Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869219980003&lang=en vol. 4 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Ankle ligament injuries</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Acute ankle ligament sprains are common injuries. The majority of these occur during athletic participation in the 15 to 35 year age range. Despite the frequency of the injury, diagnostic and treatment protocols have varied greatly. Lateral ligament complex injuries are by far the most common of the ankle sprains. Lateral ligament injuries typically occur during plantar flexion and inversion, which is the position of maximum stress on the anterotalofibular liagment (ATFL). For this reason, the ATFL is the most commonly torn ligament during an inversion injury. In more severe inversion injuries the calcaneofibular (CFL), posterotalofibular (PTFL) and subtalar ligament can also be injured. Most acute lateral ankle ligament injuries recover quickly with nonoperative management. The treatment program, called "functional treatment," includes application of the RICE principle (rest, ice, compression, and elevation) immediately after the injury, a short period of immobilization and protection with an elastic or inelastic tape or bandage, and early motion exercises followed by early weight bearing and neuromuscular ankle training. Proprioceptive training with a tilt board is commenced as soon as possible, usually after 3 to 4 weeks. The purpose is to improve the balance and neuromuscular control of the ankle. Sequelae after ankle ligament injuries are very common. As much as 10% to 30% of patients with a lateral ligament injury may have chronic symptoms. Symptoms usually include persistent synovitis or tendinitis, ankle stiffness, swelling, and pain, muscle weakness, and frequent giving-way. A well designed physical therapy program with peroneal strengthening and proprioceptive training, along with bracing and/or taping can alleviate instability problems in most patients. For cases of chronic instability that are refractory to bracing and external support, surgical treatment can be explored. If the chronic instability is associated with subtalar instability that is refractory to conservative measures and bracing as outlined above, surgical treatment must address the subtalar joint as well. Subtalar ligament injury and instability are probably more common than appreciated. Definition and diagnosis of this entity are difficult, however. Fortunately, it appears that in the majority of the acute injuries healing occurs with the same functional rehabilitation program as that for lateral ankle ligament sprains. For chronic subtalar instability an intial attempt at functional rehabilitation with ankle proprioceptive training and bracing should be attempted. If this program fails primary repair or reconstruction can be beneficial. Reconstructive procedures must address the subtalar joint. Subtalar instability often occurs in conjunction with talocrural instability, so careful diagnosis is critical in anyone with chronic ankle instability. If either is not addressed, the patient will continue to have problems. Deltoid ligament injuries most often occur in association with ankle fractures. They are rare as isolated injuries. If no fracture is evident on radiographs, particular attention must be paid to the syndesmosis to ensure there is not an associated syndesmosis disruption. True isolated deltoid injuries seem to do well with non-operative functional treatment as for lateral ankle ligament injuries. Deltoid ruptures associated with ankle fractures appear to heal well by addressing the other injuries and allowing the deltoid to heal on its own. It is vital to correct any syndesmosis injury and to obtain correct bony alignment. Syndesmosis injuries can be debilitating if not treated properly. Careful physical exam and interpretation of radiographs is necessary to obtain a correct diagnosis. Partial injuries appear to do well with functional rehabilitation. However, complete tears, if widening is not corrected, can lead to chronic ankle pain and early degenerative changes. Widening of the syndesmosis with a tear of the inferior tibiofibular ligaments is an indication for surgery to place a syndesmosis screw for reduction of the mortise. Protected weight bearing is required for about 6 weeks after surgery, at which time the screw should be removed. A functional rehabilitation program can then begin. <![CDATA[<b>A atividade física reduz o risco de câncer?