Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869219990003&lang=en vol. 5 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Momento de transição II</b>: <b>Medicina do Esporte, a especialidade do terceiro milênio</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Mensagem do ex-presidente da SBME</b>: <b>pensando a Medicina do Esporte brasileira para o século XXI</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Mensagem do presidente da SBME</b>: <b>Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte trabalhando em busca da qualidade (Projetos da diretoria eleita para o período 1999/2001)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Mensagem do presidente eleito</b>: <b>sedentarismo, o inimigo público número um</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Cardiorespiratory and metabolic profile in professional ballet dancers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O principal objetivo deste estudo foi analisar aspectos cardiorrespiratórios e metabólicos e as alterações provocadas pelo treinamento específico de dança em um grupo de 16 bailarinos de balé profissional, modalidade clássico, sendo oito mulheres e oito homens, com média de idade de 18,2 ± 3,8 anos e 26,2 ± 4,5 anos, respectivamente. Todos foram submetidos a teste máximo em esteira rolante utilizando-se o protocolo de Bruce. Foi utilizado, na análise das respostas respiratórias e metabólicas, o sistema computadorizado Metabolic Measurement Cart da Beckman. Os seguintes resultados foram obtidos entre o grupo de balé vs. o grupo controle masculino: VO2 máx. - 46 ± 4 vs. 43 ± 6mlO2.kg.-1min-1; FC máx. - 194 ± 12 vs. 202 ± 11bpm; V E máx. - 112 ± 16 vs. 123 ± 18L.min-1; VO2-LA - 35 ± 4 vs. 26 ± 4mlO2.kg.-1min-1 (p < 0,01); FC-LA - 169 ± 18 vs. 163 ± 15 bpm. Grupo de balé vs. grupo controle feminino: VO2 máx. - 39 ± 6 vs. 35 ± 6mlO2.kg.-1min-1; FC máx. - 197 ± 10 vs. 201 ± 6bpm; V E máx. - 72 ± 9 vs. 81 ± 6L.min-1; VO2-LA - 26 ± 4 vs. 27 ± 4mlO2.kg.-1min-1; FC-LA - 164 ± 10 vs. 176 ± 17bpm. Conclusões: 1) a rotina específica de dança parece não gerar estímulo suficiente para aprimorar a aptidão cardiorrespiratória e metabólica dos bailarinos e 2) sugere-se condicionamento físico adicional ao treinamento de balé.<hr/>The main goal of this investigation was to analyze cardiorespiratory features and metabolic alterations caused by specific dance training in a group of 16 professional classical ballet dancers, 8 female and 8 male, mean age 18.2 ± 3.8 and 26.2 ± 4.5, respectively. All subjects were submitted to maximum exercise test on the treadmill using Bruce's protocol. Cardiorespiratory and metabolic responses were analyzed by a Beckman Metabolic Measurement Cart computerized system. The following results were found for the male ballet dancers group vs. the male control group: VO2 max. (46 ± 4 vs. 43 ± 6 ml.kg-1.min-1 of O2); HR max. (194 ± 12 vs. 202 ± 11 beats.min-1); V E max. (112 ± 16 vs. 123 ± 18 L.min-1); VO2 at AT (35 ± 4 vs. 26 ± 4 ml.kg-1.min-1 of O2 [p < 0.01]); HR at AT (169 ± 18 vs. 163 ± 15 beats.min-1). Female ballet dancers group vs. female control group: VO2 max. (39 ± 6 vs. 35 ± 6 ml.kg-1.min-1 of O2); HR max. (197 ± 10 vs. 201 ± 6 beats.min-1); V E max. (72 ± 9 vs. 81 ± 6 L.min-1); VO2 at AT (26 ± 4 vs. 27 ± 4 ml.kg-1.min-1 of O2); HR at AT (164 ± 10 vs. 176 ± 17 beats.min-1). Conclusion: 1) the specific ballet dance training routine does not seem to generate an adequate stimulus to improve cardiorespiratory and metabolic ballet dancers aptitude, and 2) the authors suggest an additional physical training programs to improve ballet dancers physical conditioning. <![CDATA[<b>Sports preventing osteoporosis</b>: <b>bone mass in postmenopausal women who played volleyball</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Para examinar se o voleibol exerce efeito positivo na massa óssea de mulheres pós-menopáusicas, mediu-se a densidade mineral óssea (DMO), usando absorção de dupla energia de raios X (DEXA) na coluna lombar (L1, L2, L3, L4 e L2-L4) e no fêmur proximal (colo, trocanter, intertrocantérica, total e triângulo de Ward) em dois grupos de mulheres saudáveis, brasileiras e brancas. Um grupo constituiu-se de 21 atletas veteranas, que jogaram voleibol competitivamente na 2ª década de vida e continuaram jogando pelo menos nos últimos 12 meses. O grupo controle consistiu de 21 mulheres que nunca foram atletas. Os grupos foram similares na idade, índice de massa corporal, tempo de menopausa e reposição hormonal. O grupo de atletas apresentou DMO significativamente superior na coluna lombar e em todas as regiões do fêmur proximal, conforme alguns valores em g/cm² (média ± dp) da tabela a seguir: Esses resultados indicam que a prática do voleibol contribui na manutenção da massa óssea de mulheres pós-menopáusicas e conseqüente prevenção de osteoporose, incluindo as regiões que são mais suscetíveis a fraturas.