Scielo RSS <![CDATA[Alea : Estudos Neolatinos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-106X20110001&lang=en vol. 13 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Editorial</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Um atlas contra o vento</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo aborda duas exposições, Atlas. Como llevar el mundo a cuestas?, cujo curador foi Georges Didi-Huberman e Imágenes e Historias. Argentina 1848-2010, curada por Diana Wechsler. Am-bas consideram a produção artística como fruto de montagem, em que objetos, espaços e tempos podem ser reconfigurados. Am-bas também encaram a experiência da imagem com base não na ordem cronológica e logocêntrica, como no historicismo clássico, mas a partir do reconhecimento da densidade de sentidos da imagem, bem como de seu poder expressivo, capaz de desestabilizar paradigmas epistemológicos da história da arte.<hr/>This paper focuses two exhibitions, Atlas. How to carry the world on one's back?, curated by Georges Didi-Huberman and Images and histories. Argentina 1848-2010, curated by Diana Wechsler. Both consider artistic production as a montage, in which things, places and time can be reconfigured. Both also approach the experience of images not on the basis of chronological and logocentric order, like in classical historicism, but rather on the basis of a recognition of images' density of meaning and expressive power capable of destabilizing the epistemological patterns of art history.<hr/>Esta comunicación aborda dos exposiciones, Atlas. Como llevar el mundo a cuestas?, cuyo comisario fue Georges Didi-Huberman e Imágenes e Historias. Argentina 1848-2010, curada por Diana Wechsler. Ambas consideran la producción artística como fruto de montaje, en que objetos, espacios y tiempos pueden ser reconfigurados. Ambas encaran la experiencia de la imagen no en base al orden cronológico y logocéntrico, como en el historicismo clásico, sino basándose en el reconocimiento de la densidad de sentidos de la imagen y asimismo en su poder expresivo, capaz de desestabilizar paradigmas epistemológicos de la historia del arte. <![CDATA[<b>De semelhança a semelhança</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo analisa a imagem e a semelhança como condições essenciais na experiência literária de Maurice Blanchot, discutindo, a partir de várias obras do escritor, as relações entre linguagem e imagem. Trabalha-se em especial a noção de "meio absoluto", invocada por Blanchot para descrever o devir-imagem da linguagem na literatura.<hr/>The article analyzes the image and the similarity as essential conditions in the literary experience of Maurice Blanchot, discussing, based on various texts of the writer, the relationship between language and image. The article works in particular with the notion of «absolute milieu", invoked by Blanchot to describe the becoming-image of language in literature.<hr/>L'article analyse l'image et la res-semblance comme des conditions essentiels dans l'expérience littéraire de Maurice Blanchot, en discutant, à partir de plusieurs textes de l'écrivain, les rapports entre langage et image. On travaille en particulier la notion de "milieu absolu", invoquée par Blanchot pour décrire le devenir-image du langage dans la littérature. <![CDATA[<b>Avita ronell</b>: <b>French connexion</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O estilo espetacular da filósofa americana Avital Ronell, inspirada pelos dispositivos performativos de Derrida, está a serviço de um pensamento filosófico autêntico. Ela procede menos por desconstrução da clausura da metafísica ocidental do que por ramificações clandestinas e curtos-circuitos que eletrificam redes de sentidos despercebidos em autores fundamentais, de Platão a Blanchot, passando por Flaubert, Nietzsche e Heidegger.<hr/>The spectacular style of philosopher American Avital Ronell, inspired by the performative devices of Derrida, is good in the service of an authentic philosophic thought. She proceeds less by deconstruction of the fence of the western metaphysics than by secret connections and short circuit which electrify networks of unnoticed senses at fundamental authors, since Plato until Blanchot by way of Flaubert, Nietzsche and Heidegger.<hr/>Le style spectaculaire de la philosophe américaine Avital Ronell, inspirée par les dispositifs performatifs de Derrida, est bien au service d'une pensée philosophique authentique. Elle procède moins par déconstruction de la clôture de la métaphysique occidentale que par branchements clandestins et court-circuit qui électrisent des réseaux de sens inaperçus chez des auteurs fondamentaux, depuis Platon jusqu'à Blanchot en passant par Flaubert, Nietzsche <![CDATA[<b>Do texto à obra</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente artigo é dividido em três partes. Na primeira, argumenta-se que a oposição de Roland Barthes entre texto e obra gera não objetos. Na segunda, esse modo de ser é conectado à proliferação contemporânea de fluxos, o modelo mais avançado de produtividade social. Finalmente, defende-se uma reelaboração do conceito de obra como uma paleonomia, segundo a qual forma e rompimento do fluxo se determinem mutuamente.