Scielo RSS <![CDATA[Sociologias]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-452220180001&lang=en vol. 20 num. 47 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Sociologia dos intelectuais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Figurations of intellectuals: genesis and possible future]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100016&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este ensaio pretende apresentar a gênese moderna do intelectual e as figurações que assume ao longo de uma história relativamente recente até chegar a alguns impasses que sugerem sua crise, arriscando-se ao final caminhos possíveis para uma reconfiguração que o permita enfrentar os desafios do mundo social contemporâneo.<hr/>Abstract This essay is aimed to present the modern genesis of intellectuals and their figurations throughout a relatively recent history, up to the emergence of some impasses that suggest a crisis. Some paths are then proposed towards a reconfiguration that could enable them to face the challenges of the contemporary social world. <![CDATA[Intellectuals beyond barricades: Felix Guattari and the militant subjectivation of 1968]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100074&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O legado do pensamento francês dos anos de 1970 não se resume ao conjunto de problemas teóricos e à inventividade conceitual de seus principais representantes. Sua disposição crítica dependeu de intensa interlocução com o contexto político da época, ponto de certa forma negligenciado pelos especialistas, na maioria das vezes excessivamente focados em abordagens monográficas ou apreciações internas às obras de um determinado autor. Exemplo disso, a militância de Félix Guattari tem sido analisada, sobretudo, a partir do conteúdo propositivo extraído de sua teoria, em detrimento da compreensão da conjuntura social na qual ela encontrou seus limites e seus espaços de significação. Uma de suas iniciativas políticas mais marcantes, o Centre d'études, de recherches et de formation institutionnelles (CERFI), vem merecendo pouca atenção e interesse. Nenhum estudo sistemático sobre a organização foi registrado até este momento entre os pesquisadores brasileiros, situação não muito diferente da observada na França. Com apoio de pesquisa documental realizada no arquivo pessoal do autor, depositado no Institut mémoires de l’édition contemporaine (IMEC), este artigo apresenta e analisa a proposta guattariana de constituição de um processo de subjetivação militante calcada nos valores de 68, colocado em curso, com todos os impasses e contradições, por meio do CERFI.<hr/>Abstract The legacy of the French thought of the 1970s is not just the set of theoretical problems and conceptual inventiveness of its main representatives. Its critical ability drew on a strong dialogue with the political context of the time, an issue somewhat neglected by scholars, most often overly focused on monographic approaches or internal analysis of the works of a particular author. A good example, the militancy of Félix Guattari has been essentially analyzed with regard to the propositional content of his theory to the detriment of the comprehension of the social context within which it found its limits and its significance. One of his most significant political initiatives, the Centre d'études, de recherches et de formation institutionnelles (CERFI), has received scarce attention and interest. Based on documentary research using the French author's personal archives stored at the Institut mémoires de l'édition contemporaine (IMEC), this article presents and analyzes the Guattarian proposal to constitute a process of militant subjectification grounded in the values ​​of 68, put in motion, with all its dilemmas and contradictions by means of the CERFI. <![CDATA[Guidelines for a decolonization of knowledge: a dialogue between Darcy Ribeiro and Enrique Dussel]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100108&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Esta comunicação apresenta orientações epistêmicas do antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro (1922-1997) e, também, do filósofo argentino Enrique Dussel (1934-) - cada um deles como uma voz de grande significado para um projeto viável de descolonização do conhecimento científico e filosófico ‘em’ e ‘a partir da’ América Latina. Tais estudiosos são aqui lembrados em algumas de suas teses e quadro analíticos originais, na interlocução com suas fontes, a fim de que se pudesse propor o pensamento de ambos, em provável diálogo, tanto no que diz respeito ao nível teórico quanto ao utópico relacionado a um projeto emancipador e autônomo latino-americano. Dessa forma, intenta-se demonstrar a complementaridade tanto quanto as intenções quanto aos problemas epistêmicos entre as perspectivas darcyniana e dusseliana, superando o modelo eurocentrado, por uma abordagem pluriversal na produção do conhecimento, defendida como necessária no debate teórico contemporâneo.