Scielo RSS <![CDATA[Sociologias]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-452220150002&lang=pt vol. 17 num. 39 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[EDITORIAL]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Apresentação do dossiê: Sociologia e Moral]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Os Contornos e o Entorno da Nova Sociologia da Moral]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200026&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Neste ensaio vou expor brevemente como vejo o desenvolvimento do campo da Sociologia da Moral, com foco em seu potencial fundamentalmente interdisciplinar, destacando os estudos e tradições que merecem ser incorporados à sociologia. A moral, como tema de investigação da ciência social, perpassa os campos da psicologia (social e do desenvolvimento), sociologia, antropologia, neurociências e economia. Aqueles entre nós implicados no seu desenvolvimento afirmam que ela serve de fundamento para toda a organização e interação social. Assumo, implicitamente, a posição do filósofo Charles Taylor e do sociólogo Christian Smith de que os seres humanos vivem envolvidos em teias de significados, pelas quais são moldados, conforme versões de "certo" e de "bem". Os seres humanos são fundamentalmente morais, não no sentido de serem convencionalmente altruístas ou de se preocuparem com os outros, mas de que as pessoas humanas, por serem seres sociais habitando um espaço social, devem assumir posições sobre temas relevantes nessas sociedades e grupos. As pessoas, de um modo geral, nesse meu paradigma, ancoram seus sentidos de si em posicionamentos morais, padrões que oferecem um solo a partir do qual dão sentido ao mundo através de lentes morais. Uma sociologia da moral compreende a formação dessas crenças, sua relativa imutabilidade ou as circunstâncias pelas quais elas mudam, sua influência sobre a ação e sua reconstrução retrospectiva diante de efeitos desajustados ou de pressões sociais.</p><hr/><p>In this essay, I will briefly cover the field as I see it developing, with an eye to its fundamentally interdisciplinary potential, highlighting studies and traditions that are worth incorporating into sociology. Morality as a topic of social science inquiry crosses the fields of psychology (developmental and social), sociology, anthropology, neuroscience, and economics, and those of us invested in its development argue that is serves as an underpinning for all social organization and interaction. Implicitly, I take the position that the philosopher Charles Taylor (1989) and the sociologist Christian Smith (2003) offer, that human beings are inextricably living within and shaped by webs of moral meanings, versions of the 'right' and the 'good'. Human beings are fundamentally moral, not in the sense of being conventionally altruistic or caring about others, but that human persons (SMITH, 2009) must, as a product of being social beings living in social space, take positions on issues important in those societies and groupings. People, as a rule, within my paradigm, anchor their senses of self within these moral positions, standards that offer an anchor from which to make sense of the world through a moral lens. A sociology of morality encompasses the formation of these beliefs, their relative immutability or the circumstances through which they change, their influence on action, and their retrospective reconstruction in the face of disconfirming feedback or social pressures.</p> <![CDATA[A Sociologia como uma Filosofia Prática e Moral (e vice versa)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200060&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Embora boa parte da sociologia contemporânea tenha um caráter político e moralizante, a sociologia da moral como tal permanece pouco desenvolvida. Diferentemente da sociologia da religião, da sociologia do conhecimento ou da sociologia das artes, a sociologia da moral não possui uma verdadeira tradição, ainda que os pais fundadores da disciplina tivessem, é claro, grande interesse sobre os temas da moral e da ética. Para desenvolver uma sociologia da moral que faça jus ao próprio nome, é preciso, antes de tudo, romper a barreira disciplinar entre a sociologia e a filosofia, e superar a desconfiança e resistência dos sociólogos para engajarem-se em um "pensamento liminar" construtivo. Neste artigo, pretendo tentar reconectar a sociologia à filosofia da moral e a filosofia da moral à sociologia. A tese que defendo é de que a <italic>sociologia dá continuidade, por outros meios, à venerável tradição da filosofia da prática e da moral</italic>. Como suas antecessoras, ela depende da defesa da "sabedoria prática" (Aristóteles) e da "razão prática" (Kant).