<hr/>The purpose of this study was to verify if the practice of volleyball during youth and later in life could affect the bone mass of postmenopausal women. Bone Mineral Density (BMD) was measured using dual energy X-ray absorptiometry in the lumbar spine (L1, L2, L3, L4, and L2-L4) and proximal femur (neck, trochanteric, total femur, and Ward's triangle) of two groups of healthy, Brazilian Caucasian women. One group (n = 21) consisted of veteran athletes who played competitive volleyball during their second decade of life and kept playing for at least the last 12 months. The control group (n = 21) consisted of women who had never been athletes. The groups were similar in age, Body Mass Index (BMI), duration of menopause, and hormonal replacement therapy. As shown in the table, the athletes presented a higher BMD when compared to the control group independently of the region studied. Such results indicate that the practice of volleyball helped to maintain the bone mass in postmenopausal women, including in the regions more susceptible to fractures. <![CDATA[<b>Functional aptitude indices in soccer players of the Jamaican all-star team</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en O principal objetivo deste estudo foi mostrar alguns índices de aptidão funcional em 24 jogadores de futebol da Seleção Nacional da Jamaica, com média de idade de 23,9 ± 3,7 anos, equipe pré-classificada para a Copa do Mundo da França. Todos os atletas foram submetidos a uma bateria de testes que constou de: 1) avaliação da potência, resistência muscular e o índice de fadiga no teste de Wingate, realizado numa bicicleta computadorizada da marca Cybex, modelo Bike; 2) teste isocinético computadorizado de membros inferiores no equipamento da marca Cybex, modelo 1200; 3) avaliação da flexibilidade pelo teste de Wells e Dillon; 4) exames laboratoriais; e 5) avaliação odontológica, realizada através de exames clínicos num consultório da marca Funk modelo MLX Plus. Os seguintes parâmetros e os resultados encontrados foram: Wingate: potência pico corrigida pelo peso = 11,8 ± 1,8w.kg-1; potência média = 9,1 ± 1,2w.kg-1; índice de fadiga = 46,2 ± 15,2%; Flexibilidade = 19,8 ± 4,6cm; Exames laboratoriais: urina tipo I; fezes; hemoglobina = 14,3 ± 1,0g%; ferro = 104 ± 29ng/dl; ferritina = 81,8 ± 41,7ng/dl; transferrina = 502,5 ± 113,5ug/dl; hematócrito = 43,5 ± 2,9%; eritrócitos = 4,95 ± 0,40 milhões/m³; glicose = 91,0 ± 8,5mg/dl; Avaliação odontológica: tártaro em 5 (21%); cáries em 24 (100%); gengivites em 10 (42%); endodontia em 3 (12,5%); pulpites em 1 (4%); diastema em 2 (8%); heterotópicos em 13 (54%); extrações realizadas em 14 (58%); extrações não realizadas em 4 (17%); obturações em 4 (17%); próteses em 16 (67%); a profilaxia estava sendo feita em 17 (71%) dos atletas examinados; Desempenho isocinético: torque de MMII direito a 60°S-1 na extensão = 290,4 ± 95,6Nm; na flexão = 216,1 ± 31,4Nm; torque de MMII esquerdo a 60°S-1 na extensão = 291,6 ± 62,5Nm; na flexão = 205,8 ± 35,8Nm. CONCLUSÃO: Apesar da falta de estrutura tecnológica do futebol jamaicano, os resultados demonstraram que os índices de aptidão funcional dos futebolistas avaliados neste estudo foram semelhantes aos de jogadores verificados no Centro de Medicina Integrada da Associação Portuguesa de Desportos.<hr/>This study is mainly aimed at showing some functional aptitude indices in 24 soccer players of the Jamaican all-star team, aged 23.9 ± 3.7 years and pre-classified for the 1998 World Cup in France. All of the athletes were submitted to a battery of tests including: 1) evaluation of power, muscular endurance, and fatigue index by means of the Wingate Test carried out on a computerized bicycle (Cybex trademark-Bike model); 2) lower limb computerized isokinetic test using Cybex equipment (model 1200); 3) flexibility evaluation using Wells & Dillon test; 4) laboratorial analyses; 5) dental evaluation by clinical examination in Funk office (model MLX Plus). Parameters and results obtained were the following: Wingate Test: peak power corrected by weight = 11.8 ± 1.8 w.kg-1; average power = 9.1 ± 1.2 w.kg-1; fatigue index = 46.2 ± 15.2%; Flexibility = 19.8 ± 4.6 