Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220030001&lang=en vol. 9 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Reconhecimento</b><b> no esporte e na ciência</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Anaerobic threshold and critical speed determined with different distances in swimmers aged 10 to 15 years</b>: <b>relationship with the performance and blood lactate response during endurance tests</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi comparar a velocidade crítica (VC) determinada através de diferentes distâncias com o limiar anaeróbio (LAn) e as velocidades máximas mantidas em testes de 20 (V20) e 30 (V30) minutos na natação, verificando se a idade cronológica em jovens nadadores interfere nessas relações. Participaram do estudo 31 nadadores (17 meninas e 14 meninos) divididos segundo a idade cronológica em dois grupos: 10 a 12 anos e 13 a 15 anos. O LAn foi determinado como sendo a velocidade correspondente a 4mM de lactato sanguíneo. A VC1 (25/50/100m), VC2 (100/200/400m) e a VC3 (50/100/200m) foram calculadas através do coeficiente angular da reta de regressão linear entre as distâncias e seus respectivos tempos. As V20 e V30 foram determinadas através de três a seis repetições, com coletas de sangue no 10º minuto e ao final do tiro. Para o grupo de 10 a 12 anos, a VC1 (m/s) (0,98 ± 0,17) e o LAn (0,97 ± 0,12) não foram diferentes entre si, sendo maiores do que a VC2 (0,92 ± 0,16), VC3 (0,89 ± 0,18), V20 (0,92 ± 0,11) e V30 (0,90 ± 0,11). Para o grupo de 13 a 15 anos, a VC1 (m/s)(1,11 ± 0,11) foi maior do que o LAn (1,02 ± 0,07), V20 (0,99 ± 0,09), V30 (0,97 ± 0,09), VC2 (0,98 ± 0,11) e VC3 (1,00 ± 0,11). Pode-se concluir que a distância utilizada na determinação da VC interfere no valor obtido, independente da idade cronológica. A VC determinada com distâncias entre 50 e 400m pode ser utilizada na avaliação da capacidade aeróbia de crianças e adolescentes, substituindo os testes contínuos máximos com durações próximas a 20 ou 30 minutos.<hr/>The objective of this study was to compare the critical speed (CS) determined from different distances with the anaerobic threshold (AnT) and the maximum speeds in tests of 20 (S20) and 30 (S30) minutes, and to check if the chronological age of young swimmers can influence these relations. 31 swimmers (17 girls and 14 boys) participated in this study, divided by chronological age into two groups: 10-12 and 13-15 years. The AnT was determined as the velocity corresponding to 4 mM of blood lactate. The CS1 (25/50/100 m), CS2 (100/200/400 m), and the CS3 (50/100/200 m) had been calculated through the slope of the linear regression between the distances and their respective times. The S20 and S30 were determined through 3 to 6 trials, with blood collections at the 10th min and at the end of each test. For the 10-12 group, CS1 (m/s) (0.98 + 0.17) and AnT (0.97 + 0.12) were not different, being higher than CS2 (0.92 + 0.16), CS3 (0.89 + 0.18), S20 (0.92 + 0.11) and S30 (0.90 + 0.11). For the 13-15 group, CS1 (m/s) (1.11 + 0.11) was higher than AnT (1.02 + 0.07), S20 (0.99 + 0.09), S30 (0.97 + 0.09), CS2 (0.98 + 0.11) and CS3 (1.00 + 0.11). It can be concluded that the distance used for the determination of CS interferes on its value, irrespective of the chronological age. CS determined with distances between 50 and 400 m can be used for evaluation of the aerobic capacity of children and adolescents, substituting the maximum continuous tests of 20 or 30 minutes. <![CDATA[<b>Exercise dependence</b>: <b>a study with Brazilian marathon runners</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente estudo teve como objetivo testar, numa amostra de maratonistas brasileiros, a versão em português da adaptação da Escala de Dependência de Corrida proposta por Hailey e Bailey (1982). Métodos e resultados:59 maratonistas de uma equipe da cidade de São Paulo foram abordados e orientados a preencher a Escala de Dependência de Corrida (EDC). A amostra foi composta, na sua maior parte, por homens (72%) com média de 34 ± 7 anos, sendo que 77% corriam habitualmente havia cerca de dois a oito anos; 42,5% corriam de quatro a cinco vezes/semana e 81% dedicavam-se de uma a duas horas/dia em média para seus treinos. A média na pontuação total da EDC foi de 5 ± 2,5 pontos (escala 0-14 pontos). A correlação entre a pontuação total da EDC com cada uma das 23 questões que compõem o instrumento revelou que 10 questões apresentaram níveis de correlação significativos. As respostas positivas que apresentaram maior sensibilidade foram: "Sinto que me falta algo quando não corro" (r = 0,61); "A corrida tem influenciado meu estilo de vida" (r = 0,58) e "Experimento grande prazer quando corro" (r = 0,56). Conclusão: Observamos na amostra brasileira níveis médios de pontuação na escala semelhantes aos descritos pelos autores do instrumento original, sugerindo que a tradução não alterou a sensibilidade da escala e que este instrumento possa ser útil no estudo da dependência da prática de corrida (ou exercícios físicos) em desportistas brasileiros.