Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869219990006&lang=en vol. 5 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Prestando contas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia</b>: <b>atividade física e saúde no idoso</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Behavior of cardiorespiratory variables in elderly and young individuals during 15 minute recovery after efforts of varying intensities</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Sabe-se pouco sobre os efeitos do envelhecimento na recuperação pós-esforço (RP). O estudo observou a RP em 15 idosos (GI, idade = 61 ± 1 anos) e 15 jovens (GJ, idade = 22 ± 2 anos) após atividades de três intensidades (IE) em cicloergômetro. Realizaram-se testes máximos, com incremento de 30W/min para GJ e de 25W/min após detecção de steady-state para GI. Posteriormente, os grupos pedalaram a 40% e 75% da carga máxima, respectivamente, 25 e 15 minutos. Foram acompanhados VO2, VCO2, V E e FC nos primeiros 15 minutos da RP nas três IE. O tratamento dos resultados compreendeu: a) teste de ajustamento das curvas experimentais a equações com uma ou duas exponenciais; b) cálculo do valor dos componentes para a equação mais ajustada; c) análise das constantes extraídas. Os desvios de ajustamento foram inferiores para uma curva de duas exponenciais, definida por integral de tempo na forma A/a +B/b. A/a designa a componente rápida da recuperação e B/b a lenta. Quando comparados os grupos, GI mostrou constantes maiores que GJ, evidenciando recuperação mais lenta nas duas fases. Subdividindo os componentes, em GI e GJ as constantes de velocidade de recuperação rápida (1/a) para VO2 e VCO2 foram semelhantes nas três IE, enquanto para a constante lenta (1/b), os valores para GI indicaram maior dependência em relação à carga. A recuperação da FC revelou-se extremamente dependente da IE para GJ. Para GI isso foi menos evidente, talvez por menor possibilidade de elevação da FC. A V E em GJ comportou-se de forma similar ao VO2 e VCO2. Porém, para GI as constantes de tempo foram mais lentas, mais associadas à IE que os demais parâmetros. Conclui-se: a) pode existir uma constante comum para a chamada 'fase alática' da curva de recuperação do VO2 e do VCO2, independentemente da IE e da idade; b) as diferenças entre GJ e GI podem dever-se às menores potência aeróbia máxima, termorregulação e eficácia do tampão respiratório nos idosos.<hr/>Few data are available about post-exercise recovery (PR) and the aging process. Recovery of VO2, VCO2, V E and HR was observed at different exercise loads (EL) on cyclo-ergometer. A group of 10 young (GJ, age = 22 ± 2 years) and 10 elderly subjects (GI, age = 61 ± 1 years) performed maximal tests. A 30 W/min load incremental was applied to GJ and a 25 W/min after steady-state for GI. Also, subjects performed exercise at 40% and 75% of peak VO2, during 25 and 15 minutes respectively. VO2, VCO2, V E and HR were measured during the first 15 minutes of PR for the three EL. Results analysis was made by: a) testing experimental data residuals for one and two exponential equations; b) determining the better equation components; c) analysis of extracted constants. Deviations were smaller for a two exponential function, defined by S = 0ò¥ x(t)dt = A/a + B/b. A/a designs PR fast component and B/b the slower one. When groups were compared, GI had higher constants than GJ, showing a slower recovery at both phases. GI and GJ constants for PR fast phase (1/a) were similar at all EI for VO2 and VCO2. Results suggested a greater dependence of exercise load for PR slower constant (1/b) in GI. HR recovery has shown to be very much associated to EL in GJ, with time course PR being directly affected by exercise load. The same results were not observed for GI, maybe because of elderly limited HR upward drift potential. Data for V E recovery were similar to those observed for VO2 and VCO2 in GJ. However, GI constants were slower, more associated to EL than the other parameters. The authors conclude that: a) there can be a common constant for the 'alatic phase' of PR for VO2 and VCO2, independent of EL and age; b) differences between GJ and GI can be due to lower maximal aerobic capacity, thermoregulation and age-related reduced CO2 chemosensitivity, delaying elimination of the exercise-induced CO2 load. <![CDATA[<b>Shoulder impingement syndrome in swimmers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo dos autores foi comparar dados colhidos através de anamnese/exame físico em nadadores de competição e recreacionais de Porto Alegre, verificando assim se existe relação entre a prática competitiva da natação, dor no ombro e lesão do manguito rotador. Foram avaliados 56 nadadores divididos em dois grupos: grupo I (G1), competidores (n = 32) com idade média de 16,9 ± 2,92 anos, nadando em média 4,56km/dia, 5 a 6 vezes/semana; grupo II (G2), recreacionais (n = 24) com média de idade de 27,25 ± 6,4 anos, nadando em média 1,38km/dia, 2 a 3 vezes/semana. A análise estatística foi feita através do teste do qui-quadrado. No G1, 62% dos nadadores referiram dor em pelo menos um ombro e no G2, 12,5%. No G1, dos 64 ombros avaliados, 34 (53,12%) apresentavam pelo menos um sinal/sintoma significativo. No G2, dos 48 ombros avaliados, 14 (29,17%) apresentavam pelo menos um sinal/sintoma significativo. O teste do qui-quadrado foi aplicado com a = 5% e gl = 1, mostrando que existe relação entre o tipo de natação (competitiva ou recreativa) e presença de sinais/sintomas significantes e relação entre natação competitiva e dor em pelo menos um ombro.