cm; Laboratorial analyses: urine type 1, feces, hemoglobin = 14.3 ± 1.0 g%; iron = 104 ± 29 ng/dl; ferritin = 81.8 ± 41.7 ng/dl; transferrin = 502.5 ± 502.5 ug/dl; hematocrit = 43.5 ± 2.9%; erythrocytes = 49.95 ± 0.40 million/m³; glucose = 91.0 ± 8.5 mg/dl; Dental evaluation: tartar in 5 (21%); caries in 24 (100%); gingivitis in 10 (42%); endodontia in 3 (12.5%); pulpitis in 1 (4%); diastema in 2 (8%); heterotopic in 13 (54%); extractions achieved in 14 (58%); extractions unachieved in 4 (17%); fillings in 4 (17%); prosthesis in 16 (67%). Seventeen (71%) of the athletes were under prophylactic treatment. Kinetic performance: LL right torque at 60ºS-1 in extension = 290.4 ± 95.6 Nm; in flexion = 216.1 ± 31.4 Nm; LL left torque at 60ºS-1 in extension = 291.6 ± 62.5 Nm; in flexion = 205.8 ± 35.8 Nm. CONCLUSION: despite the lack of technological structure in the Jamaican soccer, results have shown that soccer player indices of functional aptitude with respect to the players submitted to evaluation in this study are similar to those observed in the Center for Integrated Medicine. <![CDATA[<b>Physical activity and HIV infection</b>: <b>a critical review</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A maioria dos estudos acerca dos efeitos da prática regular de exercícios físicos sobre o sistema imunológico de portadores do HIV envolve principal ou exclusivamente atividades aeróbias. Melhorias no condicionamento cardiorrespiratório e na saúde mental, com pouca ou nenhuma influência sobre variáveis relacionadas ao sistema imunológico (CD4, CD4/CD8, nº de cópias de RNA viral), têm sido reportadas. Comumente, tais estudos apresentam amostras reduzidas, com elevada evasão, nas quais indivíduos com distintos comprometimentos imunológicos (diferentes estágios da infecção) são submetidos ao mesmo programa de treinamento e seus resultados avaliados conjuntamente. O objetivo desta revisão foi identificar o nível de evidência científica e o grau de recomendação de exercícios aeróbios, de força e flexibilidade abordados nos principais estudos longitudinais investigando as influências físicas, psicológicas e/ou imunológicas da prática sistemática de atividades físicas em portadores do HIV. A partir disso, buscou-se também determinar linhas básicas para a prescrição de exercícios e para o desenvolvimento de estudos futuros. Verificou-se que nenhum estudo revisado apresentava nível I de evidência, o que significa haver um risco relevante de erro em relação às inferências estabelecidas. Freqüentemente, indivíduos em estágios mais avançados da infecção encontravam-se em menor número nas amostras, minimizando suas influências nos resultados. Em adendo, os estudos mais consistentes metodologicamente (nível II de evidência) compreendiam curta intervenção (6 a 12 semanas), o que inviabilizava a identificação de tendências negativas, principalmente em resposta aos exercícios mais intensos. Logo, uma prescrição segura de exercícios precisa levar em consideração: idade, sexo, história pregressa de atividade física, condicionamento físico, comprometimento orgânico e o objetivo do portador. As mesmas considerações cabem para o delineamento de estudos futuros, sendo de vital importância investigar os efeitos imunológicos de diferentes tipos de exercícios também em crianças e mulheres infectadas pelo HIV.<hr/>Most studies related to the effect of exercise training on the immune system of HIV infected individuals involve primary or only aerobic type exercises. Improvement on cardiorespiratory fitness and mental health, with little or no influence on variables related to the immune system (CD4, CD4/8, number of virus RNA copies) have been reported. Such studies usually presented small series with high dropout rates, in which individuals with distinct levels of immune involvement (different stages of infection) were submitted to the same exercise programs and with results being evaluated together. The purpose of this review was to identify the level of scientific evidence and the degree of recommendation for aerobic, strength, and flexibility exercises adopted by major longitudinal studies investigating physical, psychological, and immune influences of exercise training on HIV infected individuals. Considering the foregoing, basic lines of exercise prescription and future research were also established. The authors verified that none of the studies reviewed presented level I of evidence, which implies a relevant risk of error in relation to design inferences. Individuals with more advanced stages of infection