Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220020002&lang=en vol. 8 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Resultado concreto de ações continuadas</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922002000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Maximal oxygen uptake and anaerobic threshold in professional soccer players</B>: <B>comparison between different positions</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922002000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O grau de desenvolvimento das capacidades físicas no futebol é fator determinante do nível desportivo do jogador. O objetivo do presente estudo foi comparar valores de limiar anaeróbio e consumo máximo de oxigênio entre jogadores profissionais de futebol de diferentes posições. Para tanto, 25 atletas (idade = 22,08 ± 8,28 anos, peso = 76,12 ± 9,8kg, altura = 179,8 ± 7,1cm e relação corporal = 12,21 ± 3,67% de gordura corporal) foram divididos em cinco grupos, como se segue: goleiros (GO), zagueiros (ZA), laterais (LA), meio-campistas (MC) e atacantes (AT). O VO2max foi determinado em esteira ergométrica através de análise direta e a velocidade de corrida correspondente ao limiar anaeróbio fixo de 4mM (V4mM), em teste de campo (2 x 1.000m a 90 e 95% da velocidade máxima para a distância) através de interpolação linear. A V4mM foi menor (p < 0,05) para o grupo GO em relação aos demais grupos. Além disso, os grupos LA e MC apresentaram valores de V4mM significantemente maiores em relação aos grupos ZA e AT. O grupo GO mostrou VO2max significantemente menor em relação a todos os outros grupos, sendo que estes últimos não apresentaram diferença entre si. Uma vez que os atletas de diferentes posições não realizavam treinamento diferenciado, os autores creditam as diferenças encontradas à especificidade da movimentação durante partidas e coletivos.<hr/>The development of physical capacities in soccer determines the player's level of performance. The aim of this study was to compare anaerobic threshold and maximal oxygen uptake values between professional soccer players playing in different positions. Twenty-five male athletes (age = 22.08 ± 8.82 years, weight = 76.12 ± 9.8 kg, height = 179.8 ± 7.1 cm and body composition = 12.21 ± 3.67% body fat) were divided into five groups as follows: goalkeepers (GO), full backs (FB), sideways (SW), midfield (MF) and forwards (FO) and evaluated twice in two to three days period. For direct maximal oxygen uptake (VO2max) determination, subjects were submitted to an incremental continuous treadmill exercise until fatigue occurred. Two-speeds track test (2 x 1,000 m at 90 and 95% of maximal speed) and linear interpolation were employed for 4mM blood lactate running speed (V4mM) or anaerobic threshold assessment. Main results are present below. V4mM for GO group was significantly lower (p < 0.05) than those found for any other group. In addition, SW and MF presented V4mM values which were significantly greater (p < 0.05) than those for FB and FO. VO2max for GO was significantly lower (p < 0.05) than those for other groups, which were not significantly different (p > 0.05) from one another. Since these athletes were under the same training program, the differences above may be explained by different metabolic solicitation (position specificity) during official and training games. <![CDATA[<B>Bodily self-perception of health-related physical fitness variables</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922002000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en FUNDAMENTAÇÃO: A aptidão física apresenta duas dimensões, uma relacionada à saúde e outra ao desempenho. Não é sabido se adultos não-atletas possuem autopercepção corporal (ApC) apropriada sobre a sua aptidão física relacionada à saúde. OBJETIVOS: a) testar a ApC de indivíduos não-atletas em algumas variáveis morfofuncionais constituintes da aptidão física, b) verificar se a margem de acerto ou de erro nessa ApC depende dos resultados obtidos; e c) verificar se aqueles com maior ApC são mais aptos fisicamente. MÉTODOS: Foram obtidos dados em 63 adultos (51 homens), com idade entre 22 e 85 anos, tendo sido medida e testada a ApC das seguintes variáveis: VO2 máximo, flexibilidade, força de preensão manual, potência muscular máxima absoluta e relativa, localização predominante de gordura corporal e peso de referência, habilidade