<hr/>The authors evaluated 56 swimmers from Porto Alegre (112 shoulders) looking for relationships between competitive swimming, shoulder pain and impingement syndrome. The athletes were divided into two groups: group I (G1) with 32 competitive swimmers, and group II (G2) with 24 recreational swimmers. The average age was 16.9 years in G1 and 27.25 years in G2. In G1, the swimmers were training 4.56 Km/day, 5 or 6 times/week, and in G2 they were training 1.38 Km/day, 2 or 3 times/week. In G1, 62% of swimmers had shoulder pain during physical examination, while in G2, only 12.5% had the same symptom. After statistical analysis (c2 test) the authors conclude that there exists a positive relationship between competitive swimming, shoulder pain and impingement syndrome. <![CDATA[<b>The importance of the anaerobic threshold and maximum oxygen uptake (VO<sub>2 PEAK</sub>) for soccer players</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi fazer uma abordagem sobre a importância do limiar anaeróbio (LA) e o consumo máximo de oxigênio (VO2máx.) em jogadores de futebol e comparar os resultados encontrados em nossos futebolistas com os da literatura especializada. Foram avaliados 18 jogadores de futebol profissional, com média de idade de 24 ± 4 anos, peso de 72,5 ± 5,9kg; estatura de 176,5 ± 7,0cm e superfície corpórea de 1,91 ± 0,15m². Todos os atletas foram avaliados após um período de dois meses de treinamentos. Os futebolistas foram submetidos a teste máximo em esteira ergométrica, utilizando-se protocolo escalonado e contínuo. A resposta de freqüência cardíaca (FC) foi registrada por meio de um eletrocardiógrafo (HeartWare) de 12 derivações simultâneas e, a pressão arterial (PA), por meio de método auscultatório. A ventilação pulmonar (V E), o consumo de oxigênio (VO2), a produção de dióxido de carbono (VCO2) e a razão de troca respiratória (RER) foram avaliados por método espirométrico computadorizado respiração-a-respiração (MedGraphics Corporation [MGC]). Os seguintes resultados foram verificados: no (LA): [FC = 173,6 ± 8,6bpm; VO2 = 55,78 ± 5,93ml.kg.-1.min-1; velocidade = 14,6 ± 1,0km.h-1]; no exercício máximo [FC = 189,5 ± 11,4bpm; V E = 134,1 ± 15,9L.min-1; VO2máx. = 63,75 ± 4,93ml.kg.-1.min-1; velocidade = 17,8 ± 1,0km.h-1; Borg = 18,3 ± 1,3 pontos]. Concluindo: Os resultados, comparados com os da literatura especializada na modalidade futebol, demonstraram que os índices de LA e VO2máx. foram semelhantes e, até mesmo, superiores a vários de estudos publicados sobre essas duas variáveis em jogadores de futebol profissional. Entretanto, considerando as posições dos jogadores, não há um consenso definido sobre os índices mais adequados de LA e VO2máx. em futebolistas, mas, sim, sugestões.<hr/>The aim of this study was to make an approach on the importance of the anaerobic threshold (AT) and the peak oxygen uptake in soccer players, and compare the results found in players to those existing in the specialized literature. An evaluation was made in 18 professional soccer players aged 24 ± 4; weight 72.5 ± 5.9 kg; height 176.5 ± 7.0 cm, and body surface 1.91 ± 0.15 m². Every athlete was evaluated after a 2 month training period. The soccer players were submitted to a maximum exercise test on treadmill, using incremental continuous protocol. The heart rate (HR) was recorded by means of an electrocardiograph (HeartWare) with 12 simultaneous leads and the arterial blood pressure (BP) by auscultation method. The pulmonary ventilation (V E), the oxygen uptake (VO2), the carbon dioxide production (VCO2) and the respiratory exchange rate (RER) were evaluated by means of the breath-by-breath spirometric computerized method (MedGraphics Corporation-MGC). The following results were verified in the AT: HR = 173.6 ± 8.6 bpm; VO2 = 55.78 ± 5.93 mlO2.kg-1.min-1; running velocity = 14.6 ± 1.0 km.h-1; maximum exercise: HR = 189.5 ± 11.4 bpm; V E = 134.1 ± 15.9 L.min-1; VO2 peak = 63.75 ± 4.93 mlO2.kg-1.min-1; maximum velocity = 17.8 ± 1.0 km.h-1; Borg scale = 18.3 ± 1.3 points. In conclusion, the results, when compared to those of specialized literature, proved the rate of AT and VO2 peak