Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869219990001&lang=en vol. 5 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Qualidade de vida na terceira idade</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Ophthalmologic, anthropometric, musculo-skeletal and physiological characteristics in female elite soccer players</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O futebol feminino tem crescido acentuadamente em nosso país. Quinze jogadoras de futebol com média de idade de 22,3 ± 6,2 anos, peso 58,2 ± 8,3kg e estatura 162,5 ± 6,1cm foram submetidas à avaliação de vários parâmetros considerados importantes para o rendimento atlético das futebolistas. Além disso, compararam-se alguns índices funcionais encontrados na literatura com os de jogadoras de outros países com mais experiência na prática dessa modalidade. Os seguintes parâmetros e resultados foram: Cardiorrespiratório e metabólico em repouso e no exercício: FC = 87 ± 8bpm; PAS = 100,6 ± 4,5mmHg; PAD = 62,6 ± 4,5mmHg; FCmax. = 194 ± 7bpm; Borg = 19,5 ± 0,8; veloc. max. = 13,4 ± 0,9km.h-1; LV1 = 8,5km.h-1; LV2 = 11,2km.h-1; V Emax. = 93,9 ± 16,5L.min-1; VO2pico = 47,3 ± 4,5mlO2.kg-1.min-1 ; Cybex: força isocinética de MMII direito a 60º S-1 na extensão = 198,5 ± 44,1Nm; na flexão 133,3 ± 30,5Nm; MMII esquerdo a 60º S-1 na extensão = 203,6 ± 38,1Nm; na flexão 116,5 ± 18,8Nm; Wingate: potência de pico corrigida pelo peso = 9,5 ± 0,9w.kg-1; potência média = 7,5 ± 0,5w.kg-1; índice de fadiga = 56,7 ± 7,3%; % de gordura = 17,4 ± 2,3%; Avaliação oftalmológica: acuidade visual para longe dos olhos direito e esquerdo foi de 97,5 ± 5,8%, pressão intra-ocular do olho direito e esquerdo = 13,7 ± 2,7 e 13,1 ± 2,4mmHg, respectivamente. Os resultados das variáveis cuja comparação foi possível com os das futebolistas internacionais mostraram que nossas atletas estavam com os índices equivalentes e, em alguns casos, até superiores. Entretanto, pela escassez de informações, ainda não há condições de estabelecer a quantificação dos índices mais adequados para a prática desta modalidade esportiva pelas mulheres. É necessária a realização de um volume maior de estudos, enfocando vários aspectos do futebol feminino.<hr/>Female soccer has grown substantially in our country. Fifteen female soccer players aged 22.3 ± 6.2, weight 58.2 ± 8.3 kg and height 162.5 ± 61 cm were submitted to an evaluation of several parameters which are considered important to their physical capacity and athletic fitness. Moreover, we compared some functional rates in the literature showing the results of players from other countries with more practical experience in this game. The parameters and results were: Metabolic and cardiorespiratory during rest and during exercise: HR = 87 ± 8 bpm; SBP = 100.6 ± 4.5 mmHg; DBP = 62.6 ± 4.5 mmHg; HRmax. = 194 ± 7 bpm; Borg Scale = 19.5 ± 0.8; running velocity max. = 13.4 ± 0.9 km.h-1; VT1 = 8.5 km.h-1; VT2 = 11.2 km.h-1; VO2 peak = 47.3 ± 4.5 mlO2.kg-1.min-1; Cybex: right isokinetic torque of knee extensor at 60º S-1 = 198.5 ± 44.1 Nm; in flexors = 116.5 ± 18.8 Nm; left = 203.6 ± 38.1 Nm; 116.5 ± 18.8 Nm; Wingate: peak power corrected by weight = 9.5 ± 0.9 w.kg-1; mean power = 7.5 ± 0.5 w.kg-1; fatigue rate = 56.7 ± 7.3%; body fat % = 17.4 ± 2.3%; Ophthalmologic evaluation: long-range visual acuity in the right and left eye = 97.5 ± 5.8%, respectively; intraocular pressure in the right and left eye = 13.7 ± 2.7 and 13.1 ± 2.4 mmHg, respectively. The variable which could be compared to international female soccer results pointed our athletes had equivalent rates and rather superior, in some cases. Nevertheless, because of lack of information, the most adequate rates for the practice of this modality by women could not be quantified. In the author's opinion, a greater volume of investigation is needed focusing various female soccer features. <![CDATA[<b>Spontaneous outdoor physical exercise</b>: <b>how duration, frequency and intensity are controlled</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en A massificação da prática de exercícios físicos é um dos maiores progressos em termos de saúde pública nestes últimos anos. Entretanto, restam dúvidas quanto à efetividade dessas atividades feitas de forma espontânea e, principalmente, quanto aos exageros que podem ser prejudiciais à saúde. O objetivo deste estudo foi investigar se, e como, os praticantes de exercícios físicos nas ruas de Florianópolis-SC prescrevem e controlam as sessões com relação aos critérios de duração, freqüência e intensidade. Foram escolhidos, acidentalmente, 100 indivíduos de ambos os sexos, que praticavam exercícios físicos na