Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869219980002&lang=en vol. 4 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Lesiones musculares y deporte</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Description and development of the senior physical activity questionnaire (QSAP)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en A avaliação da autonomia do idoso focaliza-se habitualmente nas atividades desempenhadas ou na aptitude funcional. Raros são os instrumentos que levam em conta ambos os aspectos. Este estudo descreve o desenvolvimento de uma das partes de um sistema de avaliação que tenta cobrir esta lacuna _ o Questionário Senior de Atividades Físicas (QSAP). Trata-se de uma entrevista em quatro partes, quantificando as necessidades para uma vida autônoma em termos de força (FO) e de produção de energia para o trabalho (PA). A Parte I considera as atividades cotidianas no domicílio, profissionais e de tempo livre. A Parte II avalia o contexto de vida do entrevistado. A Parte III aprecia as dificuldades para tarefas cotidianas e os sentimentos quanto às atividades que se gostaria de fazer. A Parte IV considera o ponto de vista do entrevistador. Obtêm-se para cada parte dois índices parciais _ TOT (FO) e TOT (PA). Os índices gerais são três: ITOT (FO), ITOT (PA) e IAE. Aplicaram-se 164 questionários a belgas de 60 a 90 anos (X = 69,9 ± 7,12). Determinou-se o IAE por: a) análise de componentes principais para os índices TOT; b) cálculo dos escores fatoriais referentes ao primeiro fator; c) regressão múltipla entre os escores fatoriais e os ITOT; d) transformação dos resultados da regressão em unidades correspondentes à idade cronológica. Testaram-se a representatividade e a estabilidade do IAE por: a) comparação aos resultados parciais do questionário; b) comparação com a idade cronológica; c) validação cruzada para 20 indivíduos (X = 67,40 ± 5,39 anos). Resultados: a) o IAE representa bem o conjunto das questões do QSAP; b) as necessidades para uma vida autônoma, traduzidas pelo IAE, guardam correlação inversa moderada com a idade; c) a equação de regressão parece ser estável. Conclui-se que o QSAP como um todo _ e o IAE especificamente _ têm boa validade de conteúdo. Recomenda-se, contudo, a verificação posterior da pertinência e da reprodutibilidade do método, antes da generalização de sua aplicação.<hr/>Elderly autonomy is mainly evaluated by activities of daily living or functional fitness instruments. Both aspects are scarcely associated. This study describes the development of the Senior Physical Activity Questionnaire (QSAP), which is part of an evaluation system that takes into account the interaction of these factors. It is a four part interview, quantifying elderly needs in terms of strength (FO) and energy production (PA). Part I considers domestic, professional and free-time activities of daily living. Part II evaluates the living context of the subject. Part III is concerned with the difficulties for the activities of daily living, and with the subject's feelings aroused from not practising activities he longs for. Part IV regards the interviewer's point of view about the three former parts. Two partial indices are obtained for each part of the questionnaire: TOT (FO) and TOT (PA). Three general indices are calculated: ITOT (FO), ITOT (PA) and IAE. Questionnaires were applied to 164 Belgians of both sexes, from 60 to 90 years (X = 69.9 ± 7.12). The IAE was defined by: a) principal component analysis for TOT indices; b) first factor scores determination; c) multiple regression between factor scores and ITOT indices; d) standardisation of the regression results by the chronological age. IAE's stability and content validity was tested by: a) comparison with QSAP partial indices; b) comparison with subjects' chronological age; c) cross-validation for a sample of 20 subjects (X = 67.40 ± 5.39 years). Results suggest that: a) the IAE is representative of the QSAP items; b) physical autonomy needs, as quantified by IAE, have a inverse correlation (though poor) with age; c) the regression equation is stable. It is concluded that the QSAC as a whole, and specifically the IAE, show good levels of content validity. However, further studies are recommended to assess the pertinence (criterion and structure related) and the reproducibility of the method, before generalising its application. <![CDATA[Comparative analisys between two programs of cardiovascular prevention and rehabilitation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este estudo foi realizado para investigar os procedimentos metodológicos empregados por dois Programas de Prevenção e Reabilitação Cardiovascular (PPRC), que atuam na fase III e IV, em Florianópolis. O objetivo básico do estudo foi investigar as diferenças de metodologia proposta pelos programas. Procurou-se identificar se eles possibilitam a auto-suficiência/independência de seus pacientes. Houve observação sistemática e entrevista com os responsáveis pelos programas. As conclusões foram de que existem pequenas diferenças na metodologia empregada entre os dois programas, tais como a duração e as fases da sessão e a intensidade do estímulo. Apenas um dos programas estimula a auto-suficiência/independência dos pacientes quanto à continuidade dos exercícios físicos.