Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220000001&lang=en vol. 6 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>A importância do Título de Especialista</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Effect of selected loads on the critical power determination in the arm ergometer by two linear models</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi verificar o efeito da seleção das cargas e do modelo utilizado para a determinação da PC no ergômetro de braço. Participaram do estudo oito voluntários do sexo masculino, que praticavam atividade física regularmente e eram aparentemente saudáveis. Os sujeitos realizaram quatro testes com cargas constantes mantidas até a exaustão voluntária no ergômetro de braço UBE 2462-Cybex. As cargas foram individualmente selecionadas para induzir a fadiga entre 1 e 15 minutos. Para cada sujeito, a determinação da PC foi realizada através de dois modelos lineares: potência-1/tempo e trabalho-tempo. Em cada um dos modelos, foram utilizadas todas as potências (1), as três maiores (2) e as três menores (3). As PC encontradas no modelo potência-1/tempo e trabalho-tempo para a condição 3 (177,5 + 29,5; 173,9 + 33,3, respectivamente) foram significantemente menores do que as da condição 2 (190,5 + 23,2; 183,4 + 22,3, respectivamente), não existindo diferenças destas com as da condição 1 (184,2 + 25,4; 176,4 + 28,8, respectivamente). As PC determinadas no modelo potência-1/tempo para as condições 1 e 2 foram significantemente maiores do que as determinadas no modelo trabalho-tempo, não existindo diferenças para a condição 3. Pode-se concluir que as cargas selecionadas e o modelo utilizado interferem na determinação da PC encontrada no ergômetro de braço, podendo interferir no tempo de exaustão durante o exercício submáximo realizado em cargas relativas a este índice.<hr/>The aim of this study was to verify the effect of selected loads and the model used to determine CP in the arm ergometer. Eight active males apparently healthy participated in the study. The subjects performed 4 tests with constant loads maintained until the voluntary exhaustion in the arm ergometer (UBE 2462-Cybex). The loads were individually selected to induce fatigue between 1 and 15 minutes. For each subject, the determination of CP was accomplished by two linear models: power-1/time and work-time. In each model, the CP was calculated using: all power outputs (1), the three highest (2), and the three lowest outputs (3). The CP in the power-1/time and work-time models for the condition 3 (177.5 + 29.5; 173.9 + 33.3, respectively) were lower than for the condition 2 (190.5 + 23.2; 183.4 + 22.3, respectively), no difference existing between condition 2 and 1 (184.2 + 25.4; 176.4 + 28.8, respectively). The CP determined in the power-1/time model for conditions 1 and 2 were higher than in the work-time model, no difference existing for condition 3. It can be concluded that the selected loads and the model used interfere in the determination of CP during arm crank exercise, and can modify the time to exhaustion during submaximal exercise performed in relative loads to CP. <![CDATA[<b>Selection of RR interval in the electrocardiogram to determine the respiratory sinus arrhythmia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O sistema nervoso autônomo (SNA) sofre importantes adaptações ao treinamento físico aeróbico e alterações na sua função estão relacionadas à gênese e prognóstico de várias doenças. A variação da freqüência cardíaca em função da respiração constitui fenômeno natural no qual se baseia o teste da arritmia sinusal respiratória (ASR), utilizado para avaliar o funcionamento do ramo parassimpático do SNA sobre o sistema cardiovascular. Calcula-se a ASR através da razão entre o maior intervalo R-R do eletrocardiograma (ECG) durante a expiração (E) e o menor R-R na inspiração (I). Não existe, na literatura, padronização para escolha destes intervalos quando o ECG é registrado durante dois ciclos respiratórios consecutivos. O objetivo deste trabalho é comparar os métodos de escolha desses intervalos, indicando qual o critério que permite melhor avaliação da magnitude da ASR. Cinqüenta e cinco voluntários jovens foram submetidos a dois testes de ASR, sendo cada teste composto por dois ciclos respiratórios consecutivos. Foram então comparados os dois maiores índices E/I obtidos das seguintes maneiras: 1) E e I retirados do mesmo ciclo respiratório (intraciclo); 2) E e I retirados de qualquer um dos ciclos respiratórios (ciclo independente). Os índices E/I ciclo-independentes (1º teste = 1,49 ± 0,03; 2º teste = 1,44 ± 0,03) foram maiores do que os índices E/I obtidos intraciclo [1º teste = 1,44 ± 0,03; 2º teste = 1,41 ± 0,03 (P < 0,001)]. Os índices E/I ciclo-independentes do 1º teste foram maiores do que os do 2º teste (P = 0,04). A utilização de intervalos E e I escolhidos de forma independente do ciclo respiratório onde ocorreram permitiu observação da máxima variação da atividade parassimpática, mostrando a máxima magnitude da ASR. Em adendo, os resultados sugerem uma acomodação do reflexo no 2º teste, tornando desnecessária a realização deste quando o 1º prosseguir sem intercorrências técnicas.