Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220010004&lang=en vol. 7 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Quando a continuação é o caminho</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922001000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Inter and intraday reliability of a test of muscle power</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922001000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Com o envelhecimento há rápida e relevante perda de potência muscular (PM), prejudicando a autonomia e a qualidade de vida, tornando conveniente avaliar a PM. O objetivo do estudo foi determinar a fidedignidade inter e intradias de um teste simples de PM, realizado em uma carga previamente individualizada. Avaliamos 18 jovens adultos saudáveis, sendo 12 mulheres, inexperientes quanto a exercícios de fortalecimento. Determinou-se inicialmente 1RM com medida simultânea da velocidade e da potência (Fitrodyne, Bratislava), no exercício remada alta, até a altura mesoesternal na posição ortostática, obtendo-se ainda a carga na qual se conseguia a maior PM. Na semana seguinte, por cinco dias consecutivos, eles realizaram em quatro dias 2x2 repetições e em um dia 10x2 repetições (3s de intervalo entre as repetições), o mais rápido possível na fase concêntrica, com a carga de PM. Comparando os resultados pela ANOVA para medidas repetidas e teste de Bonferroni, verificou-se que a PM máxima não diferia - médias entre 262 e 267W (p = 0,69). Para a variabilidade dos dados individuais, encontraram-se valores de 3 e 8%, respectivamente, para o coeficiente de variação (CV) e para a média da variação dos resultados pela média dos indivíduos M-m/X. Nas dez séries consecutivas os valores ficaram entre 242 e 263W, somente identificando-se diferenças entre as séries 1 e 4 e 6 (p < 0,05). Excluindo-se os dados da primeira série (cinco dos 18 avaliados tiveram valores excepcionalmente baixos nela), as diferenças desaparecem (p = 0,13). Dados da variabilidade individual demonstraram 6 e 20%, respectivamente, para CV e M-m/X, nas dez séries consecutivas. Os autores concluem que a PM máxima obtida em um teste simples apresenta alta fidedignidade inter e intradias e variabilidade relativamente baixa, quando comparadas com outras mensurações freqüentemente usadas em ciências do exercício. Esse teste pode ser recomendado para medidas de PM em programas voltados para a saúde e a aptidão física, nos quais a utilização de materiais e protocolos mais sofisticados pode ser inapropriada ou inviável.<hr/>Aging induces fast and relevant decrements in muscle power (MP), reducing autonomy and quality of life. The authors' aim was to determine reliability data in a new, simple protocol for muscle power using a previously individualized load. The authors evaluated 18 healthy young adults (12 women), unaccustomed to strengthening exercises. Initially, 1-RM was determined with simultaneous measurement of velocity and MP (Fitrodyne, Bratislava) in an upright row exercise, performed up to mesosternal level in standing position, and measurement of load in which MP was obtained. In the following week, they returned in five consecutive days to perform 2x2 reps in four days and in one day 10x2 reps (3 s interval between reps), using maximal velocity in the concentric phase. Comparing best results by repeated measures ANOVA-Bonferroni t-tests, PM did not differ - mean values ranging from 262 to 267 W (p = .69). Looking for individual data variability, values of 3 and 8% were found, respectively, for coefficient of variation (CV) and for the mean range of scores divided by the mean value (M-m/X) (maximum minus minimum score divided by the subject's mean value). Analyzing intraday reliability in the 10 consecutive sets - mean results (ranging from 242 to 263 W) - significant differences were only found between set 1 and 4 and 6 (p < .05). If set 1 data were excluded (5 of the 18 subjects performed very low values in this set), the differences disappeared (p = .13). Individual variability data showed 6 and 20%, respectively, for CV and M-m/X in the 10 consecutive sets. The authors concluded that MP obtained in this simple test presents high intraday and interday reliability with relatively low variability, comparable to that often observed in other measurements usually used in exercise sciences. This test can be recommended for MP assessment in health and fitness facilities, where utilization of more sophisticated devices and protocols are either inappropriate or unsuitable. <![CDATA[<b>Comparison of body fat estimation by bioelectric impedance, skinfold thickness, and