Scielo RSS <![CDATA[Sociologias]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-452220150003&lang=en vol. 17 num. 40 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[EDITORIAL]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Racismo e Antirracismo: Ampliando o Debate]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300014&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Affirmative Action in the United States: A Short Summary of the Law and Social Science]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300034&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo pretende apresentar sucintamente aos leitores não familiarizados com a ação afirmativa nos Estados Unidos seus antecedentes históricos e atual status legislativo e, de maneira mais abrangente, abordar questões empíricas das ciências sociais relacionadas com a ação afirmativa. Abordam-se especificamente as falhas e/ou limitações da pesquisa que sustenta a hipótese da disparidade educacional, da evidência empírica da "disparidade científica", e a afirmação de que a ação afirmativa baseada em classe social seria tão ou quase tão eficaz na promoção da diversidade racial quanto a ação afirmativa baseada em raça. Examinam-se especificamente os trabalhos de Richard Sander, Richard Kahlenberg, Doug Williams e Peter Arcidiacono. O artigo também afirma que o casoBakke, que apresentou, pela primeira vez, uma decisão da Suprema Corte sobre a ação afirmativa, desvirtuou a jurisprudência a respeito da ação afirmativa na educação e as discussões sobre o tema, de modo a provocar efeitos lamentáveis e duradouros.<hr/>This paper, seeks to briefly acquaint readers unfamiliar with affirmative action in the United States with its historical background and current legal status, and in a more extended way on the empirical social science addressing issues related to affirmative action. It specifically addresses and shows the flaws in and/or limitations of research that supports the educational mismatch hypothesis, the empirical case for "science mismatch," and the claim that class-based affirmative action would be as or almost as effective in promoting racial diversity as race-based affirmative action. Work by Richard Sander, Richard Kahlenberg, Doug Williams and Peter Arcidiacono is specifically addressed. The article also argues that the Bakke case, which first put the Supreme Court's imprimatur on affirmative action, distorted the jurisprudence of educational affirmative action and conversations about it in ways that have had lasting, unfortunate effects. <![CDATA[Affirmative action in India and Brazil: a study of the academic rhetoric]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300092&lng=en&nrm=iso&tlng=en Políticas de ação afirmativa têm sido aplicadas para resolver problemas sociais e políticos derivados da persistência de padrões sociais de desigualdade e discriminação em diversos países. Embora sejam comumente associadas aos Estados Unidos, as ações afirmativas foram aplicadas pioneiramente pela Índia, durante a década de 1950, quando a Constituição estabeleceu cotas nas legislaturas, no emprego público e no ensino superior para as Scheduled Castes eScheduled Tribes. O Brasil, por sua vez, começou a adotar cotas na admissão às universidades para pretos, pardos e pobres apenas em 2003. A despeito de suas trajetórias históricas distintas e das várias diferenças que caracterizam cada sociedade, os argumentos levantados por acadêmicos contra essas políticas nos dois países são idênticos ou análogos. Neste artigo, agrupamos esses argumentos em três grupos temáticos, a fim de demonstrar que eles podem ser ligados às teses conservadoras identificadas por Albert Hirschman como as do efeito perverso, da futilidade e da ameaça. Na conclusão, discutimos como esses argumentos, que são apresentados por seus autores como contribuições progressistas para o debate público, podem de fato obstruir a diminuição da discriminação e da exclusão social.<hr/>Affirmative action has been employed to solve problems derived from the persistence of inequality and discrimination in several countries. Although commonly associated with the United States, affirmative action was pioneered by India during the 1950s, when the constitution mandated reservations in legislatures, public employment and universities for Scheduled castes and Scheduled tribes. Brazil, on the contrary, adopted quotas in university admissions for blacks, browns and the poor only in 2003. Despite the differences between both countries, key arguments raised by its academics against affirmative action are identical or analogous. In this paper we group these arguments in three thematic clusters in order to demonstrate that they can be linked to the conservative theses Albert Hirschman identified as the perverse effect, futility, and jeopardy. In the conclusion we discuss how arguments which are presented as progressive contributions to the public debate might in fact stifle the mitigation of discrimination and social exclusion. <![CDATA[Racism and Health: A Growing Body of International Evidence]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300124&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo resenha um crescente corpus de investigação empírica, o qual indica que o racismo, em suas variantes institucional e interpessoal, persiste nas sociedades contemporâneas racializadas de todo o mundo, e pode ter impactos adversos importantes sobre a saúde. Após um breve