<hr/>This article is divided into three parts. In the first one it is argued that Roland Barthes' distinction between work and text generates non-objects. In the second, this mode of being is connected to the current proliferation of flows, the most advanced model of social productivity. Finally, the paper proposes a reelaboration of the concept of work as a paleonomy according to which form and the interruption of fluxes determine each other.<hr/>L'article est divisé en trois parties. Dans la première, on argumente que l'opposition proposée par Barthes entre texte et oeuvre engendre des non-objets. Dans la deuxième, cette façon d'être est connectée à la prolifération contemporaine de flux, le modèle le plus avancé de productivité sociale. Finalement, on propose une réélaboration du concept d'oeuvre en tant qu'une paléonomie, selon laquelle forme et rupture de flux se déterminent réciproquement. <![CDATA[<b>O acalanto e o clarim (Literatura, tirania, expressão): ensaio sobre a multidão literária</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo introduz o problema da multidão literária de maneira conceitual-polêmica, esboçando uma análise do individualismo expressivo e do elã expressivo que o funda. Sua questão mais importante certamente está ligada ao sentido de nossa ambivalência em relação à escrita. O problema da expressão é o problema do movimento pelo qual cada um se autoriza a formular publicamente o que traz em si, que o atravessa ou trabalha.<hr/>The article introduces the problem of literary crowd, in a conceptual-polemical way, outlining an analysis of expressive individualism and the expressive élan that founds it. His most important question probably relates to the meaning of our ambivalence about writing. The problem of expression is the problem of the movement by which each one allows himself to make public what he brings, passing through him or working him.<hr/>L'article introduit le problème de la multitude littéraire de façon conceptuelle-polémique, esquissant une analyse de l'individualisme expressif et de l'élan expressif qui le fonde. Sa question la plus importante sans doute concerne le sens de notre ambivalence pour l'écriture. Le problème de l'expression est le problème du mouvement par quoi chacun s'autorise à formuler publiquement ce qu'il porte, qui le traverse ou travaille. <![CDATA[<b>Dos usos e funções das revistas literárias à intermidialidade inovadora de <i>Banana Split</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en As revistas ocupam um lugar marginal na história literária. No entanto, elas habitam o coração da criação, da recepção e da história. Algumas delas, contudo, ocupam uma margem na margem e ultrapassam a simples concepção, o simples uso de um suporte de difusão, e buscam se pensar e intervir como verdadeiros meios artísticos, vetores de criação que afetam a literatura. A título de exemplo, o artigo analisa a intervenção da revista Banana Split no campo poético dos anos 1980 e a maneira como esse meio se desviou de seu uso clássico para transformar nossos hábitos de leitura e modificar o trabalho dos artistas conduzindo tanto o gênero da revista quanto as produções artísticas para um jogo de metamorfoses recíprocas.<hr/>The reviews have a marginal space in the literary history. And yet, they are at the heart of creation, reception and history. However, some of them, take up a fringe within the fringes and go beyond the mere conception, the mere usage of a circulation medium to figure themselves out and act as genuine artistic media, creation vehicles that alter literature. As an example, the article analyses the intervention of the review Banana Split in the poetic field of the 1980s and the way in which this medium diverted its classical usage to transform our reading habits and modify the artists' works, leading both the genre of the review and the artistic productions into a reciprocal metamorphosis game.<hr/>Les revues tiennent une place marginale dans l'histoire littéraire. Pourtant elles sont au coeur de la création, de la réception et de l'histoire. Certaines d'entre elles cependant occupent une marge dans la marge et dépassent la simple conception, le simple usage d'un support de diffusion pour se penser et intervenir comme de véritables média artistiques, vecteurs de création qui affectent la littérature. En matière d'exemple, l'article analyse l'intervention de la revue Banana Split dans le champ poétique des années 1980 et la manière ce médium a détourné son usage classique pour transformer nos habitudes de lecture et modifier le travail des artistes entraînant tout à la fois le genre de la revue et les productions artistiques dans un jeu de métamorphoses réciproques. <![CDATA[<b>Leitura finita de um texto infinito</b>: <b><i>Galáxias</i></b><b> de Haroldo de Campos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo examina o fragmento 45 das Galáxias de Haroldo de Campos em sua tradução francesa considerada como texto original. Na primeira parte, a autora interroga o aspecto meteórico do texto no intuito de demonstrar de que maneira o poema é ao mesmo tempo memória e devir da língua. Em um segundo momento, a questão da intertextualidade latente no fragmento é abordada como um saber sobre a literatura. Trata-se de mostrar, por meio de uma análise da aporia da tradução, que se o texto traz consigo um saber sobre a literatura, ele também comporta outros elementos cognitivos a serem decodificados em sua recepção. A escrita haroldiana é assim apreendida em sua reapropriação das estruturas barrocas.