underwater weighing</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922001000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en A estimativa do percentual de gordura (%G) pela bioimpedância (BIA) tem como vantagem a simplicidade da medida. Contudo, a confiabilidade da BIA tem sofrido críticas. O objetivo deste estudo foi comparar a estimativa do %G através das técnicas de bioimpedância (RJL-101; Byodinamics A-310, Maltron BF-900 e BF-906), de dobras cutâneas (DC) e da pesagem hidrostática (PH). Observaram-se 25 indivíduos, homogeneizados segundo raça (branca), gênero (masculino) e idade (18 a 36 anos). Para a medida de BIA foi utilizada a padronização proposta por Lukaski et al. (1985, 1986). Para as DC foram utilizadas as equações de <FONT FACE=Symbol>å</FONT> 3 DC e <FONT FACE=Symbol>å</FONT> 7 DC (Jackson, Pollock, 1978). Os valores de %G e de volume residual para PH foram preditos, respectivamente, pelas equações de Siri (1961) e Goldman e Becklake (1959). A análise estatística compreendeu: a) comparação entre os métodos através da ANOVA com medidas repetidas seguida de testes post-hoc de Tukey; b) correlação de Pearson (r); e c) cálculo do erro padrão de estimativa (SEE) das técnicas em relação à PH. Os resultados indicaram que: a) as medidas de BIA não diferiram significativamente, entre si, para o %G estimado; b) As medidas dos aparelhos A-310 e BF-906 não coincidiram com a PH (p < 0,01); c) Em geral, os valores de SEE apresentados pela BIA foram altos; d) Os valores de r oscilaram entre 0,35 (RJL-101) e 0,70 (BF-906); e) As técnicas de DC apresentaram correlações maiores e SEE menores com a PH, quando comparados com os da BIA. Apesar dos resultados, não há dados que permitam indicar um aparelho em detrimento de outros. Os resultados da BIA equivaleram-se quanto à estimativa do %G, mas a técnica de DC mostra-se tão ou mais confiável para tanto. Contudo, os resultados devem ser ratificados pela ampliação da amostra e controle de maior número de variáveis intervenientes.<hr/>The main advantage of the bioelectric impedance method (BIA) in the determination of body fat (%BF) is the simplicity of the procedure. However, its accuracy and reliability have been criticized. The purpose of this study was to compare the %BF obtained by BIA (RJL-101; Biodynamics A-310, Maltron BF-900 e BF-906), by skinfold thickness (ST), and by underwater weighing (UW). Twenty-five subjects, divided in homogenous groups according to age (18 to 36 years), sex (men), and race (white) participated in the study. BIA measures were taken using the Lukaski et al. standardization (1985,1986). ST was taken by using the equation of 3 and 7 skinfolds (Jackson, Pollock, 1978). The values of %BF and residual volume for the UW were estimated by the Siri (1961) and Goldman and Becklake (1959) equations. Statistical analysis was calculated by: a) repeated measures ANOVA followed by the Tukey post-hoc test; b) Pearson (r) correlation; c) standard error of estimate (SEE) of the BIA and ST compared to UW. The results indicated that: a) there were no significant differences for %BF measures obtained by the BIA devices; b) the %BF obtained by the A-310 and BF-906 devices did not match with the UW measures (p < 0.01); c) SEE was high for all devices, except for the RJL-101; d) the correlation coefficients were low to moderate for all devices, the BF-906 showing the higher values; e) The ST showed greater values of r and fewer SEE than the BIA. In conclusion, the findings do not allow to state that a BIA device is better than the others to assess %BF, but the ST seems to be more powerful and reliable than the BIA for %BF estimation. Notwithstanding, the results should be confirmed by more sophisticated experimental designs, with a closer control of sampling bias for type I and II errors. <![CDATA[<b>A influência do sedentarismo na prevalência de lombalgia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922001000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en A estimativa do percentual de gordura (%G) pela bioimpedância (BIA) tem como vantagem a simplicidade da medida. Contudo, a confiabilidade da BIA tem sofrido críticas. O objetivo deste estudo foi comparar a estimativa do %G através das técnicas de bioimpedância (RJL-101; Byodinamics A-310, Maltron BF-900 e BF-906), de dobras cutâneas (DC) e da pesagem hidrostática (PH). Observaram-se 25 indivíduos, homogeneizados segundo raça (branca), gênero (masculino) e idade (18 a 36 anos). Para a medida de BIA foi utilizada a padronização proposta por Lukaski et al. (1985, 1986). Para as DC foram utilizadas as equações de <FONT FACE=Symbol>å</FONT> 