that the ghosts' domain do not belongs to the order of representation, but to the real as itself with its own rights. Finally, it approaches literature to the domain of ghosts, presenting fiction as an intervention that creates the impossible.<hr/>El texto busca delinear los contornos generales de la espectrología (hantologie) a partir de las ideas de "economía general" y de la repercusión del psicoanálisis freudiana como modelo del real inconsistente para Jacques Derrida. Así, sostiene que el dominio de los fantasmas no pertenece al orden de representación, pero al real en cuanto tal con sus propios derechos. Por fin, acerca la literatura del dominio de los fantasmas al presentar la ficción como una intervención que crea el imposible. <![CDATA[Estéticas do animal-estar]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100127&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este ensaio é uma leitura do texto de Derrida O animal que logo sou (A seguir) e uma reflexão sobre os possíveis usos da expressão animal-estar para a descrição dos desafios contemporâneos da estética. Assim, ao investigar o desconforto subjetivo envolvido no gesto de ultrapassar a fronteira entre homem e animal, e de desterritorializar o pensamento, o estudo se debruça sobre os efeitos da anulação da distância estética e sobre a exacerbação do componente "sensível" da expressão geral "experiência sensível". Resultado da falha da domesticação da percepção, relacionado também à atualização das emoções e das reações do corpo, o animal-estar do leitor possibilita uma subversão da reflexividade especular redutora.<hr/>This essay is a reading of Derrida's The Animal That Therefore I Am and a reflection on the possibility of the uses of the expression animal-being for the description of the contemporary aims of esthetics. In analyzing the subjective discomfort involved in the gesture of crossing lines and of deterritorialization of the thinking, the paper investigates the effects of the annulation of the esthetic distance and of the extrapolation of the component "sensible" in the general expression "sensible experience". Because of the failure to provide the domestication of the perception, also related to the importance of emotions and body-reactions, the animal-being of the reader leads to a subversion of the reductive reflexivity.<hr/>Cet essai est une lecture de L'animal que donc je suis de Derrida et une réflexion sur les usages productifs du mot animal-être pour la description des enjeux contemporains de l'esthétique. Ainsi, en examinant le mal-être subjectif lié au geste de traverser les frontières homme-animal et de déterritorialiser l'acte de penser, l'étude se penche sur les effets de l'annulation de la distance esthétique et de l'exacerbation de l'élément "sensible" dans l'expression "expérience sensible". En résultant du fracas de la domestication de la perception et en mettant en jeu des émotions et des réactions corporelles, l'animal-être du lecteur permet aussi une subversion de la réflexivité spéculaire réductionniste. <![CDATA[Enlouquecer o texto da lei: a violência dos traços autobiográficos na literatura brasileira contemporânea]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100139&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A disseminação de traços autobiográficos na produção literária brasileira contemporânea, apesar de estudos recentes, reporta, ainda, uma série de questões que dizem respeito, muitas vezes, ao modo genérico e homogêneo do tratamento dado ao tema. Investiga-se em que sentido o pensamento de Jacques Derrida, para quem a "tentação autobiográfica" sempre foi uma forma de contaminar a "língua" da filosofia, pode contribuir para responder ao que acontece e tem lugar no presente.<hr/>The sprinkling of autobiographical traces in the Brazilian contemporary literature production, despite recent publications, still reveals a set of questions that refer, in many cases, to the generic and homogeneous treatment dispensed to the issue. We enquire in which ways Jacques Derrida's thought, to whom the "autobiographical temptation" has always been a way to inoculate the "idiom" of philosophy, can contribute to answer to what happens and lives in the present time.<hr/>Malgré les études récentes, la dissémination de traces autobiographiques dans la production littéraire brésilienne contemporaine renvoie encore à un ensemble de questions concernant, le plus souvent, la manière générique et homogène du traitement apporté au thème. On examine ici dans quelle mesure la pensée de Jacques Derrida, pour qui la "tentation autobiographique" a toujours été une manière de contaminer la "langue" de la philosophie, peut contribuer à répondre à ce qui se produit et se situe dans le présent. <![CDATA[Sem mais - <em>decidir</em> desde a loucura]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100153&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Tomando a epígrafe de Kierkegaard lançada por Jacques Derrida em seu "Cogito e história da loucura", digo, de sua leitura do texto de Foucault, o presente trabalho propõe discutir o instante da decisão, mais além do enigma, como instância última, aporética e no limiar do enlutamento. Desse modo, toda interpretação convergiria a um espaçamento da escritura, ao espaçamento que rompe a clausura e institui-se desde o segredo, desde a paixão do nome, como fica evidenciado pela textualidade de Mallarmé, Artaud, Rosa e Derrida.<hr/>Taking the epigraph of Kierkegaard launched by JacquesDerrida in his "Cogito and the history of madness", by his reading of the text of Foucault, this paper aims to discuss the moment of decision, beyond the enigma, as an ultimate aporia and on the threshold of mourning. Thus, any interpretation converge to aspacing of writing, the spacing that breaks the cloister and establish it self from the secret, since the passion of the name, as it is evidenced by the textuality of Mallarmé, Artaud, Rosa and Derrida.