<hr/>The autonomic nervous system (ANS) undergoes important adaptations to aerobic physical training and alterations in its function are related to the genesis and prognosis of various diseases. The heart rate fluctuation in response to respiration is a natural phenomenon in which is based the respiratory sinus arrhythmia test (RSA), utilized to evaluate the function of the parasympathetic branch of the ANS in regulating the cardiovascular system. The RSA is calculated by the coefficient between the longer R-R interval from the electrocardiogram (ECG) during the expiration (E) and the shorter R-R interval during inspiration. So far, there is no standard way to select the R-R intervals when the ECG is registered during two consecutive respiratory cycles. The purpose of this study was to compare the methods used to select these intervals, determining the most effective way to quantify the RSA. Fifty-five young volunteers performed two consecutive RSA tests, each one composed by two consecutive respiratory cycles. The two largest E/I indexes calculated by either one of these two ways were then compared: 1) both E and I derived from the same respiratory cycle (intra-cycle); 2) E and I from any one of the two respiratory cycles (cycle-independent). The cycle-independent E/I indexes (1st test = 1.49 ± 0.03; 2nd test = 1.44 ± 0.03) were higher than the intra-cycle E/I indexes [1st test = 1.44 ± 0.03; 2nd test = 1.41 ± 0.03 (P < 0,001)]. The cycle-independent E/I indexes from the 1st test were higher than those from the 2nd test (P = 0.04). The use of the E and I intervals chosen independently of the respiratory cycle where they occurred allowed for the observation of the maximum variation of the parasympathetic activity, denoting the maximal magnitude of the RSA. In addition, the results suggest a reflex accommodation during the 2nd test, making it unnecessary to perform a 2nd test when the 1st one is performed without any technical problem. <![CDATA[<b>Epidemiology of surfing accidents in Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apesar do grande número de praticantes do surfe no Brasil, nenhum trabalho científico nacional foi dedicado à caracterização e análise epidemiológica das lesões esportivas desse grupo. Pretendeu-se com este estudo identificar os tipos e lesões mais freqüentes relacionadas à prática do surfe recreacional e competitivo no Brasil. Estudaram-se suas causas, a parte do corpo atingida, sua gravidade, relacionadas às diferentes condições de surfe. Foram distribuídos 21.300 questionários pelos Estados litorâneos do Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. Um banco de dados foi montado com respostas de 930 praticantes, que relataram 927 lesões que necessitaram atenção médica ou que impediram a prática do surfe por um ou mais dias (num período de três anos). A população incluiu 67,5% surfistas recreacionais, 29,4% amadores e 3,1% profissionais, a maior parte do sexo masculino (95,3%); 56,6% praticam o esporte há mais de cinco anos. A média de idade foi de 23,7 anos (DP = 6,30). A maioria das lesões foi de natureza traumática (82,5%) e ocorreu durante a prática do surfe recreacional (96,2%). As lesões mais comuns foram as lacerações (44%), as contusões (16,9%) e as lesões musculoligamentares (15,5%); 38% das lesões atingiram os membros inferiores, 17,9% os membros superiores e 15,6% a cabeça. O tempo de afastamento da prática do surfe devido à lesão foi: 54,2% até 7 dias, 20,7% entre 7 e 14 dias, 10,1% entre 14 e 30 dias e 14,8% mais de 30 dias. Nesta amostra, a incidência de lesões foi de 2,47 para cada mil dias de surfe. Esta incidência foi inferior à obtida em outros estudos. Apesar da alta incidência de lesões traumáticas neste estudo, a alta prevalência de dores lombares recorrentes (28,4%), dores no pescoço (27,3%), dores nos ombros (20,5%) e dores nos joelhos (12,5%) sugere que as lesões de esforço repetido sejam um problema comum entre os surfistas.<hr/>Surfing has become extremely popular in Brazil. Information on the rate and spectrum of surfing injuries in Brazil is quite limited. The objectives of this study were to investigate the incidence of surfing injuries in Brazil and to analyze the types, causes, part of body, and severity of injuries associated to recreational and competitive surfing, and related to different surfing conditions. Nine hundred and thirty surfers answered a comprehensive questionnaire and reported 927 injuries (over a period of three years) requiring medical attention or resulting in inability to surf for one or more days. The population included recreational (67.5%), amateur (29.4%), and professional (3.1%) male surfers. Mean age was 23.7 years (SD = 6.30). Fifty-nine percent had more than 5 years of surfing experience. Most injuries were traumatic in nature (82.5%) and occurred during free surfing (96.2%). The most common injuries were laceration (44%), contusion (16.9%), muscle and ligament injury (15.5 %). Thirty-eight percent of the injuries were in the lower limbs, 17.9% in the upper limbs, 15.6% in the head. Total restriction from surfing following injuries was 54.2% up to 7 days, 20.7% from 7 to 14 days, 10.1% from 14 to 30 days, and 