</p><hr/><p>While a good deal of contemporary sociology is political and moralizing, moral sociology as such remains largely underdeveloped. Unlike the sociology of religion, the sociology of knowledge or the sociology of arts, moral sociology does not have a real tradition, although the founding fathers had, of course, a strong interest in morality and ethics. To develop a moral sociology worthy of its name, one has first to break down the disciplinary barrier between sociology and philosophy and overcome the reticence and resistance of professional, critical and public sociologists to engage into some constructive "border thinking". In this article, I want to make an attempt to reconnect sociology to moral philosophy and moral philosophy to sociology. The thesis I want to defend is that <italic>sociology continues by other means the venerable tradition of practical and moral philosophy</italic>. Like its forebears, it stands and falls with a defense of "practical wisdom" (Aristotle) and "practical reason" (Kant).</p> <![CDATA[Tradição e autenticidade em um mundo pós-convencional: uma leitura durkheimiana]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200110&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Neste artigo pretendemos demonstrar por que a teoria durkheimiana ainda é relevante para os debates contemporâneos sobre moral e como a sociologia poderia lidar com a mesma. De certa forma, é um esforço para estabelecer as bases do que seria, hoje, uma sociologia durkheimiana da moral ou, melhor, de como poderíamos conceber uma sociologia contemporânea da moral de inspiração durkheimiana. Para isso, vamos primeiramente reconstruir os elementos ontológicos implícitos à sua visão da moral, destacando uma dimensão que é precisamente a que essa teoria é acusada de negligenciar: uma discussão sobre a natureza humana e as condições para a constituição do eu. Em um segundo movimento, apresentamos algumas considerações "operacionais" sobre o que esta sociologia durkheimiana da moral poderia ser hoje, apontando para o nível de análise com que ela pode lidar, para o que ela pode pretender explicar e - por que não? (acrescentando um toque weberiano) - entender. A etapa final nos leva ao território de uma teoria social normativa, que consiste em uma discussão crítica de moralidades patológicas, do ponto de vista do sofrimento que elas podem infligir ao indivíduo, e dos desafios trazidos pela modernidade tardia, caracterizada por uma multiplicidade de objetos sagrados que habitam o mesmo espaço.</p><hr/><p>In this paper we intend to demonstrate why Durkheimian theory is still relevant to contemporary debates on morality and on how sociology could deal with it. In a way, it is an effort to establish the basis of what could be a Durkheimian sociology of morality today or, even better, how we can conceive a contemporary sociology of morality with Durkheimian inspiration. For this purpose, we will first reconstruct the ontological elements implied in his view of morality, highlighting a dimension that is precisely the one this theory is blamed for neglecting: a discussion about human nature and the conditions for constituting of the self. In a second movement, we present a few 'operational' considerations on what this Durkheimian sociology of morality could be today, pointing to the level of analysis it can deal with, to what it can aim to explain and - why not? (introducing a Weberian flavour) - understand. The final step leads us to the territory of a normative social theory, consisting in a critical discussion of pathological moralities, from the point of view of the suffering they can bring to the individual, and of the challenges brought by late modernity, characterized by a multiplicity of sacred objects inhabiting the same space.</p> <![CDATA[Onde no mundo estão os valores? Exemplaridade, Moralidade e Processo Social]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200164&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Este artigo constitui um ensaio sobre valores. Trata de aportar uma resposta social e psicologicamente realista à questão de onde as pessoas descobrem valores no mundo. Pretende ser uma contribuição aos crescentes debates antropológicos sobre a moral e sugere que o tema dos valores deve ser central nesses debates. Os valores, penso eu, são aquilo que, pelo menos em parte, nos levam a desejar fazer o bem. O que as pessoas de fato farão depende não só de como equilibram os desejos concorrentes despertados por diferentes valores, mas de como equilibram esses desejos com os sentimentos de dever que distintos fatos morais também despertam. Na origem deste ensaio, está a noção de que existe alguma relação entre valores, desejos e ações morais que vale investigar. Começo discutindo a perda, por parte das ciências sociais, da fé na noção de cultura e do problema que daí advém de como falar sobre onde se encontram os valores no mundo. O que pretendo propor aqui é: se aceitarmos ser pouco provável existirem valores plenamente compartilhados, como julgavam os antropólogos, porque já não podemos supor que eles sejam parte de um fenômeno duradouro e disseminado chamado cultura - então, teremos de enfrentar uma nova questão, qual seja, a de onde existem valores no mundo. Quero sugerir que os valores existem, primeiramente, naquilo que vou chamar de exemplares ou exemplos, ou que, pelo menos, as pessoas os encontram no mundo pela primeira vez desta forma. Por fim, quero propor que os exemplos são concretizações de valores únicos em sua plenitude.