<hr/>En prenantl'épigraphe de Kierkegaard prise par Jacques Derrida dans son "Cogito et l'histoire de la folie", sa lecture du texte de Foucault, cet essai a pour but de discuter l'instant de la décision, au-delà del'énigme, comme dernière instance, aporétique et sur ​​le seuildudeuil. Ainsi, toute interprétation convergeraità un espacement de l'écriture, à l'espacement qui rompt la clôtureets'établie dès le secret, la passion du nom, tant qu'on le met en évidence par la textualité de Mallarmé, Artaud, Rosa et Derrida. <![CDATA[O espectro do nome: notas sobre a questão lexical de uma língua filosófica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100162&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este breve texto celebra a relação do pensamento de Jacques Derrida com a linguagem, no sentido de uma afirmação do poder abissal, espectral das palavras de se tornarem lexemas filosóficos em constante movimento.<hr/>Ce bref texte célèbre le rapport de la pensée de Jacques Derrida au langage, dans le sens d'une affirmation du pouvoir abyssal, spectral des mots de devenir des lexèmes philosophiques en mouvement incessant.<hr/>This short text celebrates the relationship of Jacques Derrida's thought with language, in the sense of an affirmation of the abyss power, spectral of words to become philosophical lexeme in constant movement. <![CDATA[Política e/ou Política<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100166&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na entrevista publicada em francês sob o título de Politique et Amitié, Derrida diz: "O próprio 'político' é um filosofema - e finalmente muito obscuro." Esta obscuridade não se dissipa certamente facilmente, e talvez nada mesmo, porque é a síntese das três obscuridades temíveis do "comum", do "poder" e do "sentido". Mas é possível, pelo menos, introduzir uma distinção entre a política compreendida como assunção d'"o ser do homem na sua relação ao ente" e a política compreendida como a esfera particular encarregada de manter aberto o acesso a uma tal relação. Isto faz uma enorme diferença e, no entanto, nós empregamos a palavra com os dois valores alternados, ou então confundidos. Se uma diferença vem à luz, não é senão entre uma "política" restrita, governamental, "politiqueira" mesmo, e a grande "Política". O que se encetou com a democracia.<hr/> Dans l'entretien publié en français sous le titre Politique et Amitié , Derrida dit: "Le 'politique' lui-même est un philosophème - et finalement très obscur." Cette obscurité ne se dissipe certes pas facilement, et peut-être pas du tout, car elle est la synthèse des trois obscurités redoutables du "commun", du "pouvoir" et du "sens". Mais on peut introduire au moins une distinction entre la politique comprise comme assomption de "l'être de l'homme dans son rapport à l'étant" et la politique comprise comme la sphère particulière chargée de garder ouvert l'accès à un tel rapport. Cela fait une très grande différence, et pourtant nous employons le mot avec les deux valeurs alternées ou bien confondues. Si une diffé...<hr/>In the interview published in French under the title Politique et Amitié, Derrida says: "The 'political' itself is a philosopheme - and ultimately quite an obscure one." This obscurity is not easily dissipated, for sure, and perhaps not at all, because it is the synthesis of the three fearful obscurities: the "common", "power" and "sense". Yet it is at least possible to introduce a distinction between politics understood as assumption of the 'being of man in his relation to the being' and politics understood as the particular sphere responsible for holding open the access to such a relation. This makes a huge difference, and nonetheless we use the word with the two values alternating or even confused. If a difference comes to light, it is just between a restricted "politics", governmental, even derogatorily "political", and the great 'Politics'. A difference that arose with democracy. <![CDATA[Pensar em não ver - escritos sobre as artes do visível (1979-2004)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2015000100181&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Na entrevista publicada em francês sob o título de Politique et Amitié, Derrida diz: "O próprio 'político' é um filosofema - e finalmente muito obscuro." Esta obscuridade não se dissipa certamente facilmente, e talvez nada mesmo, porque é a síntese das três obscuridades temíveis do "comum", do "poder" e do "sentido". Mas é possível, pelo menos, introduzir uma distinção entre a política compreendida como assunção d'"o ser do homem na sua relação ao ente" e a política compreendida como a esfera particular encarregada de manter aberto o acesso a uma tal relação. Isto faz uma enorme diferença e, no entanto, nós empregamos a palavra com os dois valores alternados, ou então confundidos. Se uma diferença vem à luz, não é senão entre uma "política" restrita, governamental, "politiqueira" mesmo, e a grande "Política". O que se encetou com a democracia.<hr/> Dans l'entretien publié en français sous le titre Politique et Amitié , Derrida dit: "Le 'politique' lui-même est un philosophème - et finalement très obscur." Cette obscurité ne se dissipe certes pas facilement, et peut-être pas du tout, car elle est la synthèse des trois obscurités redoutables du "commun", du "pouvoir" et du "sens". Mais on peut introduire au moins une distinction entre la politique comprise comme assomption de "l'être de l'homme dans son rapport à l'étant" et la politique comprise comme la sphère particulière chargée de garder ouvert l'accès à un tel rapport. Cela fait une très grande différence, et pourtant nous employons le mot avec les deux valeurs alternées ou bien confondues. Si une diffé...<hr/>In the interview published in French under the title Politique et Amitié, Derrida says: "The 'political' itself is a philosopheme - and ultimately quite an obscure one." This obscurity is not easily dissipated, for sure, and perhaps not at all, because it is the synthesis of the three fearful obscurities: the "common", "power" and "sense". Yet it is at least possible to introduce a distinction between politics understood as assumption of the 'being of man in his relation to the being' and politics understood as the particular sphere responsible for holding open the access to such a relation. This makes a huge difference, and nonetheless we use the word with the two values alternating or even confused. If a difference comes to light, it is just between a restricted "politics", governmental, even derogatorily "political", and the great 'Politics'. A difference that arose with democracy.