Scielo RSS <![CDATA[Alea : Estudos Neolatinos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-106X20110002&lang=pt vol. 13 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Editorial</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>A Violência da poesia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo se propõe a ler três poemas do poeta carioca Armando Freitas Filho que giram em torno da temática da violência urbana recente. Para tanto, parte da leitura de alguns poemas políticos anteriores, escritos na época da ditadura militar, de autoria do mesmo poeta. A hipótese levantada pelo artigo é a de que a poesia, e especificamente a poesia de Armando Freitas Filho, dá um tratamento especial à figura da vítima, o novo sujeito da política, ao retirá-la do campo da visualidade em que a representação midiática a expõe, inserindo uma falha ou ponto irrepresentável, a partir do qual o poema se escreve.<hr/>The article proposes to read three poems written by the Rio de Janeiro poet Armando Freitas Filho which turn around the thematic of recent urban violence. For that matter, it draws from earlier political poems, written by the same poet. The hypothesis raised in the article is that poetry, and specifically Armando Freitas Filho's poetry, gives a special treatment to the figure of the victim, the new subject of politics, withdrawing it from the field of vision where the media representation exposes it, inserting a crack or unrepresentable point, from which the poem writes itself.<hr/>L'article propose la lecture de trois poèmes écrits par le poète de Rio de Janeiro, Armando Freitas Fiho, qui tournent autour du thème de la violence urbaine récente. Pour le faire, il part de la lecture de quelques poèmes politiques antérieurs du même poète, écrits à l'époque de la dictature militaire. L'hypothèse soutenue par l'article est que la poésie, et spécifiquement la poésie d'Armando Freitas Filho, donne un traitement spécial à la figure de la victime, le nouveau sujet de la politique, l'enlevant du champ de la vision dans laquelle la représentation médiatique l'expose, en insérant une faille ou point irreprésentable, à partir duquel le poème s'écrit. <![CDATA[<b>"Gente quer luzir"</b>: <b>figurações de "um outro-real, um ultrarreal" no enfoque da pobreza</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo discute imagens da pobreza que figuram tanto na literatura quanto em outras linguagens, em perspectiva comparatista e desconstrutora do olhar preconceituoso e/ou piedoso. O foco da discussão é o conceito de êxtase (Bataille) e de face gloriosa (Arthur Omar). Os objetos são: A hora da estrela (Clarice Lispector), as fotos do projeto Êxodos (Sebastião Salgado) e o documentário Estamira (Marcos Prado).<hr/>This article discusses images of poverty which appear in literature as well as in other languages, in a comparatist and deconstructive perspective of prejudiced and/or merciful views. The focus of the discussion is the concept of ecstasy (Bataille) and of glorious face (Arthur Omar). The objects are: A hora da estrela (Clarice Lispector), the photos of Migrations project (Sebastião Salgado) and the documentary film Estamira (Marcos Prado).<hr/>Dans cet article on étudie des images de la pauvreté figurant dans la littérature autant que dans d'autres langages, sous un rapport comparatif et déconstructeur du regard du préjugé ou de la pitié. On s'appuie sur les concepts d'extase (Bataille) et de face glorieuse (Arthur Omar). Les objets sont A hora da estrela / L'Heure de l'étoile (Clarice Lispector), des photos du projet Exodes (Sebastião Salgado) et le documentaire Estamira (Marcos Prado). <![CDATA[<b><i>Les Cinq Continents</i></b><b>, a antologia de Goll</b>: <b>apelo (po)ético cosmopolita</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo trata de alguns trabalhos poéticos de Ivan Goll, publicados em alemão, francês e inglês, nos quais o diapasão cosmopolita e o apelo a uma poesia supranacional representaram um grito marginal de resistência frente às tendências totalizantes e às categorias nacionais da primeira metade do século XX. Busca-se compreender se o grito encontra respaldo nas reflexões atuais, pensando-o como um antecedente questionador de taxonomias de gênero literário e de forma artística, um transgender. Assinala que o modernista brasileiro Mário de Andrade não somente acompanhou a querela entre Goll e Breton sobre a herança do conceito Surréalisme legado por Apollinaire, como também se correspondeu e trocou livros com o poeta alsaciano, tendo recebido com entusiasmo a antologia Les Cinq continents. Ao final, este artigo apresenta a tradução de dois poemas afinados com a noção cosmopolita: "O Negro do Teatro de Variedades" e "A Canção de João Sem-Terra, O Duplo".