apanhado das desigualdades étnico-raciais na saúde da população, em vários contextos nacionais, o artigo concentra-se na pesquisa empírica sobre a natureza e persistência do racismo e as múltiplas maneiras em que esse pode impactar negativamente a saúde de grupos étnico-raciais não dominantes e estigmatizados. Primeiramente, através de políticas e práticas que limitam o acesso a recursos e oportunidades na sociedade, o racismo institucional produz consequências patogênicas, por restringir a mobilidade social, e criar diferenciações raciais no status socioeconômico e nas condições de vida e trabalho, prejudiciais ao bem-estar. Em segundo lugar, o racismo cultural, no âmbito da sociedade, provoca e sustenta o racismo institucional e interpessoal, criando um ambiente político hostil a políticas igualitárias. No nível individual, estereótipos negativos, sustentados pelo racismo cultural, fomentam respostas psicológicas prejudiciais à saúde, tais como a "ameaça de estereótipo" e o racismo internalizado. Terceiro, a experiência subjetiva de discriminação racial é um tipo de experiência de vida estressante, mas historicamente negligenciado na literatura, que pode levar a mudanças adversas nas condições de saúde e a padrões alterados de comportamento que aumentam os riscos à saúde.<hr/>This article will provide an overview of the rapidly growing body of empirical research which indicates that racism, in its institutional and interpersonal forms, persists in contemporary racialized societies throughout the world and can have marked adverse effects on health. After a brief overview of racial and ethnic inequalities in population health in multiple national contexts, the article focuses on the empirical research on the nature and persistence of racism and the multiple ways in which it can have negative effects on the health of non-dominant, stigmatized racial and ethnic populations. First, through policies and procedures that lead to reduced access to desirable resources and opportunities in society, institutional racism has pathogenic health consequences by constraining social mobility, creating racial differences in socioeconomic status and in living and working conditions that are hostile to wellbeing. Second, cultural racism at the societal level, triggers and sustains institutional and interpersonal racism and creates a policy environment hostile to egalitarian policies. At the individual level, negative stereotypes, supported by cultural racism, fosters health damaging psychological responses such as stereotype threat and internalized racism. Third, the subjective experience of racial discrimination is a historically neglected, but important type of stressful life experience that can lead to adverse changes in health status and altered behavioural patterns that increase health risks. <![CDATA[Discrimination and Racism in the European Union: diagnostic of a neglected challenge and the corresponding scientific research]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300176&lng=en&nrm=iso&tlng=en Manifestações semanais do controverso movimento PEGIDA (Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente) estavam ganhando popularidade em diversas cidades alemãs entre o final de 2014 e o final do mês de janeiro de 2015. Os assassinatos ocorridos na sede da revista satírica Charlie Hebdo e no supermercado Hyper Cacher durante a segunda semana de janeiro revelaram a realidade do antissemitismo e provocaram surtos de islamofobia em muitos países europeus. Discriminação e racismo são, evidentemente, questões importantes na Europa. Mas que significado têm esses eventos? Quão disseminadas são a discriminação e o racismo na Europa? Este artigo descreve, inicialmente, os antecedentes históricos e o desenvolvimento de um marco formal Europeu para não discriminação, em seus aspectos institucionais e jurídicos. Em seguida, apresenta e discute as principais fontes de dados oficiais e científicas para o estudo da discriminação na União Europeia. Depois, aborda a situação atual do racismo e da discriminação na EU, com base nos estudos mais recentes e abrangentes sobre o tema. Finalmente, são esboçadas algumas tendências e desafios para novas pesquisas na área.<hr/>Weekly demonstrations of the controversial PEGIDA movement (Patriotic Europeans Against the Islamization of the Occident) were gaining in popularity in different German cities during end of 2014 until end of January 2015. Deaths at the offices of satirical magazine Charlie Hebdo and the murdering at Hyper Cacher, a Jewish supermarket, during the second week of January 2015 revealed the reality of Antisemitism and led to higher levels of Islamophobia in many European countries. Obviously discrimination and racism are important issues in Europe. But what do these events stand for? How extended are discrimination and racism in Europe? In this article, first the historical background and development of the European formal non-discrimination framework in its legal and institutional aspects is described. Then the most important official and scientific data sources for studying discrimination in the EU are presented and discussed. After that the current situation of racism and discrimination in the EU is presented based on the most recent and comprehensive related studies. Finally, some trends and challenges for further research will be outlined. <![CDATA[The Dutchman's Burden: Enslavement, Africa and Immigrants in Dutch Primary School History