to be similar and even superior to several results published about such two variables in professional soccer players. Considering, however, the players' position, there is no definite consensus on the most adequate AT rates and VO2 peak in soccer players, but only suggestions. <![CDATA[<b>Pubic pain in the soccer player</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en A pubalgia tornou-se um problema comum no futebol, preocupando atletas, treinadores, ortopedistas e fisioterapeutas. A articulação do púbis é capaz de absorver parte das forças descendentes e ascendentes que são aplicadas ao corpo e seu comportamento depende diretamente dos movimentos da articulação sacroilíaca. Esses fatores tornam essa articulação extremamente importante, colocando-a algumas vezes em situações estressantes. Por ter como características tratamento difícil e de tempo prolongado, torna-se imprescindível o conhecimento da fisiopatologia relacionada à pubalgia. Embora não haja ainda um consenso entre os autores, vários mecanismos têm sido sugeridos na tentativa de explicar o desenvolvimento da pubalgia. A proposta deste artigo é discutir esses possíveis mecanismos, tentando correlacioná-los com a experiência dos autores junto a jogadores profissionais de futebol, mostrando possíveis caminhos relacionados à prevenção e reabilitação. Isso inclui boa flexibilidade dos músculos relacionados com o osso púbico, mobilização da articulação sacroilíaca, correção de desbalanceamentos de força, calçados e campos de treinamento adequados.<hr/>Pubic pain has become a common problem in soccer, worrying athletes, trainers, orthopedists, and physical therapists. The pubic joint is able to absorb some of both descending and ascending forces that are applied to the body and its behavior depends directly on sacroiliac movements. It makes this joint very important, putting it some times in stressful situations. Because pubic pain demands a long and difficult treatment, the knowledge of its pathophysiology becomes essential. Although, there still is no consensus among authors, many mechanisms have been suggested to explain its development. The purpose of this article is to discuss these possible mechanisms trying to relate them with the authors' experience with Brazilian professional soccer players, showing keys for its prevention and treatment. These includes good flexibility of muscles related to the pubic bone, mobilization of the sacroiliac joint, correction of muscle imbalances, proper shoes and field condition. <![CDATA[<b>Exercício</b>: <b>gatilho para o infarto agudo do miocárdio e morte súbita cardíaca</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921999000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A pubalgia tornou-se um problema comum no futebol, preocupando atletas, treinadores, ortopedistas e fisioterapeutas. A articulação do púbis é capaz de absorver parte das forças descendentes e ascendentes que são aplicadas ao corpo e seu comportamento depende diretamente dos movimentos da articulação sacroilíaca. Esses fatores tornam essa articulação extremamente importante, colocando-a algumas vezes em situações estressantes. Por ter como características tratamento difícil e de tempo prolongado, torna-se imprescindível o conhecimento da fisiopatologia relacionada à pubalgia. Embora não haja ainda um consenso entre os autores, vários mecanismos têm sido sugeridos na tentativa de explicar o desenvolvimento da pubalgia. A proposta deste artigo é discutir esses possíveis mecanismos, tentando correlacioná-los com a experiência dos autores junto a jogadores profissionais de futebol, mostrando possíveis caminhos relacionados à prevenção e reabilitação. Isso inclui boa flexibilidade dos músculos relacionados com o osso púbico, mobilização da articulação sacroilíaca, correção de desbalanceamentos de força, calçados e campos de treinamento adequados.<hr/>Pubic pain has become a common problem in soccer, worrying athletes, trainers, orthopedists, and physical therapists. The pubic joint is able to absorb some of both descending and ascending forces that are applied to the body and its behavior depends directly on sacroiliac movements. It makes this joint very important, putting it some times in stressful situations. Because pubic pain demands a long and difficult treatment, the knowledge of its pathophysiology becomes essential. Although, there still is no consensus among authors, many mechanisms have been suggested to explain its development. The purpose of this article is to discuss these possible mechanisms trying to relate them with the authors' experience with Brazilian professional soccer players, showing keys for its prevention and treatment. These includes good flexibility of muscles related to the pubic bone, mobilization of the sacroiliac joint, correction of muscle imbalances, proper shoes and field condition.