<hr/>This article discusses some poetic works of Ivan Goll, published in German, French and English, in which the cosmopolitan appeal to a supranational poetry represented a marginal cry of resistance against the totalizing tendencies and categories of the first half of the twentieth century. It seeks to understand if such cry can be related to contemporary reflections on literary genre and multiple art forms, as well as if Goll can be thought of as a 'transgender' artist. It also remarks that Brazilian modernist Mário de Andrade not only followed the dispute between Goll and Breton concerning the inheritance of the concept Surréalisme from Apollinaire's legacy, but also exchanged letters and books with the alsacian poet, enthusiastically praising the anthology Les cinq Continents. Finally, this article presents a translation of two poems related with the cosmopolitan notion: "O Negro do Teatro de Variedades" and "A Canção de João Sem-Terra, O Duplo".<hr/>Esta comunicación trata sobre algunos trabajos poéticos de Ivan Goll, publicados en alemán, francés e inglés, en los cuales el tono cosmopolita y el llamamiento a una poesía supranacional representaron un grito marginal de resistencia frente a las tendencias totalizantes y a las categorías nacionales de la primera mitad del siglo XX. El artículo busca comprender si el grito reverbera y encuentra respaldo en las reflexiones actuales, pensándolo como un antecedente cuestionador de taxonomías de género totalitario y, de forma artística, como un "transgender". El texto también incide en la relación establecida con el escritor modernista brasileño Mário de Andrade, que no sólo acompañó la querella entre Goll y Breton sobre la herencia del concepto "Surréalisme" legado por Apollinaire, sino que mantuvo contacto epistolar e intercambio de libros con el poeta alsaciano, y recibió con entusiasmo la antología Les Cinq continents. Finalmente, este artículo presenta dos traducciones de poemas afinados con la noción cosmopolita: "O Negro do Teatro de Variedades" y "A Canção de João Sem-Terra, O Duplo". <![CDATA[<b>Passados a construir</b>: <b>sobre <i>um outro mundo</i>, de Gustaw Herling-Grudziński</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo tem por objetivo apresentar aos leitores brasileiros e hispano-americanos uma testemunha exemplar do Gulag, o escritor polonês Gustaw Herling-Grudziński (1919-2000), e sua obra Inny Świat/Um outro mundo (1953), relato pungente sobre a vida nos campos soviéticos e lúcida análise do terror político instaurado pelo sistema repressivo do regime comunista. Levando em conta os debates acerca do totalitarismo, bem como os estudos que hoje são consagrados à literatura testemunhal (particularmente na América Latina e na Polônia), propõe-se uma leitura de Um outro mundo. Que questões o texto grudzińskiano suscita em tal contexto?<hr/>This article aims at introducing to the Latin-American readers an exemplary witness of the Gulag, the Polish writer Gustaw Herling-Grudziński, and his work A World Apart, a poignant account of life in the soviet camps, and at the same time a lucid analysis of the political terror established by the communist regime's repressive system. A reading of A World Apart is proposed, in view of the discussions about the concept of totalitarianism, as well as the contemporary research on testimony in literature (particularly in Latin America and Poland). Which issues are raised by Herling-Grudziński's text in that context?<hr/>Cet article a pour but de présenter aux lecteurs brésiliens et hispano-américains un témoin exemplaire du Goulag, l´écrivain polonais Gustaw Herling-Grudziński, et son ouvrage Un monde à part, à la fois poignant récit de la vie dans les camps soviétiques et lucide analyse de la terreur politique instaurée par le système répressif du régime communiste. En tenant compte des débats sur le totalitarisme ainsi que des études qui aujourd'hui sont consacrées à la littérature testimoniale (particulièrement en Amérique latine et en Pologne), on propose ici de lire Un monde à part. Quelles questions suscite le texte de Herling-Grudziński dans un tel contexte? <![CDATA[<b>Nathalie Quintane</b>: <b><i>formagens</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A escritora francesa contemporânea Nathalie Quintane, em sua múltipla produção textual, aponta uma dimensão da formagem - nem forma, nem formação, a formagem corresponderia a uma experimentação: a produção assistida de uma experiência através da escrita. A formagem é uma encenação do começo (título de um de seus livros), num processo que a noção do quase (presente no título de outro de seus livros) pode ajudar a compreender. Em diferentes campos temático-discursivos, aparentemente externos ao que ainda entendemos por poético (o esporte, a infância, a linguística, a história e a fenomenologia do sapato, entre outros), trata-se de realizar uma apropriação através da escrita de algo que não se tem, num processo sem fim. O trabalho se propõe a acompanhar algumas dessas formagens no texto de Quintane, indagando-se sobre o valor político que elas podem assumir, no sentido de uma reflexão sobre o por-vir, tal como o entende Jacques Derrida.<hr/>The French contemporary writer Nathalie Quintane, in her multiple text production indicates a dimension of forming - neither form nor formation, forming corresponds to experimentation: the assisted production of an experience through writing. Forming is a staging of the beginning (title of one of her books), by a process which the notion of almost (found in the title of another of her books) could help to understand. In different thematic-discursive fields, apparently external to what we still understand as poetic (sport, childhood, linguistics, history and phenomenology of the shoe, amongst others), the point is to accomplish by writing an appropriation of something we don't have, in an endless process. This paper proposes to follow some of those formings in Quintane's text, asking about the political value they can assume, in the sense of a reflection on what is "to come", as Jacques Derrida defines it.