Textbooks]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300212&lng=en&nrm=iso&tlng=en Há muito, os holandeses se orgulham de sua identidade de povo tolerante, "terra prometida" para imigrantes perseguidos e generosa com fundos de "desenvolvimento" direcionados a outras nações. Esquivam-se, contudo, do papel que desempenharam historicamente no imperialismo, na escravatura e no genocídio colonialistas e consideram os não brancos, tanto na Holanda quanto fora dela, ingratos para com a ajuda de seu país. Esse artigo sintetiza pesquisas anteriores1 sobre as representações de escravidão, imigração e da África em todos os livros didáticos de história para ensino fundamental na Holanda publicados a partir de 1980, argumentando que estes apresentam metanarrativas eurocêntricas de europeização racial no contexto único da sociedade holandesa. Esses livros perpetuam o esquecimento social, pelos holandeses, da escravidão e do colonialismo científico, justificam intervenções históricas e contemporâneas na África, essencializam e problematizam os imigrantes e suas culturas, destacam a superioridade holandesa e facilitam a ideia de um "fardo holandês", que encontra a Holanda auxiliando, com relutância, minorias dentro e fora de suas fronteiras. Essas descobertas têm implicações importantes para o país e para todas as nações com uma população crescente de imigrantes, pois os discursos e conhecimentos apresentados nos livros didáticos têm afetado gerações sucessivas de estudantes, que formulam políticas locais e nacionais a respeito das minorias, identidades e ideologias raciais.<hr/>The Dutch have long taken great pride in their identity as tolerant, both as a "promised land" for persecuted immigrants and for generous "development" funds in foreign nations. However, the Dutch eschew their role in historical colonial imperialism, enslavement and genocide and consider non-whites, both in The Netherlands abroad, ungrateful for their nation's aid. This article consolidates previous research addressing depictions of enslavement, immigration, and Africa in all Dutch primary school history textbooks published since 1980 to argue that textbook depictions feature Eurocentric master narratives of racial Europeanization within the unique context of Dutch society. These books perpetuate Dutch social forgetting of slavery and scientific colonialism, justify historic and contemporary interventions in Africa, essentialize and problematize immigrants and their cultures, highlight Dutch superiority, and facilitate a "Dutchman's burden" that finds The Netherlands reluctantly aiding minorities within and outside of their borders. Findings have important implications for both The Netherlands and all nations with increasing immigrant populations as discourses, knowledges presented in textbooks impact generations of students, who shape local and national policy regarding racial minorities, racial identities and ideologies. <![CDATA[Interstate migration and racial inequality: evidence from São Paulo state]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300256&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo avalia as consequências da presença de migrantes de outros estados brasileiros para a renda de negros e brancos paulistas. A literatura sociológica internacional inclui amplo debate sobre as consequências da imigração para os trabalhadores nativos, mas pouca discussão das consequências das migrações internas para os trabalhadores do local de destino dos migrantes. Usando os microdados do censo de 2010, estimamos modelos estatísticos hierárquicos para examinar o efeito contextual da proporção de migrantes em cada município do interior paulista sobre os salários de negros e brancos nativos. Os resultados mostram primeiro, que negros nativos do interior de São Paulo sofrem forte discriminação no mercado de trabalho relativo aos brancos nativos, que diminui seus salários em mais de dez per cento, em comparação com brancos com os mesmos níveis de escolarização e experiência nas mesmas categorias ocupacionais. A migração interestadual também se associa com aumentos salariais significativos para a população nativa, efeito que continua forte e altamente significante mesmo quando controlamos o PIB dos municípios. Este resultado é coerente com a literatura sobre as migrações internacionais, e mostra que a migração interna pode beneficiar trabalhadores nativos da mesma maneira que a imigração internacional. Os resultados também mostram que os benefícios da migração podem estar um pouco maiores para os brancos nativos que para os negros nativos, mas esse efeito é fraco e não significante. Estes resultados se referem às tendências gerais e podem esconder efeitos maiores nos salários dos negros nativos em ocupações ou indústrias específicas. É importante complementar esta pesquisa com o exame das mesmas tendências separadamente dentro das categorias ocupacionais e ao longo do tempo.