avenida Beira-Mar Norte, aos quais foi aplicado um questionário que buscava investigar o nível de informação sobre a duração, a freqüência e a intensidade das sessões. O tratamento dos dados foi realizado por meio de estatística descritiva. Os resultados mostraram que mais da metade dos indivíduos - 56,2% - que praticam exercícios por conta própria tem a noção de que algum controle deve ser exercido. Mas a grande maioria - 98% - descreveu métodos incorretos de controle, ainda que 44,3% tenham declarado exercitar-se para manter a saúde e 8,9% terem dito que fazem isso por indicação médica. Ou seja, há boas possibilidades de que seus objetivos não estejam sendo atingidos em sua plenitude. Conclui-se que muito há para ser feito. Não basta convencer a população de que praticar exercícios é bom para a saúde. É necessário propiciar mais informações sobre quanto e como fazê-los. Esse papel deve ser desempenhado por profissionais da área da Saúde e da Educação Física.<hr/>Massive practice of physical exercises is one of the greatest progresses in terms of public health in recent years. However, doubts exist as to the effectiveness of these activities which are performed spontaneously. Most doubts are related to the possibility of overpracticing, which can be harmful. The purpose of this study was to investigate if, and how, physical exercises practitioners, in the street of Florianópolis-SC, prescribe and control the sessions concerning the criteria of duration, frequency and intensity. 100 individuals of both genders, who practiced physical exercises on Av. Beira Mar Norte, were chosen at random. A questionnaire was applied to those individuals the aim of which was to investigate the level of information about the duration, frequency and intensity of the sessions. Descriptive statistics was used to treat the data. Results showed that more than half of the individuals - 56.2% - who practice exercises by themselves, have the notion that some control must be done. But, the majority - 98.0% - described incorrect methods of control, although 44.3% have said that they exercise to keep a good health, and 8.9% have said that they practice due to medical indication. In other words, chances are that their goals have not been thoroughly achieved. Conclusion is that there is much to be done. It is not enough to convince the population that practicing exercises is good for the health. It is necessary to provide more information about how much exercise is needed and how it should be done. This role must be played by professionals of the Health and Physical Education areas. <![CDATA[<b>Lesões ligamentares do tornozelo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en A massificação da prática de exercícios físicos é um dos maiores progressos em termos de saúde pública nestes últimos anos. Entretanto, restam dúvidas quanto à efetividade dessas atividades feitas de forma espontânea e, principalmente, quanto aos exageros que podem ser prejudiciais à saúde. O objetivo deste estudo foi investigar se, e como, os praticantes de exercícios físicos nas ruas de Florianópolis-SC prescrevem e controlam as sessões com relação aos critérios de duração, freqüência e intensidade. Foram escolhidos, acidentalmente, 100 indivíduos de ambos os sexos, que praticavam exercícios físicos na avenida Beira-Mar Norte, aos quais foi aplicado um questionário que buscava investigar o nível de informação sobre a duração, a freqüência e a intensidade das sessões. O tratamento dos dados foi realizado por meio de estatística descritiva. Os resultados mostraram que mais da metade dos indivíduos - 56,2% - que praticam exercícios por conta própria tem a noção de que algum controle deve ser exercido. Mas a grande maioria - 98% - descreveu métodos incorretos de controle, ainda que 44,3% tenham declarado exercitar-se para manter a saúde e 8,9% terem dito que fazem isso por indicação médica. Ou seja, há boas possibilidades de que seus objetivos não estejam sendo atingidos em sua plenitude. Conclui-se que muito há para ser feito. Não basta convencer a população de que praticar exercícios é bom para a saúde. É necessário propiciar mais informações sobre quanto e como fazê-los. Esse papel deve ser desempenhado por profissionais da área da Saúde e da Educação Física.<hr/>Massive practice of physical exercises is one of the greatest progresses in terms of public health in recent years. However, doubts exist as to the effectiveness of these activities which are performed spontaneously. Most doubts are related to the possibility of overpracticing, which can be harmful. The purpose of this study was to investigate if, and how, physical exercises practitioners, in the street of Florianópolis-SC, prescribe and control the sessions concerning the criteria of duration, frequency and intensity. 