<hr/>This article examines fragment 45 of Haroldo de Campos' Galaxies in its French translation considered to be the original text. The author first questions the meteoric side of the text in order to demonstrate how language, in the poem, is at once memory and its state of becoming. The author goes on to question the latent intertextuality in the fragment, seen as knowledge of literature. We see that by way of an analysis of the aporia of translation, that if the text deals with this knowledge of literature, it contains other cognitive elements to be decoded upon the text's reception. Haroldean writing is thus understood in its reappropriation of its baroque structure.<hr/>Cet article porte sur le fragment 45 des Galaxies de Haroldo de Campos dans sa traduction française considérée comme texte original. Dans la première partie, l'auteure interroge l'aspect météorique du texte afin de démontrer de quelle façon le poème est à la fois mémoire et devenir de la langue. Dans un deuxième temps, la question de l'intertextualité latente dans le fragment est abordée comme savoir sur la littérature. Il s'agit de montrer, à travers une analyse de l'aporie de la traduction, que si le texte porte un savoir sur la littérature, il comporte d'autres éléments cognitifs à décoder lors de sa réception. L'écriture haroldéenne est ainsi appréhendée dans sa réappropriation des structures baroques. <![CDATA[<b>Obsessões e desvarios na obra de Veronica Stigger</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en A interpretação de alguns contos de Veronica Stigger, a partir de componentes obsessivas e destemperadas, na constituição dos personagens e das tramas simples e minimalistas, conduz a presente reflexão a constatar, no estilo da autora, uma tentativa de conciliação entre uma estética de influência expressionista e o modo melodramático. Em seus códigos enfáticos e na compartilhada tendência à forma paradoxal do "extático paroxismo", em que maneiras de expressão excessiva desembocam no silêncio e no inexprimível, a crítica aos limites do realismo convencional, inerente ao absurdo neoexpressionista da dicção, convive com a poética do melodrama e dela se reapropria.<hr/>The interpretation of some short stories by Veronica Stigger in this paper focuses on her use of obsessive and excessive components in the construction of characters and minimalist plots to consider the author's style as an attempt of conciliation between the melodramatic and expressionist modes. In its emphatic codes and through the tendency to the "ecstatic paroxysm" inherent to the silent sublimity of the tableau, Stigger's work criticizes the limits of conventional realism and creates a neo-expressionist diction, as it recaptures the aesthetic of melodrama.<hr/>L'interprétation de quelques contes de Veronica Stigger à partir des composantes obsessionnelles et déraisonnables dans la constitution des personnages et des intrigues simples et minimalistes conduit cette réflexion à constater, dans le style de cet auteur, une tentative de concilier une esthétique d'influence expressionniste et le mode mélodramatique. Dans ses codes emphatiques et dans la tendance partagée à la forme paradoxale d'un "extatique paroxysme", où des manières d'expression excessives aboutissent au silence et à l'inexprimable, la critique aux limites du réalisme conventionnel, inhérente à l'absurdité néoexpressionniste de l'action, va de pair avec la poétique du mélodrame et s'en réapproprie. <![CDATA[<b>Entrevista com Marcos Siscar</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A interpretação de alguns contos de Veronica Stigger, a partir de componentes obsessivas e destemperadas, na constituição dos personagens e das tramas simples e minimalistas, conduz a presente reflexão a constatar, no estilo da autora, uma tentativa de conciliação entre uma estética de influência expressionista e o modo melodramático. Em seus códigos enfáticos e na compartilhada tendência à forma paradoxal do "extático paroxismo", em que maneiras de expressão excessiva desembocam no silêncio e no inexprimível, a crítica aos limites do realismo convencional, inerente ao absurdo neoexpressionista da dicção, convive com a poética do melodrama e dela se reapropria.<hr/>The interpretation of some short stories by Veronica Stigger in this paper focuses on her use of obsessive and excessive components in the construction of characters and minimalist plots to consider the author's style as an attempt of conciliation between the melodramatic and expressionist modes. In its emphatic codes and through the tendency to the "ecstatic paroxysm" inherent to the silent sublimity of the tableau, Stigger's work criticizes the limits of conventional realism and creates a neo-expressionist diction, as it recaptures the aesthetic of melodrama.<hr/>L'interprétation de quelques contes de Veronica Stigger à partir des composantes obsessionnelles et déraisonnables dans la constitution des personnages et des intrigues simples et minimalistes conduit cette réflexion à constater, dans le style de cet auteur, une tentative de concilier une esthétique d'influence expressionniste et le mode mélodramatique. Dans ses codes emphatiques et dans la tendance partagée à la forme paradoxale d'un "extatique paroxysme", où des manières d'expression excessives aboutissent au silence et à l'inexprimable, la critique aux limites du réalisme conventionnel, inhérente à l'absurdité néoexpressionniste de l'action, va de pair avec la poétique du mélodrame et s'en réapproprie.