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os resultados preliminares de diversos estudos epidemiológicos sugerem que a atividade física reduz o risco de câncer. Muitos estudos concluíram que o sedentarismo aumenta a possibilidade de surgimento de alguns tipos de câncer, particularmente do de cólon. Foi demonstrado que o exercício promove a ativação do sistema imunológico em animais, com redução concomitante do crescimento tumoral. Nos seres humanos há muitos fatores que podem influir no crescimento tumoral. Dessa forma, há boas razões para pensar que a atividade física possa exercer efeito protetor contra neoplasias, embora os dados epidemiológicos aqui apresentados ainda não permitam estabelecer conclusão definitiva. Contudo, pode-se recomendar o exercício regular de intensidade moderada para a prevenção do câncer. A escolha do tipo de exercício ou esporte pode ser um fator importante, já que dependerá das possibilidades individuais. <![CDATA[<B>Functional capacity, performance and metabolic needs in professional soccer players during real match-play assessed by computer-video analysis</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Foi objetivo deste estudo caracterizar a relação entre o nível de aptidão física, desempenho e solicitação metabólica em futebolistas durante situação real de jogo. Seis jogadores de futebol profissional com média de idade de 20,8 ± 2,6 anos (17-25), peso 70,4 ± 7,5kg (63-81,3) e altura 173,3 ± 9,7cm (166-188), foram submetidos a testes de aptidão física em campo e análise cinematográfica durante a partida. Os testes de aptidão física foram realizados em campo, com medições de lactato sanguíneo. A via metabólica alática foi avaliada por meio de cinco corridas na distância de 30m, em velocidade máxima, com pausa passiva de um minuto entre cada corrida. As concentrações de lactato foram medidas no 1º, 3º e 5º minuto após o término das cinco corridas. Para detecção do limiar anaeróbio foram realizadas 3 corridas de 1.200m nas intensidades de 80, 85 e 90% da velocidade máxima para essa distância, com intervalo passivo de 15 minutos entre cada corrida. As dosagens de lactato sanguíneo foram feitas no 1º, 3º e 5º minuto de repouso passivo após cada corrida. Os futebolistas foram submetidos à filmagem individual durante o transcorrer do jogo e as concentrações de lactato foram medidas antes, no intervalo e no final da partida para análise da solicitação energética e metabólica, respectivamente. Os seguintes resultados foram verificados: 1) o limiar anaeróbio em velocidade de corrida, correspondente à concentração de lactato sanguíneo de 4mmol.L_1 foi encontrado aos 268 ± 28m.min_1 ou 16,1 ± 1,6km.h_1; 2) a velocidade média e a concentração de lactato máximo nas corridas de 30m foram de 6,9 ± 0,2m.s_1 e 4,5 ± 1,0mmol.L_1, respectivamente; 3) a distância total percorrida foi de 10.392 ± 849m, sendo 5.446 ± 550m para o primeiro e 4.945 ± 366m para o segundo tempo, respectivamente; 4) os valores médios encontrados nas concentrações de lactato sanguíneo foram de 1,58 ± 0,37; 4,5 ± 0,42 e 3,46 ± 1,54mmol.L_1 antes, no intervalo do primeiro para o segundo tempo e ao final da a,respectivamente; e 5) a distância média total atingida ao final das partidas pelos jogadores de meio-campo (10.910 ± 121m) foi ligeiramente maior que a percorrida pelos atacantes (10.377 ± 224m) e defensores (9.889 ± 102m), mas não significativa. Houve correlação negativa (r =- 0,84; p < 0,05) entre o limiar anaeróbio (268 ± 28m.min_1 ou 16,1 ± 1,6km.h_1) e a concentração de lactato sanguíneo (4,5 ± 0,4 mmol.L_1) no primeiro tempo do jogo. Portanto, os resultados sugerem que a capacidade aeróbia é um determinante importante para suportar a longa duração da partida e recuperar mais rapidamente os futebolistas dos esforços realizados em alta intensidade, com o desenvolvimento de concentrações de lactato sanguíneo menores ao final do primeiro e segundo tempo das partidas.<hr/>The purpose of this investigation was to caracterize the relationship between the level of physical fitness, performance and metabolic needs in soccer players during a real match-play. Six professional soccer players aged 20.8 ± 2.6 years old (17-25), weight 70.4 ± 7.5 kg (63-81.3) and height 173.3 ± 9.7 cm (166-188) were submitted to a fitness test which was performed in the soccer field. The players were assessed by a video-camera, in the field, during the match-play with lactate evaluation. The alactic metabolic pathway was evaluated by means of five 30 m sprints, in maximum velocity and one minute of passive pause between each sprint. The lactic acid concentrations were assessed at one, three and five minutes after the five sprints had been finished. To detect anaerobic threshold (AT), three 1,200 m races were performed at an intensity of 80, 85 and 90% from de maximum speed to that distance, with 5 minutes intervals between each running. The soccer players underwent individual film recording by a video-camera, during the match-play and the lactic acid concentrations were assessed before, during the interval and at the end of the match, to analyze the metabolic and energetics expenditure. The following results were verified: 1) the AT at running, relationed to 4 mmol.L_1 lactic acid concentration, was found at 268 ± 28 m.min_1 or 16.1 ± 1.6 km.h_1; 2) the average speed and the maximum lactate concentration at 30m sprint were 6.9 ± 0.2 to 4.5 ± 1.0 mmol.L_1, respectively; 3) the total performed distance was 10,392 ± 849 m, 5,446 ± 550 m was found in the first half of the match and 4,945 ± 366 m was found in the second half of the match; 4) the average values found in assessing blood lactate concentrations were 1.58 ± 0.37; 4.5 ± 0.42 and 3.46 ± 1.54 mmol.L_1; before, during the first to the second interval