<hr/>Abstract This communication provides epistemic guidance from the works of Brazilian anthropologist Darcy Ribeiro (1922-1997) and Argentinian philosopher Enrique Dussel (1934-) - each of them an authoritative voice for a viable project of decolonization of scientific and philosophical knowledge, ‘within’ and ‘from’ Latin America. We draw on some of these scholar’s original theses and analytical frameworks, as well as on their dialogue with their respective sources, in order to propose a discussion between their thoughts, at both a theoretical and a utopian level, regarding an emancipatory and autonomous Latin American project. Thus, we try to demonstrate the complementarity as to the intentions as well as to the epistemic problems, between the Darcyan and Dusselian perspectives, going beyond the Eurocentric model, through a pluriversal approach in the production of the knowledge, that is advocated as necessary also in the contemporary theoretical debate. <![CDATA[Three Latin American critics]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100138&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A avaliação dos papéis desempenhados pelos críticos literários na formação do campo intelectual mexicano, em contraposição ao Brasil e à Argentina, além do grau e das modalidades de institucionalização (universidade, imprensa, revistas etc.) dessa atividade em torno da década de 1950 é o objetivo central deste artigo. Nessa direção, propomos tomar como ponto de partida a trajetória e a produção intelectual do reconhecido crítico e historiador da literatura mexicana, José Luis Martínez (1918-2007), visando compará-las com as do brasileiro Antonio Candido (1918-2017) e do argentino Adolfo Prieto (1928-2016). Praticada até meados do século XX de forma mundana e entendida como um gênero menor da literatura, a crítica seria alavancada por sua institucionalização universitária, mais precisamente pela criação de cursos superiores em letras, ocorrida nos três países na primeira metade desse século, que, progressivamente, conferiu aos críticos meios específicos de legitimação e, cada vez mais, independentes da chancela dos escritores. Obviamente tal processo se deu lentamente e de maneira conflituosa, mas a ascensão e a autoridade conquistada por esses novos produtores culturais alteraram a morfologia e as relações de força nos campos literário e acadêmico.♦<hr/>Abstract The main purpose of this article is to evaluate the roles played by literary critics in the formation of Mexican intellectual field, in comparison to Brazil and Argentina, as well as the degree and modalities of institutionalization (university, press, magazines, etc.) of this activity in the 1950s. Thus, we start by analyzing the trajectory and the intellectual production of the recognized critic and historian of Mexican literature, José Luis Martínez (1918-2007), in order to compare them with those of the Brazilian critic, Antonio Candido (1918-2017), and the Argentinian, Adolfo Prieto (1928-2016). Literary criticism, whose practice until the middle of the twentieth century was mundane and understood as a minor genre of literature, came to be leveraged by its institutionalization in the universities, more precisely by the creation of graduate courses, which occurred in the three countries in the first half of that century, which progressively, gave the critics specific means of legitimation and, increasingly, independent of the stamp of writers. Obviously this process occurred slowly and in a conflictive way, but the rise and authority gained by these new cultural producers altered the morphology and relations of force in the literary and academic fields. <![CDATA[Intellectual elites and social imaginaries contrasted in the era of the “Mexican miracle” and their expression in the journal Cuadernos Americanos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100170&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumen En este artículo propongo la noción de imaginarios socioculturales como ideas y supuestos de trasfondo que conforman el horizonte cultural de una época en una sociedad determinada. La hipótesis que guía el trabajo es que esas ideas y supuestos son múltiples, y que frente a una “misma” situación, distintos grupos pueden sostener imaginarios contrapuestos. El período objeto de estudio es el que comprende las décadas de los años cuarenta y principios de los cincuenta del siglo veinte en México, que es conocido como la era del “milagro mexicano”, cuando la Revolución se institucionaliza y el objetivo primordial de los gobiernos es la modernización del país. Los grupos estudiados son algunos de los que formaban parte de las elites intelectuales del momento.<hr/>Abstract In this paper, I propose the concept of sociocultural imaginaries as background ideas and assumptions that define the cultural limits of an era in a given society. The hypothesis that guides the paper is that these ideas and assumptions are multiple, and that before a “same” situation, different groups can hold opposing imaginaries. The period under study comprises the 1940s and early 1950s in Mexico, which is known as the era of the “Mexican miracle”, when the Mexican Revolution was institutionalized and the primary objective of governments was the modernization of the country. The groups studied are some of those belonging to the intellectual elites of the time. <![CDATA[“Disciplinarization” and institutionalization of sociology in the founding countries and its reproduction in Latin America]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100210&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo propõe-se a fazer um recorte analítico para focar a emergência da sociologia, sua primeira institucionalização nos países fundadores (Europa e Estados Unidos) e sua reprodução na América Latina, integrando o projeto de pesquisa sobre o processo de institucionalização, diversificação disciplinar e intercâmbio acadêmico das ciências sociais no Brasil em perspectiva latino-americana (antropologia, ciência política e sociologia), no período de 1930-2003.