<hr/>This study aimed at testing, in a sample of Brazilian marathon runners, the Brazilian adaptation of the Negative Addiction Scale (Haley & Bailey, 1982). Methods: 59 marathon runners of a team from São Paulo were asked to fill out the Brazilian version of the Negative Addiction Scale. Most of the sample was made up by men (72%) aged 34 ± 7; 77% of whom had been running four to five times a week (42.5%) for two to eight years; 81% spent one to two hours a day training. The average score in the Negative Addiction Scale was 5.2 ± 2.5 (the scale scores from 0 to 14). The correlation between total score in the scale and each of the 23 questions was significant in 10 of them. The positive answers which presented higher sensitivity were: "I feel something is missing when I don't run" (r = 0.61); "Running has influenced my lifestyle" (r = 0.58), and "I experience a great pleasure when I run" (r = 0.56). Conclusion: The mean score in the Brazilian sample was similar to that described by the authors of the original instrument, suggesting that the translation did not affect the sensitivity of the instrument and that it can be useful in the study of running or physical activity dependence in Brazilian athletes. <![CDATA[<b>Control of doping with anabolic agents</b>: <b>the steroid profile and its regulations</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O conceito de perfil esteroidal é discutido neste artigo. As principais vias biossintéticas são apresentadas. A importância do monitoramento do perfil esteroidal é demonstrada dentro da clínica médica e da medicina esportiva. Parâmetros da literatura para a identificação de dopagem por esteróides endógenos são apresentados, assim como os fatores que acarretam alterações no perfil esteroidal normal. É dada atenção especial a essa última abordagem.<hr/>The concept of steroid profile is discussed in this paper. The main metabolic routes are presented. The importance of evaluating steroid profiles is demonstrated, with special attention to clinical medicine and sports. Parameters used in the literature for doping control of endogenous steroids are briefly evaluated, as well as the factors responsible for alterations in the normal steroid profile. Special focus is turned to the latter approach. <![CDATA[<b>Considerations on blood pressure assessment during resistive exercise</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en A pressão arterial (PA) é uma variável cuja quantificação em sessões de treinamento é desejável, já que tem relação com as demandas cardiovasculares no esforço. No caso de exercícios contra-resistência (ECR), porém, os valores obtidos estão sujeitos a erros, dependendo da técnica de medida adotada. Este texto tem por objetivo revisar os métodos de medida da PA no ECR, sugerindo formas de reduzir as discrepâncias das medidas indiretas quando comparadas com o método direto. A medida direta da PA é feita por cateterismo intra-arterial (CI). Este método é tido como padrão-ouro mas, devido a sua natureza invasiva, é um procedimento pouco usual. Além disso, sua aplicação não seria indicada em indivíduos assintomáticos, uma vez associada a riscos de dor, espasmo e oclusão arterial, síncope vasovagal e sangramento. Dentre os métodos indiretos, destacam-se o fotoplestimográfico (Finapres) e o auscultatório (MA). Poucos são os estudos comparativos entre esses procedimentos de medida durante ECR, a ênfase sendo maior em atividades aeróbias e no repouso. Dentre os estudos revisados, não foram localizados trabalhos comparando o CI com Finapres durante ECR e apenas três com o método auscultatório. Em suma, o CI parece pouco viável e ético para quantificar a PA em ECR. O Finapres é considerado o melhor procedimento indireto, mas depende de equipamento, cujo custo é elevado e a fabricação, suspensa. O MA pode subestimar o valor real da PA, em função de limitações inerentes à técnica e das características dos exercícios observados. No entanto, alguns procedimentos durante a mensuração podem reduzir essas diferenças, como realizá-la o mais tardiamente possível, antes do término do exercício. Enfim, apesar das discrepâncias referentes aos valores absolutos, as medidas obtidas pelo método auscultatório podem ser sensíveis para identificar tendências do impacto sobre a PA, decorrentes de diferentes situações de prescrição de ECR.<hr/>Cardiovascular demands during exercise are related to arterial blood pressure (BP). However, BP assessment during resistive exercises (RE) can be biased by limitations of measurement techniques. The purpose of this paper was to review the methods of BP assessment during RE, and to suggest ways to minimize differences between indirect and direct methods. Intra-arterial catheterism (IC) is considered the gold-standard for BP assessment. However, its application is unusual and not recommended for healthy individuals, due to enhanced risk of pain, arterial spasm and occlusion, syncope, or blending. The most common indirect methods are the photoplethysmographic (Finapres) and auscultation (AU) techniques. There are few studies comparing these methods during RE. Only one paper was found comparing IC to Finapres, and three comparing IC to AU. In conclusion, despite its precision, IC utilization to assess BP during RE in healthy subjects seems not to be feasible nor ethical. Finapres is considered the best indirect procedure, but it relies on an expensive device which is no longer available, since its production was discontinued. On the other hand, AU can lead to important underestimation of the actual BP values, depending on the exercise characteristics. Some recommendations can be adopted to reduce these differences, such as making the measurement the latest possible before the end of the exercise. The absolute differences between AU and the other methods notwithstanding, it seems that it is adequate to identify trends of BP profile associated to different RE situations.