<hr/>L'écrivain français contemporain Nathalie Quintane, dans sa multiple production textuelle, indique une dimension du formage - ni forme, ni formation, le formage correspond à une expérimentation: la production assistée d'une expérience par l'écriture. Le formage est une mise en scène du début (titre d'un de ses livres), dans un processus que la notion du quasi (présente dans le titre d'un autre de ses livres) aide à comprendre. Dans de différents champs thématique-discursifs, apparemment extérieurs à ce que l'on entend encore par poétique (le sport, l'enfance, la linguistique, l'histoire et la phénoménologie de la chaussure, entre autres), il s'agit d'accomplir à travers l'écriture l'appropriation de ce que l'on n'a pas, dans un processus sans fin. Ce travail se propose de suivre quelques-uns de ces formages chez Quintane, en interrogeant la valeur politique qu'ils peuvent assumer, dans le sens d'une réflexion sur l'à-venir, tel que l'entend Jacques Derrida. <![CDATA[<b>Anarquia do ensaio (entre experiência e desastre)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este texto discute a problemática imposta pela relação entre experiência e escritura na formação do gênero ensaio. Tomando como ponto de partida a análise das marcas semânticas presentes nos Essais de Montaigne, são trazidas à tona questões como a relação entre sentido e ausência; clareza argumentativa e mobilidade de uma linguagem sensorial, característica de uma ética da escritura.<hr/>This paper discusses the problematic imposed by the relationship between writing and experience in the constitution of the essay form. From a semantic analysis of the remarks present in Montaigne's Essais, issues like the relationship between sense and absence, clarity of argument and mobility of a sensory language, characteristics of an ethics of writing, are brought up.<hr/>Cet article discute la problématique imposée par les rapports entre l'expérience et l'écriture dans la formation de l'essai en tant que genre. Prenant comme point de départ l'analyse des repères sémantiques présents dans les Essais de Montaigne, on réfléchira sur des questions telles que celles des rapports entre le sens et l'absence, la clarté argumentative et la mobilité d'un langage sensoriel caractéristique d'une éthique de l'écriture. <![CDATA[<b>La sculpture africaine dans les ecrits sur l'art d'André Malraux</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Qu'advient-il du sacré dans notre monde profane? Partant de la scène mythique dans laquelle Picasso, au musée du Trocadéro, ressent le caractère magique des masques, Malraux s'interroge sur la relation agonistique qui existe entre formes et forces. Contre la vulgate qui tend à voir dans l'esthétique une relève du sacré - ce qui conduirait à une clôture dans l'immanence -, peut-être doit-on tout à la fois refuser l'illusion d'une empathie et affirmer le caractère inachevable de la métamorphose des fétiches en œuvres d'art - inachèvement que Malraux désigne par les termes d'empreinte ou d'aura.<hr/>Que acontece com o sagrado em nosso mundo profano? Partindo da cena mítica na qual Picasso, no museu do Trocadéro, sente o caráter mágico das máscaras, Malraux interroga-se sobre a relação agônica que existe entre formas e forças. Contra a vulgata que tende a ver na estética um sucedâneo do sagrado - o que conduziria a um fechamento na imanência - , talvez devêssemos, ao mesmo tempo, recusar a ilusão de uma empatia e afirmar o caráter inacabado da metamorfose dos fetiches em obras de arte - inacabamento que Malraux designa pelos termos de empreinte (marca) ou de aura (aura).<hr/>What happens with the sacred in our profane world? Inspired by the mythical scene in which Picasso, at the Trocadéro museum, feels the magic character of the masks, Malraux wonders about the agonic relationship between forms and forces. Against the common perception which tends to see in the aesthetic a substitute for the sacred - which would lead to a closure in immanence -, perhaps we should, at the same time, refuse the illusion of empathy and affirm the unfinished character of the metamorphosis of fetishes into works of art - incompleteness designed by Malraux by the terms of empreinte (imprint) or aura (aura). <![CDATA[<b>Sobre a incompreensibilidade</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Qu'advient-il du sacré dans notre monde profane? Partant de la scène mythique dans laquelle Picasso, au musée du Trocadéro, ressent le caractère magique des masques, Malraux s'interroge sur la relation agonistique qui existe entre formes et forces. Contre la vulgate qui tend à voir dans l'esthétique une relève du sacré - ce qui conduirait à une clôture dans l'immanence -, peut-être doit-on tout à la fois refuser l'illusion d'une empathie et affirmer le caractère inachevable de la métamorphose des fétiches en œuvres d'art - inachèvement que Malraux désigne par les termes d'empreinte ou d'aura.