100 individuals of both genders, who practiced physical exercises on Av. Beira Mar Norte, were chosen at random. A questionnaire was applied to those individuals the aim of which was to investigate the level of information about the duration, frequency and intensity of the sessions. Descriptive statistics was used to treat the data. Results showed that more than half of the individuals - 56.2% - who practice exercises by themselves, have the notion that some control must be done. But, the majority - 98.0% - described incorrect methods of control, although 44.3% have said that they exercise to keep a good health, and 8.9% have said that they practice due to medical indication. In other words, chances are that their goals have not been thoroughly achieved. Conclusion is that there is much to be done. It is not enough to convince the population that practicing exercises is good for the health. It is necessary to provide more information about how much exercise is needed and how it should be done. This role must be played by professionals of the Health and Physical Education areas. <![CDATA[<b>Avaliação da saúde e aptidão física para recomendação de exercício em pediatria</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en A massificação da prática de exercícios físicos é um dos maiores progressos em termos de saúde pública nestes últimos anos. Entretanto, restam dúvidas quanto à efetividade dessas atividades feitas de forma espontânea e, principalmente, quanto aos exageros que podem ser prejudiciais à saúde. O objetivo deste estudo foi investigar se, e como, os praticantes de exercícios físicos nas ruas de Florianópolis-SC prescrevem e controlam as sessões com relação aos critérios de duração, freqüência e intensidade. Foram escolhidos, acidentalmente, 100 indivíduos de ambos os sexos, que praticavam exercícios físicos na avenida Beira-Mar Norte, aos quais foi aplicado um questionário que buscava investigar o nível de informação sobre a duração, a freqüência e a intensidade das sessões. O tratamento dos dados foi realizado por meio de estatística descritiva. Os resultados mostraram que mais da metade dos indivíduos - 56,2% - que praticam exercícios por conta própria tem a noção de que algum controle deve ser exercido. Mas a grande maioria - 98% - descreveu métodos incorretos de controle, ainda que 44,3% tenham declarado exercitar-se para manter a saúde e 8,9% terem dito que fazem isso por indicação médica. Ou seja, há boas possibilidades de que seus objetivos não estejam sendo atingidos em sua plenitude. Conclui-se que muito há para ser feito. Não basta convencer a população de que praticar exercícios é bom para a saúde. É necessário propiciar mais informações sobre quanto e como fazê-los. Esse papel deve ser desempenhado por profissionais da área da Saúde e da Educação Física.<hr/>Massive practice of physical exercises is one of the greatest progresses in terms of public health in recent years. However, doubts exist as to the effectiveness of these activities which are performed spontaneously. Most doubts are related to the possibility of overpracticing, which can be harmful. The purpose of this study was to investigate if, and how, physical exercises practitioners, in the street of Florianópolis-SC, prescribe and control the sessions concerning the criteria of duration, frequency and intensity. 100 individuals of both genders, who practiced physical exercises on Av. Beira Mar Norte, were chosen at random. A questionnaire was applied to those individuals the aim of which was to investigate the level of information about the duration, frequency and intensity of the sessions. Descriptive statistics was used to treat the data. Results showed that more than half of the individuals - 56.2% - who practice exercises by themselves, have the notion that some control must be done. But, the majority - 98.0% - described incorrect methods of control, although 44.3% have said that they exercise to keep a good health, and 8.9% have said that they practice due to medical indication. In other words, chances are that their goals have not been thoroughly achieved. Conclusion is that there is much to be done. It is not enough to convince the population that practicing exercises is good for the health. It is necessary to provide more information about how much exercise is needed and how it should be done. This role must be played by professionals of the Health and Physical Education areas. <![CDATA[<b>Archivos de Medicina del Deporte Doping