de sentar e levantar do solo e relação peso/altura, além da altura e do peso corporal. A influência da magnitude das variáveis sobre o escore de ApC (soma dos acertos nas 12 variáveis testadas) foi testada pela comparação entre os resultados do primeiro e do quinto quintis da distribuição e por correlações. RESULTADOS: Os indivíduos tendem a errar mais do que a acertar, em média, a ApC: 60 vs. 40%. A ApC é mais incorreta para a variável flexibilidade 84% de erro - e mais precisa para a habilidade de levantar do solo 66% de acerto. O escore de ApC foi maior nos indivíduos mais flexíveis (p = 0,01) e nos que possuíam maior força de preensão manual (p = 0,04) e tendia a ser maior nos que alcançavam percentual mais elevado do VO2 máximo previsto (p = 0,08). O sedentarismo era quase três vezes mais prevalente nos indivíduos com pior ApC. Os 20% com maiores escores de ApC tendiam a melhores resultados nas variáveis da aptidão física (p entre 0,03 e 0,11). CONCLUSÕES: O nível global de ApC de variáveis da aptidão física é baixo, dependendo dos níveis de flexibilidade e de força de preensão manual e pelo padrão de atividade física regular no passado e no presente. Os que apresentam melhor ApC tendem a ser mais aptos. É possível que o aumento do conhecimento sobre os níveis de aptidão física influenciem positivamente para a adoção de um estilo de vida mais ativo.<hr/>BACKGROUND: Physical fitness has two dimensions, one related to health and the other, to performance. However, it is still unknown if non-athlete adults present an appropriate level of self-perception (SP) about their health-related physical fitness. OBJECTIVES: a) to assess the SP of non-athlete subjects in some morphofunctional variables related to physical fitness; b) to check if the degree of SP correctness is related to those variables; and c) to check if those with higher SP levels are more physically fit. METHODS: SP data from 63 adults (51 men), ages ranging from 22 to 85, were measured and assessed regarding the following variables: maximum VO2, flexibility, handgrip, absolute and relative maximal muscular power, largest fat deposition site and reference body weight, ability to sit and stand up from the floor and weight/height ratio, and height and body weight. The influence of variable magnitude on the SP score (sum total of correct answers in the 12 variables assessed) was tested by comparison between the first and fifth quintiles and by correlation. RESULTS: On the average, subjects more often provided wrong answers for the SP 60 vs 40%. SP was more incorrect regarding flexibility 84% of mistakes and more precise as to the ability to stand up from the floor 66% of correct answers. SP score was higher for more flexible subjects (p = 0.01) and for those that showed higher values of grip strength (p = 0.04) and those who achieved a higher % of predicted maximal VO2 (p = 0,08) tended to present a higher SP. Physical inactivity was almost three times more common for those with lower SP. The 20% with higher SP levels tended to present higher values in the physical fitness variables (p between 0.03 and 0.11). On the other hand, when the authors compared subjects with levels above the average for aerobic condition, flexibility and muscle strength and power with those with values below average in the four variables, there was no differences in SP. CONCLUSIONS: The overall level of SP of health-related physical fitness is low, being related to levels of flexibility, grip strength, and by past and current physical activity pattern. Subjects with higher SP tended to be more physically fit. It is possible that higher awareness about physical fitness levels will induce positive behaviors leading to the adoption of a more active lifestyle. <![CDATA[<B>Accuracy of vagotonia criteria in the 12-lead resting electrocardiogram</B>: <B>analysis with ROC curves</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922002000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Determinar a sensibilidade, a especificidade, os valores preditivos positivo e negativo e a acurácia de diferentes critérios eletrocardiográficos para vagotonia. MÉTODOS: Foram avaliados 74 atletas olímpicos brasileiros (51 homens e 23 mulheres) com idade entre 16 e 42 anos (24 ± 5 anos), tendo sido realizados, entre outros exames, um ECG de repouso de 12 derivações e uma avaliação do tônus vagal cardíaco (TVC) pelo teste de exercício sem carga de quatro segundos (T4s), cujo índice B/C (indicativo da magnitude do TVC) foi utilizado como padrão-ouro. O T4s é um teste que se baseia no mecanismo da taquicardia inicial do exercício e foi anteriormente padronizado e validado como capaz de avaliar o TVC sem influência do componente simpático. Dados de 10 atletas foram excluídos devido à presença de critérios ecocardiográficos para hipertrofia ventricular esquerda, ainda que provavelmente fisiológica. Com o auxílio de curvas ROC (receiver operating characteristic), selecionou-se o ponto de corte com a melhor combinação entre sensibilidade (Sens) e especificidade (Esp) para cada variável do ECG, calculando-se os valores preditivos positivo (VPP) e negativo (VPN) e a acurácia (AC). Foram ainda correlacionados o índice B/C e as variáveis do ECG. RESULTADOS: Há fraca associação entre o índice B/C e as variáveis do ECG, à exceção da duração do intervalo R-R (r = 0,353; P = 0,004), que também apresentou curva ROC significativa (chi2= 0,863; P = 0,002), sendo que o critério intervalo R-R > ou = 990ms apresentou os seguintes resultados: Sens - 100%; Esp - 73%; VPP 20%; VPN 100%; AC 75%. As variáveis do ECG que apresentaram pontos de corte com acurácia > 80% foram: amplitude da onda T em V5 > ou = 8,0mm; amplitude da onda T em V6 > ou = 7,0mm; amplitude da onda Q em V5 > ou = 7,0mm; amplitude da onda R em V4 > ou = 50,0mm; presença de supradesnível de ponto J em duas ou mais derivações; presença de supradesnível de segmento S-T em cinco ou mais derivações e presença de transição precordial rápida. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: O desempenho dos critérios eletrocardiográficos em termos de VPP, VPN e AC foi muito limitado, com a exceção da duração do intervalo R-R. A combinação de outros critérios como amplitude da onda T em V5 e V6, amplitude da onda R em V4 e presença de supradesnível de ponto J e do segmento S-T em várias derivações pode auxiliar na predição de vagotonia.<hr/>OBJECTIVE: To determine sensitivity (Sens), specificity (Spec), positive (PPV) and negative (NPV) predictive value, and accuracy of different electrocardiographic criteria for vagotonia. METHODS: Seventy-four Olympic athletes (51 male and 23 female; age = 24 ± 5 years) underwent an evaluation consisting of a 12-lead resting electrocardiogram (ECG), and an assessment of cardiac vagal tone (CVT) by the 4-second cycling exercise testing (4-sET), with the B/C index utilized as the gold standard. The 4-sET is a well-standardized and valid protocol for CVT assessment based on the mechanism of exercise-onset tachycardia regardless of the sympathetic component. Using ROC (receiver operating characteristic) curves, the authors selected the cut-point with the best sensitivity (Sens)/specificity (Spec) ratio for each ECG variable, and calculated the positive (PPV) and negative predictive values (NPV), and accuracy (AC). The authors also correlated B/C index with ECG variables. RESULTS: B/C index showed a poor association with ECG variables, with the exception of R-R interval (r = 0.353; P = 0.004), that also presented a significant ROC curve (chi2= 0.863; P = 0.002), whereas the R-R interval > or = 990 ms criterion showed the following results: Sens - 100%; Spec - 73%; VPP 20%; VPN 100%; AC 75%. The ECG variables that presented cut-points with accuracy > 80% were: T-wave amplitude in lead V5 > or = 8.0 mm; T-wave amplitude in lead V6 > or = 7.0 mm; Q-wave amplitude in V5 > or = 7.0 mm; R-wave amplitude in V4 > or = 50.0 mm; presence of J-point elevation in two or more leads; presence of S-T segment elevation in five or more leads, and presence of fast precordial transition. DISCUSSION AND CONCLUSION: The performance of ECG criteria considering PPV, NPV, and AC was generally very poor, with the exception of the R-R interval. The combination of other criteria such as T-wave amplitude in leads V5 and V6, R-wave amplitude in V4, and presence of J-point and S-T segment elevation in several leads should help predicting vagotonia. <![CDATA[<B>Normatização da Concessão do Título de Especialista em Medicina do Esporte e do Reconhecimento de Cursos de Especialização em Medicina do Esporte</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922002000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Determinar a sensibilidade, a especificidade, os valores preditivos