<hr/>Que acontece com o sagrado em nosso mundo profano? Partindo da cena mítica na qual Picasso, no museu do Trocadéro, sente o caráter mágico das máscaras, Malraux interroga-se sobre a relação agônica que existe entre formas e forças. Contra a vulgata que tende a ver na estética um sucedâneo do sagrado - o que conduziria a um fechamento na imanência - , talvez devêssemos, ao mesmo tempo, recusar a ilusão de uma empatia e afirmar o caráter inacabado da metamorfose dos fetiches em obras de arte - inacabamento que Malraux designa pelos termos de empreinte (marca) ou de aura (aura).<hr/>What happens with the sacred in our profane world? Inspired by the mythical scene in which Picasso, at the Trocadéro museum, feels the magic character of the masks, Malraux wonders about the agonic relationship between forms and forces. Against the common perception which tends to see in the aesthetic a substitute for the sacred - which would lead to a closure in immanence -, perhaps we should, at the same time, refuse the illusion of empathy and affirm the unfinished character of the metamorphosis of fetishes into works of art - incompleteness designed by Malraux by the terms of empreinte (imprint) or aura (aura). <![CDATA[<b>Sobre a incompreensibilidade</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Qu'advient-il du sacré dans notre monde profane? Partant de la scène mythique dans laquelle Picasso, au musée du Trocadéro, ressent le caractère magique des masques, Malraux s'interroge sur la relation agonistique qui existe entre formes et forces. Contre la vulgate qui tend à voir dans l'esthétique une relève du sacré - ce qui conduirait à une clôture dans l'immanence -, peut-être doit-on tout à la fois refuser l'illusion d'une empathie et affirmer le caractère inachevable de la métamorphose des fétiches en œuvres d'art - inachèvement que Malraux désigne par les termes d'empreinte ou d'aura.<hr/>Que acontece com o sagrado em nosso mundo profano? Partindo da cena mítica na qual Picasso, no museu do Trocadéro, sente o caráter mágico das máscaras, Malraux interroga-se sobre a relação agônica que existe entre formas e forças. Contra a vulgata que tende a ver na estética um sucedâneo do sagrado - o que conduziria a um fechamento na imanência - , talvez devêssemos, ao mesmo tempo, recusar a ilusão de uma empatia e afirmar o caráter inacabado da metamorfose dos fetiches em obras de arte - inacabamento que Malraux designa pelos termos de empreinte (marca) ou de aura (aura).<hr/>What happens with the sacred in our profane world? Inspired by the mythical scene in which Picasso, at the Trocadéro museum, feels the magic character of the masks, Malraux wonders about the agonic relationship between forms and forces. Against the common perception which tends to see in the aesthetic a substitute for the sacred - which would lead to a closure in immanence -, perhaps we should, at the same time, refuse the illusion of empathy and affirm the unfinished character of the metamorphosis of fetishes into works of art - incompleteness designed by Malraux by the terms of empreinte (imprint) or aura (aura). <![CDATA[Agonie terminée, agonie interminable: Sur Maurice Blanchot]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-106X2011000200011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Qu'advient-il du sacré dans notre monde profane? Partant de la scène mythique dans laquelle Picasso, au musée du Trocadéro, ressent le caractère magique des masques, Malraux s'interroge sur la relation agonistique qui existe entre formes et forces. Contre la vulgate qui tend à voir dans l'esthétique une relève du sacré - ce qui conduirait à une clôture dans l'immanence -, peut-être doit-on tout à la fois refuser l'illusion d'une empathie et affirmer le caractère inachevable de la métamorphose des fétiches en œuvres d'art - inachèvement que Malraux désigne par les termes d'empreinte ou d'aura.<hr/>Que acontece com o sagrado em nosso mundo profano? Partindo da cena mítica na qual Picasso, no museu do Trocadéro, sente o caráter mágico das máscaras, Malraux interroga-se sobre a relação agônica que existe entre formas e forças. Contra a vulgata que tende a ver na estética um sucedâneo do sagrado - o que conduziria a um fechamento na imanência - , talvez devêssemos, ao mesmo tempo, recusar a ilusão de uma empatia e afirmar o caráter inacabado da metamorfose dos fetiches em obras de arte - inacabamento que Malraux designa pelos termos de empreinte (marca) ou de aura (aura).<hr/>What happens with the sacred in our profane world? Inspired by the mythical scene in which Picasso, at the Trocadéro museum, feels the magic character of the masks, Malraux wonders about the agonic relationship between forms and forces. Against the common perception which tends to see in the aesthetic a substitute for the sacred - which would lead to a closure in immanence -, perhaps we should, at the same time, refuse the illusion of empathy and affirm the unfinished character of the metamorphosis of fetishes into works of art - incompleteness designed by Malraux by the terms of empreinte (imprint) or aura (aura).