<hr/>The article examines the consequences of the presence of migrants from other states for the income of blacks and whites in São Paulo state. Although there is extensive debate within international sociological literature on the consequences of immigration for native workers, little discussion exists as to the consequences of internal migration for workers native to the regions that receive internal migrants. Using micro data from the 2010 census, we built hierarchical statistical models to examine the contextual effect of the proportion of migrants in each municipality of São Paulo state on the wages of black and white native workers. The results show, first, that native blacks in São Paulo state experience severe discrimination in the labor market relative to native whites, which reduces their wages by more than ten per cent, relative to white workers with the same levels of education and experience in the same occupational categories. Interstate migration is also associated with significant wage increases for the native population, an effect that remains strong and highly significant even when we control the GDP of municipalities. This result is consistent with the literature on international migration, and shows that internal migration can benefit native workers in the same way as international immigration. The results also show that the benefits of migration could be slightly higher for native whites than for the native blacks, but this effect is weak and nonsignificant. These results concern general trends and could hide larger effects on the wages of native blacks in particular occupations or industries. This research should be complemented by investigation of the same tendencies separately within each occupational category and over time. <![CDATA[Homicides in the metropolitan area of Brasilia, DF: social representations by Police Chiefs, prosecutors and judges]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300294&lng=en&nrm=iso&tlng=en O artigo apresenta os resultados parciais de pesquisa sobre Homicídios na Área Metropolitana de Brasília (AMB). O foco da análise são as representações sociais dos delegados de Polícia, promotores de justiça e magistrados. Se as representações sociais revelam, ainda que parcialmente, as práticas sociais, indaga-se: como os atores que integram diferentes organizações do sistema de justiça criminal descrevem suas funções? Como avaliam as condições de trabalho disponibilizadas? De que forma avaliam como são implantadas as políticas de segurança pública nas diferentes cidades que integram a Área Metropolitana de Brasília?<hr/>The article discusses the results of a research concerning murders committed in the metropolitan area of Brasilia, DF, the capital of Brazil. The analysis is focused on the social representations of Police chiefs, prosecutors and judges. Conceding that social representations indicate, at least in part, the social practices, the study inquired: how do the agents within the various organizations of the criminal justice system represent their duties? How do they evaluate their working conditions in the area? How do they evaluate the policies applied in the cities of Brasilia metropolitan area of Brasilia? <![CDATA[The paths of the South: displacements and configurations of the different nations of Ecuador and Ethiopia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300326&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artículo se centra en un análisis comparativo de las distintas políticas de gestión de la diversidad nacional de los Estados de Ecuador y Etiopía. Se argumenta que dichas políticas han sido configuradas en gran medida por la influencia de diálogos internacionales en torno a las diversas desigualdades, la conceptualización de lo indígena y lo étnico, y acerca de la coexistencia nacional entre grupos históricamente jerarquizados en estructuras políticas y sociales de poder. Puesto que las discusiones y debates sobre la institucionalización de la nación diversaestán insertas en problemáticas políticas y disputas ideológicas, es necesario conocer los regímenes de saber en los que se produce esta institucionalización. En el caso de Ecuador, el proyecto político de laplurinacionalidad se gestó a partir de debates intelectuales en el seno del marxismo, especialmente en torno a la relación entre raza y clase. A esta aportación inicial vendrían a sumarse las generadas en encuentros regionales en los que se definieron reivindicaciones relativas a los derechos de los pueblos y naciones indígenas. En el caso de Etiopía, sería la incorporación de teorías y estrategias nacidas de la lucha anti-colonial en África y Asia las que marcarían el discurrir del tipo específico de gestión de la diversidad nacional, encaminándose finalmente hacia la constitución de unafederación étnica. De una primigenia unión interétnica anti-imperial, en el contexto del régimen militar-autoritario delDerg y ante la creciente importancia de la migración en la política etíope, mutaría hacia el polo opuesto, favoreciendo y reforzando la división étnica.<hr/>This article provides a comparative analysis of the distinct policies for the state management of national diversity in Ecuador and Ethiopia. We argue that these policies have been configured to a great extent within international debates regarding the understanding of unequal differences; regarding the definitions of the indigenous and the ethnic; and finally, regarding the possibilities of national coexistence between diverse groups historically hierarchized in social and political structures of power. Given that these discussions and debates on the institutionalization of the diverse nation are imbricated in political problematics, themselves inscribed in ideological disputes, we must explore the regimes of knowledge within which these state institutionalized forms are produced. In Ecuador, the plurinational project emerges in the context of Marxist debates and intellectual controversies, particularly regarding the relationship between race and