</p><hr/><p>This is an essay about values. It is concerned with providing a socially and psychologically realistic answer to the question of where people find values in the world. I mean it to be a contribution to the rapidly growing anthropological discussion of morality, suggesting that the topic of values should be central to it. It is values, I think, that at least in part account for the desire we have to do what is good. What people actually do will depend not only with how they balance the competing desires different values awaken within them, but how they balance these desires with the feelings of duty different moral facts also arouse. In the background of this essay is the notion that there is some relationship between values, desires and moral actions that is worth investigating. I begin by discussing the social scientific loss of faith in the notion of culture and the problem this raises of how to talk about where values exist in the world. What I want to propose here is that if we accept that values are not likely to be as fully shared as anthropologists once supposed because we can no longer assume they are part of an enduring shared phenomenon called culture - then we will need to face a new the question of where in the world values exist. I want to suggest that values exist in the first instance in what I am going to call exemplars or examples, or at least that people first encounter them in the world in this form. I ultimately want to suggest that examples are concretely existing realizations of single values in their fullest forms.</p> <![CDATA[Sociologia moral das dependências motivadas: o caso da dependência amorosa]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200198&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Este artigo propõe um panorama do procedimento e dos métodos da sociologia moral, que se baseiam em uma etnofilosofia da existência social comum e em uma antropologia natural. A primeira parte do texto situa a sociologia moral em relação ao desenvolvimento contemporâneo das pesquisas empíricas sobre a ética, sobretudo no âmbito da psicologia experimental e evolucionista. A segunda parte apresenta alguns elementos de uma teoria das dependências motivadas aos prazeres e às recompensas, desenvolvida a partir do aporte das neurociências da adição e de pesquisas de campo sobre as condutas aditivas e as tentativas de restabelecimento. A terceira parte propõe uma ilustração do método a partir de uma pesquisa recente sobre a dependência amorosa, feita principalmente a partir de um <italic>corpus</italic> literário e cinematográfico.</p><hr/><p>This article provides an overview of the procedure and methods of moral sociology that are based on both an ethnophilosophy of common social existence and a natural anthropology. The first part of the text locates moral sociology within the contemporary development of empirical research on ethics, particularly in the field of experimental and evolutionistic psychology. The second part depicts some elements of a theory of motivated dependences on pleasures and rewards, which draws on the contribution of neurosciences of addiction and on field research on addictive behaviors and recovery attempts. The third part illustrates the method by featuring a recent research on love addiction, based primarily on a literary and cinematographic corpus.</p> <![CDATA[A secularização conduz à decadência moral?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200224&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Os debates sobre ética e religião, sobre a significância da fé na mediação dos valores e da coesão sociais, e sobre os riscos das religiões para a tolerância e a coexistência pacífica tendem a ser distorcidos em razão de deficiências empíricas. Os argumentos, em geral, se fazem de um modo que poderíamos denominar "a priori". Neste artigo, proponho uma abordagem "empírica", querendo dizer com isso uma atitude que envolva um mínimo de vieses conceituais, que vá além do a priori e esteja aberta à riqueza dos fenômenos histórico-culturais.</p><hr/><p>Discussions on ethics and religion, on the significance of faith in the mediation of values and social cohesion, and on the risks posed by religions to tolerance and peaceful coexistence tend to be biased because of empirical shortcomings. Arguments are generally made in a way that we could call "a priori". This paper offers an "empirical" approach, meaning thereby an attitude that involves a minimum of conceptual biases, one that goes beyond the a priori and is open to the wealth of historical and cultural phenomena.