positivo e negativo e a acurácia de diferentes critérios eletrocardiográficos para vagotonia. MÉTODOS: Foram avaliados 74 atletas olímpicos brasileiros (51 homens e 23 mulheres) com idade entre 16 e 42 anos (24 ± 5 anos), tendo sido realizados, entre outros exames, um ECG de repouso de 12 derivações e uma avaliação do tônus vagal cardíaco (TVC) pelo teste de exercício sem carga de quatro segundos (T4s), cujo índice B/C (indicativo da magnitude do TVC) foi utilizado como padrão-ouro. O T4s é um teste que se baseia no mecanismo da taquicardia inicial do exercício e foi anteriormente padronizado e validado como capaz de avaliar o TVC sem influência do componente simpático. Dados de 10 atletas foram excluídos devido à presença de critérios ecocardiográficos para hipertrofia ventricular esquerda, ainda que provavelmente fisiológica. Com o auxílio de curvas ROC (receiver operating characteristic), selecionou-se o ponto de corte com a melhor combinação entre sensibilidade (Sens) e especificidade (Esp) para cada variável do ECG, calculando-se os valores preditivos positivo (VPP) e negativo (VPN) e a acurácia (AC). Foram ainda correlacionados o índice B/C e as variáveis do ECG. RESULTADOS: Há fraca associação entre o índice B/C e as variáveis do ECG, à exceção da duração do intervalo R-R (r = 0,353; P = 0,004), que também apresentou curva ROC significativa (chi2= 0,863; P = 0,002), sendo que o critério intervalo R-R > ou = 990ms apresentou os seguintes resultados: Sens - 100%; Esp - 73%; VPP 20%; VPN 100%; AC 75%. As variáveis do ECG que apresentaram pontos de corte com acurácia > 80% foram: amplitude da onda T em V5 > ou = 8,0mm; amplitude da onda T em V6 > ou = 7,0mm; amplitude da onda Q em V5 > ou = 7,0mm; amplitude da onda R em V4 > ou = 50,0mm; presença de supradesnível de ponto J em duas ou mais derivações; presença de supradesnível de segmento S-T em cinco ou mais derivações e presença de transição precordial rápida. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: O desempenho dos critérios eletrocardiográficos em termos de VPP, VPN e AC foi muito limitado, com a exceção da duração do intervalo R-R. A combinação de outros critérios como amplitude da onda T em V5 e V6, amplitude da onda R em V4 e presença de supradesnível de ponto J e do segmento S-T em várias derivações pode auxiliar na predição de vagotonia.<hr/>OBJECTIVE: To determine sensitivity (Sens), specificity (Spec), positive (PPV) and negative (NPV) predictive value, and accuracy of different electrocardiographic criteria for vagotonia. METHODS: Seventy-four Olympic athletes (51 male and 23 female; age = 24 ± 5 years) underwent an evaluation consisting of a 12-lead resting electrocardiogram (ECG), and an assessment of cardiac vagal tone (CVT) by the 4-second cycling exercise testing (4-sET), with the B/C index utilized as the gold standard. The 4-sET is a well-standardized and valid protocol for CVT assessment based on the mechanism of exercise-onset tachycardia regardless of the sympathetic component. Using ROC (receiver operating characteristic) curves, the authors selected the cut-point with the best sensitivity (Sens)/specificity (Spec) ratio for each ECG variable, and calculated the positive (PPV) and negative predictive values (NPV), and accuracy (AC). The authors also correlated B/C index with ECG variables. RESULTS: B/C index showed a poor association with ECG variables, with the exception of R-R interval (r = 0.353; P = 0.004), that also presented a significant ROC curve (chi2= 0.863; P = 0.002), whereas the R-R interval > or = 990 ms criterion showed the following results: Sens - 100%; Spec - 73%; VPP 20%; VPN 100%; AC 75%. The ECG variables that presented cut-points with accuracy > 80% were: T-wave amplitude in lead V5 > or = 8.0 mm; T-wave amplitude in lead V6 > or = 7.0 mm; Q-wave amplitude in V5 > or = 7.0 mm; R-wave amplitude in V4 > or = 50.0 mm; presence of J-point elevation in two or more leads; presence of S-T segment elevation in five or more leads, and presence of fast precordial transition. DISCUSSION AND CONCLUSION: The performance of ECG criteria considering PPV, NPV, and AC was generally very poor, with the exception of the R-R interval. The combination of other criteria such as T-wave amplitude in leads V5 and V6, R-wave amplitude in V4, and presence of J-point and S-T segment elevation in several leads should help predicting vagotonia.