sanguíneo e eritropoetina</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en A utilização de sangue ou substâncias relacionadas, como a eritropoetina, estão criando uma grande polêmica na prática de esportes competitivos. Estamos diante de um problema de grande magnitude no qual as questões éticas são fundamentais, visto que este tipo de doping representa uma técnica realmente ergogênica, ou seja, com possibilidade de melhorar a capacidade aeróbica de um indivíduo, além de poder causar sérios problemas. Por outro lado, o seu controle é difícil, tanto pela sistemática de obtenção da amostra biológica - sangue - quanto pela ausência de uma técnica capaz de identificar com certeza a sua prática. Atualmente não existe nenhum método capaz de confirmar com total segurança se um atleta realizou doping sanguíneo ou não. Por isso, é fundamental difundir entre os desportistas a necessidade de manter um comportamento ético e também fazer com que conheçam todos os possíveis riscos para a saúde conseqüentes à utilização dessas técnicas. <![CDATA[<b>Outpatient performance of the physical education professional caring for the obese children and adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A freqüência da obesidade na infância e adolescência aumentou nos últimos anos. Essa situação tem preocupado a área da saúde, não só pelas conseqüências promovidas pela obesidade na população em geral, mas pela imposição de prejuízos biopsicossociais, ainda na infância. O tratamento é bastante complexo, pois sua causa é multifatorial, exigindo atenção interdisciplinar. O presente trabalho teve como objetivo relatar o papel do professor de educação física na equipe de atendimento ambulatorial de crianças e adolescentes obesos. A atividade física, depois da taxa metabólica basal, é considerada o segundo maior componente do gasto energético diário. Diversos estudos demonstraram que a atividade física associada ao controle alimentar leva a melhores resultados do que essas ações isoladas. O aumento da atividade física é muito benéfico no tratamento de crianças e adolescentes obesos, pois permite maior ingestão alimentar e auxilia a preservar a massa magra. Entretanto, o exercício físico deve ser adaptado às condições de excesso de peso e de crescimento ósseo. Além desses cuidados, o profissional depara-se com a dificuldade de manter crianças e adolescentes em programa de exercício regular. Desse modo, a prescrição do aumento de movimento corporal após a anamnese da rotina diária de cada paciente foi a solução encontrada para, inicialmente, colocá-los em contato com o próprio corpo. Paralelamente, o professor de educação física auxilia a criança a encontrar um tipo de esporte que mais lhe agrade, dentro daqueles permitidos pelo seu excesso de peso e fase de crescimento. Geralmente, recomendam-se atividades que tenham baixo impacto, como nadar, caminhar e andar de bicicleta. O professor de educação física, como educador, deve fazer parte do atendimento multidisciplinar de crianças e adolescentes obesos.<hr/>The prevalence of childhood and adolescent obesity has increased in recent years. This fact has raised concern in the health care field because obesity in general causes many health problems in the population at large, and also because obesity has many bio-psycho-social implications during childhood. The treatment of obesity is very complex since this disease has multifactorial causes, requiring an interdisciplinary response from health care professionals. This study was conducted to evaluate the role of physical education teachers in a group of professionals treating obese children and adolescents. Physical activity, after basal metabolic rate, is considered the second largest component of daily energy expenditure. Various studies have shown that physical activity with control of food intake produces the best results in treating weight loss compared to either of these treatments used independently. The increase of physical activity is very beneficial in the treatment of obese children and adolescents since it allows for a greater intake of food and at the same time maintains lean body mass. However, the type of physical activity should be adapted to the conditions of each child given that the obese person has an excess amount of weight along with the presence of active bone growth. Besides these precautions, the professional often has to deal with the difficulty of keeping the child or adolescent in an active, regular program of physical activity. It was found that promoting an increase in overall physical activity through a detailed, personal evaluation of his/her daily routine allows each patient