3 DC e <FONT FACE=Symbol>å</FONT> 7 DC (Jackson, Pollock, 1978). Os valores de %G e de volume residual para PH foram preditos, respectivamente, pelas equações de Siri (1961) e Goldman e Becklake (1959). A análise estatística compreendeu: a) comparação entre os métodos através da ANOVA com medidas repetidas seguida de testes post-hoc de Tukey; b) correlação de Pearson (r); e c) cálculo do erro padrão de estimativa (SEE) das técnicas em relação à PH. Os resultados indicaram que: a) as medidas de BIA não diferiram significativamente, entre si, para o %G estimado; b) As medidas dos aparelhos A-310 e BF-906 não coincidiram com a PH (p < 0,01); c) Em geral, os valores de SEE apresentados pela BIA foram altos; d) Os valores de r oscilaram entre 0,35 (RJL-101) e 0,70 (BF-906); e) As técnicas de DC apresentaram correlações maiores e SEE menores com a PH, quando comparados com os da BIA. Apesar dos resultados, não há dados que permitam indicar um aparelho em detrimento de outros. Os resultados da BIA equivaleram-se quanto à estimativa do %G, mas a técnica de DC mostra-se tão ou mais confiável para tanto. Contudo, os resultados devem ser ratificados pela ampliação da amostra e controle de maior número de variáveis intervenientes.<hr/>The main advantage of the bioelectric impedance method (BIA) in the determination of body fat (%BF) is the simplicity of the procedure. However, its accuracy and reliability have been criticized. The purpose of this study was to compare the %BF obtained by BIA (RJL-101; Biodynamics A-310, Maltron BF-900 e BF-906), by skinfold thickness (ST), and by underwater weighing (UW). Twenty-five subjects, divided in homogenous groups according to age (18 to 36 years), sex (men), and race (white) participated in the study. BIA measures were taken using the Lukaski et al. standardization (1985,1986). ST was taken by using the equation of 3 and 7 skinfolds (Jackson, Pollock, 1978). The values of %BF and residual volume for the UW were estimated by the Siri (1961) and Goldman and Becklake (1959) equations. Statistical analysis was calculated by: a) repeated measures ANOVA followed by the Tukey post-hoc test; b) Pearson (r) correlation; c) standard error of estimate (SEE) of the BIA and ST compared to UW. The results indicated that: a) there were no significant differences for %BF measures obtained by the BIA devices; b) the %BF obtained by the A-310 and BF-906 devices did not match with the UW measures (p < 0.01); c) SEE was high for all devices, except for the RJL-101; d) the correlation coefficients were low to moderate for all devices, the BF-906 showing the higher values; e) The ST showed greater values of r and fewer SEE than the BIA. In conclusion, the findings do not allow to state that a BIA device is better than the others to assess %BF, but the ST seems to be more powerful and reliable than the BIA for %BF estimation. Notwithstanding, the results should be confirmed by more sophisticated experimental designs, with a closer control of sampling bias for type I and II errors. <![CDATA[<b>The athlete's role in society and doping control in sports</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922001000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en A prática do doping e seu controle são abordados numa perspectiva histórica. As razões para sua prática pelos atletas e a responsabilidade da sociedade sobre esse comportamento são avaliadas. Em seguida, informações sobre a sofisticação atual das práticas de dopagem e a conseqüente evolução das técnicas de análise para seu controle são apresentadas. A situação do seu controle no país, com metodologia do Comitê Olímpico Internacional, é apresentada, bem como a sua complexidade e os custos envolvidos. Esse panorama da situação do controle do doping no Brasil pretende situar os profissionais da medicina desportiva e do desporto em geral nesse segmento importantíssimo para a preservação da integridade física e mental de nossos atletas.<hr/>Doping and its control are presented in a historical perspective. The reasons for doping by athletes and the responsibility society has towards this behavior are commented. Information regarding sophisticated doping means and the evolution of the analytical techniques to control them are briefly evaluated. Doping control according to the International Olympic Committee, as performed in Brazil, is acknowledged, as well as its complexity and costs. This scenario regarding doping control in Brazil is intended to serve as background knowledge to sports physicians and professionals dealing with this issue to preserve the physical and mental integrity of our athletes.