and at the end of the match, respectively; 5) the total average distance approached at the end of the matches by midfield players (10,910 ± 121 m) was slightly greater than the one reached by the forward players (10,377 ± 224 m) and defenders (9,889 ± 102 m), nevertheless, it was not significant. There was a negative correlation (r =- 0.84; p < 0.05) among the AT (268 ± 28 m.min_1 or 16.1 ± 1.6 km.h_1) and blood lactate concentration (4.5 ± 0.42 mmol.L_1) in the first half of the match-play. Thus, the results suggest that the aerobic capacity is an important determinant, which leads the soccer players to cover the long distance runnings in the matches, and be able to recover earlier from the high intensity effort with a lower development of blood lactic acid concentrations in the whole match-play. <![CDATA[<b>A quantidade e o tipo recomendados de exercícios para o desenvolvimento e a manutenção da aptidão cardiorrespiratória e muscular em adultos saudáveis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921998000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Foi demonstrada a eficiência do exercício regular com uma determinada combinação de freqüência, intensidade e duração para a obtenção de um efeito de treinamento. A interação desses fatores fornece o estímulo de sobrecarga. Em geral, quanto mais baixo o estímulo, menores são os efeitos de treinamento e quanto maior o estímulo, maior é o efeito. Em conseqüência da especificidade do treinamento e da necessidade de manter a força e endurance dos principais grupos musculares e a flexibilidade das principais articulações, recomendamos um programa completo que inclua exercícios contra resistência e de flexibilidade. Embora a idade por si só não seja fator limitante para o treinamento, é prudente adotar uma abordagem mais gradual na prescrição para indivíduos mais idosos. Também foi demonstrado que o treinamento de endurance com freqüência inferior a duas vezes por semana, a intensidade inferior a 50% do consumo máximo de oxigênio e com duração inferior a dez minutos por dia é insuficiente para o desenvolvimento e a manutenção de aptidão física em adultos saudáveis. Na interpretação deste posicionamento oficial, deve-se reconhecer que as recomendações devem ser utilizadas no contexto das necessidades, dos objetivos e da capacidade inicial dos participantes. Levando isso em conta, deve-se planejar uma programação distribuindo a quantidade total do tempo e da intensidade do esforço para os diferentes componentes do programa de treinamento _ endurance cardiorrespiratória, força e endurance musculares. Recomenda-se também um aquecimento e volta à calma adequados que incluam exercícios de flexibilidade. O importante fator é planejar um programa para o indivíduo para fornecer a quantidade adequada de atividade física para atingir um benefício máximo com um risco mínimo. Deve-se dar ênfase aos fatores que resultem em uma modificação permanente do estilo de vida e estimulem a atividade física para o resto da vida. Cada vez mais indivíduos estão se envolvendo em treinamento de endurance e outras formas de atividade física, e dessa forma torna-se clara a necessidade de estabelecer orientações para a prescrição de exercícios. Com base nas evidências científicas existentes a respeito de prescrição de exercícios para adultos saudáveis e na necessidade de orientações, o Colégio Americano de Medicina do Esporte estabelece as seguintes recomendações para a quantidade e o tipo de treinamento necessários para o desenvolvimento e a manutenção da aptidão cardiorrespiratória, composição corporal e força e endurance musculares no adulto saudável: 1.Freqüência de treinamento: 3 a 5 vezes por semana. 2.Intensidade de treinamento: 60 a 90% da freqüência cardíaca máxima (FCmáx), ou 50 a 85% do consumo máximo de oxigênio (VO2máx) ou da reserva de FCmáx*. 3.Duração do treinamento: 20 a 60 minutos de atividade aeróbica contínua. A duração está relacionada com a intensidade da atividade; dessa forma, uma intensidade mais baixa deve ser mantida por um período maior de tempo. Pela importância da "aptidão total" e o fato de ser mais prontamente atingida em programas de duração mais longa, e devido aos riscos potenciais e problemas de aderência associados com atividades de alta intensidade, recomenda-se atividade de intensidade leve a moderada com maior duração para o adulto não atleta. 4.Tipo de atividade: qualquer atividade que mobilize grandes grupos musculares, possa ser mantida continuamente e seja de natureza rítmica e aeróbica, como, por exemplo, caminhada, corrida/jogging, andar de bicicleta ou exercício no cicloergômetro, esqui cross-country (de planície), dança, pular corda, remo, subir escadas, nadar, patinar e diversas outras atividades lúdicas de endurance. 5.Treinamento contra resistência: o treinamento de força de intensidade moderada, suficiente para desenvolver e manter a massa corporal magra (MCM) deve fazer parte de um programa de aptidão física de um adulto. Uma série de 8 a 12 repetições de oito a dez exercícios que condicionem os principais grupos musculares pelo menos duas vezes por semana são o mínimo recomendado.