14.8% more than 30 days. The rate of moderate to severe injuries among this sample was 2.47 injuries per 1000 surfing days. Compared to other studies, the total incidence was low. Despite the high incidence of traumatic injuries, the prevalence of recurrent lower back pain (28.4%), neck pain (27.3%), shoulder pain (20.5%), and knee pain (12.5%) in this study suggest overuse injuries as a common problem among surfers. <![CDATA[<b>Diabetes <i>mellitus</i> e exercício</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apesar do grande número de praticantes do surfe no Brasil, nenhum trabalho científico nacional foi dedicado à caracterização e análise epidemiológica das lesões esportivas desse grupo. Pretendeu-se com este estudo identificar os tipos e lesões mais freqüentes relacionadas à prática do surfe recreacional e competitivo no Brasil. Estudaram-se suas causas, a parte do corpo atingida, sua gravidade, relacionadas às diferentes condições de surfe. Foram distribuídos 21.300 questionários pelos Estados litorâneos do Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. Um banco de dados foi montado com respostas de 930 praticantes, que relataram 927 lesões que necessitaram atenção médica ou que impediram a prática do surfe por um ou mais dias (num período de três anos). A população incluiu 67,5% surfistas recreacionais, 29,4% amadores e 3,1% profissionais, a maior parte do sexo masculino (95,3%); 56,6% praticam o esporte há mais de cinco anos. A média de idade foi de 23,7 anos (DP = 6,30). A maioria das lesões foi de natureza traumática (82,5%) e ocorreu durante a prática do surfe recreacional (96,2%). As lesões mais comuns foram as lacerações (44%), as contusões (16,9%) e as lesões musculoligamentares (15,5%); 38% das lesões atingiram os membros inferiores, 17,9% os membros superiores e 15,6% a cabeça. O tempo de afastamento da prática do surfe devido à lesão foi: 54,2% até 7 dias, 20,7% entre 7 e 14 dias, 10,1% entre 14 e 30 dias e 14,8% mais de 30 dias. Nesta amostra, a incidência de lesões foi de 2,47 para cada mil dias de surfe. Esta incidência foi inferior à obtida em outros estudos. Apesar da alta incidência de lesões traumáticas neste estudo, a alta prevalência de dores lombares recorrentes (28,4%), dores no pescoço (27,3%), dores nos ombros (20,5%) e dores nos joelhos (12,5%) sugere que as lesões de esforço repetido sejam um problema comum entre os surfistas.<hr/>Surfing has become extremely popular in Brazil. Information on the rate and spectrum of surfing injuries in Brazil is quite limited. The objectives of this study were to investigate the incidence of surfing injuries in Brazil and to analyze the types, causes, part of body, and severity of injuries associated to recreational and competitive surfing, and related to different surfing conditions. Nine hundred and thirty surfers answered a comprehensive questionnaire and reported 927 injuries (over a period of three years) requiring medical attention or resulting in inability to surf for one or more days. The population included recreational (67.5%), amateur (29.4%), and professional (3.1%) male surfers. Mean age was 23.7 years (SD = 6.30). Fifty-nine percent had more than 5 years of surfing experience. Most injuries were traumatic in nature (82.5%) and occurred during free surfing (96.2%). The most common injuries were laceration (44%), contusion (16.9%), muscle and ligament injury (15.5 %). Thirty-eight percent of the injuries were in the lower limbs, 17.9% in the upper limbs, 15.6% in the head. Total restriction from surfing following injuries was 54.2% up to 7 days, 20.7% from 7 to 14 days, 10.1% from 14 to 30 days, and 14.8% more than 30 days. The rate of moderate to severe injuries among this sample was 2.47 injuries per 1000 surfing days. Compared to other studies, the total incidence was low. Despite the high incidence of traumatic injuries, the prevalence of recurrent lower back pain (28.4%), neck pain (27.3%), shoulder pain (20.5%), and knee pain (12.5%) in this study suggest overuse injuries as a common problem among surfers. <![CDATA[<b>Prevalência de doenças infecciosas no esporte</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en A presença de processos infecciosos de repetição durante a prática de atividade física, tanto em nível competitivo quanto não-competitivo, impede a sua realização. Por isso, é muito importante recomendar ao desportista que evite o exercício muito intenso e competições nessas condições. O retorno à prática desportiva será realizado gradualmente, a uma intensidade proporcional à gravidade do processo infeccioso e ao número de dias que durou a infecção. As doenças respiratórias (agudas, crônicas e outras) e as cutâneas (produzidas por bactérias, vírus, fungos e parasitos) são, pela sua freqüência, as mais importantes entre os desportistas. Sem entrar nos detalhes etiológicos, clínicos e terapêuticos dessas infecções, focalizaremos as normas que regulam o retorno à atividade física e, em muitos casos, a participação em nível competitivo. É preciso classificar os esportes conforme o grau de contato ou colisão entre os participantes e de acordo com a intensidade do esforço que é realizado. Dessa forma, é estabelecida