<hr/>This study aims at investigating methodological procedures used by two Programs of Cardiovascular Prevention and Rehabilitation (PCPR) performed in the III and IV phases in Florianópolis. The main objective of this study was to investigate the differences of methodology proposed by the programs. The authors tried to identify if they allow the self-sufficiency/independency of their patients. There was a systematic observation and also an interview with the people who are responsible for the programs. The conclusions show that there are small differences in the methodology used in the two programs, such as the length and the phases of the session and the intensity of the stimulus. Only one of the programs stimulates the patients' self-sufficiency/independency concerning the maintenance of the physical exercises. <![CDATA[<b>A inatividade física aumenta os fatores de risco para a saúde e a capacidade física</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Esta breve revisão demonstra que o sedentarismo e a ausência de adaptações induzidas pelo exercício regular reduzem as reservas fisiológicas do corpo, o que acarreta vários riscos para a saúde e a capacidade física. O sedentarismo é um fator de risco importante por si só, mas exerce uma influência negativa direta sobre outros fatores de risco (p.ex., obesidade, hipertensão, metabolismo do colesterol). A redução da força estática e dinâmica, da endurance muscular e da mobilidade aumenta também os riscos de acidentes e lesões do aparelho locomotor. Dada a grande prevalência do sedentarismo, pelo menos nos países industrializados, o seu combate deve ser incluído no planejamento das políticas de saúde pública. As conseqüências desta situação são evidentes. Para melhorar ao máximo as suas propriedades morfológicas, fisiológicas, bioquímicas e metabólicas, o organismo humano necessita de uma determinada quantidade de atividade motora ao longo da vida1-3. O uso adequado da musculatura esquelética, com as suas conseqüências fisiológicas adaptativas para todos os demais sistemas, faz parte do "manual de instruções" do corpo. A falta de uso é contra as "instruções de uso" ditadas pelas leis da natureza. Além disso, os exercícios rítmicos habituais de endurance (como a corrida, o ciclismo, a caminhada, o esqui de planície, o remo e até o tênis e os esportes coletivos) realizados durante pelo menos 30 minutos três a cinco vezes por semana, em geral estão combinados com um estilo de vida saudável (p.ex., uma nutrição equilibrada quantitativa e qualitativamente, ingestão moderada de álcool, não fumar)4. Mediante esta atitude, consegue-se um benefício adicional consistente em termos de saúde e capacidade funcional a longo prazo e uma maior alegria de viver, adicionando "vida" aos anos, e provavelmente anos à vida. Um "fator de risco" é uma característica individual, física ou comportamental, associada com uma maior possibilidade de desenvolvimento de determinadas doenças. Os conceitos modernos sobre os fatores de risco podem ser de especial utilidade no campo da prevenção e desempenham papel fundamental nas estratégias das políticas atuais de saúde pública. A utilização adequada do sistema mais volumoso do corpo, o sistema muscular esquelético, provoca de forma complexa uma adaptação de todos os sistemas funcionais5. No caso do sedentarismo, que atualmente contribui com uma parte da morbidade da população, a capacidade dos órgãos internos se ajusta a um nível relativamente baixo de atividade física. A epidemiologia analítica e descritiva6-8, bem como os estudos experimentais9-12, indicam que os indivíduos que preferem um estilo de vida sedentário estão mais predispostos a determinadas doenças do que os fisicamente ativos. A atividade física regular pode ser identificada, desta forma, como importante fator de risco para as doenças crônico-degenerativas mais freqüentes. Em geral, as conseqüências patológicas dos fatores de risco externos (como o sedentarismo, o tabagismo, uma nutrição não fisiológica em quantidade ou qualidade e a ansiedade) e dos internos (hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes mellitus, gota, hipertrigliceridemia, obesidade) são evidentes. Portanto, estes devem ser descobertos, controlados e combatidos desde os primeiros anos de vida.