class. These initial considerations were strengthened and consolidated by the regional Latin American encounters among intellectuals, academics and members of social and political organizations. In these encounters, an international vindication of the rights of indigenous peoples and nations took shape. In contrast, in Ethiopia, the incorporation of theories and strategies from African and Asian anti-colonial struggles were the most important influences to shape the state management of national diversity, leading to the constitution of the ethnic federal state. In the Ethiopian case, these influences at one point encouraged anti-imperial and inter-ethnic unification, but later, in the context of the military authoritarian regime of the Derg and the growing importance of migration in Ethiopian politics, finally reinforce inter-ethnic divisions. <![CDATA[Karl Marx and Hannah Arendt: a confrontation over the notion of labor]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300358&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo realiza uma contraposição entre algumas obras de Karl Marx com o livro A Condição Humana de Hannah Arendt. O objetivo deste confronto foi efetuar uma investigação acerca do tratamento dado pela autora à categoria trabalho frente àquele que fora adotado por Marx. Para isso, foi efetuado um estudo teórico-analítico da abordagem conceitual que esses autores desenvolveram em seus respectivos textos. Nossa conclusão é que a autora não compreendeu a dupla dimensão - filosófica e econômica - que Marx deu à categoria trabalho. Contudo, Arendt trouxe novos argumentos para a discussão sobre a importância do trabalho no mundo moderno.<hr/>This article contrasts some works by Karl Marx with Hannah Arendt's The Human Condition. This comparison aims at examining Arendt's approach to the category labor in contrast to that adopted by Marx. To this end, a theoretical-analytical study was conducted on the conceptual treatment given by these authors to the category in their respective works. The study allowed to conclude that Arendt did not fully comprehend the double dimension - philosophic and economic - given by Marx to the category labor. Nevertheless, she brought new arguments to the debate about the importance of work in the modern world. <![CDATA[The indivisible Latin America: the influence of positivism on the intellectual project of José Enrique Rodó]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300380&lng=en&nrm=iso&tlng=en Neste artigo, temos como objetivo fazer uma análise da influência do positivismo comtiano no pensamento do autor uruguaio José Enrique Rodó (1871-1917). Rodó escreve num momento marcado pela necessidade de um reajuste históricona América Latina; sua lição se dirige aqueles homens que deveriam retomar as rédeas da sociedade, a fim de inspirá-los por meio de uma disciplina intelectual que devolvesse a cultura dos valores de espírito perdidos com o avanço da ordem capitalista. Podemos notar que a influência do positivismo no pensamento de Rodó se apresenta a partir dos seguintes aspectos: uma visão generalizada sobre a sociedade Latino-Americana, vista como conjunto uno e indivisível, a organização mental, a importância da atividade intelectual como responsável pela avaliação da história progressiva do espírito humano, o conhecimento como intervenção social; também a ausência de oposição entre a ciência e a religião.<hr/>This article aims to analyze the influence of Comte's positivism in the thinking of the Uruguayan author José Enrique Rodó (1871-1917). Rodó writes in a period marked by the need for a historical readjustment in Latin America; his lesson addresses those men who should take over the reins of the society, in order to inspire them through an intellectual discipline able to give back the culture of spiritual values lost with the advance of the capitalist order. We can notice that the influence of positivism in Rodó's thinking appears in the following aspects: a generalized view of the Latin American society, seen as one and an indivisible whole, the mental organization, the importance of the intellectual activity as an instrument responsible for assessing the progressive history of the human spirit, the knowledge as a social intervention; also the absence of opposition between science and religion. <![CDATA[Happiness: Lessons from a new science]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000300416&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este libro busca comprender la paradoja por la cual cuando las sociedades occidentales se volvieron más ricas, sus integrantes no se volvieron más felices La hipótesis es que el individualismo falló: no aumentó la felicidad de los individuos; si realmente deseamos ser felices necesitamos de un concepto debien común al cual contribuir... exige cuidado del otro, tanto cuanto de nosotros mismos. El marco filosófico de esta reflexión lo proporciona el pensamiento de Jeremy Bentham según el cual la mejor política pública es la que produce más felicidad.<hr/>This book tries to clear why west societies do not get happier while turning richer. The hypothesis is that individualism failed. Its main statement suggests that if we really want happiness we need a concept of common good to contribute: it requires self-care and care of the other. The philosophy of Jeremy Bentham, which states that the best policy is that which produces more happiness, offers the frame for all Layard assessments.