often represented a minority of the subjects, thus minimizing their influence on the results. In addition, the most consistent studies in terms of method (level II of evidence) used a short period for intervention (6 to 12 weeks), thus making it impossible to identify negative trends, particularly with respect to more intense exercise. Therefore a safe exercise prescription should take into account age, gender, physical activity history, physical fitness, organic involvement, and the goals of the infected subject. Similar concerns apply to future studies, i.e., the investigation of immune effects of different types of exercise also in infected children and women is of vital importance. <![CDATA[<b>Distúrbios causados pelo frio e pelo calor durante corridas de longa distância</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Muitos corredores amadores e de elite participam todos os anos de corridas de longa distância. Quando estes eventos ocorrem em temperaturas altas ou baixas, aumenta o risco de distúrbios térmicos. Contudo, a hipertermia induzida pelo exercício, a hipotermia, a desidratação e outros problemas relacionados podem ser minimizados através de esclarecimentos e um preparo antes do evento. Este documento fornece recomendações para o diretor médico e outras autoridades da organização das corridas nas seguintes áreas: planejamento, profissionais envolvidos na organização, instalações, suprimentos, equipamento e comunicação; fornecimento de esclarecimentos aos participantes; avaliação do estresse térmico; fornecimento de líquidos; e prevenção de questões legais em potencial. Este posicionamento oficial também descreve as condições predisponentes, as formas de diagnóstico e o tratamento dos quatro distúrbios ambientais mais comuns: exaustão pelo calor, colapso pelo calor, hipotermia e congelamento de extremidades. Os objetivos deste documento são: 1) Educar os organizadores e os participantes de corridas de longa distância a respeito das formas mais comuns de distúrbios térmicos incluindo as condições predisponentes, sinais de alerta, suscetibilidade e a redução de sua incidência; 2) Alertar os organizadores sobre as suas responsabilidades civis em potencial no que concerne à segurança do evento e à prevenção de lesões; 3) Recomendar que os organizadores consultem arquivos locais de meteorologia e planejem eventos em horas que provavelmente causem menos estresse térmico de modo a minimizar os efeitos deletérios sobre os participantes; 4) Estimular os organizadores a alertar os participantes sobre o estresse térmico no dia da corrida e as suas implicações no que tange aos distúrbios causados pelo frio e pelo calor; 5) Informar os organizadores sobre as ações preventivas que podem reduzir a incidência dos distúrbios ligados ao frio e ao calor; 6) Descrever o pessoal, o equipamento e o material necessários para reduzir a incidência e tratar casos de colapso e distúrbios térmicos. <![CDATA[<b>O sistema imunológico (I)</b>: <b>conceitos gerais, adaptação ao exercício físico e implicações clínicas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A atividade física está associada a variações do comportamento fisiológico, psicológico e do sistema neuroendócrino. A prática desportiva regular (não competitiva) produz diversos benefícios para a saúde; no entanto, os esportes de competição geram uma grande ansiedade que é acompanhada por diversas alterações neuroendócrinas e cardiovasculares que contribuem para distúrbios do sistema imunológico. A qualidade e a intensidade dessas alterações parecem depender da intensidade e duração do exercício, podendo modificar a atividade, a resposta metabólica e a liberação de neurotransmissores e hormônios. O "estresse" produzido pelo exercício físico intenso e sustentado é acompanhado por um aumento da descarga de catecolaminas (adrenalina e noradreanalina), que exercem influência sobre uma série de processos fisiológicos, representando um fator a mais na modulação da imunidade. As alterações da função imunológica podem ser acompanhadas por alterações gerais e tissulares locais que cursam com patologia inflamatória. Em conseqüência ao estado inflamatório gerado pelo exercício, as alterações da função imunológica são seguidas por modificações sistêmicas caracterizadas por hipertermia, astenia, predisposição a infecções, fadiga e alterações tissulares, que conduzem a uma redução do desempenho desportivo. A realização de regimes de imunomodulação nesses desportistas pode prevenir e auxiliar na recuperação da inflamação e dano tissular.