to become more in touch with his/her own body. At the same time physical education teachers assist the child to find a type of sport that is enjoyable to him/her, but within the constraints of his/her excess weight and period of growth. It is generally recommended that the activities of the obese child or adolescent be low impact, such as swimming, walking, or riding a bicycle. The physical education teacher is an educator and thus should used his/her abilities in the multidisciplinary treatment of obese children and adolescents. <![CDATA[<b><B>Posicionamento Oficial</B></b>: <b>exercício e reposição líquida</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A freqüência da obesidade na infância e adolescência aumentou nos últimos anos. Essa situação tem preocupado a área da saúde, não só pelas conseqüências promovidas pela obesidade na população em geral, mas pela imposição de prejuízos biopsicossociais, ainda na infância. O tratamento é bastante complexo, pois sua causa é multifatorial, exigindo atenção interdisciplinar. O presente trabalho teve como objetivo relatar o papel do professor de educação física na equipe de atendimento ambulatorial de crianças e adolescentes obesos. A atividade física, depois da taxa metabólica basal, é considerada o segundo maior componente do gasto energético diário. Diversos estudos demonstraram que a atividade física associada ao controle alimentar leva a melhores resultados do que essas ações isoladas. O aumento da atividade física é muito benéfico no tratamento de crianças e adolescentes obesos, pois permite maior ingestão alimentar e auxilia a preservar a massa magra. Entretanto, o exercício físico deve ser adaptado às condições de excesso de peso e de crescimento ósseo. Além desses cuidados, o profissional depara-se com a dificuldade de manter crianças e adolescentes em programa de exercício regular. Desse modo, a prescrição do aumento de movimento corporal após a anamnese da rotina diária de cada paciente foi a solução encontrada para, inicialmente, colocá-los em contato com o próprio corpo. Paralelamente, o professor de educação física auxilia a criança a encontrar um tipo de esporte que mais lhe agrade, dentro daqueles permitidos pelo seu excesso de peso e fase de crescimento. Geralmente, recomendam-se atividades que tenham baixo impacto, como nadar, caminhar e andar de bicicleta. O professor de educação física, como educador, deve fazer parte do atendimento multidisciplinar de crianças e adolescentes obesos.<hr/>The prevalence of childhood and adolescent obesity has increased in recent years. This fact has raised concern in the health care field because obesity in general causes many health problems in the population at large, and also because obesity has many bio-psycho-social implications during childhood. The treatment of obesity is very complex since this disease has multifactorial causes, requiring an interdisciplinary response from health care professionals. This study was conducted to evaluate the role of physical education teachers in a group of professionals treating obese children and adolescents. Physical activity, after basal metabolic rate, is considered the second largest component of daily energy expenditure. Various studies have shown that physical activity with control of food intake produces the best results in treating weight loss compared to either of these treatments used independently. The increase of physical activity is very beneficial in the treatment of obese children and adolescents since it allows for a greater intake of food and at the same time maintains lean body mass. However, the type of physical activity should be adapted to the conditions of each child given that the obese person has an excess amount of weight along with the presence of active bone growth. Besides these precautions, the professional often has to deal with the difficulty of keeping the child or adolescent in an active, regular program of physical activity. It was found that promoting an increase in overall physical activity through a detailed, personal evaluation of his/her daily routine allows each patient to become more in touch with his/her own body. At the same time physical education teachers assist the child to find a type of sport that is enjoyable to him/her, but within the constraints of his/her excess weight and period of growth. It is generally recommended that the activities of the obese child or adolescent be low impact, such as swimming, walking, or riding a bicycle. The physical education teacher is an educator and thus should used his/her abilities in the multidisciplinary treatment of obese children and adolescents.