♦<hr/>Abstract This article offers an analytical framework on the emergence of sociology, and its institutionalization in the founding countries (Europe and the United States) and reproduction in Latin America. It focuses on the development of a research project on the process of institutionalization, disciplinary diversification and academic exchange of social sciences (Anthropology, Political Science and Sociology) in Brazil, seen through a Latin American perspective, in the period of 1930-2003. <![CDATA[The new readings of Marx and an old problem of political economy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100276&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo As novas leituras de Marx, aqui representadas pelos pensamentos de Backhaus e de Postone, têm o mérito de propor uma leitura da obra madura de Marx que não se fixa apenas sobre o aspecto de classe e de exploração, sublinhando o caráter amplo da teoria marxiana do valor no que diz respeito à sua caracterização da sociedade moderna. Como mostraremos, contudo, ambas as leituras terminam por se concentrar, de forma unilateral e com prejuízos para a teoria do valor, sobre a esfera da circulação simples de mercadorias; razão pela qual retomam as análises dos Grundrisse que foram superadas posteriormente por Marx.<hr/>Abstract The new readings of Marx, here represented by Backhaus and Postone´s thoughts, have the merit of proposing a reading of Marx’s mature work focused not only on the aspects of class and exploitation, but which stresses the broad character of the Marxian value theory as a way of characterizing modern society. Nevertheless, as we shall show, both readings end up focusing unilaterally on the sphere of commodities circulation, to the detriment of the value theory; accordingly, Backhaus and Postone revisit the analysis of the Grundrisse that Marx had subsequently surpassed. <![CDATA[The Paths of the Truth: a Foucauldian look into the quest for truth]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100308&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este ensaio trata da relação verdade-saber científico, utilizando o aporte teórico desenvolvido por Michel Foucault. Destrincha uma analítica da verdade, percorrendo a senda trilhada pela razão ocidental em busca da verdade. O artigo demonstra, sob a perspectiva foucaultiana, como o saber ocidental se constitui como verdade e, portanto, como conhecimento científico. Conclui, incursionando sobre as possibilidades de o homem ansiar pela verdade.1<hr/>Abstract This essay addresses the relationship between scientific knowledge and truth, drawing on Michel Foucault’s theoretical contribution. It untangles the analytics of the truth, by going through the path taken by Western thought in search of truth. Based on a Foucauldian perspective, the article shows how Western knowledge is constituted as truth and, therefore, as scientific knowledge. In conclusion, it delves into human possibilities to long for truth. <![CDATA[The semantics of complexity and its social structure: the “post-structuralist” materialism of systems theory]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100338&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo explora a diferença entre estrutura e semântica como chave explicativa para as reivindicações da teoria dos sistemas acerca de suas vantagens como autodescrição sociológica da sociedade moderna. O argumento central é o de que a teoria dos sistemas se utiliza dessa diferença para explicar como estruturas sociais desencadeiam semânticas específicas. A relação entre estrutura social e semântica é mediada pela complexidade das estruturas. Nesse sentido, a teoria dos sistemas se distingue de teorias pós-modernas, do discurso ou do poder. Em lugar de constatar a pluralidade de narrativas e tirar daí consequências muitas vezes precipitadas acerca da contingência, como a centralidade do poder na reprodução social (um primado do “político”), a teoria dos sistemas insiste em um primado do social que aponta para as raízes estruturais da visibilidade dessa contingência. Isso torna a sociedade capaz de refletir sobre suas possibilidades a partir de uma teoria adequada à sua própria complexidade.<hr/>Abstract In this article I look into the difference between structure and semantics as an explanatory key for the claims of systems theory about its advantages as a sociological self-description of modern society. The central argument is that systems theory resorts to this difference for explaining how social structures set in motion specific semantics. The relation between social structure and semantics is mediated by the complexity of the structures. In this sense, systems theory is distinguished from postmodern theories of discourse or power. Rather than establishing the plurality of narratives and inferring from it often hasty consequences regarding the contingency, such as the centrality of power in social reproduction, systems theory insists on a precedence of the social that points to the structural roots of the visibility of such contingency. This makes society able to reflect on its possibilities, based on a theory appropriate to its own complexity. <![CDATA[Sociology of space: models of interpretation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100370&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumé La sociologie a considéré que l’espace et son architecture sont une création originale, empreints de caractéristiques sociétales et historiques. Dans une diversité problématique, elle a mis à l’épreuve du territoire et de l’espace de vie la conceptualisation de pratiques sociales, de processus de socialisation, de mécanismes décisionnels, signes du fonctionnement des sociétés. L’analyse du lien entre social et spatial a nourri des débats théoriques sur l’explication des usages. Pour les uns l’essentiel est dans la façon dont les individus, les groupes, les institutions, la société, investissent l’espace à partir des règles du jeu social ; d’autres privilégient l’importance des dimensions physiques, architecturales et urbanistiques, choix qui a mis l’accent sur les formes matérielles pour expliquer les pratiques. Une telle liaison n’était guère problématique pour de nombreux auteurs pour comprendre les sociétés et les mouvements qui les traversent. A partir des années 1970, en France, le lien formes – sociétés a été approfondi à partir de croisements disciplinaires entre anthropologie, sociologie, architecture et urbanisme. Les modes d’appropriation des espaces de vie ont posé avec force la question des rapports entre conception architecturale et usagers mobilisant la recherche architecturale et urbaine sur le rôle des concepteurs et experts qui projettent et matérialisent les aspirations des sociétés, des groupes et des habitants (Pinson, 1992 ; Conan, 1991). Pour développer les principes et les apports de cette sociologie de l’espace, nous présentons ses fondements théoriques à partir d’un choix personnel et limité d’auteurs ; puis, un regard sur trois expériences résidentielles majeures en France montre sa pertinence.