</p> <![CDATA[Imigrantes brasileiros no Québec: entre integração e mobilidade]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200248&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Em 1991, a província canadense do Québec conquistou autonomia para definir sua política migratória. O recrutamento e a seleção de imigrantes tornaram-se parte de um processo que, abrindo o Québec ao mundo, preocupou-se também em consolidar a especificidade local diante do Canadá, promovendo o chamado <italic>fait français</italic>. As políticas de integração os categorizaram como comunidades culturais e minorias visíveis<italic>.</italic>Definido o Brasil como área de imigração, o fluxo de brasileiros para o Québec aumentou 640% no período 2006-2011 em relação ao quinquênio anterior. Os imigrantes brasileiros mostraram-se reservados diante da definição de uma minoria visível latino-americana e da adesão ao <italic>fait français</italic>. Ao mesmo tempo, procuraram elementos de aproximação cultural com a sociedade de acolhimento. A análise de percursos migratórios mostrou, ainda, que a obtenção da nacionalidade canadense é um forte componente na aquisição de um capital de mobilidade que, além de facilitar a integração, paradoxalmente, permite novas migrações.</p><hr/><p>In 1991, Quebec became autonomous for defining its own migratory policies. Recruiting and selecting immigrants became part of a process that while opening Quebec to the world, was also concerned with building a French province image inside Canada through the <italic>fait français.</italic>However, integrating new immigrants also brought some challenges. The Quebec policies were meant to classify those new immigrants in the categories of cultural communities or visible minorities<italic>.</italic>After Latin America has been defined as a new area of immigration the flow of Brazilians increased 640% between 2006-2011.Data collected through interviews with Brazilian immigrants in Quebec showed that they felt rather reluctant regarding being defined as a Latin American visible minority and to join the <italic>fait français</italic>. At the same time, they tried to establish some elements that would put them closer to the local culture. The analyses of the migratory paths also showed that the demand for Canadian citizenship is a strong component of acquiring a capital of mobility<italic>,</italic>which promotes integration but, paradoxically, allows further migrations.</p> <![CDATA[Soberania alimentar: uma perspectiva cética]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200276&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Este trabalho busca identificar e avaliar alguns dos principais elementos que 'delimitam' a questão da Soberania Alimentar: (i) um ataque global à agricultura industrial e suas consequências ecológicas, no atual momento da globalização; (ii) a defesa de um (do) "modo camponês" como base de um sistema alimentar sustentável e socialmente justo; e (iii) um programa para concretizar esse objetivo mundial-histórico. Embora acolha o primeiro desses elementos, sou muito mais cético quanto ao segundo, pelo modo como a soberania alimentar concebe os "camponeses" e por seu postulado de que pequenos produtores adeptos da agricultura ecológica - de baixo consumo de insumos (externos) e intensiva em trabalho - podem abastecer o mundo. Daí meu argumento de que a soberania alimentar é incapaz de construir um programa viável (o terceiro elemento) para vincular as atividades de pequenos agricultores às necessidades alimentares de não agricultores, cujos números vêm crescendo tanto absolutamente quanto como proporção da população mundial.</p><hr/><p>This paper attempts to identify and assess some of the key elements that 'frame' Food Sovereignty (FS): (i) a comprehensive attack on corporate industrialised agriculture, and its ecological consequences, in the current moment of globalisation; (ii)advocacy of a (the) 'peasant way' as the basis of a sustainable and socially just food system; and (iii) a programme to realise that world-historical goal. While sympathetic to the first of these elements, I am much more skeptical about the second because of how FS conceives 'peasants', and its claim that small producers who practice agroecological farming - understood as low-(external) input and labour intensive - can feed the world. This connects with an argument that FS is incapable of constructing a feasible programme (the third element) to connect the activities of small farmers with the food needs of non-farmers, whose numbers are growing both absolutely and as a proportion of the world's population.