uma base que permite definir a relação entre o tipo de infecção e a participação desportiva. Também é necessário levar em conta algumas regras a serem seguidas no tratamento e recuperação das doenças infecciosas do desportista amador e de elite. <![CDATA[<b>Responses of blood lactate and heart rate on two different car race events</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Com o propósito de caracterizar e avaliar as condições fisiológicas do atleta durante provas do automobilismo, um piloto profissional de alta performance foi submetido a testes de pista no Autódromo Internacional de Interlagos. Foram determinados os valores das concentrações sanguíneas de lactato e glicose de um mesmo piloto, antes e após duas provas do automobilismo: uma da Fórmula Corsa e outra do Kart, realizadas em dias diferentes. A freqüência cardíaca (FC) foi registrada a cada quinze e cinco segundos durante as competições, respectivamente. As provas foram filmadas, visando a sincronização entre os acontecimentos e a resposta da FC. Visando a avaliação do condicionamento aeróbio do atleta, seu limiar anaeróbio foi determinado em um teste padronizado de campo. Os resultados referentes às concentrações de lactato ao final das provas sugerem intensidades diferentes entre as duas, sendo a F-Kart superior em relação à F-Corsa. Houve acoplamento entre a FC e o lactato sanguíneo e isso sugere que a FC, ao menos nesse piloto experiente, não está alterada pelo risco da modalidade. A resposta da FC deve estar relacionada ao esforço físico e ansiedade de vitória semelhante a qualquer outro esporte.<hr/>The purpose of the study was to characterize and to evaluate the athlete's conditions during two different car race events. A professional pilot was submitted to tests in the international race track of Interlagos - Brazil. Blood lactate and blood glucose were determined before and after the races (formulas Corsa and Kart), held on different days. The heart rate (HR) was registered every fifteen seconds and five seconds during the competitions, respectively. The races were filmed, aiming at the synchronization among the race events and the HR recordings. The aerobic conditioning of the pilot was determined through the anaerobic threshold in a standardized field test. The results of the blood lactate at the end of the races point to different intensities between the two races, F-Kart being higher than F-Corsa. There was correlation between HR and the blood lactate and this suggests that the HR, at least in that experienced pilot, is not altered by the stress of the modality. The response of the HR may be related to the physical effort and anxiety to win just as in any other sport. <![CDATA[<b>Edital para a prova do título de especialista em Medicina do Esporte</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922000000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Com o propósito de caracterizar e avaliar as condições fisiológicas do atleta durante provas do automobilismo, um piloto profissional de alta performance foi submetido a testes de pista no Autódromo Internacional de Interlagos. Foram determinados os valores das concentrações sanguíneas de lactato e glicose de um mesmo piloto, antes e após duas provas do automobilismo: uma da Fórmula Corsa e outra do Kart, realizadas em dias diferentes. A freqüência cardíaca (FC) foi registrada a cada quinze e cinco segundos durante as competições, respectivamente. As provas foram filmadas, visando a sincronização entre os acontecimentos e a resposta da FC. Visando a avaliação do condicionamento aeróbio do atleta, seu limiar anaeróbio foi determinado em um teste padronizado de campo. Os resultados referentes às concentrações de lactato ao final das provas sugerem intensidades diferentes entre as duas, sendo a F-Kart superior em relação à F-Corsa. Houve acoplamento entre a FC e o lactato sanguíneo e isso sugere que a FC, ao menos nesse piloto experiente, não está alterada pelo risco da modalidade. A resposta da FC deve estar relacionada ao esforço físico e ansiedade de vitória semelhante a qualquer outro esporte.<hr/>The purpose of the study was to characterize and to evaluate the athlete's conditions during two different car race events. A professional pilot was submitted to tests in the international race track of Interlagos - Brazil. Blood lactate and blood glucose were determined before and after the races (formulas Corsa and Kart), held on different days. The heart rate (HR) was registered every fifteen seconds and five seconds during the competitions, respectively. The races were filmed, aiming at the synchronization among the race events and the HR recordings. The aerobic conditioning of the pilot was determined through the anaerobic threshold in a standardized field test. The results of the blood lactate at the end of the races point to different intensities between the two races, F-Kart being higher than F-Corsa. There was correlation between HR and the blood lactate and this suggests that the HR, at least in that experienced pilot, is not altered by the stress of the modality. The response of the HR may be related to the physical effort and anxiety to win just as in any other sport.