<hr/>Abstract The space and its architecture has been considered within sociology as an original creation, marked by social and historical characteristics. In view of the diversity of the problematic, sociology has seen through the lenses of the territory and the lived space the conceptualization of social practices, socialization processes, and decision mechanisms as signs of the functioning of societies. The analysis of the link between the social and the spatial has fuelled theoretical debates on the explanation of uses. For some, the essential is the way in which individuals, groups, institutions, and society express, in the space, the rules of social play; others highlight the importance of the physical, architectural and urban dimensions, giving emphasis to material forms for explaining practices. Since the 1970s, in France, the link between forms and societies has been strengthened by disciplinary articulations between Anthropology, Sociology, Architecture and Urbanism, thus fostering research on the role of those who plan and materialize the aspirations of societies, groups and population. In order to develop the principles and contributions of this Sociology of Space, we present its theoretical foundations, based on personal and limited choice of authors. Then a look into three of the most important French residential experiences shows its relevance.<hr/>Resumo A Sociologia tem considerado o espaço e sua arquitetura como uma criação original, marcada por características sociais e históricas. Diante da diversidade da problemática, a Sociologia situou, sob o prisma do território e do espaço vivido, a conceituação de práticas sociais, de processos de socialização, de mecanismos de decisão como sinais do funcionamento das sociedades. A análise do vínculo entre o social e o espacial tem alimentado os debates teóricos sobre a explicação dos usos. Para uns, o essencial está na maneira como os indivíduos, os grupos, as instituições, a sociedade expressam, no espaço, as regras do jogo social; outros privilegiam a importância das dimensões físicas, arquitetônicas e urbanísticas, enfatizando as formas materiais para explicar as práticas. A partir dos anos 1970, na França, o elo entre formas e sociedades tem sido aprofundado por articulações disciplinares entre Antropologia, Sociologia, Arquitetura e Urbanismo, mobilizando a pesquisa sobre o papel dos que projetam e materializam as aspirações das sociedades, dos grupos e dos habitantes. Para desenvolver os princípios e as contribuições desta Sociologia do Espaço, apresentamos seus fundamentos teóricos, a partir de uma escolha pessoal e limitada de autores. Em seguida, um olhar sobre três das mais importantes experiências residenciais francesas mostra sua pertinência. <![CDATA[Tracking the territories of organizational learning in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100392&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo pretende contribuir para o debate sobre os modos de produção do conhecimento científico no Brasil, por meio da análise dos fluxos e das mobilizações que ajudaram a constituir uma especialidade na área da Administração - a disciplina de Aprendizagem Organizacional. Como ponto de partida, a investigação assume uma coletânea de textos que sistematiza alguns dos principais investimentos empreendidos nas últimas duas décadas por especialistas brasileiros. A partir desse artefato científico, propomos seguir os fios que conectam pessoas, ideias e instituições em torno de uma rede acadêmica em expansão no país. Nesse sentido, o texto apresenta um conjunto de relações intelectuais e profissionais que favoreceram a postulação das formas legítimas e estáveis de investigação dos processos de aquisição do conhecimento como práticas corporativas situadas. Ao final, não teremos a pretensão de reconstituir a história da aprendizagem organizacional, mas de oferecer uma visão alternativa ao modo como a área tradicionalmente se identifica.<hr/>Abstract This work contributes to the studies on modes of scientific knowledge production in Brazil by means of the examination of the flows and mobilizations that helped to constitute the Organizational Learning discipline, in the area of Administration. To this end, the present research draws on a collection of texts that seeks to systematize the main investments and perspectives of the discipline over the last decade. Based on this scientific artifact, we follow the threads connecting people, ideas and institutions around an academic network in expansion in the country. Finally, we present an alternative view on how the field is traditionally characterized. <![CDATA[The round trip of Jessé Souza]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222018000100424&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo A resenha oferece uma avaliação crítica de um dos mais recentes livros de Jessé Souza. É dada ênfase às contradições internas de sua teoria crítica da modernização e, em especial, à sua visão a respeito do uso de Max Weber na sociologia brasileira.<hr/>Abstract The objective of this review is to give a critical appraisal of a recent book by Jessé Sousa. We try to point out the inner contradictions of his critical theory of modernisation and, particularly, his view of the uses of Max Weber in Brazilian sociology.