</p> <![CDATA[O projeto de transparência do Senado Federal: entre a accountability e a propaganda política]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200338&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Análise sobre o projeto de transparência do Senado Federal, com foco nas relações entre os enunciados políticos, suas lógicas de ação e de justificação e os fatores contextuais que favoreceram o debate político sobre transparência e seu respectivo projeto de ação estratégico-institucional. A metodologia combinou entrevistas em profundidade e pesquisa documental. A pesquisa revela a existência de dois mundos retóricos e uma série de controvérsias decorrentes dessa polarização entre as justificações apresentadas pelo então presidente da instituição, Renan Calheiros e as críticas articuladas pela esfera burocrática, responsável pela gestão das ferramentas de transparência do Senado. Os resultados apontam para duas funções do projeto de transparência do Senado: <italic>accountability</italic> e propaganda política.</p><hr/><p>The article aims to analyze the Brazilian Senate's project of transparency. The analytical focus is on the relationships between political statements, their logics of action and justification and the contextual factors that favored political debate on transparency and its respective plan for strategic-institutional action. The methodology combined in-depth interviews and analysis of official documents. Findings reveal the existence of two rhetorical worlds and a series of controversies arising from such polarization between justifications submitted by the then president of the institution and criticism articulated by bureaucratic sphere responsible for the management of the Senate's transparency tools.</p> <![CDATA[Mulheres vitoriosas na política: estudo comparativo entre as candidaturas ao cargo de deputado estadual no RS em 2010]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200370&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>O artigo pretende contribuir para a discussão do tema mulher e política ao problematizar os resultados da disputa ao cargo de deputado estadual no estado do Rio Grande do Sul/eleições 2010. A proposta é elaborar um quadro comparativo entre as candidatas e os candidatos eleitos, ou seja, através do recorte de gênero verificar similaridades e diferenças na construção de candidaturas vitoriosas em termos de votos, considerando as seguintes variáveis: recursos econômicos (despesas/receitas oficiais de campanha) e recursos políticos ou trajetória política (carreira política, redes de contatos, militância). Por fim, o intento é trabalhar estes dados à luz dos debates sobre inclusão das mulheres no campo político.</p><hr/><p>This paper intends to contribute for the discussion on woman and politics by analyzing the results of the election for state legislators in Rio Grande do Sul in the 2010. A gender based comparative table was elaborated contrasting male and female elected candidates, in order to determine similarities and differences in the development of victorious candidacies, considering, considering the following variables: economic resources (campaign official expenses/revenues) and political resources or political trajectory (political career, networking, political activism). Our purpose was ultimately studying these data in the light of the current debates on the inclusion of women in the political scenario.</p> <![CDATA[<bold>A invenção da violência</bold>MUCCHIELLI, Laurent. <bold>L'invention de la violence:</bold> des peurs, des chiffres, des faits. Paris: Fayard, 2011, pp.340.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222015000200404&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <p>Apresentamos a obra do sociólogo francês Laurent Mucchielli<sup>1</sup>, <italic>L'invention de la violence</italic>: <italic>des peurs, des chiffres, des faits</italic> (2011), que analisa o debate público e acadêmico sobre insegurança e violência na França. O livro se divide entre a reconstituição histórica das representações sobre o aumento da violência e a crítica do uso político de estatísticas sobre criminalidade, com foco principal no questionamento da interseção entre o "problema da delinquência juvenil" e o "problema da imigração". São analisadas as mudanças nas normas de comportamento, os processos de segregação urbana e a construção de novos mecanismos de atuação estatal na área da segurança pública. Em lugar de um pacote de soluções, o autor convida à indagação crítica sobre as transformações das últimas décadas e, com clareza de estilo, realiza uma síntese dos conhecimentos científicos na área.</p><hr/><p>Here we present the work of the French sociologist Laurent Mucchielli, <italic>L'Invention de la violence: des peurs, des chiffres, des faits</italic>(2011), which examines public and academic debate on insecurity and violence in France. The book is divided into the historical reconstruction of representations about the increase in violence and the critique of political use of crime statistics, focusing on the analysis of the intersection between "juvenile delinquency" and "immigration" as social problems. The author examines changes in behavior norms, processes of urban segregation and the construction of new mechanisms of state action in the area of public security. Instead of given solutions, the author invites to a critical inquiry into the last decades transformations and offers a clear synthesis of scientific knowledge in the area.</p>